quinta-feira, 4 de abril de 2013

A santa Missa: 6.ª Coluna



As colunas de tua casa
um plano para a felicidade da família
pelo 
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            Uma peça de admirável suntuosidade, uma coluna de próprio, atravessada por veias de ouro, mostra-nos a santa fé. Daí se reflete por toda a casa luz e beleza. É a Santa Missa.
            Não é apenas um crucifixo sem vida; não! — é o próprio Salvador que Se torna presente, sacrificando-Se por nós na cruz, Ele consuma de novo o sangrento sacrifício da cruz. É o mais importante acontecimento do mundo, o sacrifício do Gólgota, que se re­nova na Igreja! O altar torna-se um monte Calvário.
            Lá se encontra o mesmo Salvador, o mesmo amor, a mesma imolação que outrora na primeira sangrenta Sexta-feira da Paixão! — E quão de perto se tocam a idéia do sacrifício divino do Gólgota e a da vida de sacrifício no matrimônio! A vida matri­monial significa vida de sacrifício. O matri­mônio, conscienciosamente compreendido, é até um grande e contínuo sacrifício, que por vezes se eleva até o heroísmo. Em renuncia e paciência no sofrimento pode às vezes exigir algo de sobre-humano, onde iriam os cônjuges buscar força para isso, de onde lhes pro­vêm maior consolo e mais fortaleza que ao pé da cruz, do altar, onde dia por dia se consuma o mais doloroso sacrifício?
            A esposa e mãe sente particularmente no Santo Sacrifício da cruz e do altar ressoar cordas afins! Ela também precisa de maior força. Toda a sua vida, toda a sua condição é propriamente apenas de dedicação, de ab­negação, de sacrifício, é viver e consumir-se pelos outros. — Se não se aproxima do altar, em companhia da Mãe Dolorosa e sob a Cruz do Filho de Deus, então não sei de onde lhe virá a alegria no espírito de sacrifício e a co­rajosa força de vontade para a sua vida de renúncia.
            Grandiosa e bela como o sol brilha a santa Missa, iluminando a família. Mas ain­da não é essa toda sua bênção. Nela sussurra também misteriosamente sobre nossos altares uma fonte de felicidade.
            No lago de Achen encontrei, há muitos anos, uma nobre senhora protestante de Würzburg, que um domingo me acompanhou à santa Missa.
            Desde a moléstia do marido frequentava a Igreja Católica. Então, dizia ela, sentia a necessidade de orar pelo esposo mortalmente enfermo.
            Como suas Igrejas estavam todas fecha­das durante o dia, tinha ido ao templo católicos. Lá se rezava tão bem e muitas bênçãos e por fim a conversão à Igreja Católica de­via à frequentação da Santa Missa. — Nada lamentava mais do que ter Lutero fechado para tantas almas esta fonte de bênçãos. — Tinha razão. Imaginamos que viesse hoje al­guém e alta noite derramasse ouro num lugar dificilmente accessível. Todos poderiam ir buscá-lo, quando quisessem. Quem deixaria de ir? Ninguém: Na Santa Missa, dia por dia, não somente aos domingos, se derrama coisa de maior valor ainda. Na consagração corre de novo sobre nossos altares o precioso San­gue do Salvador, como outrora na cruz.
            De novo se Lhe abre o amoroso Coração para derramar juntamente com torrentes de Seu Sangue sagrado, também as bênçãos de Suas graças sobre a terra sequiosa. Cada gotinha desse Sangue preciosíssimo vale mais que um mundo inteiro, cheio de ouro e pe­dras preciosas. Comodamente podes hauri-lo. Não é uma hora impossível, quase a to­das as horas da manhã mana a fonte, abre-se misteriosamente a torrente de graças para cada um que vem. É preciso muitas vezes apenas um pouquinho mais de compreensão para o tesouro supremo de nossa Igreja, e alguma boa vontade.
            E se vós mesmos não podeis, mandai então ao menos vossos filhos. Assim era no tempo antigo, quando ainda se pensava catolicamente e se apreciavam as graças da Igreja: alguém da família devia também nos dias de trabalho ir à santa Missa. Era o por­tador de bênçãos para todos os outros mem­bros da família. — Procedes acaso prudentemente, deixando de ir? Convenceste que per­des assim ocasião de buscar a felicidade, tua e de teus filhos.