terça-feira, 28 de junho de 2016

UM POUCO DE DIVERSÃO


18.ª Arma: Uma meditação de Sto. Inácio

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.

 

18.ª Arma: Uma meditação de Sto. Inácio

Para dar à vontade esta decisão generosa, de que acabamos de falar, será oportuno concluir este capítulo, pela “meditação das três classes de homens”, de Sto. Inácio.
Eis como o Santo a propõe: “Supomos aqui três classes de pessoas, composta cada uma de dois homens. Todas as três ganharam, cada uma, dez mil ducados, sem se proporem puramente e unicamente, o motivo do amor de Deus. Desejam salvar e encontrar Deus Nosso Senhor na tranquilidade, desembaraçando-se dum peso e vencendo os obstáculos que encontram aos seus desígnios, nessa afeição à fortuna que adquiriram.
A primeira classe desejaria desfazer-se da afeição que sente pela fortuna, que possui, para encontrar Deus Nosso Senhor, na paz, e poder operar sua salvação, mas não emprega, de fato, meio algum…

14 - A ARTE DE SE FAZER OBEDECER (Parte II)

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III - EXERCÍCIO DA EDUCAÇÃO 

14 - A ARTE DE SE FAZER OBEDECER (Parte II)

• De três a sete anos, a formação dos automatismos continua sob outra forma: não se trata mais de “domesticar” a criança (os educadores não são domadores de feras), mas de despertar-lhe o senso da obediência e fazer com que nela se exerça essa faculdade. Seu primeiro esforço deve fixar esse ponto: obedecer. Que a criança saiba que existem na vida necessidades iniludíveis, porque é “assim mesmo”. O poder de sugestão de um “é assim mesmo”, dito com calma, persuasão e firmeza, é imenso; o garotinho deve sentir que há nisso uma espécie de fatalismo maravilhoso, que tudo simplificará se aceito. Se nos zangamos para dizer a frasezinha tão importante, se nos enervamos, tudo estará perdido e o resultado será o oposto do que esperamos. 
• Se a criança resiste às vossas ordens, dadas com bondade e doçura; se faz ouvidos de mercador quando, reunindo toda a vossa energia, falais com firmeza e decisão, adotai, então, os meios que julgardes de maior influência sobre o espírito
• À medida que a criança crescer, é melhor agir sob a forma de sugestões do que sob a forma de ordens imperativas: “Acho que farias melhor assim... Não achas que deves fazer isto no teu próprio interesse?... Acho que no teu lugar agiria desse modo...”
• A imaginação pode facilitar o cumprimento de certos deveres fastidiosos; ela distrai as teimosias e é preservativo contra choques brutais; um garotinho se recusa desesperadamente a largar um tinteiro de que se apoderou; ordens e rogos exasperam sua oposição; catástrofe iminente; mas, alguém baixa o tom de voz, põe um dedo nos lábios e murmura: “Psiu, nada de barulho. Isso faz “dodói” no tinteiro... ” Com mil precauções, a criança fascinada põe de novo o objeto em seu lugar; o drama está conjurado. (Outro exemplo: a mamãe, cujo filho chora, finge que dá volta à chave na altura da testa: “Cric, crac! Vamos fechar a torneirinha das lágrimas!”)

quinta-feira, 23 de junho de 2016

17.ª Arma: a vontade

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A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.

 

17.ª Arma: a vontade

Neste nosso século de moleza e de comodidades, em que os moços, com um tostão, poupam-se a fadiga de cem metros de caminho que deveriam fazer a pé, tomando os carros elétricos, ou o ascensor, para evitar a subida de quarenta degraus, não será demasiado insistir sobre a grande importância da vontade.
Multíplices são as causas que enervam a sensibilidade.
Muito poucas as que contribuem para tornar viril o jovem, dando-lhe a verdadeira robustez.
A sólida formação do carácter e a educação geral da vontade, é que se deveria ter em vista, para toda e qualquer formação dos jovens.
Que fazer de todos esses abúlicos, desses anêmicos, cujo sangue parece carecer de glóbulos vermelhos e abundar de leucócitos?
Convencei-vos de que o menino mais disciplinado, o que tivesse maiores prêmios no colégio e fosse mesmo presidente de Congregação e conquistasse, cada ano, o primeiro prêmio de comportamento, estaria terrivelmente exposto a fraquear, se lhe falhasse a vontade.
Não é verdade? A pureza, sendo uma luta, exige lutadores e não, para repetir uma celebre expressão, “franguinhos piedosos”. São delicadinhos e ternos os frangos, mas, não vedes? que papel desempenham nos combates?!…

quarta-feira, 22 de junho de 2016

15.ª Arma: o recurso ao médico / 16.ª Arma: o temor do contágio

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A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.

 

15.ª Arma: o recurso ao médico

Nas tentações impuras, não se hão de considerar só os fenômenos psicológicos mas é forçoso estudar também os fenômenos fisiológicos.
Em se tratando da alma, é o sacerdote que se há de acudir.
Quando se trata, porém, do corpo, é ao médico que é mister recorrer.
O médico, diz o Pe. Vermeersch, insistindo neste ponto, poderá, segundo os casos, tentar diversos remédios e processos: o emprego da cânfora, do bromuro, a hidroterapia, a lavagem local com água fria ou avinagrada, os meios adaptados para acalmar os nervos, compressas, cauterização, sugestão, etc.
Algumas vezes (dizemos algumas vezes…) poderá o médico recorrer, com proveito, ao hipnotismo.[1] Enfim ele indicará como convém tratar certas doenças características.
O que importa é consultar um médico consciencioso, que saiba aliar aos princípios, fundamentalmente religiosos, os requisitos para uma cura fisiológico-psicológica.[2]

16.ª Arma: o temor do contágio

Já o dissemos não se morre por se ter sido continente.
Por milhares, porém, se contam as vítimas da incontinência.
“Esta devassidão da mocidade é um imenso perigo para os rapazes que a ela se entregam”. (Dr. Perrier).
“Que de tristes histórias não ouvistes daqueles seres embrutecidos, daquelas heroínas arruinadas que, há pouco, corriam como vós, de festa em festa. Em que estado estão agora!” (Dr. Bourgeois. As paixões).
“De todas as coisas que, mais poderosamente, concorrem para abreviar a vida, não conheço outra cuja ação seja mais deletéria (a impureza) eque reúna em si, no mais alto grau, as propriedades antivitais”. (Hufeland).

terça-feira, 21 de junho de 2016

III - EXERCÍCIO DA EDUCAÇÃO/ 14 - A ARTE DE SE FAZER OBEDECER

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III - EXERCÍCIO DA EDUCAÇÃO 

14 - A ARTE DE SE FAZER OBEDECER

Colaboradores de Deus, tendes sobre vossos filhos uma autoridade que não se origina da Lei, nem do Estado, nem da Tradição, mas no próprio Deus. Essa autoridade assumirá uma expressão diferente à medida que a criança crescer; podeis mesmo delegá-la, mas não podeis renunciar totalmente a ela enquanto a criança não atingir a idade adulta.
• É preciso sustentar com energia que fazer a educação de um filho é necessariamente exercer sobre ele uma autoridade e exigir-lhe que obedeça. E a criança a quem se deixasse “fazer tudo”, sob pretexto de respeitar sua liberdade, correria o risco do tornar-se um ser malfazejo contra o qual, depois, dever-se-ia empregar a força bruta como defesa. Este seria o preço a pagar. E não temos de nos inquietar aqui em saber se convém dizer que a natureza é boa ou se convém dizer que é má. Verificamos apenas, como um fato, que as crianças não são espontaneamente — e não se tornam sem que as ajudemos — o que devem ser. Em consequência disso, dizemos ser necessário intervir em suas vidas.[1]
• Se Deus vos deu autoridade sobre os filhos, foi para exercê-la visando ao seu maior bem e na medida desse maior bem.

14.ª Arma: as Obras e os Círculos de estudos

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A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.

 
 
14.ª Arma: as Obras e os Círculos de estudos

Não é nada banal o sermãozinho aritmético que, acerca do zelo, se lê no livro As almas livres de Luc Miriam.
“1.º ponto: Não sejas um ponto de uma circunferência, mas um centro.
2.º ponto: Não sejas uma parcela de uma soma, mas um fator de uma multiplicação:
5 + 3 = 8; 5 x 3 = 15”.
Sacrifica-te. Não procurar muito longe de ti, a ocasião para praticar o bem: encontra-la-ás, com certeza, em tua própria família, entre teus camaradas: e assim, poderás convidar a passeio aquele colega abandonado, propor alguma repetição àqueloutro, mais atrasado, recrear aquele amigo vítima de alguma aflição.
“Vamos!… nada consola tanto a alma, como tornar uma alma menos triste”. (P. Verlaine. Sabedoria).
Toma parte ativa em alguma conferência de S. Vicente de Paulo: assim, dizia Ozanam, o fundador delas, porás “tua castidade ao abrigo da tua caridade”. Tudo o que for dado a estas obras, será tirado a concupiscência.
Aproxima-te dos pobres!
Mas dirás: “hoje, já não há pobres!”

quarta-feira, 15 de junho de 2016

13. SER E PARECER UNIDOS

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13. SER E PARECER UNIDOS

Um dos problemas mais graves da educação é o do bom entendimento entre os educadores. A criança começa por desconcertar-se quando se choca com a desinteligência entre os que têm por missão guiá-la. Depois, tendo percebido a falha em que seu capricho possa infiltrar-se, disso se aproveita ao máximo com enormes riscos para a sua formação.
• Se é verdade que os educadores em geral (família, escola, clero) deveriam, no interesse da criança, assinalar positivamente um mútuo acordo, o princípio é mais valioso ainda para o entendimento sem fissura que deve existir entre papais e mamães, pois aqui se acrescenta um elemento afetivo de alta voltagem, e todo sinal de dissensão entre os pais reage dolorosamente no coração do filho, mesmo que aí encontre uma vantagem imediata.
• Eis algumas regras vitais que os jovens esposos jamais deveriam infringir:

terça-feira, 14 de junho de 2016

Amantes de livros!


12. TER MEDIDA E PONDERAÇÃO

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12. TER MEDIDA E PONDERAÇÃO

Evitai na criança a tensão nervosa, a estafa física e moral. Para assimilar tudo o que se lhe diz ou ensina, a criança tem necessidade de períodos de tranquilidade. É preciso que possa viver um pouco à vontade.
• Vigiai vossos filhos, mas não estejais sempre a espioná-los.
• Estar todo tempo “atrás” de uma criança só serve para fatigá-la sem resultado e impedi-la de ser ela própria.
• Seriai os esforços pedidos à criança. Seu ponto de saturação é depressa alcançado. Não o ultrapasseis. É preciso deixá-la respirar. Montaigne diz que a atenção da criança é de pequena capacidade: é preciso não enchê-la com muita coisa ao mesmo tempo.
• Cumpre evitar todo exagero com as crianças, porque elas tomam ao pé da letra o que lhes dizemos. Um excesso de elogios pode ser tão funesto quanto um excesso de censuras. 

A família livre

Fonte: Blog do [cultor]

"Conheci muitos casamentos felizes, mas nenhum compatível. 
A única finalidade do casamento é combater permanentemente 
e ultrapassar o instante em que a incompatibilidade é evidente, 
pois homem e mulher, como tais, são incompatíveis."


G.K. Chesterton, “Disparates do mundo”, p. 42-46.

Consideraremos as tendências políticas e cósmicas apenas naquilo em que ferem esse teto único e ancestral. Pouquíssimas palavras bastarão para tudo o que quero dizer sobre a família em si. Abandonarei as especulações sobre a sua origem animal e os pormenores da sua reconstrução social; o meu único fito é tratar da sua palpável onipresença. Ela é uma necessidade da humanidade; é (se assim o quiserem) uma armadilha, uma prisão, para a humanidade. (...)
Pode dizer-se que esta instituição do lar é a única instituição anárquica que existe. O mesmo é dizer que é mais antiga do que a lei e se firma fora do Estado. Pela sua natureza, rejuvenesce ou corrompe-se pelo jogo das indefiníveis forças do costume ou do parentesco. Não se entenda que o Estado não tem autoridade sobre as famílias ou que a autoridade do Estado não possa e deva ser invocada em muitos casos anormais; mas, na maioria dos casos de alegrias e desgostos de família, o Estado não tem nunca que intervir. Não é certo dizer-se que a lei não deve interferir; o certo é não poder fazê-lo. Tal como há domínios demasiado distantes dos caminhos da lei, outros há demasiado próximos: assim, é mais fácil a um homem ver o Polo Norte do que a sua própria coluna vertebral. Tanto escapam à vigilância os problemas minúsculos e próximos como os grandes e remotos problemas, e as reais dores e alegrias familiares constituem um flagrante exemplo disto mesmo. Se uma criança pede a lua, o polícia não pode satisfazê-la, mas também não a pode fazer calar.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

13.ª Arma: a nobreza d’alma

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A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.



13.ª Arma: a nobreza d’alma

Esta nobreza não passará, talvez, de uma qualidade meramente humana, nada tendo de virtude, porquanto entre um dom natural e uma virtude sobrenatural, não há somente uma diferença de nível, mas distinção essencial.
Todavia esta nobreza, será para a alma uma preparação (remota ou negativa) à virtude. Ela nos impedirá de ir dar nos parcéis do descaramento.
De que modo?
O que é plebeu está exposto a seguir a chateza, seja qual for, por exemplo: a do vício.
Nós não fomos criados como comportas estanques. Todo o seu moral é solidário. Estudaste as leis da transmissão dos sons e das vibrações moleculares. Dá-se o mesmo com o coração humano: o menor ruído tende propagar-se e os movimentos ondulatórios alcançam, pouco a pouco, todo o conjunto.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Matrimônio: Maria e José



Quero falar-vos de um matrimônio que formou uma família: o de Maria e José.

Para se explicar a singularidade destas núpcias, importa ter presente uma verdade: pode haver casamento sem haver união física.

Isto pode verificar-se por três razões: porque os sentidos, já saciados, se tornaram insensíveis; porque os esposos, depois de se terem unido, fazem voto a Deus de renunciarem ao prazer para se dedicarem aos mais sublimes êxtases do espírito; e, finalmente, porque os esposos, não obstante o casamento, fazem voto de virgindade, renunciando aos direitos recíprocos. E a virgindade torna-se o fulcro desta união.

Uma coisa é renunciar aos prazeres da vida conjugal pela saciedade experimentada; outra é renunciar a eles antes de se terem experimentado, para formar apenas uma união de corações, como nas núpcias de Maria e José.

Eles se uniram como duas estrelas que nunca se conjugam, enquanto as suas luzes se cruzam na atmosfera.

Educação


12.ª Arma: o recurso a algum objeto concreto

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A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.



12.ª Arma: o recurso a algum objeto concreto

Aperta em tuas mãos uma medalha, uma cruz, teu escapulário.
Não será só um auxílio passageiro, porque se, mais tarde, sobrevierem dúvidas sobre a tua resistência, terás nisso uma prova de não teres cedido, embora ela não seja de evidência absoluta[1] mas somente de grande probabilidade.
E realmente não é de crer que quem consentiu no mal, o fizesse apertando amorosamente um objeto piedoso.
Tem perto de ti alguma imagem, por exemplo, o vulto do Senhor.
E para que tais processos?
A tentação da impureza é extraordinariamente “insinuante”: apodera-se da tua memória, da tua imaginação e de teu ser físico.
Não te contentes, pois, trazer à mente a ideia do dever, para combater o pecado carnal.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

RELATO AMIGO

Nota do blogue: Quando encontrei -- por graça divina -- esse livro num sebo, sabia que ele daria frutos... agradeço imensamente a dona da página A Mulher Forte (quase 51 mil curtidas) por ter multiplicado o que recebeu dessa leitura. Deus a recompense. Irei criar um marcador no blogue divulgando o seu trabalho, pois sou fã da página.

Forte abraço, querida!
Unidas no Coração do Crucificado.

Letícia de Paula

___________________



"Nós mulheres temos uma grande missão como esposas e mães. Mas, infelizmente, poucas tem a noção da grandeza de seu estado. Pensava em fazer algo para suprir essa carência, sem sucesso, sem nenhuma idéia...

Um dia, por acaso, encontrei o blog A grande guerra, onde pude aumentar a minha fé através das várias leituras lá disponíveis. Mas minha maior surpresa foi um livro intitulado: "A mulher forte". Li, reli, e me deliciava a cada página deste livro e os conselhos destinados as casadas. Foi aí que pude confirmar que a santidade não era coisa só para religiosos, que todos eram chamados, desde que cumprissem e BEM os deveres de seu estado. Sem muita pretensão criei a página "A mulher forte", onde compartilhava os trechos do livro. Hoje, um ano depois, a página cresceu e tenho a graça de dividi-la com uma amiga-anjo que me muito me ajuda e ensina, isso para nos mostrar que todos buscam o caminho da perfeição, todos o anseiam e aspiram, o que falta mesmo é direção, principalmente para as mulheres. Depois deste livro fui pesquisar e traduzir vários livros destinados às mulheres cristãs para poder compartilhar com minhas seguidoras, mas essa sementinha foi plantada pelo blog: "A grande guerra".

Agradeço imensamente à Letícia e à Grande guerra por abrir os meus olhos para a vocação de meu estado, e ter colaborado com a criação de nossa página. Deus lhe pague, querida Letícia!"

11.ª Arma: o exercício da presença de Deus

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A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.



11.ª Arma: o exercício da presença de Deus

Concretiza esta ideia: “Deus me vê”.
Já provamos o influxo benéfico desse olhar de que nossa alma sente o contato: olhar penetrante, agudo, cheio de animação ou de censura, olhar profundamente carregado ou simpático…
Se um sincero amigo aqui estivesse perto de mim, muito perto e me fitasse de tal modo  …
Se meu pai, minha mãe aqui estivessem perto de mim, muito perto e não arredassem de mim seus olhares…
Pois bem! Deus está aqui, não está distante, retirado na profundeza do seu firmamento, mas mui perto de mim!…
“Não está longe de nós”, dizia S. Paulo no Areópago.
Ele te vê.
E enquanto Ele assim te observa, será, possível que te entregues à luxúria?

“Os malvados disseram: Jeová não nos vê:
O Deus de Jacó não presta atenção.
Compreendei enfim, ridículos filhos do povo!…
Insensatos, quando então tereis inteligência?
O que fez os olhos, não há de ver?
Jeová conhece os pensamentos dos homens”.
(S. 93)

terça-feira, 7 de junho de 2016

10.ª Arma: o voto

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A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.



10.ª Arma: o voto 

Muitos jovens sentem-se bem fazendo um voto, sob pena de pecado mortal ou simplesmente de pecado venial, e isto por um determinado espaço de tempo, ou por um dia somente, ou até para uma certa ocasião.
Esta medida radical (ao que contudo não convém recorrer muita vez, e para a qual se deve ouvir o parecer do confessor), corta rente com todas as evasivas desta paixão, que se tornava insistente em nós, só porque descobria a nossa indecisão, aguardando daí tirar resultado.
Um voto tem a vantagem de dar a tenacidade a uma consciência reta, ante os perigos da solicitação.
O voto pode consistir em vedar-se, não já uma ocasião perigosa, mas alguma coisa certamente grave.
Acrescenta-se, em tal caso, a proibição já existente pela lei natural ou positiva, uma segunda proibição, toda pessoal, e por isso mesmo mais estrita. Acontece com efeito, por vezes, impressionarmo-nos menos por uma proibição geral do que pela palavra de honra, livremente empenhada.
Pode dar-se, não há dúvida, o caso de serem ambas violadas, mas há então duas barreiras, em vez de uma, a vencer-se, necessitando por isso maior soma de desvairamento para, não obstante esses dois obstáculos, se atirar um ao abismo.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

9.ª Arma: a modéstia

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A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.



9.ª Arma: a modéstia

A modéstia não é ainda a pureza, mas a sua salvaguarda e seu elemento de defesa.
Em sua Carta sobre a modéstia, tomando como exemplo S. João Berchmans (1922), escrevia o Pe. Ledochowski, geral da Companhia de Jesus: “A modéstia é a casca que protege o âmago oculto, a guarda e a protetora da pureza”.
S. Gregório Nazianzeno usa uma imagem muito semelhante: “A modéstia protege a castidade como as folhas protegem o fruto”; ou tomando a linguagem moderna da guerra, como as trincheiras defendem uma posição.
Sucede que o acidental, por vezes, proteja o essencial.
O grão-Mestre João de La Valette querendo disputar aos turcos uma praça forte, exclamava: “Avante! os lírios defendem as fortalezas!”
O lírio! a flor dos escudos franceses.
Meu jovem amigo, diz também a teu modo: “o belo lírio da modéstia, guardará a fortaleza da castidade”.
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