segunda-feira, 22 de abril de 2013

Doutrina Cristã - Parte 35

Nota do blogue: Acompanhar esse Especial AQUI.

Monsenhor Francisco Pascucci, 1935, Doutrina Cristã, 
tradução por Padre Armando Guerrazzi, 2.ª Edição, biblioteca Anchieta.

X. — ORAÇÃO 
Definição. — Oração mental e vocal

            72. ­- Se os sacramentos são o meio produtor da graça, a oração lhe é o meio imperativo, porque serve para implorá-la do Senhor.
            A oração é a pia elevação da alma a Deus para conhecê-lO bem, adorá-lO, agradecer-Lhe e pedir-Lhe quanto precisamos.
            A oração distingue-se em mental e vocal.
            A oração mental é a que se faz apenas com o co­ração e a mente; divide-se em meditação e contem­plação.
            Na meditação, a alma une-se a Deus por via de raciocínio, enquanto, consideradas as verdades eter­nas, a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo etc., se esforça por estudar as normas de levar uma vida cristã.
            Na contemplação a alma une-se a Deus por via especial de Deus, a que, ordinariamente, se chega numa como visão interna e quase sem esforço; é dom por meio de assídua meditação.
            A oração vocal, dita comumente oração ou súplica, é a que se faz com palavras, acompanha­das da mente e coração.

Necessidade da oração

            73. - É necessário orar, porque Deus o manda, e, ordinariamente, só a quem ora concede as graças.
            Jesus Cristo disse: “Importa orar sempre, e não cessar de o fazer.” (Luc. XVIII, 1) - “Pedi, e dar- se-vos-á.” (Luc. XI, 9)
            E, com o seu exemplo, nos ensinou a rezar.
            É verdade que Deus onisciente conhece o que nos é necessário e muitas vezes, em Sua infinita bon­dade, para que Lho peçamos, corre adiante de nós: mas quer que o supliquemos, para reconhecê-lO como o doador de todo bem e atestar-Lhe a nossa humilde submissão.

Quando devemos orar

            74. - Devemos orar sempre, como Jesus Cristo nos ensinou, isto é, com a mente unida a Deus, con­siderando-lhe a divina presença e dirigindo-lhe todas as nossas ações.
            Especialmente devemos orar nos perigos, nas tentações, em ponto de morte e nas calamidades públicas.

Quando devemos orar

            75. - Por meio da oração, temos esperança de conseguir de Deus os auxílios e graças de que temos necessidade: essa esperança funda-se nas promessas de Deus Onipotente, misericordioso e fidelíssimo, e nos méritos de Jesus Cristo. É necessário que nos­sa oração seja feita:
        a) com humildade, reconhecendo sinceramente a nossa própria indignidade, fraqueza e miséria, segundo o exemplo do publicano que dizia: “Senhor, sede propício a mim pecador”;
            b) com sincera confiança, isto é, com firme esperança de sermos ouvi­dos, se o que pedimos é para a glória de Deus e nos­so verdadeiro bem;
            c) com perseverança, sem cansarmos, se o Senhor não nos ouve depressa;  
          d) com resignação à vontade de Deus, o qual conhece o que deveras condiz ao nosso verdadeiro bem;
        e) com re­colhimento, pensando que falamos com Deus; pelo que urge rezemos com respeito e devoção, evitando, quanto for possível, as distrações, a saber — qual­quer pensamento estranho à oração;
          f) em nome de Jesus Cristo, como Ele próprio no-lo ensinou e o pratica a Igreja, que termina sempre as orações com as palavras: per Dominum nostrum Jesus Christum, isto é, por Jesus Cristo Senhor Nosso, ou equi­valentes.

Que podemos pedir?

            46. - Devemos, sobretudo, pedir a Deus a glória d’Ele, a nossa eterna salvação e os meios para consegui-la.
            É lícito igualmente pedir os bens temporais, com a condição especial de que nos conformemos com a santíssima vontade do Senhor e não sirvam de impedimento à nossa eterna salvação.
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