Santa Filomena

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Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

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A Grande Guerra

Hora Santa - Dezembro (Composta por Padre Mateo Crawley Boevey)


(Hora Santa - composta por Padre Mateo Crawley Boevey membro da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria - 1875 a 1960)

* Reza-se especialmente na primeira 5ª feira do mês (em desagravo ao Sagrado Coração de Jesus)
* Nos próximos meses colocaremos outras orações do mesmo autor (sempre na primeira 4ª feira do mês).

Dezembro

Aí o tendes; admirai-O com fé viva: esse é Jesus... Nessa Hóstia divina o viu sua serva Margarida Maria...; Ela ouviu sua voz arrebatadora, seus lamentos, os soluços de seu Coração, despedaçado pelos tormentos do amor e da ingratidão humana... Aí lhe tendes; admirai-O: esse é Jesus, o Deus terno, doce e misericordioso de Paray-le-Monial. Transportemo-nos em espírito a este lugar humilde e misterioso, e, em companhia da predestinada Margarida Maria, com a face por terra e com a alma cheia de fervores do céu, adoremos a Jesus Cristo, que nos quer falar, nesta Hora Santa, dos anseios, das tristezas, das vitórias e das divinas promessas de seu Sagrado Coração... Aí o tendes, admirai-O com fé viva: esse é Jesus!

(Pausa)

(Nesta primeira Sexta-feira, a última do ano, pedi-Lhe que perdoe muitas faltas, muitas infidelidades, muita indiferença; mas agradecei-Lhe, ao mesmo tempo, em união com Margarida Maria, as inúmeras graças com que vos acumulou seu amável Coração).

Voz de Jesus. (Primeira petição: a Comunhão reparadora). Levantai os olhos, filhinhos meus, e ainda que confundidos porque sois culpados, olhai-me sem receio; não temais, pois sou Jesus, que vos ama perdoando... Vinde, quero sentir o calor de vosso abraço; comungai, em nome de tantos que jamais comungam... Se soubésseis que desolação imensa sente minha alma quando percorro os caminhos freqüentados pelos homens, e, com a mão estendida como um mendigo, vou reclamando um coração que se nega! E volto então só com minha angústia a meu Sacrário... E me oculto nele, sentindo mil rejeições!...

Ah! Mas meu Coração de Bom Pastor, jamais se desencanta dos homens... Saio novamente, rogo e suplico que me ofereçam uma hospedagem... Às vezes, ao cair o dia, destroçados já meus pés, encontro um menino, um pobre, que aceita um assento no banquete eucarístico... Almas queridas, é este desamor o que me fere mortalmente... Quantos são os que vivem uma longa vida sem ter jamais saboreado as delícias de uma comunhão!... A Hóstia é, no entanto, a herança, o céu antecipado e exclusivo dos homens... Tenho sede de amor.

Tenho sede abrasadora de ser amado neste Sacramento de amor. Tenho sede infinita de entregar-me dia a dia a milhares de almas em minha sacrossanta Eucaristia. Vinde, meus preferidos, e compensai a ausência de tantos que menosprezam este dom supremo; comungai vocês com comunhão reparadora; deêm-me vós o amor que me negam; estreitai-me em nome dos que fogem de meus braços; aprisionai-me, fazei-me todo vosso, em desagravo da culpada ausência de inumeráveis filhos que, atordoados pelo mundo, esquecem que neste Tabernáculo está seu Deus, sob as aparências do Maná sacramentado.

Mais do que vosso alento, mais do que vosso sangue, bem mais do que vossa alma, Eu, Jesus-Eucaristia, quero ser eternamente vosso... Oh! Vinde sem mais demora..., Vinde depressa ante meu altar e prometei-me sempre o grande consolo da comunhão reparadora, muito freqüente. Sereis insensíveis a meu amor e a meus lamentos?... Filhos meus, respondam-me...

(Pausa)

(Um Deus está bebendo de nossos lábios; respondamos-Lhe com paixão da alma).
 
As almas. Como a corça sedenta procura a fonte das águas, assim, apaixonados de teu Coração, lançamo-nos a ti, oh, Fonte! Oh, Vida! Oh, Paraíso, Jesus-Eucaristia! Não é uma mera palavra, Senhor, não: é uma solene promessa a que fazemos nesta Hora Santa, a de viver de Eucaristia em desagravo da ausência dolorosa de tantos filhos teus que jamais comungam...

Aceite, pois, nossa prece e, nesse altar, sorri, consolado, Oh, amável Prisioneiro do Sacrário! Vêm... Vos Adoramos, Jesus, neste Sacramento querido.

(Todos, em voz alta)

Inflamai nossas almas de sede de Eucaristia.
Vêm... Adoramos-Vos, Jesus, neste Sacramento de amor.
Inflamai nossas almas de sede de Eucaristia.
Vêm... Adoramos-Vos, Jesus, neste Sacramento de doçura.
Inflamai nossas almas de sede de Eucaristia.
Vêm... Adoramos-Vos, Jesus, neste Sacramento santificador.
Inflamai nossas almas de sede de Eucaristia.
Vêm... Adoramos-Vos, Jesus, neste Sacramento de fortaleza.
Inflamai nossas almas de sede de Eucaristia.
Vêm... Adoramos-Vos, Jesus, neste Sacramento de consolo.
Inflamai nossas almas de sede de Eucaristia.
Vêm... Adoramos-Vos, Jesus, neste Sacramento de divina esperança.
Inflamai nossas almas de sede de Eucaristia.
Vêm... Adoramos-Vos, Jesus, neste Sacramento de vida eterna.
Inflamai nossas almas de sede de Eucaristia.
Vêm… Adoramos-Vos, Jesus, neste Sacramento de suavidade infinita.
Inflamai nossas almas de sede de Eucaristia.
Vêm... Adoramos-Vos, Jesus, neste Sacramento de paz inefável.
Inflamai nossas almas de sede de Eucaristia.
Vêm... Adoramos-Vos, Jesus, neste Sacramento de luz.
Inflamai nossas almas de sede de Eucaristia.
Vêm... Adoramos-Vos, Jesus, neste Sacramento de celestiais delícias.
Inflamai nossas almas de sede de Eucaristia.
Vêm... Adoramos-Vos, Jesus, neste Sacramento, oferenda de glória inacessível.
Inflamai nossas almas de sede de Eucaristia.

(Pausa)

(Não esqueçais: o que acabamos de dizer-Lhe não é uma palavra que se desvanece como o entusiasmo de um momento: é uma resolução, é uma grande promessa de comungar com suma freqüência em espírito de desagravo).

Jesus. (Segunda petição: a celebração de todos as Primeiras Sextas-feiras). Vosso amor ardoroso me alenta... Sinto-me reconfortado com vossa promessa, e já que ela é tão fervorosa e sincera, atendei ainda, filhos de meu Coração, um segundo pedido de vosso Deus e Mestre... Quero que me dediqueis um dia de especial consolo...


Quero sentir-vos nele mais perto de meu Coração Divino; em benefício vosso, quero acumular-vos nesse dia privilegiado daquelas graças que reservo aos muito fiéis, aos muito meus... Que esse dia de amor e de zelo, de reparação e de consolo, seja a primeira sexta-feira... Dedicai-me com especial carinho, celebrai-o em louvor meu com particular fervor... Sim, vós todos, que me compreendeis melhor do que o mundo... Vinde cada primeira sexta-feira à comunhão, vinde visitar-me, com o amor dos serafins, em minha Santa Eucaristia, e tomai aí o assento de João, meu predileto, e falai-me aí as palavras de Margarida Maria, minha venturosa confidente... E depois, em silêncio, recolhidos ante o altar, procurando o calor de meu peito, postos a alma e os lábios na ferida de meu lado, falai-me de tudo o que vos aflige e interessa, nomeai-me aos que amais e que não me amam, contai-me vossas ambições de santidade e vossas misérias, confiai-me vossas amarguras, dizei-me tudo, tudo... A primeira sexta-feira será dia de graça até a consumação dos tempos; dia de grande misericórdia... Recolhei-a superabundante para o lar querido, para os pecadores; ah! E neste dia pedi-me especialmente por meus sacerdotes e apóstolos, rogai por eles, que sejam santos e que santifiquem as almas que lhes confiei... E agora, escutai:

Vou dar-vos minha palavra em garantia de uma infinita recompensa: “No excesso de minha misericórdia, prometo-vos, a todos os que comungueis nove primeiras sextas-feiras consecutivas, a graça da penitência final; se isto fazeis, não morrereis em minha desgraça, nem sem receber os Sacramentos, e, em vossa última hora, encontrareis asilo seguro em meu Divino Coração”. Que respondeis amados meus a esta palavra que esgota minha onipotência, entregando-vos, para o tempo e a eternidade, meu Coração?...

(Pausa)

(Ainda que nem no céu poderemos pagar tanta generosidade, comecemos ante o altar nossa eterna ação de graças... Falemos a Jesus com palavras de fogo).

As almas. Oh, Jesus, por cumprir com o dever de Vos amar, Vós nos podeis oferecer o céu, pois sois Deus... Mas nós, pobrezinhos, que podemos dar-Vos em troca de haver-nos amado gratuitamente... e até o excesso da Cruz e da Eucaristia?... Quem dera, Jesus, termos neste instante os incêndios de São João, de Madalena e de São Pedro; os heroísmos de holocausto de Margarida Maria, e a caridade incomparável de Vossa Mãe, para saciar-nos de amar, para enlouquecer de amar, para morrer de amor entre as chamas de Vosso doce e adorável Coração... Pedi-nos, Senhor, a celebração de um dia... Quereis que e consagremos em especial as primeiras sextas-feiras... Sim, Jesus, Oh, sim! Todas elas serão Vossas: da alvorada até o anoitecer, em cada batida de nossos corações haverás para Vós uma palavra, um afeto, um suspiro de gratidão e de consolo... Não Vos pedimos, Mestre muito amado, senão uma graça, que sigais sendo benigno e paciente em suportar-nos, não obstante as muitas e constantes misérias de nossa vontade, tão frágil... Tem piedade, Senhor! Não Vos canseis de nós Oh, Divino Coração!

(Todos, em voz alta)
Não Vos canseis de nós, oh, Divino Coração!

Quando Vos chamamos, Jesus, nos desmaios do coração, ao sentir que nos esfriamos em Vosso amor...
Não Vos canseis de nós, oh, Divino Coração!
Quando Vos chamamos, Jesus, nas inevitáveis tentações em que desfalece e vacila nossa fé...
Não Vos canseis de nós, oh, Divino Coração!
Quando Vos chamamos, Jesus, nas fadigas que arca uma vida de luta e de incessante sacrifício...
Não Vos canseis de nós, oh, Divino Coração!
Quando Vos chamamos, Jesus, na exasperação que produzem as grandes e cruéis dores da vida.
Não Vos canseis de nós, oh, Divino Coração!
Quando Vos chamamos, Jesus, nos desalentos que provocam certos desenganos dolorosos e inteiramente inesperados...
Não Vos canseis de nós, oh, Divino Coração!
Quando Vos chamamos, Jesus, nas horas de perplexidade, na angústia de uma penosa incerteza...
Não Vos canseis de nós, oh, Divino Coração!
Quando Vos chamamos, Jesus, à nossa casa para suavizar pesares íntimos e desgraças que ninguém pode remediar...
Não Vos canseis de nós, oh, Divino Coração!
Quando Vos chamamos, Jesus, como o Bom Samaritano, ao leito de um enfermo da alma, que precisa de Vossa grande misericórdia...
Não Vos canseis de nós, oh, Divino Coração!
Quando, enfim, Vos chamamos, Jesus, em nossa última hora para dar-Vos, na Hóstia Divina, nosso último abraço na terra, vinde sem demora, trazendo-nos a vida eterna.
Não Vos canseis de nós, oh, Divino Coração!

(Breve pausa)

E como nos pedistes, Senhor, queremos rogar por Vossos sacerdotes, pelos ministros de Vosso altar e Vossos apóstolos... Dai-lhes, amado Salvador, a luz de uma fé muito viva... Dai a eles o dom de uma caridade sem limites... Dai a eles o tesouro de uma humildade a toda prova... Dai a eles, Jesus, resolução de santidade e paixão, zelo ardente por Vossa glória... E já que a messe é grande, aumentai, Jesus, os seguidores realmente santos do campo de Vossa Igreja, e enviai à Vossa messe operários segundo teu Coração...

(Pedi pelo Soberano Pontífice e oferecei as boas obras da Primeira Sexta-feira de manhã, em especial pela verdadeira santificação dos sacerdotes... E que siga Jesus revelando-nos seus desejos; sua voz, que extasia aos anjos do Santuário, assinala-nos um caminho para seu Coração... Ouçamo-Lo).

(Pausa)

Jesus. (Terceira petição: a Hora Santa). Todos os que estais aqui, todos Me sois particularmente queridos... Vossas almas apaixonadas e compassivas Me ofereceram mel e néctar na hora mais horrenda e angustiante de minha Paixão: em minha agonia do Getsemaní! Eu vos vi então, entre as sombras do Horto... Vós Me amais, oh, sim! Amais-Me, certamente, bem mais do que tantos outros irmãos vossos... E por isto tendes um direito maior à minha confiança: sois tão meus ao compartilhar os tédios, abandonos e as torturas de Meu Coração agonizante na Hora Santa!...

Que consolo imenso Eu sinto ao ver que não se perdeu no esvaziamento a súplica que fiz à minha Esposa Margarida Maria, quando lhe pedi esta hora de intimidade amorosa, em petição de meu reinado e pela conversão dos azarados pecadores!...

Fazei-Me sempre esta guarda de honra e de desagravo... Amai-Me, orai, velai comigo, lavrai meu triunfo na Hora Santa... Fazei-a sempre, fazei-a com fervor de caridade, fazei-a com amor de sacrifício... Quereis abandonar-Me na hora das traições, no momento de saborear o mais amargo de Meu cálice?...

Não tenho de chamar a legião dos anjos, não: quero chorar o sangue de minhas veias, rodeado por meus redimidos, sustentado entre os braços de meus amigos fidelíssimos... Meu Coração ferido, Meu Coração que chora, o Coração agonizante de vosso Irmão Primogênito, é herança vossa, que não vos será jamais arrebatada, Jamais!... Fazei-Me, pois, Cativo vosso na Hora Santa; encadeai-Me a vossas almas, e levai-Me prisioneiro a vossas casas... Para isso vos chamei, amados meus; com esse objetivo chegastes ante este altar...
Avançai! Eu sou Jesus de Nazaré... Aqui tendes minhas mãos... Meus pés... Encadeai-Me com gestos de amor... Aqui tendes, tomai meu Coração: encerrai-o para sempre nos vossos...

E agora, consoladores meus, que mais quereis... Que mais pedis?

(Todos respondem em voz alta)

As almas. Amar-Vos e dar-Vos glória, oh, Divino Coração!
Jesus. Esqueceis então vossos interesses terrenos?... Que quereis que vos dê, como suprema recompensa?
As almas. Amar-Vos e dar-Vos glória, oh, Divino Coração!
Jesus. Não quereis bens temporários de fortuna ou de saúde? Falai-me, que pedis em troca desta Hora Santa?
As almas. Amar-Vos e dar-Vos glória, oh, Divino Coração!
Jesus. Filhinhos meus, tão amados, vossa generosidade me comove profundamente... Não temais; dizei, que posso dar-vos, que tesouro pedis em galardão por vosso generoso esquecimento de si?
As almas. Amar-Vos e dar-Vos glória, oh Divino Coração!
Jesus. Essa é, almas queridas, a linguagem dos santos... Com ela me vencestes... Falai, pois; dizei o que solicitais sem mais demora...
As almas. Amar-Vos e dar-Vos glória, oh Divino Coração!
Jesus. Ao responder-Me assim vos abandonais sem reserva em Meus braços... Aqui tendes Meu Coração; disponde Dele... Expressai-Lhe qual é vosso íntimo desejo...
As almas. Amar-Vos e dar-Vos glória, oh Divino Coração!
Jesus. Mas em tantas penas e dissabores da terra... No desengano do amor das criaturas, não tendes alívio e consolo que pedir-me?... Que alívio, que bálsamo quereis que vos dê?
As almas. Amar-Vos e dar-Vos glória, oh Divino Coração!
Jesus. E por esse grande desejo de amar-Me, por essa ânsia de dar-Me imensa glória, que pagamento antecipado de justiça Me reclamais aqui na terra?
As almas. Amar-Vos e dar-Vos glória, oh Divino Coração!
Jesus. Procurei consoladores e os encontrei em espírito e em verdade... Mas na hora de vossa agonia, quando estejais já por despedir-vos da terra, que Me pedis por ter consolado na Hora Santa a vosso Deus em sua agonia?
As almas. Amar-Vos e dar-Vos glória, oh Divino Coração!

(Oferecei ao Sagrado Coração fazer durante toda vossa vida o belíssimo exercício da Hora Santa, e prometei-lhe propagar esta prática salvadora).

(Pausa)


Jesus. (Quarta petição: o culto a seu Coração Divino) Os inimigos vos cercam, a tempestade vos açoita com furor, filhinhos meus, a tempestade daquele abismo em que se amaldiçoa a Mim e em que se condenam, com infortúnio eterno, os que quiseram lutar sem os auxílios de minha graça... Ruge violento e cresce esse furacão, imerso em cólera satânica, que procura a morte das almas... Mas não temais, pois Eu venci ao mundo e o inferno...; Ficai em paz... Trago-vos agora um sinal seguro de bonança... Uma certeza de vitória: meu Coração Divino!... Caí de joelhos e tremendo de amor imenso, aceitai-Lhe primeiro... E depois adorai-Lhe, sim, adorai-Lhe pois é o Coração de vosso Deus e Salvador, que vos amou até a loucura do Calvário e da Hóstia... Suas palpitações de misericórdia e de perdão são as palavras... São os gemidos com que vos suplica que Lhe ameis acima de todas as coisas do céu e da terra... Oh!... E por Sua cruz e pelos Seus espinhos que O coroa, e, sobretudo, pela larga e sangrenta ferida que O tem lacerado, conjura-vos que Lhe deis imensa glória... Que O façais conhecer e amar por tantos infelizes, que precisam desta fonte milagrosa de ressurreição...

(Lento e cortado)

Vinde, pois, os desterrados de um paraíso terreno... Não Me temais e entrai por Meu lado, onde achareis a paz da alma que almejais... Vinde os enganados pelas miragens de um deserto sempre traiçoeiro... Não Me temais e entrai por Meu lado, onde achareis as santas realidades de Meu amor, que mata toda sede... Vinde os peregrinos de um caminho, rodeado de abismos de erro e de infortúnio... Não Me temais e entrai por Meu lado, onde achareis consolos e esperanças, que vos reserva um Deus, que é todo caridade... Vinde os infortunados da vida, que sois tantos, os decepcionados do dinheiro e do apreço dos homens... Não Me temais e entrai por Meu lado, onde achareis luz, calma e delícias ignoradas, no meio de todos os desânimos...

Vinde, vinde logo Vós que tendes amargurada a alma nos prazeres envenenados da terra, não demoreis; entrai em Meu lado em plena juventude; entrai nele, no entardecer da existência; entrai, não saiais, senão na última hora da vida... E encontrareis aí, recobrando para sempre, um paraíso de eterna paz e de amor eterno... Vinde... São Longuinho (o soldado) abriu as portas de Meu Coração... Eu rasguei mais ainda essa ferida redentora... E chamo os justos, os pecadores, os ingratos, os afligidos e lhes ofereço, nessa chaga, a todos, uma mansão da felicidade eterna... Quem se consagra ao amor de Meu Coração, terá a vida!

(Pausa)

As almas. Piedade, Jesus!... Recordai que oferecestes a vitória aos que combatessem com o lábaro de Vosso Sagrado Coração...

(Todos, em voz alta)

Lembrai-Vos de Vossas promessas, oh Divino Coração!
Piedade, Jesus!... Recordai que oferecestes a paz aos lares que entronizaram com amor a imagem de Vosso Sagrado Coração...
Lembrai-Vos de Vossas promessas, oh Divino Coração!
Piedade, Jesus!... Recordai que oferecestes converter os mais empedernidos pecadores com a misteriosa força de Vosso Sagrado Coração...
Lembrai-Vos de Vossas promessas, oh Divino Coração!
Piedade, Jesus!... Recordai que oferecestes santificar as almas dos bons que se consagraram com fé viva a Vosso Sagrado Coração...
Lembrai-Vos de Vossas promessas, oh Divino Coração!
Piedade, Jesus!... Recordai que oferecestes adoçar as penas das almas afligidas que reclamassem os consolos de Vosso Sagrado Coração...
Lembrai-Vos de Vossas promessas, oh Divino Coração!
Piedade, Jesus!... Recordai que oferecestes desfazer o gelo da indiferença religiosa, inflamando o mundo nos ardores de Vosso Sagrado Coração...
Lembrai-Vos de Vossas promessas, oh Divino Coração!
Piedade, Jesus!... Recordai, sobretudo, que oferecestes fazer dormir entre Vossos braços, em sonho de aprazível e santa morte, os amigos, os consoladores e os apóstolos de Vosso Sagrado Coração...
Lembrai-Vos de Vossas promessas, oh Divino Coração!

(Se tiverdes alguma intenção particular importante e grave, apresente-a).

Jesus. (Quinta petição: o estabelecimento de uma festa soleníssima em honra de Seu Sagrado Coração). Sabeis, filhos de Meu Coração, por que vos amo tanto e por que Me inclino, com maravilhoso transbordamento de ternura a vós?... Ah! Ouvi-me: por causa da vossa pequenez e miséria, porque a vossa orfandade, pobreza e infortúnio, devo ao ser Irmão vosso..., Jesus!... O abismo de vosso nada e de vossa culpa atraiu o de Minha misericórdia, e para ele e por ele foi criado assim, de carne, como o vosso, Este Coração que é todo ternura e infinita piedade...

Era preciso, pois, que os meninos, os pobres, os tristes, os desamparados, os rejeitados da terra e Este vosso Salvador tivéssemos um dia próprio, um dia grande e único, um dia de regozijos celestiais, em que celebraríamos nossa eterna união por nosso casamento eterno. Esse dia incomparável será a sexta-feira seguinte à oitava de Corpus, e será chamado o dia de Meu Sagrado Coração... É minha vontade que seja esta a grande festa da terra, a festa genuína dos mortais, dos que sofrem, dos que vivem comigo no deserto: vossa festa, filhinhos meus!...

Celebrai nessa sexta-feira a grande Páscoa de minhas misericórdias; celebrai a conquista de uma terra ingrata com as lágrimas e o perdão de vosso Deus... Cantai-Me nesse dia... Regozijos de alegria... Cantai-Me Rei amável de vossos lares... Ah, sim: cantai-Me triunfador de paz e de humildade pelas inesgotáveis ternuras de meu benigno Coração!

(Pausa)

(Prometei-lhe celebrar com íntimo regozijo, ante o altar e em vossos lares, como festa de família, a grande festa do Sagrado Coração).

As almas. Oh, sim! Jesus... Queremos cantar agora em Sião, aqui na terra, um hino de ação de graças, um cantar de Eucaristia, que os anjos não saberiam entoar-Lhe, porque nem pecaram, nem sofreram... Nem jamais comungaram... Nós, os perdoados, banhados em pranto de amargura e de reconhecimento, queremos dizer-Vos, com os discípulos de Emaús, ao terminar esta Hora Santa e feliz: Ficai conosco, Coração de Jesus!

(Todos, em voz alta)

Ficai conosco, Coração de Jesus.

Obrigado, Senhor, em nome de tantos pecadores resgatados... E quando nossa fraqueza e as tentações queiram expulsar-Vos da consciência destes filhos vossos... Não nos deixe, Mestre!

Ficai conosco, Coração de Jesus.

Obrigado, Senhor, em nome de tantos tristes consolados... E quando o tentador de inevitáveis penas venha a ferir-nos cruelmente, com licença vossa... Não nos deixe, Mestre!

Ficai conosco, Coração de Jesus.

Obrigado, Senhor, em nome de tantos pobres fortificados em Vossa esperança... E quando as asperezas da vida a façam cansada e muito penosa... Não nos deixe, Mestre!

Ficai conosco, Coração de Jesus.

Obrigado, Senhor, em nome de tantos desvalidos, alentados por Vossas promessas. E quando a terra nos brindar seus frutos naturais de espinhos... Não nos deixe, Mestre!

Ficai conosco, Coração de Jesus.

Obrigado, Senhor, em nome de tantos decepcionados, felizmente alumiados por Vossa graça... E quando a ingratidão nos despedaçar a alma e nos desenganar das criaturas... Não nos deixe, Mestre!

Ficai conosco, Coração de Jesus.

Obrigado, Senhor, em nome de tantos caídos e enfermos, regenerados por Vossa caridade... E quando nossas fragilidades queiram arrastar-nos à morte... Não nos deixe, Mestre!

Ficai conosco, Coração de Jesus.

Obrigado, Senhor, por tantos moribundos redimidos salvos na última hora... E quando a agonia nos advirta que se aproxima a hora da justiça inexorável... Oh, não nos deixe, Redentor e Mestre!

Ficai conosco, Coração de Jesus.

Sim, ficai nesse instante de supremo pesar, quando desapareçam todas as ilusões mentirosas da terra, ao resplendor pavoroso de um Tribunal infalível e inapelável... Ah, para essa hora Vos damos procuração, Jesus, recordamos-Vos, desde agora, Vossas promessas, e Vos suplicamos que leiais nossa sentença decisiva naquele livro de amor em que escrevestes, segundo Vossa palavra, nossos nomes; sentenciai-nos com a benignidade e a ternura de Vosso doce Coração!

Pai Nosso e Ave-Maria pelos agonizantes e pecadores.
Pai Nosso e Ave-Maria pedindo o reinado do Sagrado Coração mediante a Comunhão freqüente e diária, a Hora Santa e a Cruzada da Entronização do Rei Divino em lares, sociedades e nações.

(Cinco vezes)

Coração Divino de Jesus venha a nós o Vosso reino!

Invocação para a agonia

Amado e Divino Agonizante do Getsemaní, Jesus Sacramentado, tenho aqui as testemunhas fidelíssimas de Vosso pesar mortal do Horto, que vêm em demanda de uma graça suprema aos consoladores e apóstolos de Vosso entristecido Coração... Senhor, não Vos pedimos saúde, tesouros, nem uma longa vida; suplicamos-Vos que na dor mortal da agonia, estenda-nos os braços, mostre-nos a chaga aberta do lado e, ao morrer, nos deixeis exalar, Jesus, o último suspiro de amor, de adoração e de desagravo na ferida celestial de Vosso Sagrado Coração...

Quando nessa hora de recordações se apresente a nossa mente a infância, a juventude, a vida inteira com todas suas fraquezas, Jesus amado, recordai-nos Vossas promessas, assinaleis a ferida abrasadora do lado, nos revelais Vosso Coração para aquietar os nossos agonizantes... Quando nesse momento decisivo queiramos uma ancora segura e desejemos abraçar Vossa Cruz, pedir-Vos perdão entre gemidos, chamar a Santa Maria em nosso socorro e balbuciar Vosso nome! Se nossos lábios não puderem pronunciar-Lhe, Vós, Jesus, que trocastes Vossa vida por nossas vidas, Vós, que nos abraçastes na mesa da comunhão, Vós, que nos sorristes consolado na Hora Santa, aproximai-Vos dulcíssimo, assinalando-nos a ferida abrasadora do lado, revelando-nos Vosso Coração para aquietar os nossos agonizantes...

Lembrai-Vos Jesus de quanto quisemos amar-Vos e não de nossas indiferenças.
Lembrai-Vos de quanto oramos para salvar almas para Vós, e não de nossos pecados.
Lembrai-Vos de nossos desejos em entronizar-Vos, como Rei de amor, e não de nossas ingratidões... Oh!...
Lembrai-Vos que nossos nomes os escrevestes aí onde ninguém jamais poderá apagá-los...

Não Vos pedimos gozos da terra, nem afagos de glória, nem amor humano... Suplicamo-Vos que, na hora mortal da agonia, mostrei-nos a chaga aberta do lado e nos deixeis, Jesus, exalar o último suspiro de amor, de adoração e de desagravo na ferida celestial de Vosso Sagrado Coração... Agora e na hora de nossa morte: Venha a nós o Vosso reino!

Fórmula de consagração individual ao Sagrado Coração de Jesus, composta por Santa Margarida Maria

Eu N. vos dou e consagro, ó Sagrado Coração de Jesus Cristo, minha pessoa e minha vida, minhas ações, penas e sofrimentos, para não querer mais servir-me de nenhuma parte de meu ser senão para vos honrar, amar e glorificar.

É esta minha vontade irrevogável: ser todo vosso e tudo fazer por vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto vos possa desagradar. Tomo-vos, pois, ó Sagrado Coração, por único objeto de meu amor, protetor de minha vida, segurança de minha salvação, remédio de minha fragilidade e de minha inconstância, reparador de todas as imperfeições de minha vida e meu asilo seguro na hora da morte.

Sede, ó coração de bondade, minha justificação diante de Deus, vosso Pai, para que desvie de mim sua justa cólera. Ò coração de amor! Deposito toda a minha confiança em Vós, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de vossa bondade!

Extingui em mim tudo o que possa desagradar-vos, ou se oponha à vossa vontade. Seja o vosso puro amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu esquecer-vos, nem separar-me de Vós. Suplico, por vosso infinito amor, que meu nome seja escrito em vosso coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como vosso escravo. Amém.

Ver também:
Devoção ao Sagrado Coração de Jesus

Maria, modelo de conformidade à vontade divina

Terça-feira, Dezembro 01, 2009



Que harmonia entre os gostos e a vida da Santíssima Virgem no templo! Entregue ao culto de Deus, levava, o quanto era então possível, a vida contemplativa! E eis que é chamada a deixar essa vida e tornar-se esposa e mãe; a deixar as ocupações divinas a que se dedicava para cuidar de uma família e dirigir um lar operário.

Ter-lhe-á essa vocação suscitado objeções?

Não, de certo, pois prezava demais a vontade de Deus. Os trabalhos, aparentemente os mais grosseiros, se obedeciam à vontade divina, eram nobres demais a seus olhos, para que formulasse sequer uma objeção.

Os progressos dessa admirável Rainha das Virgens, já tão santa e tão elevada no amor, não se arrefeceram com o casamento. Enquanto se entregava às humildes lidas caseiras, crescia continuamente na santidade, causando admiração aos anjos e deliciando o coração de Deus.

Foi nessa vida simples e modesta, e não no templo de Jerusalém que Maria recebeu o mais alto favor jamais concedido a criatura alguma. Se  milhares de vezes, no céu e na terra, espíritos angélicos e filhos dos homens se proclamam servos submissos do Senhor, prontos a executar-lhe as ordens: ecce ancilla Domini, fiat mihi secundum verbum tuum; nunca, porém, nenhum desses protestos teve a maravilhosa eficácia do protesto de Maria, porque nenhum fora jamais pronunciado com tanto amor.

E isto prova que, perante Deus, o valor do ato está na medida de amor que encerra e nunca criatura alguma agiu com amor tão puro e tão forte como Maria!

(O caminho que leva a Deus - Cônego Augusto Saudreau - 1944)
PS: Grifos meus

O Beijo de Deus


"No limiar da casa está sentada uma mulher
e a casa é pequena e humilde.
Tem uma criança nos braços e fita-a com amor.
Nunca na sua vida teve pérolas ou tesouros,
mas eis o que diz ao apertar o filho
contra o seu coração:
Eu sou feliz, eu sou feliz ..."

Para realizar esta tarefa, para se entregar a esta magnifíca vocação, o Criador deu-lhe tudo quanto era preciso. A sua vocação exige um amor vigilante, fiel e pronto para, dia e noite, fazer os maiores sacrifícios, amor que só pode viver no coração da mãe; exige uma imaginação viva, uma sensibilidade instantânea, um espírito interior, delicado e simples, capaz de se introduzir e identificar amorosamente com o pequeno mundo interior do filho.

A vocação de Deus exige um coração luminoso que saiba partilhar das brincadeiras e das mil necessidades da criança, sentido da pureza e da ordem, bom gosto para o vestuário e para o cuidado do lar. A mãe deve ser alegre para com os filhos, compreender os seus jogos e divertimentos, feliz com as ruidosas algazarras dos pequenos ...

A mãe que tiver estes dons é uma benção do amor de Deus e a maior consolação que nos foi dada neste vale de lágrimas.

Mostra-nos o caminho quando nos desviamos,
levanta-nos quando caímos,
encoraja-nos quando desanimamos,
suaviza as durezas da vida e transforma em rosas os espinhos.

Ainda que o nosso destino seja surdo e nos pareça que a natureza é cruel e insensível até o extremo de não podermos compreender que Deus criasse o mundo do amor, não devemos ficar cheios de azedume e pensar na infelicidade da vida. No meio deste mundo, Deus pôs o amor no coração da mãe e o pão do desterro torna-se suave quando é uma mão carinhosa que o dá.

Avaliamos o valor de uma jóia quando a olhamos à luz, e ajuizamos da atividade de umas mãos que vivem para a alma quando meditamos em silêncio.

Por isso, queremos nos dias que passaram. Queremos embeber a nossa alma nessas belas recordações e saborear a vida da mãe, num trabalho que é fonte de alegria. Admira-nos ver a força de uma débil mulher e essa admiração nasce ao consideramos as possibilidades escondidas na alma materna: aproxima-te dum berço e contempla essa coisa pequena que chora, abeira-te dum leito de morte e observa o escondido enigma do coração humano, investiga o mistério da vida: encontrarás sempre as mesmas pegadas, o coração da mãe!

(A Mãe - Cardeal Minsdzenty)

Modéstia no vestir - cuidado com a moda!


Um enigma é a atitude da mulher em questões de moda e toilette. É geral a queixa de que o homem está perdendo o respeito à mulher, e que seu tradicional cavalheirismo desapareceu. A degeneração dos costumes leva naturalmente ao desrespeito da mulher, que é relegada e rebaixada...

Assim sendo, era de se esperar que as senhoras tudo fariam para readquirir de novo essa estima, mostrando o seu verdadeiro valor, as preferências da alma e as riquezas do coração, evitando tudo que pudesse atrair a atenção para o corpo e pudesse ser ocasião de pecado para o homem.

Na realidade, o que se vê é justamente o contrário!

Se quisermos compreender a contínua mudança da moda, com todas as suas conseqüências, devemos observar que seus dirigentes têm o maior interesse em poder variá-la ao infinito. É preciso, aliás, lembrar esta inclinação da mulher de atrair sobre si a atenção do homem, ao qual deseja agradar.

Por isso para muitas moças o pensamento de não seguir a moda é insuportável. Quanto mais este desejo de agradar se apodera dela, tanto maior é a importância que atribui à rigorosa observância da moda, e desta forma o comércio faz negócios muito lucrativos.

Mas os exageros são introduzidos ordinariamente pelas mulheres de vida fácil. Prova-o Dr. Liepman, dizendo:

Que as saias curtas... usadas em primeiro lugar pelas demimondaines em Paris, muito antes que chegassem a qualquer outra parte da Europa. A princípio todo o mundo ficou indignado com estas indecências, mas pouco a pouco toleraram-nas e acabaram por imitá-las”.

Em vista destes estudos, continua o Dr. Liepman:

É sempre a mesma coisa; modas extravagantes são introduzidas por meretrizes, a princípio rejeitadas pela sociedade como muito vulgares e sensuais, e pouco a pouco adotadas por essa mesma sociedade, que as havia condenado...”.

...Depois destas reflexões, podemos distinguir três classes escravas da moda. A primeira pertence as que seguem simplesmente a tendência do demi-monde, procurando alcançar o mesmo resultado. Parece, felizmente, que é a menor parte. A segunda classe receia ser considerada como atrasada, se não seguir em tudo a última moda.

Vendo que as outras já usam essas toilettes, tal moda perde para elas o seu caráter obscuro e vulgar. Elas, aliás, não procedem assim por malícia, mas, o que é pior, por respeito humano, vaidade e falta de caráter. A terceira classe pertence as comodistas, que obedecem à lei do menor esforço. Entram na primeira loja que encontram, onde elas compram sem pensar na figura que irão fazer com semelhante toilette.

Em si dever-se-ia ter somente um sorriso desdenhoso para esta tola vaidade, se o efeito deste traje não fosse tantas vezes lamentável...não aprendemos nós que é pecado mortal provocar deliberadamente graves tentações no coração do próximo?

Esta atitude é absolutamente incompreensível, se refletirmos que tais pessoas, solteiras ou casadas, perdem a sua dignidade e expõem sua inocência, acompanhando semelhante moda, pois elas são a involuntária confissão da sua disposição interior...

É certo, aliás, que os homens são muitas vezes os culpados das excentricidades da moda, pois a sua petulância as anima a acompanhar estas leviandades, e a este respeito os bailes e outras reuniões mostram que as que não se trajam no rigor da moda estão expostas ao seu pouco caso...Qualidades e nobreza da alma não encontram mais apreciação, porque no seu materialismo não têm mais noção da distinção e nobreza do verdadeiro encanto da mulher.

E quanto mais se deixam impressionar por essa baixeza e essa inferioridade dos homens, tanto mais contribuem para que eles se confirmem nesta apreciação e se sintam encorajados na sua insolência. Como sempre, quem perde é a mulher! ...

Mas quando encontram moças que com sua atitude correta provam: “Olhe, rapaz, ainda existem moças que não são assim como está pensando!” – eles vêem-se obrigados a emendar pouco a pouco o seu modo de pensar, e desta maneira a se corrigir, e a distinguir entre as que merecem respeito, e as que não o merecem.

Eis uma ocasião propícia para dizer uma palavra contra a leviandade das nossas modistas, que julgam que seu dever é de adular a vaidade das suas freguesas e favorecê-las em todos os seus caprichos e excentricidades. A modista deve ter a coragem de prevenir o mau gosto destas levianas, e mostrar que uma toilette, quanto mais simples, maior fineza e bom gosto revela de quem a usa.


Se a jovem quiser que os homens a respeitem, que não vejam nela apenas um objeto, mas, sim, a verdadeira mulher, com todas as suas preferências e belas qualidades interiores, então procure cobrir o seu corpo com os vestidos, de tal forma que não se torne ocasião de pecado ao homem, e que pelo modo de se trajar e comportar resplandeça em todo o seu ser a nobreza da alma.

(Tu e ele – Pe. Hardy Schilgen)
PS: Grifos meus

Sara e Tobias - Modelo de noivos

Segunda-feira, Novembro 30, 2009



Assim como é de uma importância capital que a noiva se convença de que seu futuro esposo está compenetrado do sentimento de sua responsabilidade, assim também é importante que o noivo esteja convencido de que sua futura esposa, também ela, possui a simplicidade e o espírito interior necessário.

No Antigo Testamento encontramos um modelo de noivos: "Tobias e Sara". Não se pode ler sem emoção o que o jovem Tobias diz a Sara: "Levanta-te, Sara, e oremos a Deus, hoje, amanhã e depois de amanhã ... Porque nós somos filhos de santos e não nos podemos unir como os pagãos que não conhecem a Deus" (Tob 8,4-5)

Como é comovente a lição que Sara recebe de seu pai! Após a celebração do casamento, os jovens esposos despedem-se dos pais de Sara, para voltarem à casa do velho Tobias.

"Que o santo anjo do Senhor, diz-lhe o pai de Sara, esteja em vosso caminho, e vos conduza até vosso lar sãos e salvos; que tudo seja próspero em casa de vossos pais e possam os meus olhos ver vossos filhos, antes que eu morra. Então os pais abraçaram sua filha, e deixaram-na ir, após ter-lhe recomendado respeitar seus sogros, amar seu marido, bem dirigir sua família, governar sua casa, e de conservar ela própria sem mancha" (Tob 10,11-13)

Poder-se-ia melhor resumir os deveres de uma boa esposa como fez o pai da esposa do jovem Tobias?
Noivos, vêde se possuís este estado de espírito, esta modéstia, este gosto pelo vosso lar.

(Casamento e família - Dom Tihamer Toth)
PS: Grifos meus

Causas da desobediência infantil

Domingo, Novembro 29, 2009


Os que desejam realmente corrigir os filhos procuram descobrir as causas das desobediências. Conhecida a causa, importa removê-la: tirada a causa, cessa o efeito. Apontamos algumas causas da desobediência infantil:

A. Da parte dos pais:

- Não têm autoridade;
- Não sabem mandar;
- São muitas ordens, algumas impossíveis;
- Não velam pela execução das ordens;
- Querem impor-se mais pela força que pelo amor;
- Não mantêm coerência, proibindo hoje o que permitiram ontem;
- Desentendem-se, um proibindo e o outro permitindo;
- Cedem, quando a criança se exaspera ou insiste;
- Mandam o contrário para conseguir o que desejam;
- São implicantes, cansando e irritando as crianças;
- Exigem uma obediência imediata;
- Querem levar a obediência em excessos, humilhando a criança;
- Não preparam os filhos para a obediência;

B. Da parte dos filhos

- Falta de compreensão, própria da idade;
- Fraqueza da vontade, que cede a interesses imediatos ou de ordem sensível;
- Hábito de fazerem o que lhes é proíbido;
- Repugnância ao que lhes é ordenado;
- Aproveitamento das fraquezas do educador que:
a) cede com facilidade
b) não pede contas do que manda,
c) ameaça, e deixa correr,
d) se desentende com os outros educadores; etc.

(Corrija o seu filho - Mons. Álvaro Negromonte)

Panquecas (simples e saborosas)


Massa:

3 ovos
1 xícara de leite
1/2 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de amido de milho

Bata tudo no liquidificador. Coloque 1/2 concha numa frigideira untada com um pouco de óleo e espalhe girando a frigideira. Quando soltar dos lados, vire a panqueca para dourar.

Rende mais ou menos 15 panquecas.

Recheio

Ao seu gosto. Jogue por cima molho de tomate e queijo ralado. Nessa da foto coloquei recheio de carne moída e outras de frango..(o recheio de frango é o mesmo para torta, tem no blogue)
 
(Retirado do blog: Receitas entre amigas)

A Primeira Ferida - Dores de Nossa Senhora



"Oh Santa Mãe, fixai as chagas do Crucificado
fortemente em meu coração;
de Vosso Filho ferido que por mim quis sofrer,
partilhai comigo as dores."

A Primeira ferida

A ferida inicial foi a profecia de Simeão. O Divino Menino, com a idade de quarenta dias, foi levado ao Templo; mal Simeão teve em seus braços a Luz do Mundo, logo de seus lábios saiu o canto do cisne: está pronto a morrer, porque viu o Salvador. Depois de ter anunciado que esse menino será objeto de contradição, disse a Maria: "A Tua alma será trespassada por uma espada de dor."

Notai que Simeão não disse que uma espada lhe trespassaria o corpo. A lança do centurião poderia trespassar o Corpo de Cristo; o Seu Corpo poderia ter sido ferido ao ponto de "os seus ossos se poderem contar", mas o Corpo de Maria será poupado.

Assim como, na Anunciação, quando Ela concebeu, o êxtase - ao contrário do amor humano - foi, primeiro, na sua alma, e, depois, no seu corpo, assim, na sua compaixão, as dores do martírio penetram primeiro a sua alma, para depois terem ressonância no seu corpo, como eco de todos os golpes com que a carne de Seu Filho foi flagelada, com que as Suas mãos e os Seus pés foram trespassados.

A Espada só tem quarenta dias e todavia já sabe como ferir. Desde aí, quando Maria tocar nas mãos dum menino, nelas verá a sombra de um prego. Se o seu coração houvesse de formar um só com o de Jesus, então, como Ele, devia ela ver todos os pores-de-sol tintos do sangue da Paixão. As Suas pequeninas pulsações seriam, para o seu coração, a trágica advertência dos terríveis martelos.

A sua dor não será o que ela sofre, mas saber o que Ele sofrerá...O gume da espada destinado ao Salvador significava, para sua Mãe, pela boca de Simeão, que Ele devia ser vítima para o pecado. A parte que a ela dizia respeito consistia em saber que, até à hora do supremo sacrifício, ela era responsável pela vida de Jesus.

Com uma só palavra, Simeão previu a Crucifixão e a sua dor.

Mal essa nova barca foi lançada às águas da vida, logo um ancião lhe anunciou o naufrágio. A Mãe teve quarenta dias para beijar o Seu Filho com alegria. Só; mais nada. A sombra da contradição alastra para sempre sobre o seu futuro. Maria não beberá, decerto, o cálice do pecado, nem a borra amarga que Seu Filho beberá no Jardim das Oliveiras; todavia, Ele lhe aproximará dos lábios o cálice.

A hostilidade do Mundo é o prêmio que cabe a todos aqueles que pertencem a Jesus. Quantos convertidos não têm sentido o fanatismo ou o desprezo daqueles que lhes censuram o terem deixado a mediocridade do Mundo pelas alturas do sobrenatural!

Nosso Senhor, falando dessa oposição, disse:

"Vim para trazer a espada com que separe o pai do filho, a mãe de sua filha."

Se o crente sente a contradição, quanto mais a não sentirá Maria, Mãe d'Aquele que iria conduzir a Cruz, símbolo da contradição. Mas uma vez que Cristo trazia a espada ao Mundo, devia ser sua Mãe a primeira a experimentá-la, não como vítima involuntária, mas pronunciando livremente o seu FIAT, para a Ele se unir no ato da Redenção.

Se vós fôsseis o único de olhos abertos num mundo de cegos, não quereríeis ser o seu amparo?
Se a bondade se comove perante as feridas, não tentará a virtude, perante o pecado, cooperar na obra d'Aquele que limpa os pecados?

Se Maria, sem pecado, aceita com alegria a espada que lhe vem da Divindade sem mancha, qual de nós, pecadores, se lamentaria, quando o próprio Jesus nos permite sofrer pela remissão das nossas faltas?

"Ó Maria, trespassada de dores;
Salvai-nos! Tocai e salvai
a alma daquele que amanhã comparecerá perante o Todo-Poderoso;
Uma vez que todo o homem nasceu de uma mulher
por cada um que disso precise,
amigo leal ou inimigo corajoso,
Intercede, Tu, ó Senhora!"

(O Primeiro Amor do Mundo - Arcebispo Fulton J. Sheen - continua...)
PS: Grifos meus

Donzela cristã - Sempre pronta ...


Das virgens prudentes afirmou o amável Mestre que estavam sempre prontas e de lâmpadas acessas nas mãos. Não lhes faltava, portanto, nem o óleo nem a luz, com que deviam ir ao encontro do esposo para o festim.

Semelhante elogio há de merecer também a moça esclarecidamente cristã. A luz da graça no coração não é ainda tudo. É preciso que a jovem seja sempre pronta:

*A servir – a Deus, o que é uma honra; a servir o próximo, o que é caridade e imitação daquele que disse: Eu não vim para ser servido, mas para servir. Hora por hora, vem escoando diante de ti o dia e por elas te pede um serviço, uma dedicação em casa, para com os pais... Não deixes que as horas, mensageiras de Deus, fujam de mãos vazias. Pois, neste caso, serão um dia tuas acusadoras diante do dono do tempo e da eternidade.

*A obedecer – O Mestre, a cujo aceno giram os astros, move-se o mar, voltam as estações e deslocam-se as montanhas, obedeceu ao Pai, a José e a Maria, em Nazaré. Foi submisso aos fiscais de impostos, aos verdugos, e continua sujeito aos sacerdotes. Por isso “lhe deu o Senhor um nome que está acima de todos os nomes”.

Lúcifer recusou obedecer, e hoje o que é?! Não acha que é uma tola pretensão nossa, cada revolta contra a obediência? Não te convences que é apagar tua lâmpada de virgem prudente, quando teimosamente resiste à obediência?

*A dar -Amar não é receber alguma coisa; é dar-se, é entregar-se. Amou-nos o Mestre e por isso deu-nos tudo: seu Pai, sua Mãe, seu paraíso, seu perdão, sua alma, seu Corpo e Sangue, seu Coração. E tu, que lhe deste até agora? Talvez um amor assim a conta-gotas, pesado, medido, dividido.

*A esquecer-seUm egoísta brutal exige que refiramos tudo a nós mesmos. Mas isso não é atitude de cristão e menos ainda é auréola para uma alma de mulher. Sou tão egoísta! Queixam-se certas moças. Que belo, quando sentem o erro nessa vereda do coração. Mais nobre será combater, todos os dias, em alguma coisa, esse egoísmo que lhe punge a alma.

*A devotar-seOs campos da devoção são vastos e férteis. Sempre se colhe neles mais de cem por um. É verdade, a colheita tarda, às vezes; é verdade, parece haver no campo, que absorve nosso devotamento, a erva má da ingratidão. Mas o Filho do homem mandará seus anjos amealhar no celeiro o trigo do nosso sacrifício, grãozinho por grãozinho. Devotamentos nos pensamentos, nos desejos, nas palavras, nas ações e, sobretudo, nos sacrifícios. “És um homem de desejo” – foi o louvor que o anjo trouxe a Daniel.

*A morrer É das prontidões a mais importante. Não se saíram bem aquelas virgens que, à hora do banquete, tiveram ainda de comprar o óleo. Mas se a leitora for cuidadosa em ser pronta nos pontos que expusemos, sê-lo-á também neste último. Nunca estará de luz apagada na morte, quem em vida teve fulgores na alma, teve cintilações e virtudes.

(Audi Filia – Pe. Geraldo Pires de Souza)
PS: Grifos meus

Afeto viril

Sábado, Novembro 28, 2009


A criança tem necessidade de muito afeto - não um afeto molemente dado, mas um afeto tão viril quanto terno.

É necessário que o pai tenha uma autoridade mascula, a um tempo calma e imperiosa, que emane de sua força indiscutível e forneça à criança o ideal viril indispensável ao seu desenvolvimento. A mãe, por outro lado, deve oferecer ao coração do filho uma ternura harmoniosa e serena, igualmente afastada da tirania e da idolatria, que não são mais do que desvios do amor maternal.

É preciso evitar as manifestações de uma compaixão exagerada em casos de simples "dodói" ou de queda sem gravidade...

"Há muitas maneiras de estragar uma criança: estraga-se o seu espírito pelo exagero impensado dos elogios. Estraga-se o seu caráter fazendo-lhe todas as vontades. Estraga-se o seu coração, ocupando-se execessivamente dela, adorando-a, idolatrando-a. Todas essas maneiras de estragar as crianças podem reduzir-se ao desenvolvimento de dois princípios funestos, fontes de toda a perversidade humana: a languidez da vontade e o orgulho." (Mons. Dupanloup)

Ocorre, por vezes, que ao adoecer a criança, a angústia legítima da família se transforma em múltiplas indulgências e mesmo numa tendência de ceder a todos os seus caprichos... Já se verificou que crianças assim mimadas chegaram a desejar a doença.

Um estilo de vida um pouco rude convém mais do que nunca às jovens gerações de hoje. Já se viu demasiado ao que leva a educação macia. Os jovens aos quais nada faltou, aos quais se quis evitar todo sofrimento, por mais leve que fosse, são incapazes de sustentar um esforço quando chega a idade adulta.

Oração de uma mãe de família:

Meu Deus, ajudai-me a dar uma educação viril a meus filhos. A vida é uma coisa grave: a frivolidade, as infantilidades não são a verdadeira felicidade.

(A arte de educar as crianças de hoje - Pe. G Courtois)
PS: Grifos meus

Medalha Milagrosa


Medalha Milagrosa

Oval, tendo-no anverso a imagem da Virgem Santíssima, com os braços amavelmente estendidos, as mãos abertas de onde procedem raios de graças os pés poisando sobre a cabeça de uma serpente deitada sobre um globo, bordejando a medalha e começando à altura da mão direita e terminando à altura da mão esquerda, a frase: ó Maria Concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.

No reverso um “M” atravessado por um traço que sustentam a Cruz, e repousando sobre outro traço, tendo em baixo dois corações, um chamejante e coroado de espinhos, outro também chamejante e atravessado por uma espada: doze estrelas bordejam, deste lado a medalha.

Essa é a medalha que chama “milagrosa” pelas inúmeras garças que obtêm da Virgem Santíssima aqueles que a trazem devotamente com sigo. Não é, pois uma medalha comum. Não. Ela tem sua história que mostra o desvelo materno de Maria Santíssima para com seus filhos na terra. Vamos contá-la:

Origem: a visão

Vivia em Paris à rua do Bac no convento das filhas da caridade a irmã Catarina Labouré – hoje, Santa Catarina Labouré. Agraciada por diversas visitas da Virgem Santíssima, Mãe de Deus, conta ela especial que teve no dia 27 de novembro de 1830, sábado véspera do primeiro domingo de Advento apareceu-lhe Maria Santíssima por detrás do Sacrário:

A Virgem Santíssima, diz ele estava de pé sobre um globo, vestida de branco, com um véu branco a cobrir-lhe a cabeça e um manto azul que descia até os pés um o cabelo em tranças, seguro por uma fita debruada de pequena renda, o rosto bem descoberto e de uma formosura indiscritível.


As mãos elevada até as cintas sustentavam outro globo, figura do mundo rematado por uma cruzinha de ouro. A Senhora toda rodeada de tal esplendor que era impossível fixá-la. O rosto iluminou-se-lhe de radiante claridade no momento em que com os olhos levantados ao Céu, oferecia ao Senhor o globo.

 – De repente os dedos cobriram-se de anéis e pedrarias preciosas de extraordinária beleza, de onde se desprendiam raios luminosos envolvendo a senhora em tal esplendor que já se lhe não via a túnica nem os pés. As pedras preciosas eram maiores umas menores outras e proporcionais eram também os raios luminosos. – O que então experimentei e aprendi naquele momento é impossível de explicar-

As palavras da Virgem

Como estivesse ocupada em contemplá-la, a Virgem Santíssima baixou para meus olhos e uma vós interior me disse no íntimo do coração: “este globo que vez representa o mundo inteiro e em especial a França e cada pessoa em particular”.
- Não sei exprimir o que descobri de beleza e brilho nos raios tão resplandecentes. A Santíssima Virgem acrescentou “eis o símbolo das graças que derrama sobre as pessoas que mais pedem”. – desapareceu então o globo que tinha nas mãos: e como se estas não pudessem com o peso das graças, os braços se abaixaram e se abriram na atitude graciosa reproduzida na Medalha.

A Medalha e a Promessa da Virgem Mãe

Formou-se, então em torno da Virgem um quadro um pouco oval onde em letras de ouro se liam estas palavras: “O Maria Concebida Sem pecado Rogai por nós que Recorremos e vós”. Fez-se então ouvir uma voz que me dizia: “manda cunhar uma medalha com este modelo : as pessoas que a trouxerem receberam grandes graças, mormente se a trouxerem ao pescoço: ao de ser abundantes as graças às pessoas que a trouxerem com confiança”.

No mesmo instante, o quadro apareceu voltar-se e a viu no reverso a letra “M” encimada por uma Cruz, tendo um traço na base e por baixo do monograma de Maria dois corações de Jesus e Maria, o primeiro cercado de espinhos, o segundo atravessado por uma espada, e, segundo uma tradição oral comunicada pela vidente, uma coroa de doze estrelas a cercar o monograma de Maria e os dois corações. Também a mesma irmã disse que a Virgem Santíssima calçava aos pés uma serpente de cor esverdeada com pintas amarelas.

A Difusão da Medalha

Após dois anos, terminado o processo canônico o arcebispo de Paris, D. Quelen mandou cunhar a Medalha. Difundiu-se logo a Medalha, acompanhada de graças espirituais e corporais. Celebre é conversão do Judeu Afonso Ratisbona.

Ratisbona

Afonso Maria Ratisbona, nascido em Estransburgo, de família judia riquíssima, em 1º de maio de 1814, viveu como ateu dos 15 aos 23 anos, alimentando ódio mortal ao irmão Teodoro já convertido, aos padres, especialmente aos jesuítas, e às Religiosas. Visitando Roma, contra sua vontade acompanhou seu amigo o Barão Teodoro de Bussier, membro da embaixada francesa, à Igreja de Santo André delle frate.

Ficou na carruagem, enquanto o amigo fazia sua visita ao Templo. Cansado de esperar desceu ele também à Igreja, com intenção de apressar o amigo. Ali o aguardava a Misericórdia de Deus, amavelmente, pois vinha-lhe ao encontro através de Maria Santíssima. Naquele dia, 20 de janeiro de 1842, aparece a Virgem Santíssima segundo o modelo da Medalha Milagrosa, prostra o judeu incrédulo, que se levanta convertido apostolo ardorosamente voltado à conversão dos seus conacionais judeus.

Dia 31 de janeiro desse ano recebia, na Igreja de Gesú dos jesuítas, o Batismo, a confirmação e a Sagrada Comunhão. No dia 08 de dezembro de 1868 Pio IX confirmava “Instituto pela regeneração dos Israelitas”, por ele fundado e seu irmão Teodoro. Após várias obras apostólicas, morria em Jerusalém no dia 1º de maio de 1884, com o nome santíssimo de Maria Imaculada nos lábios.


Conclusão
Alimentemos a devoção à Medalha Milagrosa. Não deixemos de trazê-la ao pescoço, como recomendou a Virgem Mãe. E todos os dias rezemos pedindo-lhe a proteção, três Aves-Marias. Habituamo-nos a dá-la aos doentes que não se animam confessar-se, ou mesmo recusam o padre; pois, esta Medalha vence todas as resistências. É, pois, um meio fácil e ótimo de exercermos a caridade para como nosso próximo, a mais importante, a que cuida da salvação eterna.

Dom Antonio de Castro Mayer

(Boletim diocesano de novembro de 1975 - Diocese de Campos)
PS: Grifos meus

Alma Grande



ALMA DE PIE DE GALLO
Por Ángel L. M. Salvat

¿Quién no recuerda su figura austera y protectora en las orillas de los ríos mendocinos?
 Tres largos troncos (patas), tres varas, una bolsa de alambre tejido y canto rodado son los elementos esenciales para su construcción.

Su función: defender, encauzar, recuperar terreno, restar violencia al aluvión,
 asegurar obras de derivación de los canales,
 echar raíces y contribuir a la forestación de las zonas ribereñas indefensas.

En resumen, garantizar seguridad al hombre que trabaja la tierra,
 forjando con su esfuerzo la grandeza de la Patria.

Alma de Pie de Gallo deben tener aquellos que estén dispuestos a encauzar las avalanchas que irrumpen en una comunidad amenazando arrollarlo todo con su fuerza ciega y descontrolada.

Destino de Pie de Gallo
es mi destino, señor:
morir hundido en mi tierra
cacheteando el aluvión.
Destino humilde y hermoso
es mi destino, señor:
defender la tierra arada,
la viña, el huerto y la flor.
Que venga la correntada,
que yo aguantaré el cimbrón,

afirmado en mis tres patas:
Fe, Esperanza y Corazón.
Vida callada y sufrida,
al aire libre y al sol;
quien me ve sabe que vivo
feliz con mi condición.

Cadenas de Pies de Gallo
formaremos, sí señor;
no destruirán mi Patria
el odio ni el desamor.

Cargados con todo el peso
de la gaucha tradición,
inconmovibles seremos
aunque vengan en montón.

Con alma de Pie de Gallo,
cada cual en su función,
encauzará la corriente
por el camino hacia Dios.

Es ése nuestro destino:
hacer frente al vendaval;
para que a nuestras espaldas
la Patria florezca en paz.

(retirado do blog: Signum Magnum)
PS: Recomendo que escutem o áudio, no link original

Sermón de la domínica 1º de adviento primer domingo de adviento (Pe.Ceriani)


P. CERIANI: SERMÓN DE LA DOMÍNICA 1º DE ADVIENTO
PRIMER DOMINGO DE ADVIENTO
P. Juan Carlos Ceriani

La Iglesia, encargada por Dios de santificarnos, estableció en su Ciclo Litúrgico un método de santificación. Por esa razón, la Iglesia ha dividido el año eclesiástico en distintos tiempos que corresponden a los diferentes acontecimientos y a los diversos períodos de la vida de Jesucristo.

Cada tiempo litúrgico representa una fase de la vida del Salvador y posee para la santificación de nuestra alma una eficacia que le es propia.

Que nos baste para convencernos recorrer el Misal; y observaremos, en efecto, que la Iglesia pide las gracias que corresponden a las fiestas que celebra.
Es muy importante, por lo tanto, que conozcamos el espíritu que caracteriza cada tiempo del año litúrgico, con el fin de ponernos siempre en las disposiciones requeridas para dar a Dios la gloria propia del misterio celebrado y beneficiarnos de su eficacia particular.

La lectura meditada de los textos litúrgicos que utiliza la Iglesia durante las cuatro semanas del Tiempo del Adviento nos descubre claramente la intención de hacernos compartir el pensamiento y el espíritu de los Patriarcas y Profetas de Israel que deseaban el Advenimiento del Mesías en su doble Venida: la de gracia y la de gloria.

La Iglesia hace desfilar cada año delante de nuestros ojos la espléndida comitiva que precede a Jesús a lo largo del curso de los siglos.
Y así contemplamos a Jacob, Judá, Moisés, David, Miqueas, Jeremías, Ezequiel, Daniel, Joel, Zacarías, Habacuc, Ageo, Malaquías, pero sobre todo Isaías, San Juan Bautista, San José, y la Bienaventurada Virgen María, que resume en sí misma todas las esperanzas mesiánicas, puesto que es de su Fiat que depende su realización.
Todas estas almas santas aspiraban la Venida del Salvador; y llevados de sus encendidos deseos, suplicaban acelerar su llegada.

Recorriendo las distintas partes de las Misas y del Oficio Divino del Adviento, es imposible no dejarse conmover por estas súplicas, apremiantes, urgentes y repetidas:

Ven, Señor, no tardes ya.
Ven, Señor, para salvarnos.
Haz aparecer tu poder, Señor, y ven.

El Mesías esperado es el Hijo de Dios, el gran Rey liberador que superará a Satanás, que reinará eternamente sobre su pueblo y a quien todas las Naciones servirán.

Y porque la misericordia divina se extiende no sólo a Israel sino también a todos los Gentiles, debemos hacer nuestro este Veni… ¡Ven!…

Ahora bien, esta Venida de Cristo, anunciada por los Profetas y esperada por todo el pueblo de Dios es doble:

- Venida de misericordia, cuando el divino Redentor apareció sobre la tierra en la humilde condición de su existencia humana.
- Venida de justicia, cuando aparecerá, lleno de gloria y de majestad, al final del mundo, como juez y supremo Remunerador de los hombres.

Los Profetas del Antiguo Testamento no separaron estas dos Venidas; por eso la liturgia del Adviento, que nos enseña con sus palabras proféticas, habla a su vez de una y otra. Nuestro Señor, por su parte, en el relato del Evangelio de este Domingo Primero del Adviento, por ejemplo, pasa sin transición de su primera Venida a la segunda.
¿Acaso estas dos Venidas no tienen el mismo objetivo? Ya que si el Hijo de Dios se humilló y rebajó hasta nosotros haciéndose hombre en su Primera Venida, es para hacernos ascender hasta su Padre en el Cielo por medio de su Segunda Venida.

Y la sentencia que el Hijo del Hombre pronuncie cuando venga por segunda vez, dependerá de la recepción que habrán hecho los hombres de su primera Venida.

El juicio final dependerá, pues, de la aceptación del misterio de Cristo, es decir, del misterio de la Encarnación con todas sus consecuencias.

Se comprende por lo tanto el papel del Adviento
Este Tiempo nos proporciona, por una parte, las disposiciones que debemos tener para recibir a Jesucristo en su Primera Venida (puesto que las fiestas de Navidad son para la Iglesia el aniversario oficial de la llegada del Salvador y una aplicación actual de las gracias de la Encarnación).
E incluso, por otra parte, el Adviento nos prepara a incorporarnos al número de los benditos del Padre cuando Jesucristo regrese en su Segunda Venida.
La liturgia del Adviento nos hace, pues, prever al mismo tiempo las dos Venidas, para que las deseemos y las anhelemos con la misma confianza:

- la Venida del Niño de Belén que va a nacer aún más en nosotros por las gracias de la Navidad.
- la Venida de Nuestro Señor para instaurar su Reino.

Un poco al contrario de los Judíos, que no quisieron admitir sino la venida de gloria del Mesías, podríamos ser tentados de preocuparnos en esta época solamente de su venida de misericordia.

Por es importante dar a las fórmulas litúrgicas del Adviento toda su amplitud, con el fin de garantizarles toda su eficacia, y digamos con la Iglesia: Veni, Domine…
Con todos los Patriarcas y los Profetas pongo en Tí, Señor, toda mi esperanza…
Per adventum tuum, libera nos, Domine.
¡Qué benéfica es la liturgia de este Tiempo!, que nos prepara de este modo a celebrar la primera Venida de Jesús en función de la segunda, de modo que al recibir las gracias del Redentor no tengamos que temer los castigos del Juez.

Haz, Señor, pide la Iglesia, que recibiendo con alegría a tu Hijo único que viene a redimirnos, podamos igualmente contemplarlo con seguridad cuando venga a juzgarnos.
El Adviento nos muestra, pues, que Jesús es el centro de la historia del mundo.

Es, a partir de Adán, con la espera de su Venida de gracia que la historia comenzó; y es con la realización de su Venida de gloria que se terminará.

Y la liturgia aplica un papel a todos los fieles en este plan divino; ya que, si fue respondiendo a la llamada de los justos del Antiguo Testamento que Jesús vino sobre la tierra, es respondiendo a la llamada que hacen oír, de generación en generación, las almas fieles que viene siempre en ellas por su gracia en las fiestas de Navidad; y será por fin respondiendo a la llamada de los últimos cristianos, que serán perseguidos por el Anticristo al final de los tiempos, que acelerará su Venida para salvarlos.

El papel que el rezo desempeña en el plan de la Providencia es demasiado esencial como para que no cooperemos en esta doble Venida del gran Salvador: Veni, Domine, et noli tardare…

Y así como en su eternidad, Dios oyó, simultáneamente, todas estas súplicas, la Iglesia en su liturgia suprime los conceptos de tiempo y de distancia y hace contemporáneas a todas las generaciones.

Por ello nuestras aspiraciones hacia Jesucristo son idénticamente las mismas que las de los Patriarcas y Profetas. Por eso el Breviario y el Misal pueden poner sobre nuestros labios las mismas palabras que ellos dijeron antes.

Durante los siglos, uno solo es el clamor de fe, de esperanza y de amor que se eleva hacia Dios y a su divino Hijo.

Compartamos, pues, los deseos entusiastas y las ardientes súplicas de un Isaías, de un Juan Bautista y de la Bienaventurada Virgen María, estas tres figuras que resumen perfectamente el espíritu del Tiempo de Adviento…

La preparación a la doble Venida de Jesús es para cada uno nosotros tanto más necesaria cuanto que una y otra son cercanas. La primera, es la fiesta de Navidad, que nos recuerda su última Venida y nos aplica las gracias de la misma; la segunda, es el momento de nuestra muerte, donde ya se aplicará a nuestra alma la sentencia de la Venida futura.

Si el tiempo de Adviento nos hace aspirar a la doble Venida del Hijo de Dios, el Tiempo de Navidad nos hace celebrar el aniversario de su nacimiento en Belén y nos prepara a su Venida como Juez al fin de los tiempos.

Confesemos, pues, siempre con fe, y más concretamente hoy, estas grandes y santas verdades de nuestro símbolo = creo en Jesucristo:

nacido del Padre antes de todos los siglos. Dios nacido de Dios, consubstancial al Padre;
quién descendió de los Cielos, por nosotros los hombres y para nuestra salvación;
quién se encarnó por obra del Espíritu Santo en el seno purísimo de la Virgen María, y se hizo hombre.

La Iglesia espera en la alegría la doble llegada del Redentor, que salva a su pueblo de sus pecados.
Nuestra ciencia debe ser acordarnos que el Señor vendrá.
Y es la Venida del Hijo de Dios en su primera Venida que nos da esta luz con respecto a su segunda Venida.
Contemplemos hoy sobre la tierra las maravillas de la misericordia del Señor en su Encarnación, con el fin de poder contemplar mañana al supremo Rey en su gloria.

Preparemos, pues, con una santa alegría la Venida del Hijo de Dios…

Oración de la Vigilia de Navidad:
Oh Dios que nos colmas de alegría cada año por la espera de nuestra redención, haz que recibiendo con alegría a tu Hijo único que viene a redimirnos, podamos también contemplarlo con seguridad cuando venga a juzgarnos.

(Retirado do blog: Radio Cristiandad)
PS: Grifos meus

Pavê Tradicional - Água na boca!

Sexta-feira, Novembro 27, 2009


Pavê Tradicional

Ingredientes:

6 colheres de (sopa) de chocolate em pó
2 colheres de (sopa) de amido de milho
5 colheres de (sopa) de açúcar
1 e ½ lata (leite condensado) de leite de vaca
1 lata de creme de leite sem soro
2 pacotes de bolacha ao leite
1 lata de leite condensado
3 ovos

Modo de preparo:

Colocar em uma panela as gemas, o leite condensado, 1 lata do leite de vaca e o amido (dissolvido em um pouco de leite). Misturar bem e levar ao fogo brando até formar um creme. Reservar. Misturar o restante do leite com o chocolate em pó. Reservar. Bater as claras em neve e, quando estiverem bem firmes, colocar o açúcar. Bater mais, formando um merengue.

Parar de bater e juntar o creme de leite, misturando delicadamente. Para montagem, colocar uma camada fina da mistura de suspiro no fundo da forma refratária. Molhar os biscoitos no leite com chocolate e colocar no refratário, lado a lado. Depois, fazer uma camada do creme de gemas, mais uma de bolachas banhadas e uma da mistura de suspiro. Repetir a operação a gosto e finalize com uma camada de bolacha. Cobrir com o restante do suspiro, salpicar chocolate em pó e, se desejar, decorar com cerejas em calda. Levar à geladeira por 4 horas e servir bem gelado.

(Livros de receitas)

Mães improvisadas



Mães improvisadas. São tais porque mamãe não as preparou para essa vocação. Não as educou para isso. Não lhes formou nem a vontade nem o coração e tão pouco lhes coordenou as reservas morais. Hoje são mães desorientadas, de gestos frouxos e vacilantes. Guiam-se apenas pelo instinto materno, egoísta e cego tantas vezes.

Erro é, muito comum, esse descuido das mães quanto à preparação das filhas para a maternidade vindoura. Entretanto em nossos dias mais indispensável tornou-se ela. Pois as mocinhas ouvem tanta coisa nas escolas e mais ainda enxergam nos cinemas. Fala-se-lhes de direitos, de emancipação. Coloca-se a criança quase como uma intrusa na vida da moça que se casa.

Grandeza, seriedade, deveres de maternidade - tudo isso deve ser abraçado com uma consciência esclarecida e tranqüila, ao lado de um coração generoso e resoluto.

Portanto, leitora, leva a sério a preparação de tuas filhas... À filha moça irás entregando os cuidados pelos irmãozinhos menores. Ensiná-la-ás como se lida com uma criança de colo, como se vigia e se diverte a outra que já começou a falar, etc.

Haja apenas o cuidado de não deixar, na filha moça, a impressão de que mamãe está se livrando de um trabalho pouco agradável. Nesse caso a filha o aceitará de mau humor, só porque não há remédio. A mãe esclarecida vai ensinando, vai explicando, porque, desde já, quer acostumar suas filhas aos cuidados pelos pequenos. Não há negar, a primeira professora de puericultura é sem favor a  mãe, em casa.

Aqui eu ouço uma objeção: para que preparar as filhas? Pois não tem a mulher o dom de intuição, que descobre pelo coração o que falta ao filho?

Ilusão, gentil leitora...isto requer certas noções indispensáveis, colhidas pela preparação e pelas luzes da instrução religiosa.

- "Minha filha - assim falará a mãe cristã - se Deus não te der outra vocação especial, você, por ser mulher, terá de ser um dia mãe de família, possivelmente. Vá se preparando desde já para essa missão, que é difícil, mas gloriosa também. Eu irei ajudando você com minha experiência, com muitos conselhos e meus exemplos."

Não querem as mães usar desta linguagem?

Então insinuem, inspirem tais pensamentos e procedam com as filhas como se, pelos fatos, lhes estivessem dizendo tudo isso. Elas não receberão de mau humor as ordens dadas para cuidarem dos irmãozinhos menores.

(As três chamas do lar- Pe. Geraldo Pires de Souza)
PS: Grifos meus

Influência distinta dos pais sobre os filhos


Por serem de compleição diferente, o homem e a mulher não vêem o filho com os mesmos olhos: ele o vê através de sua masculinidade; ela, através de sua feminilidade. Entretanto, essa divergência não é um mal, pois, traz como resultado não somente um conhecimento mais completo e aprofundado da criança, como também uma espécie de combinação de influências.

Permite ao homem descobrir os métodos que tornarão o educando mais forte, mais corajoso e mais empreendedor; à mulher, os que nele despertarão as delicadezas do sentimento.

Tomemos um exemplo: o filho é obrigado a um esforço penoso. A mãe é inclinada a proporcionar-lhe o auxílio de sua sensibilidade feminina; o pai, o da força que comanda. Se a mãe fosse sozinha, correria o risco de enfraquecer a vontade; se fosse só o pai, talvez quebrasse os impulsos delicados da sensibilidade. Unidos, irão obter um esforço misturado de força e de ternura.

(Pequeno Tratado de Pedagogia - Cônego Jean Viollet)
PS: Grifos meus

Amor e Submissão


Através de todos os séculos, dos passados e futuros, sempre se encontraram e sempre se encontrarão homens dispostos a exclamar, perante os Pilatos deste Mundo: “Não queremos que este Homem reine sobre nós!”.

Por detrás desta rebelião contra Deus, há duas falsas idéias: a primeira é a de que a inteligência inventa, ou cria a verdade, quando, afinal, simplesmente a descobre ou encontra... a segunda idéia falsa é a seguinte: a de que da submissão a alguém decorre a servidão para com esse alguém. Esta idéia implica a negação de todas as hierarquias, tanto em a Natureza como na Criação, tendendo a colocar todos os homens num mesmo plano de igualdade, considerando-se cada um a si próprio como um Deus.

Essa filosofia do orgulho tem para si que, ser independente, implica total insubmissão seja ao que for. A verdade, porém, é que a independência é condicionada pela dependência...

Obedecer não significa executar as ordens de um sargento instrutor. A obediência ressalta, principalmente, do amor duma ordem recebida e do amor daquele que a deu. O mérito da obediência está menos no ato em si mesmo do que, acima de tudo, no amor que o motiva; a submissão, a dedicação, e o serviço que a obediência implica, não vêm da servidão, mas, pelo contrário, dos efeitos que derivam do amor e com ele fazem íntima unidade. Obediência só é servilismo para aqueles que não compreenderam a espontaneidade do amor.

Para compreendermos a obediência, devemos considerá-la entre dois grandes fatos. O primeiro deu-se no momento em que uma mulher fez ato de submissão à vontade de Deus: “Faça-se em mim a Tua palavra”. O outro fato, quando uma mulher pedia ao homem que obedecesse a Deus: “Tudo que Ele disser vós o fareis”.

Entre estas duas expressões, vemos: “... O Menino crescia e se fortificava cheio de sabedoria; e a graça de Deus era com Ele... E desceu com eles, e foi a Nazaré, e era-lhes submisso" (S.Lucas II-51)

Para reparar o orgulho dos homens, humilhou-se Nosso Senhor, obedecendo a seus pais. “E a eles era submetido”

...Esta humildade, abstração feita da Sua Divindade, era exatamente o contrário do que seria lícito esperar de um homem destinado a vir a ser um reformador da Humanidade. E, no entanto, que faz este carpinteiro, durante esses trinta anos de obscuridade? Fabrica o caixão do mundo pagão. Fabrica um jugo para o mundo futuro e faz uma Cruz sobre a qual será adorado.

Dá a suprema lição dessa virtude, que é fundamento de todo o Cristianismo: a humildade, a submissão e a vida discreta em que nos preparamos para o cumprimento dos nossos deveres.

Nosso Senhor passou três horas na Cruz para nos resgatar; passou três anos a ensinar-nos e trinta anos a obedecer, a fim de que o Mundo, rebelde, orgulhoso e satânicamente independente, aprenda o valor da obediência. A vida da família foi jnstituída por Deus, para, na sua vida do lar, formar o caráter do homem, porque é da infância que nascerá a maturidade do homem – para o bem ou para o mal.


Os únicos atos da infância de Cristo que nos são conhecidos são atos de submissão a Deus, Seu Pai Celeste e, também, a Maria e a José. E desta maneira nos é demonstrado o dever peculiar à infância e à juventude: o da obediência aos pais que representam Deus.

...Embora as palavras: “E a eles vivia submetido” se apliquem, principalmente, a esse período da vida de Nosso Senhor, que decorre entre o encontro no Templo e as Bodas de Caná, nem por isso deixam de se poder aplicar com toda a verdade, ao Seu procedimento nos anos seguintes. Toda a sua vida foi uma vida de submissão.

...Jesus se manteve no Seu lugar, na Sua oficina de carpinteiro, obedecendo a seus pais, aceitando as restrições da Sua posição, considerando os cuidados do dia, com uma visão toda espiritual, alimentando-se e impregnando-se das luzes da Sua fé no Padre Eterno, mantendo a Sua alma com toda a paciência, apesar do desejo ardente que O impelia para a salvação dos homens. Nele não houve sombra de impaciência ou de precipitação que pudessem prejudicar o desenvolvimento normal de uma força e poder normalmente constituídos.

...O que torna particularmente impressionante a obediência desta Criança é ser Ela o filho de Deus. Ela, o General da Humanidade, faz-se Soldado de linha. O Rei desce Seu trono e desempenha o papel do último dos Seus súbditos. Se Ele, o Filho de Deus, se submete a Sua mãe e a Seu pai adotivo, para reparação dos pecados de orgulho, como é que os filhos hão de escapar a essa doce necessidade de submissão para aqueles que são, para eles, de pleno direito, os seus superiores?

Durante todo esse tempo de obediência voluntária, Ele nos mostrou que o Quarto Mandamento constitui a base da vida familiar. Porque, afinal, se olharmos as coisas do alto, como é que o pecado original da desobediência contra Deus poderia ser aniquilado, a não ser pela obediência do próprio Deus (como homem) que fora desafiado?

A primeira revolta do Universo de paz criado por Deus foi o trovão de Lúcifer: “Não obedecerei!”.
O Paraíso Terrestre deu ressonância a esse trovão, que se perpetuou através das idades, infiltrando-se em todas as famílias onde pai, mãe e filho se encontram reunidos. Submetendo-se a Maria e José, a Divina Criança proclama que a autoridade na família e na vida pública é um poder que provém do próprio Deus.

...Ele garante, pela Sua obediência quando criança, esta verdade importantíssima: a de que os pais só exercem a sua autoridade em nome de Deus. Os pais têm, pois, um sagrado direito sobre seus filhos, porque a Deus devem esse privilégio: Toda a alma esteja sujeita aos poderes superiores, porque não há poder que não venha de Deus; e os (poderes) que existem foram instituídos por Deus” (Rom., cap. XIII, v. 1).

Se os pais abandonarem a sua autoridade legítima e a responsabilidade natural que têm de seus filhos, o Estado aproveitará da fraqueza deles. Quando a obediência consciente deixa de existir na família, será suplantada pela obediência forçada ao Estado.

É pela obediência no lar que aprendemos a obedecer publicamente, porque, em ambos os casos, a consciência submete-se a um representante da autoridade de Deus. Se é certo que o Mundo perdeu o respeito da autoridade, isso se deve ao fato de o ter perdido, primeiro, na família.

... Muitos são, hoje, os homens que tendem a inchar, sem conta, peso, nem medida, a sua personalidade. Em Nazaré, o Infinito curva-se para a Terra e – para obedecer – faz-se Menino.

(O primeiro amor do mundo – Arcebispo Fulton J. Sheen)
PS: Grifos meus

A arte de fazer rezar

Quinta-feira, Novembro 26, 2009


Levar a criança a Nosso Senhor é a vossa missão. Enquanto Nosso Senhor for para ela uma idéia vaga ou um ente afastado, não tereis realizado nada. Releva muito, que seja Jesus para eles o Grande Amigo divino que os conhece, que ama a cada um pessoalmente, com o qual possam falar coração a coração.

Deveis insistir muito junto deles nesta definição da oração partida de uma criança mesma: "Rezar é conversar com o bom Deus". Ora, para falar com alguém, começa-se por olhá-lo. Antes de fazer as crianças rezarem, ponde-os em presença do divino Interlocutor.

Velai também por sua composição exterior: "Atenção, nós vamos falar ao bom Deus - o bom Deus nos está olhando - juntemos as mãos - olhemos para o tabernáculo (ou crucifixo, esta imagem do Sagrado Coração)"

Se fizerdes recitar uma oração em voz alta, que a exprimam sem gritar, nem muito depressa nem muito devagar. Marque-se distintamente uma pausa brevíssima entre cada membro da frase. Exagerai mesmo no começo estas paradas e não hesiteis em fazê-los repetir a oração, caso não esteja recitada perfeitamente.

Não façais as crianças recitar uma oração que antes não tiverdes explicado. Que não recitem também orações muito longas. Isto fatigaria e lhes tiraria o gosto da oração.

... Convêm insistir, para a formação das crianças, sobre a oração da noite que eles devem fazer de joelhos ao pé do leito de dormir. É necessário que se torne um hábito na criança, pôr-se de joelhos e rezar antes de dormir, um hábito enraizado.

A Via-Sacra pode tornar-se para as crianças de grande proveito, se for bem adaptada à sua condição:

- Não deixar as crianças imóveis em  seus lugares. Pequenos grupos podem caminhar de estação a estação.
- Anunciar claramente o título da estação. Em linguagem simples tirai alguma conclusão enérgica: "Vamos pedir a Jesus, que tanto sofreu por nós, que nos faça mais puros", ou "vamos prometer a Jesus que havemos de fazer tal esforço".
- Exigir alguns segundos de silêncio, depois fazer repetir duas ou três invocações assim: "Senhor Jesus, tornai-nos mais vigilantes e mais corajosos", ou ainda: "Jesus, que tanto nos amastes, fazei que nos amemos melhor uns aos outros".

(Educar com êxito - pe. G.Courtois)
PS: Grifos meus

Religião e caráter

Caráter varonil! A jóia mais bela e mais preciosa do mundo! Um homem que descortina claramente seu fim, que sabe vencer as tentações, que se não se desvia do caminho nem para direita nem para a esquerda, que conserva puro seu coração, que é amável e dedicado para com seu próximo, mas que permanece firme às suas convicções - eis um caráter varonil! Coisa rara, hoje em dia ...

Mas não o queres ser?
Sabes que é a verdadeira e profunda religiosidade que, sobretudo, te ajudará a consegui-lo?

O jovem religioso preza o seu valor. Saber que somos filhos de Deus é fonte de justificada ufania no conceito próprio. Prezo minha alma conservo-a insenta de culpa, adorno-a com boas obras, porque sei que ela é um bem mais precioso do que a natureza inteira.

Cuido porém, igualmente do meu corpo, não permito que se rebaixe ao serviço de hábitos pecaminosos, porque sei que é templo do Espírito Santo, ao qual devo preservar da profanação.
Elevado conceito de si próprio só o pode ter o homem religioso. Somente aquele que sabe incluinar-se diante de Deus, pode andar de cabeça erguida.

A religiosidade e a boa consciência não nos tornam orgulhosos e impertinentes, mas dão-nos firmeza inquebrantável, em face da moral inconsistente de hoje. Olha em derredor: os que se manifestam estouvadamente contra Deus e a religião, dobram-se, geralmente, submissos ante interesses materiais e fins egoísticos.

O jovem religioso não é oportunista. Nunca há de renegar covardemente seus princípios e convicções, embora esteja entre pessoas de parecer diferente. Não compartilha os conceitos dos libertinos, não adota o modo de ver dos motejadores, não duvida com os incrédulos, só "para que não sorriam compadecidos de mim". Ademais, não é escravo de caprichos...

O jovem religioso não é egoísta. Ele sabe cuidar de suas inclinações e desejos e dominá-los. Sabe que além dele há outros homens no mundo, que não é em redor dele que tudo gira, mas, que em suas ações e omissões deve tomar em consideração dos demais....Trabalha, estuda, com todas as forças busca progredir, mas somente com meios honestos. Nada de adulações e lisonjas para alcançar fins egoísticos. Não procura obter a simpatia das pessoas contra sua convicção. Ao contrário, quando for preciso, ele sabe "obedecer antes a Deus do que os homens".

O jovem religioso, não é casmurro, mal humorado, susceptível. Quem traz sua alma em paz com Deus, tem o pleno direito de ser alegre e bem disposto.

(A religião e a juventude - Mons. Tihamer Toth)
PS: Grifos meus