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Temos como finalidade a transcrição de textos que possam auxiliar as famílias na busca da santidade.
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Ser e parecer unidos
Terça-feira, Fevereiro 09, 2010Ser e parecer unidos
Um dos problemas mais graves da educação é o do bom entendimento entre os educadores. A criança começa por desconcertar-se quando se choca com a desinteligência entre os que têm por missão guiá-la. Depois, tendo percebido a falha em que seu capricho possa infiltrar-se, disso se aproveita ao máximo com enormes riscos para a sua formação.
Eis algumas regras que os jovens esposos jamais deveriam inflingir:
1 - Nunca discutiremos diante dos nossos filhos. Se, como em todos os lares (é preciso ser realistas), há momentos - que esperamos sejam os mais raros e mais breves possíveis - em que nos entendemos menos bem, buscaremos nos explicar a sós, nunca diante de testemunhas.
2 - Jamais trocaremos censuras diante das crianças.
3 - Jamais nos contradiremos diante das crianças, sobretudo a respeito delas.
4 - Jamais um autorizará às escondidas o que o outro proíbe.
5 - Jamais tomaremos um dos nossos filhos por confidente de nossos desgostos mútuos.
6 - jamais faremos alusão aos defeitos, e com mais razão ainda, ás faltas, um do outro.
7 - Jamais um dirá alguma coisa que venha a ser prejudicial ao respeito e ao afeto das crianças relativamente a um ou a outro.
8 - Jamais diremos a uma criança: "Sobretudo não contes a mamãe!" ou "Não digas nada ao papai!"
9 - Teremos positivamente o cuidado de reforçar a nossa autoridade mútua em todas as circunstâncias.
Guardai-vos de deixar transpirar o menor sinal de desunião entre vós, a menor divergência no modo de tratar vossos filhos; cedo, eles se aperceberão que podem servir-se da autoridade da mãe contra a do pai, e vice-versa; resistirão dificilmente à tentação de se aproveitarem dessa disparidade para a satisfação de todas as suas fantasias;
Contradizer-se diante de uma criança a seu respeito, é nela falsear a noção do bem e do mal, pois, que para ela - por isso mesmo criança - o que é bem pe o que os pais permitem, e o que é mal é o que proíbem. Não há nada como isso para desorientar uma consciência infantil.
Nada mais ridículo e mais pernicioso do que procurar tornar-se popular às custas de um ou de outro - um mimando, enquanto o outro dá ordens ou castiga.
Quando a crianças respira no lar uma atmosfera de indiferença e de frieza, sua alma resseca e se torna incapaz dos movimentos generosos do coração. Fazendo nascer nela a nostalgia de um meio em que o seu coração pudesse desabrochar na alegria, fixa-se numa disposição habitual de hostilidade relativamente ao meio familiar.
Quando à indiferença se junta a hostilidade mútua dos pais, a revolta e a crueldade encontrarão na criança um terreno já preparado. Porque seus pais disputam constantemente em sua presença e a seu respeito, ela mostrar-se-á por seu turno hostil e briguenta nas suas relações com o próximo.
... Decerto, pode às vezes ser penoso para o pai, que volta à casa após um dia de trabalho, ou para a mãe que teve de cuidar da casa e dos garotos, esquecerem a própria fadiga visando assegurar a "frente única" da educação, em vez de se concentrarem em si mesmos ou de apenas trocar queixas pessoais. Mas esse esquecimento de si mesmo é portador de sua própria recompensa.
"Nada mais apropriado para entreter o mútuo amor dos esposos do que pôr em comum suas orações, suas preocupações, suas observações, sua afeição paterna e materna. Assim, continuam a obra inaugurada pela fundação do lar e pelo aceno à vida; colaboram na atividade criadora e redentora de Deus, e ao mesmo tempo, se educam mutualmente. Trabalhando para formar homens e cristãos, os pais encontram incessantemente na ajuda mútua que lhes é imposta, caso consintam aceitar com um só coração a tarefa comum, ocasião de se unirem mais estreitamente, com um amor mais desinteressado, mais elevado e mais rico porque mais fecundo e mais cristão, mais intimamente penetrado de caridade divina." (Mons. Brunhes, Lettre Pastorale sur l'Éducation - 26 de fevereiro de 1944)
De passagem, um pequeno conselho: Mães, que os vossos deveres maternais não vos façam jamais esquecer vossos deveres de esposa. Pais, compreendei os cuidados de vossa mulher, o seu trabalho para que tudo corra bem, as dificuldades que encontra; dai-lhe vosso apoio e vosso estímulo.
(Excertos do livro: A arte de educar as crianças de hoje - Pe. G. Courtois)
PS: grifos meus
Marcadores: educação católica
A perfeição cristã
A perfeição cristã
É próprio de toda vida procurar a perfeição. Com a vida natural acontece que, chegando ao cume, começa a declinar. Mesmo, porém, no plano natural, a vida intelectual, por exemplo, não deixa nunca de crescer, porque nunca atinge a saturação: - o homem nunca possuirá a totalidade dos conhecimentos.
A vida cristã, como verdadeira vida que é, deve também desenvolver-se, crescer, progredir, até chegar à perfeição. Mas esta perfeição é inatingível neste mundo: só na glória do Pai descansaremos nela – e isto mesmo de modo relativo.
Importa-nos muito saber em que consiste a perfeição, se estamos obrigados a procurá-la, que meios empregar para isto, e como devemos agir.
Sede perfeitos
1 – Todos os batizados são chamados à santidade (I Cor. 1,1). Jesus se dirigiu a todos, quando disse: “Sede perfeitos como o meu Pai Celestial é perfeito” (Mt. 5,48). São Paulo prega repetidamente aos fiéis a obrigação da santidade: “Até que cheguemos todos... ao estado de homem perfeito”. (Ef. 4,13).
2 – A vida cristã, por sua natureza, exige a perfeição. Só existe vida cristã enquanto houver o estado de graça. Para conservar o estado de graça é preciso cumprir todos os preceitos graves. Ora, há certos preceitos graves que o homem só cumprirá procurando a perfeição. Portanto, para conservar a vida cristã é necessário procurar a perfeição.
Pensemos, por exemplo, como pode guardar a castidade quem não mortifica o gosto, os olhares, ou não se dá à oração, ou não evita leituras levianas, etc. Ou como terá caridade com o próximo quem nada quer suportar, mas pretende impor sua vontade, fazer seus gostos, não ser incomodado.
Em que consiste
1 – A perfeição consiste em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo por amor de Deus.
A perfeição não consiste em muitas orações, nem graças extraordinárias (visões, êxtases, milagres), nem grandes penitências (fervor, doçura), etc.
2 – Não sendo possível o amor de Deus sem o cumprimento dos preceitos, a perfeição assenta sobre a observância dos Mandamentos. Mas como isto não realiza a perfeição, ela só se completa pelos conselhos evangélicos.
a) Os Mandamentos bastam para a salvação. Mas não para a perfeição. Para esta requerem-se os conselhos: “Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens dá aos pobres” (Mt. 19,21).
b) A perfeição pode ser moralmente obrigatória. É quando, sem os seus cuidados, não conseguiremos cumprir os Mandamentos. Assim como o moço rico. Não quis atender ao conselho de Jesus, e pôs em risco a própria salvação: “Dificilmente um rico entrará no reino dos céus” Mt. 19,16-26).
3 – Quando se diz que a perfeição consiste na caridade, não se exclui nenhuma outra virtude, mas até se incluem todas elas. A caridade no seu verdadeiro sentido de amor a Deus e ao próximo por amor de Deus supõe todas as demais virtudes.
3 – Quando se diz que a perfeição consiste na caridade, não se exclui nenhuma outra virtude, mas até se incluem todas elas. A caridade no seu verdadeiro sentido de amor a Deus e ao próximo por amor de Deus supõe todas as demais virtudes.
Como realizar
1 – O fundamento da perfeição é a graça santificante. E como os sacramentos são o meio mais poderoso para se alcançar a graça, a freqüência dos sacramentos é o grande meio de santificação.
Quanto maior for em nós a graça santificante, tanto mais perfeitos somos. Ora, os sacramentos nos conferem eficazmente a graça; logo, são o meio mais eficiente de perfeição.
2 – O homem deve cooperar com a graça de Deus para levar a termo a própria perfeição. A cooperação é elemento indispensável da perfeição.
A luta contra a concupiscência e os inimigos da alma, o aumento das disposições na recepção dos sacramentos, todos os esforços da vontade para imitar a Jesus, são meios para alcançar o fim.
3 – Sendo Cristo o modelo, a perfeição está em imita-lO. Somos tanto mais perfeitos quanto mais a nossa vida se aproximar da de Cristo. E a perfeição se consumará, quando pudermos dizer, como São Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. (Gl. 2,20).
a) Cristo é um modelo universal: para todos os tempos e todos os homens, sem distinção alguma. Distancia-se infinitamente dos santos: o mesmo santo não pode, ás vezes, servir de modelo a dois homens. É que cada qual imita a Jesus Cristo dentro do seu próprio feitio: feitios diferentes imitam a Cristo diferentemente. Por isto todos são obrigados a imitar a Cristo, ninguém é obrigado a imitar determinado santo. Para facilitar a imitação dos santos, procuremos para nossa devoção um santo cujo temperamento e gênero de vida se pareçam com os nossos. De Nossa Senhora, porém, se pode dizer o mesmo que de Jesus Cristo.
b) A perfeição está em fazer de modo extraordinário as coisas comuns – e não em realizar ações extraordinárias... Cada qual se santifica vivendo com perfeição a própria vida, cumprindo bem todos os deveres, por pequenos que sejam, aceitando com resignação ou alegria a vontade de Deus, e fazendo-a .
4 – A perfeição não se alcança de uma vez. Tem graus.
Para viver a doutrina
1 – Condição essencial da vida cristã, o estado de graça há de ser minha primordial preocupação. Viver na graça divina é ter Deus em mim, é realizar a união com Deus, é atingir neste mundo o fim para que fui criado. No céu, será apenas a consumação desta união.
2 – Os meios da perfeição terão para mim a importância relativa à sua eficácia. Quanto mais eficazes, mais valiosos. Então, os sacramentos terão o primeiro lugar: A Comunhão, a Confissão freqüente; a valorização da graça permanente do Batismo e da Crisma.
3 – As práticas subjetivas são de grande importância, embora inferiores aos sacramentos. São necessários. A mortificação tanto espiritual como corporal, os atos de devoção (leituras, meditações, exames de consciência, irmandades, práticas devotas), obras de apostolado, etc., prestam grande auxílio à perfeição. Não devemos, porém, confundir a perfeição com elas, nem afligi-nos quando não as pudermos fazer.
2 – Os meios da perfeição terão para mim a importância relativa à sua eficácia. Quanto mais eficazes, mais valiosos. Então, os sacramentos terão o primeiro lugar: A Comunhão, a Confissão freqüente; a valorização da graça permanente do Batismo e da Crisma.
3 – As práticas subjetivas são de grande importância, embora inferiores aos sacramentos. São necessários. A mortificação tanto espiritual como corporal, os atos de devoção (leituras, meditações, exames de consciência, irmandades, práticas devotas), obras de apostolado, etc., prestam grande auxílio à perfeição. Não devemos, porém, confundir a perfeição com elas, nem afligi-nos quando não as pudermos fazer.
4 – Santifico-me, fazendo a vontade de Deus, que é o meu dever. Qualquer que ele seja, bem feito! Aceitando tudo o que Deus me enviar, certo de que é bom, pois Deus não me pode mandar senão o bem. Mesmo que eu não o compreenda.
5 – Devemos acompanhar o Ano Litúrgico, aproveitando as lições das festas de Cristo e Nossa Senhora, os exemplos dos Santos às exortações da Igreja.
6 – A leitura da vida dos santos é de muita utilidade para a perfeição.
6 – A leitura da vida dos santos é de muita utilidade para a perfeição.
Não devemos, porém, confundir a santidade com graças extraordinárias que Deus concede, às vezes, mas que não constituem a santidade. Lembremo-nos de que os Santos também tinham defeitos, pois absolutamente perfeito só Deus. Devemos procurar na vida dos santos não a sensação dos fatos extraordinários, mas a edificação.
7 – Leitura por excelência proveitosa há de ser a da Bíblia, sobretudo do Novo Testamento. Os Evangelhos dão-nos a vida de Cristo – e seria vergonha desconhecê-los. O bom cristão nunca se cansará de relê-los, meditando-os, penetrando-se de seu espírito. Eles contêm o modelo acabado da perfeição.
8 – Por perfeito que julgasse ser, estaria errado o cristão que descurasse do próximo. Aliás, é a caridade com o próximo da essência mesma da perfeição. E não há maior prova de verdadeiro amor do que procurar ao próximo o sumo bem desta vida, que é o estado de graça e a perfeição cristã.
(O caminho da vida – Pe. Álvaro Negromonte)
(O caminho da vida – Pe. Álvaro Negromonte)
Marcadores: Espiritualidade
8ª Conferência - "Analisou um campo e comprou-o; e plantou a vinha com o fruto do seu trabalho"
Domingo, Fevereiro 07, 20108ª Conferência dada para as senhoras da associação de caridade pelo Monsenhor Landriot - Arcebispo de Reims (1877)
Consideravit agrum, et emit eum:
Consideravit agrum, et emit eum:
de fructu manuum suarum plantavit vineam.
Analisou um campo e comprou-o;
e plantou a vinha com o fruto do seu trabalho.
(Prov. XXXI, 16)
“A mulher forte madruga, e distribui o alimento e o trabalho aos seus domésticos”.
A vigilância dos criados é uma das suas principais ocupações, e para que tal vigilância seja séria a ativa, entrega-se a ela logo pela manhã; é a primeira, ou, pelo menos, uma das primeiras a levantar-se em casa, porque o seu exemplo é a melhor das predicas e o mais eficaz conselheiro.
Semelhante ao sol, ela anuncia o recomeço do trabalho no interior da sua casa, ilumina tudo com a sua presença, aquece os caracteres mais indiferentes, excita as naturezas mais apáticas, e nada pode subtrair-se a sua salutar influência: Nec est qui se abscondat a calore ejus. (Ps., XVIII,7)
Esta vigilância aos criados deve ser cheia de razão, de sabedoria e verdadeira afeição, pois a mulher forte deve lembrar-se que os seus domésticos pertencem a natureza humana, que são nossos irmãos em Jesus Cristo, e que têm direito a ser tratados com o respeito que reclama a sua qualidade de homens e de cristãos.
Ela faz de toda a sua casa uma verdadeira família, cujos membros estão situados em diversos graus da escala, mas onde todos participam da vida comum. Cada um tem o seu lugar, e é esta variedade na hierarquia, que produz a ordem e a beleza.
A vigilância dos criados é uma das suas principais ocupações, e para que tal vigilância seja séria a ativa, entrega-se a ela logo pela manhã; é a primeira, ou, pelo menos, uma das primeiras a levantar-se em casa, porque o seu exemplo é a melhor das predicas e o mais eficaz conselheiro.
Semelhante ao sol, ela anuncia o recomeço do trabalho no interior da sua casa, ilumina tudo com a sua presença, aquece os caracteres mais indiferentes, excita as naturezas mais apáticas, e nada pode subtrair-se a sua salutar influência: Nec est qui se abscondat a calore ejus. (Ps., XVIII,7)
Esta vigilância aos criados deve ser cheia de razão, de sabedoria e verdadeira afeição, pois a mulher forte deve lembrar-se que os seus domésticos pertencem a natureza humana, que são nossos irmãos em Jesus Cristo, e que têm direito a ser tratados com o respeito que reclama a sua qualidade de homens e de cristãos.
Ela faz de toda a sua casa uma verdadeira família, cujos membros estão situados em diversos graus da escala, mas onde todos participam da vida comum. Cada um tem o seu lugar, e é esta variedade na hierarquia, que produz a ordem e a beleza.
Mas do mesmo modo que em um jardim todas as plantas, respirando o mesmo sol e o mesmo ar, tem, todavia uma parte diferente nos benefícios da natureza, assim no jardim da família, cada um tem o seu quinhão, maior ou menor, de orvalho e de calor: primeiramente as árvores vetustas, depois os arbustos, e em seguida as florinhas que crescem a seus pés.
Dando depois um outro sentido as palavras do nosso texto, dissemos, seguindo um pensamento familiar dos Santos Padres, que a alma, com a inteligência, o coração, a imaginação, os sentidos e os nervos, representavam o completo interior de uma casa, aonde cada faculdade exercia o papel de pai, de mãe, de filhos, de domésticos e porteiros, e que não era pequena a dificuldade de saber conservar em paz todos estes numerosos membros da mesma família, que se chama o eu humano.
Expliquemos hoje este versículo: Analisou um campo e comprou-o, e plantou a vinha com o fruto do seu trabalho.
A Bíblia mostrou-se primeiramente a mulher forte exercendo a sua atividade no interior do lar. Ela faz a alegria e a consolação de seu marido; para ele, o coração dela é uma fonte de perenes bens e um tesouro de paz e confiança. Prepara a lã e o linho; fiscaliza os serviços que se executam em casa; madruga, porque, ainda a natureza dorme e ela já distribuiu o trabalho e o alimentou aos seus domésticos.
O Espírito Santo vai, contudo, descrever a atividade da mulher forte nas suas relações com o exterior: - Analisou um campo e comprou-o; e plantou a vinha com o fruto do seu trabalho.
O trigo e o vinho são os dois grandes recursos da vida humana: entre os produtos da terra, nenhuma, cujo uso seja tão universal e tão indispensável, e a Sagrada Escritura os emprega de preferência para designar todas as riquezas agrícolas. Aqui a mulher deve subordinar as suas vontades ás de seu marido: pode atuar por insinuações, conselhos e súplicas, mas as últimas decisões devem partir do chefe da casa. Assim suporemos sempre, no que temos a dizer, que ela vai de harmonia com seu marido, e que tudo se decidiu em comum acordo.
O trigo e o vinho são os dois grandes recursos da vida humana: entre os produtos da terra, nenhuma, cujo uso seja tão universal e tão indispensável, e a Sagrada Escritura os emprega de preferência para designar todas as riquezas agrícolas. Aqui a mulher deve subordinar as suas vontades ás de seu marido: pode atuar por insinuações, conselhos e súplicas, mas as últimas decisões devem partir do chefe da casa. Assim suporemos sempre, no que temos a dizer, que ela vai de harmonia com seu marido, e que tudo se decidiu em comum acordo.
Ela analisou um campo. – Com efeito, deve ter os olhos abertos sobre tudo quanto respeita á prosperidade de sua casa. Analisou, consideravit.
Realmente nada deve fazer de leve, mas analisar tudo com seriedade, pois há propriedades cuja aquisição é onerosa, e outras que são um atrativo e uma riqueza. Nada deve comprar, não tendo com que pagar; pois não é um dos grandes cancros da nossa época o gastar mais do que se há em rendimentos? Mal aparece um canto de terra á venda lança-se-lhe logo um olhar cobiçoso; a bolsa está vazia, não importa; compra-se, o futuro pagará.
Esta ambição que se encontra em pequenas e grandes doses, segundo as posições, é, na atualidade, uma das principais causas de sofrimento. Nos negócios, no comércio, na agricultura, fazem-se, muitas vezes, despesas e especulações completamente incalculáveis, e por isso mesmo a riqueza de muitos é artificial, e uma como que brilhante frontaria a esconder ruínas; e para uma grande parte de proprietários e negociantes, a vida é passada no meio de torturas análogas ás de um desgraçado, que fosse condenado a encerrar todos os membros num vestido estreitíssimo.
Este vestido é a imagem destas fortunas relativamente medíocres, onde, todavia, se agitam, em todo o sentido, desejos imoderados. Tudo é falso em situações destas; tudo assenta no vácuo e na mentira; tudo prepara uma ruína desastrosa.
Este vestido é a imagem destas fortunas relativamente medíocres, onde, todavia, se agitam, em todo o sentido, desejos imoderados. Tudo é falso em situações destas; tudo assenta no vácuo e na mentira; tudo prepara uma ruína desastrosa.
Que a mulher forte ponha, pois, os seus olhos neste perigo; que desconfie de tudo quanto brilha muito e muito promete; que ela compre campos e plante vinhas, mas depois de bem ter analisado todas as coisas, depois de ter considerado o estado das propriedades, e, sobretudo, o estado da sua bolsa: Consideravit agrum et emit eum.
Quanto não é melhor para a felicidade e para a paz das famílias, o ter uma fortuna medíocre com o contentamento do coração, e a segurança do futuro! A felicidade não está nas coisas exteriores; é antes a maneira por que sabemos gozá-la, o que nos torna mais ou menos felizes. Tal indivíduo tem mais ventura com o seu pão de cada dia do que o rico, cuja vida é uma ansiedade contínua, e uma febre que o não deixa, nem mesmo durante o seu sono agitado.
O texto da Escritura que acabamos de comentar mostra-nos que os pais e a mães de família podem e devem ocupar-se de um sábio melhoramento na sua fortuna, e cuidarem do futuro de seus filhos; é uma séria obrigação que lhes impõem a religião, o bom senso e o amor paternal.
Devem por meios honestos e lícitos, por uma sábia providência trabalhar todos os dias em fazer economias, em aumentar o seu patrimônio, em preparar uma posição conveniente para a sua família. Obrar de outro modo seria esquecer leis sacratíssimas, e imitar o procedimento dos pais desnaturados, que só têm como regra o egoísmo e a prodigalidade: tudo lhes vai bem, com tanto que gozem em plena liberdade, e que nada lhes cause uma pequenina preocupação.
A religião não se contenta com sancionar os preceitos da ordem natural: dá, sobretudo, regras para se observarem com sabedoria e conveniência. Ela ordena ao pai e a mãe a vigilância sobre o melhoramento da sua fortuna, com a condição, todavia, de que os pobres não serão esquecidos; e o que se arranca a uma sórdida economia para se derramar no seio dos pobres, produz, muitas vezes, em felicidade e em bênçãos, mesmo temporais, o que nunca produzirão cálculos habilíssimos.
A religião não se contenta com sancionar os preceitos da ordem natural: dá, sobretudo, regras para se observarem com sabedoria e conveniência. Ela ordena ao pai e a mãe a vigilância sobre o melhoramento da sua fortuna, com a condição, todavia, de que os pobres não serão esquecidos; e o que se arranca a uma sórdida economia para se derramar no seio dos pobres, produz, muitas vezes, em felicidade e em bênçãos, mesmo temporais, o que nunca produzirão cálculos habilíssimos.
A religião permite o aumento do capital e das rendas, mas sob a condição de que jamais se faltará as leis da honra e da probidade, de que não se imaginarão fraudes perfeitamente coloridas, sutilezas humanas que merecem um nome que não ouso pronunciar aqui, precauções engenhosamente pérfidas, que se tornam para o pobre próximo, como laços ocultos entre o mato, para o inocente animal do prado. Não; a religião reprovará sempre as fortunas adquiridas deste mundo.
São marcadas com o selo da injustiça e da iniqüidade; têm nos flancos o cunho indelével de uma espécie de pecado original, e demasiadas vezes a desgraça de certas famílias, as suas rivalidades, as disputas, não têm outra causa na ordem providencial. Houve uma semente má no princípio, que produziu um joio oculto, que envenenará sempre o campo da família.
Eu gosto muito dos provérbios, porque são ordinariamente os resultados de uma longa e profunda experiência, e uma como moeda da sabedoria das nações; e neste momento lembra-me um que tem aplicação ao meu assunto: - “O bem mal adquirido nunca aproveita”.
Nunca aproveita apesar de tudo indicar exteriormente o contrário; nunca aproveita, porque, muitas vezes, os acontecimentos da vida, que são os mensageiros de Deus, aniquilam fortunas mal ganhas, do mesmo modo que o transeunte pode aniquilar um edifício de vidro; nunca aproveita, porque supondo mesmo uma prosperidade contínua e sempre crescente, a justiça de Deus encontra o meio de tornar desgraçados esses proprietários, entre todas as causas de gozos exteriores, e porque, por um poder de metamorfose desconhecida, tudo quanto devia ser-lhes motivo de alegria, lhes derrama ao contrário o gosto de absinto.
Há doenças em que o melhor vinho parece mais amargo que o vinagre, e, do mesmo modo há também doenças morais, desgostos inexplicáveis cuja causa é desconhecida. É a justiça de Deus que os inflige em certas posições, e então a qualidade dos objetos e a sua ação sobre a alma parecem mudar de natureza, transformando-se as rosas em espinhos e os melhores licores em bebidas cheias de amargura.
... A mulher forte plantou uma vinha com o fruto do seu trabalho. Eu não quero, ligar-vos a cauda de uma charrua nem fazer-vos cavar vinhas; mas se tendes alguma propriedade no campo, ou a possui algumas das vossas amigas, aconselho-vos a ir lá, ao menos, de quando em quando, respirar o ar fresco e puro, o qual dá saúde e sabedoria...
Sim, minhas senhoras, ide ao campo algumas vezes; se gozais a paz e a confiança da alma justa, a vista da natureza aumentará esse bem estar moral, porque a criação é um espelho que reflete uma parte das grandezas e belezas da essência divina, ao mesmo tempo que, pelo seu silêncio, é uma imagem da eterna paz de Deus.
Se não plantais a vinha, ide vê-la plantar. Examinareis como se cava o solo, como se mergulha a estaca, como se lhe deita depois a terra. Vereis como a cepa rebenta, vereis confirmado o mal que pode causar-lhe a geada ...
Sim, senhoras, ide ao campo algumas vezes; gozais a paz e a confiança da alma justa, a vista da natureza aumentará esse bem estar moral, porque a criação é um espelho que reflete uma parte das grandezas e belezas da essência divina, ao mesmo tempo que, pelo silêncio, é uma imagem da eterna paz de Deus.
Se não plantais a vinha, ide vê-la plantar. Examinareis como se cava o solo, como se mergulha a estaca, como se lhe deita depois a terra. Vereis como a cepa rebenta, vereis confirmado o mal que pode causar-lhe a geada, e a rica abundância que preparam as forças combinadas da chuva, da luz e do calor. Fareis em seguida um giro sobre vós mesmas e dir-vos-eis:
- Minha alma é a terra do Pai celeste, e eu devo também plantar nela todos os dias uma vinha de excelente natureza, mergulhando-a sob o solo, isto é, nas regiões mais profundas do coração, cobrindo-a com as precauções da sabedoria cristã, preservando-a do frio, e tendo-a sempre exposta aos raios do sol ou á benéfica ação do orvalho do céu.
- Minha alma é a terra do Pai celeste, e eu devo também plantar nela todos os dias uma vinha de excelente natureza, mergulhando-a sob o solo, isto é, nas regiões mais profundas do coração, cobrindo-a com as precauções da sabedoria cristã, preservando-a do frio, e tendo-a sempre exposta aos raios do sol ou á benéfica ação do orvalho do céu.
Ide também visitar os vossos campos, e quando os virdes alourar, perguntai-vos:
- Quando é que os frutos da minha alma estarão maduros para a colheita? Ó meu Deus, fazei com que eu me converta em um puro fermento, a fim de me transformar em vós: Frumentum Christi. (Igna. Anthioc., ad Romano, c.4)
- Quando é que os frutos da minha alma estarão maduros para a colheita? Ó meu Deus, fazei com que eu me converta em um puro fermento, a fim de me transformar em vós: Frumentum Christi. (Igna. Anthioc., ad Romano, c.4)
Estou a ouvir-vos dizer-me que não tendes campo, nem as vossas amigas. Tendes talvez um jardim, ou, pelo menos, um canteirinho; pois eu tenho absoluta necessidade de encontrar, na vossa vida, alguma aplicação das palavras da Escritura, que comento nesta ocasião...
Uma flor tem alguma coisa de vivo, de fresco e gracioso, que faz companhia, e nos fala uma linguagem divina. Uma flor! Uma flor é a imagem de um pensamento de Deus, como um verso é a imagem de uma idéia do poeta. Uma flor parece olhar-nos e o seu olhar é o desabrochamento da sua corola. Uma flor tem vida, e uma vida graciosamente expressa, uma vida que é símbolo da candura, da inocência e da modéstia.
Quando uma flor se agita aos primeiros raios do sol, é uma suave lição, que podemos aproveitar; ela indica-nos um outro sol, cuja luz nos aquece o coração; quando se apraz crescer entre as urzes, ensina-nos a humildade e a vida oculta; quando nos olha e parece suplicar-nos que a reguemos a fim de reparar a vida quase extinta, ensina-nos a solicitar também o verdadeiro orvalho das almas.
Quando uma flor se agita aos primeiros raios do sol, é uma suave lição, que podemos aproveitar; ela indica-nos um outro sol, cuja luz nos aquece o coração; quando se apraz crescer entre as urzes, ensina-nos a humildade e a vida oculta; quando nos olha e parece suplicar-nos que a reguemos a fim de reparar a vida quase extinta, ensina-nos a solicitar também o verdadeiro orvalho das almas.
Enfim quando pende e morre, faz-nos sinal, e recorda-nos que a nossa vida será em breve descolorida; mostra-nos que a existência da flor e a do homem, que pareciam tão diferentes na duração, se confundem perante a eternidade, em que mil anos são como um dia.
Sim, senhoras, empenho-me para que cultives flores: a vida destas encantadoras criaturinhas acalma, adoça, harmoniza e pacifica; refresca a vista e fortifica o coração, porque tudo quanto é verdejante, fresco e cheio de vida, exerce sobre nós uma influência feliz, que faz desabrochar todas as faculdades da alma.
A mulher forte analisou o campo, e comprou-o, e plantou a vinha com o fruto do seu trabalho.
Poderia dizer-se ainda que, sob o nome de pão e vinho, a Bíblia quis designar todas as boas coisas da ordem temporal. A mulher forte deve vigiar tudo; tudo quanto pode ser útil a seu marido, aos seus filhos, aos seus criados, ela deve procurá-lo, seguindo as regras da probidade, da sabedoria, da honra e da moderação, de que temos falado.
A mulher tem, muitas mais vezes que o homem, a inteligência das pequenas coisas, tem o olfato mais exercitado por uma multidão de coisas que nos escapam: a ela, pois, pertence prever, pressentir, calcular, submeter a seu marido, e executar de harmonia com ele. Por sem dúvida que não é intenção minha excitar no coração da mãe de família uma ambição desregrada; tendo explicar-vos os vossos deveres, ou, pelo menos, o que vos é muito legitimamente permitido, e assim respondo antecipadamente aos que censuram ao cristianismo o fazer da mulher casada uma espécie de religiosa – não se ocupando senão de irmandades e de devoções.
A mulher verdadeiramente piedosa, ficando completamente fiel aos deveres de uma piedade esclarecida, nada deve desprezar do que pode interessar á prosperidade, material mesmo, de sua casa; e se ela quisesse imitar a vida da religiosa e a forma da sua piedade, “esta devoção – diz São Francisco de Sales – seria ridícula, desregrada e insuportável” (Vida devota, 4ª Parte).
Por outro lado evitemos os excessos de uma ambição desmedida, porque a ambição é uma paixão, que sai dos rails da razão e da sabedoria cristã. Eu desejava o vapor regulado, que marcha com ordem, medida e segurança: se a ausência de vapor é a inércia e a morte, o vapor que faz descarrilar é um outro inconveniente não menos grave.
Nem um nem outro devem agradar-vos, e o que eu desejo no interior das vossas famílias, é o vapor conduzido sabiamente, isto é, a ação de uma mulher previdente, sem desmedida inquietação, ocupando-se seriamente dos interesses da sua casa, com toda a honra e com toda a probidade; é uma inteligência ativa sem sair da serenidade, economia sem parcimônia, regulada sem afetação, e fazendo com conveniência as honras domésticas, sem esquecer os interesses de seus filhos e os deveres de mãe de família.
... A mulher forte deve, pois, formar no seu coração uma contínua provisão de excelentes coisas, a fim de poder, na ocasião, distribuí-las á sua família. É necessário ela saiba, nas sociedades que freqüenta, recolher as boas palavras e os preciosos ensinos, mas deve considerar tudo muito bem: Consideravit agrum. Nem tudo é bom nos jardins do mundo: há muitas vezes mais plantas venenosas do que flores perfumadas e salutares. O dever da mãe da família é fazer delas uma escolha religiosa, inteligente, pondo de parte tudo quanto possa ferir a fé e alterar a pureza da alma de seus filhos: Consideravit agrum.
Antes de apresentar a sua jovem família no mundo, considera ela se o tempo é propício, se a alma não é ainda muito tenra, muito acessível a más influências; examina se as sociedades aonde quer levar seus filhos...
Há vinho que se pode beber aos quarenta anos sem nenhum perigo, mas que faria partir a cabeça aos dezoito. Explico-me assim, porque muitas vezes não se presta atenção a esta diferença de idade, de caráter, de impressionabilidade, que muda continuamente o que é relativamente bom, ou, pelo menos, indiferente, podendo torna-lo relativamente mau.
Neste caso, procurar para os filhos algum uso do mundo, e de um mundo muito precoce, é roubar-lhes o que há de mais precioso para eles, a inocência e o amor da simplicidade; é desenvolver-lhes todos os germes da má natureza, e, sobretudo, a desmedida inveja de agradarem, que podem mais tarde causar-lhes amargos pesares.
Neste caso, procurar para os filhos algum uso do mundo, e de um mundo muito precoce, é roubar-lhes o que há de mais precioso para eles, a inocência e o amor da simplicidade; é desenvolver-lhes todos os germes da má natureza, e, sobretudo, a desmedida inveja de agradarem, que podem mais tarde causar-lhes amargos pesares.
Esforço-me, senhoras, por não exagerar, nem condenar absolutamente, o que é incontestavelmente mau; quero, sim, reprovar somente os excessos, e o que a própria razão esclarecida pela fé condena. Ponhamos as nossas idéia em toda a sua luz por um exemplo que toda a gente compreenderá: nada há mais agradável, e, muitas vezes, mais útil, do que ir após os calores do estio, aspirar o ar fresco e embalsamado de uma bela noite e, todavia, a razão proíbe a um febricitante, deixar o quarto, sobretudo, á noite.
Que direis, pois de um homem, cujo temperamento fosse enfraquecido pela febre, o qual quisesse sair convosco, sob o pretexto de que o passeio não lhe seria mais nocivo do que a vós próprios? E vós não vedes que sois mais imprudentes que este enfermo: sob o pretexto de quererdes formar a alma e o exterior de vossos filhos por coisas que saberão sempre muito cedo, expondes seriamente a graves perigos um temperamento moral, que não é suficientemente formado, produzis-lhe a febre de todas as espécies de coisas mais ou menos más, e que podem mais tarde, no ato do desenvolvimento, envenenar-lhe o futuro.
Sabedoria, pois, senhoras, sabedoria na escolha de tudo quanto comunicardes á vossa casa, e, sobretudo, a vossa família. Consideravit agrum. Sabeis examinar, pesar e medir tudo.
Evitai também as conversações do lar doméstico, em que o pai e a mãe se permitem explicações mais que transparentes, ora sob o império de uma indesculpável distração, ora sob o pretexto de que os filhos não compreenderam, nem prestam nenhuma atenção ao que se diz.
Consultai as pessoas que têm educado a mocidade e elas vos dirão que crianças de quatro anos ou cinco, têm a inteligência extraordinariamente desenvolvida, sobretudo, quando se trata de compreenderem o mal; a experiência mostra, todos os dias, coisas deploráveis nesta matéria. Se contar diante de criança crônicas mais ou menos escandalosas; envolvendo a narração com véus, com metáforas e embalando-vos na doce e triste ilusão de que vossos filhos não compreenderam nada.
Mais tarde espantar-vos-eis ao saberdes tudo quanto tiver crescido em seu coração, e o primeiro gérmen desta árvore de maldição, terá sido a conservação a meia voz, permitida diante deles; o entretenimento a que assistiram na vossa presença, e na casa aonde os tendes conduzindo imprudentemente.
A palavra, a conversação, o segredo, o sorriso, abrir-lhes-ão os maus germens que se acham no coração de todos os filhos de Adão, e, sem que o penseis, tereis assim preparado um triste futuro a vossos filhos...
Dir-vos-ei ainda que vigieis os jornais, os folhetins, os romances! Não deixeis entrar em vossa casa coisa que possa conter veneno; vossos filhos estariam expostos a toma-lo no momento em que volvêsseis as costas. Arrancai os maus livros da vossa biblioteca; e se possuis alguma obra que a vossa idade ou condições especiais vos autorize a conservar, então fechai-os.
Eu conheci crianças de excelentes famílias, perdidas assim, pelos livros deixados imprudentemente nas mesas de uma livraria sempre aberta. As crianças, senhoras, têm o instinto do mal, em maior grau ainda do que a idéia do bem, e têm o olfato de certas coisas, sobretudo, quando o seu espírito foi despertado sobre tal ponto, porque então querem ir até ao fim, e Deus sabe através de que silvas e de que espinhos!
Não podereis tomar muitas precauções: nada de minúcias e de espionagem, mas uma séria atenção; e se me acusais de vãos escrúpulos, e de preocupações excessivas, serei obrigado a concluir que, não conheceis bem o coração da mocidade.
Se puserdes em prática os conselhos que acabo de dar-vos, nenhum dos interesses da vossa família será desprezado: provereis a tudo, e a vossa casa tornar-se-vos-á, e a vossos filhos, uma fonte de todos os bens. Ora, bem o sabeis quando se faz á fonte um largo canal, ela engrandece e jorra com profusão; a água brota debaixo com uma abundancia sempre nova, sobe, estende-se e converte-se em um grande rio.
Do mesmo modo se tornará a vossa casa, e eu desejo vivamente que de cada uma das vossas famílias, e de todos os seus interesses materiais e espirituais se possa dizer com os nossos Livros Santos: - A pequena fonte transformou-se em grande rio, e derramou por toda a parte as suas largas e fecundas águas: Fons parvus crevit in fluvium maximum, et in aquas plurimas redundavit (Éster, XI,10)
(Excertos da 8ª Conferência de Mons. Landriot - retirada do livro: A mulher forte)
PS: Grifos meus
PS2: Ver as demais conferências nos marcadores do blogue.
(Excertos da 8ª Conferência de Mons. Landriot - retirada do livro: A mulher forte)
PS: Grifos meus
PS2: Ver as demais conferências nos marcadores do blogue.
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DOMINGO DE SEXAGÉSIMA: La parábola del Sembrador
Sábado, Fevereiro 06, 2010 DOMINGO DE SEXAGÉSIMA
Durante el año primero de su predicación, Jesús daba a las multitudes su doctrina sin velar su pensamiento: su lenguaje claro y transparente, como se ofrece en el Sermón de la Montaña, permitía al pueblo entender directamente, sin metáforas, sus divinas enseñanzas.
Pero los escribas y los fariseos, celosos de la preponderancia del divino Maestro, a quien, además, consideraban como blasfemo, endemoniado, amigo de pecadores y corruptor de la ley, soliviantaron contra Él a las multitudes, que se pusieron en guardia contra sus enseñanzas: Jesús, en el concepto de aquel pueblo, desviado por las predicaciones y la influencia política y religiosa de sus enemigos, ya no era el Maestro de verdad infalible.
Pero los escribas y los fariseos, celosos de la preponderancia del divino Maestro, a quien, además, consideraban como blasfemo, endemoniado, amigo de pecadores y corruptor de la ley, soliviantaron contra Él a las multitudes, que se pusieron en guardia contra sus enseñanzas: Jesús, en el concepto de aquel pueblo, desviado por las predicaciones y la influencia política y religiosa de sus enemigos, ya no era el Maestro de verdad infalible.
Fue entonces cuando Jesús cambió de procedimiento pedagógico en sus predicaciones. Sus milagros se hicieron menos frecuentes y su predicación, sin perder nada de su fuerza, dejó de ser la exposición clara y propia de los conceptos para vestir el ropaje de la parábola, escondiendo su doctrina espiritual bajo el envoltorio de este género de apólogo.
Parábola es palabra griega que significa comparación, yuxtaposición, colocación, semejanza.
Es, pues, la parábola la expresión simbólica de una verdad religiosa, por medio de una narración más o menos fingida, pero verosímil, tomada siempre de la naturaleza o de las costumbres de la vida humana.
De donde se deduce que la parábola no es más que la comparación entre dos objetos, uno material y otro espiritual, semejantes uno al otro, de tal manera que el mayor conocimiento que tenemos del material nos ayude a comprender mejor el espiritual.
De manera que el rasgo esencial de la parábola es que, siendo pura invención, reproduce un fenómeno o una escena de la vida humana tal como en realidad ocurren o pueden ocurrir, con la finalidad de simbolizar una verdad religiosa. En ella, la parte de ficción está claramente separada de la realidad doctrinal que con ella se trata de dilucidar.
La parábola se funda, en primer lugar, en la profunda semejanza que hay entre el orden natural y el sobrenatural.
De manera que el rasgo esencial de la parábola es que, siendo pura invención, reproduce un fenómeno o una escena de la vida humana tal como en realidad ocurren o pueden ocurrir, con la finalidad de simbolizar una verdad religiosa. En ella, la parte de ficción está claramente separada de la realidad doctrinal que con ella se trata de dilucidar.
La parábola se funda, en primer lugar, en la profunda semejanza que hay entre el orden natural y el sobrenatural.
Todas las criaturas son obra de Dios, que imprime en ellas alguna semejanza de su naturaleza y de sus perfecciones.
Por la misma razón, el mundo de la naturaleza es asimismo semejante al mundo de la gracia, ambos son obra de Dios y reproducen un aspecto inimitable del Verbo de Dios.
Las dificultades de su interpretación provienen de la misma naturaleza de la parábola y de la distancia enorme que hay entre la parte narrativa o descriptiva de la misma y las altísimas verdades de orden sobrenatural que en ella se encierran.
Las parábolas de Jesús son claras y simples, es verdad; pero ello debe entenderse de la parte material o literaria; son piezas expuestas con una facilidad y con una viveza extraordinarias, que hacen que a la simple lectura se comprenda la parte material del apólogo.
Pero la aplicación total a la doctrina es difícil. Es la imperfección del instrumento que no deja ver la profundidad de luz que en él encerró Jesús.
Las dificultades de su interpretación provienen de la misma naturaleza de la parábola y de la distancia enorme que hay entre la parte narrativa o descriptiva de la misma y las altísimas verdades de orden sobrenatural que en ella se encierran.
Las parábolas de Jesús son claras y simples, es verdad; pero ello debe entenderse de la parte material o literaria; son piezas expuestas con una facilidad y con una viveza extraordinarias, que hacen que a la simple lectura se comprenda la parte material del apólogo.
Pero la aplicación total a la doctrina es difícil. Es la imperfección del instrumento que no deja ver la profundidad de luz que en él encerró Jesús.
Siendo la parábola la narración de un hecho que pertenece al mundo fenomenal de la naturaleza o a alguna escena de la vida humana, pero que es como el envoltorio material de una verdad de orden espiritual sobrenatural, la función del exegeta se reduce a tres puntos:
a) Desentrañar el sentido literal de la parábola,
a) Desentrañar el sentido literal de la parábola,
b) Considerar la doctrina espiritual que encierra,
c) Relacionar el sentido literal con el espiritual.
Para conocer el sentido literal deben tenerse en cuenta, además de las leyes de hermenéutica general, gramatical y lógica, las condiciones en que se desarrolla el fenómeno natural o la escena de costumbres que sirven de soporte histórico a la parábola.
Es preciso que el exegeta conozca lo que sea preciso de la naturaleza, del arte, de las costumbres en que las parábolas se inspiraron, y que tenían las características históricas del país y tiempo en que vivió Jesús.
Es preciso que el exegeta conozca lo que sea preciso de la naturaleza, del arte, de las costumbres en que las parábolas se inspiraron, y que tenían las características históricas del país y tiempo en que vivió Jesús.
Conocido y fijado ya el sentido literal se procede a investigar el sentido parabólico o espiritual.
La llave de la interpretación la da la misma parábola o el contexto. No hay parábola alguna, dice Tertuliano, que o no sea explicada por el mismo Cristo; o aclarada por el redactor del Evangelio; o que no ofrezca ella misma su significación.
La llave de la interpretación la da la misma parábola o el contexto. No hay parábola alguna, dice Tertuliano, que o no sea explicada por el mismo Cristo; o aclarada por el redactor del Evangelio; o que no ofrezca ella misma su significación.
Procede luego cotejar la parte literal o histórica de la parábola con la doctrina y hacer las oportunas aplicaciones de los detalles de la una a las particularidades de la otra. Es la parte más delicada de la exégesis de la parábola.
Dos excesos deben evitarse en ello: es el primero el querer dar un sentido espiritual a todos los detalles, hasta los más nimios de la parábola. Otro exceso o abuso es el de quienes no conceden más sentido espiritual que al núcleo de la parábola, dejando sin él a todos los adjuntos de la misma.
La parábola del Sembrador forma parte del grupo de ocho llamado “del Reino de Dios”.
San Mateo nos dice que esta predicación la tuvo Jesús el mismo día de sus disputas acérrimas con escribas y fariseos.
Dos excesos deben evitarse en ello: es el primero el querer dar un sentido espiritual a todos los detalles, hasta los más nimios de la parábola. Otro exceso o abuso es el de quienes no conceden más sentido espiritual que al núcleo de la parábola, dejando sin él a todos los adjuntos de la misma.
La parábola del Sembrador forma parte del grupo de ocho llamado “del Reino de Dios”.
San Mateo nos dice que esta predicación la tuvo Jesús el mismo día de sus disputas acérrimas con escribas y fariseos.
Jesús, antes de dar la explicación de esta parábola, da la razón de su pedagogía.
Hay dos clases de hombres con respecto al Reino de Dios: unos, protervos, que no quieren reconocer los títulos que Cristo exhibe de su misión mesiánica (su doctrina y sus milagros), aferrándose más bien al equivocado concepto de un reino material y glorioso en la tierra; éstos no merecen se les expliquen los misterios del Reino de Dios.
Otros, en cambio, como los apóstoles, creen en la legación de Jesús, y a éstos explicará claramente su pensamiento.
Guardaban los judíos la fe en el Mesías: si hubieran creído en la misión de Jesús, aquella fe se hubiese desarrollado en el don mayor de su entrada en la Iglesia; ahora hasta aquella gracia primera les será inútil.
Otros, en cambio, como los apóstoles, creen en la legación de Jesús, y a éstos explicará claramente su pensamiento.
Guardaban los judíos la fe en el Mesías: si hubieran creído en la misión de Jesús, aquella fe se hubiese desarrollado en el don mayor de su entrada en la Iglesia; ahora hasta aquella gracia primera les será inútil.
En cambio, los discípulos de Jesús pasarán de aquella fe a la abundancia del Reino de Dios.
Esta razón del cambio en su pedagogía, Jesucristo la sintetiza en estas tremendas palabras: Por eso les hablo en parábolas, porque viendo no ven; y oyendo no oyen, ni entienden.
Ven con los ojos de su imaginación y de su entendimiento el contenido material de la parábola, y oyen con sus oídos las cosas indicadas en su descripción; pero no penetran su profundo sentido.
Es la pena que ha merecido su incredulidad: si no han creído en la doctrina, confirmada con tantos milagros, menos creerían las profecías del Reino de Dios que en las parábolas se encierran.
En esta conducta del pueblo judío para con Jesús, San Mateo ve el cumplimiento de una antigua profecía: Y se cumple en ellos la profecía de Isaías, que dice: Oiréis con cuidado, y no entenderéis: miraréis con atención y no veréis: veréis la imagen, el enigma, no la realidad que contiene. Porque el corazón de este pueblo se ha endurecido, imagen de la insensibilidad, de la indiferencia, y con los oídos pesadamente oyeron, y cerraron sus ojos, por miedo a que vean con los ojos y oigan con los oídos, y entiendan con el corazón, y se conviertan y yo los sane, y les sean perdonados los pecados (Is. 6, 9-10).
En esta conducta del pueblo judío para con Jesús, San Mateo ve el cumplimiento de una antigua profecía: Y se cumple en ellos la profecía de Isaías, que dice: Oiréis con cuidado, y no entenderéis: miraréis con atención y no veréis: veréis la imagen, el enigma, no la realidad que contiene. Porque el corazón de este pueblo se ha endurecido, imagen de la insensibilidad, de la indiferencia, y con los oídos pesadamente oyeron, y cerraron sus ojos, por miedo a que vean con los ojos y oigan con los oídos, y entiendan con el corazón, y se conviertan y yo los sane, y les sean perdonados los pecados (Is. 6, 9-10).
Es el terrible castigo del pecado contra el Espíritu Santo.
Mas a los discípulos, que han sido dóciles a sus enseñanzas, les trata Jesús con predilección especial, abriéndoles de par en par los misterios del Reino de Dios. Es para ellos el comienzo de la bienaventuranza: Mas dichosos vuestros ojos, que ven, y vuestros oídos, que oyen.
Tampoco los discípulos habían entendido la parábola del sembrador. Después de la digresión, en que les ha respondido a su pregunta del porqué de la predicación por parábolas, va a desentrañarles la del sembrador, como le piden.
Tampoco los discípulos habían entendido la parábola del sembrador. Después de la digresión, en que les ha respondido a su pregunta del porqué de la predicación por parábolas, va a desentrañarles la del sembrador, como le piden.
El que siembra, siembra la palabra. Así queda definido el protagonista de la acción: es un sembrador de palabras, un maestro, un adoctrinador, con misión para ello.
Luego define la naturaleza de la palabra sembrada: La simiente es la Palabra de Dios.
Es la que Dios, por medio de la revelación, se ha dignado comunicar a los hombres; la que Cristo anuncia, y la que confió a sus apóstoles, la que sus sucesores anuncian al pueblo.
Se compara a una semilla, porque el Evangelio, como que es la fuerza de Dios para la salvación, tiene fuerza y eficacia para producir ubérrimos frutos, si se recibe del modo debido.
Es la que Dios, por medio de la revelación, se ha dignado comunicar a los hombres; la que Cristo anuncia, y la que confió a sus apóstoles, la que sus sucesores anuncian al pueblo.
Se compara a una semilla, porque el Evangelio, como que es la fuerza de Dios para la salvación, tiene fuerza y eficacia para producir ubérrimos frutos, si se recibe del modo debido.
Ahora bien, siendo la semilla siempre la misma, de las condiciones del suelo depende el fruto.
Es decir, hay diferentes clases de almas respecto de la religión, de la fe… Existen diversas clases de hombres:
- los que fallan en la fe
- los que fallan en la fe
- los que responden bien
Entre aquellos que fallan en la fe, hay tres clases:
1ª) Los frívolos, superficiales o pueriles. Son los señalados por el camino en el que cae la semilla, aquellos que reciben la palabra de Dios… Pero he aquí el primer enemigo, “el maligno”, “Satanás”, el primero empeñado en destruir el Reino de Dios, que suscita en el corazón de estos hombres, en el que no ha podido penetrar la divina palabra, mil impresiones y recuerdos que la borran.
Entre aquellos que fallan en la fe, hay tres clases:
1ª) Los frívolos, superficiales o pueriles. Son los señalados por el camino en el que cae la semilla, aquellos que reciben la palabra de Dios… Pero he aquí el primer enemigo, “el maligno”, “Satanás”, el primero empeñado en destruir el Reino de Dios, que suscita en el corazón de estos hombres, en el que no ha podido penetrar la divina palabra, mil impresiones y recuerdos que la borran.
La semilla no germina; ni siquiera ha podido penetrar la divina Palabra: cae sobre el camino y es hollada.
La fe ni siquiera puede prender en estas almas, porque la fe pertenece al dominio de lo serio, de lo profundo, y éstas son superficiales, no tienen peso ni sujeto. No tienen ambiente para la vida de la fe.
Esta clase de almas es la más común hoy en día.
Esta clase de almas es la más común hoy en día.
2ª) Los flojos, tibios o dubitantes, en los cuales la semilla cae sobre piedra, donde no tiene mucha tierra; y apenas nacida, cuando sale el sol, se quema y se seca porque no tiene humedad ni raíz.
La semilla germina, pero la planta se quema pronto. Estos hombres reciben la fe, son capaces de lo religioso, de moverse en el plano religioso, incluso practican algún bien; pero no quieren sufrir, y la fe no echa raíces en su corazón y se les seca pronto.
Como no quieren obrar conforme a la fe, y la fe sin obras es una fe muerta, lo religioso dura poco en estas almas.
Como no quieren obrar conforme a la fe, y la fe sin obras es una fe muerta, lo religioso dura poco en estas almas.
Cuatro son las causas de esta triste realidad: tierra escasa – sol abrasador – poca humedad – no tienen raíz.
El miedo al sufrimiento suprime la fe en estos hombres. Ellos entienden de religión y ven claramente lo que la religión les exige y dónde y por dónde los quiere llevar… y por eso abandonan…
Cuando se presenta la tentación, retroceden, dejan la fe.
3ª) Los furiosos, enardecidos o desesperados, representados por la semilla que cae entre espinas que, al nacer junto con ella, la ahogan, y no da fruto.
La planta se asfixia. La fe existe, tienen fe, pero cubierta y convertida en fermento de acción y desesperación; fermento de acción mundana, de agitación.
Son hombres religiosos, pero cuya mística está desviada, aprisionada por una pasión y un falso ideal: éstos son los que oyeron la palabra, pero como andan en afanes de este siglo, en riquezas y placeres de la vida, se ahoga y no reporta fruto.
Están sofocados por las preocupaciones terrenales. De allí nace el desasosiego espiritual y la angustia, acompañado de un activismo malsano.
¡Aquí hay vida!, pero natural, humana… cardos y espinas. Lo demoníaco es inmediato.
¡Cuántos jóvenes hemos visto enrolados en movimientos revolucionarios, inspirados por una religiosidad temporal, un mesianismo demoníaco!
Están también aquellos que responden bien a la fe, que retienen la Palabra de Dios y dan su fruto con paciencia, longanimidad, constancia y perseverancia.
Entre ellos hay también tres clases: cayó en tierra buena, y nació, y dio fruto, como dice San Marcos, uno el treinta, otro el sesenta, otro el ciento por uno, según la proporción de sus buenas disposiciones.
1ª) Los penitentes, de piedad mediocre e intermitente.
En ellos, el pecado mortal es más o menos combatido; pactan con el pecado venial y a veces lo cometen deliberadamente; abandonando fácilmente la oración.
2ª) Los piadosos, cuya piedad es sostenida e incluso fervorosa.
Ellos jamás cometen un pecado mortal; difícilmente cometen un pecado venial plenamente deliberado; son fieles a la oración.
3ª) Los perfectos, que tienen una fe total y cuyos actos la manifiestan.
3ª) Los perfectos, que tienen una fe total y cuyos actos la manifiestan.
Ellos jamás cometen un pecado deliberado, ni mortal, ni venial; combaten incluso las imperfecciones; tienen una fidelidad exquisita a la oración. Poseen un corazón magnánimo.
Como conclusión práctica, nuestro corazón tiene que ser tierra buena, que reciba con amor toda semilla de Palabra de Dios: lecturas, sermones, consejos, ejemplos, inspiraciones.
Tierra humedecida por la gracia de Dios que la penetre sin resistencias.
Tierra humedecida por la gracia de Dios que la penetre sin resistencias.
Tierra soleada por el amor de Dios; labrada y abonada con el cuidado perseverante.
Tierra vigilada de todo ladrón que pudiera arrebatar el fruto.
Tierra guardada de todos los enemigos de dentro, representados por las rocas y las espinas (la vanidad, la codicia, las malas concupiscencias, las resistencias, el endurecimiento, los excesivos cuidados).
Tierra protegida contra los enemigos de fuera, el mundo y el demonio, figurados por las aves del cielo.
El que fue sembrado en tierra buena, es el que oye la Palabra y la comprende: éste sí que da fruto con paciencia, y produce uno ciento, otro sesenta, otro treinta por uno…
¡Atención!, pues, porque el Divino Sembrador sigue esparciendo su semilla…
P. Juan Carlos Ceriani
(Sermão retirado do blogue: Radio Cristiandad)
Marcadores: Espiritualidade
Exemplo de arrependimento - Santa Madalena
Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010Arrependimento de Santa Madalena
Santa Maria Madalena foi a amiga previlegiada de Jesus, cuja Santa Humildade honrou magnificamente.
Ela servia-O com seus bens, acompanhava-O por toda a parte, gostava de rezar aos seus pés, no silêncio da contemplação. Merece ser, por tantos títulos, a padroeira e o modelo de Vida de Adoração e do serviço de Jesus no Sacramento do seu Amor.
Santa Madalena, antes de sua conversão, era uma grande pecadora. Tinha os dotes de corpo e de espírito e os bens da fortuna que levam aos maiores excessos... Esta mulher chegou a tal ponto de degradação que, para Simão, o Fariseu, é uma desonra entrar ela em sua casa. E porque Jesus a tolera aos seus pés, chega ele a duvidar de sua luz profética.
Mas esta pobre pecadora vai elevar-se, pelo perdão no molde do maiores Santos. Examinemos este trabalho interior.
O respeito humano é o fator principal que, tolhendo os movimentos dos grandes pecadores, impede-lhes a conversão. "Não hei de perseverar no bem; portanto não ouso empreender uma coisa que não levarei a termo". E param. Desanimam.
Santa Madalena vem a saber que Jesus está na casa de Simão. Então não hesita. Ousa penetrar numa casa, donde a teriam vergonhosamente expulsado se a tivessem reconhecido à entrada. Mas, aos pés de Jesus, se as palavras não lhe vêm, seu amor fala eloqüentemente. Os pintores representam-na com os cabelos e as vestes em desordem. Tal modo de se apresentar não teria sido digno nem do seu arrependimento, nem de Jesus.
Dirige-se logo ao Mestre, sem receio de se enganar. E como O reconhece ela? Ah! o coração dolorido bem sabe descobrir a quem o irá consolar e sarar!
Santa Madalena não ousa fitar os olhos em Jesus, nem sequer abrir a boca - sinais característicos da verdadeira contrição. Reparai no filho pródigo e no publicano.
Fitar o Deus a quem se ofendeu, é insultá-Lo. Mas Madalena chora e enxuga com seus cabelos os pés de Jesus, molhados com suas lágrimas. O lugar que lhe compete não é outro que aos pés de Jesus. Os pés calcam a terra e ela nada é senão poeira de cadáver. Como de um vil trapo, serve-se de seus cabelos - vaidade que o mundo adora - e conserva-se prostrada à espera da sentença.
Ouve os colóquios dos invejosos, tanto dos Apóstolos como dos Judeus, que só sabiam honrar a virtude já coroada e triunfante. Não gostam de Madalena, que lhes dá a todos uma bela lição, pois todos tinham pecado e nenhum tinha a coragem necessária para pedir publicamente perdão.
O próprio Simão, todo cheio de hipocrisia e de orgulho, indigna-se! Mas Jesus, vingando a Madalena, exclama - belas palavras de reabilitação!
"Muito lhe foi perdoado, porque muito amou!" E acrescenta:
"Vai em paz, tua fé te salvou".
Ah! quão perfeita é sua contrição! Uni-vos a ela ao confessar-vos e que vosso arrependimento, semelhante ao dela, resulte antes do amor que do receio.
(Excetos do livro: A Divina Eucaristia - Volume I - São Pedro Julião Edymard)
Ah! quão perfeita é sua contrição! Uni-vos a ela ao confessar-vos e que vosso arrependimento, semelhante ao dela, resulte antes do amor que do receio.
(Excetos do livro: A Divina Eucaristia - Volume I - São Pedro Julião Edymard)
Marcadores: Santos
O que é um padre?
O que é um padre?
Sem dúvida é um homem como nós, porém um homem obrigado, pela vocação, a viver num plano superior, a tender à perfeição, mesmo à santidade; um homem condenado a viver só, sem família, a fim de ter o coração livre e sempre pronto à todas as dedicações; um homem que segundo a palavra do P. Chevrier, é "feito para ser comido"; um homem que não se pertence, mas que pertence a todos.
Como Cristo ele está na terra "para servir" . E que servidão a sua! Dia e noite ele está à disposição dos que necessitam do seu ministério; passará horas a fio nisso... quantos padres têm perdido a saúde em conseqüência de estágios prolongados no confessionário!
Em particular nas vésperas das festas, ás vezes eles entrarão ali ás seis horas da manhã para saírem já noite fechada! Em certos momentos, o seu pobre corpo não pode mais, a cabeça estala; mas eles têm de permanecer no seu posto. Estão ali "para servir". Ali ouvem confissões pertubadoras, ficam ligados a elas por um segredo terrível, a ponto de deverem morrer antes que revelarem o que ouviram.
E, se uma epidemia estender suas devastações sobre o país, eles serão sempre os primeiros, e por dever, a ir à cabeceira dos doentes, ainda quando tivessem com isso de contrair o contágio e a morte. Devem "servir"!
No campo, é uma solidão esmagadora e, às vezes, a pobreza extrema... Nas cidades, o padre é "moído", da manhã à noite, pelos ofícios, pelos catecismos, pelos doentes, pelas visitas obrigatórias, pelos patronatos, etc... E quantos que, á noite, ainda são obrigados a ocupar-se de círculos de estudos, de sessões a preparar, e o mais; expostos ainda a levantar-se se, durante a noite, os chamarem à cabeceira de um moribundo!
No campo, é uma solidão esmagadora e, às vezes, a pobreza extrema... Nas cidades, o padre é "moído", da manhã à noite, pelos ofícios, pelos catecismos, pelos doentes, pelas visitas obrigatórias, pelos patronatos, etc... E quantos que, á noite, ainda são obrigados a ocupar-se de círculos de estudos, de sessões a preparar, e o mais; expostos ainda a levantar-se se, durante a noite, os chamarem à cabeceira de um moribundo!
Na realidade, quando olhada sem "parti-pris", a vida do padre é simplesmente heróica.
O que os inimigos exprobram sobretudo, não é o bem que ele faz, é vê-lo teimar em viver na cruz, como seu Mestre, condenando-lhes assim os costumes dissolutos! A ele, como a Cristo, eles bradam:
"Desce da tua cruz!"
Então talvez eles lhe perdoassem, se o vissem tornar-se como um deles. Mas o eleito de Deus obstinar-se-á na sua vida rude, crucificado, solitário; jamais descerá da sua cruz, jamais renunciará ao seu papel de Cristo. Por isto, será sempre perseguido pelas injúrias, pelos sarcarmos, pelos escárnios e pelo ódio.
Os jornais de 1937 noticiaram que, na Espanha, 50% dos padres haviam sido fuzilados, torturados, trucidados; em certas regiões a proporção foi até 90%.
... Um missionário da China, voltando à França depois de haver por milagre escapado a horríveis perigos, ao descer do navio, em Marselha, arrastava o seu pobre corpo gasto, amortecido. Uns operários passam por junto dele, e um deles, apontando-o aos outros, exclama:
"Quando será que se jogará na água esse lepra?"
Por que esse grito de ódio?
Era um padre!
... A nossa batina designar-nos-á sempre aos punhais dos sicários e às balas dos desordeiros!
(Excertos do livro: Mais perto de Ti, meu Cristo - Pe. Baeteman)
(Excertos do livro: Mais perto de Ti, meu Cristo - Pe. Baeteman)
Marcadores: Espiritualidade
Consoladores de Cristo!
Ó cristão que lerdes estas linhas, dizei, oh dizei! porque não haveriéis de ser também como uma Verônica? Como ela, segui Jesus, não somente até a Ceia, mas pela estrada sangrenta do dever e da renúncia cotidiana.
Segui-o com fé, com ânimo! Vede Verônica! não tem medo de nada! não se ocupa com aqueles que a cercam, com os conselhos demasiado humanos que a prudência lhe podia sugerir; passa através da multidão, dos criados, dos soldados, dos algozes; vai a Jesus através de tudo...
O mundo talvez pare e vos olhe, suspenso. Mas vós, segui o vosso caminho, confiante, corajoso, invencível, levando sobre o vosso coração, como aquela santa mulher, a imagem do vosso Deus crucificado.
Nosso Senhor repete-vos ainda esta melancólica palavra da Escritura: " Busquei consolador e não achei!" Vós, olhai Jesus bem em face, e, com o coração cheio de alegria e de um ardor vibrante, dizei-Lhe mui simplesmente: "Mestre, buscai alguém que Vos console e que Vos ame?...Aqui estou eu!"
(Formação da donzela - Pe. Baeteman)
Marcadores: Espiritualidade
Santa Águeda, Virgem e Mártir
Santa Águeda, Virgem e Mártir
5 de Fevereiro
Os que semeiam com lágrimas, colhem na alegria.
Quando partiram, iam a chorar,
lançando a semente à terra.
No regresso, porém, vinham a cantar,
carregando as suas paveias
Santa Águeda, padroeira da Sicília é o protótipo da virgem cristã que se deixa matar por não violar a promessa que fizera ao Senhor.
O autor do século VI que escreveu as Atas do seu martírio, apresenta-no-la trinfante da bruteza do carrasco que lhe escoria o peito, depois de ter já vencido as solicitações perversas do governador da cidade. "De pé, no meio do cárcere, a bem-aventurada Águeda, levantando as mãos, invoca o Senhor: Senhor Jesus Cristo, Mestre amantíssimo, dou-Vos graças por me haverdes feito triunfar das sevícias do algoz e peço-Vos que ordeneis que eu tenha a felicidade de alcançar a glória eterna" (Ant. de Magnificat).
A Santa Igreja, que se regozija com tamanho triunfo (foi para Santa Águeda que se compôs o Intróito Gandeámus) reporta a glória dela a Deus (que escolhe o que é fraco diante do mundo para confundir os fortes) e incita-nos a pedir a graça de colhermos todo o proveiro de tão raro exemplo de virtude.
Martirizada em Catana à volta de 250, foi considerada desde então padroeira da cidade e de toda Sicília. Por mais duma vez o véu da Mártir reteve a torrente de lava que descia do Etna e ameaçava subverter a cidade. Queria Deus honrar por este modo a resistência que a alma da santa opôs à lava das paixões.
(Retirado do Missal Vesperal e Quotidiano - Dom Gaspar Lefebvre - 1952)
Marcadores: Santos
Das bem-aventuranças evangélicas
Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010Que são as bem-aventuranças evangélicas?
As bem-aventuranças evangélicas são atos sobrenaturais de determinadas virtudes, pelos quais Jesus Cristo promete, ainda nesta vida, a bem-aventurança, fundada na alegria que nasce da esperança certa de obter o prêmio eterno.
Quantas são as bem-aventuranças evangélicas?
As bem-aventuranças evangélicas são oito:
1º - Bem-aventurado os pobres de espírito, porque deles é o reino do céu;
2º - Bem-aventurado os mansos, porque eles possuirão a terra;
3º - Bem-aventurado os que choram, porque eles serão consolados;
4º - Bem-aventurado os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
5º - Bem-aventurado os que usam de misericórdia, porque eles alcançarão misericórdia;
6º - Bem-aventurado os limpos de coração, porque eles verão a Deus Nosso Senhor;
7º - Bem-aventurado os pacíficos, porque eles serão chamados filhos de Deus;
8º - Bem-aventurado os que padecem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino do Céu.
Por que nos propôs Jesus Cristo essas bem-aventuranças?
Jesus Cristo nos propôs essas bem-aventuranças:
1º - Para nos fazer detestar as máximas do mundo;
2º - Para convidar-nos a amar e praticar as máximas do Evangelho.
Quais são os que o munda chama bem-aventurados?
O mundo chama bem-aventurados os que possuem riquezas e honras, que vivem alegremente e que não têm ocasião de sofrer.
Quais são os pobres de espírito que Jesus Cristo chama bem-aventurados?
Os pobres de espírito, segundo o Evangelho, são os que têm o coração desapegado de riquezas; os que fazem dela um bom uso, quando as possuem, e se resignam inteiramente, quando são privadas delas.
Quais são os mansos que possuirão a terra?
Os mansos, que possuirão a terra, são os que tratam com brandura o próximo, sofrem com paciência os seus defeitos e suportam, sem queixas nem ressentimentos de vingança, as injúrias que deles recebem.
Quais são os que choram e contudo se chamam bem-aventurados?
Os que choram e contudo se chamam bem-aventurados são os que se afligem pelos pecados cometidos, pelos grave males e escândalos que vêem no mundo e pleo perigo em que se acham de perder o céu.
Quais são os que têm fome e sede de justiça?
São os que desejam adiantar-se sempre mais no exercício das boas obras e das virtudes e na posse da graça de Deus.
Quais são os que usam de misericórdia?
São os que, amando em Deus e por Deus o próximo, se compadecem de suas misérias espirituais e corporais, e procuram aliviá-Lo quanto lhes é possível.
Quais são os limpos de coração?
São os que nenhum afeto têm ao pecado, procuram com diligência evitá-lo e principalmente evitam toda espécie de impureza.
Quais são os pacíficos?
Os pacíficos são os que vivem em paz com o próximo e consigo mesmos, e procuram levá-la aos que vivem em discórdia.
Quais são os que padecem por amor à justiça?
São os que suportam com paciência os motejos, os insultos e perseguições por amor da fé ou de qualquer outra virtude cristã.
Que significam as diversas recompensas que Jesus Cristo promete a quem pratica essas virtudes?
As diversas recompensas prometidas por Jesus Cristo sob diversos nomes significam a glória eterna no paraíso.
A prática dessas virtudes nos fará conseguir somente a bem-aventurança eterna?
Não; a prática dessas virtudes nos fará felizes também na vida presente.
Então os que praticam essas virtudes recebem já nesta vida algumas recompensas?
Sim; recebem algumas recompensas, porque gozam da paz e consolação interior, o que é um princípio, bem que imperfeito, da bem-aventurança eterna.
E os que seguem as máximas do mundo, se poderão dizer felizes?
Não; os que seguem as máximas do mundo não são felizes, porque não possuem a verdadeira paz nem a consolação interior e se acham em caminho da condenação eterna.
(2º catecismo da Doutrina Cristã - 69ª Edição, Editora Vozes)
Marcadores: educação católica
Inculcar nas crianças a modéstias nos trajes - Um dever da mãe!
Inculcar nas crianças a modéstias nos trajes - Um dever da mãe!
"Guarda-te cuidadosamente das vaidades e afetações, das curiosidades e das modas levianas. Observa as regras da simplicidade e modéstia, que são indubitavelmente o mais precioso ornamento da beleza e a melhor escusa da fealdade."
(São Francisco de Sales)
Nos vestidos há a aparência, a qualidade, a utilidade, a comodidade e a verdadeira estética ou elegância. Deve a dona de casa estudar esses vários pontos de vista e lhes dar o valor competente.
Solidez e duração, facilidade de lavagem e de reforma - eis aí outros critérios a serem ouvidos. Higiene e elegância - note-se essas duas normas toda leitora razoável e prudente. Há ainda, para a cristã sobretudo a moral que deve ser respeitada. A maior inimiga da moral é a moda, quase sempre. A moda, a terrível tirana das mulheres, outra coisa não é do que um reclame luminoso para chamar frequeses e dinheiro às casas do gênero.
Um estofo diferente, um corte novo, uma forma bizarra para o chapéu, uma cor inesperada para o cinto, etc., e está pronto o reclame comercial. E tudo para desassossego das cabeças femininas, desequilíbrio dos bolsos dos maridos...
Como inculcar nas filhas a modéstia nos trajes quando cultivas o nu artistico ao te vestires?
Vestidos das crianças
Importantíssimo capítulo recorda este título. Há muito crime cometido contra o pudor das crianças. Muitas mães exploram "a inocência" dos seus pequenos. (Esta inocência hoje em dia, parece que vai morrendo depressa). Fazem-no com enorme prejuízo e dano sempre. Por mais encanto que sinta a mãezinha ante as carnes macias e rosadas dos filhinhos, não deve, contudo, descuidar da defesa natural da modéstia, que são os vestidos.
... Peito, bracinhos e perninhas estão à mostra, parece, até, que nem sequer fica velado aquilo, que pequena peça do vestuário se esforça por esconder e os descuidos da criança não defendem de vistas dos companheiros, dos grandes. Sem nada desconfiar, seu filhinho ou filhinha, leitora, não estabelece nenhuma diferença moral no uso das várias partes do seu corpinho. Trata-as com a mesma ingênua desenvoltura. Vai-se assim formando o hábito de considerar como irreais as exigências da pureza.
Em crescendo, veremos a criança desfazer-se de certos cuidados e alargar os limites da liberdade. A experiência diária vive mostrando como o costume de viver com pouca roupa acaba por se tornar tão natural.
Não diz tanta moça, se a cencuram por causa dos decotes: Mas que mal há nisso? A pobrezinha sempre se viu com pouco vestido, desde que se conhece como gente. Para mudar-lhe a imodéstia, seria necessário reeducá-la.
Compreendo, leitora, certas dificuldades no caso. Os vestidos custam dinheiro, as crianças crescem depressa, tornando imodesto um vestido que ontem era modesto. Dizes que não podes gastar tanto, etc. Mas, se tiveres uma consciência bem prevenida, acharás sempre um jeitinho de atalhar o mal.
Em todo caso capricha para que as leis da Igreja sejam observadas no templo, quando teus filhos vão à comunhão e às cerimônias religiosas. Lembra-te que a precocidade sexual dos pequenos é um fato, nestes dias de tanta infiltração imoral, pelo cinema (TV), pelas conversas e pelas revistas e quadros...
"Os olhos das mães não são feitos como os das outras pessoas. Descobrem à distância e na sombra, podem ler até nos corações... Oxalá a experiência não desmentisse tal afirmação! para que isso não aconteça, é preciso que a vigilância se estenda sobre tudo que possa fazer correr algum perigo às crianças..."
(Excertos do livro: As três chamas do lar - Pe. Geraldo Pires de Souza)
PS: Grifos meus
PS: Ver modelos de roupas para crianças no blog
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Hora Santa de Fevereiro
Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010Ditosa solidão do Sacrário...! Como descansa a alma assim, entre as sombras do santuário, aos pés de Jesus Cristo, que é a Luz!
Deixemos, sequer por um momento, o mundo de vaidades e falsidades, e aproximemo-nos ao Paraíso do Coração Sagrado de Jesus... Ele está aqui e nos chama... Roguemos-Lhe confiantemente que feche os olhos a todas as nossas culpas e que nos abra, nesta Hora Santa, a chaga de seu peito, na qual salva os pecadores, donde santifica os bons e na que adoça as amarguras da vida e os horrores da morte...
(Pausa)
(Pedi-Lhe que aceite esta Hora Santa como a prece de todos os nossos lares).
(Lento)
O céu interrompeu seu cântico de glória, os anjos se estremeceram de emoção ao ver chorar Jesus Cristo por amor do homem!... Nesta Hóstia, guardou Maria este lamento, para nós, os amigos, os fiéis que agora Lhe adoramos... Oh! Se cada lágrima de Jesus houvesse sido vencedora de uma alma... Se cada gemido Seu houvesse conquistado para sempre uma família! Todavia, é tempo para dar-Lhe a posse desta terra ingrata, que Ele veio redimir... A Hora Santa apressará Seu triunfo.
(Façamos, pois, violência ao Coração abandonado do Mestre, para que apresse seu reinado no vencimento decisivo de seu amor... Falemos-Lhe sem mais demora com toda a alma).
“Jesus amado, atraídos a Vós por Vossos clamores, compadecidos por Vossa solidão e sedentos da vinda do Vosso Reino, ei-nos aqui, oh!, Divino agonizante do Getsemani!, tristes com Vossa mortal tristeza, esquecidos deste mundo que Vos esquece, aqui nos tem, pobres de fé, enfermos de espírito, irrequietos da vida, decepcionados da terra, doentes e caídos... aqui nos tem reclamando nossa parte de agonia e de dor na dor e na agonia de Vosso doce Coração!...
Abre-nos nesta Hora Santa Vossa ferida preciosíssima, a fim de Vos dar-Vos nela uma esperança e um consolo que Vos aliviem... Ah! E amanhã, com Vossa graça, Vos daremos uma glória imensa, no triunfo social de Vosso Sagrado Coração... Apressai-Vos, Senhor, e reinai, em lembrança de Vossa agonia crudelíssima do Horto!...”.
(Meditemos a solidão e as angústias do Getsemaní e do Sacrário).
Almas piedosas, penetremos em espírito naquele jardim tão cheio de pérfidas sombras para Jesus Cristo. Ah!, que firmeza de fé tão consoladora nos alenta e nos alumia. Aquele que está na Hóstia, mudo, silencioso, mas sempre agonizante e redentor, é o mesmo Nazareno que desfaleceu entre as oliveiras, ao peso de angústias infinitas... Surpreendamo-Lo, quereis?, surpreendamo-Lo em Sua agonia eucarística, pois temos mais direito que os anjos.
Vede-O, está moribundo e, oh dor!, está sempre sozinho...
Seus inimigos fazem um complô... Os indiferentes têm preocupações da terra e não têm nem amor nem tempo para o pobre Jesus Cristo... Os amigos, os apóstolos de predileção, com exceção raríssima, estão fadigados do combate e muitos dormem, enquanto o Mestre aguarda desamparado e triste, a morte e a traição. Não vós, crentes, que estais nesta hora compartilhando a amargura de sua solidão... Adoce-a com um cântico, cuja suavidade Lhe faça esquecer a ingratidão do homem.
(Façamos uma solene ação de graças e, todos de joelhos, bendigamos ao Senhor pela inesgotável grandeza de Seu amor.).
(Lento e cortado)
As almas.
Por haver-nos prevenido com o dom gratuito e preciosissímo da fé.
(Todos em voz alta)
Graças infinitas ao vosso amável Coração.
Pelo tesouro da graça e pela virtude da esperança naquele céu que é o término das dores desta vida.
Graças infinitas ao vosso amável Coração.
Pela arca salvadora de vossa Igreja, perseguida e sempre vencedora.
Graças infinitas ao vosso amável Coração.
Pela piedade incompreensível com que perdoais toda culpa, nos sacramentos do Batismo e da santa Confissão.
Graças infinitas ao vosso amável Coração.
Pelas ternuras que esbanjais às almas doloridas que, sofrendo, vos bendizem em suas penas e na Cruz.
Graças infinitas ao vosso amável Coração.
Pelos prodígios santos de vossa caridade, na conversão maravilhosa dos mais empedernidos pecadores...
Graças infinitas ao vosso amável Coração.
Pelos bens da paz ou da prova, da enfermidade ou da saúde, da fortuna ou da pobreza, com que sabeis resgatar a tantas almas...
Graças infinitas ao vosso amável Coração.
Pelos singulares benefícios a tantos ingratos, infelizes, que abusam de situação, de dinheiro e de talentos, que somente a vós, Jesus, vos devem...
Graças infinitas ao vosso amável Coração.
Pelo obséquio que nos fizeste ao nos confiar à honra e à custódia de vossa Mãe, o Coração de Maria Imaculada...
Graças infinitas ao vosso amável Coração.
Por vossa Eucaristia sacrossanta, por este cativeiro e por vossa companhia deliciosa, prometida até a consumação dos tempos...
Graças infinitas ao vosso amável Coração.
E enfim, por aquele inesperado Paraíso, que quisestes nos revelar na pessoa de vossa serva Margarida... pelo dom maravilhoso, incompreensível, de vosso Sagrado Coração...
Graças infinitas ao vosso amável Coração.
(Meditemos na prisão de Jesus Cristo na Quinta-Feira Santa, continuada na Santa Eucaristia).
Havíeis pensado alguma vez nesta frase, insondável no mistério de caridade que até assusta: “Jesus cativo, Jesus encarcerado por amor no Sacrário”? Olhai-O através dessa grade; atrás daqueles muros do tabernáculo, está Jesus Cristo prisioneiro, conquistado por Seu próprio Coração... Assim, há vinte séculos, na Quinta-Feira Santa, pela noite, se deixou conduzir de mãos atadas, do Horto da agonia à prisão em que Lhe ousou colocar o iníquo juiz... E essa noite vergonhosa, horrenda na solidão e desamparo do Mestre, e longe de todos os que Ele amava, se prolonga em todos os Sacrários da Terra...
A blasfêmia, a negação, a indiferença, a impureza, a soberba, o sacrilégio... todo esse clamor deicida, toda essa torrente de lama e de ignomínia, tem o triste privilégio de subir até seu rosto e profaná-lo com o beijo do traidor... E Jesus Cristo não se vai!... É o Cativo do amor! Está aí, envolto no ultraje humano...; está aí, sentado no banco dos réus... tem um grande delito: ter amado, com paixão de Deus, ao homem!... Vede-O, assim este Lhe paga... com esquecimento e solidão!...
As almas.
Oh, amabilíssimo Cativo!, encarcerai também estas almas, que querem compartilhar a solidão de Vossa prisão... Vos pedem que seu cativeiro, como o Vosso, seja eterno... e Vos suplicam para isso que lhes dê por cárcere, na vida e na morte, o abismo insondável de Vosso peito ferido. Sim, lançai-nos nele a todos, como reféns pelos grandes pecadores, por aqueles que renegam Vosso altar e blasfemam contra Vossa Cruz!... Queremos que se salvem para Vós, e pela glória de Vosso nome... Redimi-os, Jesus Sacramentado, cabalmente a estes, os carrascos deste Gólgota, em que viveis perdoando suas ofensas!...
Divino Salvador das almas, coberto de perturbação, me prostro em vossa presença, e dirigindo minha vista ao solitário tabernáculo, sinto oprimido o coração, ao ver o esquecimento em que tanto vos têm relegado os redimidos...
Porém, já que com tanta condescendência, permitis que, nesta Hora Santa, una minhas lágrimas às que verteu Vosso humilde Coração, vos rogo, Jesus, por aqueles que não rogam, Vos bendigo por aqueles que Vos maldizem e com todo o ardor de minha alma, vVs louvo e adoro, com esta grande súplica, em todos os Sacrários da terra.
Aceitai, Senhor, o grito de expiação que um sincero pesar arranca de nossas almas afligida: elas Vos pedem piedade.
Por meus pecados, pelo dos meus pais, irmãos e amigos.
(Todos em voz alta)
Piedade, oh, Divino Coração!
Pelas infidelidades e os sacrilégios.
Piedade, oh, Divino Coração!
Pelas blasfêmias e profanações dos dias santos...
Piedade, oh, Divino Coração!
Pela libertinagem e os escândalos públicos.
Piedade, oh, Divino Coração!
Pelos corruptores da infância e da juventude.
Piedade, oh, Divino Coração!
Pela desobediência sistemática à Santa Igreja.
Piedade, oh, Divino Coração!
Pelos crimes nas famílias, pelas faltas de pais e filhos.
Piedade, oh, Divino Coração!
Pelos atentados cometidos contra o Romano Pontífice.
Piedade, oh, Divino Coração!
Pelos transtornadores da ordem pública, social, cristã.
Piedade, oh, Divino Coração!
Pelo abuso dos Sacramentos e o ultraje a vosso Santo Tabernáculo.
Piedade, oh, Divino Coração!
Pela covardia dos ataques da imprensa, pelas maquinações de seitas tenebrosas.
Piedade, oh, Divino Coração!
E por fim, Jesus, pelos bons que vacilam, pelos pecadores que resistem à graça...
Piedade, oh, Divino Coração!
(Pausa)
(Meditemos na condenação de Jesus, e em Sua ignomínia ao ser tratado como louco: mistérios de caridade e de dor que se perpetuam no Sacramento do Altar).
Calemos um breve instante, e se faz silêncio no fundo desse pobre tabernáculo... ai! o mundo, entretanto, segue e seguirá condenando em seu clamor de culpa ao Prisioneiro do Altar..., e se consente e libertá-Lo, é somente para exibi-Lo como louco, para levá-Lo depois ao deserto do esquecimento humano... e daí a morte injuriosa de uma Cruz... Porém, ouvi ao mesmo Jesus, exposto aí onde o veis, como quando Lhe apresentou Pilatos ao povo enfurecido: o Homem-Deus quer queixar-se docemente a vós, seus amigos. Escutai-O, crentes fervorosos, como Lhe ouviu São João, no pulsar angustioso de seu Coração despedaçado.
“Falai-nos Vós, Mestre!”.
(Lento e cortado)
Alma tão querida, olhai minha frente, marcada com a sentença de morte, fulminada por uma de minhas próprias criaturas... Meu amor é infinito..., o vosso tem sido pobre..., a sentença me deste também vós.
Olhai minhas mãos atadas por aqueles que pedem vergonhosa liberdade... Não tendes vós, às vezes, vossas horas de licença e pecado? Minhas cadeias, as forjastes também vós...
Olhai-Me, coberto com manto branco de insensato; tenho amado tanto, que o mundo me condena como louco... o fui de amor no meu Calvário; o sou na Hóstia do altar... não vos envergastes nunca da loucura redentora de Jesus? Não me tem ferido com respeito humano também vós?
Olhai-me desprezado, porque quis dar a paz ao mundo... Olhai-me desamparado... Sou vergonha dos sábios, sou refugo dos grandes, sou risada dos povos... sou o réu dos governantes..., porém, para todos, quando choram seu pecado, para todos sou Jesus!...
Dizei-Me: e vós não tendes sido infiel, ou não me tendes ferido nunca?... Não me tendes abandonado em minha Paixão?... Respondei-me; eu quero dar-vos, nesta Hora Santa, o ósculo da paz, e de perdão... Respondei-me!
(Breve pausa)
As almas.
Que tenho eu, oh, Divino prisioneiro!, que Vós não me haveis dado?
Que sou eu, se não estou a Vosso lado?
Que mereço eu, se a Vós não estou unido?
Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido!
Pois me criastes sem que o merecesse;
E me redimistes sem que Vos pedisse;
Muito me fizestes em me criar;
Muito em me redimir;
E não serieis menos poderoso em me perdoar...
Pois o muito sangue que derramastes,
E a morte atroz que padecestes,
Não foi pelos anjos que vos louvam,
Senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem...
Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos;
Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos;
Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos;
Porque é mais morte que vida,
A que não está empregada em Vosso santo serviço...
(Pausa)
(Consideremos a solidão da Sexta-Feira Santa, prolongada em todos os Sacrários).
Que sombrio devia ser no Calvário, e também no Sepulcro, o anoitecer da Sexta-Feira Santa! Lá, na montanha, no Gólgota, as manchas de um sangue divino pisoteado com furor... Mais abaixo, na cova da tumba, a inércia, o silêncio e o frio da dureza e da morte... Aí tendes nesse altar o Gólgota; aí tendes a tumba no Sacrário! Contemplai e dizei se não é verdade que Jesus Cristo segue sendo a vítima do homem.
Lá fora, ruge a tempestade da negação e a blasfêmia. Estamos agora reparando esse ultraje, num momento de oração...; mas dentro de um instante, terminada a Hora Santa, fechadas as portas deste templo, ficará Jesus sozinho com Seus anjos, naquele sepulcro e esperando que a alvorada Lhe traga o eco dum clamor humano...
Ah, e se soubéssemos a vida de recordação, de súplica permanente por nós, a vida de perpétua imolação do Coração de Jesus Cristo nessa Hóstia!... Que Ele mesmo nos diga:
(Cortado)
Jesus.
“Meus filhos: estou angustiado... estou ferido, venho chorando uma imensa desventura... de longe chego com o Coração atravessado, aqui me tendes lançado ao leito da agonia como um desgraçado moribundo!... Tem me rechaçado porque diz que é justo e que não necessita de mim... diz que morre tranqüilo, sem deixar que Eu lhe abrace e lhe perdoe...; tem expirado sem olhar minha Cruz, sem bendizer minhas chagas...; já morreu sem aceitar-me... E lhe havia amado tanto!... Havia lhe redimido com meu sangue, e não teve para mim, nem o último suspiro, nem sua última olhada!
Vós, que me amais, consolai-me dessa ferida... adoçai-a, orando com fervor pelos pobres moribundos!...
(Pedi pelos agonizantes)
Aproximai-vos... Deixai-me sentir o calor do afeto de vossas almas fidelíssimas... Tenho aguardado, em vão, que um lar me dê a hospedagem que se dá ao último e ao mais pobre peregrino... Tenho chamado... ofereci-lhes minha paz... necessitavam-na tanto!... E aqui me tendes...; Chego com a amargura do rechaço..., entretanto, quanto sofre essa família desgraçada!... não há felicidade nela.... não há consolo, nem resignação... nem amor.
(Breve pausa)
Dai-me vosso amor, prestai-me o fervor de vossas orações, oferecei-me o holocausto de vossos sacrifícios, para vencer a tantos obstinados, que lutam contra a ternura de meu Coração, que os persegue sem descanso.
Contai os espinhos de minha coroa: eles poderão enunciar os consolos e as flores de carinho, rechaçados pelas almas queridas de vosso próprio lar..., por tantos seres mui amados de vossos corações e do Meu.
Oremos juntos para que vença neles a paciência e a misericórdia de meu Coração, que os espera aqui, na Santa Eucaristia! Tenho sede de ver-me rodeado nessa Hóstia pelos pródigos vencidos, pelas ovelhas recuperadas, pelos filhos convertidos pela doçura da censura, por minhas lágrimas, pelas graças especiais concedidas nas primeiras Sextas-Feiras e aqui, na Hora Santa.
Que aguardais? Pedi, oh sim, pedi com fé! Pois este vosso Deus quer vingar seu cativeiro, fazendo a felicidade do mundo... Clamai à ferida de meu peito, e se abrirá de par em par meu Coração... Pedi, pois, Quero ser Jesus!... cumprindo convosco minhas promessas!
(Pausa)
As almas.
Oh, bom Jesus, escondido em Vossas dores..., confundido por Vossa solidão e Vossas tristezas, tenho esquecido meus pedidos e as necessidades de minha alma pobrezinha!... Adivinhai Vós as fraquezas de Vosso servo, e curai suas feridas mais secretas... Meu lar também espera nesta Hora Santa a bênção de Vosso Coração agonizante; não suprimi nele, se assim é Vossa vontade, não esgotais o manancial de lágrimas de minha família atribulada: mas aproximai-Vos aos meus e ensinai-lhes a padecer amando, tendo os olhos em Vossos olhos celestiais, e protegidas suas almas combatidas em Vossa alma divinamente angustiada!
Que minha casa seja Nazaré e Betânia de Vosso Coração, Senhor Jesus!
E olhai, amabilíssimo Mestre; abençoai também desde a Hóstia as pessoas de nosso lar que nos foram roubadas pela morte; lembrai-Vos de nossos mortos, e dai-lhes já o descanso eterno do vosso céu... Temos padecido com essas ausências dilaceradoras, mas, ao ver-Vos agonizar também a Vós por nosso amor, dizemos, conformados: “Faça-se Vossa vontade!”.
Não Vos esqueça deles, oh!, e lembrai-Vos também, ó bom Nazareno, daqueles que no mundo vivem eternamente órfãos... dos esquecidos pelos homens no banquete da vida..., de tantos que a terra menospreza em sua soberba, e que padecem fome de amor e de justiça. Vós sabeis como fere aquele desdém dos irmãos... Rogo-Vos, pois, que vos apiedais deles, em Vossa grande misericórdia!
(Pausa)
Teria que pedir-Vos muito mais em minha indigência, mas tudo isso o remediarás Vós, que velas pelas flores e as avezinhas do Santuário... Quero que os últimos momentos desta Hora Santa expirem no esquecimento de mim mesmo, e Vos leveis somente minhas ânsias incontáveis, minha aspiração apaixonada por Vosso triunfo no Reinado de Vosso amante Coração.
Sim, para todos estes aqui que Vos amam, Vossos interesses são os nossos..., queremos, todos, Vosso Reinado. Pedimos, pois, Senhor, que cumprais conosco as promessas que fizestes a Vossa confidente Margarida Maria, em benefício das almas que vos adoram na formosura indizível, na ternura inefável, no amor incompreensível de vosso Sagrado Coração!... Por isso vos gememos com vossa Santa Igreja, Vos suplicamos pela Virgem Mãe, Vos exigimos pela honra inviolável de Vosso nome, que estabeleçais já, que apresse o Reinado de Vosso amante Coração!
(Todos)
Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...
1ª. Prontamente, Jesus, sim, reinai agora, antes que Satanás e o mundo Vos roubem as almas e profanem em Vossa ausência todos os estados de vida.
Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...
2ª. Apressai-Vos, Jesus, e triunfai no lares, reinai neles pela paz inalterável, prometida às famílias que Vos têm recebido com hosanas.
Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...
3ª. Não demoreis, Mestre mui amado, porque muitos destes padecem aflições e amarguras, que somente Vós prometestes remediar.
Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...
4ª. Vinde, porque sois forte, Vós, o Deus das batalhas da vida, vinde nos mostrando Vosso peito ferido, como esperança celestial na agonia da morte.
Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...
5ª. Sede Vós o êxito prometido em nossos trabalhos, somente Vós a inspiração e recompensa em todas as obras...
Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...
6ª. E Vossos prediletos, isto é, os pecadores, não esqueçais que para eles, sobretudo, revelastes a ternura incansável de Vosso amor...
Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...
7ª. Ah, são tantos os tíbios, Mestre, tantos os indiferentes a quem deveis inflamar com esta admirável devoção!
Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...
8ª. Aqui está a vida, nos dissestes, nos mostrando Vosso peito atravessado... Permiti, pois, que aí bebamos o fervor, a santidade a que aspiramos.
Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...
9ª. Vossa imagem, a pedido Vosso, tem sido entronizada em muitas casas; em nome delas Vos pedimos que seguísseis sendo, em todas, o Soberano e o Amigo mui amado.
Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...
10ª. Ponde palavras de fogo, persuasão irresistível, vencedora, naqueles sacerdotes que Vos amam e que Vos pregam como São João, Vosso apóstolo amado.
Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...
11ª. E aos que ensinam esta devoção sublime, a quantos publiquem suas inefáveis maravilhas, reservai-lhes, Jesus, uma fibra de Vosso Coração semelhante àquela em quem tende gravado o nome de Vossa Mãe.
Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...
12ª. E, por fim, Senhor Jesus, dai-nos o céu de Vosso Coração a nós que temos compartilhado Vossa agonia na Hora Santa, por essa hora de consolo e pela Comunhão das primeiras Sextas-Feiras, cumpri conosco Vossa promessa infalível... Vo-lo pedimos na agonia decisiva da morte.
Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...
(Pausa)
Devemos nos separar, Jesus, pois vai terminar a hora mil vezes doce e santa em vossa inefável companhia... Oh, vinde oculto em minha alma, ao ninho do lar, onde sereis Esposo, Pai, Irmão, Amigo, o Rei da família... vinde! E ao nos despedir, deixo aqui ante Vosso Coração Sacramentado, o meu ser inteiro, no clamor de uma última prece; a escutai, Jesus benigno!
(Cortado)
Quando os anjos de Vosso Santuário vos bendizer na Hóstia sacrossanta... e eu me encontre na agonia... Seus louvores são os meus, lembrai-Vos do pobre servo de Vosso Divino Coração.
Quando as almas justas da terra Vos aclamem incendiadas no amor... e eu me encontre na agonia... Suas dores e Suas lágrimas são as minhas... Lembrai-Vos do pródigo vencido por Vosso Divino Coração.
Quando os sacerdotes, as virgens do templo e os Vossos apóstolos, Vos aclamem soberano, Vos preguem às almas e Vos entronizem nos povos..., e eu me encontre na agonia... seus céus e seus ardores são os meus. Lembrai-Vos do apóstolo de Vosso Divino Coração.
Quando vossa Igreja ore e geme ante o altar, para resgatar conVosco o mundo, e eu me encontre na agonia... seu sacrifício e sua prece são as minhas...., Lembrai-Vos do fiel amigo de Vosso Divino Coração.
Quando na Hora Santa, Vossas almas presenteadas, amando, sofrendo e reparando, Vos façam esquecer perfídias e traições... e eu me encontre na agonia..., seus colóquios contigo e seus consolos são os meus. Lembrai-Vos deste altar e desta vítima de Vosso Divino Coração.
Quando Vossa divina Mãe Vos adorar na Sagrada Eucaristia e reparar ali os crimes sem conta da terra... e eu me encontre na agonia..., suas adorações são as minhas..., Lembrai-Vos do filho de vosso Divino Coração.
Mas, não, Senhor!, me esqueçais se quiser; tal que, na minha morte, me deixeis esquecido para sempre, na chaga venturosa de Vosso amável Coração.
(Pausa)
Que tenho eu, Senhor Jesus, que Vós não me tenhais dado?... Despojai-me de tudo, de Vossos próprios dons, mas abrasai-me na fogueira de Vosso ardente Coração!
Que sei eu, que Vós não me tenhais ensinado?... Esqueça eu a ciência da terra e da vida, mas Vos conheça melhor a Vós, oh Divino Coração! Que valho eu, se não estou a vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?... Uni-me, pois, a Vós com vínculo que seja eterno... renuncio a todas as delícias de Vosso amor, a fim de possuir perfeitamente este outro Paraíso, o de Vosso terno Coração!
E nele sepultai, oh, sim!, os erros que contra Vós tenho cometido... e castigai e vingais-Vos de todos eles, ferindo com dardo de incendiada caridade, a mim que tanto Vos tenho ofendido.
E se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos na Eucaristia em que Vós viveis...
Se vos tenho ofendido, deixai-me servir-vos em eterna escravidão do amor eterno... porque é mais morte que vida a que não se consome no amar e fazer amar o Vosso esquecido, Vosso amante, Vosso Divino Coração.
Venha a nós o Vosso Reino!
Pai-Nosso e Ave-Maria pelas intenções particulares dos presentes.
Pai-Nosso e Ave-Maria pelos agonizantes e pecadores.
Pai-Nosso e Ave-Maria pedindo o reinado do Sagrado Coração mediante a Comunhão freqüente e diária, a Hora Santa e a Cruzada da Entronização do Rei Divino em lares, sociedades e nações.
(Cinco vezes)
Coração Divino de Jesus, venha a nós o Vosso Reino!
Ato final de consagração
Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, olhai-nos prostrados humildemente diante de Vosso altar; Vossos somos e Vossos queremos ser, e a fim de estar mais firmemente unidos a Vós, eis aqui o dia em que cada um de nós se consagra espontaneamente a Vosso Sagrado Coração.
Muitos, Senhor, nunca Vos conheceram; muitos Vos desprezaram, ao desobedecer Vossos mandamentos; compadecei-Vos, Jesus, de uns e outros e atraí-os todos a Vosso Santo Coração. Sejais Rei, oh Senhor, não só dos fiéis que jamais se separaram de Vós, mas também dos filhos pródigos que Vos abandonaram; fazei com que voltem logo para a casa paterna, para que não pereçam de miséria e de fome.
Sejais Rei para aqueles a quem enganaram com opiniões errôneas, e desuniu a discórdia, trazei-os ao porto da verdade e à unidade da Fé, para que logo não reste mais que um só rebanho e um só Pastor.
Sejais Rei dos que ainda seguem envoltos às trevas da idolatria e do islamismo. A todos dignai-Vos atrair à luz de Vosso Reino.
Olhai, finalmente, com olhos de misericórdia, aos filhos daquele povo, que em outro tempo foi o Vosso predileto (judeus); que também desça sobre eles, como batismo de redenção e vida, o sangue que reclamou um dia contra si. Concedei, Senhor, à Vossa Igreja segurança e liberdade; outorgai a todos os povos a tranqüilidade da ordem. Fazei que de um a outro pólo da Terra ressoe somente esta aclamação: Venha a nós o Vosso Reino!
Fórmula de consagração individual ao Sagrado Coração de Jesus, composta por Santa Margarida Maria
Eu N. Vos dou e consagro, ó Sagrado Coração de Jesus Cristo, minha pessoa e minha vida, minhas ações, penas e sofrimentos, para não querer mais servir-me de nenhuma parte de meu ser senão para Vos honrar, amar e glorificar. É esta minha vontade irrevogável: ser todo Vosso e tudo fazer por Vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto Vos possa desagradar.
Tomo-Vos, pois, ó Sagrado Coração, por único objeto de meu amor, protetor de minha vida, segurança de minha salvação, remédio de minha fragilidade e de minha inconstância, reparador de todas as imperfeições de minha vida e meu asilo seguro na hora da morte. Sede, ó coração de bondade, minha justificação diante de Deus, vosso Pai, para que desvie de mim sua justa cólera.
Ó coração de amor! Deposito toda a minha confiança em Vós, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de Vossa bondade! Extingui em mim tudo o que possa desagradar-Vos, ou se oponha à Vossa vontade. Seja o Vosso puro amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu esquecer-Vos, nem separar-me de Vós. Suplico, por Vosso infinito amor, que meu nome seja escrito em vosso coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como Vosso escravo. Amém.
Marcadores: Espiritualidade
Sagrada Família - Seja esta Santa Família, modelo para a sua!
Sagrada Família - Seja esta Santa Família, modelo para a sua!
Ó Senhor Jesus Cristo, que obedecendo a Maria e José,
consagraste com inefáveis virtudes a vida doméstica,
fazei com que nós, com a ajuda de um e outro,
sejamos instruidos pelos exemplos da Vossa Santa Família
e consigamos alcançar a Sua eterna Companhia.
Vós que viveis e reinais.
(Missa da Festa da Sagrada Família - Oração)
O que a Igreja Católica oferece aos noivos católicos não é apenas o conceito claro e verdadeiro do matrimônio e do amor e, de envolta com os seus meios de graça, a força e o auxílio de poder viver de acordo com a Vontade de Deus, é, outrossim, o exemplo mais fascinante a imitar na futura família: o exemplo sublime da SAGRADA FAMÍLIA.
Não fosse, embora, compatível com a dignidade suprema do Filho de Deus que, além de seu Pai Celestial, tivesse um pai entre os homens, quis Ele, todavia, nascer à sombra do Matrimônio para, à luz de seus benefícios, se educar. Seu augusto exemplo devia restaurar a família que tanto se havia degradado.
Com efeito. O que o poderoso Imperador Augusto não conseguiu, Cristo conseguiu-o por sua doutrina, por sua graça e, mormente, por seu excelso exemplo. Restaurou, da forma mais ideal, a família depravada, dando-lhe o protótipo de todas as famílias, a família em que Ele próprio nasceu e cresceu, a família do pobre marceneiro de Nazaré.
Impossível é descrever quanta benção, quanta luz, quanta consolação tem irradiado aquela singela família, no decorrer dos séculos, para o mundo inteiro. Foi ela que reformou e renovou o mundo, foi seu exemplo que criou a família cristã em toda riqueza de suas virtudes, em toda beleza de sua paz e de sua alegria.
A vida da Sagrada Família representa, antes de tudo, a prova mais eloqüente, de que as alegrias do lar são, de verdade, alegrias tão profundas que podem absorver e satisfazer inteiramente, as aspirações terrenas de uma família. Pois, quem poderia imaginar infeliz e descontente, melancólica ou taciturna algumas das pessoas que constituem a Sagrada Família?
E, nada obstante, viviam elas naquele rincão perdido nos montes da Galiléia, longe do reboliço do mundo, longe de todos estes prazeres que tanta gente julga indispensáveis à vida.
Ah! Não careciam estas pessoas santíssimas de nenhuma alegria do mundo. Mui viva e vivaz levavam elas na riqueza de sua alma, aquela de alegria espiritual que lhes inundava de luz a existência, que lhes absorvia todos os pensamentos e a fantasia toda. Para que, pois, procurariam fora de si o que dentro d’alma se lhes deparava?
... A verdadeira felicidade da família constitui uma das mais puras e profundas alegrias desta Terra. O desvelo amoroso pelos seus, torna fáceis quaisquer trabalhos ao pai. É o amor que lhe suaviza todo e qualquer sacrifício. Seu afeto sentir-se-ia mesmo insatisfeito se o não pudesse documentar e comprovar.
... A verdadeira felicidade da família constitui uma das mais puras e profundas alegrias desta Terra. O desvelo amoroso pelos seus, torna fáceis quaisquer trabalhos ao pai. É o amor que lhe suaviza todo e qualquer sacrifício. Seu afeto sentir-se-ia mesmo insatisfeito se o não pudesse documentar e comprovar.
A mãe, então, rejubila em todos os seus afazeres que se destinam ao bem do esposo e dos filhos queridos. Seu amor intenso lhes faz esquecer, a si própria, quando a família exige sua dedicação.
A alma de todo lar, porém, é a criança. E com franqueza. Que coisa mais linda, mais arrebatadora pode haver do que este ser maravilhoso em todo o encanto de sua inocência, de sua simplicidade e de sua ingenuidade. É o anjo da casa, é o raio de sol a espalhar luz e alegria.
Não há negar. Os cuidados múltiplos que os filhos exigem, podem absorver, completamente, a vida dos pais. Mas que ocupações mais gratas há que estes afazeres da vida da família?
É próprio à natureza do amor de se ocupar, constantemente, com o objeto amado, de lhe devotar todo o interesse e toda a dedicação. Quantos artifícios não excogita o amor para documentar a pessoa amada a sua grandeza e intensidade. Quer viver espalhando o bem e não conhece satisfação maior que o ver feliz a quem ama. Que muito, pois, vejam os pais, realizadas todas as suas aspirações quando se lhes deparam coroadas de êxito os seus esforços?
Quer dizer, então, do grato mister de cultivar o espírito dos filhos que vão crescendo? Do plasmar-lhes a cera d’alma, de enriquecer-lhes o patrimônio da inteligência, de formar-lhes a robustez do caráter, de educar-lhes a harmonia dos sentimentos?
Quer dizer, então, do grato mister de cultivar o espírito dos filhos que vão crescendo? Do plasmar-lhes a cera d’alma, de enriquecer-lhes o patrimônio da inteligência, de formar-lhes a robustez do caráter, de educar-lhes a harmonia dos sentimentos?
Ah! Amigos noivos, observai uma criança a beber dos lábios da mãe o enredo de uma “história”, fixai o pai que, de filhinho ao colo, lhe explica um dos muitos “porquês” que aquele anjinho, ávido de saber, não cessa de lhes dirigir. Vereis dons instantâneos que parecem recortados de uma nesga do paraíso.
Não que tal felicidade íntima se dê a conhecer por risadas e gargalhadas a bandeiras respregadas. Não. É a alegria plácida que enche o coração a transbordar, que resplandece nos olhos cândidos e se estampa na testa lisa e no rosto sorridente dos pais. E que há de mais precioso que tal felicidade!
Não queirais, pois, amigos noivos, procurar a felicidade fora do teto que vos há de unir, não a procureis nas festanças e festins do mundo. Não. Procurai-a no próprio lar e não permitais que ela de lá se afaste.
Muito contribuirá, para isto, se com todas as veras do coração vos empenhardes em fazer da vossa casa um lar verdadeiro. Há tantos meios, tão pequeninos e tão importantes, que tornam a casa agradável e atraente. Quanto não faz o asseio em toda a parte e um vaso de flores, uma ramalhete de boninas colocados aqui e acolá!
Muito contribuirá, para isto, se com todas as veras do coração vos empenhardes em fazer da vossa casa um lar verdadeiro. Há tantos meios, tão pequeninos e tão importantes, que tornam a casa agradável e atraente. Quanto não faz o asseio em toda a parte e um vaso de flores, uma ramalhete de boninas colocados aqui e acolá!
Quantas alegrias não espalham, além disso, proveitosas leituras de família... Ou então, as atenções por ocasiões de algum aniversário!
Em tudo isto não queirais, nem por isto, deixar de ser moderados e sóbrios em vossos desejos. É novamente a Sagrada Família que disto nos legou a lição e o exemplo insuperável. Mui pouca era o que aquelas pessoas chamaram de seu. E, todavia não eram descontentes por tão pouco. Não é o possuir muito que garante o bem-estar. É o desejar pouco, que muito, que tudo dá.
Não quer isto dizer que não possais, que não deveis procurar mesmo a bem da vossa família, de melhorar e de garantir a vossa situação econômica. A pobreza que está nas raias da miséria e da indigência não pode garantir, nos tempos que corre, nenhum bem do matrimônio. Importa, entretanto, não se revoltar contra males irreparáveis de ordem social, importa não encarar como o maior dos males quando outros vão de limusine e vós nem tendes sapatos modernos para calçar. Olhai à estrebaria de Belém, vede a manjedoura, o presépio do Menino Jesus e bebei-lhes longamente as lições que vos dão.
O exemplo augusto da Sagrada Família oferece-vos, além disso, o ideal mais elevado de uma vida verdadeiramente santa no seio da família. Todas as virtudes que dignificam a vida no estado matrimonial vedes aí exemplificadas.
Contemplai a Vigem Mãe em toda sua pureza imaculada, em toda a dignidade e beleza austera de sua virtude ilibada. Quanto não deve Deus estimar a virgindade, se não hesitou em entender o véu do milagre sobre a Virgem Maria para torna-la mãe sem que deixasse de ser virgem.

Contemplai a Vigem Mãe em toda sua pureza imaculada, em toda a dignidade e beleza austera de sua virtude ilibada. Quanto não deve Deus estimar a virgindade, se não hesitou em entender o véu do milagre sobre a Virgem Maria para torna-la mãe sem que deixasse de ser virgem.

Exemplo tão excelso constitui lição perene para toda a donzela, mormente para toda a noiva.
Ah! Não jogueis a pérola de vossa virtude às fauces do instinto animal! Não maculeis, com satisfações inconfessáveis, a túnica branca da vossa virgindade, que deve ser vossa túnica nupcial! Não deis, senão o troco da dignidade da mãe cristã, o que de mais belo possuis, a flor imaculada de vossa pureza batismal.
Também para o noivo de caráter deve a imagem da Virgem Maria representar o que de mais digno, de mais elevado se lhe possa dizer sobre a dignidade da virgem e da esposa. Sem pestanejar, sem corar de vergonha e de contrição deve o moço poder fixar a Virgem Imaculada a ver nela censura ou louvor de sua atitude.
A exemplo de São José, castíssimo esposo da Mãe de Deus, protetor intemerato da virgindade e da honra de Maria, deve-o defender e proteger a dignidade de sua futura esposa contra qualquer concupiscência, egoísmo e desrespeito.
Vosso olhar incide, finalmente, sobre o menino Jesus. Parece Ele menino como qualquer outro e, contudo, é, como sabemos, o Deus Eterno e Imenso, feito homem. Reverentes e respeitosos o fixam Jesus e Maria.
Hora virá, noivos amigos, em que também vós fixareis, extasiados e jubilosos, o mistério do vosso filho. Não olvides jamais, que é mistério de verdade, mistério da Onipotência e Bondade do Criador o haver Ele confiado à vossa colaboração a criação deste ser que acariciais com o doce nome de “meu filho”.
Ah! Que profundo não deve ser o vosso respeito ante o mistério da paternidade e da maternidade!
Ah! Que profundo não deve ser o vosso respeito ante o mistério da paternidade e da maternidade!
Tornai-vos dignos dele, noivos católicos, dignos como Maria Santíssima e São José, para educardes os filhos de Deus que o CÉU vos há de confiar.
... Não descuideis, jamais, de observar, antes e acima de tudo, as normas que Deus vos prescreve. Que digam os ateus e incrédulos o que bem entenderem, que o mundo vos chame de tolos e beatos, não vos desvieis dos preceitos de Deus e dos ensinamentos da Igreja. Meditai no que vos digo, meditai no que vos deixo escrito em todas estas páginas e nunca vos arrependereis se o houverdes observado...vos escrevi, haurido, unicamente, na palavra de Deus e na doutrina da Igreja.
... Não descuideis, jamais, de observar, antes e acima de tudo, as normas que Deus vos prescreve. Que digam os ateus e incrédulos o que bem entenderem, que o mundo vos chame de tolos e beatos, não vos desvieis dos preceitos de Deus e dos ensinamentos da Igreja. Meditai no que vos digo, meditai no que vos deixo escrito em todas estas páginas e nunca vos arrependereis se o houverdes observado...vos escrevi, haurido, unicamente, na palavra de Deus e na doutrina da Igreja.
... Procurai, pois noivos fiéis, que as graças do Sacramento do Matrimônio não fiquem estéreis para vós. Não as desperdiceis, mas fazei que em toda sua exuberância se derramem sobre o vosso lar. A oração e a recepção dos santos sacramentos constituía para vós norma que não pode faltar no programa de vossa vida. Faltar-vos-ia tudo. Mais do que de qualquer outra agremiação, vale para o matrimônio a promessa do Senhor: “Onde dois se reunirem em meu nome, aí estarei no meio deles”. (Mat. 18,20).
Fundou-se com o beneplácito e vivo desejo de Leão XIII a Pia União das Famílias Cristãs. Tem esta união como uma de suas regras que as famílias cristãs tenham em seu lar uma imagem da Sagrada Família e ante ela se reúnam, pelo menos uma vez por dia, para ligeira oração e meditação. Que exercício espiritual magnífico!
Também a consagração da família ao Sagrado Coração de Jesus (clicar sobre a escrita de vermelho) é exercício que a Igreja muito recomenda às famílias. A experiência de três séculos documenta quão verdadeiras são as palavras que Jesus disse a sua discípula Margareth Maria Alacoque: “Abençoarei as casas, onde se venerar a imagem do meu Coração”.
Fundou-se com o beneplácito e vivo desejo de Leão XIII a Pia União das Famílias Cristãs. Tem esta união como uma de suas regras que as famílias cristãs tenham em seu lar uma imagem da Sagrada Família e ante ela se reúnam, pelo menos uma vez por dia, para ligeira oração e meditação. Que exercício espiritual magnífico!
Também a consagração da família ao Sagrado Coração de Jesus (clicar sobre a escrita de vermelho) é exercício que a Igreja muito recomenda às famílias. A experiência de três séculos documenta quão verdadeiras são as palavras que Jesus disse a sua discípula Margareth Maria Alacoque: “Abençoarei as casas, onde se venerar a imagem do meu Coração”.
(Excertos do livro: Às ordens do Criador – Livros para noivos – Pe. Hardy Schilgen)
PS: Grifos meus
Marcadores: família
2 de Fevereiro - Apresentação de Jesus no Templo e Purificação de Nossa Senhora
Terça-feira, Fevereiro 02, 20102 de Fevereiro
Apresentação de Jesus no Templo e Purificação de Nossa Senhora
O ancião levava o Menino, mas o Menino guiava o ancião. Uma Virgem O deu à luz sem injúria da sua virgindade. Deu-O à luz e adorou o fruto do seu ventre.
A festa de hoje celebra ao mesmo tempo a apresentação de Jesus no Templo e a Purificação de Nossa Senhora, quarenta dias depois de nascer o Salvador.
Prende-se pois pelo duplo objetivo que encerra aos mistérios da Epifania e do Natal, de que ainda se sente a alegria envolvente. É uma festa de luz e por duplo motivo: primeiro pela profecia do velho Simeão, que ao receber no Templo o Salvador o "saudou como a luz que vinha iluminar os povos", e em segundo porque é a festa das candeias.
A procissão das velas, suprimidas noutras festas da Virgem, conservou-se nesta para evocar a manifestação de Cristo, luz do mundo. Os cânticos da procissão e da Missa celebram a apresentação do Senhor no Templo. É o tema que domina a festa sem excluir no entanto o pensamento da Senhora, que surge e se mistura por toda a parte. Esta festa é das mais antigas se não for realmente a mais antiga das festas Marianas.
(Informações retiradas do Missal Quotidiano e Vesperal - Dom Gaspar Lefebvre - 1952)
Ver também: Primeira Ferida de Nossa Senhora
Ver também: Primeira Ferida de Nossa Senhora
Marcadores: Nossa Senhora
O véu Eucarístico
O véu Eucarístico
“Cur faciem tuam abscondit?.. .”
“Por que me ocultais Vossa Face?” – Jo, 13,24
I) Por que motivo vela-se Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento sob as Espécies Santas? Sendo difícil habituar-nos ao estado oculto de Nosso Senhor, precisamos continuamente tornar a esta verdade, pois devemos crer firme, de forma prática, que Nosso Senhor Jesus Cristo, embora velado, se encontra real, verdadeira e substancialmente presente na Santa Eucaristia.
E se assim é, por que presença tão silenciosa, véu tão impenetrável que nos levam a exclamar: “Mostrai-nos, Senhor, vossa Face!”. E, apesar de não ver, de não Lhe ouvir as palavras doces e boas, Nosso Senhor faz-nos sentir Sua força, atrai-nos, conserva-nos respeitosos em Sua presença. Se Ele se mostrasse, e só se mostraria à pessoa amada, que consolação para nós, que certeza de gozar sua amizade!
II) Pois bem, Nosso Senhor oculto é mais amável do que se se mostrasse; silencioso, mais eloqüente do que se falasse, e o que julgamos ser um castigo, é tão somente um efeito do seu Amor e de sua Bondade.
II) Pois bem, Nosso Senhor oculto é mais amável do que se se mostrasse; silencioso, mais eloqüente do que se falasse, e o que julgamos ser um castigo, é tão somente um efeito do seu Amor e de sua Bondade.
Ah! Vê-lo seria nossa desgraça. O contraste de suas virtudes e de sua glória, humilhando-nos, nos faria exclamar: “Que bom Pai e que miseráveis filhos!”. Não ousaríamos sequer aproximar-nos Dele, a Ele nos mostrar, enquanto agora, conhecendo apenas sua Bondade, chegamos a Ele sem receio.
E assim todos podem vir. Presumindo que Nosso Senhor só aos bons se patenteasse – pois Ressuscitado não se pode deixar ver pelos pecadores – quem se julgaria bom? Quem não recearia vir à Igreja, temendo que Jesus cristo, por não o achar bastante bom, a ele se ocultasse? E então surgiriam as invejas. E só os orgulhosos, cheios de confiança de si, se chegariam a Nosso Senhor. Agora, no entanto, todos gozam dos mesmos direitos, todos podem considerar-se amigos.
III) Não nos havia de converter a vista da glória? A glória amedronta e ensoberbece, mas não converte. Os judeus não ousaram aproximar-se de Moisés iluminado pelo raio divino e, aos pés do Monte Sinai em fogo, tornaram-se idólatras. Os próprios Apóstolos, no Tabor, desarrazoaram.
Ah! Jesus, permanecei velado, melhor é assim. Poderei então aproximar-me de Vós e, já que não me repelis, poderei contar com o Vosso amor. Mas sua Palavra, por ser tão poderosa, não nos havia de converter? Os judeus que, durante três anos, ouviram a Nosso Senhor, por acaso se converteram? Alguns poucos. Não é a palavra humana de Nosso Senhor, a que nos é dado ouvir, que converte, mas sim a palavra da Graça. Ora, Nosso Senhor, no Santíssimo Sacramento, fala-nos ao coração. Não nos deve isto bastar, por ser uma palavra verdadeira?
IV) Pudesse eu ao menos sentir palpitar o Coração de Nosso Senhor, sentir o calor de suas chamas ardentes que, modificando meu coração, aumentando-lhe o amor, acabaria por abrasá-lo!
Quando, confundindo o amor com o sentimento, pedimos a Nosso Senhor para amá-Lo, queremos que Ele nos faça sentir que, de fato O amamos. Quão triste se assim fosse! Não, o amor é sacrifício, é o dom da vontade, é a submissão ao bel-prazer divino.
Ora, a virtude característica da contemplação da Eucaristia e da Comunhão – união perfeita a Jesus – é a força. A doçura, sendo passageira, só aquela permanece. E do que carecemos para lutar contra nós mesmos e contra o mundo, senão de força? A força é paz.
Não vos sentis tranqüilos em presença de Nosso Senhor? Prova cabal de que O amais. Que mais quereis? Se dois amigos se reúnem e ficam a se olharem um ao outro, dizendo e redizendo seu amor, perdem seu tempo, pois isso de modo algum lhes aviva a amizade. Mas, uma vez separados, se pensarem um no outro, imprimir-se-á reciprocamente na lembrança a imagem do amigo despertando saudades.
Assim também com Nosso Senhor. Em três anos de convivência diária com Ele, que fizeram os Apóstolos? Jesus oculta-se para que ruminemos sua Bondade e suas Virtudes e que o nosso amor, tornando-se sério, livre dos sentidos, se contente com a força e a paz de Deus.
(Excertos do livro: A Divina Eucaristia - São Pedro Julião Eymard)
PS: Grifos meus
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Oração: Quinze minutos em companhia de Jesus Sacramentado
Quinze minutos em companhia de Jesus Sacramentado
Jesus lhe fala:
Não é preciso, meu filho, saber muito para agradar-me muito; basta que me ames com fervor.
Falai-me, pois, com simplicidade, como falarias com o mais íntimo dos teus amigos ou como falarias com a tua mãe ou com o vosso irmão.
I) Necessitas fazer me em favor de alguém uma súplica qualquer?
Dizei seu nome, bem seja o de teus pai, bem o de teus irmãos e amigos; diga em seguida o que quereria que Eu fizesse em favor deles hoje. Pede muito, muito, não deixes de pedir; agradam-me os corações generosos que chegam a esquecerem em certo modo de si mesmos, para atender as necessidades alheias. Falai-me assim, com sinceridade, com clareza, dos pobres a queres consolar, dos enfermos a quem vês padecer, dos extraviados que desejas que voltem ao bom caminho, dos amigos ausentes que queres ver outra vez ao vosso lado.
Dizei por todos uma palavra de amigo, entranhável e fervorosa.
Recordai-me que prometi ouvir toda súplica que sair do coração; e não terá saído do coração o rogo que me dirijas por aqueles que vosso coração especialmente ama?
II) E para ti, não necessitas alguma graça ?
Fazei-me, se queres, uma lista de tuas necessidades, e vem, lê-la em minha presença.
Dizei francamente que sentes - soberba, amor à sensualidade e ao dinheiro; que sois talvez egoísta, inconstante, negligente.. . ; e pedi-me logo que venha em ajuda dos esforços, poucos o muitos, que fazes para tirar de vós tais misérias.
Não te envergonhes, pobre alma!
Há no céu tantos justos, tantos Santos de primeira ordem, que tiveram esses mesmos defeitos! mas rogaram com humildade... ; e pouco a pouco viram-se livres deles.
E também não duvides em pedir-me bens espirituais e corporais: saúde, memória, êxito feliz em teus trabalhos, negócios ou estudos; tudo isso posso dar-te, e o dou, e desejo que me peças desde que não se oponha, antes favoreça e ajude a vossa santificação. O que necessitas? o que posso fazer por vosso bem?
Se soubesses como desejo favorecer-te !
Trazes agora mesmo entre as mãos algum projeto? Contai-me tudo minuciosamente.
O que te preocupas? O que pensas? O que desejas? O que queres que faça por vosso irmão, por vosso amigo, por vosso superior? O que desejarias fazer por eles?
E por mim? Não sentes desejos de minha glória ? Não quires poder fazer algum bem a teus próximos, a teus amigos, a quem amas muito, e que vivem talvés esquecidos de mim?
Dizei que coisa chama hoje particularmente vossa atenção, o que desejas mais vivamente, e com que meios contas para consegui-lo. Dizei se saiu mal vossa empresa, e eu te direi as causas do mal êxito. Não queres que me interesse em vossa favor? Filho meu , sou dono dos corações, e conduzo-os docemente, sem ferir sua liberdade, para onde me apraz.
III) Sentes acaso tristeza ou mal humor?
Contai-me, contai-me, alma desconsolada, tuas tristezas com todos seus pormenores. Quem te feriu? Quem magoou vosso amor próprio ? quem te tem deprezado? Aproxima-te do meu Coração, que tem bálsamo eficaz para curar todas essas feridas do teu. Daí-me conta de tudo, e acabarás em breve por dizer-me que, a semelhança de mim tudo o perdoas, tudo esqueces, e em troca receberás a minha consoladora benção.
Temes por ventura? Sentes em vossa alma aquelas vagas melancolias, que mesmo por serem infundadas não deixam de serem desoladoras? Lança-te nos braços de minha Providência. Contigo estou; aqui, ao vossa lado me tens; tudo o vejo, tudo o ouço, nem um momento te desamparo.
Sentes desvio da parte de pessoas que antes te quiseram bem, e agora esquecidas se afastam de Vós, sem que lhes tenhas dado o menor motivo? Rogai por elas, e eu as devolverei a vossa lado, se não tem de ser obstáculo a vossa santificação.
IV) E não tens talvez alegria alguma que comunicar-me?
Por que não me fazes participante dela como a um bom amigo ?
Contai-me o que fizestes, desde a última visita que me fizestes, o que tem consolado e feito como sorrir vosso coração. Talvez tenha tido agradáveis surpresas, tenhas visto dissipados negros receios, tenhas recebido boas notícias, alguma carta com mostra de carinho; tens vencido alguma dificuldade, ou saído de algum lance apurado. Obra minha é tudo isto, e eu o tenho proporcionado: por que não tens de manifestar-me por isso vossa gratidão, e dizer-me sinceramente, como um filho a seu pai: " Graças, Pai meu, graças!"? o agradecimento traz consigo novos benefícios, porque o benfeitor gosta de ver-se correspondido.
Tampouco tens promessa alguma para fazer-me? Leio, já o sabes, no fundo de vosso coração. Aos homens se lhes engana facilmente; a Deus, não. Falai-me, pois, com toda sinceridade. Tens firme resolução de não expor-te mais aquela ocasião de pecado? De privar-te daquele objeto que te prejudicou? de não ler mais aquele livro que exaltou vossa imaginação? de não destratar mais aquela pessoa que tirou a paz de vossa alma ?
Voltarás a ser doce, amável e condescendente com aquela outra a quem, por haver-te faltado, tens olhado até hoje como inimiga só porque uma vez não te serviu?
Agora bem, filho meu; volte a tuas ocupações habituais, ao escritório, à família, ao estudo... ; mas não esqueças os quinze minutos de grata conversação que temos tido aqui os dois, na solidão do santuário. Guarda, em quanto possas, silencio, modéstia, recolhimento, resignação, caridade com o próximo. Ama a minha Mãe, que o é também tua, a Virgem Santíssima, e volte outra vez amanhã com o coração mais amoroso, mais entregue a meu serviço. Em meu Coração encontrarás cada dia novo amor, novos benefícios, novos consolos.
(Oração retirada do livreto: Seleta de orações - Editora Véritas)
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