domingo, 20 de julho de 2014

A mulher como deve sê-lo - Parte 6 - final

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 A MULHER COMO DEVE SÊ-LO

PELO
R.P. MARCHAL
MISSIONÁRIO APOSTÓLICO

VERSÃO DA 12.ª EDIÇÃO FRANCESA
POR
M.J. DE MESQUITA PIMENTEL
1872


Que é, com efeito o que exige de vós? Exige-vos, em proveito da dor, o Sacrifício alegre e espontâneo do supérfluo. E que é o supérfluo? O supérfluo, dir-me-á alguém, é a poesia, bem como o necessário a prosa da vida. Admite-se como verdadeira esta definição, e como nesta vida necessitamos de alguma poesia, ainda que só fosse para conjurar o tédio, colorindo a existência, pode dizer-se que, para muitos, o necessário é o que não basta. Não é, todavia, menos verdade que o supérfluo, quando abunda, e quando não sabemos cerceá-lo em proveito da caridade, torna-se cúmplice da morte e porta do inferno. O supérfluo traz consigo o luxo, o luxo fomenta o prazer, e o prazer é o cesto de flores trazido pela escrava a Cleópatra. Ai do insensato que se compraz em mexer essas flores por uma vida de re­quintada moleza, porque, sob o perfume que elas exalam, se oculta um áspide cujo veneno mata. 

ESPECIAL: A Virgem Maria - 3

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CAPÍTULO III
O NOME DE MARIA SUA APRESENTAÇÃO SEUS PRIMEIROS ANOS
(aproximadamente de 19 a 7 antes da era vulgar)

Maria surge portanto, e é a aurora do Cristo. Quando o Senhor talhava o corpo de Adão, contemplava antecipadamente o Verbo encamado e, "modelando cada porção do argila, diz Tertuliano, pensava no Cristo que haveria de ser homem um dia”. Quando tirou Eva de uma costela de Adão, via também antecipadamente sua divina Mãe, e fez a mulher "bela como a lua, pura como o sol”. Que esplendor não inundava o semblante dAquela que faria renascer neste mundo a visão do Paraíso!

Quinze dias após o nascimento, como era de costume para as meninas, teve lugar a imposição de um nome. E a Virgem Santa foi chamada Maria.

Pretendem alguns que este bendito nome seja de origem síria e signifique Dama ou Senhora.

Outros admitem, como mais provável, que o nome de Maria é puramente hebraico e significa Mar amargo ou Estrela do mar ou Mirra do mar ou Elevada ou Luz.

ESPECIAL: A Virgem Maria - 2

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CAPÍTULO II
A FAMÍLIA E O NASCIMENTO DA VIRGEM MARIA
(aproximadamente no ano 22 antes da era vulgar)

Há duas personagem nas primeiras páginas do Evangelho de São Lucas: Deus e a Virgem Maria, e o lugar da Virgem não é menor que o de Deus. É no seio da Virgem que Deus desce à terra, é por meio dEla que o Espírito incriado reveste o peso da carne, que o Infinito se circunscreve nas entranhas de uma mulher. É por Deus que o Todo Poderoso aceita a pobreza; por Ele a própria pureza assume a fealdade do pecado, por Ele a Virgem aceita tornar-se Mãe e mãe do gênero humano.

O homem é o objeto do amor de um Deus e de uma Mulher. Antes de erguer para Deus o nosso olhar, lancemo-lo para esta Mulher, descendente de uma família real, cuja perda da riqueza já dera inicio à Lei evangélica da pobreza e desapego.

A mulher como deve sê-lo - Parte 6 - c

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 A MULHER COMO DEVE SÊ-LO

PELO
R.P. MARCHAL
MISSIONÁRIO APOSTÓLICO

VERSÃO DA 12.ª EDIÇÃO FRANCESA
POR
M.J. DE MESQUITA PIMENTEL
1872


Quando o Senhor de vós exige um sacrifício para socorrer o infortúnio, oferece-vos ocasião de proporcionar a vosso coração o mais doce dos gozos. Há mais prazer em dar que em receber. Estas palavras soltou-as de Sua boca o divino Salvador. Podem com elas es­pantar-se muitos, mas não obsta isso a que sejam duma verdade incontestável. 

Quando Deus criou o coração do homem, diz Bossuet, o primeiro sentimento que dele fez brotar foi o da bondade. O egoísmo veio depois, e foi o pecado que lá o introduziu. 

Não é o gênio, nem a glória, nem o amor que me­dem a elevação de nossa alma, mas sim a bondade. Ela é que imprime na fisionomia do homem o mais in­vencível e fascinador encanto, e constitui duma ma­neira especialíssima nossa semelhança com o Pai celeste, que a humanidade se compraz em chamar o Deus essen­cialmente bom. Ora, sabeis o que faz este Deus, quando por uma inspiração generosa vos pede uma boa obra? Oferece-vos ocasião de perder em atividade esse magnífico atributo que constitui o fundo de vosso ser. 

domingo, 13 de julho de 2014

Curso de Português de Carlos Nougué: Abertura das Inscrições

Abertura das Inscrições
• Hoje, ou seja, à zero hora da segunda-feira 14 de julho de 2014, abre-se o período de inscrições para o curso on-line de 60 horas Para Bem Escrever na Língua Portuguesa, do Professor Carlos Nougué. As inscrições devem fazer-se em nosso próprio site (cursos.questoesgramaticais.com.br), e o curso terá início no dia 11 de agosto próximo.
• Para informações globais sobre o curso (ementa, metodologia, material para imprimir, biografia do professor, etc.) e sobre tudo o mais que ele oferece (concursos, etc.), ver  Curso Para Bem Escrever na Língua Portuguesa. Para vídeos de demonstração, ver Vídeos do Professor.

• Para a resposta às perguntas ou dúvidas mais frequentes, ver FAQ.

Algumas anotações sobre A mulher da criação até os tempos atuais





A mulher como deve sê-lo - Parte 6 - b

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 A MULHER COMO DEVE SÊ-LO

PELO
R.P. MARCHAL
MISSIONÁRIO APOSTÓLICO

VERSÃO DA 12.ª EDIÇÃO FRANCESA
POR
M.J. DE MESQUITA PIMENTEL
1872


Mulheres cristãs não deixareis vós de correspon­der à confiança do Altíssimo, pondo a Seu serviço os dons incomparáveis que Ele vos prodigalizou. Quando Deus solicita vossa caridade, convida-vos, antes de tudo a conseguir a insigne honra de justificar, pela abundância de vossas esmolas, os cálculos de Sua divi­na Providência. 

Princípio e criador de todas as coisas, Deus é, ao mesmo tempo seu soberano proprietário. Quando, a nossos primeiros pais lhes disse abençoando-os: Crescei e multiplicai-vos, houvera podido dar a cada um sua parte correspondente, conservar sempre em equilí­brio a balança desta divisão por Seu intermédio soberano, a fim de perpetuar através dos séculos o nível da igualdade: ou, antes, poderá ter distribuído a cada um, numa proporção igual, os recursos que produzem a riqueza. Mas não lhe aprouve assim. Colocou o ho­mem em face deste estreito ambiente da terra, dizen­do-lhe: Vai, o mundo abre-se diante de ti: rega o solo com teu suor, fecunda-o com teu trabalho. A porção da terra, assim trabalhada e fecundada por ti, será tua, e ninguém terá o direito de desapossar-te dela; e, como tens filhos são teu sangue sobrevivendo a teu sangue, serão eles os herdeiros de teus haveres. 

sábado, 12 de julho de 2014

Glória Regi - Infanto-Juvenil - Livros em PDF

Nota do blogue: Obrigada ao blogue Alexandria Católica por ter reformatados os livros. Deus lhes pague!

Glória Regi - Infanto-Juvenil - Reformatados em P&B


Dedicada ao nobre apostolado de aprimorar as consciências e os corações da infância e da juventude em nossa Pátria, Glória Regi — nome que acoberta talentosa filha de São Bento, monja da benemérita Abadia de Santa Maria, de São Paulo — vai espalhando seus numerosos trabalhos, livros e opúsculos atraentes e sugestivos, visando sempre levar as almas para Deus, para o Bem e para a Verdade.

Livro de 1957 - 28 páginas

Livro de 1960 - 38 páginas

Livro de 1965 - 103 páginas

Livro de 1052 - 63 páginas

terça-feira, 8 de julho de 2014

Pedidos de livros diretamente com o Convento

Estimados amigos, 
salve Maria Imaculada.

Por alguns anos eu trabalhei juntamente com o Convento de Campo Grande - Escravas de Maria - com a feitura de alguns livros. Eu os revendia e mesmo o lucro sendo bem pequeno foi a forma que Deus proveio em minha vida por 3 anos de desemprego. 

Já há 1 ano Ele me concedeu um emprego, no qual eu trabalho com criancinhas e mesmo ganhando pouco eu consigo me manter.

Peço gentilmente que todos os pedidos dos livros feito em parceria com tal Convento pelo e-mail: 

escravasdemaria@hotmail.com

Com apreço e gratidão.
Letícia de Paula

terça-feira, 1 de julho de 2014

ESPECIAL: A Virgem Maria - 1

Nota do blogue:  Acompanhe esse especial AQUI


CAPÍTULO I
AS PROFECIAS E A VIRGEM MARIA

Em meio de um mundo que se revolvia na abjeção, só um povo escapava à condição geral de ignomínia, adorava o verdadeiro Deus, possuía um Sacerdócio e praticava um culto verdadeiro. Era o povo da imortalidade, destinado a fornecer um corpo ao Eterno. A custa de advertência, penas e castigos, Deus Se esforçara por arrancar do coração de Seu povo eleito o germe da idolatria. Imperfeitos observadores da lei mosaica, assim como os cristãos de hoje em relação à lei evangélica, ignoravam em seu espirito e permaneciam apegados ao culto exterior.
Transgrediam a lei; não a renegavam. E isto bastava para elevá-los acima dos orgulhosos romanos, dos filósofos, dos idólatras que recusavam a verdade e menos ainda queriam a liberdade. Sob os muros ao Templo que erguia sua massa imponente acima de Jerusalém, o homem, ontem poeira sem nome e amanha sem lembrança, átomo imperceptível sobre esta terra perdida entre a poeira dos astros, permanecia sempre um súdito do Altíssimo. Leis justas e equitativas consertavam-lhe a dignidade. Cerimônias religiosas e nacionais ensinavam-lhe os segredos de sua história e a grandeza de sua religião. Se queria servir a Deus, as orações sagradas lhe ensinavam a perfeição da vida e o conhecimento da justiça; oferecia imolações rituais; fazia obras de penitência e de caridade; esperava acima de tudo a realização de uma promessa infalível; sabendo que o Messias, o Redentor de Israel devia nascer da estirpe de Davi, filho de Abraão, e que veria o Deus vivo na terra de seus pais.

A mulher como deve sê-lo - Parte 6 - a

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 A MULHER COMO DEVE SÊ-LO

PELO
R.P. MARCHAL
MISSIONÁRIO APOSTÓLICO

VERSÃO DA 12.ª EDIÇÃO FRANCESA
POR
M.J. DE MESQUITA PIMENTEL
1872


A mulher e a desventura. 

Seu destino e aptidões. —I. Ela justifica a Providência. —II. Regozija seu coração. —Os jantares. — O vestido azul. —III. Uma troca magnífica. —Tabita. 

A vós consolar o pobre, a vós socorrer o órfão. Es­tas belas palavras que a Deus dirigia o profeta, deve reivindicá-las para si a dama generosa, e considerar-se investida pelo Todo Poderoso da sublime missão de ser a medianeira da Providência, a encanação viva da misericórdia, mitigando o infortúnio e consolando a dor. 

A outros o ministério da doutrina, a ela o minis­tério da caridade. A outros o cetro do governo, a ela a esponja misteriosa que enxuga e faz estancar as lá­grimas. A outros defender a pátria nos campos da ba­talha, a ela abrir as mãos para socorrer a miséria, a ela visitar e explorar a choça do pobre, prestar atentos ouvidos aos gemidos da nudez, fazer calar as blasfêmias e imprecações da desesperação. 

Predestinando-a para este mister, pôs Deus a Seu serviço três coisas que o homem não possui como ela: o amor, o tempo e a delicadeza. 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

ESPECIAL: A Virgem Maria

Nota do blogue: Agradeço a generosidade do sr. Teodoro Tadeu Viana Franco pelo envio desse livro que começo a publicar hoje. Deus lhe pague.



PREFÁCIO

A vida e a morte da Santíssima Virgem Maria, Sua divina maternidade e Sua deliciosa pureza, são, há dezenove séculos, o atrativo, o triunfo e, de certo maneira, a beleza do Cristianismo. Todo o plano da Encarnação e da Redenção se prende à Virgem Santa que nele surge e permanece como a mais bela e mais delicada obra de Deus onipotente: Maria, Virgem e Mãe, Maria, Mãe de Jesus, Maria, que se tornou por eleição de Seu Filho, a mãe dos homens, permanece para toda a Igreja Rainha maravilhosa "que avança como o aurora, bela como a lua, pura como o sol, terrível como um exército em ordem de batalha.  O esplendor dessa claridade ultrapassa toda expressão e, por toda parte e sem cessar, Ela nos dá o Senhor. Como afastar-se então de tal figura, coma contemplá-la suficientemente; como estudá-la sem quedar maravilhado? Mas como poderão a fraca inteligência e a pobre memória humanas exprimir suas grandezas e não vacilar sob tal feixe de luzes?
É necessário retroceder muito além do nascimento de Maria pura compreender a incomparável sublimidade da vida da Virgem.
Intimamente ligada ao mistério da Encarnação, Ela aparece nos desígnios de Deus numa época em que o tempo ainda não existia, e à qual não podem remontar as nossas faculdades criadas. Não é pois de admirar que nas páginas da Bíblia, prefácio da Encarnação, apareça de longe em longe, através da agitada história de Israel, a imagem da Virgem, como um astro que projeta seus rápidos clarões em meio de um mar imenso de constantes trevas.
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