sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Exercícios Espirituais para Crianças - Exame de Conciência

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.
Fr. Manuel Sancho, 
Exercícios Espirituais para Crianças
1955

PARTE PRIMEIRA
A conversão da vida do pecado à vida da graça
(Vida Purgativa. — 1.ª semana)


O EXAME DE CONSCIÊNCIA

1. O que entendemos aqui por exame de consciência. — 2. Necessidade de examinar amiúde a consciência. — 3. O exame de consciência complemento da oração mental. — 4. Modo de fazê-lo. — 5. Exame particular. — 6. Resumo da doutrina do exame e da meditação. — 7. Ligação dos exercícios da primeira semana com os seguintes.

1. — Ao tratar da confissão, já vos falei do exame de consciência; mas agora não trato desse exame necessário para a confissão, senão de um exame de consciência de todos os dias, para se corrigir dos defeitos ordinários, sobretudo do defeito dominante, e neste caso ele se chama exame particular.

Este exame de todos os dias costuma ser de pecados ou defeitos veniais, porquanto, se fosse de mortais, seria necessária quanto antes a confissão sacramental. Claro está que tanto o exame quotidiano como o que precede a confissão são das nossas faltas, e, neste sentido, são iguais, diferenciando-se tão somente em ter o quotidiano por fim imediato a correção das faltas, e o outro, por fim imediato, fazer uma boa confissão, e por fim mediato também a correção das faltas.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Lutemos pela inocência e santidade de nossas crianças!


A Mãe segundo a vontade de Deus - Cuidados espirituais (Do concurso do pai, na educação dos filhos)

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Mãe segundo a vontade de Deus ou Deveres da Mãe Cristã para com os seus filhos, 
do célebre Padre J. Berthier, M.S
Edição de 1927


V- Do concurso do pai, na educação dos filhos

Os deveres do pai, para com seu filho são os mesmos que os da mãe. Como a mãe deve possuir a ciência da educação, e como ela deve pôr ele todos os seus cuidados a cultivar o espírito e o coração dos entes que lhe devem a vida. Se neste pequeno livro nos dirigimos unicamente à mulher, é porque as mais das vezes, preocupado pelos interesses mate­riais, o pai esquece o que deve à cultura moral e religiosa dos seus filhos. Entendemos do nosso dever, que o melhor meio de fazer chegar ate si o conhe­cimento dos seus deveres, era instruir desses mesmos deveres a mãe de família.

Catecismo do Padre Spirago - Parte 35

Nota do blogue: Acompanhe essa transcrição AQUI.

Os novíssimos (2)
O juízo particular.

Em que consiste o juízo particular?

O juízo particular consiste em descobrir Cristo a vida de cada um imediatamente depois da morte, e retribuir-lhe em conformidade com suas obras.

1) Pela parábola do rico avarento e do pobre Lázaro, ficamos sabendo que os dois são julgados imediatamente após a morte. S. Paulo diz: “Está determinado que o homem morra uma vez, e depois segue-se o juízo”

2) É Cristo que irá julgar-nos, pois ele mesmo diz: “O Pai não julga a ninguém, mas entregou todo julgamento ao Filho”.

Catecismo do Padre Spirago - Parte 34

Nota do blogue: Acompanhe essa transcrição AQUI.

Os novíssimos (1)

Que são os novíssimos?
Os novíssimos são: 1) a morte; 2) o juízo particular; 3) o Céu; 4) o inferno; 5) o purgatório; 6) o fim do mundo; 7) a ressurreição dos mortos. 8) o juízo final.

A morte

Que é a morte?

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Lutemos pela inocência e santidade de nossas crianças!


A amplitude de nossa vontade e seu Fim último



O Homem e a Eternidade
Pe. Garrigou-Lagrange 

     Se São Tomás diz que em certos homens - o avarento, a exemplo - a concupiscência das riquezas é infinita (1), que dizer então do desejo da vontade espiritual? Quanto mais elevado for o conhecimento dos bens espirituais superiores e do bem supremo, mais aumentará este desejo espiritual; e a fé cristã diz-nos que só Deus visto face a face a pode encher. Portanto, a nossa vontade, em certo sentido, é verdadeiramente de uma grandeza sem limites.
   Por isso a bem-aventurança ou verdadeira felicidade, que o homem já deseja naturalmente não pode encontrar-se em nenhum bem limitado ou restrito, mas unicamente em Deus, conhecido pelo menos naturalmente e amado efetivamente acima de tudo. São Tomás (2) demonstra que a beatitude do homem, pelo facto de este conceber o bem universal, não pode consistir nas riquezas, nem nas honras, nem na glória, nem no poder, nem em qualquer outro bem do corpo ou bem infinito, da alma, como a virtude, nem em nenhum bem limitado. E o argumento com que prova a sua afirmação baseia-se na própria natureza da nossa inteligência e da nossa vontade (3). Quando julgamos ter encontrado a felicidade no conhecimento duma ciência ou na amizade duma pessoa nobre, depressa nos apercebemos de que é um bem limitado, o que fazia dizer a Santa Catarina de Sena: «Se quiserdes que uma amizade dure, se quiserdes saciar-vos por muito tempo com este copo, deixai que ele se encha sempre na fonte de água viva; doutro modo, ele deixará de poder corresponder à vossa sede».

domingo, 25 de agosto de 2013

A Mãe segundo a vontade de Deus - Cuidados espirituais (A grande obra da mãe)

 * Confesso que a realidade atual é bem mais complexa. Deixar os filhos em creches é complicadíssimo, sejam elas do governo ou particulares. A proposta pedagógica é completamente nociva aos pequenos, a educação mesclada (meninos e meninas) sem nenhum respaldo de moral é um talho na alma dos pequenos, sem reparo. Não sei qual seria a solução, sinceramente, não sei. Que os pais tivessem total liberdade para educarem seus filhos sem terem que prestar contas ao Estado, ou que tivessem que prestar conta apenas de matérias exatas sem terem que seguir nenhum cronograma de ensino desse Estado ateu... que surgissem mais escolas como a do Mosteiro, orientado por Irmãs tradicionais... ou mesmo creches que seguem a linha desse Mosteiro em casos de EXTREMA necessidade da mãe ter que trabalhar fora... tudo muito difícil! Que Nossa Senhora e São João Bosco nos guie e cuide de nossas crianças.

Indigna escrava do Crucificado e da SS. Virgem,
Letícia de Paula

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Mãe segundo a vontade de Deus ou Deveres da Mãe Cristã para com os seus filhos, 
do célebre Padre J. Berthier, M.S
Edição de 1927


IV- A grande obra da mãe

Uma mulher da Ionia, mostrando um dia, com orgulho, os ricos tecidos que tinha bordado, viu que uma lacedemónia lhe mostrava seus quatro filhos todos bem educados, dizendo-lhe:— «Eis no que uma mulher sensata se ocupa; é aqui que ela põe toda a sua glória.» Haverá, por ventura, arte mais nobre que a da educação, diz S. Crisóstomo? Os pintores e os escultores apenas fazem estátuas inanimadas; mas o que educa bem uma criança, produz uma obra prima, que encantará os olhos de Deus e os dos homens.

A mulher, que assim o compreende, não consen­tirá em se desencarregar sobre outros, do cuidado de educar os seus filhos. A primeira educação deve ser efetivamente obra sua; ninguém pode substituir uma mãe, tratando-se de um filho de tenra idade. «Aos lábios duma mãe, que cobrem de carícias estas fontes tão puras, é que compete ensinar as primeiras lições de piedade, diz Mgr. Dupanloup; à mãe é que compete despertar no filho os primeiros clarões da inteligência, e o primeiro amor do bem, colocar nos seus lábios as primeiras palavras da fé e da virtude, e ensiná-los a olhar pela primeira vez para o Céu. É à mãe, numa palavra, que com­pete dotar o seu filho de uma alma cristã, como já o tinha dotado de um corpo humano».

TRATADO DO DESÂNIMO - Parte IX

Nota do blogue: Acompanhar esse especial AQUI.

TRATADO DO DESÂNIMO NAS VIAS DA PIEDADE
Obra póstuma do Padre J. Michel - 1952


É TENTAR A DEUS, E TENTAR-NOS A NÓS MESMOS CONTRA A ORDEM DE DEUS, 
O PREVERMOS OS COMBATES A QUE PODEREMOS ESTAR EXPOSTOS 
COM O CORRER DO TEMPO.

Mas afinal, dizem certas pessoas, é mes­mo preciso que eu esteja na disposição de cumprir as minhas obrigações? Ora, quan­do eu mas represento, não sinto na minha vontade força para sustentar esse com­bate, tão penoso, durante a minha vida toda. Como então não tremer, não cair no desânimo?

Primeiramente, já fizemos notar que es­sa pena não dura sempre com a mesma força, e nem causa sempre impressões tão sensíveis. Não deveis, pois, julgar da di­ficuldade que tereis em perseverar pela pena que experimentais neste momento. Começai com os socorros presentes, e espe­rai os mesmos socorros para o futuro.

sábado, 24 de agosto de 2013

Catecismo do Padre Spirago - Parte 33

Nota do blogue: Acompanhe essa transcrição AQUI.

A Igreja (8)
A comunhão dos santos.

Em que consiste a comunhão dos Santos?

A comunhão dos Santos consiste nos fiéis desta Terra formarem com as almas do purgatório e os Santos do Céu uma só família, amando-se e auxiliando-se mutuamente.

1) Todos são filhos do mesmo pai e chamados à santidade e à bem-aventurança eterna. 2) Os Santos do Céu, chamam-se Igreja Triunfante por terem já alcançado o seu fim, que é a união com Deus; as almas do purgatório chamam-se Igreja Padecente, porque têm ainda que padecer; os fiéis da Terra chamam-se Igreja Militante, porquanto ainda têm que combater pelo seu ideal celeste com a realização de boas obras e com a vitória sobre as tentações. 3) Os membros desta grande comunidade estão intimamente ligados a Cristo, como os membros do corpo estão à cabeça. Esta união é o Espírito Santo que estabelece.

Que vantagem lucram dessa sua missão os membros da comunhão dos santos?

Catecismo do Padre Spirago - Parte 32

Nota do blogue: Acompanhe essa transcrição AQUI.
A Igreja (7)
Prerrogativas da verdadeira Igreja.

Que prerrogativas possui a verdadeira Igreja?

A verdadeira Igreja possui as seguintes prerrogativas: 1) fora dela não há salvação; 2) é indestrutível e 3) infalível no magistério.

Fora da Igreja Católica não há salvação

A Igreja e a cultura

Por onde se vê que a Igreja favorece a cultura?

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A Mãe segundo a vontade de Deus - Cuidados espirituais (Da educação)

Esse texto veio muito providencialmente, pois, tenho acompanhado mais de perto a educação dada as crianças de 1 a 3 anos em creches, seja por professores, auxiliares e mães... acompanhado o método pedagógico e a proposta de ensino e... que vontade de chorar, de rasgar as minhas vestes. Por tudo o que já li sobre educação católica infantil, de bons padres e vendo como as crianças são dominadas pela vontade própria e pelo instinto nessa idade, o que será delas se não há educação e sim perversão? Não há moral. Não há princípios. Não há Deus. Nem o que é necessário não há que é a educação física (tratos). Lamentável. Deplorável. Revoltante... no que chegou a sociedade, que valor a mulher da para seu papel de mãe?! Nenhum... tratam seus filhos como mercadorias ou "animaizinhos"! Que tristeza...

Rogo muito a Nossa Senhora que suscite pessoas com o propósito de formarem e educarem RIGOROSAMENTE seus filhos na FÉ, que queiram ser pais que se sacrificam pela santificação dos filhos, pais que se anulem para que haja santos. EDUCAR NA FÉ! Não adianta colocar no balé, na ginástica, na aula de inglês e informática, se não houver a educação (física, intelectual, moral e espiritual) alicerçada na FÉ, essas almas se perderão, quisera que uma criança não soubesse ler e escrever, tivesse apenas um par de sapatos furados, mas soubesse o valor do sinal da Cruz. Quantos pais irresponsáveis! 

Ajude-nos, Mãezinha do Céu! Ajude-nos...

Indigna escrava do Crucificado e da SS. Virgem,
Letícia de Paula

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Mãe segundo a vontade de Deus ou Deveres da Mãe Cristã para com os seus filhos, 
do célebre Padre J. Berthier, M.S
Edição de 1927


III - Da educação; sua necessidade

Regenerada pelas águas do batismo, a criança cresce pouco a pouco, e bem depressa começa, pelo seu sorriso, a dar o primeiro indício de inteligência. Então nascem novos deveres para a mãe; é mister que desde então se aplique com zelo à grande obra da educação. Educar a criança é cultivar o seu espírito, e o seu coração: o espírito enriquecendo-o com os conhecimentos necessários ou úteis: o cora­ção, sufocando nele o gérmen das paixões e dos vícios, que crescem conosco, e implantando nele o amor do bem e da virtude.
Em grande número dos nossos Livros canônicos a obrigação que Deus deu à mãe de bem educar os seus filhos, é expressa com tanta clareza, como força; e acerca deste assunto, os mais sagrados interesses das crianças, os dos pais e os da própria sociedade, se unem à voz de Deus, para repetir a todas as mães, pela boca do grande Apóstolo: — «Educai os vossos filhos segundo a lei, e no temor do Senhor» (S. Paulo ad Eph. VI, 4.)

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

TRATADO DO DESÂNIMO - Parte VIII

Nota do blogue: Acompanhar esse especial AQUI.

TRATADO DO DESÂNIMO NAS VIAS DA PIEDADE
Obra póstuma do Padre J. Michel - 1952


NÃO SE PODE VENCER SEM COMBATE;
E NÃO HÁ COMBATE SEM ESFORÇO.

Facilmente convimos sobre a força dos motivos da Esperança cristã; mas por quantos pretextos não procura o demônio enfraquecê-los na aplicação que a alma desanimada faz deles a si mesma! Natu­ralmente preguiçoso, o homem teme o es­forço. Desde que ele se dá a Deus, quereria fruir dá felicidade do seu estado sem que isso lhe custasse muito. Esquece-se de tu­do o que Jesus Cristo disse: Só os que se fazem violência é que arrebatam o céu[1]. Não presta atenção a que Jesus Cristo não quis entrar na Sua glória senão pelos Seus sofrimentos (Lc 24, 26); que só con­duziu ao céu os Santos pelas cruzes, pelos combates, pelos sacrificios, pela renúncia às suas paixões, à sua vontade.

TRATADO DO DESÂNIMO - Parte VII

Nota do blogue: Acompanhar esse especial AQUI.

TRATADO DO DESÂNIMO NAS VIAS DA PIEDADE
Obra póstuma do Padre J. Michel - 1952


DEUS NUNCA ESTA MAIS PERTO DE NÓS, PARA NOS SUSTENTAR NO COMBATE, DO QUE QUANDO O ACREDITA­MOS MAIS DISTANTE. ELE SÓ PARECE OCULTAR-SE PARA QUE O PROCURE­MOS E INVOQUEMOS.

Às vezes Jesus Cristo não se faz esperar muito tempo: experimentamos sensivel­mente o seu socorro mal O invocamos. Apenas Pedro Lhe diz: “Senhor, vou pere­cer, salvai-me”, Jesus Cristo estende-lhe a mão e o salva. Às vezes esse divino Sal­vador age de maneira mais oculta. Tes­temunha dos combates de uma alma cris­tã sem se deixar perceber, Ele nunca está mais perto dela, mais disposto a socor­rê-la, quando ela O invoca, do que quan­do o perigo é maior e mais premente. Pelo fato de não experimentar uma força sensível, essa alma desanimada julga o seu Salvador bem distante; e Ele está no coração dela para sustentá-la. Ela acredi­ta-o como que adormecido sobre as suas necessidades; e é Ele quem vela pela con­servação dela, moderando as ondas das paixões que a põem em perigo: diz-lhes:

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Catecismo do Padre Spirago - Parte 31

Nota do blogue: Acompanhe essa transcrição AQUI.

A Igreja (6)
O que quer dizer: Fora da Igreja Católica não há salvação”?

“Fora da Igreja Católica não há salvação” quer dizer: só ela possui os meios que conduzem à salvação.

Só a Igreja Católica possui a verdadeira doutrina de Cristo, só ela possui os sacramentos instituídos por Cristo, só ela possui o governo eclesiástico autorizado por Cristo. Portanto, só a Igreja Católica possui o legítima pão das almas; as demais igrejas possuem-no falsificado.

Os heterodoxos podem salvar-se?

Catecismo do Padre Spirago - Parte 30

Nota do blogue: Acompanhe essa transcrição AQUI.
A Igreja (5)
Notas características da verdadeira Igreja

Que caracteres deve a ter a verdadeira de Cristo?

A verdadeira Igreja de Cristo deve ter os seguintes caracteres:

1) Deve ser uma só, e ter em todos tempos e lugares a mesma doutrina.

Uma verdade (ex: 2+2=4) não pode mudar nunca. O mesmo devemos dizer das doutrinas da verdadeira Igreja. Se, pois, alguém conseguir provar que uma Igreja, no decorrer dos tempos, mudou as suas doutrinas, fica automaticamente provado que ela não é a verdadeira Igreja. Dir-se-á o mesmo da igreja que, nos diversos lugares onde existe, não tem identidade de doutrina.

domingo, 18 de agosto de 2013

Exercícios Espirituais para Crianças - A Oração (Parte IV)

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.
Fr. Manuel Sancho, 
Exercícios Espirituais para Crianças
1955

PARTE PRIMEIRA
A conversão da vida do pecado à vida da graça
(Vida Purgativa. — 1.ª semana)


5. — Não é mais do que isso a oração mental? — Na realidade não é mais do que isso; mas os santos indicam para ela um método especial a que podemos chamar clássico, por ser o mais conhecido e o mais próprio para saber meditar, sobretudo nos princípios. A matéria é algo árida. Revesti-la-ei de imagens e comparações, em vez de pesadas explicações que vos distrairiam. Pelo que, atenção.

Suponho que quereis saber meditar, e su­ponho-o porque voluntariamente vindes a estes Exercícios, e precisamente os Exercícios são uma série de meditações. Verdade é que eu vos falo, e vós escutais e formais propósitos. Assim, pelo meu entendimento e pela minha linguagem, adaptando-os ao vosso tenro juízo e à vossa linguagem de crianças, fazemos algo semelhante a meditações, às quais não faltam os propósitos, pois os fazeis quando propondes o que eu vos digo que proponhais em cada exortação que vos dirijo. Mas depois, quando meditardes sós, sem me ouvirdes a mim, como vos avireis?

Exercícios Espirituais para Crianças - A Oração (Parte III)

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.
Fr. Manuel Sancho, 
Exercícios Espirituais para Crianças
1955

PARTE PRIMEIRA
A conversão da vida do pecado à vida da graça
(Vida Purgativa. — 1.ª semana)


4. — A outra oração, que se faz interiormente, é a mental. Sem embargo, às aspirações curtinhas, ainda que sejam interiores e sem palavras, não se lhes chama oração mental, porque esta supõe algo mais de tempo, acompanhado de reflexão interior, de afetos e de propósitos. Eu não saberia definir de outro modo a oração mental para que a compreendêsseis.

Ao chegarmos aqui, pode ser que algum diga: “As crianças com oração mental? Pobres criaturas! Graças sejam dadas a Deus se elas rezarem com um pouco de atenção”. Mas ter-vos-á em pouco quem assim falar. Eu vos tenho em maior conta, e por isto creio que podereis fazer a vossa oração mental, com preparação e composição de lugar e discurso do entendimento e afetos da vontade... — Quanta coisa! — direis vós, um pouco aturdidos com tanto aparato. — Quem é capaz de entender esse aranzel?

sábado, 17 de agosto de 2013

TRATADO DO DESÂNIMO - Parte VI

Nota do blogue: Acompanhar esse especial AQUI.

TRATADO DO DESÂNIMO NAS VIAS DA PIEDADE
Obra póstuma do Padre J. Michel - 1952


AS NOSSAS INFIDELIDADES REITERA­DAS NÃO DEVEM FAZER-NOS PERDER A CONFIANÇA EM DEUS. SÓ A PERDE­MOS POR TERMOS FALTA DE FÉ.

Deus, pai terno de todas as Suas cria­turas, empregou todos os meios para tranquilizá-las contra esses temores excessivos que as afastam d’Ele. Receando que, com­penetrado da sua ingratidão, espantado com as suas infidelidades reiteradas, de­pois de tantas vezes lhes haver obtido o perdão, o homem perdesse toda a espe­rança e não mais ousasse dirigir-se a Ele para sair do abismo em que seria precipi­tado, não somente Ele lhe assegura que os que esperam n’Ele não serão confundidos (Sl 21, 6), mas lhe declara de maneira bem precisa a Sua vontade misericordiosa sobre este ponto importante: impõe-lhe como preceito esperar n’Ele.

Este preceito, só podemos cumpri-lo utilmente pela Sua graça. Poderia Deus ter estabelecido esse preceito se não ti­vesse querido ajudar-nos? E, se o estabe­leceu, pode não ficar sensibilizado com a nossa obediência, quando O invocamos na sinceridade do nosso coração? Pode aban­donar-nos, quando cumprimos aquilo que Ele nos prescreveu para obtermos o Seu socorro? Não; Deus não falta à Sua palavra. Se sucumbimos, é que a nossa con­fiança se enfraquece, é que temos falta de Fé.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A Mãe segundo a vontade de Deus - Cuidados espirituais (O Batismo)

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Mãe segundo a vontade de Deus ou Deveres da Mãe Cristã para com os seus filhos, 
do célebre Padre J. Berthier, M.S
Edição de 1927


II- O batismo

Segundo o testemunho de S. Francisco de Sales, Santa Mônica, durante a sua gravidez, oferecia a Deus cem vezes por dia, seu filho Santo Agosti­nho.— Depois que aprouve ao Céu fecundar o seu casamento, M.rae de Boisy, mãe de S. Francisco de Sales, gostava de ir muitas vezes, perante os alta­res, dar expansão à sua alma reconhecida. 

— M.me Acarie consagrou os seus filhos a Deus, antes mesmo de nascerem, e sua segunda filha declarou que devia a essa consagração, que tinha precedido o seu nas­cimento, a inclinação que sentiu para a vida religiosa, desde a sua primeira infância. Durante o período da gravidez, a mãe de S. Bernardo aproximava-se fre­qüentemente da sagrada mesa afim de que Jesus Cristo, descendo muitas vezes para ela aí colocasse um gérmen de salvação, para a criança que havia de vir ao mundo. Devemos dizer, de passagem, que se uma mulher previsse que, sendo mãe, corria perigo de morte, seria obrigada, sob pena de pecado mortal a confessar-se de todas as faltas cometidas, e tam­bém a comungar. Além disso, toda a mãe que tem fé, esforça-se por meio da oração, pela freqüência dos sacramentos, e por uma vida santa, a atrair sobre o fruto, que traz no seio, a graça do batismo, sem cuja recepção o Céu está fechado às nossas almas.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Catecismo do Padre Spirago - Parte 29

Nota do blogue: Acompanhe essa transcrição AQUI.

A Igreja (4)
A propagação da Igreja

Quando foi que a Igreja começou a sua vida?

A Igreja começou a sua vida no dia de Pentecostes em que se batizaram os 3000.

Mas os fundamentos da Igreja os lançara Cristo quando, durante a sua vida pública, reunira em torno de si um certo número de discípulos, dos quais nomeou 12 apóstolos e um chefe supremo.

Que sabemos da propagação da Igreja nos tempos primitivos?

Catecismo do Padre Spirago - Parte 28

Nota do blogue: Acompanhe essa transcrição AQUI.

A Igreja (3)
A hierarquia na Igreja

O que são os cardeais?

Os cardeais são conselheiros do Papa que possuem o direito de eleger o Papa.

Há cerca de 70 cardeais, pertencentes a diversas nações. Usam eles um traje de púrpura e têm o título de “Eminência”.

O que são os bispos?

O BOM COMBATE NA ALMA GENEROSA - Parte X

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

O BOM COMBATE 
NA
ALMA GENEROSA

Missionárias de Jesus Crucificado de Campinas


Na dor cantarei vossas misericórdias

Ó Jesus de minha alma, morrer cada dia, eis o ideal que tanto Vos apraz, cantar porém no meio da dor, eis a generosidade das almas grandes. Vós, querido Jesus, isto de mim exigis, mas como poderei realizar este Vosso dese­jo, se não me ajudardes? Ah! perdoai-me esta frase “se não me ajudardes”. Um Deus que morreu crucificado não ajudar um filho de Seu coração?!... Ah! isto seria um crime se eu duvidasse de Vossa Misericórdia infinita.

David já confiava em Vós antes da Vossa vinda ao mun­do, e eu que já Vos vi crucificado, dando-me Vosso sangue como bebida e Vossa vida como alimento, será que ainda terei a ousadia de desconfiar de Vossa Misericórdia infini­ta? Ah! não, Jesus, não; dai-me a morte antes que Vos ofender com o pecado da desconfiança!...

terça-feira, 13 de agosto de 2013

“FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO”

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI. Com esse post encerro a transcrição desse livro.

A Igreja e seus mandamentos
por
Monsenhor Henrique Magalhães
Editora Vozes, 1946

“FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO”

5 de Outubro de 1945

Em consequência do que vimos ontem na intro­dução do estudo do nosso corolário, este se enuncia assim: “Quem, culpavelmente, permane­cer fora da Igreja, até ao fim da vida, não poderá salvar-se”, o que corresponde ao axioma que serve de título a esta palestra.

Prova-se:

1.º — Jesus Cristo instituiu a Igreja para conservar e defender Sua doutrina; na Igre­ja instituiu prepostos com a missão de ensinar e governar, na esfera espiritual, a toda criatura. Por outro lado determinou que, sob pena de condena­ção, todos obedeçam a esses prepostos. No Capítulo 16, de São Marcos, encontramos: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado, será salvo; mas quem não crer será condenado” (Me 16, 15-16). No capítulo 28, fim do Evangelho de São Mateus, mais este esclarecimento: “Ensinai a observar tudo quanto vos mandei” (Mt 28, 20: “... e ensinando-os a obser­var” etc). — Esta doutrina é reforçada nos capí­tulos 10 e 18 do mesmo evangelista (Mt 10, 18, 17-18). E no capítulo 10 de São Lucas, ainda esta passagem: “Quem vos ouve, a mim ouve; quem vos despreza, a mim despreza; mas quem me des­preza, despreza aquele que me enviou” (Lc 10,16).

NECESSIDADE DE PERTENCER À IGREJA

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Igreja e seus mandamentos
por
Monsenhor Henrique Magalhães
Editora Vozes, 1946

NECESSIDADE DE PERTENCER À IGREJA
4 de Outubro de 1945

Em várias palestras sucessivas eu vos mostrei as notas da verdadeira Igreja: uma, santa, ca­tólica, apostólica. — Do que vimos decorre um corolário: Se na Igreja Romana, e só e exclusi­vamente nela, se encontram as notas essenciais à verdadeira Igreja — todas as criaturas humanas têm o dever imprescindível de pertencer à Igreja Romana, isto é, à nossa Igreja; daí o axioma: fora da Igreja não há salvação.

Para entender esta doutrina, é preciso ter em mente o seguinte: Ninguém se salva se omite ou despreza o que é de necessidade de meio para a salvação; trata-se, portanto, de coisas necessárias para a bem-aventurança na vida futura. Outras coisas são de necessidade de preceito; quem as omite, peca.

APOSTOLICIDADE DA IGREJA (b)

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Igreja e seus mandamentos
por
Monsenhor Henrique Magalhães
Editora Vozes, 1946


APOSTOLICIDADE DA IGREJA (b) 
2 de Outubro de 1945

Continuando a estudar a nota “apostólica”, po­demos formular a seguinte tese: “A Igreja Romana, e só ela, é apostólica pela apostolicidade da sua missão.”

Mais uma vez lembro que esta expressão Igre­ja Romana designa a Igreja Católica, a nossa Igreja.

APOSTOLICIDADE DA IGREJA (a)

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Igreja e seus mandamentos
por
Monsenhor Henrique Magalhães
Editora Vozes, 1946


APOSTOLICIDADE DA IGREJA (a)
1.° de Outubro de 1945

Concluindo nosso estudo sobre as notas da Igreja, veremos hoje: a apostolicidade.

Apostólica. Esta nota significa que a Igreja tira a sua origem dos apóstolos.

Há três espécies de apostolicidade: de doutri­na — é apostólica a Igreja que ensina a mesma doutrina dos apóstolos. Apostolicidade de missão ou de autoridade — quer dizer que os que têm na Igreja alguma missão ou exercem alguma au­toridade, receberam-nas dos apóstolos, por uma série legítima e não interrompida de pastores. É apostólica quanto à sociedade — a Igreja que hoje apresenta as mesmas características essenciais da sociedade fundada pelo Cristo sobre os apóstolos.
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