quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O aborto e a falácia dos números pelo Padre Paulo Ricardo


Os números são manipulados de forma primária, não fazendo distinção entre aborto provocado e aborto natural, cálculo realizado por Débora Diniz, "pauzinho mandado" de organizações internacionais como a Fundação Mccartney, que é uma das maiores incentivadoras financeiras do aborto mundial.

Como 90% dos brasileiros é contrário ao aborto, essas organizações mundiais tentam manipular estatísticas para tentar "amolecer" o brasileiro, alegando que a não legalização do aborto tem matado mulheres indefesas. Falácia dos diabos.

Apoiem padres como o Padre Paulo Ricardo e o Padre Lodi que, bravamente, gladiam contra esses filhos do capeta.

O Brasil não aderirá ao aborto! Eu tenho fé.

Letícia de Paula

sábado, 24 de dezembro de 2016

SANTO NATAL


Muitas pessoas deixam de aproveitar o Natal por conta de problemas na família, saudades daqueles que se foram, solidão entre outras coisas. Por mais que todas essas coisas sejam legítimas de pena nada, nada pode e deve nos tirar a alegria do Natal. Natal não é pra gente, não é festa familiar, não é comes e bebes, Natal é o nascimento do Menino-Jesus e esse precisa de uma manjedoura que o receba com alegria, e essa manjedoura DEVE ser o seu coração.

O site A grande guerra deseja a todos um santo Natal e que o Menino Jesus nasça diariamente em nossos corações!

Letícia de Paula

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

DOCE CAVALHEIRO


Doce cavalheiro, que o semblante me é enigma
Sinto a tua presença, e isso me reanima.
Almas desde sempre unidas, num doce ato de crer
Na espera de um encontro, que alegre nosso viver.

Doce cavalheiro, que me tira noites de sono
A imaginar o teu toque, tua respiração e teu gosto.
Estarei aqui, mesmo se as estrelas apagarem,
Mesmo que o sol escureça e teus olhos não mais brilharem.

Estarei aqui, meu Doce cavalheiro, a enxugar as tuas lágrimas
Em tua dor serei sustento e amparo em tuas lástimas.
Estarei aqui, meu Doce Cavalheiro, unida ao teu coração
A espera de um ósculo eterno que selará nossa união.

Autoria: Letícia de Paula

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

HOMOSSEXUALISMO SENDO ENSINADO NAS CARTILHAS INFANTIS

E você acha mesmo que há exageros quando se diz que o governo quer corromper as crianças com ideologias satânicas?

Olha aí, uma cartilha distribuída em Recife.

Incentivando ao homossexualismo e ditando como ação discriminatória ser contra "um papo que quer namorar outro pato".

DESGRAÇADOS.

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domingo, 2 de outubro de 2016

BIBLIOFILIA


CAPÍTULO VIII -- A revelação do momento presente é-nos mais útil, porque se dirige diretamente a nós

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

O ABANDONO À DIVINA PROVIDÊNCIA
pelo
P.J.P de Caussade, S.J


CAPÍTULO VIII
A revelação do momento presente é-nos mais útil,
porque se dirige diretamente a nós

            As palavras que Deus pronuncia expressamente para nós, são as que propriamente falando, nos instruem bem. Não é pelos livros nem pela investigação curiosa das histórias, que nos tornamos sábios na ciência de Deus. Esses meios não produzem, por si mesmos, senão uma ciência vã e confusa, capaz somente de ensoberbecer. O que nos instrui é o que hora a hora, momento a mo­mento, nos vai sucedendo; isso é o que forma em nós a ciência experimental, que Jesus Cristo quis adquirir antes de ensinar. Era de fato a única em que podia crescer, segundo a expressão do Evangelho, pois como Deus não há grau algum de ciência especulativa que Ele não possuísse. Mas se esta ciência foi útil ao próprio Verbo Encarnado, a nós é-nos absolutamente necessária para fa­larmos ao coração das pessoas que Deus manda ao nosso encontro.
            Só conhecemos perfeitamente o que a experiência nos ensinou pela realidade do sofrimento. Essa é a verdadeira escola do Espírito Santo que ao coração fala pa­lavras de vida; desta fonte deve brotar tudo aquilo que dizemos aos outros. O que lemos, o que vemos, não se torna ciência divina senão por esta fecundi­dade, esta virtude e esta luz que lhe dá o adquirido. Tudo isso não é senão como uma massa que necessita de fermento e deve ser condimentada pelo sal da experiência. E quando não há senão ideias vagas sem este sal, o homem é como um visionário que sabe todos os caminhos de todas as vilas e cidades, mas que se perde ao ir para a sua própria casa.

            Portanto é preciso escutar a voz de Deus, momento a momento, para ser douto na teologia virtuosa, toda ela prá­tica e experimental. Não te importe o que se diz aos outros. Ouve o que se diz para ti e a ti; e terás o bastante para exercitar a tua fé, pois esta linguagem interior de Deus exercita-a, purifica-a e aumenta-a pela sua mesma obscuridade.

CAPÍTULO VII -- A ação divina é tão indignamente tratada por muitos cristãos

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


O ABANDONO À DIVINA PROVIDÊNCIA
pelo
P.J.P de Caussade, S.J



CAPÍTULO VII
A ação divina é tão indignamente tratada por muitos cristãos, nesta manifestação de cada dia, como Jesus Cristo o foi pelos Judeus em sua própria carne

            Ó quantas infidelidades se encontram no mundo! Ó como se pensa indignamente de Deus, pois sem cessar temos a ousadia de observar à ação divina o que não faríamos com o mais pequeno artista na sua arte. Queremos reduzir a ação de Deus às regras e aos limites imaginados pela nossa débil razão. Que­remos reformá-la! Tudo são queixas, tudo murmurações!
            Surpreende-nos e desperta a nossa indignação o tratamento dado a Jesus pelos judeus. Ó divino amor! ó vontade adorável! ó ação infalível! Como vos consideram! Por ventura a vontade divina pode proceder fora de propósito ou fora de razão? Mas eu tenho um negócio e falta-me tal coisa; tiram-me os meios necessários; este homem atravessa-se em tão santas obras: ora isto não é completamente absurdo? Esta doença apodera-se de mim, sendo que eu não posso absolutamente prescindir da saúde. E eu digo que a vontade de Deus é a única coisa necessária; e assim tudo o que ela não dá é inútil.
            Não, ó queridas almas, nada vos falta. Se vós soubésseis o que são essas coisas que chamais reveses, contratem­pos, contrariedades, onde não vedes senão sem-razões e despropósitos, experimentaríeis extrema confusão; repreen­der-vos-íeis a vós mesmas das vossas murmurações, como de verdadeiras blas­fêmias; mas não pensais nisso. Porém tudo isso não é senão a vontade de Deus; e esta vontade adorável é blasfemada pe­los seus queridos filhos, que a desco­nhecem!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

ENSINO X EDUCAÇÃO

PROFESSOR NÃO É EDUCADOR

Um dos maiores planos da revolução anti-família é esse: o Estado não dá meios para que o pai de família sustente seu lar, obrigando a mulher a sair de casa para ajudar no orçamento; impõe o maldito ECA e mais documentos dando ao Estado a educação das crianças enquanto os pais trabalham; e nessa pseudo-educação dada pelo Estado, as crianças são doutrinadas a serem escravas de um governo liberal, ateu e assim gerações e gerações são firmadas sob raízes comunistas e satânicas.


domingo, 25 de setembro de 2016

19. A EDUCAÇÃO DO SENSO RELIGIOSO - 2.ª Parte

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.


19. A EDUCAÇÃO DO SENSO RELIGIOSO
2.ª Parte

• A excelente revista L’anneau d'Or[1] interrogou um dia os seus leitores: “Como ajudar as crianças a fazer a descoberta da morte?” Dentre as respostas recebidas, destacamos estas duas experiências:
• A propósito da criança diante da morte, eis a experiência de minha infância, pelo menos no que concerne ao fato material da presença dos mortos. Todos o retardam indefinidamente sob o pretexto de não impressionar as crianças. A meu ver é um erro: o choque será muito mais violento quando o primeiro morto que elas virem for um ente querido.

Quando ainda éramos muito crianças, entre 6 a 7 anos, mamãe não hesitava em levar-nos para junto de alguém de suas relações que acabara de morrer e que nós, crianças, mal conhecíamos. Ela o fazia com toda a naturalidade: “O Sr. X. acaba de morrer. Sua alma está junto ao Bom Deus, ou talvez ainda no Purgatório. Vamos rezar perto do seu corpo, por ele e por sua família que está sofrendo.” E mamãe evitava acrescentar: “Não tens medo, não é verdade?” Ou outra sugestão inábil do mesmo gênero. De modo que bem cedo fomos habituados a olhar sem o menor receio, adormecidos na morte rostos que havíamos conhecido vivos.
De volta, mamãe aproveitava a ocasião para falar-nos sobre a vida e a morte de um cristão, de uma maneira muito simples, a propósito daquele que acabávamos de ver: ela nos contava como havia vivido e como se preparara para morrer. Fazíamos perguntas de crianças às quais ela nos respondia tranquilamente.
Mais tarde, quando Deus chamou para Si nossas avós, depois uma irmã e um irmão ternamente amados, nossa dor, embora grande, não se complicou com o terror nervoso que vi certos adultos sentirem nessas ocasiões.

19. A EDUCAÇÃO DO SENSO RELIGIOSO - 1.ª Parte

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.


19. A EDUCAÇÃO DO SENSO RELIGIOSO

Uma mãe cristã se preocupa com a alma do seu filho muito antes que ele nasça. Durante esse período único em que é uma só pessoa com o serzinho que traz nas entranhas, a mãe pode, por seu espírito de oração e de oblação, exercer uma influência invisível sobre a alma do ser querido e capitalizar para ele as bênçãos divinas.

• No instante do nascimento, as mães e pais cristãos não deixam de consagrar ao Senhor o serzinho querido que Deus lhes deu, ou melhor, lhes confiou. O que será esse filho mais tarde? De qualquer modo, não se destina a se tornar um eleito? E a missão mais importante dos pais não é a de ajudá-lo a realizar a sua vocação sobrenatural de filho ou filha de Deus?
• Tão cedo quanto possível, batizai vosso filho. Que o cuidado com as legítimas alegrias familiares não diminua em vosso pensamento a grandeza do primeiro sacramento que o recém-nascido vai receber. Pensai que no momento em que a água se derrama na sua fronte enquanto são pronunciadas as palavras sacramentais, vosso filho se torna o tabernáculo vivo da Santíssima Trindade, e que forças ocultas — germes das virtudes teologais — nele se depositam misteriosamente. 
  • É aos pais que cabem a honra e a alegria da primeira educação religiosa dos filhos. Mas é preciso tudo prever. O padrinho e a madrinha recebem da Igreja a missão de “suplemento” e “complemento”. É nesse espírito que cumpre escolhê-los, e não tendo unicamente em conta convenções mundanas ou suscetibilidades familiares.

• É nos primeiros meses que a criança — que registra muito mais do que se pensa — pode receber a feliz influência da mamãe orando ao pé do seu berço. A criança, olhando apenas, imitará por si mesma os gestos da mãe e aprenderá assim, pouco a pouco, a juntar as mãos e a enviar um beijo à imagem de Jesus e de Maria, cujos nomes, juntamente com os do pai e da mãe, serão os primeiros que balbuciará.

domingo, 11 de setembro de 2016

Quadro esquemático da decadência da Civilização Ocidental Cristã

Nota do blogue: Quadro esquemático da decadência da Civilização Ocidental Cristã. As 3 Revoluções que destruíram a civilização cristã. Quadro cedido por um amigo.

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REVOLUÇÃO FRANCESA E SUA INFLUÊNCIA NO FEMINISMO

Nota do blogue: Fiz um quadro tratando sobre a REVOLUÇÃO FRANCESA e o seu reflexo nos tempos atuais, inclusive desembocando no FEMINISMO.

(Clique na imagem para ampliá-la ou a salve e veja em seu computador)

18. A EDUCAÇÃO DA CONSCIÊNCIA

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.


18. A EDUCAÇÃO DA CONSCIÊNCIA

Só há verdadeira educação onde há educação da liberdade e, 
portanto, educação da consciência.

• Praticamente, para a criança de tenra idade, bem e mal são o que os pais assim chamam. É fácil imaginar, então, o perigo representado pelo arbitrário, pelo exagero ou pelos erros de apreciação.
• Até que a criança atinja a idade de ter uma concepção pessoal da vida moral e de suas exigências, os pais são como a sua consciência viva. Nesse sentido, ocupam verdadeiramente o lugar de Deus. Grandeza e responsabilidade, estas! Pois que todo erro de "chaves” ou toda falsa manobra conduzirá mais tarde a desregulagens no mecanismo da consciência, e será uma das causas ocultas de muitos desregramentos.
• Todos os julgamentos de valor emitidos pelos pais, sobretudo se esses julgamentos são frequentemente repetidos, confirmados por exemplos e sanções, se inscrevem bem ou mal na consciência profunda da criança e até mesmo nos seus músculos.
 • É preciso dar à criança não apenas o conhecimento como o gosto do bem. A virtude que não for mais do que virtude fria, arrisca-se a cansar pela sua própria austeridade; quando se adorna de beleza, enche a alma de uma alegria estimulante, atrai e faz desabrochar. Não digais somente: “Está bem", “É mau”, mas: “É belo” ou “É feio”.

17. A ARTE DE ENCORAJAR E DE RECOMPENSAR

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.


As crianças precisam mais de encorajamento do que de punições
(FÉNELON).

• Acreditar na realidade das boas disposições é criá-las e aumentá-las.
• A idéia do julgamento ou da opinião que fazemos da criança desempenha um papel importante na confecção dessa tela psicológica sobre a qual os seus atos e pensamentos bordarão dia a dia um pouco de sua vida.
• Quem quer que se persuada da incapacidade de fazer uma coisa, dela se torna realmente incapaz.
• Não é mau que a criança confie em si própria. Em definitivo, é melhor um pequeno excesso do que falta de autoconfiança. O “posso mais” é um estimulante mais forte do que o “não sirvo para nada” ou o “nunca conseguirei coisa alguma”. 
• Nada desestimula mais do que a indiferença: “Afinal de contas, não fizeste mais do que o teu dever; se não te digo nada, é que está bem.” A criança precisa de algo mais; é feliz quando se sente olhada e aprovada pelos que estima e ama!
• A confiança facilita a ação; a desconfiança suscita o desejo de agir mal.
• Não tenhamos medo de mostrar às crianças nossa confiança em suas possibilidades, o que será mesmo, por vezes, o melhor meio de despertar-lhes certas qualidades ainda adormecidas. Lembremo-nos das observações de Goethe, que vale tanto para as crianças como para os adultos: “Olhar os homens como eles são é torná-los piores; tratá-los como se fossem o que deveriam ser, é conduzi-los aonde devem ser conduzidos.”

domingo, 14 de agosto de 2016

Confissão

(Texto traduzido do Italiano por Pe. André Luiz Facchini)


Na Espanha, se venera um crucifixo que tem o braço direito desprendido da cruz e abaixado. Aos pés desta imagem de Jesus um dia um pecador confessou as suas culpas, mas o confessor hesitava em absolve-lo.


Ele o perdoou mas disse:

— Procura de não recair mais.

O penitente prometeu, mas era fraco e recaiu. Tornou então ao sacerdote que o acolheu com muita severidade:

— Desta vez não te absolvo!

O penitente replicou:

— Quando eu prometi fui sincero, mas também sou fraco. Padre me dê o perdão do senhor.

Também desta vez o confessor o perdoou mas disse:

— É a última vez!

Algum tempo depois o penitente voltou, mas, o sacerdote disse asperamente:

domingo, 7 de agosto de 2016

NÃO AO ABORTO!

Uma mulher que teve um aborto involuntário. 
Uma imagem diz mais que mil palavras. 

NÃO AO ABORTO!


16. A ARTE DE PUNIR

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.


16. A ARTE DE PUNIR

A simples repreensão às vezes não basta. 
É preciso sancionar uma desobediência caracterizada, 
uma mentira lúcida, um furto desavergonhado.

• Ao período em que a criança está constantemente no berço sucede o tempo em que começa a se alimentar com a colher. Sucede então que, na sua exuberância, a criança se diverte em bater na mesa com esse utensílio. Na primeira vez, a mãe fará compreender que desaprova a brincadeira; estendendo a mão, dirá calma e distintamente; “Não podes fazer isto”. Se a coisa renovar-se, a mamãe protestará um pouco mais energicamente e repetirá a proibição de modo ainda mais imperativo. Será, decerto, necessário recomeçar mais de duas ou três vezes, mesmo, porém, que seja preciso repetir cem vezes a interdição, disso não pode furtar-se a mamãe sem grande dano... Quando chegar o tempo de levar a criança a um parque, o "não podes fazer isto” tornar-se-á mais necessário ainda. Quanto mais severa fordes no começo, menos tereis de renovar vossas proibições. Mas, a partir dessa idade, a criança começará a se mostrar rebelde; se, até então, só cometia faltas por excesso de vitalidade e por ignorância, fá-lo agora por desobediência. Bem sabeis como isto se produz; quando a criança leva à boca um objeto que de modo algum se destina a esse uso, e que vós o proibis, pode suceder que ela recomece o gesto com determinação, olhando-vos bem no rosto... Se o “não podes fazer isto” severamente pronunciado ficar sem efeito, significa que a criança, para obedecer espontaneamente, precisa de um estimulante mais enérgico; um tapinha sobre a mão terá decerto êxito maior do que palavras. Não sou contrário a que se bata, às vezes, se é que um tapinha possa chamar-se de “bater”.[1]

terça-feira, 26 de julho de 2016

Loucos por livros!


15- A ARTE DE REPREENDER

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.


15- A ARTE DE REPREENDER

Por definição, falta experiência às crianças. É papel dos pais alertá-las sobre os perigos que podem correr. Mas, os brados de alerta incessantes e desproporcionados acabam por embotar a atenção e a sensibilidade; e quando houver perigo real a prevenir, a intervenção dos pais não será então levada a sério.
• Há dois excessos a evitar em matéria de educação: o que consiste em jamais intervir — o “deixa-fazer”, o “deixa-passar” — ou a política dos olhos fechados: “Faze o que te agrada e deixa-me em paz”, política de demissão que pode culminar em consequências catastróficas; ou então, o excesso que consiste em intervir a cada instante por bagatelas. A verdade, como sempre, está no meio-termo. A criança precisa da ajuda do adulto e mesmo, quando é pequena, essa ajuda pode consistir numa espécie de adestramento incessante: a lembrança de uma dor (palmada ou ralho) relativa a um gesto ou a uma atitude repreensível. 
• Os bons exemplos e os estímulos ao bem nem sempre bastam em educação. A criança não nasce perfeita. Há nela tendências anárquicas e às vezes, quando menos se espera, pode manifestar um caráter ciumento, autoritário, independente, associal, etc... É, por conseguinte, normal que papai e mamãe canalizem, orientem no bom sentido as jovens forças vivas, por uma repreensão que, bem dosada, bem adaptada, aplicada a tempo, contribuirá para que a criança toque com o dedo as fronteiras do bem e do mal, do justo e do injusto, numa palavra, para formar o seu julgamento moral.
• Uma advertência, para ser eficaz, deve ser breve e rara. Se assume o ar de cena, de gritos intervalados ou superagudos, perde todo o efeito. A princípio amedrontada, mas logo indiferente, a criança deixará passar a tempestade à custa de nossa autoridade, mas também à custa da formação de sua consciência, porque uma consciência não se forma sozinha.

domingo, 10 de julho de 2016

Loucos por livros


Padre Antônio

Gustavo Corção


Numa cidadezinha perdida e esquecida, lá nos confins deste tão imenso Brasil, existe uma igreja quase sem existir. Em torno, mil ou duas mil almas mais ou menos desalmadas; dentro, um velho vigário a fazer contas intermináveis, e um padre coadjutor, na sacristia, a olhar o morro, a linha férrea lá longe, o rio, talvez o céu.

Já traz cinzas na cabeça e uma curvatura nas costas, mas naquele momento o que mais lhe pesa é a solidão que cerca a velhice que se aproxima. Está ali. Não é nada. Não sente forças para fazer nada pela vila indiferente que quer viver sua vida rotineiramente encaminhada para a morte. Sente-se inútil a mais não poder. Quer que ele celebre a única missa da féria, e com uma só porta apenas entreaberta. Precaução aliás inútil porque ninguém mais aparece nas missas dos dias da semana. O povo não gostou quando o vigário tirou os santos que há mais de cem anos povoavam a velha igrejinha. Diminuiu a assistência à missa, diminuíram as confissões. A conversa com o vigário, na hora do jantar, reduz-se a monossílabos.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Loucos por livros


O TRIUNFO

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI. Com esse post chegamos ao fim desse belíssimo livro.

A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.

 

O TRIUNFO


Alcançá-lo-emos, dizia Petain.
No pedestal da estátua do infante, em Metz, lê-se esta inscrição: “alcançamo-lo!”
É a história da tua guerra contra as paixões.
Anima-te pensando no: “alcançá-lo-emos”.
Também tu, um dia, exclamarás contente: dia glorioso!… dia glorioso dos vencedores!
Recorda-te dos soldados, ao regressarem da linha de fronte. Haviam lutado e derramado o nobre sangue!
Esqueciam, porém, tudo na apoteose da volta, em meio das entusiásticas aclamações.
Jovem casto, heroico soldado da pureza, também tu és um vencedor.
“Quem triunfa, de si mesmo, é mais valente do que um conquistador de cidades”.
Não sou eu, é a sagrada Escritura que o atesta (Prov. 16-32).[1]
Menino meigo e tão delicado, foste um herói!
A guerra não se faz sem sacrifícios.

Pe. Júlio Maria de Lombaerde: vida de um “lutador”



Fonte: Blog do [cultor]
Por Dom Antônio Afonso de Miranda


Nasceu dia 7 de janeiro de 1878 na aldeia de Beveren, município de Waregem na Bélgica. Foi batizado dia 8 de janeiro, apressadamente, pois nasceu doentio e inspirando cuidados. Padre Júlio Maria passou a infância em Waregem onde fez o curso primário. Sua formação pré-primária foi feita por religiosas num jardim de infância da cidade. Foi lá que despertou a vontade de ser missionário. Fez a Primeira Comunhão em 1889 e no mesmo ano foi crismado.
Júlio Emílio era compenetrado e maduro nas horas sérias, nas horas de recreio, o amigo expansivo de todos, moço vivo e dado aos divertimentos. Ficou neste colégio apenas 1 ano e em 1895 partiu com um Padre Branco para Boxtel, na Holanda a fim de iniciar sua vida missionária. Em 19/10/1895 parte para a África apesar da tristeza dos familiares e desmaio de sua mãe. Aí nasceu o desejo do seu irmão Aquiles de ser missionário na África também. Em primeiro de novembro Júlio vestia o hábito de irmão branco em Maison Carrée com o nome de Optato Maria. Passou algum tempo na solidão em Iril Ali, como cozinheiro e carpinteiro, e a 18/04/1897 consagrou-se definitivamente como missionário. Em 2/11/1897 foi enviado para Arris e passou por vários lugares da África até 1901. Neste tempo resolveu ser sacerdote, cumprindo uma promessa pela cura que Nossa Senhora lhe concedeu. Já era um homem de barbas longas e cheias. Visitou sua mãe e sua família em dezembro de 1901 e em fevereiro do ano seguinte já estava em Grave (Holanda) junto ao Pe. João Berthier, na “Obra das Vocações Tardias”, para se tornar sacerdote. (02/02/1902).

terça-feira, 28 de junho de 2016

UM POUCO DE DIVERSÃO


18.ª Arma: Uma meditação de Sto. Inácio

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.

 

18.ª Arma: Uma meditação de Sto. Inácio

Para dar à vontade esta decisão generosa, de que acabamos de falar, será oportuno concluir este capítulo, pela “meditação das três classes de homens”, de Sto. Inácio.
Eis como o Santo a propõe: “Supomos aqui três classes de pessoas, composta cada uma de dois homens. Todas as três ganharam, cada uma, dez mil ducados, sem se proporem puramente e unicamente, o motivo do amor de Deus. Desejam salvar e encontrar Deus Nosso Senhor na tranquilidade, desembaraçando-se dum peso e vencendo os obstáculos que encontram aos seus desígnios, nessa afeição à fortuna que adquiriram.
A primeira classe desejaria desfazer-se da afeição que sente pela fortuna, que possui, para encontrar Deus Nosso Senhor, na paz, e poder operar sua salvação, mas não emprega, de fato, meio algum…

14 - A ARTE DE SE FAZER OBEDECER (Parte II)

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.


III - EXERCÍCIO DA EDUCAÇÃO 

14 - A ARTE DE SE FAZER OBEDECER (Parte II)

• De três a sete anos, a formação dos automatismos continua sob outra forma: não se trata mais de “domesticar” a criança (os educadores não são domadores de feras), mas de despertar-lhe o senso da obediência e fazer com que nela se exerça essa faculdade. Seu primeiro esforço deve fixar esse ponto: obedecer. Que a criança saiba que existem na vida necessidades iniludíveis, porque é “assim mesmo”. O poder de sugestão de um “é assim mesmo”, dito com calma, persuasão e firmeza, é imenso; o garotinho deve sentir que há nisso uma espécie de fatalismo maravilhoso, que tudo simplificará se aceito. Se nos zangamos para dizer a frasezinha tão importante, se nos enervamos, tudo estará perdido e o resultado será o oposto do que esperamos. 
• Se a criança resiste às vossas ordens, dadas com bondade e doçura; se faz ouvidos de mercador quando, reunindo toda a vossa energia, falais com firmeza e decisão, adotai, então, os meios que julgardes de maior influência sobre o espírito
• À medida que a criança crescer, é melhor agir sob a forma de sugestões do que sob a forma de ordens imperativas: “Acho que farias melhor assim... Não achas que deves fazer isto no teu próprio interesse?... Acho que no teu lugar agiria desse modo...”
• A imaginação pode facilitar o cumprimento de certos deveres fastidiosos; ela distrai as teimosias e é preservativo contra choques brutais; um garotinho se recusa desesperadamente a largar um tinteiro de que se apoderou; ordens e rogos exasperam sua oposição; catástrofe iminente; mas, alguém baixa o tom de voz, põe um dedo nos lábios e murmura: “Psiu, nada de barulho. Isso faz “dodói” no tinteiro... ” Com mil precauções, a criança fascinada põe de novo o objeto em seu lugar; o drama está conjurado. (Outro exemplo: a mamãe, cujo filho chora, finge que dá volta à chave na altura da testa: “Cric, crac! Vamos fechar a torneirinha das lágrimas!”)

quinta-feira, 23 de junho de 2016

17.ª Arma: a vontade

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.

 

17.ª Arma: a vontade

Neste nosso século de moleza e de comodidades, em que os moços, com um tostão, poupam-se a fadiga de cem metros de caminho que deveriam fazer a pé, tomando os carros elétricos, ou o ascensor, para evitar a subida de quarenta degraus, não será demasiado insistir sobre a grande importância da vontade.
Multíplices são as causas que enervam a sensibilidade.
Muito poucas as que contribuem para tornar viril o jovem, dando-lhe a verdadeira robustez.
A sólida formação do carácter e a educação geral da vontade, é que se deveria ter em vista, para toda e qualquer formação dos jovens.
Que fazer de todos esses abúlicos, desses anêmicos, cujo sangue parece carecer de glóbulos vermelhos e abundar de leucócitos?
Convencei-vos de que o menino mais disciplinado, o que tivesse maiores prêmios no colégio e fosse mesmo presidente de Congregação e conquistasse, cada ano, o primeiro prêmio de comportamento, estaria terrivelmente exposto a fraquear, se lhe falhasse a vontade.
Não é verdade? A pureza, sendo uma luta, exige lutadores e não, para repetir uma celebre expressão, “franguinhos piedosos”. São delicadinhos e ternos os frangos, mas, não vedes? que papel desempenham nos combates?!…

quarta-feira, 22 de junho de 2016

15.ª Arma: o recurso ao médico / 16.ª Arma: o temor do contágio

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.

 

15.ª Arma: o recurso ao médico

Nas tentações impuras, não se hão de considerar só os fenômenos psicológicos mas é forçoso estudar também os fenômenos fisiológicos.
Em se tratando da alma, é o sacerdote que se há de acudir.
Quando se trata, porém, do corpo, é ao médico que é mister recorrer.
O médico, diz o Pe. Vermeersch, insistindo neste ponto, poderá, segundo os casos, tentar diversos remédios e processos: o emprego da cânfora, do bromuro, a hidroterapia, a lavagem local com água fria ou avinagrada, os meios adaptados para acalmar os nervos, compressas, cauterização, sugestão, etc.
Algumas vezes (dizemos algumas vezes…) poderá o médico recorrer, com proveito, ao hipnotismo.[1] Enfim ele indicará como convém tratar certas doenças características.
O que importa é consultar um médico consciencioso, que saiba aliar aos princípios, fundamentalmente religiosos, os requisitos para uma cura fisiológico-psicológica.[2]

16.ª Arma: o temor do contágio

Já o dissemos não se morre por se ter sido continente.
Por milhares, porém, se contam as vítimas da incontinência.
“Esta devassidão da mocidade é um imenso perigo para os rapazes que a ela se entregam”. (Dr. Perrier).
“Que de tristes histórias não ouvistes daqueles seres embrutecidos, daquelas heroínas arruinadas que, há pouco, corriam como vós, de festa em festa. Em que estado estão agora!” (Dr. Bourgeois. As paixões).
“De todas as coisas que, mais poderosamente, concorrem para abreviar a vida, não conheço outra cuja ação seja mais deletéria (a impureza) eque reúna em si, no mais alto grau, as propriedades antivitais”. (Hufeland).