domingo, 14 de abril de 2013

EFEITOS DA EUCARISTIA

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Igreja e seus mandamentos
por
Monsenhor Henrique Magalhães
Editora Vozes, 1946


EFEITOS DA EUCARISTIA
27 de Junho de 1940

            Vamos examinar hoje os efeitos do Sacramento da Eucaristia.
     O corpo e o sangue de Jesus Cristo, como Ele mesmo expressamente o declarou, constituem ali­mento precioso, indispensável a quem quiser “vi­ver”. Pois só terá a vida em si quem receber esse divino sacramento. — Trata-se, pois, de elemento indispensável à vida sobrenatural.
     Daí se conclui logicamente que, para participar do banquete eucarístico, é preciso estar em estado de graça. Pelo pecado mortal, a alma perde a vida sobrenatural: morre, portanto. Ora, ninguém ministra alimento aos mortos. Um cristão cuja al­ma está morta pelo pecado não pode comungar.
     Diz o apóstolo São Paulo: “Examine-se o homem, prove-se a si mesmo, e assim coma daque­le pão. Aquele que come e bebe indignamente, co­me e bebe a sua própria condenação” (1 Cor 11, 28-29). Não pode, pois, o homem, confiando no valor desse divino Sacramento, aproximar-se dele em estado de pecado grave. — Purifique-se primei­ro e venha à mesa sagrada. E o meio comum para se purificar é o Sacramento da penitência ou confissão, que oportunamente estudaremos.
     A Eucaristia aumenta a graça santificante — a primeira graça, fortalecendo a caridade para com Jesus Cristo e para com o próximo. “Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue, permanece em mim e eu nele”, disse Jesus. Se Ele permanece na alma, santifica-a; dá-lhe energias novas para vencer na luta contra o mal, anima-a nas horas dolorosas, consola-a nas amarguras, nas tristezas e nas lágrimas. Se as almas permane­cem em Jesus Cristo, sentem-se completamente sa­turadas do Seu divino amor, da verdadeira carida­de. “Todos nós que participamos do mesmo pão, tornamo-nos um só corpo” (1 Cor 10, 17) — diz o apóstolo São Paulo. O pão, em sua massa bem unida, compacta, é a imagem da fraternidade cristã.
     O divino alimento difere do alimento comum, em que este se assimila, transformando-se no orga­nismo animal. A Eucaristia, pelo contrário, trans­forma o homem em Jesus Cristo.

     Quantas vezes ouvimos observações severas contra pessoas que comungam e, — dizem os crí­ticos — são piores do que os outros que vivem afastados dos sacramentos! Em parte os censores tem razão. Há muito católico que dá mau exemplo, que não cumpre seus deveres, que é católico só de nome. Católico estilo colcha de retalhos, que faz da sua crença uma deplorável mistura de vá­rias crenças: um pouco de catolicismo, um pouco de espiritismo, um pouco de protestantismo... Como os católicos, confessam-se e comungam; como os espíritas, evocam os mortos e frequentam cen­tros espíritas; como os protestantes, não se subme­tem ao Papa, de quem falam mal até publicamen­te (1)... Nem faltam os que andam envolvidos em macumbas e feitiçarias!... — Tais católicos des­mantelados nunca poderão sentir o valor do pre­cioso alimento que é a Eucaristia, nem experimen­tar os seus efeitos divinais!

(1) Nota do blogue: É necessário submeter-se ao Papa desde que esse não determine algo contrário a Fé.
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