domingo, 30 de junho de 2013

EFEITOS DA CONFIRMAÇÃO

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Igreja e seus mandamentos
por
Monsenhor Henrique Magalhães
Editora Vozes, 1946

EFEITOS DA CONFIRMAÇÃO
12 de Junho de 1940

É duplo o efeito da Confirmação ou Crisma: a graça e o caráter. Graça para professar valorosamente a fé, por palavras e por obras. Não basta dizer “creio”. É indispensável agir como “crente”. A graça comunicada na Confirmação é, quanto à substância, a mesma que foi conferida aos apóstolos, no dia do Pentecostes. Nos apóstolos, o Espírito Santo produziu uma transformação de milagre. — De ignorantes que eram, tornam-se conhecedores de tudo quanto deviam comunicar aos milhares de ouvintes que a Providência divina lhes enviava. — De covardes que eram, mudam-se em intrépidos pregadores da verdade, afrontando as iras dos tiranos, não recuando nem diante das ameaças de martírios. — De tíbios que eram, já se mostram abrasados em ardente zelo pela glória de Deus. — Quanto a nós, o Espírito Santo comunica a força para combatermos os inimigos espirituais, especialmente os que impugnam a fé com cavilações, ameaças e zombarias. A Confirmação imprime no cristão batizado o caráter de soldado de Cristo. Caráter indelével — por isso, como o batismo, a Confirmação se recebe uma única vez.

A CONFIRMAÇÃO ATRAVÉS DA HISTÓRIA

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Igreja e seus mandamentos
por
Monsenhor Henrique Magalhães
Editora Vozes, 1946

A CONFIRMAÇÃO ATRAVÉS DA HISTÓRIA
11 de Junho de 1940

Estou tratando do Sacramento da Confirmação ou Crisma. Ontem falei sobre os textos da Sagrada Escritura, referentes à imposição das mãos para que, sobre o batizado, descesse o Espírito Santo. Terminei dizendo que trataria hoje da Confirmação sob o ponto de vista histórico.

No século II, há o testemunho de São Teófilo de Antioquia, que diz: “Somos chamados cristãos porque fomos ungidos com o óleo divino”[1]. — Harnack afirma erroneamente que a primeira vez que aparece a Confirmação depois do batismo é entre os gnósticos, no século segundo. Ora, os gnósticos se distinguiam por um espiritualismo exagerado, não sendo verossímil que inventassem a confirmação, pela unção na fronte.

Santo Irineu, falando a esse respeito diz: “Também os gnósticos ungem com bálsamo”[2]. En­tende-se logicamente, pelo modo como é conduzido o assunto, que cristãos e gnósticos crismavam, sendo opinião geral, entre os autores que os gnósticos, corrompendo os ritos, copiaram dos cristãos a prática do segundo sacramento.

CONFIRMAÇÃO

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Igreja e seus mandamentos
por
Monsenhor Henrique Magalhães
Editora Vozes, 1946

CONFIRMAÇÃO
10 de Junho de 1940

O nosso estudo de hoje versa sobre o Sacramento da Confirmação, ou Crisma — é a introdução. Teremos mais duas palestras sobre o assunto. Antes, porém, façamos uma breve recordação da matéria, num punhado de palavras. Na Confirmação observa-se o seguinte: — O Bispo estende as mãos sobre os confirmandos e invoca sobre eles o Espírito Santo; em seguida, unge-lhes a fronte com o óleo do crisma, orando ao mesmo tempo e impondo-lhes as mãos; deste modo recebe o cristão os dons do Espírito Santo e, em particular, a firmeza na fé.

Catecismo do Padre Spirago - Parte 3

Nota do blogue: Acompanhe essa transcrição AQUI.



1 – O catecismo

1. O que é o catecismo?

O catecismo é um livro que, com precisão e clareza, nos informa sobre o que devemos saber e fazer para entrarmos no céu. O catecismo é como um indicador de estrada; aponta o rumo do céu. É como uma jóia; pequenino, mas precioso. Um pregador de renome gostava de levar o catecismo consigo ao púlpito, e de lá assim falava ao povo: “Vede este livrinho: minúsculo, mas de ouro! Ele encerra todos os tesouros da sabedoria!”

2. A que pergunta capital responde o catecismo?

A CONFISSÃO


Apologética Católica com o Padre Júlio Maria de Lombaerde, + 1944
(Retirado do Livro "Luz nas Trevas - Respostas irrefutáveis as objeções protestantes".)


                Em 7° lugar, o crente pede um texto, que prove que os padres podem perdoar os pecados.
                Pois não; seguem-se aqui textos; porém espero que o amigo crente há de citar-me também um texto que prove que os padres não podem perdoar os pecados, um só... É pouca exigência, não é?...
                Certo de que o tal texto nunca será apresentado, eu vou já satisfazer o meu crente, e até além de seu pedido.

I.        O que é a confissão
       
        Que é a confissão? É um sacramento instituído por Jesus Cristo no qual o sacerdote, em nome de Deus, perdoa os pecados cometidos depois do batismo.
        Qualquer criança de catecismo sabe isso de cor.

sábado, 29 de junho de 2013

BATISMO QUANTO ANTES

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Igreja e seus mandamentos
por
Monsenhor Henrique Magalhães
Editora Vozes, 1946

BATISMO QUANTO ANTES
de Junho de 1940

O Batismo é necessário à salvação da alma, como já vimos. Os pais católicos, portanto, não devem protelar o batismo de seus filhos. O mais acertado, porque de acordo com a importância do Sacramento, é administrá-lo à criança dentro dos seus oito primeiros dias de vida. Entre nós o abuso de batizar crianças já crescidas está muito enraizado e difundido. Quantas vezes tenho eu visto pais envergonhados do espetáculo oferecido por seus filhos, levados à pia batismal com 3 e 4 anos de idade, gritando, protestando contra o sal e contra a água, esperneando furiosos, chamando a atenção dos que passam ou perturbando o silêncio do templo de Deus! Há os que esperam os padrinhos durante 5, 6 e mais anos. — Há poucos dias batizei eu um jovem de 18 anos, nessas condições. Só agora aparecera o padrinho...

EFEITOS DO BATISMO E SUA NECESSIDADE

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Igreja e seus mandamentos
por
Monsenhor Henrique Magalhães
Editora Vozes, 1946

EFEITOS DO BATISMO E SUA NECESSIDADE
de Junho de 1940

Vamos estudar hoje os efeitos do Batismo e a sua necessidade. Este sacramento destrói verdadeira e propriamente todos os pecados, tanto o original, como os atuais, anteriormente cometidos. São Pedro, como lemos nos Atos dos Apóstolos, diz expressamente: “Fazei penitência e cada um de vós se batize, para remissão dos pecados” (At 2, 38). Do mesmo modo fala Ananias a São Paulo: “Levanta-te, batiza-te, lava os teus pecados” (At 22, 16). São Paulo, por diversas vezes, afirma que, pelo Batismo, morremos para o pecado: “mortos para o pecado, diz ele, mas vivendo para Deus.” O Concílio de Florença nos ensina: O efeito deste Sacramento é a remissão de toda culpa original e atual, assim como, também, de toda pena.

MATÉRIA, FORMA E MINISTRO DO BATISMO

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Igreja e seus mandamentos
por
Monsenhor Henrique Magalhães
Editora Vozes, 1946

MATÉRIA, FORMA E MINISTRO DO BATISMO
de Junho de 1940

Sendo o sacramento um sinal sensível, há de haver sempre no sacramento alguma coisa que se veja, que seja percebida por algum sentido. É a matéria. No Batismo, o elemento sensível é a água natural. — Isto é de fé. Assim o definiu o Concílio de Trento. E as mesmas palavras de Jesus Cristo o indicam. “Todo aquele que não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no reino dos céus”. — É evidente que a água é indispensável na administração do Batismo. E água no texto de São João deve entender-se no sentido literal e não no metafórico. Pois o mesmo Evangelista, no capítulo 3.° do seu Evangelho, assim se exprime: “Dirigiu-se Jesus com seus discípulos para o território da Judeia, onde se demorou em companhia deles, batizando. Também João batizava ainda em Ennon, perto de Salim, por que havia aí muitas águas" ( Jo 3, 22-23).

BATISMO

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Igreja e seus mandamentos
por
Monsenhor Henrique Magalhães
Editora Vozes, 1946

BATISMO
de Junho de 1940

O Batismo é um sacramento instituído por Jesus Cristo, em virtude do qual, diz Spirago, se realiza o seguinte. “O batizado é lavado com água, sendo pronunciadas simultaneamente as palavras prescritas por Jesus Cristo; desta sorte o homem é purificado do pecado original e de todos os demais pecados e fica livre das penas merecidas por esses mesmos pecados; recebe a graça santificante, torna-se filho de Deus, herdeiro do céu e membro da Igreja.”[1]

SACRAMENTOS EM GERAL

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Igreja e seus mandamentos
por
Monsenhor Henrique Magalhães
Editora Vozes, 1946

SACRAMENTOS EM GERAL
de Junho de 1940

Começo hoje a estudar convosco os Sacramentos, em geral, ocupando o Batismo os outros dias da semana. A Igreja é uma sociedade sobrenatural. Fundada por Jesus Cristo, é a realização daquelas interessantes parábolas que o divino Mestre suavemente traçou narrando-as a ouvintes, multidões maravilhadas da sua eloquência e da profundeza de Sua doutrina convincente. O reino do céu é semelhante a um reino, a uma casa de família, a um festim, a um redil, a uma pescaria abundante, depois da qual é feita a seleção dos peixes... (Mt 22, 1-14; 21, 33-41; Lc 15, 11-32; Jo 10, 11-16; Mt 13, 47-50, etc). Sempre a idéia de sociedade — onde há de haver um rei, um pai, um pastor, um pescador... E tudo em relação aos destinos eternos da criatura racional, que tem em Deus o seu fim último.

O PAPA, SUCESSOR DE S. PEDRO


Apologética Católica com o Padre Júlio Maria de Lombaerde, + 1944
(Retirado do Livro "Luz nas Trevas - Respostas irrefutáveis as objeções protestantes".)



                A sexta objeção de tal crente é a de provar que o papa é vigário de Cristo e sucessor de S. Pedro. Nada mais fácil. Não somente um texto, caro crente, mas muitos textos posso citar-lhe em abono desta verdade. Vou provar-lhe claramente, pela história, pelo bom-senso e pela Sagrada Escritura, que o papa é o sucessor legítimo e verdadeiro de S. Pedro e, como tal, depositário de toda primazia, autoridade e poder do mesmo S. Pedro. E depois de ler estas provas, se o amigo tiver sinceridade e bom-senso, será obrigado a reconhecer a verdade provada.

I. Transmissão do poder

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Pensamento da noite de 28/06/2013


Beijo a esponja encostada aos Vossos lábios incontaminados, 
com que a amargura da transgressão 
me foi transformada em doçura.

Tivesse podido eu degustar aquele fel, 
que dulcíssimo alimento não teria sido!

Tivesse podido eu tomar o vinagre, 
que bebida agradável!

Aquela coroa de espinhos 
teria sido para mim um diadema régio.

Aquelas cusparadas 
me teriam ornado como esplêndidas pérolas.

Aquelas zombarias 
me teriam ornado como sinal de profundo obséquio.

Aquelas bofetadas 
me teriam glorificado como o prestígio mais alto.

Eu Vos beijo, Senhor, 
e a Vossa paixão é o meu orgulho.

Jorge de Nicomedia - (séc. IX)

Conselhos sobre vocação (para meninos de 12 a 18 anos) - Parte 11

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

CONSELHOS SOBRE A VOCAÇÃO

CAPÍTULO II 
ESTUDO DA VOCAÇÃO 

Padre J. Guibert
(Superior do Seminário do Instituto Católico de Paris)
edição de 1937


SINAIS DE PROVÁVEL IDONEIDADE         

Eis alguns sinais de provável idoneidade para a vida religiosa ou sacerdotal:

1.º Sentir inclinação para a vida religiosa ou sacerdotal, em geral, vagamente;

2.º Pensar frequentes vezes na necessidade de fugir do mundo a fim de salvar a alma;

3.º Uma suave inclinação para a virtude da castidade, embora acompanhada de tentações contrárias em vários casos, pois a história mostra inúmeros santos que alcançaram grandes vitórias somente depois de terríveis lutas;

Catecismo do Padre Spirago - Parte 4

Nota do blogue: Acompanhe essa transcrição AQUI.



O conhecimento de Deus

1. Como chegamos ao conhecimento de Deus?

Chegamos ao conhecimento de Deus em parte pelas cosias criadas, e com maior clareza pela revelação divina. Do mundo visível podemos concluir p. ex. para o grande poder, para a sabedoria, bondade e beleza de Deus. Por aí não obteremos, contudo, um conhecimento nítido. Assim como de uma bela pintura que vejo posso concluir para a habilidade do pintor; não, porém, para a sua idade, ascendência ou nome, a menos que antecipadamente nos comunicassem, do mesmo modo precisamos também da revelação divina para conhecermos a Deus. – O conhecimento mais nítido de Deus será no céu. Na terra só vemos a Deus como em figura; os habitantes do céu, porém, contemplam-nO face a face.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O CRISTÃO-REI

Nota do blogue: Acompanhar esse Especial AQUI. Com esse post encerro a transcrição desse livro. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
Cônego Júlio Antônio dos Santos
O Crucifixo, meu livro de estudos - 1950

O CRISTÃO-REI


1- Realeza perdida e restaurada em Cristo: o Batismo

Jesus Cristo quis que todos os homens fossem revestidos da Sua dignidade real e, por isso, instituiu o sacramento do Batismo para fazermos parte da Sua Igreja, que é o Seu reino na terra, para depois gozarmos no Seu reino do Céu. "Se alguém, diz nosso Senhor, não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus". (Jo. III, 5)

2- Dignidade real do cristão

Cristo-Rei

Nota do blogue: Acompanhar esse Especial AQUI.
Cônego Júlio Antônio dos Santos
O Crucifixo, meu livro de estudos - 1950

Cristo-Rei

1. — O homem-rei.
2. — Cristo Rei.
3. — O cristão-rei.

1 — Christus vincit: Cristo triunfa. —Jesus Cristo ressuscitado, venceu o pecado, o sofrimento, a morte, e triunfa dos Seus inimigos.

2—Christus regnat: Cristo reina. —Jesus Cristo reina pela Cruz. A Sua Cruz domina o mundo. O glorioso exército dos Seus Apóstolos missionários maneja uma arma sempre invencível— a arma do Evangelho — arvora uma bandeira sempre triunfante — a bandeira da Cruz.

3 — Christus imperat: Cristo impera. — Cristo continua a dar as Suas ordens ao mundo.

O seu órgão transmissor é a Sua Igreja a quem disse na pessoa dos Seus Apóstolos: «Assim como meu Pai me enviou assim eu vos envio com o tríplice poder divino: poder de governo, poder de ensino e poder de santificação».

Noção de realeza

Exercícios Espirituais para Crianças - A Morte (Final)

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.
Fr. Manuel Sancho, 
Exercícios Espirituais para Crianças
1955

PARTE PRIMEIRA
A conversão da vida do pecado à vida da graça
(Vida Purgativa. — 1.ª semana)


4. — Que é, além disto, a morte? É a separação da alma e do corpo. Com a morte, não só deixamos as coisas e pessoas que mais amamos, como também a alma deixa o corpo, companhia tão antiga e tão cara; e, ao se separarem, os dois tremem de angústia, o corpo porque vai converter-se em cadáver que os vermes comerão; a alma, porque do outro lado da morte a espera Jesus Cristo para julgá-la e lhe dar um céu para sempre, se ela é boa, ou um inferno, se é má. Terrível alternativa! Terrível pavor o da alma nesse transe! — Que será de mim? — dirá então o menino díscolo e desobediente. — Como comparecerei perante Jesus Cristo, que me espera para me julgar? — Então aparecer-lhe-ão ao vivo todos os pecados, todas as impurezas, todas as maldades e desobediências... Então vos lembrareis destas exortações que vos dirijo, e direis: “Oxalá as houvéssemos aproveitado! Oxalá tivéssemos feito naqueles exercícios uma boa confissão! Oxalá tivéssemos comungado com frequência e fugido do pecado e das más companhias como da peste! — Pois agora, meus filhos, é a ocasião, agora é o tempo de vos converterdes a Deus, de fazerdes uma boa confissão, tirando por ela os pecados que vos impedem a consecução do vosso fim último, que é a fruição de Deus.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Conselhos sobre vocação (para meninos de 12 a 18 anos) - Parte 10

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

CONSELHOS SOBRE A VOCAÇÃO

CAPÍTULO II 
ESTUDO DA VOCAÇÃO 

Padre J. Guibert
(Superior do Seminário do Instituto Católico de Paris)
edição de 1937


A vocação segundo o Direito Canônico

58. — Doutrina de Roma sobre a vocação. — Em 1910, o cônego Lahitton, da diocese de Dax, na França, publicou um livro de alta importância sobre a vocação sacerdotal ou religiosa. Após certa polêmica, este livro foi examinado por Roma e aprovado com grande louvor. Baseando-se na Escritura e na tradição, o digno teólogo afirmou as três teses seguintes:

1.º Antes de ser o seminarista chamado pelo Bispo para receber a ordenação sacerdotal, nenhum direito tinha a ela, por mais que lhe dissessem os confessores ter ele vocação ab eterno;

Catecismo do Padre Spirago - Parte 5

Nota do blogue: Acompanhe essa transcrição AQUI.



Revelação divina.

1. O que é revelação divina?

A revelação divina são as comunicações que Deus fez em extraordinário, no decorrer dos tempos, sobre si e sobre as suas obras. Exemplos de tais revelações: Deus falou a Noé e enviou-o a seus contemporâneos; esteve com Abraão em forma humana acompanhado de dois anjos; interpelou Moisés no seio da sarça ardente; falou aos israelitas do alto do monte Sinai; enviou o arcanjo S. Rafael a Tobias; mandou anjos aos pastores nos campos de Belém; falou a Saulo, perseguidor dos cristãos às portas de Damasco, etc. A revelação mais importante é a que fez o Filho de Deus. Chama-se, geralmente, sobrenatural a revelação divina, porque Deus se revela também de modo natural, isto é, pela natureza. Assim chama-se natural a revelação de Deus pela criação.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Exercícios Espirituais para Crianças - A Morte (Primeira Parte)

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.
Fr. Manuel Sancho, 
Exercícios Espirituais para Crianças
1955

PARTE PRIMEIRA
A conversão da vida do pecado à vida da graça
(Vida Purgativa. — 1.ª semana)


A MORTE

1. A morte é certíssima e é castigo do pecado — 2. É término dos prazeres da vida. — 3. — O que é a morte. — 4. O temor das contas. 5. Propriedades da morte. — 6. O juízo particular que segue a morte.

1. — Terrível mal é o pecado: creio que já haveis meditado profundamente esta verdade. Uma das consequências do pecado original é a morte. Se Adão e Eva não houvessem pecado, teriam vivido, por graça, imortais; pecaram comendo do fruto proibido, e ficaram sujeitos a morrer, e todos os seus descendentes a morrer do mesmo modo que eles. Quanta gente tem morrido desde o princípio do mundo! E quanta ainda há de morrer! Se pudéssemos reunir todos os corpos mortos, que montão de cadáveres não cobriria a face da terra! Oh! pecado, que terrível mal és, já que tal mortandade produzes!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Catecismo do Padre Spirago - Parte 6

Nota do blogue: Acompanhe essa transcrição AQUI.



A sagrada Escritura ou Bíblia

1. O que é a Sagrada Escritura?

A s. Escritura, ou Bíblia, são 72 livros que encerram a palavra de Deus e foram escritos parte antes, parte depois de Jesus Cristo, por homens divinamente iluminados sob o impulso e a inspiração do Espírito Santo. A Sagrada Escritura é como uma mensagem de Deus aos homens. Até hoje ela não foi alterada, nem de leve; isto se prova comparando a nossa bíblia com as mais antigas cópias e versões que dela existem, e confrontando-a com a dos judeus. Assim como Deus cuidou que a luz do Sol no decorrer dos milênios não diminuísse, assim também conservou integra até hoje a luz espiritual depositada nos sagrados livros. A “História Sagrada” usada nas escolas é uma seleção de trechos tirados da Bíblia.

Graça atual - Primeira parte

Nota do blogue: Acompanhar esse Especial AQUI.
Cônego Júlio Antônio dos Santos
O Crucifixo, meu livro de estudos - 1950

2 — Graça atual

Que é a graça atual?

É um auxílio intrínseco, sobrenatural, transitório pelo qual Deus excita, move e sustenta as nossas faculdades para produzir atos sobrenaturais.

1.º Auxílio.—Auxílio quer dizer um apoio, uma ajuda dada ou prestada a alguém para conseguir um efeito impossível ou difícil de produzir por si mesmo. A noção do auxílio supõe, pois, na pessoa ou coisa que recebe o auxílio, potências de ação. É o que se dá com a graça atual.

2.º Auxílio intrínseco. — O auxílio pode exercer a sua influência ou imediatamente ou mediatamente sobre as faculdades. Por exemplo: Uma pessoa vê mal, tem má vista, deseja um auxílio para ver melhor; se o auxílio empregado opera imediatamente sobre os nervos ópticos para lhe dar uma potência visual mais considerável, este auxílio é chamado intrínseco porque penetra intus, na potência de ação; se o auxílio consiste em pôr lunetas diante dos olhos, este auxílio, não operando imediatamente sobre o princípio visual, é chamado extrínseco porque fica extra, fora da potência. A graça atual, propriamente dita, é um socorro intrínseco porque opera imediatamente sobre as nossas faculdades.

domingo, 23 de junho de 2013

Catecismo do Padre Spirago - Parte 7

Nota do blogue: Acompanhe essa transcrição AQUI.




Milagres e Profecias

O que é milagre?

Milagre é uma obra extraordinária, impossível de ser provocada mediante as energias da natureza, mas realizável só pela onipotência de Deus.

Fenômenos extraordinários são p. ex. a farta Morgana, a miragem, a luz polar, o próprio arco-íris e particularmente muitas das invenções modernas. Mas, todas estas são realizáveis pelas energias naturais, coisa que não se dá com o milagre, como p. ex. o da ressurreição de um morto.

Para que permite Deus que sucedam milagres?

UM RAIO DO CÉU

Nota do blogue: Agradeço ao amigo e leitor Fabrício pelo envio do texto. Deus lhe pague. 


Padre Júlio Maria de Lombaerde


Raios do céu... não são eles necessários para a nossa pobre terra? Ela é tão fria... tão gelada! (...) e o que a faz resplandecer, o que a anima é o raio do sol. Nossa alma, imagem do mundo exterior, necessita também de um raio de sol, dum raio do céu. A bondade, a doçura, a amabilidade não serão um raio do céu? Deus é a bondade por essência. O grande preceito que consideramos precedentemente é o gerador desta bondade, desta amabilidade que transfigura os sofrimentos da vida. Estudando a Sagrada Família, uma das primeiras virtudes que desperta a nossa atenção é a doçura, é a amabilidade de cada uma das augustas pessoas que a compõem.

sábado, 22 de junho de 2013

Conselhos sobre vocação (para meninos de 12 a 18 anos) - Parte 9

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

CONSELHOS SOBRE A VOCAÇÃO

CAPÍTULO II 
ESTUDO DA VOCAÇÃO 

Padre J. Guibert
(Superior do Seminário do Instituto Católico de Paris)
edição de 1937


A aptidão

52. — Desejais a vida religiosa. Vosso atrativo é nítido, constante, sobrenatural, provado; numa palavra, tendes intenção reta: é um primeiro sinal de vocação. Para determinar-vos, um segundo sinal é necessário, a aptidão ou idoneidade. Por esta palavra de aptidão, entendem-se as disposições indispensáveis para desempenhar as obrigações da vida religiosa. Com efeito, entendereis sem custo que as comunidades, assim como o clero, não são asilos onde vão abrigar-se as pessoas incapazes de criar-se uma posição. São outras tantas legiões ou falanges, que formam, juntas, o grande exército católico e nas quais ninguém entra senão para ser valente soldado e ocupar um posto de honra nos combates. Antes de alistar-se nesta milícia, cada um deve examinar suas forças e sua coragem e verificar se é capaz de ser um bom soldado de Jesus Cristo.

São Pedro em Roma


Apologética Católica com o Padre Júlio Maria de Lombaerde, + 1944
(Retirado do Livro "Luz nas Trevas - Respostas irrefutáveis as objeções protestantes".)



                O bom crente pede em 5.º lugar um texto que prove que S. Pedro foi bispo de Roma. Muito bem! Em troca, eu peço ao crente um texto que prove que S. Pedro não foi bispo em Roma (gratis affirmatur; gratis negatur), porque o que afirma sem prova é refutado  sem prova.
                Além disso, peço também um texto que prove que Lutero esteve na Alemanha – que foi padre, apóstata, amasiado e pai dos protestantes. Procure bem este texto, sim?
                Responderá talvez o crente que tais fatos provam-se pela história, e não pela Bíblia, e diria bem, apesar de protestante. Sim, as verdades histórias devem ser demonstradas pela história.
                Se meu crente tivesse refletido um pouco, teria compreendido logo que a presença de uma pessoa num lugar, sua ação, sua influência, é antes de tudo um fato histórico que se deve provar pelos historiadores e não pela Bíblia.
                Eu podia limitar-me a esta prova geral, entretanto quero não somente responder ao seu “desafio”, mas quero ainda mostrar perante todos a ignorância supina, a má fé e a falsidade dos protestantes. Para isso provarei a estadia de S. Pedro em Roma, pela história e pela Sagrada Escritura.
                Peço ao amigo crente depor um instante seus preconceitos e seu ódio sectário, pra seguir a argumentação, e depois criar coragem de reconhecer a verdade que brilhará a seus olhos, qual meio-dia.
                S. Pedro esteve em Roma, foi o primeiro bispo em Roma – e morreu martirizado em Roma. Eis três verdades que vou provar, tanto histórica como biblicamente.

I. Prova histórica
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