segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

ALERTA! - Parte X (Final)

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A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.


10.º Princípio: a responsabilidade

Defende-se, por vezes, a irresponsabilidade da ação impura[1] pretextando que o homem perde a sua liberdade, durante a hipnose sensual. Ousa-se afirmar: a tentação torna-se irresistível pela violência do atrativo. O que é reconhecida por todos, assim Clemente de Alexandria, confessa que “o homem é arrancado com violência do próprio homem”, e modernamente P. Bourget, que n’O Discípulo escreve: “Esta embriaguez que de nós se apodera como a de um vinho generoso”. Assim objetam.
Não esqueçamos, porém, que a sedução não é fatalidade, que no homem a par da influência sofrida há também um princípio de reação, o livre arbítrio, cujo é, como propriedade e essência, o poder de resistir.
O homem domou os animais.
Domou a terra ingrata e lhe impôs as messes.

14 — Uma bela vitória sobre as tentações é premiada pelos Santos Anjos

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14 — Uma bela vitória sobre as tentações
é premiada pelos Santos Anjos
 

É S. Tomás de Aquino, sem dúvida, um dos maiores doutores da Igreja. A sua inteligência clara e penetrante, assim como a heroica integridade da virtude da pureza, que lhe perfuma a personalidade, lhe valeram o cognome de Angélico.
A sua mente, desde a mais tenra idade preocupou-se com os problemas da vida sobrenatural. “Mamãe, perguntava ele ainda criancinha, que é Deus?…” — Mais tarde, compreendendo que Deus é o autor da vida, e que só a vida divina é a vida verdadeira, resolveu viver somente para esta vida divina, que nos é dada no batismo, e que nos faz filhos de Deus. Por isto, pensava em fazer-se religioso e em entrar na ordem do glorioso patriarca S. Domingos. Mas assim não pensavam os pais. Tomás era uma inteligência brilhante, e podia ser, no mundo, a grande glória da casa dos Aquinos.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

ALERTA! - Parte IX

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A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.


9.º Princípio

Distribuição das causas.
Certas causas de efeitos lascivos são essencialmente más; outras, porém, não o são, a não ser em determinadas circunstâncias.
São essencialmente más as coisas, que por sua própria natureza são diretamente uma provocação grave ao vício.
Outras causas não são intrinsecamente más, tornam-se, porém, condenáveis em determinadas condições; de tal modo o mesmo ato será bom ou mau segundo as circunstâncias.
Por exemplo, “aquele olhar, será pecado mortal?”
É mister distinguir: deu-se de perto, ou de longe? de passagem ou demoradamente? por mera curiosidade ou com intenção perversa?

13 — Bondade usada pelos Anjos para com as almas inocentes

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13 — Bondade usada pelos Anjos para com as almas inocentes 

É bem claro que os Anjos não escapam à regra geral, amamos de preferência e com mais ternura e espontaneidade aos que se nos semelham.
Uma criatura verdadeiramente angélica, verdadeiro Anjo em carne mortal foi santa Rosa de Lima. E, para glória da nação peruana, foi ela a primeira flor de santidade que germinou em terras de América Meridional.
Era ainda criança quando resolveu construir uma celazinha para recolher-se em oração, penitência e meditação das coisas celestes. Ora, uma noite, quando orava no seu pequenino oratório, subitamente se viu desamparada de forças, e como a desfalecer. Obrigada a deixar a cela, que ficava no jardim, correu à casa para junto de sua Mãe. Vendo-a esta, assim pálida e aflita, mandou a criada que fosse imediatamente comprar algum chocolate e que o preparasse para Rosa.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

ALERTA! - Parte VIII

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A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.


8.º Princípio: O 6.º mandamento de Deus

Como devemos interpretar esta sentença: na impureza “não há parvidade de matéria?”
É necessário, para não se formar uma consciência errônea, compreender bem este aforismo, segundo os teólogos o explicam.
Em primeiro lugar pode acontecer que, sendo a matéria grave, não o seja a culpa, porque o pecado mortal, além do elemento de matéria grave, requer duas outras condições: perfeita deliberação e inteiro consentimento.
E assim em muitos casos haverá somente “matéria” de pecado mortal, mas não pecado mortal efetivo; ou, se quiserdes, haverá pecado mortal só “material” mas não “formal”.

12 — Lições de sublime santidade dadas pelo Santo Anjo da Guarda

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12 — Lições de sublime santidade
dadas pelo Santo Anjo da Guarda
 

Estas lições de santidade são a continuação das que lemos no capítulo precedente. São, portanto, também, extraídas da vida da santa penitente, Margarida de Cortona.
“Mostra-me, disse um dia ela ao seu Anjo da Guarda, mostra-me com que sinais podemos conhecer os virtuosos e perfeitos amigos de Deus.” — Respondeu-lhe o Anjo: “Os perfeitos amigos de Deus são os que têm o coração inteiramente desapegado das coisas criadas e o têm unido unicamente a Deus, suspirando por Ele, dia e noite, com todo o ímpeto do seu coração.”
— E quais são, ajuntou a santa, as virtudes que lhe são próprias?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Bondade dos santos anjos para com os pecadores sinceramente arrependidos

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11 Bondade dos santos anjos para
com os pecadores sinceramente arrependidos
 

São os santos anjos que movem as almas pecadoras a arrepender-se de seus desvarios e a voltar ao bom caminho. São eles, igualmente, que lhes dão forças para que resistam ao demônio, enfurecido pelo propósito que tomam as almas arrependidas de tornar ao caminho do céu, isto e à obediência aos mandamentos de Deus.
Belo exemplo disto extraímos da vida de santa Margarida de Cortona.
Estava, um dia, rezando pelos pecadores a grande santa — que também havia sido grande pecadora — quando lhe apareceu Jesus Cristo e lhe disse que o seu divino Coração era sumamente desejoso de sua conversão e que estava pronto a perdoar-lhe. “Também os meus anjos, assim falou o piedosíssimo Redentor, são por mim enviados em sua ajuda, e com frequentes impulsos os incitam a abandonar o pecado e a detestá-lo.”

ALERTA! - Parte VII

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A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.


7.º Princípio

“E estas tentações assaltam-me, de preferência, antes da Sagrada Comunhão.
O fenômeno é muito frequente”.
Explica-se, antes de tudo por uma causa natural. De manhã, conservando o espírito toda a sua energia e não estando a imaginação ainda fatigada, estão ambos em grande atividade. As faculdades têm então a sua máxima plasticidade. Além disto o demônio, conhecendo perfeitamente que a comunhão é o grande meio de santificação, põe todo o empenho, para nos arredar dela, dizendo: “Como! terás a ousadia de receber o teu Deus nesta alma, toda cheia de desejos impuros e manchada de tais vilanias…?”
Abster-se da Comunhão, quando não se consentiu no mal, é ceder covardemente às insídias do demônio.
— “Às vezes, porém, antes da Sagrada Comunhão, não se tem certeza de se haver ou não consentido. Que norma convém então seguir?”

sábado, 20 de fevereiro de 2016

As lágrimas dos penitentes são as delícias dos Santos Anjos/ Bondade dos santos anjos para com os pecadores sinceramente arrependidos

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10 As lágrimas dos penitentes são
as delícias dos Santos Anjos
 

Quase não há passo, na vida dos santos monges e anacoretas do deserto, que floresceram no IV e V século, em que não se encontrem exemplos de amorosa solicitude dos santos Anjos.
O exemplo que referiremos é tirado da vida de S. Paulo, cognominado o Simples.
Foi ele um dos principais discípulos do grande S. Antão. E foi tão aproveitado que mereceu, em prêmio de sua humildade e sincera obediência, entre outros grandes favores de Deus, o de ver o santo Anjo da Guarda ao lado de cada um dos fiéis que entravam na igreja.
Um dia ele viu entrar um homem de destaque, do lugar, e sua comitiva. Eram os seus Anjos de aspecto alegre e festivo. Um, porém, trazia a tristeza estampada no rosto e de longe seguia o seu cliente. Via-se-lhe também ao lado o demônio. Ébrio de satânica alegria, travara fortemente do seu braço.
Começou, então o santo a derramar copiosas lágrimas e a implorar com altos gemidos a divina misericórdia. E foi ouvido.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Os santos Anjos, ajuda e conforto dos Mártires

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9 Os santos Anjos, ajuda e conforto dos Mártires 

São ilustres testemunhos, as atas dos santos Mártires, de quanto sejam eles poderosos e de quanto se empenhem em nos valer com sua poderosa ajuda.
Eram os santos Anjos da Guarda que davam aos santos Mártires aquela valentia com que enfrentavam os tiranos e superavam os tormentos inventados para fazê-los fraquear.
Citemos, entre muitos, o exemplo de S. Vicente, mártir do século IV, grandemente celebrado por Prudêncio, célebre poeta sacro, assim como por santo Agostinho.
Foi, primeiramente, teatro do seu martírio, a cidade de Saragoça, na Espanha, e em seguida a de Valença, cidade também espanhola.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O santo Anjo da Guarda — protetor da virgindade

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8 — O santo Anjo da Guarda
protetor da virgindade
 

São as santas Virgens um dos mais belos ornamentos da santa Igreja Católica. Mas ainda mais esplendidamente a adornam as Virgens que ao mesmo tempo que são Virgens são também mártires.
Dentre estas, há algumas de que todo dia se faz menção na santa Missa, a saber: santa Ágata, santa Luzia, santa Inês, e santa Cecília.
Ora, percorrendo as atas de sua santa vida e martírio, vemos que quase todas atribuíam a ilibada candura de sua virgindade em meio aos perigos da vida, à eficaz proteção do seu santo Anjo da Guarda.
“Tenho comigo, dizia a santa virgenzinha Inês, o Anjo do Senhor, guarda do meu corpo.” — “Se me condenares ao fogo, assim respondeu S. Ágata ao juiz, os Anjos lhe mitigarão os ardores com o suave orvalho do céu.”[1]

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

O Anjo da Guarda nos protege contra os perigos da alma/Indústria do Santo Anjo da Guarda para conduzir à fé o seu cliente

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6 — O Anjo da Guarda nos protege contra os perigos da alma 

Mais importante é a alma que o corpo. Mais graves, portanto, são os perigos daquela que os deste. Livrando-nos os anjos dos perigos do corpo, não podem deixar de nos proteger contra os da alma e de deles nos livrar.
Ora, os males da alma, que são os pecados, dependem em geral da nossa vontade. Por isto o trabalho do santo Anjo é todo interior — são moções e inspirações que nos falam no íntimo.
Há casos, entretanto, em que sem culpa nossa nos vemos de súbito no perigo. Então ou o santo anjo nos infunde a coragem e a força necessárias para sairmos ilesos, ou então procura afastar-nos dele de modo mais ou menos manifesto.
Na vida do Cardeal Carlos de Principi Odescalchi encontramos um belo exemplo disto. Carlos Odescalchi nasceu em Roma a 5 de março de 1785, e morreu religioso jesuíta, aí pela metade do século passado, na cidade de Módena. Foi um homem de eminente virtude. De todo desapegado dos bens deste mundo, renunciou primeiramente às riquezas de sua principesca família para fazer-se eclesiástico, e depois ao esplendor da púrpura cardinalícia, e à alta dignidade de Vigário Pontifício, para fazer-se pobre e escondido religioso de S. Inácio de Loiola. O exemplo a que nos referimos é o seguinte.
Dezessete anos apenas, era a idade que então tinha Carlos, e se achava em Viena, de visita aos principais e célebres monumentos dessa então imperial cidade. Percorria, pois, museus e pinacotecas à cata de instrução e das elevadas emoções que nos proporcionam as obras de arte. Foi precisamente numa dessas pinacotecas que se deu o que vamos narrando.
Estava para passar de um compartimento do edifício a outro, quando se lhe apresenta um belíssimo jovem e o detém, indicando-lhe a que tome outra direção. Em seguida desapareceu, tal como se se tivesse diluído no ar.
Deteve-se Carlos e tornou atrás, impressionado com o que acabava de acontecer. Encontrou-se, então, com um dos guardas da pinacoteca e lhe perguntou se sabia que é que se expunha em tal sala que se achava em tal parte do edifício… O guarda respondeu que sim. As obras que ali se achavam eram grandemente obscenas.
Mais tarde contou aos seus íntimos o horror que então sentira pelo perigo que correra e como se lhe enchera o ânimo de reconhecimento pelo santo Anjo da Guarda, que sob forma daquele jovem, dizia ele, lhe havia aparecido.
Cresceu-lhe ainda mais, de então em diante, a devoção para com o seu celeste protetor. Mais frequentemente, de então em diante, implorava a sua ajuda, e sobretudo nas viagens lhe rogava quisesse protegê-lo e livrá-lo de todo perigo de alma e do corpo. 

7 — Indústria do Santo Anjo da Guarda
para conduzir à fé o seu cliente

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Os Anjos, guardas da inocência/ Os Anjos nos salvam dos perigos do corpo

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4 — Os Anjos, guardas da inocência 

S. Policarpo nasceu cerca do ano 70 da nossa era, foi discípulo do apóstolo S. João, e por ele foi sagrado bispo de Esmirna.
Ainda bem criancinha faltaram-lhe seus pais, e assim se viu a pobre criança sem quem tomasse a seu cargo a sua educação.
Ora bem, sabia-o o seu santo Anjo da Guarda em tal conjuntura e, com o prodígio que vamos narrar, lhe deu o de que necessitava.
Morava na cidade de Esmirna uma piedosa senhora, de nome Calista. Foi ela a escolhida pelo santo Anjo. Apareceu-lhe e lhe disse: “levanta-te e vai à porta chamada de Éfeso, onde verás entrar uma criancinha em companhia de dois homens. Perguntar-lhes-ás se querem vender o rapazito, e eles te dirão que sim. Desembolsarás, então a soma pedida, conduzirás à tua casa o menino, e adotando-o por filho, o educarás com maternal amor na piedade e santo temor de Deus.
Mais que depressa se dirigiu a boa matrona à dita porta e, encontrando a Policarpo, levou-o para casa e tratou de educá-lo. Por sua parte correspondeu Policarpo a seus maternais cuidados, e com o andar dos anos se tornou eminente em sapiência e virtude.
Ora, um dia — Policarpo já era então um mocinho — teve Calista que ausentar-se por algum tempo de Esmirna. Ao partir chamou o filho adotivo e lhe confiou a guarda de toda a sua casa: tanto ela o estimava e tanto nele confiava!
O bom rapazinho, que prestara atentos ouvidos a quanto lhe ensinara a sua protetora sobre a caridade para com os pobres, apenas viu em suas mãos tão numerosos bens, começou a distribuir pelos pobres tantas esmolas que em breve acabaram-se o trigo e vinho e óleo, e quanto havia em casa para o sustento da família.
Ora os criados da casa viam tanta generosidade com maus olhos. Por isto, apenas de volta Calista, foram-no acusar perante ela de pródigo e esbanjador dos bens da casa. “Esse moço, disseram-lhe eles, a que deixaste no governo da casa de preferência aos teus velhos servidores, acabou, de tolo que é, com tudo o que havia!”
Ouvindo isto, Calista chamou Policarpo. Em seguida, com ar carrancudo dirigiu-se à dispensa, e ordenou que lhe abrisse a porta. Queria, por assim dizer, convencer ao delinquente do seu erro no próprio local do delito.
O pobre Policarpo não proferiu palavra. Desceu depressa à dispensa e ai prostrando-se por terra, fez a Deus esta bela oração: “Ó Pai celeste, que por virtude do teu profeta Elias enchestes o vaso de farinha e o odre de óleo da viúva de Sarepta, mandai que o vosso anjo renove em meu favor o mesmo milagre! Peço-o em nome do vosso diletíssimo Filho Jesus Cristo.”
Foi ouvida esta oração. Agradou a Deus tanta fé e simplicidade. Em um instante encheram-se os vasos de óleo e de vinho, e os sacos se encheram de trigo.
Ora, sobreveio Calista, e viu que quanto lhe haviam contado os seus criados tudo era falso. Indignada ameaçou-os com severos castigos, mas interveio Policarpo: “não te irrites, disse-lhe ele, e nem castigues aos teus servos. Não foi por mal que o fiz, mas a verdade é que tudo eu havia dado aos pobrezinhos que me batiam à porta. Deus, portanto, Pai do bendito Senhor Jesus Cristo, serviu-se de mim para saciar os famintos, e ao mesmo tempo tudo te restituiu por ministério do seu santo Anjo, para que possas continuar no teu santo costume de dar esmolas.”
A tais palavras a piedosa Calista mal reprimia as lágrimas, maravilhada pelo que via, e toda possuída de emoção, pois abrigava em sua casa um verdadeiro santo de Deus (Bolandistas, 26 de Jan.). 

5 — Os Anjos nos salvam dos perigos do corpo

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Os Anjos guardas dos templos/ Os Anjos, guardas das comunidades

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2 — Os Anjos guardas dos templos 

S. Nilo, o Grande, escritor dos feitos de S. João Crisóstomo e contemporâneo seu, refere o seguinte o fato, que transcrevemos quase que na íntegra.
O admirável e santo bispo João Crisóstomo, luminar da Igreja bizantina, ou melhor, da Igreja Universal, tinha, por tal forma aguçados os olhos do espírito, que via com frequência e em diversas horas, cheia a sua igreja de anjos do céu, ocupados em guardá-la, principalmente durante o incruento sacrifício da Missa. Maravilhado diante de tão consolador espetáculo, narrou-o refleto de alegria, a alguns de seus amigos íntimos.
“Apenas começa o sacerdote o sacrossanto rito, dizia ele, logo baixam das alturas multidões de espíritos bem-aventurados. Vestem candidíssima roupagem e trazem os pés descalços. Junto do altar eles se dispõem em círculo, e com grande veneração, sossego e silêncio, assistem de fronte inclinada ao tremendo mistério. Chegado o momento da comunhão, cercam reverentes o bispo, os sacerdotes, os diáconos que distribuem aos fiéis o precioso Corpo e Sangue do Salvador.”
Quis escrever estas coisas, ajunta S. Nilo, para que se veja com que modéstia e com que grande reverência devemos estar nas igrejas, principalmente quando sobre os altares se oferece ao Altíssimo a Hóstia pacífica de propiciação — (Lib. II in epist. CCXCIV. ad Anastasium episc.).
Outro escritor da vida do mesmo santo, Paládio, conta que, condenado o santo doutor ao exílio, não quis partir sem primeiro despedir-se do anjo de sua igreja. “Ao partir de sua diocese, diz ele, disse aos bispos que o acompanhavam: vinde, rezemos, e despeçamo-nos do anjo que preside a igreja.” E ajunta que com o seu bispo partiu o anjo daquela igreja, mal sofrendo a solidão e o abandono da mesma: una cum eo egressus est Angelus Ecclesiae, solitudinem Ecclesiae non ferens. (Bolandistas, 14 de IX). 

3 — Os Anjos, guardas das comunidades

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Aparição de S. Miguel Arcanjo no Monte Gargano

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1 — Aparição de S. Miguel Arcanjo no Monte Gargano 

Tanto na Sinagoga, dos Judeus, como na Igreja Católica é reconhecido S. Miguel Arcanjo como especial protetor e guarda, tal como se lê no livro oficial de orações dos sacerdotes — o breviário (dia 8 de maio). Devemo-lo portanto, reconhecer, como nosso insigne e assíduo patrono.
A Santa Igreja várias vezes o invoca, em suas orações, durante o dia. E nós, como filhos seus dóceis ao ensinamento dos seus exemplos, igualmente lhe devemos prestar cotidianamente um humilde tributo de reverência, amor e confiança.
E durante o ano, são duas as festas em que a Igreja lhe presta a homenagem pomposa de suas festas litúrgicas. No dia oito de maio, ela comemora a aparição de S. Miguel Arcanjo sobre o monte Gargano; e no dia vinte e nove de setembro faz memória do mesmo santo Arcanjo, “quando em seu nome sobre este mesmo monte foi consagrada uma igreja de tosca fábrica, sim, mas ornada de celestial virtude.”

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Capítulo III EXEMPLOS TIRADOS DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA

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Capítulo III 

EXEMPLOS TIRADOS
DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA
 

O Cristianismo, no decorrer de sua história, fiel à doutrina bíblica e aos ensinamentos dos apóstolos, também nos fornece belos e numerosos exemplos de manifestações dos santos Anjos em favor dos homens.
Deixamos de lado a devoção dos grandes cristãos e dos santos em geral pelo Anjo da Guarda, pois isto, de comum, se encontra em quase todas as vidas edificantes que nos legaram os nossos antepassados.
Quanto aos favores obtidos pelos santos dos seus Anjos, apenas mencionaremos os principais. Assim, foi um Anjo que livrou do cárcere a S. Félix de Nola, e o conduziu são e salvo ao santo bispo Máximo. Os Anjos confortam aos santos Trifônio e Respício em seus tormentos, quando a eles condenados na perseguição de Bitínia. O grande Simeão Estilita, que obedecendo a uma inspiração do alto, passava a sua vida de penitência no cimo de uma coluna, é assistido na última luta, à hora da morte, por um amabilíssimo Anjo do Senhor.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Os Anjos e os Santos Apóstolos

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8 — Os Anjos e os Santos Apóstolos[1] 

a) A bela história de Cornélio, centurião romano.
Havia, na cidade de Cesareia, na Palestina, um gentio chamado Cornélio, e que era o centurião, ou seja comandante de uma centúria.
Era Cornélio homem sumamente piedoso, assíduo na oração como nas obras de caridade. E toda a sua família lhe seguia o exemplo.
Ora, um dia, aí pela nona hora, lhe aconteceu uma coisa extraordinária. Viu que um Anjo de Deus vinha para ele, e o chamava pelo nome: Cornélio!
Atônito com tão inesperada aparição, respondeu: “Senhor que é que quereis significar com isto?”

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A Ascensão/Os Anjos e Maria Santíssima

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6 A Ascensão 

Depois de Jesus ficar quarenta dias ainda na terra depois da ressurreição, subiu, cheio de majestade, ao céu. S. Lucas diz nos Atos dos Apóstolos que tão embevecidos ficaram os apóstolos e cerca de quinhentos discípulos, com a majestosa subida de Jesus ao céu, que quando a nuvem encobriu a Jesus dos seus olhos se ficaram eles fitando o céu, como não conformados com ter que olhar de novo para a terra.
Foi preciso, mesmo, que dois Anjos lhes aparecessem e dissessem: “Por que estais, galileus, a olhar assim para o céu? Este mesmo Jesus que acaba de vos deixar e subir ao céu, voltará um dia, deste mesmo modo com que o vistes a subir.”
Mas não foram só estes dois Anjos que tomaram parte na ascensão de Jesus.
“É coisa muitíssimo digna de crédito, diz o exímio doutor Francisco Suárez, que no glorioso dia da ascensão todos os Anjos do céu vieram ao encontro do Salvador, em homenagem e reconhecimento de sua régia dignidade.
E Ele, cheio de majestade, elevou-se sobre os Anjos e Arcanjos, passou glorioso pelos Principados e Potestades, pelas Virtudes e Dominações, pelos Tronos, Querubins e Serafins, e foi assentar-se à direita do mesmo Deus, Pai do Céu.”
Jesus, pois, como disseram os dois Anjos aparecidos aos discípulos e apóstolos, um dia voltará. Será no fim do mundo, para julgar a todos os homens.
Então todos ressuscitarão com os corpos que tiveram em vida e irão ou gozar no céu ou sofrer no inferno.
Também os Anjos aí terão papel importante.
“Então, disse Jesus no Evangelho, sairão os Anjos e afastarão os maus do meio dos justos. Os bons irão para a eterna felicidade, e os maus para o suplício eterno.” 

7 Os Anjos e Maria Santíssima

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

QUARESMA!


Agonia de Jesus no Horto/ A Ressurreição de Jesus Cristo

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4 Agonia de Jesus no Horto 

A agonia de Jesus no Horto é um dos mais comoventes passos da história evangélica. Jesus, na previsão do que ia sofrer, e diante da indiferença dos homens ante os sofrimentos com tanto amor padecidos, é assediado em seu coração de homem de tal pavor, de tal desgosto, de tal tristeza, que cai com a face por terra em oração a seu Pai, e começa a suar sangue.
Jesus estava só, inteiramente só, naquele lugar. Perto dali é verdade que estavam três apóstolos, mas… também eles, com o céu da alma toldado por negras nuvens de iminente tempestade. De modo que, abatidos, como que vítimas de algum entorpecente psicológico, nada, absolutamente nada podiam fazer que confortasse Jesus e lhe aliviasse o pesar.
Mas Jesus orou, e um Anjo de Deus desceu do céu e lhe trouxe o conforto que os seus discípulos não podiam dar. Onde quer que se manifeste o Anjo, é sempre essa amável criatura que conforta, que ajuda, que nos põe à disposição os maravilhosos recursos de sua excelsa natureza. 

5 A Ressurreição de Jesus Cristo

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