terça-feira, 31 de julho de 2012

Prática da simplicidade para com Deus

 Nota do blogue: Acompanhe este Especial AQUI.

Monsenhor Gibergues 
A simplicidade segundo o Evangelho, instruções às senhoras e às jovens

 
          Façamos agora, como que o retrato da simplicidade, encarando-a pormenorizadamente e percorrendo vasto campo no qual tendes ocasião de exercê-la.
            A simplicidade deve ser exercida em relação a Deus, em relação a vós mesmos e em relação ao próximo.
            Na simplicidade está a perfeição de vossos encontros com Deus... "Caminha diante de mim, disse Deus a Abraão, e sê perfeito."1  A alma simples segue esse divino conselho e realiza esse admirável programa.
            Caminha diante de Deus, tem o sentimento da Sua presença, contempla-O incessantemente: atinge a perfeição, porque só tem um desejo: o de agradar a Deus.
            Compreende a extraordinária importância dos Exercícios de piedade. A eles se dedica pelo livre esforço de uma vontade resoluta e perseverante e não por uma atração sensível, condicionada a mil vicissitudes. Neles não procura mercenariamente, satisfação pessoal, repouso ou recompensa imediata. Busca apenas a vontade e a glória de Deus.
            Se acaso encontra consolação sensível, doçura e alegria, não rejeita essas graças; com reconhecimento recebe-as da bondade de Deus.
            Entretanto, aí não se detém não se compraz e não baseia nisso sua piedade. Ama a Deus mais que a todas as Suas dádivas; e, em vez de, egoisticamente, atribuir-se as graças divinas, emprega-as todas para a glória de Deus.
            A alma simples é mais inclinada à contemplação do que à meditação. Muita vez, diante de uma obra-prima, de um magnífico quadro, acontece-nos esquecer tudo o mais, absorvidos naquilo que vemos; por um instante, parece-nos que as faculdades da alma nos são arrebatadas e ficam como que em suspenso, até readquirirmos a consciência de nós mesmos.
            Uma alma simples não se cansa de admirar a eterna e infinita Beleza. Ora a contempla no próprio Deus, ora na humanidade do Cristo, como num espelho sem mácula.
            Nunca discute, e pouco raciocina: olha, contempla, esquece-se de si mesma, para absorver-se e perder-se em Deus2.
            Nos santos, tudo isso conduz ao arrebatamento e ao êxtase. Em suas asas poderosas, a simplicidade os transporta ao próprio seio da divindade. Assim, outrora, o profeta Daniel foi arrebatado, transportado, enlevado, porque, diz a Escritura, "era varão de ardentes desejos”3, isto é, homem perfeitamente simples, que só aspirava a Deus.
            A alma simples não se desencoraja, quando só encontra na oração aridez e tibieza, quando está como em "terra deserta, intransitável e sem água."4 Nessas duras provações, vê a vontade de Deus e não perde a calma nem a paz.
            Não se perturba nem desanima, se o dever de estado ou circunstâncias imprevistas, a caridade, a doença ou qualquer outra coisa permitida por Deus a impede de dedicar-se aos exercícios habituais de piedade, a obriga a interromper suas comunhões. Relembra, então, a resposta que Nosso Senhor, um dia, deu ao padre Alvarez, quando este, sobrecarregado de trabalho, se queixava de não poder entregar-se à oração: "Mesmo que Eu não esteja a teu lado, deve bastar que me sirva de ti.”
            Quando a alma não é simples, basta o afastamento de seu diretor para que se desoriente e se descuide.
            A alma simples atravessa esses momentos mais difíceis com igual fervor, assim como a pomba atravessa uma região brumosa, sem desorientar-se, sem retardar o vôo.
Mesmo que a morte ou um acontecimento decisivo a obrigue a mudar de diretor, não hesita, não adia, entrega-se com toda a confiança à direção do novo guia que a Providência lhe manda. 
            É admirável a e a piedade da alma simples para com a Igreja, os sacramentos e tudo o que é sagrado.
            Sua fé é inabalável. Não conhece a dúvida, exceto por vontade especial de Deus, que pelas provações santifica as almas mais perfeitas. Sua fé é límpida e sem nuvens; pura e integral. A submissão a todos os ensinamentos da Igreja já é pronta, alegre, filial e completa.
            Na confissão, vê no padre o próprio Deus. Acusa-se sem perturbação, sem restrição ou atenuações. Não diz mais nem menos do que é necessário; diz o que é e como é, sem exagerar nem encobrir a verdade.
            É a Jesus que fala, é a Ele que ouve: maleável e dócil, com perfeita humildade e obediência.
            Durante a absolvição, vê cair-lhe n'alma o sangue de Jesus; sente-se invadida pela contrição, pelo reconhecimento e pelo amor. Desse banho salutar sai regenerada, mais forte contra si mesma, mais dedicada aos outros.
            Durante a missa, imagina-se no Calvário, aos pés da Cruz. Contempla Jesus que eleva ao Pai os braços sangrentos, Jesus que perdoa, abençoa, ora, sofre e morre.
            Quando comunga, parece que o céu desce a seu coração; "sente-se envolvida pelas chamas, impregnada pelo bálsamo do amor."5
            Inundam-na a felicidade e a alegria. Absorvem-na de todo as maravilhas que nela se passam. Custa-lhe grande esforço arrancar-se à ação de graças, pois está inteiramente abrasada e consumida pelo fogo da divina caridade.
            Nessa alma que não lhe opõe resistência, a graça opera as mais belas transformações. Cresce em virtudes diante de Deus e dos homens. Para todos o que se aproximam, exala “o bom odor do Cristo”6. Na Igreja, nos sacramentos, só procura a Deus, e, por isso, O encontra com superabundância.

________________
           
1)        Gênesis, XVII, 1
2)     "Precisamos manter a alma firme na oração, diz São Francisco de Sales, sem permitir-lhe examinar o que faz ou verificar se está satisfeita. Ai de nós, se as satisfações e as consolações que temos não satisfazem os olhos de Deus, contentam somente ao miserável amor e à preocupação por nós mesmos, que existe fora de Deus e de sua consideração. Aquele que amorosamente procura agradar a Jesus Cristo não tem prazer nem ocasião de muito se analisar, pois tem o espírito continuamente atraído para onde o amor o leva, (Entretien XIII).
3)     Daniel, IX, 23
4)     Salmo LXII, 2.  
5)     Palavras do cura d'Ars 
6)     II Ep. Cor., II, 15. 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O Estado religioso

Nota do blogue: Veja o Especial completo AQUI.
Padre Matias de Bremscheid
A donzela cristã



A maioria das moças é, sem dúvida, chamada ao casamento. Deus, no entanto, escolhe, às vezes, uma distinta jovem para o estado religioso, onde ela O deverá servir, com grande fidelidade e amor, pertencer-Lhe de certo modo totalmente e tornar-se Sua esposa mística. Sua vida toda com suas energias, desejos e esforços, transforma-se numa agradável oblação, num sacrifício generoso a Deus, à humanidade sofredora, ou à mocidade ignorante.

Tal vocação é, por certo, grande honra e graça especial, pelo que não se poderia deixar de felicitar a uma jovem assim contemplada.

1º- O estado religioso é muito elevado.

É antes de tudo um estado de virtude e perfeição. Quem o segue se compromete a trabalhar nele seriamente para a salvação, porquanto além do exercício das demais virtudes, também se observam os conselhos evangélicos. Pode acontecer que alguns membros isolados não se esforcem com zelo eficaz para a perfeição, que um ou outro não haja rompido inteiramente com o mundo e, até mesmo, com o pecado. São, todavia exceções; em regra, há nos conventos de religiosos um sério e fervoroso esforço para a conquista da virtude. O mesmo também se verifica nos conventos de religiosas. Que bela vida de oração e piedade aí domina! Quanto amor e fidelidade os religiosos dedicam a Jesus Cristo. Quão alegremente visitam o Santíssimo Sacramento! Com que boa vontade e com que prazer executam eles os trabalhos determinados! Como observam conscienciosamente a disciplina e as prescrições da regra! Que de esforços para mutuamente praticar a caridade fraterna e suportar com paciência as cruzes quotidianas! É incontestável que de modo geral reina em nossas Ordens religiosas e nos conventos femininos uma vida florescente de virtudes. O estado religioso é um coeficiente inestimável para a salvação da humanidade. Não quero aqui relatar o que testifica a história sobre a atuação das Ordens religiosas, para incrementar o Cristianismo, para a formação, para a cultura, para as ciências e para as artes. 

Quero simplesmente chamar à atenção a ação das Irmãs em nossos dias,

domingo, 29 de julho de 2012

2 - Qualidades da Fé

Nota do blogue: Acompanhe o Especial AQUI.



Þ    1 - A fé deve ser uma

            Assim como não há senão uma religião verdadeira porque não há senão um Deus; assim também não pode haver senão uma fé em que se acreditem as mesmas verdades e impere o mesmo motivo.
            As nossas cartas de naturalização no seio da Igreja, diz Monsabré, tem esta assinatura: «Unus Dominus, una fides, unum baptisma, - Um só Senhor, uma só fé e um só batismo». (Efés. IV, 5)”

Þ    2 - A fé deve ser esclarecida

            O cristão deve estudar com grande diligência a sua fé, sobretudo nos tempos de hoje. Se vive apenas de umas reservas de fé, adquiridas no catecismo e mantidas por alguns sermões, o seu capital religioso tem o duplo inconveniente de se não renovar suficientemente e de diminuir fatalmente.

Þ    3 - A fé deve ser pura

            Devemos acreditar em tudo o que a Santa Igreja manda e não acreditar naquilo que ela não quer que se acredite. Evitar, pois, as alterações, as supressões, as adições ou superstições. O Apóstolo São Paulo fez esta recomendação a Timóteo: «Guarda o depósito da fé».
            «Quando o vento impetuoso perpassa por uma árvore, diz Monsabré, e lhe arranca um ramo, nesse ramo deixa de circular a seiva, deixa de ter vida, seca, é lenha para o lume; assim também quando o vento do orgulho perpassa pelo espírito de um cristão, de maneira que acredita numas verdades da religião mas não acredita noutras, esse cristão deve considerar-se como um ramo separado do tronco que é Jesus Cristo; é lenha para o fogo eterno; não pode salvar-se, porque não há salvação senão no fundamento que foi posto e que é Jesus Cristo.

Þ    4 - A fé deve ser simples

            À simplicidade da fé consiste em crer porque Deus o disse sem estar com discussões nem arrazoados; porquanto, se Deus falou, a que vem o exame? Que temos nós com os motivos e razões das Suas palavras? Se Ele o diz, Ele o sabe. Para fazermos uma idéia da simplicidade com que devemos crer na palavra de Deus tomou um dia o divino Salvador a um menino e pondo-o no meio de Seus discípulos disse-lhes: - «Quem se não sujeitar ao Evangelho com a simplicidade de um menino não entrará jamais no reino do Céu». (Mat. XVIII, 3).
            Isto diz tudo; e não será esta palavra a condenação de tantos que ousam criticar e censurar a religião no que é superior à razão humana, mostrando-se mais filósofos do que cristãos?

Þ    5 - A fé deve ser firme

            À firmeza consiste em crer nas verdades da religião sem hesitar e com uma segurança tal que nada a possa abalar, nem as objeções dos ímpios, nem as tentações do demônio, nem as incertezas do nosso espírito. A fé era tão firme nos Apóstolos que, contando a vida de Jesus Cristo, podiam acrescentar: «Estas palavras eu as ouvi dos seus próprios lábios, a este milagre assisti eu». Porque não acredito em Jesus Cristo na Sua doutrina, nos Seus milagres como os Seus contemporâneos; os argumentos que eles tiveram conservam a sua força convincente e há vinte séculos que se lhes têm juntado outros.

Þ    6 - A fé deve ser viva

            A fé deve produzir boas obras.
            - Cremos num Deus infinitamente bom? Devemos amá-lO; cremos num Deus infinitamente grande? Devemos servi-lO; cremos num Deus infinitamente justo? Devemos temer o pecado. Não acreditar nestas verdades é ser infiel; e crê-las e viver como se não cresse é ser insensato. Qual destas duas coisas somos? Quem não crê, diz o Salvador já está julgado; mas quem crê e vive como se não crera, será mais severamente castigado.
            «À fé sem obras, diz São Tiago é morta». «À fé sem obras, diz São Paulo Crisólogo, é uma árvore sem fruto». Um cristão sem obras é comparado a um rico que não fez render o seu capital e que morre de fome não obstante seu dinheiro.
            «Harmonizarei a minha vida com a minha fé, diz Santo Ambrósio, mostrá-la-ei em minhas obras». 

sábado, 28 de julho de 2012

À semelhança de Deus

Por um cartuxo anônimo
Intimidade com Deus


            Quando encontramos o caminho que nos leva sem desvios ao coração de Deus, o que mais O glorifica e nos dá a certeza do seu fim, descobrimos só com um olhar a infinita urgência do amor. Não podemos ignorar este convite a darmos tudo o que temos e a juntarmo-nos Àquele que nos chama: a linha traçada é imperiosa e é o homem inteiro que é preciso comprometer para a seguir.
            As pequenas cruzes e contrariedades que até aqui tantas vezes perturbavam a nossa existência quotidiana passarão a ser aceitas como aquilo que são realmente: testemunhos do amor de Deus. A fidelidade desta aceitação bastaria para nos preservar da tibieza e para nos conservar vigilantes no amor. «Que a vossa conduta seja digna de Deus, agradando-lhe em tudo, frutificando em todas as boas obras, e crescendo na ciência de Deus; confortados com toda a fortaleza pelo seu poder glorioso, para suportar tudo com paciência e longanimidade e alegria, dando graças a Deus Pai» (Col., I, 10-12).
            Todo o amigo gosta de conhecer melhor o seu amigo, para poder satisfazer mais fielmente os seus desejos e unir-se-lhe totalmente em espírito. É por isso que gostaríamos de reduzir em nós próprios o mundo ao silêncio e dominar a nossa natureza, para ouvir no nosso coração o Hóspede divino e cumprir todas as Suas vontades. Com o espanto duma criança que descobre o Universo, veremos cada vez mais claramente, onde os nossos olhos espirituais nada viam antigamente, a ação e a ordem de Deus. «O que eu peço é que a vossa caridade cresça mais e mais em conhecimento e em todo o discernimento, para que possais distinguir o melhor, para que sejais sinceros e irrepreensíveis para o dia de Cristo» (Filip., I, 9-10).

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Um prefácio muito interessante...

Nota do blogue: Criança é muito movida pelas paixões, por isso existe grande risco da criança se perverter ainda na infância mesmo não chegando a tal "idade da razão" (sete anos), por exemplo: tire um brinquedo da mão de uma criança de um ano e veja o escândalo que ela faz. E ao mesmo tempo em que ela é movida pelas paixões ela tem um vigor e facilidade muito grande em aprender, mesmo no campo espiritual, por isso a importância da educação dada pela mãe (em primeiro lugar, pois é a que mais fica com a criança e recebeu de Deus dons para essa honrosa missão) no âmbito físico, intelectual, moral e espiritual. A criança será o que a mãe quer que ela seja -- assim dizia um grande educador moralista -- e para isso requer paciência, atenção, psicologia infantil, exemplo, vontade de ser santa e tempo, e por saber disso a Igreja que é Mãe e Mestra sempre ensinou que a mulher foi feita para o lar, ela é comparada a "uma lareira" (Mons. Landriot), pois que aquece, ilumina e traz aconchego para a família, justamente o que a sociedade feminista e comunista não prega. 

Letícia de Paula

A Mãe segundo a vontade de Deus


       Nenhuma pessoa há, por mais inteligente e instruída que seja, que possa racionalmente dispensar-se de volver a atenção para os seus deveres, comparando freqüentes vezes e muito a sério, o que é com o que devia ser. É no esquecimento do dever que nascem os grandes males. A arte de bem viver aprende-se, praticando-se; mas não se pode praticar convenientemente, se o espírito a não meditar e aprofundar. Quantas vezes ouvimos dizer: «Ô! se eu pensasse, não fazia isso, se soubera o que me veio a acontecer, teria procedido doutro modo»? - E porque não pensastes a tempo; para evitardes um arrependimento tardio e talvez inútil?
            Porque o orgulho, a vaidade, o capricho e o amor próprio se meteram, de permeio. É necessário, pois, que cada um, no seu estado e condição, procure compenetrar-se bem dos deveres que tem a cumprir, e veja o modo como os cumpre. Todos nós devemos caminhar para um mesmo destino sobrenatural, mas por diversos caminhos, conforme o papel que temos de representar cá na terra, segundo o plano da Providência. Basta fixarmos os olhos na sociedade, para em breve descobrirmos até que ponto se estende a influência que nela exercem as mães de família. Abalanço-me a dizer que para regenerar a sociedade só duas coisas eram necessárias: bons pastores no meio das paróquias e boas mães no seio das famílias com estes dois fatores não haveria dificuldades que se não vencessem.

terça-feira, 24 de julho de 2012

ORACIÓN por la conversión de los judíos (1854), con Imprimatur.

Fonte: En Gloria y Majestad 

Oratio Pro Conversione Iudaeorum


Et ingressus est in ea spiritus, et vixerunt, Ez. XXXVII

PRIÈRE pour la conversion des Juifs (1854). Avec Imprimatur

Seigneur, Dieu d'Abraham, d'Isaac et de Jacob, qui parmi toutes les nations aviez élu les Israélites pour devenir votre peuple et votre héritage privilégié, considérez l´état déplorable dans lequel ils gémissent depuis si longtemps ; ils sont abreuvés de mépris et d'opprobres, parce qu'ils ont méconnu votre Fils Jésus-Christ; ils ne reconnaissent pas encore leur erreur ni leur aveuglement, nous implorons donc pour eux votre miséricorde, Seigneur, et votre lumière.
Ouvrez vos entrailles de miséricorde pour les brebis égarées de la maison d'Israël, afin qu'elles reviennent au bercail du véritable Pasteur, et que l'Enfant Prodigue retrouve la maison paternelle. Exaucez, Seigneur, nos prières, nous les joignons à celles de leurs frères convertis, et aux mérites de  Jésus-Christ expirant sur la croix et disant ; 0 mon Père ! pardonnes-leur, car ils ne savent pas ce qu'ils font. Levez enfin le voile de dessus leurs cœurs, afin qu'ils reconnaissent avec nous Notre Seigneur Jésus-Christ. Amen.


ORACIÓN por la conversión de los judíos (1854), con Imprimatur.

Señor, Dios de Abraham, de Isaac y de Jacob, que entre todas las naciones habéis escogido a los Israelitas para que sean vuestro pueblo y vuestra herencia privilegiada, considerad el estado deplorable en el que gimen desde hace tanto tiempo; están llenos de desprecio y oprobios, porque no han conocido a tu Hijo Jesucristo; no reconocen todavía ni su error ni su ceguera; Señor os imploramos, pues, por ellos tu misericordia y tu luz.
Abrid vuestras entrañas de misericordia en favor de las ovejas perdidas de la casa de Israel, a fin que retornen al rebaño del verdadero Pastor, y que el Hijo Pródigo reencuentre la casa paterna. Atiende, Señor, nuestras súplicas, que unimos a las de sus hermanos conversos, y a los méritos de Jesucristo que expirando en la cruz dijo:Perdónalos Padre, porque no saben lo que hacen. Por último, quitad el velo que cubre sus corazones, a fin que reconozcan junto con nosotros a Nuestro Señor Jesucristo. Amén. 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

La vida oculta en Dios - Introducción

INTRODUCCIÓN


El autor de estas páginas es un sacerdote que sufrió mucho y a quien el Señor colmo visiblemente. Enteramente desligado de sus notas espirituales, autorizó la publicación de parte de ellas en 1929. Virgo Fidelis, prologada por el R. P. Garrigou-Lagrange, tuvo un gran éxito en Francia y en el Canadá. Su acento «vivido» y su profunda sencillez conmovieron a muchas almas.

Posteriormente, el autor, definitivamente inmovilizado por el sufrimiento, aceptó entregarnos sus papeles inéditos -él, que tan amigo era del Carmelo y que tan impregnado estaba de su espiritualidad-, con la esperanza de poder hacer todavía algún bien a las almas, a las que tanto amaba y a las cuales ya no podía llegar por sí mismo sino en lo invisible. Y murió en el mismo memento en que aparecía la primera edición de La vida oculta en Dios. El señor obispo de Limoges nos autorizó entonces a revelar que bajo el seudónimo de Robert de Langeac se ocultaba el reverendo señor Delage, sacerdote de San Sulpicio y profesor de Dogma del Seminario Mayor. El prelado concluía su escrito con este elogio, que tan hermoso es en su brevedad: «El autor vivía lo que expresaba.»

ESPECIAL: La vida oculta en Dios - Robert de Langeac

Nota do blogue: Inicia-se hoje a divulgação de uma ótima obra cartuxa: La vida oculta en Dios


v     INTRODUCCIÓN
I. EL ESFUERZO DEL ALMA

Þ   La vida interior
Þ El desorden y la lucha
Þ Despojo de la imaginación
Þ Mortificación del corazón
Þ Renunciamiento a la voluntad propia
Þ Humildad
Þ Mansedumbre
Þ Amor a la Cruz
Þ Paciencia
Þ La fe
Þ La esperanza que engendra el abandono
Þ El amor
Þ Morad en Cristo
Þ Bajo la mirada de Dios
Þ A la sombra de la Eucaristía
Þ María, nuestra Madre
Þ Hallar a Cristo en sus manos
Þ El espíritu de oración
Þ La caridad para con el prójimo
Þ Silencio y soledad del corazón

II. LA ACCIÓN DE DIOS

Þ El deseo de la perfección
Þ El deseo de la unión plena con Dios/Su invitación viene al alma desde dentro de si misma
Þ Dios es quien la escoge y quien la atrae
Þ Presencias y ausencias de Dios
Þ Necesidad de las purificaciones pasivas
Þ Dios vacía poco a poco el alma para entregarse a ella
Þ Dios abrasa el alma
Þ Y la deja recaer en su miseria nativa
Þ Aceptad en paz la prueba
Þ Contemplación feliz y contemplación dolorosa
Þ Palabras de Dios al alma
Þ Éxtasis y oración
Þ Gracias místicas y actividad externa.
Þ Los «pianissimos» de la unión: nuevas búsquedas de Dios
Þ El deseo torturante de Dios
Þ Sufrimientos purificadores, sufrimientos redentores y apostólicos
Þ Alegría en el sufrimiento que conduce a Dios
Þ Levántate, amada mía


III. LA UNIÓN CON DIOS

Þ Dios, último centro del alma/Dios, morada del alma
Þ Intimidad
Þ Realidad de la posesión de Dios
Þ «Matrimonio» espiritual/El alma participa en la vida trinitaria
Þ Cristo entra en el alma
Þ Dignidad y armonía del alma interior
Þ Su modestia/Su soltura
Þ El sueño del alma en Dios
Þ El alma se convierte en la presa del Amor divino
Þ Pureza, fuerza y riqueza de este amor
Þ Llaga de amor
Þ El alma, elevada por encima de sus facultades, recibe las confidencias
divinas
Þ Conocimiento divino
Þ El alma se enriquece con el conocimiento de los atributos de Dios
Þ Dios revela especialmente su Poder, su Sabiduría y su Belleza
Þ Los divinos perfumes
Þ El alma exulta
Þ El alma canta
Þ Dios elogia al alma su belleza
Þ La Virgen Maria, preferida de Dios
Þ El alma es absorbida por Dios
Þ El alma interior es más o menos incomprendida


IV. FECUNDIDAD APOSTÓLICA

Þ La unión se realiza en la Cruz
Þ Fecundidad de la Cruz
Þ La acción del alma unida a Dios
Þ Poder de ese alma en obras e incluso en silencio
Þ Acción sobre las almas
Þ Maternidad espiritual
Þ Lucha contra los malos
Þ El amor divino ignora los celos

domingo, 22 de julho de 2012

O santo método de rezar o Rosário

Nota do blogue: Esta tradução será reeditada pelas Escravas de Maria em breve. Aguardem!
Ver especial AQUI.


QUINTA DEZENA



41ª ROSA

116. Não é propriamente a duração, mas o fervor da oração, que agrada a Deus e Lhe conquista o coração. Uma só Ave-maria bem rezada tem mais mérito que cento e cinqüenta mal rezadas. Quase todos os cristãos católicos rezam o Rosário, o Terço ou pelo menos algumas dezenas de Ave-marias. Porque há, pois, tão poucos que se corrigem dos seus pecados e progridem na virtude, senão porque não fazem essas orações como devem?

117. Vejamos pois a maneira como se devem rezar essas orações para agradar a Deus e nos tornarmos mais santos. Primeiro é preciso que a pessoa que reze o Santo Rosário esteja em estado de graça ou pelo menos na resolução de libertar-se dos seus pecados, pois toda a teologia nos ensina que as boas obras e as orações feitas em pecado mortal são obras mortas, que não podem ser agradáveis a Deus nem merecer a vida eterna; é nesse sentido que está escrito: Non est speciosa laus in ore peccatoris. (33)
O Louvor e a Saudação do Anjo e mesmo a Oração de Jesus Cristo não são agradáveis a Deus quando saem da boca de um pecador impenitente: Populus hic labiis me honorat, cor autem eorum longe est a me. (34)
Essas pessoas que ingressam nas minhas confrarias, diz Jesus Cristo, e rezam todos os dias o Terço ou o Rosário, sem qualquer contrição de seus pecados, honram-me com os seus lábios, mas o coração está bem longe de mim.
Eu digo: “que ao menos tenha a resolução de libertar-se dos seus pecados, 1) porque se fosse absolutamente necessário estar na graça de Deus para fazer orações que lhe fossem agradáveis, concluir-se-ia que aqueles que estão em pecado mortal não deveriam rezar nunca, apesar de o necessitarem mais que os justos, e sendo assim seria inútil aconselhar um pecador a rezar o Terço ou o Rosário, o que é um erro condenado pela Igreja; 2) porque, se com vontade de continuar no pecado, e sem qualquer intenção de abandoná-lo, nos inscrevêssemos numa confraria da Santíssima Virgem, onde se rezasse o Terço, o Rosário ou qualquer outra oração, nos incluiríamos no número dos falsos devotos da Santíssima Virgem, devotos presunçosos e impenitentes que, sob o Seu manto, com o escapulário sobre o corpo ou de rosário na mão, gritam “Virgem Santíssima, boa Virgem, eu Vos saúdo Maria”, e contudo crucificam e dilaceram cruelmente Jesus Cristo com os seus pecados e caiem desgraçadamente, do meio das mais santas confrarias da Santíssima Virgem, no meio das chamas do inferno.

sábado, 21 de julho de 2012

COLABORAÇÃO NA DIVINA OBRA

Por um cartuxo anônimo
(Intimidade com Deus)


            A coisa mais necessária às almas desejosas de servirem a Deus é a perseverança. Começa-se de manhã com um entusiasmo que vai diminuindo lentamente, de modo que ao meio-dia as resoluções da madrugada estão abandonadas por completo. Muitas vezes a causa é o peso do corpo, que oprime o espírito. E o remédio para isso é a pessoa habituar-se a reatar durante o dia o contato com Deus, o sentimento da Sua presença. Que uma fervorosa invocação a renove: «Jesus, meu Deus, creio em Vós e espero em Vós; amo-Vos e o que estou a fazer neste momento, faço-o por amor de Vós». Nada se deve perder: todas as ocasiões podem ser aproveitadas para alimentar esta vida interior e divina. Deus só nos pede o que Ele próprio nos concedeu - a graça de poder dar. O que Ele quer é um coração humilde e uma oração ardente que implore com sinceridade a Sua ajuda. Ele provê às nossas necessidades com graças suficientes e até mesmo superabundantes, de maneira que nenhum obstáculo nos poderá meter medo: não há nada que tenha poder contra a bondade. «Ainda não tivestes nenhuma tentação que não fosse proporcionada à fraqueza humana; e Deus é fiel, o qual não permitirá que sejais tentados além do que podem as vossas forças, antes fará que tireis ainda vantagem da mesma tentação, para a poderdes suportar» (l Cor., X, 13).
            Devemos colaborar como se tudo dependesse de nós. Antes de tudo, devemos evitar escravizar-nos às nossas tendências e aos nossos gostos, pois a vida espiritual não é a procura de um prazer sensível, mas de uma sujeição paciente do sensível ao espiritual: Deus deu-nos o coração e o sentimento para que o ponhamos ao serviço do verdadeiro amor. O que não ultrapassa o sensível tem bem pouca nobreza: não é digno do Deus da verdade. É necessário que o coração manifeste a sua sinceridade por meio de obras, e seja experimentado no fogo do sacrifício. O verdadeiro amor tem a sua raiz na vontade: é a partir da vontade que ele orienta todas as pessoas razoáveis e determina a sua ação. Quando o nosso querer se submete perfeitamente ao de Deus e Lhe corresponde, todo o nosso ser se harmoniza com a sua idéia eterna. Daí a insistente exortação do Senhor: «Porque vos é necessária a perseverança, para que, tendo feito a vontade de Deus, recebais o fruto da sua promessa» (Hebr., X, 36).
            É um perigo para todas as almas desejosas de progresso,

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Especial: A Mulher Forte por Monsenhor Landriot

Nota do blogue: Algumas conferências não estão completas. Conforme for possível vou atualizando-as.
A mulher forte

Monsenhor Landriot, arcebispo de Reims
Conferências feitas às senhoras da Associação de caridade
Versão da 10ª Edição francesa, por Alfredo Campos
livraria Internacional, ano de 1877


Þ 1ª Conferência: Introdução - A Mulher forte, quem a encontrará?
Þ 2ª Conferência: Mulher e os trabalhos manuais
Þ 4ª Conferência: A Mulher forte - Na tempestade do mundo

A perfeita casada (IV) - Frei Luís de León


Pague-lhe com bem, não com mal, 
todos os dias de sua vida. 

(Prov., XXXI, 12)

            Significa que a mulher deve se esforçar, não para causar problemas ao marido e sim para livrá-lo deles e em lhe ser perpétua causa de alegria e descanso. Porque, que vida é a daquele que vê consumir seu patrimônio nos desejos de sua mulher, que seu trabalho é levado todos os dias pelo rio, pelo esgoto, que tomando cada dia novos caminhos, crescendo continuamente suas dívidas, vive vil, escravo, aferrado ao joalheiro e ao mercador?
            Deus, quando quis casar o homem, dando-lhe mulher, disse (Gênesis, 2): "Façamos-lhe um ajudante que seja semelhante", de onde se entende que o ofício natural da mulher, e o fim para o qual Deus a criou, é para que ajude seu marido e não para que seja sua calamidade e desventura: ajudante e não destruidora. Para que o alivie nos trabalhos que acarreta a vida de casado, e não para que acrescente novas cargas. Para repartir entre si os cuidados, tomar sua parte. E finalmente, não as criou Deus para que sejam rochas onde quebrem os maridos e naufraguem os bens e as vidas, e sim portos desejados e seguros onde, chegando em suas casas, repousem e se refaçam das tormentas dos trabalhos pesadíssimos que realizam fora delas.
            Assim como seria lamentável que um mercador, depois de haver padecido navegando grandes fortunas, e depois de haver vencido muitas correntes, navegado por muitos lugares desconhecidos e perigosos, havendo Deus o livrado de tudo, chegando já com sua embarcação inteira e rica, prazeroso e feliz para descansar no porto, quebrasse nele e afundasse; assim é lamentável a miséria dos homens que forcejam todos os dias contra as correntes dos trabalhos e fortunas desta vida, para vadear nelas, e no porto de suas casas perecem; e lhes é a guardiã destruição, e o alívio maior problema, e o sossego ondas de tempestade, e o seguro e o abrigo penhasco áspero e duro.
            Onde vemos que o justo e natural é que cada um seja aquilo mesmo que é; e que a guardiã seja a guardiã, e o descanso, e o porto seguro, e a mulher doce e perpétuo refresco e alegria do coração, e um agrado tênue que continuamente esteja trazendo à mão, o peito de seu marido, apagando os problemas dele; e, como diz Salomão: "Deve lhe pagar com bem e não com mal, todos os dias de sua vida". E diz, não sem mistério, que há de lhe pagar bem, para que se entenda que não é graça e liberalidade isto, e sim justiça e dívida que a mulher deve ao marido e que sua natureza carregou sobre ela, criando-a para este ofício, que é agradar e servir, e alegrar e ajudar nos trabalhos da vida e na conservação dos bens daquele com quem se casa; que como o homem está obrigado ao trabalho de adquirir, assim a mulher tem a obrigação de conservar e guardar; que guarda é como o pagamento e salário devido por aquele serviço; que como ele está obrigado a trazer os pesares de fora, assim ela deve aceitá-lo e espairecê-lo quando chega em casa, não tendo desculpa que a desobrigue.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Especial: Intimidade com Deus por um cartuxo anônimo

Nota do blogue: Publicarei os capítulos deste fantástico livro que trata sobre a espiritualidade cartuxa. Que neste barulho ensurdecedor do mundo, nossa alma possa encontrar silêncio na intimidade com Deus.

Saudações,
Letícia de Paula

P.S: No menu ESPECIAIS do blogue é possível encontrar especiais concluídos e os em andamento.

INTIMIDADE COM DEUS


POR
UM CARTUXO ANÔNIMO
Título original
Parole de Dieu et vie Divine

Especial: A perfeita casada por Frei Luís de León

Nota do blogue: Publicarei alguns capítulos deste fantástico livro que trata sobre a educação moral e espiritual feminina. A tradução foi feita por Liliana Raquel Cwat.

Saudações,
Letícia de Paula

P.S: No menu ESPECIAIS do blogue é possível encontrar especiais concluídos e os em andamento.


A PERFEITA CASADA

Tradução feita por Liliana Raquel Chwat



Þ  A perfeita casada - Introdução.
Þ A perfeita casada II - Mulher de valor, quem a encontrará? Raro e extremado é seu preço.

Þ A perfeita casada III - Confia nela o coração de seu marido; não lhe farão falta os despojos.
Þ A perfeita casada IV- Pague-lhe com bem, não com mal, todos os dias de sua vida.
Þ A perfeita casada V - Buscou lã e linho e obrou com o saber de suas mãos.
Þ A perfeita casada VI - Foi como navio de mercador, que de longe traz seu pão.
Þ A perfeita casada (VII) - Madrugou e repartiu a seus ajudantes os alimentos, e a tarefa a suas criadas.
Þ A perfeita casada (VIII) - Caiu-lhe no gosto uma propriedade, e comprou-a, e do fruto de suas palmas plantou vinhas.
Þ A perfeita casada (IX) - Cingiu-se de fortaleza e fortificou seu braço. Tomou gosto pelo trabalho: sua vela não se apagou de noite. Colocou as mãos na fôrma, e seus dedos tomaram o fuso.
Þ A perfeita casada (X) - Suas palmas abriu para o aflito, e suas mãos estendeu para o necessitado.
Þ A perfeita casada (XI) - Não temerá a neve para sua família, porque toda sua gente está vestida com vestes duplas.
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