domingo, 14 de abril de 2013

EXISTÊNCIA E NATUREZA DA EUCARISTIA

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Igreja e seus mandamentos
por
Monsenhor Henrique Magalhães
Editora Vozes, 1946


EXISTÊNCIA E NATUREZA DA EUCARISTIA
25 de Junho de 1940 
           Terminamos ontem o estudo da “presença real”.
    Vamos examinar agora o Sacramento da Eucaristia. Hoje: sua existência, sua natureza.
    A Eucaristia é um sacramento da Nova Lei, verdadeira e propriamente dito. É de fé. Como se sabe, sacramento é um sinal sensível, instituído por Jesus Cristo e que confere graça.
    Temos o sinal sensível nas espécies de pão e de vinho.
    É patente a instituição divina, na última Ceia. Além de consagrar as ditas espécies e dá-las aos convivas daquele adorável banquete, Jesus acres­centou: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22, 19; 1 Cor 11, 24-25).
    Conferindo a graça: É o mesmo Senhor quem o afirma: aquele que recebe meu corpo e meu sangue, como comida e bebida, tem a vida em si. Ora, a vida da alma é o estado de graça. Portanto a Eucaristia é verdadeiro Sacramento.
    Chamam-na, e com muita razão, — o centro da vida sacramental da Igreja — pois ela tem por efeito alimentar, nutrir a vida espiritual: — “Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós”. E todos os efeitos que a nutrição produz são atri­buídos à graça eucarística: o sustento da vida. Sem ela vem-nos a anemia espiritual, a fraque­za, a inanição; o progresso — pelas energias que elevam para o alto; a reparação — semelhante às substituições, preenchendo as lacunas na eco­nomia fisiológica. A cada célula que morre, cor­responde uma célula nova que vem preencher o seu lugar e a sua função. A Eucaristia fomenta a vida divina, suprindo as nossas misérias e defi­ciências.
    Eis a Eucaristia Sacramento, centro da vida sobrenatural.

    A existência do Santíssimo Sacramento está plenamente de acordo com a missão do Verbo Encarnado no mundo. O Pai o mandou para que arrebanhasse as ovelhas do Seu rebanho e as con­duzisse ao redil da Bem-aventurança. Termi­nada a obra redentora, era de toda conveniência que se estabelecesse um meio de contato permanente entre Jesus e os discípulos que fossem re­cebendo a doutrina e aceitando a honra de par­ticipar do banquete do Pai de Família. E nenhum meio mais adequado do que a Eucaristia: o Cristo conosco, ao nosso alcance, nos nossos sacrários!
    Este Sacramento é o memorial da Paixão do Redentor. Por isso foi instituído na véspera dos grandes tormentos e da morte do Messias. Nada mais acertado do que terminar Jesus que os apóstolos e, naturalmente, Seus sucessores fizessem o que Ele fez, de modo permanente. — Vemos cada dia erguer-se a Hóstia no altar... relembrando o Calvário e a nossa própria salvação.
    A Eucaristia tem por fim acender o amor de Deus nas almas e mantê-lo, apesar das nossas fra­quezas, indiferenças e ingratidões. Jesus a esta­beleceu em Sua Igreja e há de ser consagrado o pão e o vinho, como fez o Mestre, até à consuma­ção dos séculos!
    Eis o resumo da doutrina sobre a existência e a natureza do Sacramento da Eucaristia.
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