quinta-feira, 26 de junho de 2014

Comunhão por Antero de Quental

Comunhão
(Antero de Quental, in "Sonetos")


Reprimirei meu pranto!... Considera 
Quantos, minh'alma, antes de nós vagaram, 
Quantos as mãos incertas levantaram 
Sob este mesmo céu de luz austera!... 

— Luz morta! amarga a própria primavera! — 
Mas seus pacientes corações lutaram, 
Crentes só por instinto, e se apoiaram 
Na obscura e heróica fé, que os retempera... 

E sou eu mais do que eles? igual fado 
Me prende á lei de ignotas multidões. — 
Seguirei meu caminho confiado, 

Entre esses vultos mudos, mas amigos, 
Na humilde fé de obscuras gerações, 
Na comunhão dos nossos pais antigos. 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Legenda de Oiro Para os Meus Afilhados- em PDF

Fonte: Alexandria Católica
Legenda de Oiro
Para os Meus Afilhados
(clique no título acima para baixá-lo)
Daniel-Rops
Livro de 1953 - 241 páginas


LEGENDAS DE OIRO
Sabeis o que se designava, na Idade Média, pelo lindo título de "Legendas de  Oiro"? Um volumoso, um enorme livro onde um padre sábio reuniu tudo o que conseguiu encontrar de interessante, curioso, algumas vezes divertido e sempre instrutivo, sobre os Santos e os Mártires da Igreja. Tanto nos castelos ou nos mosteiros, como nas casas dos burgueses, em toda a parte as Legendas de Oiro eram lidas e ninguém se cansava. Como era bonito e bom ouvir contar os milagres que Deus fizera para ajudar os Santos nos seus trabalhos! Que entusiasmo ao conhecer as proezas dos mártires, o seu arrojo diante dos maiores suplícios! E como era divertido ouvir as mil e uma partidas que o Demônio prega aos homens e saber que, afinal, Deus sai sempre vitorioso e que é Satanás sempre vencido!
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