terça-feira, 26 de julho de 2016

Loucos por livros!


15- A ARTE DE REPREENDER

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.


15- A ARTE DE REPREENDER

Por definição, falta experiência às crianças. É papel dos pais alertá-las sobre os perigos que podem correr. Mas, os brados de alerta incessantes e desproporcionados acabam por embotar a atenção e a sensibilidade; e quando houver perigo real a prevenir, a intervenção dos pais não será então levada a sério.
• Há dois excessos a evitar em matéria de educação: o que consiste em jamais intervir — o “deixa-fazer”, o “deixa-passar” — ou a política dos olhos fechados: “Faze o que te agrada e deixa-me em paz”, política de demissão que pode culminar em consequências catastróficas; ou então, o excesso que consiste em intervir a cada instante por bagatelas. A verdade, como sempre, está no meio-termo. A criança precisa da ajuda do adulto e mesmo, quando é pequena, essa ajuda pode consistir numa espécie de adestramento incessante: a lembrança de uma dor (palmada ou ralho) relativa a um gesto ou a uma atitude repreensível. 
• Os bons exemplos e os estímulos ao bem nem sempre bastam em educação. A criança não nasce perfeita. Há nela tendências anárquicas e às vezes, quando menos se espera, pode manifestar um caráter ciumento, autoritário, independente, associal, etc... É, por conseguinte, normal que papai e mamãe canalizem, orientem no bom sentido as jovens forças vivas, por uma repreensão que, bem dosada, bem adaptada, aplicada a tempo, contribuirá para que a criança toque com o dedo as fronteiras do bem e do mal, do justo e do injusto, numa palavra, para formar o seu julgamento moral.
• Uma advertência, para ser eficaz, deve ser breve e rara. Se assume o ar de cena, de gritos intervalados ou superagudos, perde todo o efeito. A princípio amedrontada, mas logo indiferente, a criança deixará passar a tempestade à custa de nossa autoridade, mas também à custa da formação de sua consciência, porque uma consciência não se forma sozinha.

domingo, 10 de julho de 2016

Loucos por livros


Padre Antônio

Gustavo Corção


Numa cidadezinha perdida e esquecida, lá nos confins deste tão imenso Brasil, existe uma igreja quase sem existir. Em torno, mil ou duas mil almas mais ou menos desalmadas; dentro, um velho vigário a fazer contas intermináveis, e um padre coadjutor, na sacristia, a olhar o morro, a linha férrea lá longe, o rio, talvez o céu.

Já traz cinzas na cabeça e uma curvatura nas costas, mas naquele momento o que mais lhe pesa é a solidão que cerca a velhice que se aproxima. Está ali. Não é nada. Não sente forças para fazer nada pela vila indiferente que quer viver sua vida rotineiramente encaminhada para a morte. Sente-se inútil a mais não poder. Quer que ele celebre a única missa da féria, e com uma só porta apenas entreaberta. Precaução aliás inútil porque ninguém mais aparece nas missas dos dias da semana. O povo não gostou quando o vigário tirou os santos que há mais de cem anos povoavam a velha igrejinha. Diminuiu a assistência à missa, diminuíram as confissões. A conversa com o vigário, na hora do jantar, reduz-se a monossílabos.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Loucos por livros


O TRIUNFO

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI. Com esse post chegamos ao fim desse belíssimo livro.

A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.

 

O TRIUNFO


Alcançá-lo-emos, dizia Petain.
No pedestal da estátua do infante, em Metz, lê-se esta inscrição: “alcançamo-lo!”
É a história da tua guerra contra as paixões.
Anima-te pensando no: “alcançá-lo-emos”.
Também tu, um dia, exclamarás contente: dia glorioso!… dia glorioso dos vencedores!
Recorda-te dos soldados, ao regressarem da linha de fronte. Haviam lutado e derramado o nobre sangue!
Esqueciam, porém, tudo na apoteose da volta, em meio das entusiásticas aclamações.
Jovem casto, heroico soldado da pureza, também tu és um vencedor.
“Quem triunfa, de si mesmo, é mais valente do que um conquistador de cidades”.
Não sou eu, é a sagrada Escritura que o atesta (Prov. 16-32).[1]
Menino meigo e tão delicado, foste um herói!
A guerra não se faz sem sacrifícios.

Pe. Júlio Maria de Lombaerde: vida de um “lutador”



Fonte: Blog do [cultor]
Por Dom Antônio Afonso de Miranda


Nasceu dia 7 de janeiro de 1878 na aldeia de Beveren, município de Waregem na Bélgica. Foi batizado dia 8 de janeiro, apressadamente, pois nasceu doentio e inspirando cuidados. Padre Júlio Maria passou a infância em Waregem onde fez o curso primário. Sua formação pré-primária foi feita por religiosas num jardim de infância da cidade. Foi lá que despertou a vontade de ser missionário. Fez a Primeira Comunhão em 1889 e no mesmo ano foi crismado.
Júlio Emílio era compenetrado e maduro nas horas sérias, nas horas de recreio, o amigo expansivo de todos, moço vivo e dado aos divertimentos. Ficou neste colégio apenas 1 ano e em 1895 partiu com um Padre Branco para Boxtel, na Holanda a fim de iniciar sua vida missionária. Em 19/10/1895 parte para a África apesar da tristeza dos familiares e desmaio de sua mãe. Aí nasceu o desejo do seu irmão Aquiles de ser missionário na África também. Em primeiro de novembro Júlio vestia o hábito de irmão branco em Maison Carrée com o nome de Optato Maria. Passou algum tempo na solidão em Iril Ali, como cozinheiro e carpinteiro, e a 18/04/1897 consagrou-se definitivamente como missionário. Em 2/11/1897 foi enviado para Arris e passou por vários lugares da África até 1901. Neste tempo resolveu ser sacerdote, cumprindo uma promessa pela cura que Nossa Senhora lhe concedeu. Já era um homem de barbas longas e cheias. Visitou sua mãe e sua família em dezembro de 1901 e em fevereiro do ano seguinte já estava em Grave (Holanda) junto ao Pe. João Berthier, na “Obra das Vocações Tardias”, para se tornar sacerdote. (02/02/1902).