quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O PRECEITO DA ESMOLA NO ANTIGO TESTAMENTO

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CAPÍTULO VI 

O PRECEITO DA ESMOLA
NO ANTIGO TESTAMENTO
 

A oração, o jejum e a esmola foram sempre consideradas as obras mais agradáveis a Deus e mais próprias para merecer a sua graça. Por isso é que a Sagrada Escritura as recomenda continuamente e no Antigo e no Novo Testamento.
Deixando agora a oração e o jejum, para falar da esmola, diremos que na lei Moisaica os pobres eram tratados com grande caridade e socorrê-los era uma obrigação dos Israelitas. Para ver como Deus ama a classe pobre, leiamos este versículo do Êxodo: “Se emprestares algum dinheiro ao necessitado do meu pobre povo, que mora contigo, não o apertarás como um exator, nem o oprimirás com usuras.” (XXII, 24). Ameaça terrível dirige a quem vilipendia a viúva e o órfão: “Não farás mal algum à viúva nem ao órfão. Se vós os ofenderdes, eles recorrerão a mim e eu ouvirei os seus clamores; e o furor se acenderá e vos ferirei com a espada e vossas esposas ficarão viúvas e vossos filhos órfãos.” (Êxodo XXII, 22).

A história dos santos anjos…

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3 A história dos santos anjos… 

Terão os anjos, também, a sua história?
Têm-na, tal como o homem. Como o homem foram criados, como o homem enriquecidos de soberbos dons de natureza e de graça, e como o homem sujeitos a uma prova, que decidiria da sua admissão ou não à visão intuitiva de Deus.
O que foi essa prova, só poderíamos saber por conjeturas fundadas em passos da Escritura. Mas nada de certo sabemos. É o menos. É certo, entretanto, que passaram por esta prova. Assim o exigia a sua natureza intelectual e livre, e por ela quis Deus N. Senhor que passassem para que merecessem o céu. Durou-lhes um instante essa prova, e esse instante deu-lhes a eterna e imutável bem-aventurança — como aos que nela sucumbiram, a condenação.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

O ABANDONO À DIVINA PROVIDÊNCIA - Capítulo III

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O ABANDONO À DIVINA PROVIDÊNCIA
pelo
P.J.P de Caussade, S.J


CAPÍTULO III

Como a santidade se tornaria mais fácil, 
se fosse considerada deste ponto de vista.

Se a obra da nossa santificação nos oferece dificuldades tão insuperáveis na aparência, é porque não temos dela uma idéia exata. De fato, a santidade reduz-se toda a uma só coisa, — a fideli­dade à vontade de Deus. Ora esta fide­lidade está ao alcance de todos, tanto na sua prática ativa como no seu exer­cício passivo.

A prática ativa da fidelidade con­siste no cumprimento das obrigações que nos são impostas, quer pelas leis ge­rais de Deus e da Igreja, quer pelo es­tado particular que abraçamos. E o exercício passivo consiste na aceitação amorosa de tudo o que Deus nos envia a cada instante.

Destas duas partes da santidade, qual é a que está acima das nossas forças? Não é a fidelidade ativa, pois as obri­gações que ela nos impõe cessam de ser obrigações desde que o seu cumprimento excede realmente as nossas forças. O es­tado de saúde em que vos encontrais não vos permite ir assistir a missa? Não estais obrigados a ouvi-la. E o mesmo se diga de todas as obrigações positivas, isto é daquelas que nos prescrevem o cumprimento de algum ato. Só as que nos proíbem de fazer coisas que são más em si mesmas, é que não sofrem exceção alguma, pois nunca é permitido fazer o mal.

A AVAREZA É UM VÍCIO REPUGNANTE

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CAPÍTULO V 

A AVAREZA É UM VÍCIO REPUGNANTE 

A avareza é um dos vícios mais repugnantes e dos que mais desonram o homem. O avarento é odiado por todos, e na sociedade é tido como uma sanguessuga. Quando o amor o torna egoísta, o embrutece, fá-lo incapaz de pensamentos nobres e elevados, curva-o para a terra, fá-lo esquecer o céu. Ele torna-se cruel para com o próximo, espezinha as leis de justiça e da caridade, oprime os pobres e só aspira enriquecer-se de qualquer maneira, justa ou injusta. As moedas que ajunta na bolsa são muitas vezes o preço das lágrimas e das privações dos infelizes. Conta-se que S. Francisco de Paula, uma ocasião, partiu uma moeda e encontrou dentro o sangue do pobre que o avarento barbaramente conculcara.

São Miguel Arcanjo, vencedor do dragão infernal!

Fonte: Notas Impertinentes

São Miguel Arcanjo, vencedor do dragão infernal, oferecei a Deus as nossas orações como o fumo dos perfumes


A festa de 29 de setembro é a mais antiga das festas consagradas a São Miguel; lembra a dedicação do velho e venerável santuário dedicado ao santo Arcanjo nos arredores de Roma.

O nome Miguel – em hebraico, QUEM COMO DEUS – lembra o combate que se travou no Céu entre o Arcanjo, príncipe da milícia celeste, e o demônio. No combate que continua entre o bem e o mal, Cristo tem por aliados São Miguel e os seus anjos, a Igreja e os santos; do lado oposto estão Satanás e os demônios, com todos os seus auxiliares. Também nós estamos pessoalmente aliados neste combate; peçamos a São Miguel e aos seus anjos que nos ajudem para não perecermos no dia do juízo. Quando um cristão deixa este mundo, a Igreja pede que São Miguel, o porta estandarte, o introduza na luz celeste; daí o hábito de o representar segurando a balança divina onde são pesadas as almas. São Miguel é também quem preside ao culto de adoração que se presta a Deus; foi a ele que São João, no Apocalipse, viu junto ao altar, com um turíbulo de oiro na mão; ele faz subir até Deus, como o fumo do incenso, a oração dos santos.

Exorcismo Breve
Oração composta por Sua Santidade, Papa Leão XIII

Privilégios da natureza angélica

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2 — Privilégios da natureza angélica 

Percorramos a escala dos seres criados por Deus: os minerais, que apenas existem, mas que não vivem; os vegetais, que vivem, mas que não gozam da vida sensitiva (que lhes seria facultada por sentidos como os dos animais); os animais que veem, cheiram, ouvem, etc., mas que não têm conhecimentos intelectivos; o homem, que goza de vida intelectiva, mas que a goza dependentemente do cérebro, que é matéria; e enfim os anjos, que gozam da vida intelectiva independentemente da matéria.
Estes são, portanto, os seres mais perfeitos jamais saídos das mãos de Deus, assim como os minerais, que abrem essa escala de seres, são os mais imperfeitos, ou por outra, os que gozam de menos perfeições.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O ABANDONO À DIVINA PROVIDÊNCIA - Capítulo II

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O ABANDONO À DIVINA PROVIDÊNCIA
pelo
P.J.P de Caussade, S.J


CAPÍTULO II
Os deveres de cada momento são sombras, sob as quais se oculta a ação divina.

A virtude do Altíssimo cobrir-te-á com a Sua sombra, disse o Anjo a Maria. Esta sombra, na qual se esconde a vir­tude de Deus para gerar Jesus Cristo nas almas, é o que cada momento traz em si de deveres, de gozos ou de cruz. Com efeito, estes são apenas sombras à maneira daquelas a que damos este nome na ordem da natureza, e que se estendem sobre os objetos sensíveis como um véu que nossos encobre. Assim na ordem moral e sobrenatural, os deveres de cada momento, sob as suas obscuras aparências, encobrem a verdade da vontade divina, a única a merecer a nossa atenção. Assim as olhava Maria. E por isso essas sombras deslizando sobre as suas faculdades, longe de A perturbarem alimentavam a Sua fé d'Aquele que é sempre o mesmo. Retirai-vos, ó Arcanjo, vós sois uma sombra; o vosso momento voa e vós desapareceis. Maria ultrapassa-vos, vai avançando sempre; já vos encontrais longe d’Ela; mas o Espírito Santo que d’Ela se apoderou através desta missão sensível, jamais A abandonará.

O OURO É TERRA BRILHANTE

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CAPÍTULO IV 

O OURO É TERRA BRILHANTE 

Afinal de contas, que é esse ouro ao qual tanto nos afeiçoamos, ao ponto de nos esquecermos das necessidades da alma? É um pouco de terra brilhante, lodo reluzente, um metal que Deus escondeu no seio das rochas e nas entranhas dos montes, e que os rios levam ao mar com a areia e os cascalhos. O ouro não serve para alimento, nem remédio; e para nós são mais úteis e preciosos o trigo da campina, a lenha do bosque, o carvão mineral.
Referem as fábulas que um rei da antiguidade andava tão apaixonado pelo ouro que pediu com insistência aos deuses lhe concedessem o favor de transformar em ouro tudo o que tocasse. Por desgraça foi ouvido. Ébrio de alegria deu ordens para que se sacrificasse em agradecimento aos deuses. A sua alegria, porém, foi breve e converteu-se para logo em amargo desengano e em profundo desespero. Ele transformara em ouro brilhante o paço e os móveis; tudo em roda dele luzia daquele metal que tanto amava. Chegou a hora da refeição e pôs-se à mesa. Apenas tocava uma iguaria ou bebida, elas se transformavam em ouro, pelo que não pôde mais comer, nem beber. Só então caiu em si o infeliz rei e maldisse seu amor desordenado ao vil metal; mas, era tarde. Morreu dias após, consumido pela fome e pela sede.

Os anjos são puros espíritos

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Capítulo II 

A NATUREZA ANGÉLICA 

Gostarias de certo, caro jovem, de ver ao teu lado o teu anjo da guarda. Tudo darias para poder contemplá-lo em sua celestial formosura, em sua atitude de habitante da pátria celeste, naquela feição peculiar e cheia de majestade dos seres superiores.
Se isto, por ora, te não é dado, nada impede que o contemples à luz dos ensinamentos da teologia católica.
Que são, pois, os santos Anjos? Não é fácil responder. Mas sabemos de certo que são puros espíritos — que são sumamente privilegiados dentre todos os seres criados — que têm também uma história como a nossa. 

1 — Os anjos são puros espíritos 

O Anjo, diz S. Gregório Magno, é espírito, e só espírito, enquanto que o homem é espírito e carne.[1] Não são, portanto, seres corpóreos, como as criaturas que povoam este mundo que habitamos. Não são, também, compostos de espírito e corpo, como somos os homens. São seres simples e puramente incorpóreos sem que em sua constituição física entre matéria de espécie alguma, por leve e etérea que seja. Inútil dizer que são inacessíveis aos nossos sentidos: nem os podemos ver, nem os podemos tocar. Assim fala, a propósito, o IV.º Concílio de Latrão: “Com seu poder onipotente tirou (DEUS) do nada, no princípio, juntamente a uma e outra criatura, a espiritual e a corporal, a saber, a criatura angélica e a criatura terrena, e em seguida a humana, como composta que é de espírito e de carne.”[2] E por sua vez, o Concílio do Vaticano adota a mesma doutrina, transladando a citada passagem para uma de suas “Constituições”.[3]

domingo, 27 de setembro de 2015

O ABANDONO À DIVINA PROVIDÊNCIA - Capítulo I

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

O ABANDONO À DIVINA PROVIDÊNCIA
pelo
P.J.P de Caussade, S.J


LIVRO PRIMEIRO
NATUREZA E EXCELÊNCIA DA VIRTUDE DO ABANDONO

CAPÍTULO I
Toda a santidade dos justos da antiga lei, bem como a de S. José e a da própria Virgem Santíssima, consistiu na fidelidade à vontade de Deus.

Deus fala, ainda hoje, como falava a nossos pais, quando não havia diretores nem métodos. A fidelidade à von­tade de Deus era toda a espiritualidade; mas esta não se encontrava posta em arte que a explicasse de maneira tão su­blime e tão pormenorizada, com tantos preceitos, tantas instruções e tantas má­ximas. As necessidades presentes exigem-no, sem dúvida; mas não era assim noutros tempos, em que havia mais retidão e simplicidade. Sabia-se que em cada momento temos um dever a cumprir com fidelidade, e isto bastava aos ho­mens de então. Nele se ia concentrando sucessivamente a sua atenção, como o ponteiro do relógio que vai marcando as horas, e em cada minuto aponta o espaço que deve percorrer. O seu espírito mo­vido sem cessar pelo impulso divino, encontrava-se insensivelmente voltado para o novo objeto que se lhes oferecia, segundo a disposição divina, em cada hora do dia.

JUROS VANTAJOSOS NESTA VIDA E A GLÓRIA ETERNA NA OUTRA

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CAPÍTULO III 
JUROS VANTAJOSOS NESTA VIDA 
E A GLÓRIA ETERNA NA OUTRA

O banco de que falamos, não abriu falência, nem abrirá jamais; não só, mas também é o mais vantajoso, pois multiplica os capitais em pouco tempo. Os bancos terrenos dão ordinariamente cinco ou seis por cento de juros; mas o divino banco da esmola oferece nada menos que o cêntuplo nesta vida, como penhor, e depois, na outra, as riquezas do céu, tesouros que não podem ser roubados pelos ladrões, nem estragados pelas traças; pérolas e diamantes que formarão a nossa coroa para sempre. Não é exagero para engrandecer a beleza e utilidade da esmola, mas a pura realidade, promessa formal de Jesus Cristo; de fato, lemos no Evangelho (S. Marcos X, 30): “Quem abandonar as suas coisas por amor de mim, diz Ele, receberá centiés tantum, nunc in témpore hoc, et in saéculo futuro, vitam aeternam.” Receberá o cêntuplo das bênçãos que Deus enviará à sua pessoa, a seus bens, a seus negócios; o cêntuplo na paz do coração; o cêntuplo na concórdia da família; o cêntuplo nas graças espirituais na vida e na morte. E não é só: os juros do divino banco da esmola vão além do túmulo e obtém-nos lá no céu uma glória eterna, uma coroa imarcescível, um trono firme. Este banco, fundado por Deus no tempo, é destinado principalmente a enriquecer-nos de riquezas imortais, que são as verdadeiras riquezas, as únicas que merecem ser amadas e procuradas pelo homem, pois não nos podem ser roubadas.

O que são os anjos de nós

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3 O que são os anjos de nós 

Os Anjos são junto de nós exatamente aquilo que os preceptores são junto dos seus discípulos.
Os preceptores, como era de costume antigamente, deviam transformar a criança em um perfeito cidadão: para isto deviam dar-lhe modos, instruí-la, acompanhá-la em suas viagens, ampará-la, confortá-la.
Diante dos Anjos, Espíritos sapientíssimos, somos de fato crianças que devemos ainda formar-nos nos bons modos cristãos, e que muito temos que aprender da doutrina divina que Jesus veio ensinar aos homens.
São por isto eles, de fato, os nossos preceptores.

sábado, 26 de setembro de 2015

ESPECIAL: O abandono à Divina Providência

O ABANDONO À DIVINA PROVIDÊNCIA
pelo
P.J.P de Caussade, S.J


INTRODUÇÃO

O livrinho que hoje sai pela primeira vez em língua portuguesa, deve-se à pena de um dos mais experimentados mestres de espírito da Companhia de Jesus na primeira metade do século XVIII, o P. João Pedro de Caussade (+ 1750)

Nascido a 7-3-1675, entrou no novi­ciado da Província de Tolosa de França a 16-4-1693. Terminados os estudos e feita à profissão solene a 15-8-1708, exerceu durante sete anos o magistério em Aurillac em Tolosa, e em 1715 come­çou a sua vida de pregador discurrente no sul de França. De 1729 a 1731 es­teve na Lorena, entrando em contato com às religiosas da Visitação de Nancy, as quais nos conservaram a sua correspondência e o melhor do seu pensa­mento. Depois de breve ausência voltou novamente à Lorena em 1733, nomeado diretor da casa de Exercícios Espiri­tuais de Nancy.

As perturbações políticas dessa época, se impediram o desenvolvimento da ação dessa casa, foram, contudo benéficas para as visitandinas, às quais o P. Caussade podia assim fazer mais fre­quentes exortações, ao mesmo tempo que ia solicitamente guiando os progres­sos na vida espiritual de várias dessas religiosas. Esta direção dava-a não somente de palavra, mas também por escrito, respondendo ponto por ponto às dificuldades que lhe eram propostas ou redigindo pequenos tratados, conforme a necessidade das almas que à sua direção se confiavam.

O uso vigente na ordem da Visitação permitia aos membros das comunidades comunicarem entre si esses escritos, que assim foram copiados várias vezes e reunidos em pequenos cadernos, os quais essas boas religiosas se iam transmitindo como piedosa herança.

O tratado do Abandono à Providên­cia Divina foi composto, ao que parece, de cartas dirigidas à Madre de Rottenbourg, eleita superiora do mosteiro de Nancy em 1738, e com fragmentos das exortações feitas a essa comunidade.

Foi editado pela primeira vez em 1861, pelo conhecido teólogo P. Hen­rique Ramiere, S.J e acolhido com ex­traordinária aceitação. Reeditou-se logo em 1862 e foi preciso fazer novas ti­ragens em 1863 e 1864. A 5.ª edi­ção saiu em 1867, acrescentada com 128 cartas do P. Caussade e um “Dis­curso do editor sobre os fundamentos e a verdadeira natureza da virtude do abandono, para explicar e defender a doutrina do P. Caussade”. Em edições posteriores foram-se ajuntando algumas cartas e avisos espirituais. Sob esta forma a obra do P. Caussade continuou a co­nhecer o mesmo fervoroso acolhimento, tornando-se “clássica” nesta matéria. Em 1928 aparecia a 21.ª edição, e em 1930 os exemplares espalhados elevavam-se a perto de 80.000.

Para a versão portuguesa, servimo­-nos da 25.ª edição abreviada (Paris 1952) na qual não aparecem as cartas nem outros avisos espirituais do P. Caus­sade, mas se conserva o “Discurso” do editor e se dão em Apêndice alguns pe­quenos tratados de Surin e de Bossuet e alguns atos de abandono em forma de orações.

Na nossa edição pareceu-nos desne­cessário conservar o “Discurso”, e do Apêndice guardamos apenas o ato de abandono atribuído ao restaurador da Companhia de Jesus na Itália, S. José Pignatelli (1737-1811). Este ato era recitado por Madame Elisabeth durante o seu cativeiro no Templo e parece ser da autoria do P. Caussade.

Oxalá este livrinho, “obra genial”, contendo “muitas páginas duma sublimidade, duma magnificência de vistas e duma profundeza de sentimentos que arrebatam os que sabem compreendê-las” (P. Hilaire, diretor das Damas de Nazaré), encontre na nossa língua um êxito semelhante ao que tem tido na sua língua original.

Lisboa, 25 de Agosto de 1955.

A. C.

____________________________________________

ÍNDICE

INTRODUÇÃO

LIVRO PRIMEIRO
NATUREZA E EXCELÊNCIA DA VIRTUDE DO ABANDONO



Um banco infalível

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


CAPÍTULO II 

UM BANCO INFALÍVEL 

Há, porém, um banco infalível, no qual deveriam pôr seus capitais todos os cristãos, certos de que se locupletarão no tempo e na eternidade, na terra e no céu. Esse banco conta já milhares de anos de existência e nunca abriu falência, e temos firme certeza que há de durar até o fim do mundo. As pessoas sábias e previdentes, que pensam seriamente nos seus verdadeiros interesses, sempre confiaram a ele os seus bens e dele tiraram riquezas inexauríveis.
Moisés recomenda este banco ao seu povo em muitíssimos lugares de sua lei; e a maior parte dos livros do Antigo Testamento o exaltam com louvores magníficos. O livro de Tobias parece escrito unicamente para demonstrar a sua utilidade, a sua grandeza, as vantagens imensas que traz consigo; e um Anjo descido do céu tece-lhe o mais belo elogio, recomendando-o a todos.
Jesus Cristo, vindo à terra, falou muitas vezes de tal banco, altamente e encomiou e o propôs aos seus sequazes.
Mas, que banco misterioso é esse? Os nossos corteses leitores já adivinharam; esse banco privilegiado é a esmola.

Os Ofícios dos Anjos

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2 Os Ofícios dos Anjos 

É com cuidado que um rei ou chefe de governo considera os seus súditos, para elevá-los, conforme a capacidade de cada um, aos cargos da administração oficial. Corresponde, então, perfeitamente, à excelsitude da dignidade e à jurisdição do seu cargo, a excelência dos dotes que neles descobre. É assim que a uns conserva junto de si, a outros envia como embaixadores; a uns encarrega o governo das províncias a outros a direção de cidades; a uns confia as pequenas comarcas, a outros as comunidades e pessoas particulares. Desta prudente e sábia distribuição de cargos, correspondentes às aptidões de cada um, é que resulta o bom governo do estado e a satisfação do povo.
Ora bem, isto é o que faz Deus Nosso Senhor, com sabedoria infinitamente superior, com relação aos Seus anjos criaturas Suas excelentíssimas e santíssimas. Neles a multidão nada tem de desordem ou confusão; nem poderia haver lugar para a desordem nas obras de Deus.
Segundo a doutrina dos santos Padres fundada nas sagradas Escrituras, constituem os anjos uma milícia ou exército comandado por nobilíssimos generais:[1] estão divididos em três hierarquias e cada qual consta por sua vez de três ordens ou coros.
A primeira hierarquia se compõe dos Serafins, dos Querubins, dos Tronos; a segunda das Dominações, das Virtudes e das Potestades; a terceira dos Principados, dos Arcanjos e dos Anjos.[2] Cada hierarquia, por sua vez, é ornada de dotes peculiares conforme a posição que lhe dá Deus na distribuição dos cargos do Seu reino celestial.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

FREQUENTES FALÊNCIAS DE BANCOS

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


Prefácio dos Editores 

Já em outra ocasião foi publicado nas Leituras Católicas um opúsculo sobre a esmola, intitulado “A Esmola segundo Deus”. Esse trabalho foi muito apreciado e estávamos cogitando fazer nova edição, quando foi traduzido o presente opúsculo da lavra do Servo de Deus Padre André Beltrami, da Pia Sociedade Salesiana.
Oh! seja bem-vinda esta voz do virtuoso Sacerdote a acordar certas pessoas que dormem, a evocar certos mortos!
O glorioso Apóstolo S. Paulo nos exorta a fazermos o bem, enquanto temos tempo. Outra não é a exortação do Padre Beltrami neste seu trabalhinho sobre a Esmola.
Hoje a palavra de André Beltrami é mais autorizada, porque já se introduziu a Causa de sua Beatificação e Canonização, e esperamos que, dentro em breve, receba na fronte a auréola dos Bem-aventurados.
Acolhei, pois, esta sua palavra como uma voz vinda do Céu.

CAPÍTULO I 

FREQUENTES FALÊNCIAS DE BANCOS 

Todo ano, nas principais cidades da Europa e da América, os jornais anunciam a falência de algum banco, que arrasta à miséria muitas famílias e lança na desolação regiões inteiras. São desgraças terríveis, que, invés de diminuírem com o avançar da civilização e do progresso, aumentam em proporção espantosa; e dão o que fazer aos homens de Estado, os quais, debalde, procuram medicar essa chaga social, que assassina o comércio e flagela os povos. Mal se acalmaram os gritos de dor pela quebra de um banco, que roubou o patrimônio a inúmeras famílias, eis logo se divulga a funesta notícia da falência de outro banco, que renova as mesmas cenas de desventura, lançando na rua um número grande de pessoas, que da opulência passam à mais esquálida miséria.

Especial: O Banco mais Vantajoso e Infalível -- ou -- A Esmola

Nota do blogue: Agradeço a alma generosa que me enviou esse arquivo para publicação. Deus lhe cumule de graças. 


O Banco mais Vantajoso e Infalível 
-- ou -- 
A Esmola


ÍNDICE

A quem devemos a proteção dos Anjos / Número e poder dos Anjos

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


Capítulo I 

A QUEM DEVEMOS A PROTEÇÃO DOS ANJOS



Indaguemos: o cuidado dado aos anjos, de velar sobre nós, por quem foi dado? Quis mandavit? Somente por Aquele de Quem são os anjos súditos obedientes e zelosos ministros. Mas quem é aquele, segue interrogando S. Bernardo, de quem são súditos os anjos? E de quem são ministros? Do Senhor, Deus Altíssimo. Foi portanto Deus que deu aos anjos a ordem de proteger-nos em toda a nossa vida. E nesta ordem, como observa o seráfico doutor S. Boaventura, manifesta-se o Seu poder supremo, a Sua sublime sabedoria, a Sua paternal bondade. 

1 — Número e poder dos Anjos 

Conforme a doutrina dos santos e doutores da Igreja, cada homem, ao nascer, recebe um Anjo para guarda seu e seu protetor particular.[1]
Igualmente tem seu Anjo da Guarda cada nação, tem-no igualmente cada província, cada cidade, cada casa, cada família, cada comunidade, cada templo, cada altar. “Serviam a Deus milhares de milhares”, diz o profeta Daniel.
De forma que contamos com a proteção não somente do nosso Anjo particular, mas também com a daqueles que presidem as comunidades de que somos membros.
É exatamente por este motivo que diz a Escritura: “aos seus Anjos Deus ordenou que te guardassem etc.”
Diz “aos seus Anjos” no plural, porque, como explica S. Roberto Belarmino, protege-nos não somente o nosso Anjo da Guarda, mas também os Anjos protetores da nossa pátria, da nossa província, da nossa cidade, etc.
São, portanto, inumerável multidão os Anjos deputados para a guarda dos homens.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Santos Anjos da Guarda - Introdução

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


Parte I

FUNDAMENTO DOGMÁTICO 
E APLICAÇÕES PRÁTICAS


INTRODUÇÃO

“Deus confiou aos Seus anjos o guardar-te em todos os teus caminhos.”
(Salmo XC, 11)
É uma verdade de fé, diz o exímio teólogo Francisco Suarez, que Deus, em Sua inefável providência, confiou os homens, enquanto peregrinam por este mundo, à guarda dos Santos Anjos. E é igualmente doutrina católica, que a cada homem, desde o primeiro instante do seu nascimento, é assinado um anjo em especial como seu particular guardador. “Singulis hominibus ab ortu nativitatis suae singulos angelos ad custodiam esse deputatos, assertio catholica est.”[1]
Este ensinamento é fundado sobre a autoridade da Sagrada Escritura e dos santos Padres. Quanto à Escritura, um dos textos sobre que principalmente se apoia, é o versículo, que há pouco citamos do salmo nonagésimo: “Deus confiou aos Seus anjos o guardar-te em todos os teus caminhos. Angelis suis Deus mandavit de te, ut custodiant te in omnibus viis tuis.
É este versículo rico de doutrina. Cada uma de suas palavras merece ser meditada. E nós o faremos seguindo as pegadas do doutor melífluo, S. Bernardo, que assim as vai comentando: “Quem confiou? a quem? Que foi confiado? a respeito de quem? Oh, que grande reverência te não deve inspirar uma tal disposição da Providência de Deus, quanta devoção infundir, quanta confiança trazer! Reverência, pois assim o exige a presença, certa de fé, dos santos anjos; devoção em retorno dos benefícios que te dispensam, e confiança pelo fato de estares sob os cuidados de tais guardadores.” (Sermo XII in ps. XC.).



[1]     De Angelis, lib. VI, cap. XVII, n. 68.

ESPECIAL: OS SANTOS ANJOS DA GUARDA

Nota do blogue: Agradeço a alma generosa que me enviou esse arquivo para publicação. Deus lhe cumule de graças. 


OS SANTOS ANJOS DA GUARDA
Pe. AUGUSTO FERRETTI, S. J.



PARTE I

FUNDAMENTO DOGMÁTICO 
E APLICAÇÕES PRÁTICAS

CAPÍTULO I
A QUEM DEVEMOS A PROTEÇÃO DOS ANJOS

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Pensamento do dia 23/09/2015


"Dedica-te, Filotéia, aos negócios que estão ao teu encargo, 
pois Deus, que os confiou a ti, 
quer que cuides neles com a diligência necessária; 
mas, se é possível, nunca te entregues ao ardor excessivo 
e ansiedade; toda inquietação perturba a razão e nos impede de fazer bem aquilo mesmo por que nos inquietamos... 
Na verdade, obra alguma feita 
com precipitação saiu jamais bem feita." 

(São Francisco de Sales - Filotéia)

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Pensamento do dia 22/09/2015


"É ali que Ele ensina essa sublime sabedoria 
que o mundo chama de loucura; 
e que d'Ele se aprende essa ciência dos santos 
que os sábios desdenham, 
mas que o humilde cristão acha, com razão, 
como a única que possa assegurar a sua felicidade nesse mundo e no outro."

(A paz d'alma - fruto da devoção à Eucaristia e do Abandono à Providência 
 Padre Chaignon S.J - 1882)
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