terça-feira, 25 de abril de 2017

REFLITAMOS...

Vejam a profundidade e gravidade dessa frase. Reflitamos sobre o que a Nova Ordem vem fazendo, destruindo tudo, inclusive a língua das nações para que se corrompa o espírito. Já não há o belo nas poesias, aliás, não há mais poesia, lógica de pensamento, etc. E assim, se minam as estruturas até atingir a família e, conseguintemente, a Igreja.

"Uma língua é a forma aparente e visível do espírito dum povo. Há sempre uma relação profunda, ainda que muitas vezes obscura e aparentemente apagada, entre as palavras e as idéias, entre as idéias e o estado social dum povo." [Villemain]

segunda-feira, 24 de abril de 2017

APONTE O CRISTO, MÃE!

Tanta coisa marcou-me ao ver essa imagem, uma delas é o fato da mãe apontar ao que ficou intacto naquela cena, o crucifixo! Num mundo destruído pelo diabo, sem grandes expectativas, o que cabe às mães de família fazer? Apontar o Cristo aos seus filhos. O menino na foto não se prende à destruição ao redor, mas fita o Cristo e não desespera, tamanha força contida na palavra de uma MÃE.


TOMÉ, QUE SOU EU, QUE É VOCÊ!


Ontem vimos a passagem de Tomé no Evangelho. Tomé que é você, Miguel; que é você, Celina; que é você, Paulo; que é você, Henrique; que sou eu, Letícia. Um Tomé atormentado pelo receio das promessas de Deus, um Tomé descrente pelas perseguições, um Tomé que não sentia Deus consigo.

Toquem-Me, todos vós que não confiam.
Toquem-Me, se não acreditam em Meu amor.
Toquem-Me, sou Eu mesmo, não vos abandonei.

E quantos Tomés Deus teve que suportar (suporta e suportará) por toda a história da humanidade... é desse lado aberto, chaga luminosa e gloriosa, que emanam raios de misericórdia, por simplesmente amar!

Toquemo-lO e creiamos nesse amor.

sábado, 15 de abril de 2017

NOVIDADE [CASTELA EDITORIAL]

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MONUMENTAL OBRA DA FÉ CATÓLICA, OBRA DE REFERÊNCIA, INDISPENSÁVEL PARA OS PÁROCOS, COORDENADORES DE CATEQUESE, SEMINÁRIOS E CASAS DE FORMAÇÃO TEOLÓGICA, QUE DEVE SER COLOCADA NO CONJUNTO DAS OBRAS DE ESTUDO DOS QUE DESEJAM APROFUNDAR, ENRIQUECER E ILUMINAR O SEU CONHECIMENTO DOS ELEMENTOS DA FÉ CATÓLICA.

CONTÉM A PRÁXIS CONCIONATÓRIA, UM SUMÁRIO CATEQUÍSTICO, UM ÍNDICE ESQUEMÁTICO E UM ÍNDICE ANALÍTICO-REMISSIVO, PARA FACILITAR O SEU ESTUDO E COMPREENSÃO.

NOVIDADE DO [CULTOR]: COMPÊNDIO DE TEOLOGIA ASCÉTICA E MÍSTICA DO TANQUEREY


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DESCRIÇÃO
ADOLPHE TANQUEREY | 864 PÁG. | TEOLOGIA | BROCHURA. 

O objeto próprio da Teologia Ascética e Mística é a perfeição da vida cristã. Toda e qualquer vida necessita de se aperfeiçoar, e aperfeiçoa-se aproximando-se do seu fim. A perfeição absoluta é a consecução deste fim, que só no céu alcançaremos; na terra não podemos adquirir senão uma perfeição relativa, aproximando-nos sem cessar dessa união íntima com Deus que nos dispõe para a visão beatífica. Desta perfeição relativa é que trata o livro, expondo os princípios gerais sobre a natureza da vida cristã, a sua perfeição, a obrigação de tender a essa perfeição e os meios gerais de a alcançar.

domingo, 9 de abril de 2017

VIVA CRISTO REI!


ONDE ESTÁS VÓS

CRIANÇA E MISSA


Algumas pessoas acham que basta mandar a criança ficar quieta na Missa que isso basta, ou, o que é pior, compram a criança com uma pipoca, sorvete em troca do silêncio.

Deve-se procurar desde o berço incutir na criança o gosto pelo sobrenatural, pela vida de espiritualidade. Ajoelhar na presença da criança para rezar, ter imagens pias em casa, cantarolar músicas sacras, levar as crianças à igreja durante a semana para elas acostumarem com o ambiente, e ter conversas com elas, explicando -- de uma forma mais simples -- quem está no sacrário, que ali é a casa de Deus, que a missa é um momento importante para nós e para Jesus. E aos poucos familiarizar a criança com a espiritualidade cristã.

Ensinar a obediência pelo amor não por trocas e autoridade. É mais trabalhoso, porém o resultado é definitivo.

Letícia de Paula

FEMINISMO


O feminismo não é consequência apenas de uma sociedade decadente. O maior incentivador dessa porcaria é a decadência existente dentro de casa, na família. Pais que não sabem e não querem exercer suas funções perante aos filhos, ausência de valores e de presença, a idolatria do trabalho, onde as crianças e adolescentes são compensados (pela ausência dos pais) por dinheiro. Divórcio, adultério, libertinagem, e os jovens buscam na rua alguma causa mais "nobre" que lhes façam sentir-se úteis e valorizados.

Deparam-se com mentiras e ideologias enganosas, mas que suprem, mesmo que de forma superficial, suas carências.

Letícia de Paula

terça-feira, 4 de abril de 2017

25. A EDUCAÇÃO DA ORDEM

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.


25. A EDUCAÇÃO DA ORDEM

Ter ordem não é coisa insignificante. É uma das virtudes mais preciosas para o perfeito equilíbrio da vida individual e para a boa harmonia da vida em comum.

• Nossas filhas sentirão, durante toda a vida, grande necessidade de ter ordem, sobretudo quando forem donas de casa, esposas ou mamães. Mas é na idade em que se formam os hábitos que cumpre desenvolver essa disciplina.

A ordem é igualmente necessária aos meninos, por que não há profissão na qual quem tiver ordem não ultrapasse a quem não a tiver. Existem mesmo algumas em que a desordem incorrigível constitui autêntica contra-indicação.

• A ordem é um meio de desenvolver nas crianças o autodomínio, e num certo sentido o espírito de sacrifício, obrigando-as a lutar contra a negligência.

• É uma realidade da experiência que a ordem exterior torna a vida mais agradável: alivia a memória, permitindo encontrar sem esforço as coisas em seus lugares. Facilita a calma, suprimindo as causas de nervosismo e de fadiga suplementares, provocadas pela desordem.

FAROL DA FÉ


No alto da Cruz, Cristo via a atitude de todos os Seus amigos e inimigos. Uns fugiam, outros O negavam, alguns blasfemavam, outros batiam no peito e diziam: foi para isso que eu O segui? alguns simplesmente não acreditavam no que viam, outros se enforcavam... São João Evangelista, o mais novo e menos experiente nas coisas do mundo, se manteve como um LEÃO. Não se há um relato dele no Calvário, não abriu a boca para nada, mas rasgou sua alma em CONFIANÇA...

A Igreja Católica passa por uma crise, assim como já passou por várias no passado, não cabe a mim dizer se é a maior ou a última, o que cabe a mim e a todos nós, é meditar no seguinte: Assim como Cristo passou pela Paixão, assim Sua ESPOSA deve passar por ela, e essas crises nada mais são do que a própria Paixão da Esposa.

Qual a conduta que teremos diante da ESPOSA que padece?

Fugir? negá-la? blasfemar contra ela? desesperar? ... bater no peito e dizer: "é para isso que eu fui batizado?". NÃO! Olhemos para aquele que escutou a lição direto do coração do Crucificado. São João Evangelista, com uma maturidade que não estava em sua idade física mais espiritual, manteve-se de pé, em vigília e apoiado por Nossa Senhora. Foi um LEÃO MUDO, porém, mais forte que a MORTE.

Letícia de Paula

domingo, 2 de abril de 2017

TALCO E ROSA

Fui ao asilo assistir à missa e subi até à capelinha de Nossa Senhora que é cuidado por uma freira idosa com muito esmero. Abri a porta com muito cuidado, pois vi que ela estava ajoelhada rezando diante do Santíssimo. Nas pontas dos pés eu me ajoelhei bem atrás e a observei... já com seus quase 90 anos, pele com toque de talco — de tão clara —, face e mãos enrugadas pelos anos e fardo da vida, lá estava ela, a passar as contas de um rosário com os olhos fixos em Deus.

Ela se sentou, com rosto sofrido, creio que estava com dor e percebeu que alguém estava ali, se virou e me viu. Sorri e ela me disse: — Oi minha filha! e voltou a passar o rosário entre os dedos tortos e enrugados. Um cheiro de rosa pairava naquele lugar, não sei se era do talco ou do coração daquela velha freira que labutava pelas almas, ali em silêncio e na solidão daquele asilo...

Letícia de Paula

24. A EDUCAÇÃO DO RESPEITO E DA POLIDEZ

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.



24. A EDUCAÇÃO DO RESPEITO E DA POLIDEZ 

A polidez que se trata de inculcar nas crianças é uma polidez que vem do coração: virtude francesa e cristã por excelência, é filha do respeito aos outros e irmã da caridade. Mas, por uma justa consequência das coisas, a educação da polidez desenvolverá o senso do respeito e sugerirá uma porção de pequenos atos de caridade numa época em que o egoísmo impele muita gente a se comportar na vida como se estivesse só ou fosse o centro do mundo. 

• Decerto, não se trata de pensar que a educação consiste unicamente no bom comportamento exterior. Mas esse comportamento pode favorecer o bom comportamento moral. 

• É tanto mais importante ensinar desde cedo à criança as regras elementares da polidez quanto daí se extraem hábitos, poder-se-ia mesmo dizer automatismos relativamente fáceis de adquirir, e que permanecerão a vida inteira. Se a educação da polidez for negligenciada durante a primeira infância, prova a experiência ser difícil refazê-la depois. 

• A má educação compromete o futuro humano e profissional de uma criança, enquanto que a boa educação o favorece poderosamente. 

• A má educação inicial faz, em muitos casos, correr o risco de paralisar ou diminuir a influência da criança ao se tornar adulta, enquanto que uma boa educação a facilita e multiplica. 

23. A EDUCAÇÃO DO SENSO DA JUSTIÇA

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.



23. A EDUCAÇÃO DO SENSO DA JUSTIÇA 

Infelizmente, não é inútil denunciar os pequenos furtos que se tenham cometido em casa sem a consciência de falta grave por parte da criança; mais sérios são os que vierem a se produzir lá fora. Todos, porém, devem ser severamente punidos, obrigando-se o culpado a confessá-los e repará-los na medida do possível. Ainda assim é preciso a todo preço impedir que a tendência se enraíze e que a impunidade e, sobretudo, um sorriso concedido à habilidade demonstrada na falta, venham deformar definitivamente a consciência.[1]
• Por natureza, as crianças são tentadas a se apropriar do que lhes agrada ou do que lhes pode ser útil. Não será apenas por isso que devemos acusá-las de furto, pois não têm sempre uma noção exata de propriedade. Contudo, é conveniente lhes dar pouco a pouco uma clara compreensão do respeito devido ao que aos outros pertences. 

• O respeito ao bem alheio é uma das condições elementares da confiança mútua e do bom equilíbrio das relações sociais. 

• Aceitar que a criança se entregue a pequenos furtos a pretexto de que é ainda muito pequena, é tornar-se mais ou menos cúmplice de hábitos nocivos que podem ter, no futuro, repercussões deploráveis. 

• Como quer que seja, na criança, o furto repetido pode ser um sintoma de desequilíbrio afetivo (furto de compensação), e pode constituir um sinal de alarma para os pais. Estes terão interesse em consultar um médico ou um educador avisado. É provável, aliás, que o tratamento seja exatamente o contrário de uma atitude brutalmente repressiva. 

sábado, 1 de abril de 2017

RELATO AMIGO

Queridos amigos leitores,
salve Maria.

Relatos como esse abaixo dão ânimo à alma e por conta dele voltarei com os ESPECIAIS.
Deus seja louvado, para sempre seja louvado.
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Caríssima Letícia, boa noite!

Meu nome é Heitor, natural de Recife-PE, sou graduado em Arquitetura e urbanismo, tenho 33 anos, sou casado, pai do Mathias de 1 ano e meio e pai novamente de um bebê que ainda não sei o sexo. Minha esposa se chama Flávia, tem 35 anos, natural de Niterói-RJ e somos casados há 4 anos. Moramos em Rio das ostras, região dos lagos do estado do Rio. Vivemos da providência Divina e leio e releio seu site há anos. Anos!

Amiga, tomei coragem e te mando esse e-mail agora. Não tenho outras palavras para te dizer a não ser OBRIGADO! obrigado por seu apostolado, seu testemunho, seu trabalho se propagar e defender a fé Católica nesse século paganizado e ateu, apóstata e hipócrita. Seu site é um luzeiro em meio ao escuro e desde o tema, tudo são armas para podermos lutar. 

Obrigado Letícia! Por mim, por minha família e por todos os meus amigos. E por todos que lêem o seu site há anos. Deus lhe abençõe e lhe pague.

Em Cristo,

quarta-feira, 29 de março de 2017

IGREJA CATÓLICA, UM PORTO SEGURO


Muitos buscam viver a religião devido a morte de um ente querido, doença ou sofrimento na família, falência, por traições... dificilmente alguém que, aparentemente está bem e afastado da Igreja busca o retorno, sempre acontece em momentos de fragilidade e miséria.

Algumas religiões pregam a prosperidade e possuem uma forma muito carismática de receber essas pessoas, atraem milhares de almas perdidas, prometendo rios e fundos, mas o tempo passa e essas almas continuam vazias.

O que a Igreja Católica faz é apontar um rumo, mostrar meios deixados por Cristo para suportar esses baques. Poderíamos ser mais acolhedores, isso é fato, mas nunca se ofereceu o que não se poderia dar. Cristo deixou os Mandamentos, os Sacramentos, a Santa Missa, ensinou-nos a orar e deu-nos a graça.

Disse: "Pegue a sua Cruz e siga-me". E é isso que nós, católicos, acreditamos.

Temos na religião Católica um porto seguro, muito mal apresentado por muitos fanfarrões. Fazem uma caricatura medíocre dela, com sofismas e ataques sem fundamentos.

Essas almas feridas e sem respostas não encontrarão soluções prontas na Igreja de Cristo, nem prosperidade relâmpago, encontrarão aqui meios práticos e certos de como suportar a Cruz e santificar sua dor. Encontrarão força e alimento para não sucumbir; alento para o que não se tem resposta.

Letícia de Paula

terça-feira, 28 de março de 2017

CATECISMO ONLINE PARA NÃO-CATÓLICOS



Queridos amigos,
bom dia.

Se você ainda não é católico, mas tem buscado conhecer o Catolicismo e gostaria de aprender o Catecismo, entre em contato comigo. Estou montando turmas pequenas, de no máximo 15 pessoas, e ensinando o Catecismo por via Skype.

Duração: 3 meses de curso.
Aulas: 1 vez por semana, duração de 1 hora.
Alunos: no máximo 15 alunos em cada turma.
Material: Catecismo Doutrina Cristã do Monsenhor Pascucci.
Via: Skype, grupo no Facebook para recados.
Avaliação: Trabalhos e provas.


Interessados escrevam para:

agrandeguerra@gmail.com

domingo, 26 de março de 2017

LACRIMATÓRIO E AMOR



Era costume antigo, entre os gregos e romanos, colher as lágrimas dos que sofriam nos funerais por um instrumento de cerâmica chamado lacrimatório. Nós, cristãos, devemos crer que nenhuma lágrima derramada por nossa luta nessa terra ficará perdida. Não! Nosso anjo-da-guarda possui um lacrimatório e colhe cada uma delas e, enquanto as colhe intercede por nós.

Um dia banharemos os pés de Nosso Salvador com essas lágrimas, pois não mais haverá choro e nem ranger de dentes, apenas alegria e paz entre os cidadãos do Céu. Cada lágrima é valiosa e tornar-se-á um doce e agradável óleo santo.

Confie e não temas. 
Nada pode nos afastar do amor de Deus, nada. 

Letícia de Paula

sexta-feira, 24 de março de 2017

VOCAÇÃO DE SER CRISTÃO



Vocação não se restringe apenas a constituir uma família, ou a entrar num convento, ser padre, ou assumir um celibato no mundo. Tudo isso são meios de se cumprir a vocação cristã. A vocação muitas vezes é dobrar seus anseios diante da Vontade de Deus. Sangrar, sangrar, mas não desobedecer e nem desesperar. Eu quero filhos, quero ser padre, mas não acontece, meu Deus, por quê? E, mediante ao silêncio divino cumprir sua vocação daquele dia, hora e momento... Fiat!

Vocação é chorar, sentir seus olhos arderem e não ter um alívio sequer enquanto seus inimigos zombam de ti.

Vocação é sentir seus ossos serem triturados por uma doença e pensar que um dia não haverá mais "ranger de dentes".

Vocação é perder pessoas à morte e moldar seus sentimentos conforme o Céu.

Vocação é tremer, bradar a Deus quando todas as coisas estacionam em sua vida, receber silêncio e mesmo assim, não perder a Fé

Engana-se quem ache que cumprir a vocação de cristão se limita em ser isso ou aquilo.

É mais que isso, é mais que isso...

Letícia de Paula

terça-feira, 21 de março de 2017

MARIA ENSINADA À MOCIDADE



Quem é a Santíssima Virgem?

A Santíssima Virgem Maria é a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem para nos salvar.
Para bem conhecer a vida da Santíssima Virgem, não basta considerar o tempo que Maria passou sobre a terra; precisa-se ainda seguir o curso dos séculos que precederam seu nascimento, e durante os quais tantos oráculos e figuras anunciaram-na ao mundo; penetrar até nas profundidades da eternidade onde, pela sua predestinação, esta Augusta Virgem existiu no pensamento do Altíssimo, inseparavelmente unida ao Cristo Redentor, o «Primogênito de toda criatura» (São Paulo, aos Colos., 1, 15).
Com efeito, de toda eternidade, Deus tinha previsto o pecado do primeiro homem; desde então, tinha resolvido repará-lo pela Encarnação de seu Unigênito, e decretado que este inefável mistério se cumpriria no seio virginal de Maria.


I. — Predestinação, Promessas.

RELATO DA GRAÇA DIVINA

Queridos amigos e leitores,
salve Maria.

Gostaria de partilhar com vocês esse e-mail que recebi hoje, de uma leitora do blog. 
Que Deus seja louvado eternamente e que continue a fortalecer essa guerreira.

Unidos em oração.
Letícia de Paula

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Enviei-lhe um e-mail dia 28 de Maio. Agradecendo por ter sido um grande instrumento que me ajudou na busca pela verdade, onde encontrei a Igreja Católica e a vida dos Santos.

Contudo, toda a minha família é protestante e até então não havia a possibilidade que eu me tornasse Católica. Continuei estudando e rezando durante meses, até que não consegui resistir mais à Vontade de Deus que se manifestou com clareza para mim. Como ao jovem rico, que apesar de já conhecer a Cristo, lhe pediu mais, pediu o que mais lhe custava. Então entreguei à Deus minha vida, aceitando essa nova família que me concederia no Corpo Místico de Cristo.

Falei com meus pais sobre essa decisão. Foram duas semanas dolorosas até que finalmente pudesse ir para a Missa e me orientar com algum Padre. Duas semanas onde falei com pastores, missionários e tive de ler várias artigos contra a Igreja Católica para que desistisse dessa decisão. Perdi o contato com todos durante um tempo. Inclusive meu melhor amigo, com quem não posso falar até hoje. Mas Deus não desampara e então pude caminhar para finalmente receber os Sacramentos e ser admitida na Igreja.

Ganhei um grande Pai Espiritual que me amparou e no dia 28 de janeiro de 2017 (dia de Santo Tomás de Aquino) foi o meu batismo e a Primeira Comunhão. Escolhi como padroeiro de batismo São Pedro Julião Eymard, que conheci em seu próprio blog. Foi o melhor dia da minha vida! Nunca vivi algo tão pleno e maravilhoso como receber a Comunhão. Mas as lutas foram se tornando cada vez maiores. Não só por parte dos pais, mas pela decepção de toda família. Então dia 18 de fevereiro foi o Crisma, onde Deus me concedeu a Fortaleza e os outros Dons do Espírito Santo para suportar as dores e a Cruz que Ele partilharia comigo nesse caminho. Escolhi como padroeiro Santo Afonso Maria de Ligório, que tanto me encantou quando o conheci em seu blog e continuei a aprender muito com este grande Santo.

segunda-feira, 20 de março de 2017

NOTÍCIAS

Queridos amigos e leitores,
salve Maria.

Perdoem-me a demora nas postagens. Estou reordenando a minha vida.

O ano de 2016 foi um ano de muitas mudanças para mim, tanto no campo profissional como na minha vida em geral. Nesse ano de 2017 estou buscando ordenar tudo, priorizar algumas coisas e quero voltar a postar com mais frequência aqui no blog.

Para a minha alegria o blog voltou a ser acessado. Por um bom tempo ele ficou sem visualizações, creio que devido a minha inatividade, mas, como é possível ver na foto abaixo, ele voltou a ter muitos acessos, para honra e glória de Deus. E também por isso quero voltar a movimentá-lo.

Ainda nesse ano disponibilizarei alguns PDFs aqui, criarei uma página [na aba superior do blog] com links para downloads e deixarei de fazer os especiais, pois, eu nunca quis ganhar um centavo com o blog, mas tem gente usando do material aqui disposto para ganhar lucro e eu não acho justo.

As transcrições já concluídas continuarão disponíveis aqui.

É isso, querido amigos.
Contem com as minhas orações e rogo as suas.

Unidos em orações,
Letícia de Paula

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sábado, 18 de março de 2017

PENSAMENTO DO DIA 18/03/2017


Existe um lugar, onde é possível encontrar refúgio, 
mas só se chega lá por um ato de fé. 
Existem momentos em nossas vidas que a pressão é tanta, mas tanta, 
que não temos forças nem para pedir ajuda. Nessas horas, feche seus olhos, 
e num ato de fé repouse dentro 
do Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Respire e inspire, silencie e deixe 
Ele curar suas chagas e restituir suas forças.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

CAPÍTULO X — O momento presente é a manifestação do nome de Deus e o advento do Seu reino

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

O ABANDONO À DIVINA PROVIDÊNCIA
pelo

P.J.P de Caussade, S.J

CAPÍTULO X
O momento presente é a manifestação do nome de Deus e o advento do Seu reino 

O momento presente é sempre como um embaixador, que declara a ordem de Deus. O coração pronuncia sempre o fiat. A alma vai deslizando assim para o seu centro e para o seu termo; sem se deter jamais, vai levada de todos os ventos; todos os caminhos e todas as maneiras a fazem igualmente avançar para o largo, para o infinito. Para ela tudo é um meio e um instrumento de santidade, sem nenhuma diferença. O que unicamente lhe é necessário encontra-o sempre no presente. Já não é a oração ou o silêncio, o retiro ou a conversação, o ler ou escrever, as reflexões ou a cessação de pensamentos, a fuga ou a procura dos bens espirituais, a abundância ou a miséria, a vida ou a morte; mas unicamente tudo o que cada momento lhe vai apresentando por dis­posição de Deus. Nisso é que consiste o desprendimento, a abnegação, a re­núncia de tudo o criado para não ser nada por si nem para si, para estar em tudo na ordem de Deus e lhe agradar, tendo como única satisfação e conten­tamento viver o momento presente, como se nada mais tivesse de esperar neste mundo. 

Se tudo o que sucede à alma aban­donada é o unicamente necessário, vê-se claramente que nada lhe falta, nem deve queixar-se jamais; e se o faz, mostra falta de fé, vive da razão e dos sentidos que, como não vêem esta suficiência da graça nunca estão satisfeitos. 

Santificar o nome de Deus, conforme a expressão da Sagrada Escritura, é re­conhecer a santidade de Deus, amá-lO e adorá-lO em todas as coisas. Com efeito as coisas procedem dos lábios de Deus como palavras. O que Deus realiza em cada momento é um pensamento divino significado por uma coisa criada. 

E por isso todas as coisas em que nos intima a sua vontade, são outros tantos nomes e palavras em que nos mostra o Seu desejo. Esta vontade, em si mesma, é só uma, não tem senão um só nome desconhecido e inefável; mas é multi­plicada até ao infinito nos seus efeitos, os quais são todos como outros tantos nomes que vai tomando. 

Santificar o nome de Deus, é conhe­cer, adorar, amar o Ser inefável que este nome exprime; é conhecer, ado­rar e amar a sua adorável vontade a todos os momentos, em todos os seus efeitos, considerando-os a todos como véus, sombras, nomes desta vontade eter­namente santa. Santa em todas as suas obras, santa em todas as suas palavras, santa em todas as maneiras de se ma­nifestar, em todos os nomes que vai tomando. 

Assim é que Jó bendizia o nome de Deus. A desolação universal que a von­tade de Deus lhe significava, bendi­zia-a esse santo homem e chamava-a não uma ruína, mas um nome de Deus, protestando que tal vontade divina signi­ficada pelas aparências mais terríveis, era santa, qualquer que fosse a forma ou o nome que tomasse, David bendizia-a também em todo o tempo e lugar. Por este incessante descobrimento, por esta manifestação e revelação da vontade divina em todas as coisas é que o seu reino está dentro de nós, que Deus faz na terra o que faz no céu, que nos alimenta sem cessar. 

O abandono à divina vontade compreende e contém toda a substância da incomparável oração, ensinada pelo próprio Jesus Cristo. Recitamo-la vocalmente várias vezes ao dia, conforme a ordem de Deus e da Santa Igreja; mas pronunciamo-la a cada momento tio fundo do coração, quando mostramos amor e desejo de sofrer e fazer o que essa divina vontade nos prescreve. O que os lábios não podem pronunciar senão por sílabas, por palavras, em maior ou menor espaço de tempo, pronuncia-o realmente o coração em cada instante. É assim que as almas simples se aplicam a bendizer a Deus no fundo do seu ser. Gemem vendo-se impotentes para O bendizer quanto desejariam, pois é bem verdade que Deus dá a essas al­mas as suas graças e favores por meio daquilo mesmo que mais parece privação desses dons celestes. Mas é nisso que consiste o segredo da sabedoria divina: em empobrecer os sentidos enriquecendo o coração, e em encher a este tanto mais quanto aqueles experimentam um vácuo mais doloroso. 

Aprendamos, portanto, a reconhecer o selo da vontade de Deus e do seu nome adorável, em tudo o que vai sucedendo em cada instante. Este nome é infini­tamente santo. É, pois justo bendizê-lO, tratá-lO como tuna espécie de sacra­mento, que por sua própria virtude san­tifica as almas que lhe não põem obs­táculos. Quem poderá ver o que em si contém este nome augusto, sem o esti­mar infinitamente? É um maná divino que desce do céu, para dar um cresci­mento contínuo na graça. É o pão dos Anjos, que se come na terra e no céu. 

Nada há, portanto, de pequeno nos nos­sos momentos, pois todos encerram te­souros de graça, um alimento angélico. 

Venha pois, Senhor, esse reino ao meu coração, para o santificar, o nutrir, o purificar, e lhe dar a vitória sobre os meus inimigos. Oh, momento precioso! Como és pequeno aos olhos do vulgo, mas como és grandes para os que te vêem iluminados pela fé. Como ter na conta de pequeno, aquilo que é grande aos olhos do meu Pai que reina nos céus? Tudo o que daí vem é excelente; tudo o que daí desce, traz ó divino caráter da sua origem.

CAPÍTULO IX — A revelação do momento presente é uma fonte perene de santidade

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

O ABANDONO À DIVINA PROVIDÊNCIA
pelo
P.J.P de Caussade, S.J


CAPÍTULO IX
A revelação do momento presente é uma fonte perene de santidade

            Oh, almas que vos abrasais em sede de santidade, sabei que não precisais de ir muito longe buscar a fonte das águas vivais, pois ela brota mesmo junto de vós, no momento presente; apressai-vos em correr para ela. Tendo tão perto a fonte, porque haveis de cansar-vos em correr para os regatos? Estes aumentam ainda mais a sede, não vos dando a água senão com medida; só a fonte é inesgo­tável. Se quereis pensar, escrever e viver como os profetas, os apóstolos, os san­tos, abandonai-vos como eles à inspira­ção divina.
            Oh, amor desconhecido! parece que as vossas maravilhas já se acabaram e que não resta senão copiar às vossas antigas obras e citar os vossos discursos passados. E não se repara que a vossa ação inesgotável é fonte infinita de no­vos pensamentos, de novas realizações, de novos patriarcas, de novos profetas, de novos apóstolos, de novos santos, que não precisam de copiar nem a vida nem os escritos uns dos outros, mas de viver em perpétuo abandono às vossas se­cretas operações.
            Ouve-se falar a cada passo, dos pri­meiros séculos como do tempo dos san­tos. Estranho modo de falar! Como se todos os tempos não fossem a su­cessão dos efeitos da ação divina, que vai decorrendo por sobre todos os ins­tantes, enchendo-os, santificando-os, sobrenaturalizando-os todos. Por ventura houve jamais um modo antigo de se abandonar a esta operação divina, que não seja de completa atualidade? Ou tiveram os santos dos primeiros tem­pos, outros segredos que não fossem os de se tornarem, em cada momento, o que esta ação divina pretendia reali­zar neles? E esta ação deixará de es­palhar até ao fim do mundo a sua graça sobre as almas que se abandonarem a ela sem reserva?
            Oh sim, ó adorável e eterno amor, perenemente fecundo e sempre maravi­lhoso. Oh, ação do meu Deus, vós sois o meu livro, a minha doutrina, a minha ciência; em vós estão os meus pensa­mentos, as minhas palavras, as minhas ações, a minha cruz. Não é consul­tando as outras obras vossas, que eu serei o que vós desejais fazer de mim, mas recebendo-Vos em todas as coisas por este caminho real único e antigo, o caminho dos nossos pais. Como eles, portanto, pensarei, como eles serei es­clarecido, como eles falarei; nisto os quero imitar a todos, citar a todos, co­piar a todos.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

22. EDUCAÇÃO DA LEALDADE - FINAL

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.



22. EDUCAÇÃO DA LEALDADE

Uma caridade mal compreendida poderá levar a criança a desculpar um camarada por meio de uma mentira; ela pensará que essa falta de lealdade que não lhe aproveita não é uma falta.

 • Por fim, a maldade leva à calúnia.

A criança de tenra idade é sempre tentada, num momento ou noutro, a negar alguma travessura, e se essa primeira mentira tem êxito, terá naturalmente a tendência de repeti-la; donde a necessidade do uma grande lucidez relativamente às crianças para não deixá-las seguir um caminho que pode ser tentador. O que é difícil é ser clarividente sem ser desconfiado; nem todos o conseguem.

Há crianças com uma resistência extraordinária aos interrogatórios dos adultos, persistindo tenazmente na mentira. O fato se deve com freqüência a que a repressão, no caso de descoberta da mentira, é demasiado forte. A criança é levada a vender a pele muito caro. Se sabe que mesmo em caso de mentira poderá contar com uma certa indulgência, deixar-se-á levar quase sempre com facilidade a voltar atrás do que disse, o que, sem dúvida, é preferível.

A mentira-desculpa assume, por vezes, caráter ainda mais repreensível quando o seu fim é duplo, isto é, quando ao lado da desculpa para quem a inventa, faz carga noutra criança ou noutra pessoa da falta imputável; é a mentira-desculpa-acusadora, mas requintada e mais repreensível. Deve ser rigorosamente investigada e seriamente corrigida. Os ciúmes infantis com relação a irmãos, certos desejos de vingança contra empregados, “bedéis” ou camaradas de aula, entram em cena para lhe dar essa orientação nova. Quando se inventa uma mentira desse tipo, o essencial é compreender a fundo a razão pela qual a criança procurou fazer mal a essa ou àquela pessoa; isto pode constituir preciosa indicação da tendência de caráter atualmente predominante.

A mentira-imaginação tem muitas vezes na criança — como no adulto, aliás — o caráter de uma compensação. A criança inventa Toda a espécie de coisas, de ordem material ou afetiva, que compensem o que pode faltar-lhe, ou o que pensa faltar-lhe. Vi crianças e adolescentes atribuírem ao pai ou à mãe qualidades que, evidentemente, não possuíam; feitos que jamais haviam tido oportunidade de realizar. A riqueza e as grandes possibilidades financeiras são também com frequência objeto da imaginação infantil; elas compensam as inúmeras negativas dos pais quando se trata de comprar uma ou outra coisa, mesmo modesta, que daria prazer às crianças.

O mundo se torna, assim, para elas um conto de fadas manifestamente mais agradável de habitar do que o mundo real cheio de durezas inaceitáveis[1]

• É preciso distinguir, dentre as mentiras da criança, a mentira social que tem por fim ajudar os outros; a mentira associal empregada em interesse pessoal, sem desejo de prejudicar outrem; a mentira anti-social, visando ao interesse pessoal sem preocupar-se com o mal que possa ocasionar aos outros.

É sempre preciso procurar bem a culpabilidade real da criança na sua mentira, e seria profundamente injusto reagir do mesmo modo ante uma mentira friamente inventada — particularmente para prejudicar outrem — e uma invenção imaginativa, estimulada pelo inconsciente e pela qual a criança não é de modo nenhum responsável, exigindo tão somente que a façam tomar melhor consciência do mundo real. 

• Segundo numerosos psicólogos, a maioria das mentiras infantis seria conseqüência do receio, algumas do interesse, da leviandade, do gosto da ficção, pouco do altruísmo e da maldade.

• Sucede que a criança mente para dar prazer aos pais. Mme. Dumesnil-Huchet nos conta:
"Uma mãe não achava uma caixa de bombons, e acusava a filha de 8 anos de ter comido os doces. Ao fim de ameaças e súplicas, diz a mãe: “Confessa e não serás castigada...” A menina se acusa do furto. Alguns dias depois, a caixa é encontrada intacta, e cabe à garotinha explicar à mãe surpreendida: “É, mamãe, tanto me pediste para confessar a verdade que pensei então que era preciso dizer sim para te dar prazer.” Influência da sugestão[2].
• Quando for impossível pretender que a criança não tenha querido enganar, deverá ser repreendida, porque Toda falta deve ter castigo e é preciso que não a deixemos pensar que pode facilmente engabelar os seus educadores.

Será então preciso tentar tudo para fazê-la confessar a falta: falar-lhe com bondade, elogiar a coragem dos que sabem reconhecer os próprios erros, não dar ênfase à punição que a espera.

Se a criança confessa, mostrar-se paternal, sem humilhá-la além da medida; contudo, é preciso impor uma punição normal, ao menos em grande parte.

Se a criança teima em negar, será preciso — sem ar de vitória, mas, ao contrário, com naturalidade — expor-lhe as provas de culpabilidade e pedir uma refutação. Esta decerto não virá, desde que a criança tem mesmo culpa, e então será advertida de que enganar os pais não é assim tão fácil quanto parece.

Cumpre então evitar tratá-la como mentirosa. Isto a enraizaria no defeito. É preciso considerar a falta como acidental.

Se uma criança abusa da confiança que lhe foi depositada, dizer-lhe em tom contristado que se está obrigado a retirá-la durante um tempo determinado; prometer-lhe, porém, que será restabelecida diante de provas de uma franqueza perfeita.

E nunca, daí em diante, lembrar à criança que ela mentiu.

• A educação da lealdade deve igualmente comportar a educação do tato, porque ser leal não consiste em dizer qualquer verdade a qualquer um e em qualquer oportunidade.



[1] DR. ARTHUS, Un Monde Inconnu: non Enfants, pág. 73. (Ed. Susse).
[2] Dr. GILBERT-ROBIN, La Guérison des Défauts et des Vices chez l’Enfant, pág. 500.

22. EDUCAÇÃO DA LEALDADE - SEGUNDA PARTE

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.




22. EDUCAÇÃO DA LEALDADE


• Não consintamos jamais em mentir a uma criança, a fim de que nos conte o que queremos saber. Evitemos, mesmo diante dela, as mentiras pseudo-caridosas, seja para convencê-la a tomar um remédio, seja para evitar-lhe o castigo na escola. 
Nicole (8 anos) deve submeter-se a uma operação ligeira. Mas, a sua mamãe, para não assustá-la, diz: “Muito bem, filhinha, vais assistir a uma festa muito bonita hoje à tarde, por isso vais pôr o teu melhor vestido.” Nicole fica radiante, mas na porta do hospital começa a inquietar-se. Logo é preciso render-se à evidência: anestesiam-na para a operação. Inútil dizer que Nicole perdeu Toda a confiança em mamãe. 
• Sucede às vezes que pais que se entendem mal determinam na criança uma atitude perniciosa de dissimulação: “Sobretudo, não contes isto ao teu pai” ou vice-versa: “Se tua mãe te perguntar, dirás que estivemos em...” (lugar não verdadeiro). 

• Para formar as crianças no tocante à lealdade, não basta dar-lhes exemplo, mas fazê-las odiar a mentira, amar apaixonadamente a franqueza, que lhes deve ser facilitada e estimulada. 

• É sempre excelente, quando for ocasião, mostrar à criança os inconvenientes da mentira. Sobretudo num mundo que freqüentemente glorifica o arrivismo, a fraude sob Todas as formas, não hesitemos em acentuar que, finalmente, a mentira não compensa. Mostremos que é causa de inúmeras contrariedades, em particular a contradição, a perda de confiança, e que, além disso, se já é bem difícil enganar por muito tempo os homens, há Alguém que não se engana jamais: Deus, testemunha sempre presente e a Quem nada pode escapar. 

• Evitemos admirar os que souberem, com habilidade, mas graças à mentira, sair de uma situação má ou enganar os outros. Frases como estas: “Pois é, aquele se defende!” ou “Este saberá arranjar-se na vida!” podem exercer uma influência funesta numa jovem alma. Deploremos, ao contrário, os mentirosos que perdem todo direito à honra e à confiança de outrem. 

• Não hesitemos em proscrever e desacreditar publicamente qualquer fraude, mesmo por brincadeira; qualquer deslealdade na classe, mesmo para prestar um serviço (“soprar” o ponto, por exemplo), mas sobretudo essa praga temível que é, em muitas escolas, a “cola” nas composições. Mostremos o quanto isto é prejudicial ao interesse de todos. 

• Quantos fatos poderíamos citar de contra-educação por parte de certos pais, no que tange à lealdade! Decerto, não convém generalizar; mas importa muito, caso não se queira deformar a consciência da criança, evitar escrupulosamente Toda distorção da verdade. 
A classe 8.a conjuga verbos. Ana-Maria folheia um caderno às escondidas. A professora a surpreende: “Que estás fazendo?” A criança, acanhada, responde: “Estou procurando o certo. Foi mamãe quem me disse para copiar." 
Uma família da África do Norte vem passar o verão na França: papai, mamãe o uma garotinha de 3 anos. Antes de embarcar, mamãe adverte: “Se te perguntarem pela idade dize que tens 2 anos.” A menina contou depois o fato com as suas próprias palavras: “Quando o comandante do navio me perguntou pela idade, respondi: “Tenho dois anos, “seo" comandante. Se eu tivesse dito três anos, ele me jogaria no mar!” 
O diretor do Liceu A... convoca ao seu gabinete os pais de um aluno que copiara a composição, e lhes notifica a expulsão do filho. O pai grita, então, para o menino, em presença do diretor: “És mesmo um idiota por te deixares pegar!” 

Um fato relatado, entre mil, por uma educadora: 
"Viajava eu num trem. Na estação de ... sobem uma mamãe e sua filhinha Janine (7 a 8 anos). “Janine — diz a mãe — se um cavalheiro vier te perguntar a idade responderás 6 anos e meio”. — Que cavalheiro? — Um cavalheiro de boné com bordados de ouro. — Mas eu tenho 7 anos e meio, não há quem não veja! — Não, não, compreende bem: 6 anos e meio! — Não é verdade, mamãe. Tu me disseste outro dia que a gente não deve nunca mentir; a professora também disse na escola. — Chega, não fales tão alto e faze o que te digo.” 
A garotinha me olha, e em seguida olha para a mãe. Tenho a impressão de que está consternada diante da atitude materna. Mas não ousa prosseguir nos “porquê?” e nos “como?”. Sem dúvida a intimido um pouco. A mãe ficou ruborizada... 
• Não tenhamos o ar de dar a entender a uma criança que ela poderia estar mentindo. Evitemos, pois, qualquer advertência como esta: “Sobretudo, não mintas”; digamos de preferência: “Estou certo de que dirás a verdade.” Acrescentar que ela é capaz de mentir é fazer germinar na sua alma inocente a idéia da possibilidade da mentira. 

• É preciso conceder à criança o benefício da verdade e da boa-fé, durante todo o tempo em que estivermos na impossibilidade de ter a prova do contrário. Isto a eleva aos seus próprios olhos e dá-lhe uma alta idéia da virtude da franqueza. 

• Não torneis a franqueza muito difícil. Não dramatizeis as perguntas. Um pai que proclama com ar zangado: “Pobre de quem fez isto!” e que, em seguida, pergunta: “Será que foste tu?”, inibe a confissão do culpado amedrontado. 

• Se nos apercebemos de que uma criança não disse a verdade, é bom não tachá-la apressadamente de mentirosa. Evitemos uma generalização precipitada que a enraizaria na falta. Consideremos a falta como um erro de óptica e digamos à criança: “Bem sei que és um menino franco e não queres enganar-me; mas, talvez te enganaste a ti mesmo. Na próxima vez tem cuidado de não falar antes de te certificares do que vais dizer.” 

• Para a criança há muitas causas de erro que nós, adultos, desconhecemos. O que nos parece mentira pode ser atribuído: 
1. A um erro de visão. A experiência da criança é ainda fraca; ela tem somente alguns poucos pontos de comparação, e não há como ser rigoroso por vê-la emitir uma apreciação errada. 
2. À sua imaginação exuberante que a arrasta a regiões fantásticas em cuja realidade acaba frequentemente por acreditar. 
3. À força dos sonhos que seu julgamento ainda mal formado nem sempre lhe permite distinguir da realidade. 
4. Ao fato de ser muito sugestionável. Um educador que interroga uma criança deve estar atento a essa característica, pois, insistindo mais do que convém, pode fazê-la confessar o que realmente não praticou. 
É por isso que devemos sempre distinguir entre mentira subjetiva e mentira objetiva. 

• Quando todas as causas do erro tiverem sido examinadas e nos tivermos de render à evidência da mentira, cumpre buscar-lhe o motivo. Dele depende, com efeito, a gravidade da mentira, bem como os meios a empregar para ajudar a criança a corrigir-se. 
1. A mentira pode ter causa no desejo de brincar com os outros, e temos a criança que conta “histórias”. 
2. A vaidade, o desejo de brilhar, de fazer-se admirado, originam também falta de franqueza. 
3. Quanto ao desejo de sair de algum apuro, pode-se dizer que é fundamento de quase todas as mentiras: “desaperta-se” para não ser ralhado — inventa-se uma desculpa para não cumprir com o dever, para explicar o atraso; esconde-se o livro aberto e lê-se a lição recitada ou “cola-se” a prova, etc... “Desaperta-se” para obter algo agradável.: inventam-se mil razões julgadas necessárias para obtê-la.
4. A timidez pode às vezes paralisar uma criança ao ponto de tirar-lhe a coragem de dizer a verdade; as primeiras mentiras reais são quase sempre provocadas pelo medo. Uma caridade mal compreendida poderá levar a criança a desculpar um camarada por meio de uma mentira; ela pensará que essa falta de lealdade que não lhe aproveita não é uma falta.

22. EDUCAÇÃO DA LEALDADE - Primeira parte

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.



22. EDUCAÇÃO DA LEALDADE 

Nada irrita tanto os pais como as mentiras dos filhos, e têm razão, porque a partir do momento em que a duplicidade se insinuar no coração de um filho ou de uma filha, nenhum clima de confiança será mais possível, a atmosfera tornar-se-á logo irrespirável. Com demasiada frequência, entretanto, os pais esquecem que lhes cabe primeiro dar aos filhos o exemplo da mais escrupulosa lealdade.

• Torna-se tanto mais preciso formar as crianças relativamente à franqueza, quanto à mentira. Sendo um meio fácil de defesa para o ser fraco, logo se transforma em tentação permanente para a criança, cujo julgamento, não estando ainda formado, pode levá-la pouco a pouco a se deixar emaranhar nas próprias mentiras. Ora, quem não sabe mais distinguir o verdadeiro do falso, está perto de não poder mais discernir o bem do mal.

Convém que os pais sejam particularmente exigentes em relação a estes fundamentos da educação moral: não suportar a mentira, repeli-la impiedosamente; perdoar a criança que confessa a falta em vez de negá-la; desmascarar-lhe as velhacariazinhas instintivas é o meio de habituá-la à limpeza em sua própria consciência e nas suas relações com Deus e os homens.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

RECONSTRUA



Sabe o porquê de não termos tantos relatos de santos na sociedade atual como acontecia na Idade Média, onde a França, por exemplo, era local de grandes personalidades santificadas?! Pois não há, nos dias atuais, pais que peçam a Deus filhos santos, que se consumam por isso numa educação firme e reta.

Essa educação voltada apenas para o físico e intelecto não gera santos. Precisamos sangrar, precisamos combater essa pedagogia desmoralizante, é preciso incutir nas almas infantis o amor a Deus e as coisas de Deus. Restaurar a família, a hierarquia, a Fé.

Enquanto os pais não priorizarem a educação espiritual e moral nos filhos, sofrendo para serem santos e darem exemplo disso, enquanto ficarmos apenas no "catolicismo anestésico", onde se evita todo o sofrimento em busca de prazeres mundanos, o mundo será privado de grandes personalidades santificadas.

Pais "jujubas", filhos "jujubas", sociedade "jujuba".

LEVANTA-TE DE TUA COMODIDADE e peça filhos santos a Deus, trabalhe por isso. Reconstrua, reconstrua, reconstrua.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

RETORNO E NOVIDADES


Queridos amigos e irmãos em Cristo,
salve Maria.

Quem acompanha o blog A grande guerra desde o começo, percebeu que ele passou por grandes e diversas mudanças no decorrer desses 8 anos. 

Num tempo bem movimentado, noutro parado.

Assumiu projetos para feituras de livros, digitalizações, entre tantas coisas ocorridas aqui.

Quantos e-mails recebi sobre dúvidas, testemunhos e pedido de ajuda, uma satisfação imensa. Quantas vezes também senti vontade de desistir e jogar tudo para o alto, porém, eu nunca desisti desse espaço, pois, pela verificação dos frutos, a continuidade em audiência, e por ter sobrevivido a tantas misérias dessa que escreve, eu só tenho uma certeza: esse blog não é meu, esse espaço é de Deus.

Agradeço o carinho e venho dizer que voltarei a ser mais ativa aqui, pois, por um determinado tempo, quis me "aventurar" em apostolados em outros meios sociais e me arrependi.

Segue algumas novidades:

1. Abrirei a opção de comentários no site, visando melhorar a interação entre os leitores.

2. Retornarei com a LISTA DIÁRIA das atualizações do site, portanto, se você quiser receber as novidades, mande um e-mail para: agrandeguerra@gmail.com com o título: LISTA DIÁRIA, eu acrescentarei seu e-mail nessa lista (já existe essa opção mecânica, mas eu preciso uma personalizada, gosto de conhecer meus leitores).

3. Possivelmente eu publicarei alguns vídeos [farei um canal no youtube] falando um pouco sobre algumas coisas que li — sobre formação infantil e feminina — não sei para quando, mas ainda nesse ano.

4. Voltarei a transcrever alguns livros raros sobre educação e espiritualidade. Preciso retomar "minha caça ao tesouro" nos sebos, por isso, quem puder ajudar com alguma "esmola" para a aquisição de novas obras, ajude.

5. Divulgarei e comentarei algumas obras lidas nesse ano de 2017.

Por ora é isso, amigos.
Retornando à batalha, aqui, nesse espaço.

Um forte abraço e confiantes de nossa união no Coração do crucificado.

Letícia de Paula
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