quarta-feira, 31 de julho de 2013

O BOM COMBATE NA ALMA GENEROSA - Parte IV

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

O BOM COMBATE 
NA
ALMA GENEROSA

Missionárias de Jesus Crucificado de Campinas


Ser grande

QUERES ser grande, Minha filha? Aspira.

As grandes almas tiveram grandes aspirações. Lem­brando-te do teu nada, deseja juntar a este nada as grande­zas de Meu coração amante.

Desejar ser grande em virtude não é presunção, mas, sim, nobreza de um coração, que chegou a compreender as riquezas celestiais.

As almas pusilânimes é que se contentam com pouco, nada desejam, vivem na languidez! Porém, grandes são os ideais dos corações grandes e amantes de Minha glória!

Grandes foram Meus ideais, quando no presépio de Belém recebia adorações dos pastores; já então Eu pensava na grande missão que ia exercer no mundo, que se achava em trevas. Por isso também vós, almas queridas, almas de boa vontade, no meio de vossa pequenez deveis sempre aspirar aos grandes ideais, como sejam os de Me dar almas e de atrair sobre vós as riquezas celestiais. Não deveis pensar: Isto não é para mim! Antes, só deveis dizer: Isto não é para mim “o pecado”. Se assim não fizerdes, fareis uma grande ofensa a quem tanto vos ama! Rico que Sou, como consagro amor a cada um de vós em particular!... Como podereis dizer que Minhas riquezas não são vossas!... Uma alma, quanto mais deseja, mais lhe é dado. Eu desejo que Me peçam. A petição é um canal por onde descem as riquezas de Meu Coração. A alma que pede Minha graça, acha-se disposta a receber. O mendigo pede um pedaço de pão quando se acha com fome, e quanto mais fome ele tiver, tanto mais lhe aproveitará a esmola recebida. E vós, almas queridas, que não tendes fome, como Eu vos posso dar o pão de Meus divinos favores?...

Ser grande, Minha filha, é desprezar os bens falazes e se engolfar na divina Sabedoria!... Tudo que é terreno obscurece vosso espírito; só o que é do Meu reino pode esclarecê-lo: por isso é que as grandes almas passam pelo exílio sem lhe criar afeição. Na verdade as almas grandes não podem se afeiçoar ao que é limitado; ensolfam-se no Infinito, e descortinando as grandezas de Meu Coração, têm por quimera e pó o que é deste exílio, e contemplando as grandezas de Meu Coração, fazem como o veado que, seden­to, procura as águas cristalinas. Sim, o justo se sacia nas fontes do Redentor!... Eu sou a fonte, aonde as almas de grandes ideais vêm se saciar, pois o mundo, com seus prazeres, não as pode saciar. Para as grandes almas só o que é infinito, como é Meu amor, é que pode saciar e mitigar a fome destes grandes corações. 

Ah! Minha filha, ser grande é Me dar honra e glória, pois, quanto mais uma alma se torna rica em graça, mais o Meu reinado se irradia, e conforme o Meu desejo, se estende sobre os filhos, que res­gatei no alto do Gólgota!... Ser grande, é me dar almas. Só as almas grandes é que aspiram ao que Eu aspirei desde o berço até o fim dos séculos. Salvar almas, Minha filha, é próprio dos corações de grandes ideais, pois as almas pusilânimes e mesquinhas se contentam com pouco! Con­tanto que não vivam em pecado mortal, pouco lhes importa Minha glória! Oh! se houvesse corações gran­des?!... se houvesse corações nobres!... a única nobreza de uma alma é ter para com seu Criador as delicadezas que Ele usou para com ela. E qual é essa delicadeza? Ah! criei-vos, pois não existíeis; portanto vos dei uma existência; mortas pelo pecado vos fiz reviver; e além disso, dei-vos uma fonte de Água viva, onde, cada vez que tendes a desventura de cair, nodeis vos lavar e beber o néctar pre­cioso de Meu amor! Sim, são estas as delicadezas de vosso Criador. Portanto se quereis ser agradecidos a vosso Deus, tende nobres ideais, trazei-me os que ainda, pelo erro ou pelo pecado, se acham longe das fontes salutares dos divi­nos Sacramentos. Ah! a alma nobre como é bela, como é formosa, quando aspira o belo, o formoso, que é o Meu reinado nos corações, quando aspira os paramos celes­tes! Ser grande! Ser nobre! Eis, Minha filha, qual deve ser teu ideal, desprezando tudo que é falaz, para só viveres da verdadeira vida que sou Eu.

Teu JESUS PRISIONEIRO

17-2-1930.
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