quarta-feira, 17 de julho de 2013

Exercícios Espirituais para Crianças - A Confissão (final)

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.
Fr. Manuel Sancho, 
Exercícios Espirituais para Crianças
1955

PARTE PRIMEIRA
A conversão da vida do pecado à vida da graça
(Vida Purgativa. — 1.ª semana)


4. — A dor, ou arrependimento, é outra das condições para a confissão. É a mais necessária, tão necessária que pode haver confissão sem exame, como a de alguém que há muito pouco tempo se confessou e se lembra de tudo; pode também haver confissão sem declaração dos pecados, como a de alguém que está morrendo e não pode dizê-los; pode ainda haver confissão sem satisfação, porque o confessado esqueceu a penitência ou morre antes de cumpri-la; mas não pode haver confissão sem dor ou arrependimento. A dor é, pois, a coisa mais essencial da confissão, e nunca pode faltar; por isto a confissão chama-se penitência, o que quer dizer dor e lágrimas, e penas e trabalhos, voluntariamente sofridos.

Se aquele mancebo do calabouço só pensasse em sair, e não em se arrepender das injúrias feitas a seu bom pai, este não lhe perdoaria, pois sem arrependimento é impossível o perdão. Mas, se o filho não dissesse ao mordomo todas as injúrias, por não se lembrar delas, mas em compensação, com lágrimas nos olhos e dor no coração, se pros passe diante de seu pai, seria isto o que demonstrava arrependimento da parte dele, e seria o que o reconciliaria com seu pai. De mesma maneira, se ides ao confessor para lhe contar os vossos pecados como quem conta uma história, sem pingo de dor por os haverdes cometido, não somente Deus não vos perdoará, por mais que o sacerdote vos absolva, como também cometereis um sacrilégio.

Para vos moverdes à dor, considerai as penas do inferno, mas considerai sobretudo Jesus pregado na cruz pelos vossos pecados. Se, apesar disto, vos parecer que não sentis dor, perguntai-vos: “Estás resolvido a não mais pecar?” Se de coração responderdes que não quereis mais pecar, sem dúvida tendes dor, porquanto, quando alguém não quer mais cometer uma maldade, dá prova de que se dói de havê-la cometido. Claro que não são a mesma coisa dor e propósito, mas pelo propósito se conhece a dor.

A dor do pecado manifesta-se às vezes com lágrimas e suspiros, e às vezes fica-se seco como uma lenha e no entanto se tem verdadeira dor, e, bastas vezes, mais dor do que abundando em prantos e gemidos. Não é que eu não deseje que choreis com lágrimas de verdade os vossos pecados; elas são ótimas, porém quando acompanhadas da outra dor íntima que vai junto com uma resolução irrevogável de não mais pecar. Melhor me entendereis com um exemplo.

Alfredo é um menino revoltoso, intrigante, palrador sempiterno. Justamente tem a seu lado no colégio Joaquim, outro menino não tão revoltoso como ele, porém mais vadio. Em vez de estudar suas lições, eles têm sempre alguma coisa para contar um ao outro, e, quando não, brincam com as mãos, às escondidas do mestre. Este repreende-os amiúde, castiga-os inclusive, e algumas vezes os chama à parte e lhes mostra muita mágoa pelo seu péssimo comportamento. Mas é como se falasse a dois postes. Eles escutam com a cara compungida, mas dentro em pouco já estão brincando outra vez, ou conversando. Chega a época dos exames e, como os dois se portaram tão mal durante o ano, ganham um par de zeros em vez dos prêmios com que sonhavam. Além da chacota com que zomba deles a turba infantil, eles recebem duros castigos em casa, e, em vez de férias, têm de estudar durante o tempo destas.

Ao ver chover sobre sua pessoa todo esse cúmulo de males, Alfredo entra em si, pensa no seu mau comportamento, no seu bom professor tão aborrecido com ele, e sente-se com vontade mais do que de menino para se corrigir. Roga à Virgem que o ajude a ser bom menino e estudante de verdade, e, sereno, embora condoído por sua conduta anterior, vai ter com seu mestre e promete-lhe emenda, e ao mesmo tempo manifesta-lhe o pesar que sente de o haver tantas vezes ofendido.

Estando nestas razões, chega Joaquim, feito um mar de lágrimas, porque as prometidas férias com a concomitante série de excursões de veraneio, ai! se desfizeram como o fumo. Chora a sua desdita e, entre lamúrias e lágrimas, promete emenda.

Sem dúvida acreditareis que Joaquim deixará de ser vadio; pois não: evaporadas as suas lágrimas, ele torna à sua ociosidade e, embora outra vez chore, outra vez torna ao mau costume. Em compensação, o revoltoso Alfredo muda por completo de conduta e é um estudante dos melhores. Qual dos dois teve dor verdadeira? Alfredo, pois se corrige. Em compensação, a dor de Joaquim é muito duvidosa, pois seus atos não correspondem às suas lágrimas.

Do mesmo modo, ainda que vos pareça não terdes essa dor e sentimento por haverdes ofendido a Deus, se desejais tê-la e se abor­receis o pecado não tenhais medo, pois tendes dor deveras, talvez mais do que se chorásseis lágrimas vivas, e tanto mais se se considerar que as vossas lágrimas costumam ser como essas chuvinhas de verão com que orvalham a terra nuvens voadoras. Logo sai um raio de sol, desenha-se com a chuva miúda o arco-íris, e o céu reaparece azul, esplêndido e belo. Assim aparecem os vossos risos através das vossas lágrimas, e já vedes que em tais lágrimas não há que se fiar muito. Sem embargo, eu as quisera sempre na vossa confissão, unidas à dor verdadeira.

5. — Pelo que fica dito explicando a dor, compreendereis que o propósito é uma consequência da dor, de modo que não me deterei em explicá-lo. Quem se dói de uma coisa mal feita, tem propósitos de não tornar a fazê-la nunca mais.

Só vos farei uma advertência. Conquanto seja verdade que o propósito verdadeiro, proveniente da dor, deva ser para sempre, con­tudo, se apesar dessa determinação de não mais pecar, se peca outras vezes, isto não quer dizer que não tenha havido verdadeira dor e propósito na última confissão, mas sim que a fragilidade do homem é muita; e, posto que o recair amiúde nas mesmas faltas mos­tre não ter havido verdadeira dor nem pro­pósito, isto não é absolutamente certo, em­bora, quando essas recaídas são muito frequentes, em muitos casos o seja.

Os dois irmãozinhos Francisco e Eleutério cometem travessuras que fazem seu pai ficar aborrecidíssimo e sua mãe chorosa. Eles se arrependem amiúde e prometem a seus pais deixar as suas travessuras. Eleutério, apesar das suas lágrimas e promessas, cada dia é pior; ao passo que Francisco não faz tantas travessuras e vai-se corrigindo. O pai crê na dor e nas promessas de Francisco; mas não crê no pranto nem nos extremos de dor de Eleutério.

Crê bem o pai porque os fatos confirmam a sua crença. Francisco corrige-se afinal; faz-se um homem, e é um católico excelente. O outro, que na infância começou a ser mau, continua de mal a pior; dá tremendos desgostos a seu pai e pára na cadeia.

Assim, o menino que, à medida que se confessa, vai-se corrigindo, embora recaia às vezes, por fim cantará vitória, e será de proveito para a Religião e para a Pátria; mas o díscolo que, apesar de repetidas confissões, continua pior cada dia e vai deixando os Sacramentos até esquecê-los de todo, chega a jovem e é um perverso; e está em perigo iminente de morrer em pecado e de cair na prisão eterna do inferno.

6. — Acusar-se dos pecados é outra parte da confissão: é condição indispensável para que eles sejam perdoados, porquanto, embora às vezes uma pessoa não possa confessar-se, como, por ex., quem morre sem poder ser auxiliado pelo sacerdote, naquele momento supremo pode, pela dor da contrição, salvar-se, ainda que, por impossibilidade absoluta, não possa confessar-se; mas deve ter vontade de fazê-lo se pudesse.

Uma das coisas que retrai um pouco os meninos de se confessarem é a vergonha, o medo. Que nos dirá aquele cura ou aquele frade que está sentado no confessionário? Brigarão conosco? Engolir-nos-ão? Que temoreis tolos, meus filhos! Aquele cura ou aquele frade que está sentado no confessionário é vosso Pai, é representante de Jesus Cristo. Com que amabilidade Jesus Cristo tratava as crianças! Assim vos tratará o confessor. Far-vos-á algumas perguntas, se as julgar necessárias para o conhecimento dos vossos pecados, pois tem obrigação de conhecê-los; far-vos-á algumas advertências; dar-vos-á bons conselhos, algumas orações por penitência, e, finalmente, em nome de Jesus Cristo, dar-vos-á a absolvição, e vossas almas ficarão limpas e resplandecentes, de modo que, se então morrêsseis, iríeis para o céu.

Chegai-vos, pois, sem temores à confissão, e não tenhais vergonha dizendo: “Que dirá ele quando eu me confessar de tantos pecados feios?” Que há de dizer? Palavras de misericórdia e de alento: é isso o que ele vos dirá.

Além disto, tudo o que se diz no confessionário ali morre. O confessor deve preferir que o matem a declarar a quem quer que seja um pecado ouvido em confissão. Ali tudo cai como num poço: só o confessor e Deus o ouvem, e no seu peito morre.

Começareis, pois, a confessar-vos, e procurareis fazer uma confissão inteira e clara. A confissão deve ser inteira, isto é, deve ser de todos os pecados mortais de que vos lembrardes. Os de que vos não lembrardes também vos serão perdoados, contanto que os digais de outra vez, se deles vos lembrardes; mas, se não vos lembrardes, ficam perdoados. Os pecados veniais não há obrigação de confessá-los; mas é melhor dizê-los. Quem, notando-o, deixa um pecado grave sem confessá-lo, comete uma confissão sacrílega, e tem obrigação de repeti-la quando se confessar bem. Para que a confissão seja inteira, é preciso dizer o número de pecados mortais cometidos e, se não se souber o número certo, o número aproximado. Um menino que, por fazer muito tempo que se não confessa, não pode dizer com precisão o número de pecados que cometeu, confessar-se-á dizendo: “De tal espécie de pecados terei cometido mais ou menos seis ou sete”, conforme sejam. Isto se chama número aproximado.

Ademais, deve a confissão ser clara. Dizer os pecados de maneira que o confessor não os entenda, equivale a não os dizer. A confissão é para nos confessarmos culpados. E como nos confessarmos culpados dizendo uma coisa por outra? Aquele que está verdadeiramente arrependido não mente na confissão, nem diz os seus pecados de maneira que o confessor entenda uma coisa por outra. Ainda que seja com vergonha, é preciso dizer todos os pecados, considerando, como diz o catecismo, que muito maior será a vergonha do pecador que por calar um pecado, se condenar, quando no dia de juízo saírem à luz do mundo os seus pecados mais ocultos ca­lados na confissão.

Clara e inteira seja, pois, a vossa confissão.

Depois de dizerdes os vossos pecados ao confessor, ouvireis os conselhos dele, procurando segui-los, e prestareis atenção à peni­tência que ele costuma impor antes de di­zerdes o “Senhor meu Jesus Cristo”. Quan­do ele vos disser: “Por penitência rezarás tanto”, ou “Por penitência farás tal coisa”, isso é a penitência ou satisfação, última parte da confissão, a qual procurareis cumprir quanto antes, depois de confessados.

Feito isto, enquanto o sacerdote recita as orações da absolvição, direis com muito arrependimento o ato de contrição, renovando então mui deveras a vossa dor e os vossos propósitos.

Pode a confissão ser sacrílega, e, pela mesma razão, inválida, por falta de qualquer das cinco condições necessárias para que ela seja boa. Pode faltar o exame quando alguém, tendo a consciência bastante onerada de pecados graves, chega-se ao confessionário sem se examinar ou fazendo-o mui superficialmente. Quando se têm somente pecados leves e as confissões são frequentes, não é preciso pôr tanta diligência em examinar-se: alguns minutos bastam.

Quanto à própria confissão, já vos acabei de dizer que pode pecar-se nela calando conscientemente algum pecado mortal, ou dissimu­lando-o de modo que o confessor não o en­tenda ou só o entenda a meias. Para que en­ganá-lo, se afinal é a própria pessoa quem se engana a si mesma? Ademais, a Jesus Cris­to não se engana, porquanto, ainda que não se diga o pecado ao sacerdote, Jesus Cristo toma nota dele para acusar o menino de sa­crílego no último dia.

Sobretudo podem-se fazer confissões sacrí­legas, e, ainda mais vezes, inválidas, por fal­ta de dor, coisa que, como eu vos disse, é a mais essencial deste sacramento. Não se deve confundir confissão sacrílega com confissão inválida. A primeira consiste em cometer sacrilégios, isto é, em abusar dela voluntariamente, seja calando conscientemente pecados graves, seja não se doendo voluntariamente deles, seja não querendo cumprir a penitência grave por pecados mortais confessados. Notai que, nesta coisa de sacrilégio, sempre repito que ele seja feito com má vontade e por conseguinte com advertência.

Porém bastas vezes, sem que a confissão seja sacrílega, pode ser inválida ou nula. A confissão é inválida quando o penitente, sem notá-lo, não preenche alguma ou algumas das condições necessárias para a confissão, que já sabeis serem cinco. Destas cinco condições necessárias para a confissão, não é difícil a alguém dar-se conta se falta ao exame, ou se deixa de confessar algum pecado, ou se não cumpre a penitência; mas já não é tão fácil compreender se há verdadeira dor, dor suprema, sobre qualquer outra dor, detestando-se o pecado mais do que qualquer outro mal, aborrecendo-o grandissimamente, por ser uma ofensa a Deus. Nisto pode haver bastante descuido, e, sem embargo, torno a repetir-vos, é a coisa mais necessária para a confissão.

Pode ser que alguém tenha escrúpulos de que, ao confessar-se, não sinta a sua dor, e por isto receie fazer confissão má, ou nula pelo menos. Não é necessário ter dor desta maneira intensa, embora melhor fosse tê-la; basta que se tenha dor de haver ofendido a Deus por ser Ele tão bom e por devermos amá-lo sobre todas as coisas. Isto sim: quanto mais intensa for a dor, tanto mais serão perdoadas as penas merecidas pelos pecados.

Sendo a dor, na confissão, tão sumamente necessária, para consegui-la deveis fazer quan­to esteja de vossa parte. Considerareis quão feio e abominável é o pecado, pois Deus, sendo infinitamente misericordioso, o castiga com penas eternas. O temor destas mesmas penas, junto com a dor de haver ofendido a Deus, pode mover-vos à atrição, que, embora sendo uma dor imperfeita, é suficiente para perdoar os pecados na confissão sacramental. Além disto, se considerardes como Deus é bom, os benefícios que vos tem feito, e que, no entanto, o haveis injuriado gravemente. . . eis aqui um meio para vos moverdes à dor. Mas a ela sobretudo vos movereis contemplando Jesus morto na cruz pelos nossos pecados. Fazei isto, e vereis como, se acaso estiverdes em pecado, do vosso coração brotará a dor, e talvez dos vossos olhos as lágrimas.

Uma advertência. Quando um menino se confessa de pecados veniais ou de faltas pe­quenas, e quer ter verdadeira dor delas, jun­tamente com um propósito eficaz, talvez isso não lhe saia como ele quereria; e é que lhe é difícil mover-se a dor e a propósito eficaz por uma mentira pequena, por uma zanga passageira, por não estudar devidamente.. . Fazei disso a dor que puderdes, e ajuntai um ato de dor por algum pecado grave já confessado. Porque por um só pecado cometido podemos doer-nos a vida toda. Estas confissões de venialidades são as que mais vezes podem ser inválidas. Procurai que o não sejam, porque isso seria profanar a confissão e, se se fizesse com má vontade, seria até sacrilégio. Não esqueçais estas instruções.

Segue-se à confissão a satisfação ou penitência que o confessor impõe. Bem sabeis que satisfação é compensar de algum modo um dano, uma injúria, uma ofensa, um descuido voluntário, e mesmo involuntário nas pessoas de consciência delicada. Um menino educado vai por uma rua de muito trânsito; sem querer, pisa no pé de uma pessoa... — Desculpe, senhor — diz ele. E o cavalheiro desculpa. O “desculpe, Senhor” é uma satisfação, mas não obrigatória, pois a pisadela foi involuntária. Mas, se um menino bom e cristão ofende a outro, depois lhe pede que lhe perdoe, e, se a ofensa foi pública, em público ele a retrata. Este pedir perdão é uma satisfação.

Também no sacramento da penitência, com a satisfação se compensam em parte os pecados cometidos. Esta satisfação chama-se penitência, e o confessor, a impõe ao penitente antes de lhe dar a absolvição, quando lhe diz: “Em penitência reze tal coisa, ou faça tal outra”.

7. — Em tempo de Exercícios costuma-se fazer confissão geral, que é como se disséssemos balanço geral. Já vistes esses livros grandes de contas que os guarda-livros manejam? Cada mês eles fazem um balanço das contas que há neles, para corrigir erros se os houver: e isto vem a ser como as confissões ordinárias que fazeis, entrando em contas com a vossa consciência, que é o livro onde estão escritos os vossos vícios e as vossas virtudes. Porém, além do balanço mensal, o guarda-livros faz um balanço anual, no qual se corrigem erros e se verificam definitivamente as importâncias. Também em tempo de Exercícios se faz esta verificação dos balanços ou confissões ordinárias, para ver se escapou algum erro, alguma maldade de maior calibre que possa ter passado despercebida nas confissões ordinárias. Se, por infelicidade, houve algum pecado calado por vergonha, ou se se fizeram as confissões ou balanços ordinários de qualquer maneira e com disposições duvidosas, então é necessária a confissão geral, e nela é preciso renovar e sanear as confissões mal feitas, e deixar o livro com suas contas claras e corrigidas.

Pois bem, meus filhos, se por vergonha houverdes calado algum pecado mortal — e digo mortal porque os veniais, ainda que se calem, não tornam sacrílega a confissão, — se por infelicidade tiverdes feito confissões ou comunhões sacrílegas, então é de absoluta necessidade uma revisão de contas com a vossa consciência, e uma confissão geral bem feita desde a última confissão em que ficastes de consciência tranquila.

Afora estes casos, não é obrigatória a con­fissão geral, isto é, a repetição das confissões anteriores. Todavia, aconselha-se que ela se faça nestes dias, ao menos confessando-se dos pecados mais graúdos, para maior confusão própria e para excitar com mais veemência a dor dos pecados e os propósitos firmes de mudar de vida.

Eis aqui o primeiro fruto destes Exercí­cios: uma confissão bem feita. Assim tira­reis os obstáculos dos pecados, para começar­des a trilhar o caminho de Deus.

Lembrai-vos de recorrer à SS. Virgem, pe­dindo-lhe mui deveras que Ela vos ajude para fazerdes uma boa confissão; e em particular lembrai-vos da SS. Virgem na sua invocação de Mãe das Mercês ou da Misericórdia. Olhai como ela segura nas mãos umas cadeias e grilhões, símbolos das cadeias da escravidão, figura, além disto, dos pecados que Ela tira de cima de nós, que são cadeias e ligames com que o demônio nos escraviza, e dizei-lhe comigo: “Livrai-nos, ó Mãe das Mercês, dos nossos pecados; tirai-nos estas cadeias do vício que nos oprimem, e ajudai-nos a fazer uma boa confissão”. Para isso, rezai-lhe comigo três Ave-Marias.
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