segunda-feira, 3 de junho de 2013

Mães ou Pré-escolas?


Por Marian T. Horvat
Traduzido por Andrea Patrícia


Essa encantadora imagem de um passeio de um cisne numa tarde de lazer com sua família fala sobre a serenidade e a bondade maternal. Seus filhotes a seguem, brincando um pouco, mas eles têm uma segurança e uma falta de agitação que reflete o sereno senso de bem estar de sua mãe. Um olhar mais de perto revela duas cabecinhas espiando para fora de suas asas. Cansados de suas brincadeiras ou apenas precisando de mais segurança, eles reinam supremos e contentes de seu trono, num conhecimento instintivo de que a proteção e a bondade maternal estão ali para eles. Se esses afortunados filhotes fossem humanos, eu diria que eles seriam crianças muito seguras, serenas e psicologicamente equilibradas, que teriam uma base firme em certos princípios não ensinados em livros e salas de aula.
O papel crucial da mãe na formação da criança
Há realmente uma lição para nós nessa simples imagem. No capítulo “Primeira Percepção das Coisas” no seu Tratado do Bom Senso, Pe. Garrigou-Lagrange aponta a importância de estabelecer firmemente as premissas de uma criança para que mais tarde ela possa ser capaz de usar a razão corretamente. Ele mostra que uma educação católica não começa com o professor na sala de aula, mas com a mãe no lar. Essa formação mais cedo provê condições para a pessoa formar impressões ordenadas. As primeiras impressões devem ser ordenadas, piedosas e moderadas formadas em um ambiente seguro e sereno de desenvolvimento. Se não for assim, todo o desenvolvimento espiritual, intelectual e moral da criança será deformado ou distorcido desde o início.
Desse modo o papel essencial da mãe, com sua afeição maternal e boa vontade para se sacrificar pela sua prole, é insubstituível no desenvolvimento da criança. Ela oferece proteção sob as asas dela nas pequenas lutas e frustrações diárias da criança. Essa ternura normal é obviamente equilibrada por uma correção firme quando necessário. Esse tipo de bondade maternal transcende a noção de tempo de “qualidade” ou “quantidade” para a criança e compreende a vocação da maternidade num sentido muito mais profundo.
Infelizmente esse tipo de bondade e serenidade maternal está em falta em nos dias de hoje. Isso se reflete na agitação e insegurança da maior parte das crianças modernas, tão diferentes dos filhotinhos felizes da nossa foto. Isso é refletido em uma juventude desequilibrada, violenta e insegura que habitualmente procura conselho em incontáveis consultórios psiquiátricos ou que é capaz de cometer alguns dos mais horrendos e imorais crimes dos adultos.
Uma “Escola Maternal” que não é realmente maternal
Essa serena primeira foto entra em choque com particular força com a foto publicada no Los Angeles Times. A pobre menininha na imagem, sem mãe ou irmãos, se estica para alcançar a porta de sua “Escola Maternal” em Caen, França. O artigo reportou que a Califórnia está estudando o sistema francês para educação virtualmente universal subsidiado pelo Estado para crianças pequenas de 2 anos de idade. Essas instituições estatais financiadas com dinheiro dos impostos para crianças entre os 2 e 6 anos de idade são chamadas “escolas maternais” (écoles maternelles), mesmo que não haja nada de maternal no que chamaríamos de “pré-escolas”ou  “creches”, onde profissionais pagos versus mães assumem o papel de formação da criancinha.

A “escola maternal”, se vangloria o Ministro da Educação Nacional da França, tornou-se a base do sistema escolar. Embora a frequência seja totalmente voluntária, quase 100% das crianças entre 3 e 6 anos de idade as frequentam, bem como quase 35% das crianças de 2 anos de idade. O quão longe nós estamos de adotar o modelo francês? Dois estados, Geórgia (em 1993) e Nova York (em 1995), implementaram programas voluntários universais de pré-escolas. Agora o Departamento de Educação da Califórnia quer a legislação para estabelecer uma comissão para apontar o caminho de pré-escolas universais para seus bebês.
Eles irão ouvir o testemunho de mães como Clemence, a esposa de um promotor do governo francês: “Crianças pequenas precisam ver algo além de suas mães. Elas precisam estar abertas a outras coisas, a aprender que não estão sozinhas no mundo.”.
Esse simplesmente não é o caso. Quem poderia negar que a pequena garota na segunda foto parece muito mais solitária e abandonada no mundo grande do que os mais afortunados filhotinhos da nossa primeira foto?
Original aqui.
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