sábado, 29 de junho de 2013

BATISMO

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Igreja e seus mandamentos
por
Monsenhor Henrique Magalhães
Editora Vozes, 1946

BATISMO
de Junho de 1940

O Batismo é um sacramento instituído por Jesus Cristo, em virtude do qual, diz Spirago, se realiza o seguinte. “O batizado é lavado com água, sendo pronunciadas simultaneamente as palavras prescritas por Jesus Cristo; desta sorte o homem é purificado do pecado original e de todos os demais pecados e fica livre das penas merecidas por esses mesmos pecados; recebe a graça santificante, torna-se filho de Deus, herdeiro do céu e membro da Igreja.”[1]

A expressão “é lavado com água”, lembra o batismo por imersão. Basta, porém, como todo o mundo sabe, que se derrame água natural sobre a cabeça do batizando.

Jesus Cristo impôs o preceito do Batismo, quando, antes da Ascensão, ordenou aos apóstolos: Ide, ensinai a todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Quanto à instituição, diz Vigouroux[2]: O Batismo cristão não é idêntico ao de São João. O Precursor mesmo o declarou: eu vos batizo em água; depois de mim virá quem é mais poderoso que eu. Eu não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no Fogo. — É o que vemos em S. Lucas (3, 3), S. Mateus (3, 6-15), e S. Marcos (1, 5-11). — Os Atos dos Apóstolos contam que S. Paulo administrava o batismo cristão àqueles que, por ignorância, só tinham recebido o de Penintência, de São João (At 19, 1-7).

Quem instituiu, pois, o Batismo cristão? — Sem dúvida alguma, foi Jesus Cristo. À ablução judaica e ao batismo do Precursor, Ele acrescentou a invocação das três pessoas da Santíssima Trindade. Eis o Batismo, assim aperfeiçoado, um Sacramento da Nova Lei.

Com efeito, depois de ter recebido o Batismo de São João, Jesus manifestou a Nicodemos a necessidade de uma regeneração por Seu próprio Batismo — em água e no Espírito Santo (Jo 3, 5-6). — Fez, depois, Seus discípulos administrarem o Batismo, com grande alegria de João, que, por sua vez, continuava a administrar o Batismo de Penitência. — Enfim, antes da Ascensão, como já vimos, Jesus ordena que os apóstolos batizem todos os povos, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo... e isto, até o fim dos tempos! (Mt 28,19-20).

É pois, fora de dúvida que foi o próprio Jesus Cristo quem instituiu o nosso Batismo.

E agora, vós que tendes fé, e credes no testemunho das Sagradas Escrituras, saboreai esta página dulcíssima de São Mateus: — O Precursor andava pelas margens do Jordão, às quais afluía o povo em massa. Pregava e batizava. “Por esse tempo, diz S. Mateus, dirigiu-se Jesus da Galiléia para o Jordão e foi ter com João, para que este o batizasse. João, porém, quis dissuadi-lo, dizendo: “Eu é que devia ser batizado por vós... e vindes a mim?” Jesus lhe respondeu: “Deixa que assim se faça, para cumprirmos tudo quanto é justo”.

E João o batizou. Depois de batizado, Jesus saiu logo da água. E eis que se abriram os céus e foi visto o Espírito de Deus, que descia em forma de pomba e vinha sobre Jesus. E ouviu-se uma voz, do alto, dizendo: “Este é o meu filho bem amado, no qual eu pus a minha complacência” (Mt 3, 13-17). — S. Marcos e S. Lucas atestam o mesmo fato. E São João acrescenta que, quando Jesus apareceu no meio do povo, o Precursor exclamou: “Eis o Cordeiro de Deus, eis o que tira o pecado do mundo”. E adiante cita estas palavras também do Batista: “Eu não o conhecia; mas quem me mandou batizar com água, disse-me: Sobre quem vires descer e pairar o Espírito, esse é quem batiza no Espírito Santo” (Jo 1, 29-34, e os 3 outros evangelistas nos lugares citados).

Notas
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[1] Catecismo Popular (resumo) “O Batismo”. 
[2] Dictionnaire de la Bible, "Le Baptême".
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