sábado, 29 de junho de 2013

EFEITOS DO BATISMO E SUA NECESSIDADE

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

A Igreja e seus mandamentos
por
Monsenhor Henrique Magalhães
Editora Vozes, 1946

EFEITOS DO BATISMO E SUA NECESSIDADE
de Junho de 1940

Vamos estudar hoje os efeitos do Batismo e a sua necessidade. Este sacramento destrói verdadeira e propriamente todos os pecados, tanto o original, como os atuais, anteriormente cometidos. São Pedro, como lemos nos Atos dos Apóstolos, diz expressamente: “Fazei penitência e cada um de vós se batize, para remissão dos pecados” (At 2, 38). Do mesmo modo fala Ananias a São Paulo: “Levanta-te, batiza-te, lava os teus pecados” (At 22, 16). São Paulo, por diversas vezes, afirma que, pelo Batismo, morremos para o pecado: “mortos para o pecado, diz ele, mas vivendo para Deus.” O Concílio de Florença nos ensina: O efeito deste Sacramento é a remissão de toda culpa original e atual, assim como, também, de toda pena.

A mesma razão nos mostra a verdade da dou­trina da Igreja Católica, estritamente de acordo com o que ensina o apóstolo São Paulo, em sua epístola aos Romanos (Rom 6, 3-4 e 8-9): “Acaso ignorais que todos nós que mergulhamos na água batismal, em Cristo Jesus, fomos submersos na sua morte? Sim. Pelo Batismo, fomos com Ele sepultados na morte, para que, assim como Cristo ressuscitou, assim também vivamos nós uma vida nova.” — “Se morremos com Cristo, temos fé que viveremos com Cristo. Pois sabemos que Jesus, uma vez ressuscitado, já não morre, pois a morte não tem mais nenhum poder sobre Ele.”

O apóstolo fala também do velho homem que então deixa de existir, dando lugar ao novo homem regenerado pela graça — comenta Santo Tomás de Aquino. (Sum. Theol., III, q. 69).

O Batismo é um dos sacramentos que imprimem caráter. Trata-se de um sinal impresso na alma para sempre, tornando o homem apto para receber ou fazer alguma coisa sagrada (cf. Tanquerey, o. c. 4.a edição, n.° 67).

Pelo caráter do Batismo o homem se une a Jesus Cristo, como membro do corpo à cabeça. Torna-se filho da Igreja e idôneo para receber todos os outros sacramentos.

O Batismo, por isso mesmo que marca indelevelmente a alma, só pode ser recebido uma vez.

O Batismo é necessário à salvação. É o que se depreende das palavras de Jesus Cristo, a Nicodemos, conforme o Evangelho de São João: “Quem não tomar a nascer pela água e pelo Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus” (Jo 3, 5-6).

A grande preocupação dos apóstolos era ba­tizar os neo-convertidos. Assim agiam os primeiros cristãos, na época de grande fervor, em meio às grandes perseguições. A ordem de Jesus Cristo é peremptória: Ide, ensinai, batizai. Ora, se há realmente tal necessidade, o Batismo deve ser administrado quanto antes. Se é indispensável para se entrar no Reino de Deus, é absurdo guardar-se para receber tal sacramento em idade adulta, pois ninguém deve contar com a sua própria vida, que, de um momento para outro, pode ser cortada pela morte!

Dois são os meios de suprir o Batismo da água: primeiro, a caridade perfeita, com voto pelo menos implícito de receber o Batismo, chamado Batismo de fogo ou de desejo; segundo, o Batismo de sangue, isto é, o martírio. O primeiro diz respeito só aos adultos e o segundo também às crianças.
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