segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

4. - Frutos da esperança

Cônego Júlio Antônio dos Santos
O Crucifixo, meu livro de estudos - 1950

A nobre virtude da esperança transforma-nos de três maneiras.
A estupidez que fixa os nossos desejos nas coisas terrenas, substitui-a pela ambição de obter mais do que o universo inteiro, isto é, Deus.
A preguiça que temos em ganhar o Céu, substitui-a pelo ardor ao trabalho, ao trabalho da salvação. Enfim, a nossa fraqueza que nos faz desesperar de alcançar bons resultados nas nossas empresas, substitui-a pela esperança reconfortante dos auxílios divinos. Pela esperança temos como que uma alma na nossa alma, uma alma que nos estimula e ampara.

1.º A esperança conduz à prática de virtudes heróicas. 

- Na prosperidade, obsta a apegarmos o nosso coração aos bens deste mundo. "Oh! como a terra me aborrece, exclamava santo Inácio, quando olho para o Céu".
- Na adversidade, anima. A esperança da colheita anima o lavrador, o desejo da glória estimula o soldado; mas a esperança cristã dá uma força sobre-humana; é como uma alavanca que levanta os maiores pesos.
"O que espera em Deus, diz São Paulo, será paciente nos trabalhos, pois sabe que as tribulações desta vida não são comparáveis com a futura glória que se manifestará em nós". (Rom. VIII, 18).

2. ° A esperança conduz à vida eterna.

- É pela esperança que nos salvamos, diz São Paulo.
Aquele que tem esperança está seguro acerca da sua salvação como aquele que tem a semente está seguro acerca da árvore que há de nascer, porque a felicidade está contida na esperança, diz Santo Tomás de Aquino, como a árvore na semente. No Céu já não haverá esperança porque aí se possuirão os bens que se desejavam e esperavam. 
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