sábado, 28 de dezembro de 2013

O BOM COMBATE NA ALMA GENEROSA - Parte XXVI

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.

O BOM COMBATE 
NA
ALMA GENEROSA

Missionárias de Jesus Crucificado de Campinas


Espírito de sacrifício

Amadas esposas, tenho-vos falado bastante do amor que é o móvel de todas as ações.

Vou, hoje, falar-vos do sacrifício, pelo qual conhecerei quem Me ama. Quem Me disser que Me ama e não se sacri­ficar, não Me ama, porque não pode haver amor sem Sacrifício.

Eu posso dizer-vos que vos amo, porque por vós Me sacrifiquei até a morte de cruz!

Esposas tenho que Me dizem: Senhor eu Vos amo, e quando chega a hora de Me mostrar seu amor, por meio de Sacrifício, então retrocedem, opondo mil dificuldades e mil protestos! As que assim procedem amam-se a si pró­prias, amam suas vontades e suas comodidades, não, po­rém, o Deus do Calvário!


É doloroso ver tantos amantes só de palavras e não de ação! Oh! Missionárias, vós tendes como modelo Jesus e Jesus Crucificado, que não poupou Sua própria mãe, para que Ela também vos seduzisse.

Conhecendo Minha Mãe amadíssima, no Seu grande amor por Mim, não A poupei um só instante, porque a dor fez-Lhe ganhar tesouros incomensuráveis, para hoje poder vos beneficiar. Almas há, por infelicidade, que se lastimam porque são provadas com dores físicas, outras com pro­vações espirituais! Pobres almas, podia-lhes dizer aqui o que disse a Samaritana: Se conhecêsseis o dom de Deus lh’o pediríeis. Sim, a dor e aflição são pérolas preciosas que brilharão na coroa dos que sabem sofrer e dos que sabem se sacrificar!

Oh! almas Minhas, se não tendes generosidade de me ofertar sacrifícios, ao menos aceitai os que Minha mão benfazeja vos envia. As almas generosas não se contentam com o que Eu lhes peço; ávidas de sofrimento, procuram todos os meios de se sacrificarem, para Me mostrarem seu amor. O amor tende para o sacrifício e onde não há sacrifício não há amor e se o há, é um amor morno, o qual será lan­çado ou melhor vomitado de Minha boca!

Oh! os homens põem seus olhares sobre vós e fazem de vós juízos altíssimos; porém, Eu que sondo os corações, não posso de todas fazer igual juízo!

Sim, quantas vezes encontro em vez de amor quente, isto é, um amor que transborda e desejos de Sacrifício, en­contro frieza, pusilanimidade incompatível com aquela que deseja ser Minha Verônica!

Eis, amadíssimas esposas, a Verônica generosa e sem medo, rompendo a multidão, para Me limpar a face! A sua heróica fortaleza, deixou os soldados atônitos, não poden­do dizer palavra!

Ó Missionária, tu também deves destruir o teu medo, o teu amor próprio e a tua vida, se for necessário, para limpar a alma dos pobres pecadores, e que se acha cheia de lepra! Para seres, porém, esta mulher forte, hás de ter sempre os olhos de tua fé naquele que te chamou para a vida. No teu peito trazes a Minha imagem crucificada e o que te diz ela? Diz: Ama-Me como Eu te amei. E como Eu te amei? Eu te amei no sacrifício, derramando todo o Meu sangue, entregando-Me aos mais vis insultos e humilhações. Continuo até o fim dos séculos no Sacrifício, encerrado nos tabernáculos, e neles muitas vezes insultado por sacrílegos! Portanto, esposas amadas, não merecereis este nome sagra­do de Minhas esposas, se não souberdes viver no Sacrifício, suspirar pelo Sacrifício, com o qual Me testemunhareis o vosso amor, pois, onde houver sacrifício, Eu aí Me acho.

Contemplai Minha vida e vede se o que vos digo não é uma realidade: sacrifício na Minha adolescência, sacrifício pregando a divina Palavra, sacrifício deixando Minha Mãe, Sacrifício na flagelação, sacrifício na subida do Calvário, sacrifício no alto da Cruz, sacrifício nos Tabernáculos até o fim dos séculos, ofertando estes mesmos sacrifícios em vosso benefício!

Portanto vós, que chamadas fostes para a vida perfeita e para levar o Meu amor por toda a parte, deveis sentir-vos felizes em viver no meio dos sacrifícios.

Amadas esposas, Eu não Me acho no meio da orgias, dos bailes e divertimentos! Ah! não, Eu Me encontro na cela do bom religioso, que por Meu amor se priva de todos os divertimentos do mundo.

Eu não Me acho na casa do rico avarento, que come e bebe a se fartar e não soccorre o pobre, que lhe pede uma esmola por Meu amor! Ah! não, Eu Me acho na casa do pobre que trabalha por Meu amor, e aceita todas suas cruzes com resignação ainda por amor de Mim.

Eu não Me acho na cela da religiosa que não gosta de se sacrificar, que vive a se lastimar e a querer viver segun­do sua vontade e que tudo acha difícil, servindo assim de cruz para seus superiores! Ah! não, Eu Me acho na cela da religiosa que vive na mortificação e que gosta que todos a tenham por vil e sem merecimento, que é conformada, pa­ciente, mansa e humilde, amoldando-se com alegria à von­tade de seus superiores.

Sim, estou na cela da religiosa, que vive suspirando pela hora do Sacrifício, para Me mostrar seu amor. Vede, ca­ríssimas esposas, como só me encontrais no Sacrifício, e por quê?

Porque o Sacrifício é o caminho do Paraíso, o Sacrifício dá à alma merecimentos incompreensíveis, o Sacrifício faz desejar o céu. Vede, amadas esposas, como os santos pensam no paraíso: Muitos deles pedem-Me, se fosse possí­vel, para voltar ao exílio, para ainda mais se sacrificarem por Meu amor, para melhor testemunharem que Me amam. Dizem eles: Tão pouco sofremos, tão pouco nos sacrifica­mos para tanto gozar! Sim, sua felicidade é tanta que, cheios de gratidão, desejam mostrar-Me agradecidos no sacrifício! Por isso, amadas Minhas, amai o sacrifício, jamais deixeis passar a hora bendita em que ele se apresentar.

Se não tendes força de Me oferecer sacrifícios volun­tários, ao menos aceitai os que com generosidade Eu vos enviar, confiando na Minha misericórdia e bondade, o que vos fará ganhar tesouros, que a ferrugem deste mundo não pode corroer. Oh! se tivésseis fé como um grão de mostar­da, seríeis almas sedentas de sacrifícios, abraçando a cruz como Eu a abracei por vosso amor! Que os olhos de vossa fé se abram e compreendam a necessidade que tendes de serdes almas de Sacrifício, porque é nele, que Me encon­trareis.

Meditai como Eu não poupei Minha Mãe, para se sa­crificar por vosso amor; não poupeis, portanto, o vosso co­ração e a vossa alma, quando se tratar de Meus interesses, que são também os vossos! Sim, os Meus interesses são a salvação de vossas almas, e o vosso interesse é a vossa pró pria salvação que pede Sacrifício.

Vosso Jesus Crucificado, que é o vosso modelo e que vos abençoa pelas mãos de Maria, que sempre viveu em sacrifício.

Do Reino da Misericórdia.
Via a confiança. 10-1931.


NOTA — Esta lição aplica-se a todo cristão era geral, por isso seja ela bem aproveitada pelos corações de boa vontade que forem ninhos de verdadeiro amor.
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