domingo, 4 de julho de 2010

Crianças aduladas

Crianças aduladas


Os pais terão, às vezes, bastante responsabilidade nos sustos enfermiços entre suas crianças. Acontece que eles as acarinham e amimam demais, as cercam de afagos exagerados e as cumulam de tudo quanto lisonjeia a natureza, sem jamais as enrijar, sem lhes ensinar a suportar os contratempos dos dias...

Ou ainda, quando já não as podem senhorear, eles as sobreexcitam e as amedrontam, impingindo-lhes narrações fantásticas de lobisomens, de sacis-pererês, de assombrações, etc... outras tantas coisas que devem ser absolutamente evitadas.

Desde a idade mais terna, é necessário acostumar as crianças a subir desacompanhadas para o quarto, a dormir no escuro, a chegar sós, de noite, ao portão, ao jardim... É preciso aguerri-las contra perigos imaginários, incômodos da vida, intempéries... colocá-las o mais possível em contato com as realidades.

Tudo quanto superaquece e fustiga a imaginação torna-se extremamente nefasto: certos filmes, romances policiais, contos de aventuras, de banditismo, de morticínios... A criança revê isso em pesadelo, suas noites ficam agitadas, seus nervos se desequilibram e temores estultos se concretizam. A criança deve recear só o que lhe é realmente nocivo, ainda assim, este receio há de ficar dentro de limites razoáveis.

(Pais e mestres, pelo Irmão Leão)
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