quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Um lar santo


Nascido num estábulo, viveu em Nazaré num pobre casébre. A morada de Maria tinha trinta pés de comprimento sobre doze de largura e terminava numa grutasinha encostada à colina e talhada nos flancos da rocha. Jesus não teve neste mundo outro palácio.

Longe de lisonjear o corpo e de lhe procurar prazer e repouso, lembrou-se de que Deus mandou ao primeiro homem que ganhasse o pão com o suor do rosto. Bem cedo se aplicou Jesus ao trabalho sob a direção do seu pai nutrício. Enquanto Maria se ocupava com os cuidados domésticos, acompanhava Jesus a José na oficina. Como ele, manejavam as suas mãos a machada e a serra, e as suas costas curvavam-se com pesadas cargas. Nem os parentes nem os concidadãos suspeitavam que naquele operário, vestido como os seus iguais e como eles tratado, reconheciam e adoravam os anjos do Céu ao Filho de Deus.

Deste modo livre da escravidão das paixões, não pulsava o coração de Jesus senão para Deus e para os filhos de Deus pobres extraviados que Ele queria reconduzir para o seu Pai. De manhã quando ainda todos dormiam na cidade, já a oração de Jesus subia para o Céu; pelo dia fora, animava o amor divino todas as suas ações; e de tarde, quando o sono lhe cerrava as pálpebras, velava ainda o seu coração.

Em Nazaré todos os dias se pareciam uns com os outros; dias de trabalho e de contemplação, dias de paz e felicidade, que as tempestades do mundo não pertubavam nem o pecado ia jamais escurecer. Felizes dos que á semelhança de Jesus, fazem reinar a Deus nos corações: saboreiam cá na terra, antecipadamente as alegrias do reino dos Céus.

(Jesus Christo - Sua vida, sua paixão, seu triumpho - Pe. Berthe)

PS; grifos meus
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