quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Maus companheiros!


"Eu vos escrevi para que não tenhais relações com os impudicos ... Quiz vos avisar para que não tenhais trato com aquele que, chamando-se vosso irmão é impudico ... Afastai o culpável da vossa sociedade." (ICor. 5.9)

Deveriámos isolá-los.
É o que fazemos com os "apestados". Estão infeccionados: não devem contaminar os demais! Nos hospitais, os contagiosos vivem apartados ... Mais depressa se houvera de fugir das más companhias! ... propagam a impureza. São uma verdadeira lepra, a das almas. Um morfético pode afinal ter uma bela alma. Aquele jovem pode pelo contrário chamar a atenção dos salões; ... aquela jovem pode ser fascinadora ...

Deus porém, que vê o íntimo das almas, dirá como Juiz: "É um leproso! é uma leprosa"!
Encantos no rosto, sanie no coração!
Atrativos no corpo, hediondez na alma!
Sentimos um nojo instintivo para um animal em putrefação. E por vezes nos enojamos tão pouco com a gangrena moral da alma, causada pelo pecao mortal.

De que modo ocasionam os maus companheiros as desastrosas quedas?

No começo operam com dissimulação ...Cain disse ao irmão: "Egrediamur foras". Saiamos ao campo.
Começa-se pelo menosprezo da vontade dos pais e mestres. As confidências incovenientes realizam-se longe de suas vistas...

"Saiamos! ... o corruptor não é só um malvado, é um covarde".(Mons. Baunard)

Abel acompanhou o irmão: e foi então que Cain, precipitando-se sobre ele o matou.

"Não temais somente os que podem dar a morte ao corpo".

Bem tinha compreendido esta admoestação do Divino Mestre, aquele jovem senhor a quem os seus pajens moviam a praticar o mal. Em resposta só lhes disse: "trazei-me uma vela". Trouxeram-lh'a eles, admirados. "Acendei-a", secundou ele. Acenderam-na, cada vez mais espantados. Chegou ele o dedo á chama e depois de meio minuto, vencido pela dor, retirou a mão gravemente queimada. E voltando-se então para os tentadores, lhes observou:

"Bem vedes! se eu não pude conservar a ponta de um dedo, um só minuto, na chama de uma pequena vela, como poderei eu então estar no inferno, com todo o corpo, sepultado em ardores eternos?"

Quem assim falava entrou depois para a Trappa, onde se tornou celébre: foi o abade de Rancé.

Meu amigo, se fores tentado por maus companheitos, traz a mente o caso do abade de Rancé e, como ele, diz contigo: "Se não posso suportar o meu dedo mínimo exposto, durante um minuto, a pequena chama duma pequena vela, como poderei então suportar os ardores da morada eterna?"

(Retirado do livro: A grande guerra - Pe. Hoornaert)
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