segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Os deveres do marido e da mulher (Pio XII) - V Parte de VI


V Parte

As responsabilidades do homem diante da mulher e dos filhos nasce, em primeiro lugar, dos deveres para com suas vidas, pelas quais empenha sua profissão, sua arte e seu trabalho. Com o trabalho profissional deve conseguir para os seus uma casa e o alimento cotidiano, os meios necessários para um seguro sustento e um conveniente vestir.

A família deve se sentir feliz e tranqüila sob a proteção que a mão do homem lhe oferece e dá, com previdência e com operosa atividade.

... O homem casado, está ligado por vínculos morais não somente com sua família, mas também com a sociedade. São vínculos para ele de fidelidade no exercício da profissão, da arte; a fidelidade com a qual os superiores possam incondicionalmente contar; a retidão e a integridade na conduta e nas ações que lhe ganham a confiança de quantos com ele tratam: tais vínculos, não são porventura eminentes virtudes sociais?

E não constituem virtudes assim tão belas, a antemuralha da defesa da felicidade doméstica, da pacífica existência da família, cuja segurança segundo a lei de Deus, é o primeiro dever de um pai cristão?

Podemos adicionar, pois, que a honra e decoro da mulher é virtude pública e glória para o marido; o marido, por respeito a ela deve se esforçar para salientar-se entre seus iguais na própria profissão. Cada mulher, em geral, deseja poder orgulhar-se de seu companheiro de vida. Não é, portanto, louvável o marido que, por nobre sentimento e afeto para com a mulher, se esforça por fazer o que pode em sua atividade, e quanto pode, cumprir e obter algo de notável e de mais alto em sua vida?

Se o elevar-se digna e honestamente na sociedade pela profissão e trabalho próprio reverte em honra e consolação para a esposa e para os filhos, já que a glória dos filhos são os próprios pais; nem por isto o homem se esquecerá quanto contribui para a felicidade da convivência doméstica que ele, em cada circunstância, demonstre tanto no ânimo, como no trato externo e nas palavras, respeito e estima a sua mulher, mãe de seus filhos.

A mulher não é somente o sol, mas ainda o santuário da família, o refúgio do pranto dos pequeninos, a guia dos passos para os maiores, conforto de seus afãs, aquietamento de suas dúvidas, confiança para seus futuros.

Dona da doçura, ela é também a dona da casa. Não acontece jamais que, como se costuma dizer, os casais se distinguem das pessoas não casadas, pelas maneiras indiferentes, menos respeitosas, ou totalmente descorteses e deselegantes com que o homem trata a mulher.

Não; o comportamento total do marido para com a mulher jamais poderá ser desacompanhado daquele caráter de natural, nobre e digna cordialidade e cuidado, qual convém a homens de caráter íntegro, e de alma temente a Deus; há homens que com suas inteligências sabem ponderar a inestimável preciosidade que têm para a educação da prole, a virtuosa e delicada atitude recíproca entre os cônjuges.

Poderoso é o exemplo do pai para com os filhos; é para eles um vigoroso e vivente estímulo para olharem a mãe, e o próprio pai, com respeito, veneração e amor.

(Discurso aos esposos, 8 de abril, 1942 – Pio XII, retirado do livro : Pio XII e os problemas do mundo moderno - continua ...)
PS: Grifos meus
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