sábado, 28 de novembro de 2009

Afeto viril


A criança tem necessidade de muito afeto - não um afeto molemente dado, mas um afeto tão viril quanto terno.

É necessário que o pai tenha uma autoridade mascula, a um tempo calma e imperiosa, que emane de sua força indiscutível e forneça à criança o ideal viril indispensável ao seu desenvolvimento. A mãe, por outro lado, deve oferecer ao coração do filho uma ternura harmoniosa e serena, igualmente afastada da tirania e da idolatria, que não são mais do que desvios do amor maternal.

É preciso evitar as manifestações de uma compaixão exagerada em casos de simples "dodói" ou de queda sem gravidade...

"Há muitas maneiras de estragar uma criança: estraga-se o seu espírito pelo exagero impensado dos elogios. Estraga-se o seu caráter fazendo-lhe todas as vontades. Estraga-se o seu coração, ocupando-se execessivamente dela, adorando-a, idolatrando-a. Todas essas maneiras de estragar as crianças podem reduzir-se ao desenvolvimento de dois princípios funestos, fontes de toda a perversidade humana: a languidez da vontade e o orgulho." (Mons. Dupanloup)

Ocorre, por vezes, que ao adoecer a criança, a angústia legítima da família se transforma em múltiplas indulgências e mesmo numa tendência de ceder a todos os seus caprichos... Já se verificou que crianças assim mimadas chegaram a desejar a doença.

Um estilo de vida um pouco rude convém mais do que nunca às jovens gerações de hoje. Já se viu demasiado ao que leva a educação macia. Os jovens aos quais nada faltou, aos quais se quis evitar todo sofrimento, por mais leve que fosse, são incapazes de sustentar um esforço quando chega a idade adulta.

Oração de uma mãe de família:

Meu Deus, ajudai-me a dar uma educação viril a meus filhos. A vida é uma coisa grave: a frivolidade, as infantilidades não são a verdadeira felicidade.

(A arte de educar as crianças de hoje - Pe. G Courtois)
PS: Grifos meus
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