segunda-feira, 19 de abril de 2010

ESPECIAL: Sol Eucarístico e Trevas protestantes

Nota: Transcreveremos no decorrer desse ano, o excelente livro do Pe. Julio Maria - Missionário de Nossa Sra. do SS. Sacramento.
PS: Esse livro foi digitalizado ver AQUI (atualizado dia 16/08/2011)

Sol Eucarístico e Trevas protestantes


Réplica a um panfleto:
"Abuso de um dogma"
Contra os Congressos Eucarísticos
pelo
Padre Julio Maria
(Missionário de Nossa Sra. do SS. Sacramento)
Typ. do "O Lutador" 1937
_______________________________

Índice

Capítulo I - A presença real.
Capítulo II - Absurdos na interpretação da Bíblia.
Capítulo III - Ignorância e verdade.
Capítulo IV - Absurdos da ignorância.
Capítulo V - Protestantização dos Doutores Católicos.
Capítulo VI - O Sacerdócio católico.
Capítulo VII - O dogma Eucarístico.
Capítulo VIII - Congressos Eucarísticos.
__________________________________

Introdução

A grande, entusiasta e sublime manifestação da fé, que os católicos brasileiros realizaram em Belo Horizonte, por ocasião do Congresso Eucarístico, fez ferver a bílis protestante.

A grei de Lutero ficou desesperada. Espalhou boletins, convocou reuniões, e até nas ruas daquela cidade houve berraria de hinos, discursos de ignorantes, ataques, revoltas contra a horrenda idolatria romana. A imprensa protestante gemia sob o peso dos panfletos e pasquins; os pastores, possessos, gritavam, pregavam, atordoados pelo triunfo de Jesus-Eucaristia.

Durante este tempo, calmos e recolhidos, desprezando a zoada de Satanás, os católicos, em toda as cidades e sobretudo na Capital mineira, exaltavam a Hóstia divina, proclamavam o triunfo da Eucaristia... enquanto milhares e milhares de homens de todas as classes da sociedade, o Governador do estado, senadores e deputados na frente, aproximavam-se da Mesa Sagrada, para ali receber o "pão dos anjos", o Cristo vivo na Hóstia Sagrada.

Um jato de raiva, de ódio, saiu do inferno; Satanás furioso acendeu chamas e faíscas nos corações de seus emissários; e eis a onda fumacenta do ódio protestante, em vargas furiosas a querer inundar o Brasil com jornalecos incendiários!

É bom sinal!

Quando o demônio está furioso, é porque as coisas não andam bem de seu lado. Quando os protestantes trabalham, lutam, escrevem, é porque a sua tristíssima seita de ódio está periclitando, está em debandada, em perigo de ser submergida pela Verdade evangélica, que ela tão miseravelmente falsifica, materializa e blasfema.

Pobre protestantismo!... está tão apodrecido!...

As suas bases estão tão carcomidas, que ameaçam ruínas de todos os lados. Como disse muito bem o Salvador, é uma casa construída sobre a areia movediça das paixões, sem alicerce, e em conseqüência sem firmeza (Mat. VII. 24). A casa edificada por Lutero está prestes a cair, e a sua ruína será grande.

Não se admire pois os católicos dos gritos dos pastores protestantes; são gritos de desespero numa causa perdida. Dêm-lhes o desprezo que merecem, e lancem ao fogo os imundos ataques e calúnias que espalham por toda parte! Deste desespero saiu uma brochura... brochura desesperada e suja, naturalmente, pois do lamaçal só póde sair lama.

Um pobre pastor presbiteriano quis mostrar a sua sabença e pretendeu refutar o dogma católico da Eucaristia.

É muita audácia!
É sobretudo sinal de muita ignorância!

***

O ilustre e zeloso Vigário Capitular de Caratinga, Monsenhor Aristides Rocha, acaba de enviar-me tal brochura protestante. É intitulada: "Absurdos de um Dogma, ou, resposta aos Congressos Eucarísticos", por A. F. Nobre.

Conhecia já tal brochura; a casa editora teve a gentileza de enviar-me o trabalho; percorri-o com calma e o achei tão miserável, tão calunioso, tão mesquinho, tão ignorante, que nem sequer a idéia me veio de refutá-lo. Baba não se refuta: basta a vassoura, creolina e água.

O pasquim do sr. Nobre, que é pastor presbiteriano no Rio de Janeiro, não passa de baba e nos revela apenas duas coisas:

1. A ignorância e a má fé do escritor.
2. A nulidade dos estudos de exegese e teologia, que se faz em tal seminário presbiteriano do Rio, onde o sr. Nobre recebeu o anel de bacharel em teologia!...

Pobre de anel!...
Pobre de anelado!...

Só mesmo sendo da família dos anelidios, ou anélidos, como as minhocas e as sanguesugas.

É preciso coragem de soldado e paciência de anjo, para ler uma tão monstruosa peça de ignorância e de má fé. Refutar tudo isso é perder tempo, pois precisava começar pela base e dar ao escritor umas noções de exegese e de filosofia, que parece ignorar completamente.

O que é mais interessante e demonstra ainda mais a ignorância do doutor protestante é que pretende interpretar a doutrina católica sobre o dogma da Eucaristia, ignorando por completo o ensino da Igreja a este respeito.

O homem cita trechos católicos e com estes trechos interpretados a seu sabor, fabrica uma fábula que combina com outras fábulas, falsifica e dá a sua falsificação como a pura doutrina católica. Depois começa a discutir com argumentos filosóficos, científicos, teológicos, sem quase saber o que é filosofia, ciência e teologia, sobretudo sem saber formar um silogismo.

E tudo isto chama-se: "Os abusos de um Dogma!".

Não, meu caro protestante: tudo isto é apenas o absurdo da ignorância protestante, ou o absurdo da mania de contradizer o ensino católico. Tudo o que o valente presbiteriano foi plagiando, reproduzindo e imitando dos outros autores protestantes e adulterando do pensamento de autores católicos, póde ser reduzido a uma frase: obsessão em contradizer a Igreja Católica.

Não vou responder-lhe: o seu livreco não merece uma resposta, mas vou refutar todas as suas asneiras e ignorâncias, reproduzindo aqui uns artigos escritos no "O Lutador" e uns dois capítulos já publicados sobre o mesmo assunto.

O amigo protestante julgou ter inventado a pólvora: não inventou nem sequer o carvão.

Todos os argumentos aduzidos já foram apresentados por outros, e mil vezes pulverizados pelos católicos. Eu mesmo, em diversos livros, refutei todas estas tolices provenientes da ignorância, ou então da má fé, triste herança de seu pai Lutero.

Leiam os católicos esta brochura, que é pequena, simples, mas creio: clara, documentada e baseada sobre o texto óbvio da Sagrada Escritura. E se o sr. Nobre ler também estas linhas, com um coração reto e um espírito desprevenido, estou certo que mudará de idéia, e, em vez de blasfemas a instituição divina da Eucaristia, se prostrará de joelhos, para adorá-la... e talvez para recebê-la um dia, conforme a prescrição divina: Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. (João VI. 54)

P. Julio Maria  D.N. SS.
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