quarta-feira, 23 de junho de 2010

ESPECIAL: Princípios da Vida de Intimidade com Maria Santíssima

Nota: No decorrer deste ano transcreveremos esta belíssima obra do Revmo. Pe. Júlio Maria.

Princípios da Vida de Intimidade com Maria Santíssima
segundo os Santos, os Doutores e os Teólogos
pelo Revmo. Pe. Júlio Maria,
missionário de N.ª S.ª do SS. Sacramento.


ÍNDICE

PRIMEIRA PARTE
O FIM DA VIDA DE INTIMIDADE COM MARIA SANTÍSSIMA

IV- Jesus Cristo
V - A alma de Jesus Cristo
VI - Jesus Cristo vivendo em nós
VII - Jesus Cristo crescendo em nós
VIII - Jesus Cristo agindo em nós
IX - Jesus no próximo
X - O ápice do amor

SEGUNDA PARTE
O CAMINHO DA VIDA DE INTIMIDADE COM MARIA

I - Maria no plano divino
II - A plenitude de Maria
III - A plenitude inicial de Maria
IV - A maternidade divina
V - A plenitude filial
VI - O crescimento pela virtude
VII - As virtudes de Maria
VIII - A proporção do crescimento da graça
IX - A plenitude da universalidade
X - Os conhecimentos de Maria
XI - As graças gratuitas de Maria

TERCEIRA PARTE
O MEIO DA VIDA DE INTIMIDADE COM MARIA

I - A união entre Jesus e Maria
II - Maria nos gerou com Jesus
III - Maria gera Jesus em nós
IV - Maria na aquisição da graça
V - Maria na distribuição da graça
VI - Tudo por Maria
VII - O ensino dos Santos
VIII - O corpo místico
IX - O pescoço místico
X - O culto da Santíssima Virgem
XI - Os membros do corpo místico
XII - A vida de intimidade
XIII - Os fundamentos da vida de intimidade
XIV - Prática da vida de intimidade
XV - Prática da vida de intimidade (continuação)
XVI - Síntese geral dos princípios 
_____________________________________

Dedicatória

A São João Evangelista o primeiro Doutor e o primeiro Santo da Vida de intimidade com a Santíssima Virgem Maria

Ex illa hora accepit eam discipulus in sua (Joan, XIX.27)

Introdução

Muitos livros já foram escritos sobre a Santíssima Virgem. A teologia mariana tomou em nossos dias um desenvolvimentos tão fecundo quão variado. Cinquenta anos atrás queixavam-se os autores, e não sem razão, da demasiada sentimentalidade e ausência de doutrina nos escritos acerca da Mãe de Jesus.

Hoje, porém, estas queixas não têm mais razão de ser. Atualmente não são somente as almas simplesmente piedosas, mas teólogos profundos, filósofos célebres, escritores de primeira ordem, que põem ao serviço da Virgem Sua ciência, seu gênio e o fruto de seus estudos.

Graças a esses esforços conjuntos possuímos sobre a Virgem Imaculada um monumento doutrinal, uma verdade dogmática, onde as almas podem haurir tesouros de doutrina, de anelos e de piedosas elevações sobre este augusto e inesgotável assunto.

Os Congressos marianos deram um novo enlevo e novo alimento à doutrina e à piedade.

A Associação dos Sacerdotes de Maria, em sua substancial Revista, estudando a grande maravilha divina, sob todos os aspectos, nos mostra os princípios da doutrina mariana, aplicáveis à nossa vida e à nossa santificação.

Sente-se um entusiasmo geral por Maria!
Oh! quanto isto é consolador, significativo e quão cheio de promessas para o futuro!...

Contribuir um pouco, segundo as nossas diminutas forças, para incentivar mais e mais este movimento; entrar simplesmente neste concurso de emulação já que não nos é dado fazer mais, fim de fazer amar a divina Rainha dos Corações, sem dúvida seria já uma excelente obra: - é o que queríamos fazer, mas ainda temos um outro fim mais preciso.

***

Esta pequenina obra não vem com a pretensão de substituir as obras existentes sobre a Santíssima Virgem; ela não vem com a ambição de fazer melhor; vem simplesmente, modestamente, convencida de suas imperfeições, indicar um ponto determinado da Teologia mariana, aplicado à nossa vida.

teologias da vida, da grandeza, do poder, do culto, das virtudes e das dores de Maria. Não tínhamos nós que fazer de novo nenhuma destas obras e, se o tivéssemos querido, teríamos sido incapazes; não existe porém ainda uma teologia da vida de intimidade com a Santíssima Virgem.

Ora, em nossos dias as almas se sentem poderosamente impelidas a se unirem a Maria, a viverem a vida de união com sua Mãe do céu. Esta vida de intimidade dimana admiravelmente da doutrina do beato de Montfort. E qual é a alma piedosa que não se inspira hoje nos escritos do grande Apóstolos de Maria? E mesmo qual o autor que não vai haurir ali as considerações e os princípios tão profundos quão práticos sobre a Mãe de Deus?

Já publicamos diversas obras sobre a vida de intimidade com Maria, mas todas elas sobretudo quanto ao aspecto prático. O que faltava ainda era um estudo seguido dos princípios teológicos desta vida de intimidade. A tarefa tinha suas dificuldades. Entretanto, desejoso de contribuir para a plena evolução desta vida fecunda em união com Maria, e esperando que uma mão mais hábil eleve um monumento menos indigno da Imaculada, encetamos esta obra e, como complemento, ou melhor como base doutrinal de nossas obras sobre o mesmo assunto, tentamos grupar, encadear e estudar "os Princípios teológicos" da vida de intimidade com Maria

***

Mas ao ver este título, não se espere encontrar aqui teses puramente teológicas ou filosóficas, expostas com todo o rigor de sua forma e de suas conclusões. Determinamos teologicamente os pontos de doutrina e tiramos as conclusões aplicáveis ao nosso assunto, mas era nos impossível impor silêncio ao nosso coração, em face das belezas acumuladas por Deus no seio desta inefável criatura.

Daí, ao lado dos princípios há desenvolvimentos, entramos muitas vezes no domínio da prática. Entretanto, permitam que o digamos: o dogma aqui ocupa a maior parte, sendo nosso fim sobretudo mostrar os fundamentos, alicerces e sustentáculos da vida de intimidade com a Mãe de Jesus.

Em termos claros e precisos colocamos no começo de cada capítulo o princípio a desenvolver. É que este modo pareceu-nos mais favorável para penetrar bem a doutrina, dar uma idéia geral dos desenvolvimentos e facilitar o encontro de um ponto determinado, quando se quiser revê-lo, depois de uma primeira leitura.


***

Para que se possa bem saborear e compreender, este obra exige uma leitura calma e recolhida. Toca as questões mais profundas e mais delicadas da nossa santa religião. Desejamos que ela possa sugerir aos leitores algumas percepções novas tornando-se assim para todos um raio de luz que, lançando-se docemente ao redor da fronte da Imaculada, faça-a brilhar com todo o esplendor de Sua beleza, de Sua bondade e de Sua misericórdia!

Isto seria ganhar-lhe muitas almas, pois ver e conhecer a Maria é amá-lA; vê-lA e conhecê-lA como Ela é em verdade... oh! meu Deus, isto seria morrer de amor!

Nossos olhos mortais seriam fracos demais e sobretudo muito terrestres, para aprender tanta glória e tanto amor... Só no céu, quando Deus não tiver mais que poupar nossas fraquezas, é que Ele poderá manifestar-nos Sua Bem-Amada, Sua Privilegiada, Seu Tesouro, e Sua e Nossa Mãe.

Mas enquanto esperamos esta hora bendita, elucidar um pouco esta grande maravilha, levantar um cantinho deste véu... deste véu... desde véu repito, que encobre o coração da Imaculada, afim de mostrar a todos as riquezas do Seu amor e o Seu desejo de nos ver junto a Ela, em Sua intimidade, tal é o único fim destas páginas.

***

Oh! clemente e piedosa e doce Virgem Maria!

É a Vosso pés e sob o Vosso olhar maternal, que esta obra foi composta, e é entre Vossos braços que a depositamos. Compete-Vos, pois, fazê-la produzir os frutos de graça, que tivemos em vista. Sob Vosso olhar e enriquecendo pela bênção que não lhe recusareis, que Ela vá levar às almas de Vossos filhos queridos a luz e a força, e que lhes avive ou lhes recorde o ideal de viver perto de Vós, conVosco, por Vós e para Vós, afim de assemelhar-se um pouco, por Vós, ao doce Salvador de nossas almas, e perpetuar um dia na glória esta vida de intimidade esboçada aqui nas sombras do exílio.

Pe. Júlio Maria. S. D. N.
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