quarta-feira, 17 de março de 2010

Educação do corpo e triunfo da alma

Educação do corpo e triunfo da alma


"... cultivar um corpo, sacrificando-lhe a alma, é cultivar cadáveres."

Não se trata aqui de tempos gramaticais. Trata-se dos dois cenários de nossa vida. Ou melhor, da nossa dupla vocação, terrestre e celeste. Alma e corpo que formam o indivíduo, a pessoa humana com todos os seus direitos e deveres...

Nossa religião não é inimiga do corpo humano, quando o mantém no seu papel. O pão, o alimento, a veste, a habitação para esse corpo fizeram na Igreja os hospitais, os asilos e orfanatos. Entre as obras de misericódia aponta tanto as para o espírito, como as para o corpo. Declarou heróis muitos de seus filhos, que viveram cuidando de corpos famintos ou maltrapilhos, doentes ou mutilados. Por isso família alguma dê crédito a tais calúnias.

É preferível seguir pelo mesmo roteiro de idéias traçado pela Igreja. Na vida presente nossa religião quer o corpo tratado, mas sujeito às leis de Deus e respeitoso auxiliar da alma, de cujo destino glorioso irá participar numa gloriosa ressurreição.

A Igreja não combate o sadio esporte, sujeito à escala dos reais valores com a primazia da alma em tudo. Pois cultivar um corpo, sacrificando-lhe a alma, é cultivar cadáveres. Há leis de modéstia, de pudor, de trabalho, de subordinação para os cristãos que adoram o Crucificado.

Há idéias que auxiliam a observância destes mandamentos. Tudo isto porque na vida presente o corpo tem de auxiliar a alma no serviço de Deus. Os pés é que nos levam à igreja, os joelhos é que se dobram em sinal de nosso respeito ao Senhor. Nossa língua fala, canta, exclama perante os altares ou em horas de oração.

Famílias (leitoras), tenho muito receio de que haja muita omissão de vossa parte, quando se trata de constelar idéias cristãs na alma dos filhos.

Meros costumes sem fundamentos de princípios, ideais e dogmas, podem ficam sem rastos no areial da vida. Urge dizer aos filhos a razão do pudor e do respeito com que devem tratar seus corpos e os alheios. Expor-lhes a razão dos sacrifícios que o trabalho, as doenças, as temperanças impõem nesta vida...

Hoje vivemos na época da somatolatria, com portas escancaradas para as imposições da moda, do esporte, das praias, dos salões. Os Papas andam repetindo a realidade dos cenários para o corpos e as almas. Não pedem andem os cristãos como gente de outras épocas. Mas os querem respeitando também a época para que foram criados, digo a eterna.

Beleza, agilidade, mocidade eterna são flores para outros jardins, isto é, para a outra vida que deve ser preparada agora. Felizes as crianças que ouviram isso em casa e em seus lares foram acostumadas ás conclusões, pequenas e diárias, grandes e raras, decorrentes do dogma da ressurreição... avivar a fé nessa ressurreição que nos prepara para o corpo e para a alma.

As sepulturas encerram os restos mortais de santificadores e profanadores de seus corpos. Na mesma quadra de jazigos será diferente a ressurreição. Talvez até entre os mortos da mesma família.

(Excertos do livro: Mundo entre berços - Pe. Geraldo Pires de Souza)

PS: Grifos meus
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