sexta-feira, 14 de maio de 2010

Escolhe jovem!

Escolhe jovem!


Um jovem de caráter assim, convencida e francamente católico, é meu ideal. Pena é que os haja tão poucos!

Tal mocidade é de maior valor para a pátria do que minas, fábricas, ferrovias e comércio; vale mais do que todos os bens materiais. Tenho a firme esperança de que, da mocidade de hoje, saiam muitos homens assim, religiosos por conviccção.

Se perguntássemos aos adultos de hoje: "Meu amigo, por que é você tão católico?" - de muitos receberíamos como resposta: "Ora, meus pais eram católicos e deles herdei essa religião".

Nunca dês essa resposta, meu jovem. Espero que quando adulto, hás de dizer:

"Por que sou católico? Ora, porque quero sê-lo. Porque é minha íntima e sagrada convicção, que a fé católica se funda numa verdade divina, eterna, infalível. Porque sinto - e em toda a minha existência o vou comprovando - que unicamente uma vida segundo a fé católica nos torna forte e felizes. Não sou católico por hábito, ou porque por acaso me batizaram, porque meus pais o foram (que mérito seria isso?), mas porque sei que esta é a verdadeira fé, porque é meu maior tesouro...

Vejo claramente sua missão divina, ao considerar que onde a vida é organizada segundo suas normas, ela produz os melhores, os mais nobres e amáveis homens; além disso, nenhuma religião se atreve a opor-se tão franca e decididamente às más inclinações e injustas exigências da natureza humana decaída.

Ela examina e dirige não somente nossas palavras e ações, mas ainda nossos mais secretos pensamentos. É certamente a mais severa das religiões, mas é exatamente o que me causa impressão, pois, apesar da severidade de sua moral, ela dá direção e finalidade a centenas de milhões de homens".

Estas palavras eu espero de ti!

Nos tempos primitivos do cristianismo, vivia um soldado romano chamado Mário, ao qual foi concedido o "vilis militaris", o "bastão de comando", por causa de sua intrepidez. Essa distinção o habilitava a candidatar-se para a primeira vaga de comandante. Mário aproveitou a primeira ocasião e foi nomeado.

Eis porém, aparece outro soldado, antagonista de Mário e relata: "Mário é cristão, não pode ser comandante, seu lugar cabe a mim". Perguntado, Mário não nega: "Sou cristão!" Recebe três horas para decidir-se.

Mário procura o bispo e pede conselho. O bispo conduz o valoroso militar à igreja, toma-lhe a espado do lado, e com o evangelho noutra mão, diz: Escolhe entre ambos. Entre as glórias guerreiras e o Evangelho. Não esperou que terminasse o prazo concedido e apresentou-se ao tribuno. Foi executado.

Escolhe! - dir-te-á  a vida cem vezes ao dia, esta vida mísera, enganadora, dirigida só para a matéria.

Escolhe! - dir-te-á a sociedade em que se travam conversas ambíguas ou obcebas; queres continuar ainda a lutar intransigentemente em prol da pureza, ou passar para a nossa banda, a uivar conosco?

Escolhe! - diz aquela leitura filosófica, - queres conservar escrupulosamente tua fé, embora eu te diga: "Deus está morto"?

Escolhe! - falará um romance moderno, um filme, um teatro, que com estilo elegante e fino, e viva imaginação, insinuam imoralidades.

Escolhe! Queres permanecer um jovem valoroso que, com alma pura e de cabeça erguida, pode seguir altivo o seu caminho, independente do conceito dos libertinos, ou queres tornar-te um efeminado e pretencioso escravo da vida moderna?

Sim, que escolhes?
Peço ao Céu que te ilumine!

(Excertos do livro: A Religião e a Juventude, do Mons. Tihamér Tóth)

PS: Grifos meus.
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