domingo, 22 de setembro de 2013

A Cruz


O que fizeste florzinha, 
Daquela cruz pequenina 
Pálido emblema de amor, 
Em cujos braços erguido
Jazia, inerte, ferido, 
O Cristo, Nosso Senhor?! 

Onde a puseste menina, 
Dize depressa, é favor, 
Perdeste a imagem divina, 
Cheia de fé, peregrina, 
Daquela cruz pequenina, 
Pálido emblema de amor?!

Se eu assim falo é porque, 
Aos meus ouvidos chegou: 
Viver a cruz adorada, 
Numa gaveta atirada, 
Que o esquecimento legou!... 
Será, talvez, a verdade? 

Não posso crer na maldade, 
Pois, estou certa a cruzinha, 
Sempre em teu peito pairou! 

Tijuca. Magnolia Triste.
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