sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Santa Águeda, Virgem e Mártir

Santa Águeda, Virgem e Mártir
5 de Fevereiro


Os que semeiam com lágrimas, colhem na alegria.
Quando partiram, iam a chorar,
lançando a semente à terra.
No regresso, porém, vinham a cantar,
carregando as suas paveias

Santa Águeda, padroeira da Sicília é o protótipo da virgem cristã que se deixa matar por não violar a promessa que fizera ao Senhor.

O autor do século VI que escreveu as Atas do seu martírio, apresenta-no-la trinfante da bruteza do carrasco que lhe escoria o peito, depois de ter já vencido as solicitações perversas do governador da cidade. "De pé, no meio do cárcere, a bem-aventurada Águeda, levantando as mãos, invoca o Senhor: Senhor Jesus Cristo, Mestre amantíssimo, dou-Vos graças por me haverdes feito triunfar das sevícias do algoz e peço-Vos que ordeneis que eu tenha a felicidade de alcançar a glória eterna" (Ant. de Magnificat).

A Santa Igreja, que se regozija com tamanho triunfo (foi para Santa Águeda que se compôs o Intróito Gandeámus) reporta a glória dela a Deus (que escolhe o que é fraco diante do mundo para confundir os fortes) e incita-nos a pedir a graça de colhermos todo o proveiro de tão raro exemplo de virtude.

Martirizada em Catana à volta de 250, foi considerada desde então padroeira da cidade e de toda Sicília. Por mais duma vez o véu da Mártir reteve a torrente de lava que descia do Etna e ameaçava subverter a cidade. Queria Deus honrar por este modo a resistência que a alma da santa opôs à lava das paixões.

(Retirado do Missal Vesperal e Quotidiano - Dom Gaspar Lefebvre - 1952)
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