quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ó desgraçados mundanos, amadores do tempo!

Ó desgraçados mundanos, amadores do tempo!


"Naquele dia, tirará o Senhor o enfeite dos anéis dos tornozelos,
e as toucas, e os ornamentos em forma de meia-lua;
os pendentes, e os braceletes, e os véus esvoaçantes;
os turbantes, as cadeiazinhas para os passos,
as cintas, as caixinhas de perfumes e os amuletos;
 os sinetes e as jóias pendentes do nariz;
os vestidos de festa, os mantos, os xales e as bolsas;
 os espelhos, as camisas finíssimas, os atavios de cabeça e os véus grandes.

Será que em lugar de perfume haverá podridão,
e por cinta, corda; em lugar de encrespadura de cabelos, calvície;
e em lugar de veste suntuosa, cilício;
e marca de fogo, em lugar de formosura.
Os teus homens cairão à espada, e os teus valentes, na guerra.
As suas portas chorarão e estarão de luto;
 Sião, desolada, se assentará em terra."

Isaías 3:18-26

Ó mundanos, amadores do tempo e das coisas que com ele passam e totalmente esquecidos do eterno, lembrai-vos que há de vir um dia, cláusula de todos os dias e princípio de duas eternidades, uma de suma felicidade outra de miséria suma, uma nas alturas louvando a Deus, outra blasfemando de Deus nas profundezas.

Vós outros que consumis os dias e os anos em vosso deleite e armais dilações à penitência de hoje para amanhã, de amanhã para outro dia e outro ano e muitos anos, ó que mau é o vosso engano agora e  que pior será então o vosso desengano?

Há de chegar (é certo) aquele estado, onde não há amanhã, nem tarde, hoje, nem ontem, nem séculos, nem anos, nem dias, nem horas, nem diferença alguma de tempo, senão uma duração fixa e interminável, ou sempre gozando de Deus ou sempre ardendo em fogo. Temamos estes sinais à vista de tão horrendo significado, e empreguemos os breves espaços da vida temporal como quem há de vir a parar nos da eterna.

(Exercícios espirituais - II - 113 - Pe. Manuel Bernardes)

Ó insensatos e duros de coração,
tão profundamente apegados à terra,
que de nada gostam senão das coisas canais.
Mas, infelizes deles,
virá tempo em que verão como era vil
e sem valor tudo o que amavam!
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