quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Quando o céu se cobrir de nuvens

Quando o céu se cobrir de nuvens



Se durante muito tempo não movermos uma pedra, ela se cobrirá de musgo; se deixarmos de fazer exercícios físicos, os membros ficam flácidos. O mesmo vale da fé: quem não pratica sua religião, é envolvido primeiramente pelo musgo da indiferença; em seguida vêm as dúvidas; e o fim qual será?... Fé tíbia, e talvez descrença completa.

Não deves, portanto, apenas salvaguardar tua fé; deves vivê-la. Exercita-a na oração. Reza, todas as manhãs o "Credo em Deus", lenta e devotadamente. Rende graças a Deus, porque te fez nascer na verdadeira fé católica. Principalmente, porém, pratica-a por uma vida ideal que busca na religião suas forças. Como causa primordial dos desvios fundamentais da alma de muitos e muitos jovens, podemos indicar o fato de manifestarem em sua vida, um espírito de fé deploravelmente mesquinho. A religião teórica, que se não manifesta em prática, vale tanto como um carro sem eixo.

Por essa razão compreenderás, embora te pareça curioso à primeira vista, o conselho que uma vez dei a um moço: Ele se queixava: "Quisera crer, mas não posso".

-"Meu caro, faça violência à sua vontade! A fé é graça divina, mas supõe a vontade humana. Sim. Deus concede a graça; depende porém do homem querer colaborar com ela ou não. Não pode crer? Pouco importa! repita o clamor dos apóstolos: "Senhor, robustecei nossa fé!" (Luc. 17,5). Ou diga como o pai da criança doente: "Creio Senhor, ma aumentai a minha fé!" (Marc. 9,23). Você murmura que a oração o deixa frio, que não acha atrativo na Santa Missa, que a vida religiosa lhe é enfadonha. Ainda uma vez, pouco importa! Apesar de tudo, recite conscientemente as orações de costume; apesar de tudo procure seguir as orações da missa, do princípio ao fim".

"Mas uma religiosidade assim forçada, de nada vale", dirás talvez.

"Engano! O Pai Celeste não considera os resultados, mas sempre leva em conta a boa vontade. Aceita com complacência a luta de nossas vontade contra a preguiça e as tentações".
Quando pois te atormentarem dúvidas contra a fé, embora o faças a contra-gosto, não deixes de rezar com regularidade e freqüentar os sacramentos da confissão e da comunhão. O jovem que reza, confessa e participa do Banquete Sagrado não perderá a fé, muito embora o assaltem as mais terríveis tentações. Repete a miúdo esta oração:

"Senhor, não posso crer! Ou, pelo menos, parece-me que o não posso. O ceú se tolda, sobre a minha cabeça... mas, quero crer em Vós, Senhor! Quero, sim, quero crer! Ajudai-me contra a incredulidade!"

(A religião e a juventude, pelo  Monsenhor Tihamér Tóth, 2ª Edição, editora SCJ Taubaté)

PS: Grifos meus.
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