sexta-feira, 18 de março de 2011

A Mãe dolorosa

A Mãe dolorosa


Estava a Mãe dolorosa
Chorando junto a Cruz 
Enquanto o Filho pendia
Cuja alma a gemer,
Triste e magoada
Foi transpassada de um gládio.

Ó, como esteve triste
E aflita, a bendita
Mãe do Unigênito.

Esta Mãe piedosa agonizava
E sofria, vendo as dores
Do ínclito.

Qual o homem que não chorava
Se visse a Mãe de Cristo
Em suplício tão cruel?

Quem não se contristaria
Contemplando a Mãe de Jesus
Agonizando com o Filho.

Pelos pecados de Seu povo
Ela viu Jesus em tormentos
E submetido à flagelação.

Viu o Seu doce amor,
Morrendo desolado
E expirando o último alento.

Eia, Mãe fonte de amor,
Fazei que eu sinta a força da dor
Que eu chore conVosco
Fazei que arda o meu coração
No amor de Cristo Deus
Que eu Lhe dê gosto.

Santa Mãe fazei isto:
Gravai profundamente as chagas
Do crucifixo no meu coração
Compartilhai comigo as penas
Do Vosso Filho que tanto se
Dignou de sofrer por mim.

Fazei que eu chore conVosco
E me compadeça do Crucificado
Enquanto viver.

Junto da Cruz quero estar ConVosco
e desejo unir-me a Vós no pranto.

Ó Virgem entre todas singular,
Não me deixeis de atender.
Concedei-me chorar conVosco.

Fazei que esteja em mim a morte de Jesus,
Que me torne participante da Paixão,
E que Lhe venere as chagas.

Fazei que eu seja ferido pelas Chagas,
Que eu me inebrie na Cruz
E no Sangue do Filho.
Para não ir abrasar-me nas chamas
Que eu seja defendido por Vós
No dia do juízo.

Ó Cristo, quando eu tiver de partir,
Concedei-me, por Vossa Mãe,
De ir receber a palma da vitória,
Quando o corpo morrer,
Fazei que seja dada à alma
A glória do Paraíso.

Amém.
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