domingo, 10 de abril de 2011

Alguns mártires e a fidelidade a Jesus Cristo e a fé católica

Nota: Existem muitos mártires, em novas oportunidades citarei outros aqui no blogue.

Alguns mártires
e a fidelidade a Jesus Cristo e a fé católica

"Quem nos afastará do amor de Cristo: tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada?... Estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem potestades, nem presente nem futuro, nem poderes nem altura nem profundidade, nem criatura alguma nos poderá separar do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus Senhor nosso."
(Romanos 8,  35- 38 e 39)



Santa felicidade e seus sete filhos



(+ Roma, séc. II)
Santa Felicidade foi martirizada em Roma durante o reinado de Marco Aurélio, depois de ter animado e exortado ao martírio seus sete filhos, Santos Januário, Félix, Filipe, Silvano, Alexandre, Vital e Marcial. A respeito da heróica matrona, assim escreveu São Pedro Crisólogo: “No meio dos cadáveres mutilados e sangrentos daquelas ofertas queridas, passava mais alegre do que antigamente ao lado dos seus berços, porque via com os olhos da fé uma palma em cada ferida, em cada suplício uma recompensa e sobre cada vítima uma coroa".

Mártires de Marrocos
santos frades Vital, Berardo, Otão [sacerdotes], 
Pedro [Diácono], Acúrsio e Adjuto [Leigos]


Não tenhas pena de nós, diz frei Otão, mais pena devias ter da tua alma infeliz ameaçada do fogo do inferno se não te converteres plenamente a Cristo e à nossa fé baptizando-te na água e no Espírito Santo para perdão dos pecados. Quanto à tua lei nefanda a que nos convidas, e ao vosso vilíssimo mafoma, prefiro não dizer nada” e remata o discurso com um gesto de desprezo cuspindo no chão. Fora de si o príncipe prega-lhe uma bofetada na face direita e Otão logo lhe apresenta a outra dizendo “Deus te perdoe pois não sabes o que fazes. Aqui tens a outra face para outra bofetada como manda Jesus”. 

Quarenta mártires de Sebaste


No tempo do imperador Licínio, em 320, quarenta soldados de guarnição de Sebaste, na Arménia, recusaram sacrificar aos ídolos e foram por este motivo martirizados.

Santa Cecília


Consagrada ao Senhor pelo voto de castidade e prometida ao mesmo tempo em casamento a um jovem patrício pagão, chamado Valeriano, Cecília advertiu o marido na noite das núpcias de que pertencia totalmente a Deus e de que um Anjo velava por ela. À declaração de Valeriano de que acreditaria se visse o Anjo, Cecília mandou-o encontrar-se com o Papa Urbano que se escondia nas catacumbas. Deste encontro resultou a conversão de Valeriano, que recebeu o Batismo e viu depois o Anjo de Cecília. Tibúrcio irmão de Valeriano, quis igualmente receber o Batismo. Pouco tempo depois sofriam os dois irmãos o martírio, e Cecília era decapitada na sua própria casa.


São Simão de Trento, Mártir


+ 1475. Menino de dois anos e meio, seqüestrado por judeus nas vésperas da Páscoa (Quinta-feira santa), foi cruelmente martirizado. Ele foi amordaçado e cada um dos judeus seqüestradores armados com um instrumento afiado, veio por sua vez, para arrancar uma parte de sua carne viva e colher o seu sangue.

A vítima inocente estava se contorcendo de dor, mas seus executores infames riam. Então Simão, quase morto, foi colocado em pé, braços abertos, em sinal do desprezo dos judeus pelo adorável Salvador, e cada um por sua vez, perfuraram-lo com agulhas e davam-lhe socos.

Este calvário durou uma hora, durante o qual esses miseráveis ​​diziam: "Como nossos pais trataram o CRISTO! Assim perecem todos os nossos inimigos!"

Finalmente, o pequeno mártir, olhou para o céu, e sua alma recebeu a coroa da glória.

A Santa Sé concedeu o culto litúrgico do Santo mártir e sua inscrição no Martirológio Romano em 1588.

Santa Catarina, Virgem e Mártir


Uma jovem cristã de 18 anos, muito bem instruída nas coisas da filosofia e da religião. No ardor da fé teria convencido do erro e convertido ao cristianismo um grupo de sábios que o imperador propositadamente escolhera para a perverter e reconduzir ao culto dos ídolos. Depois de flagelada meteram-na numa roda de navalhas. Porém o instrumento do suplício quebrou-se e a Santa foi decapitada.

São Benjamim


Nasceu na Pérsia em 394 D.C. Converteu-se ao cristianismo e foi sagrado diácono. Foi preso pela sua fé, por um ano, e foi libertado com a condição de nunca mais falar sobre Cristo e que ele nunca fosse ouvido pela corte real. Benjamin tornou-se um pregador de rua proclamando a palavra de Deus por onde passava.

Diz à tradição que, quando os ouvintes não acreditavam em suas palavras, ele simplesmente curava um cego, paralítico ou leproso para mostrar aos incrédulos o poder de Jesus. Com isso converteu centenas. Pela sua obstinação em evangelizar seu povo, durante as perseguições do Rei Varanes, ele foi preso, torturado para renegar a sua fé publicamente, e como não o fizesse foi duramente martirizado.

As terríveis atrocidades do Rei Varanes, são relatadas pelo historiador contemporâneo Theodoret em sua "Eclesiastical History". No seu julgamento, São Benjamim perguntou ao Rei o que ele acharia de um súdito que renunciasse a sua lealdade e da mesma forma ele não poderia renunciar a Cristo.

O rei ordenou que enfiassem farpas de bambu debaixo de suas unhas e nas partes mais sensíveis de seu corpo. Como Benjamin não cedesse o Rei mandou que enfiassem uma estaca grossa e cheia de nós, pelo seu anus atravessando seu intestino. Ele expirou em terrível agonia, em 424 D.C na Pérsia.

Papa São Clemente


Entre os mártires que padeceram o martírio no reinado de Trajano, conta-se o Pontífice São Clemente. Como pertencia ele a família nobre, o imperador quis ter para com ele algumas condescendências; aduziu razões, promessas e ameaças para induzi-lo a abandonar a fé, porém tudo foi em vão. Irritado o imperador o condenou às minas de Quersoneso Táurico, chamado hoje Criméia. Depois de uma viagem longa e penosíssima, chegou o santo Pontífice ao lugar de seu desterro, e foi obrigado a trabalhar com uma turma de malfeitores. Muito o consolou a nova de que no meio dos condenados àqueles trabalhos achavam-se cerca de dois mil cristãos, somente culpados de publicamente terem professado sua fé, os quais desejavam ter entre si um ministro sagrado da Religião.

O Pontífice ocupou-se logo de ajudá-los e de prodigalizar-lhe os auxílios da religião, e mitigou não pouco os seus sofrimentos com o seguinte milagre: como não havia água naqueles lugares, deviam transportá-la com grande trabalho de mais de uma milha de distância. À vista disto, São Clemente rogou a Deus por eles e no mesmo instante, como nos tempos de Moisés, brotou ali mesmo uma fonte perene de água cristalina, que satisfez as necessidades dos cristãos e dos pagãos. 

Semelhante milagre operado em presença de tão grande multidão, comoveu aqueles infelizes desterrados, e um grande número de infiéis abraçou a fé. O imperador, inteirado deste fato, escreveu ao governador do Quersoneso, ordenando-lhe que reprimisse e fizesse voltar à idolatria os recém-convertidos; porém eles preferiram perder a vida antes de abandonar sua fé. Ao mesmo Pontífice, que era seu chefe, ataram uma barra de ferro ao pescoço e o atiraram ao Mar Negro. Assim concluiu gloriosamente sua vida o quarto Pontífice, depois de ter governado a Igreja durante nove anos (anos 100).

Conta lenda antiga, que as águas do mar, depois da morte de São Clemente, se retiraram três milhas para dentro, deixando ver aos fiéis na praia um pequeno templo de mármore que encerrava o corpo do santo mártir. Confirma esta tradição uma pintura antiqüíssima descoberta há anos em Roma, no subterrâneo da Igreja de São Clemente. (V. s. Efrem Siro).

São Pedro - primeiro Papa


A tradição conta que, sendo o primeiro bispo de Roma, e de acordo com a personalidade vacilante que já aparece nos evangelhos, Pedro, ao decidir fugir de Roma, onde os cristãos eram perseguidos e executados na arena, encontra Jesus Cristo. Ao perguntar a Jesus "Onde vais, Senhor?" ("Quo Vadis, Domine?"), este respondeu-lhe que ia para Roma, para ser martirizado com as Suas ovelhas que foram abandonadas. Pedro, arrependido, voltou para Roma e entregou-se às autoridades que o crucificaram. Diz a tradição que exigiu que fosse crucificado de cabeça para baixo, já que não se considerava digno de morrer da mesma forma que Cristo.

São Paulo - Apóstolo dos gentios


Seu martírio se deu em 67 DC sob o comando do Imperador Nero, Paulo teria sido decapitado (conforme relatado por Tertuliano).

"Combati o bom combate, terminei a corrida, mantive a fé." (II. Tim. 4,7)
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