quarta-feira, 20 de abril de 2016

1. VOSSA MISSÃO É BELA

Nota do blogue: Acompanhe esse especial AQUI.


1.      VOSSA MISSÃO É BELA 

No pensamento de Deus, uma criança é um santo em flor. Querendo ou não, sois os colaboradores de Deus. Vós o fostes na obra admirável da “criação” dos vossos filhos. Deveis sê-lo também na obra de sua “educação”, que não é menos bela.
• Educar vem de duas palavras latinas: ex ducere, tirar de, fazer brotar de. É extrair de uma criança, tanto quanto possível, com a sua colaboração cada vez mais consciente, à medida que cresce, um homem, um cristão, um santo; é, noutros termos, fazer resplandecer, com a graça do Senhor, a efígie do Cristo no seu rosto de homem.
• Não se fale de utopia. Se tivéssemos a fé como um grão de mostarda... Lembremo-nos das palavras de São Paulo sobre o ideal cristão: Vivo, mas não sou mais que vivo, é o Cristo que vive em mim[1] e da afirmação deslumbrante de São João: Chamam-nos filhos de Deus, e o somos.[2]
• Os pais nunca devem ser orgulhosos: o orgulho esteriliza e desorienta; mas, eles têm o direito e o dever de ser ambiciosos, de possuir a ambição mais nobre que existe: ajudar seus filhos a realizar o que, no Seu plano de amor, Deus espera de cada um deles.
• Cada criança não realizará o mesmo papel. Cada uma, aliás, não recebeu o mesmo número ou a mesma natureza de talentos do seu irmão. Pouco importa. O essencial é que cada uma desenvolva os seus próprios dons. Não consistirá a educação, em primeiro lugar, na aprendizagem dessa valorização dos talentos recebidos?
• A criança é um “valor” de preço infinito confiado por Deus ao espírito, ao coração e às mãos dos pais, valor humano... valor divino... valor eterno...
Toda alma que se eleva, eleva o mundo.[3] Grandeza e beleza do vosso papel? Preparar os fermentos que erguem o mundo e o ajudam a tornar-se melhor e mais feliz.
• Há uma graça específica dos pais para a educação dos filhos, e é normalmente por eles que Deus passa primeiro para lhes modelar o coração e o espírito.
• Há uma ação comum, insubstituível, do pai e da mãe, na educação dos filhos. São possíveis os suplementos de dedicações admiráveis. Qualquer, porém, que seja o valor ou a competência dessas dedicações, não ultrapassarão o papel suplementar, não valerão a influência conjugada do pai e da mãe para aquele que é carne de sua carne e no qual a sua unidade se encarna.
• Nada pode substituir a educação inicial dada pela família. É em grande parte porque os pais foram postos em minoria, durante o último meio-século, que eles próprios perderam a confiança na sua missão e nos seus direitos de educadores. É também porque muitos deixaram dissipar-se a noção de uma doutrina moral, que afinal se debilitaram na sua missão educadora.
• Não há ação mais salutar do que a que consiste em dar aos pais noção clara do esplendor de sua missão.

[1] Gal. II- 20.
[2] I S. João, III – 1.
[3] Elizabeth Leseur.
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