domingo, 31 de dezembro de 2017

Pregar a modéstia é uma coisa, vivê-la é outra.


Pregar a modéstia é uma coisa, vivê-la é outra.


O demônio usa de uma arma muito poderosa contra as mulheres, a vaidade exterior. Não que os homens não sejam vaidosos (hoje principalmente a vaidade exterior masculina é muito comum), mas a mulher foi feita por Deus para agradar ao homem, ela o completa com suas formas delicadas e é justamente nesse ponto — que deveria ser sua força — que o demônio vem oferecer a maldição à mulher. Sim, quando falo que deveria ser sua força, digo que uma beleza criada por Deus quando velada com proporção (não exposta de forma pecaminosa) agrada aos homens retos de coração.

A modéstia nasce de uma alma amante de Deus, um reflexo interior! Conheço o amor de Deus por mim pela Revelação Divina, sou movida a retribuir esse amor por atos morais [cumprindo os mandamentos], tenho auxílio para isso através dos Sacramentos e retorno a Deus por meio da oração, é esse o círculo que o Catecismo nos ensina. Uma expressão de modéstia onde não tenha como foco o Cristo é farisaísmo, não é modéstia. Se eu me escandalizo por ver pessoas que não se enquadram no meu padrão de modéstia, o maior erro é meu, como dizia o Padre Faber: “Nada escandaliza mais rápido do que a rapidez em se escandalizar, implica maior maldade em nós e faz maior dano aos outros” [cap. VIII das Conferências Espirituais — Londres, 1859]. Diz ainda na mesma conferência: “Consideram isso uma espécie de prova de sua própria bondade e de delicadeza de consciência, quando na realidade é somente prova de sua presunção desordenada ou então de estupidez extrema”.

O fato é que inúmeros jovens se envolvem nesses pensamentos sem terem uma virtude fundamental para o cristão — o equilíbrio! Não apenas se escandalizam, mas fazem da vida do outro um inferno, sentenciam “anátemas” do alto de suas cátedras medievais e vivem em bando — reduzido, pois não se misturam. Gabam-se de serem visto como radicais, extremistas, como se isso fosse uma medalha de honra! Pobrezinhos, não entendem nada do que é trabalhar pelo Reinado de Cristo Rei.

Enquanto a Igreja passa por provas catastróficas, lá estão os amantes da modéstia preocupados com centímetros de roupas, se fulano vai a tal missa, se se confessa com tal padre! Meus queridos, dobremos não só os nossos joelhos para rezar as belas orações em latim, mas também as mangas para lutar contra as grandes provas que a Igreja sofre. Busquemos ajudar nas paróquias, corramos atrás de ensinar o Catecismo para quem não o conhece, nos misturemos com a grande maioria de católicos que não têm instrução e busquemos ser LUZ, se doando, ajudando, servindo! A partir do momento em que isso acontecer conversões acontecerão, pois não será apenas a Beltraninha que decora citações, o cicraninho que ataca herege pela internet, mas serão verdadeiros Cruzados que derramam sangue, suor e dobram o seu orgulho para que Cristo reine! Somos chamados a ser LUZ para o mundo, não para meia dúzia de gatos pingados. Pensemos alto, não sejamos covardes, deixemos de nos preocupar com a unha encravada enquanto um câncer correu o peito da Igreja!

Encerro com mais alguns dizeres da já mencionada conferência do Padre Faber: “Há certamente muitas causas legítimas para escandalizar-se, mas nenhuma mais legítima do que a facilidade quase jactanciosa de se escandalizar que caracteriza tantas pessoas supostamente religiosas. O fato é que proporção imensa de nós é fariseu. Para cada homem piedoso que torna a piedade atraente, há nove que a tornam repugnante. Ou, noutras palavras, somente uma em cada dez pessoas reputadas espirituais é realmente espiritual. Aquele que, durante vida longa, mais se escandalizou, fez mais injúria à glória de Deus e foi, ele próprio, pedra de tropeço real e substancial no caminho de muitos. Foi ele fonte inesgotável de odiosa desedificação para os pequenos de Cristo. Se um desses tais ler isto, escandalizar-se-á de mim. Tudo aquilo de que ele não gosta, tudo aquilo que o desvia de sua maneira estreita de ver as coisas, é para ele um escândalo. É o modo farisaico de expressar diferença de opinião”.


Viva Cristo Rei! 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

EDUCAÇÃO NOS MOLDES DOS PADRES E EDUCADORES ANTIGOS



O catecismo nos diz que o homem é um ser composto de duas substâncias distintas: corpo e alma. Monsenhor Rozier, no livro A arte de ser mãe, diz: “Educar é fazer que alguém se desentranhe de si mesmo; é fazer de uma criança um homem, de um homem um cristão, de um cristão um santo, um eleito”. A educação é elevar um ser, em sua totalidade, uma progressão, tirá-lo de um estado de inércia. Os padres e educadores antigos, penetrados na doutrina cristã e no reto entendimento do que é o homem faziam isso. Baseados no catecismo, visavam a educação física, intelectual, moral e espiritual de uma criança, para um fim: serem santos! Isso não significa que a educação se pautava apenas em estudos de catecismo e espiritualidade, não! Muito pelo contrário, estudava-se artes, línguas, história, filosofia, mas sempre à luz da Religião Católica, portadora da Verdade! As famílias católicas realmente eram católicas e ensinavam o catecismo, a espiritualidade aos filhos; os padres, do alto do púlpito pregavam e educavam o rebanho... Uma educação integral do homem, ser composto de corpo e alma, e para fim determinado: uma progressão de conhecimento, desenvolvimento físico, intelectual, moral e espiritual para ser Luz na sociedade.
Com a separação da Igreja x Estado, retirou-se das escolas a educação espiritual.
Com a liberdade de consciência e expressão, retirou-se a educação moral.
Sem a educação espiritual e moral, a educação moral e física não sobrevive.
Hoje, não há nenhum tipo de educação! À partir do momento em que se retira Deus dos métodos pedagógicos, é impossível educar. O que há hoje é uma deformação do corpo e da alma. Ao invés de progressão há regressão!
Crianças mutiladas com pircergs, tatuagens, pintando o cabelo de verde, algumas chegam a se rasgar com facas! Crianças expostas à sexualidade nas escolas, incentivos à pedofilia, shows de Drag queens, isso não é educação física.
Jovens que adentram à faculdade e são obrigados a entrar na “linha de produção comunista”, sujeitos à violência se não aderirem ao processo! Isso não é educação intelectual.
Professoras demonstrando como se coloca preservativo com a boca, meninos sendo segurados para que aquelas que deveriam ser Luz lhes passem batom, banheiros unissex! Isso não é educação moral.
Onde não há Deus não há educação, há apenas deformação de corpo e alma, e aqueles que deveriam ser homens, cristãos, santos e eleitos, nas palavras de Monsenhor Rozier, são apenas seres bestiais, domados por uma sociedade anticristã que tem como fim único a destruição.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

ESTUDIOSIDADE FEMININA



Apontarei três fatos:

1.º — Papel da mãe na educação intelectual dos filhos;
2.º — Desigualdade ordena o mundo;
3.º — Liberdade contra ordem é escravidão.


1.º — Papel da mãe na educação intelectual dos filhos.

A mãe é a responsável primeira na educação integral dos filhos, sendo que o marido é o provedor do lar e dado aos trabalhos exteriores. A ela cabe não só os trabalhos manuais como também a educação do intelecto e espiritualidade dos filhos. É claro que o marido completará essa educação, especialmente no campo do intelecto, sendo ele mais racional que a esposa, porém seu tempo com os filhos é mais limitado e a educação se faz em tempo integral.
Isso não se dará de forma excelente se ela não buscar uma estudiosidade voltada para isso, logo, todo sofisma de que a religião católica escraviza a mulher às lidas domésticas caí por terra. Ela deve aprender gramática, artes, noções de geografia e história (não esse marxismo das universidades), caracteres de temperamentos, psicologia (nada de Freud) para lidar com os temperamentos distintos dos filhos, história da Igreja, vida de santos, alguns poucos de espiritualidade, filosofia, e por aí vai. Desfocar a estudiosidade da mulher desses fins seria ocupar seu tempo e minar suas forçasComo e quando esse desfoque acontece? Quando a sociedade coloca sobre o ombro da mulher funções que não lhe convém e quando ela tem que se qualificar não para ser sábia, mas sim operária, quando suas capacidades intelectuais são sugadas com ninharias e jamais desenvolvidas para um fim justo e nobre, como por exemplo, a educação dos filhos, ser uma boa companheira para seu marido ou mesmo uma ótima professora.


2.º — Desigualdade ordena o mundo.

O Céu é hierárquico e desigual e vemos essa aplicação em todo o universo para que haja ordem e reflexo da sabedoria de Deus.
Há desigualdade entre os sexos, em todos os campos possíveis (menos na dignidade que temos de filhos de Deus) e essa desigualdade se dá também no campo intelectual, cada um foi criado com potências próprias para cumprir sua vocação. Isso não impede a mulher de estudar assuntos que requer mais esforço — o que não aconteceria tão facilmente com um homem — desde que ela não deixe de prosperar nos assuntos que lhe são mais próprios.
O fato é que já de muito tempo a sociedade vive uma atmosfera de ignorância, os costumes estão corrompidos e o que antes era facilmente compreensível entre as mulheres, seja por conta de herança intelectual, seja por boas escolas ou mesmo pelos costumes ordenados, hoje só por meio de estudos certos, ordenados e com reta intenção.

3.º — Liberdade contra ordem é escravidão.

REVOLUÇÃO é a subversão à ordem divina. O primeiro revolucionário foi Lúcifer, querendo ser como Deus e dividindo os Anjos do Céu, vemos essa ação revolucionária no Jardim do Éden, quando tenta EVA, mais corruptível em sua natureza, e isso se perpassa por toda a humanidade. Todas as revoluções subvertem à ordem divina e sua consequência, assim como foi com Lúcifer e seus seguidores, é a escravidão. Logo, uma mulher que almeja, por seus estudos e desenvolvimento do intelecto, ser igual ao homem, negar a sua natureza mais delicada e sensitiva por completo estará se voltando contra Deus e torna-se, então, escrava do orgulho e da soberba.

A estudiosidade feminina é necessária!
Que se formem mães capazes intelectualmente para instruir filhos sábios!
E que essa vida de estudo se dê de forma ordenada!

Letícia de Paula.