terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Educação sobrenatural


Há duas vidas em teu filho. Sobretudo a vida sobrenatural deve preocupar-te, vivamente. Dela depende a felicidade eterna dos teus. Seguindo o Pe. Bethléem, vamos expor-te o seguinte sobre esse assunto:

Por educação sobrenatural  se deve entender a criação, a iluminação da alma, o amparo, a ressurreição, a frutificação, a extensão e a transformação da vida sobrenatural da graça. O educador precisa satisfazer várias condições para conseguir seu intento. Deve viver no estado de graça, ter um grande espírito de fé, possuir uma sólida instrução religiosa e ser profundamente piedoso.

Do contrário não saberá falar com convicção sobre o amor de Deus e o horror ao pecado. Deixar-se-á guiar pelas praxes pagãs do mundo. Não saberá falar à alma infantil.

Nasce a vida sobrenatural com o batismo. Já dissemos que a mãe cristã deverá guardar a data do batizado do filho, para celebrá-la como "aniversário" do nascimento sobrenatural. Ilumina-se esta vida pela instrução religiosa, que aliás é gravíssimo dever que pesa sobre os pais.

Não se reduz a instrução ao mero conhecimento de rezas e orações. Requer o estudo das verdades do catecismo. Criança que desconhece o catecismo é uma analfabeta nas letras da vida eterna. As lado da instrução vem a formação da consciência, que é a voz de Deus dentro da alma. A educadora prudente pode contribuir para isso, suprindo, esclarecendo, tornando simples, dirigindo, preservando e exercitando a consciência dos filhos.

... De que preservarás a consciência dos teus?

Do pecado, do escrúpulo, das ilusões (sobre as promessas da vida, sobre a retidão das intenções, sobre as confissões, que se devem fazer). Amparos da vida sobrenatural são a oração, a crisma, a comunhão. A primeira traz a graça diária. O sacramento da fortaleza nos confirma na vida e a Eucaristia nutre essa vida...

A vida sobrenatural ressucita, quando morta pelo pecado, no sacramento da confissão. A assiduidade à confissão é, portanto ótimo fator educativo e de valor sobrenatural. Os frutos desta vida sobrenatural são a fé, a esperança, o amor a Deus, o amor à Igreja Católica, o zelo pela alma do próximo. Quantos horizontes iluminados, leitora!

Realmente, não é pequena a tarefa de uma educadora que quer educar sugundo as intenções de Deus. Mas sua recompensa não fica atrás dos sacrifícios e nem depende dos frutos que conseguir. Por isso, confiança em Deus, muita oração, muito estudo e mãos ao trabalho!

(As três chamas do lar- Pe. Geraldo Pires de Souza)
PS: Grifos meus

Ver também:

Reflexões para o Natal (Jesus nasce Menino)


Jesus nasce Menino

Considera que a primeira indicação dada pelo anjo aos pastores para reconhecerem o Messias recém-nascido, foi que o acharam sob a forma duma criança: Achareis um menino envolto em paninhos e reclinado num presépio.

A pequenez das crianças é um grande atrativo para os corações; mas esse atrativo deve ser bem maior e poderoso para nós em Jesus, que, sendo Deus infinito, se fez pequeno por nosso amor, como observa S. Agostinho.

Adão apareceu no mundo em estado de homem perfeito; mas o Verbo eterno quis nascer criança: Parvulus natus est nobis; e isso a fim de atrair mais fortemente nossos corações a seu amor. “Assim quis nascer, diz S. Pedro Crisólogo, Aquele que queria ser amado”.

Não vem à terra espalhar o terror, mas conquistar o amor; eis porque quer mostrar-se primeiro como uma pobre e tenra criança. O Senhor é grande e infinitamente digno de louvores, exclama S. Bernardo, com o profeta-rei; mas considerando em seguida a Jesus feito uma criancinha no estábulo de Belém, o santo ajunta com ternura:

“Esse Deus tão grande, meu soberano Senhor, se fez pequeno para mim, e se tornou excessivamente amável”.

Ah! quem olha com fé um Deus feito menino a chorar e gemer sobre a palha, numa gruta, por amor de nós, como poderia deixar de amá-Lo e convidar a todos a amá-Lo, como fazia S. Francisco de Assis que dizia:

Amemos o Menino de Belém, amemos o Menino de Belém!

É uma criança, não fala, só solta vagidos, que são outros tantos gritos de amor com que nos convida a amá-Lo e a dar-lhe o nosso coração. Considera ainda que as crianças ganham o afeto por sua inocência. Todavia todas as outras crianças vêm ao mundo com a mancha do pecado original, ao passo que Jesus nasce em perfeita santidade, sem mancha alguma.

O meu Dileto, dizia a Esposa sagrada, é todo rubro de amor e branco de inocência e pureza. Esse celeste Menino constitui as delícias do Padre eterno, porque, como diz S. Gregório, é o único absolutamente puro a seus olhos.

Mas, consolemo-nos, embora sejamos pobres pecadores; esse divino Infante veio do céu para comunicar-nos a sua inocência por sua Paixão. Os seus méritos, se deles soubermos aproveitar-nos, podem mudar-nos de pecadores em santos. Ponhamos pois toda a nossa confiança nos méritos de Jesus Cristo; peçamos sempre por eles ao Pai eterno as graças que desejamos, e tudo nos será concedido.

Afetos e Súplicas.

Pai celeste, eu miserável pecador digno do inferno, nada tenho para oferecer-vos as lágrimas, as penas, o sangue, a morte desse Menino inocente, que é vosso Filho, e peço-Vos misericórdia por Seus méritos. Se não tivesse esse divino Filho para vo-Lo oferecer, estaria perdido, e não haveria mais esperança para mim; mas Vós mo destes a fim que, oferecendo-Vos os seus méritos, tenha esperança de salvação.

Senhor, bem grande foi minha ingratidão, porém maior ainda é a vossa misericórdia. E que maior misericórdia podia eu esperar de Vós que de me dardes o vosso próprio Filho por Redentor e como vítima que eu vos pudesse oferecer por meus pecados?

Pelo amor de Jesus Cristo, perdoai as minhas ofensas; arrependo-me de todo o coração de vos haver desgostado, Bondade infinita! E também pelo amor de Jesus dai-me a santa perseverança.

Ah! meu Deus, se tornasse a ofender-Vos depois que me esperastes com tantas paciência. Me aclarastes com tantas luzes, e me perdoastes com tanto amor, não mereceria um inferno criado expressamente para mim? Ah! meu Pai, não me abandoneis; tremo ao pensar nas infidelidades de que me tornei culpado para convosco; quantas vezes Vos voltei as costas depois de ter prometido amar-Vos!

Ó meu Criador, não permitais tenha eu a deplorar a desgraça de ver-me de novo privado da Vossa graça e separado de Vós.

Não permitais me separe de Vós! não permitais me separe de Vós!

Repito essa prece e quero repeti-la até o derradeiro suspiro de minha vida; mas dai-me a graça de repeti-la sem cessar Não permitais me separe de Vós! Meu Jesus, ó caro Infante, prendei-me a Vós pelas cadeias do Vosso amor; amo-Vos e quero amar-Vos eternamente; não permitais me separe jamais de Vosso amor.

Amo-vos também, Maria, minha Mãe; dignai-vos amar-me também, e como penhor de amor, obtende-me a graça de não cessar jamais de amar o meu Deus.
 
(Encarnação, Nascimento e Infância de Jesus Cristo - Sto. Afonso Maria de Ligório)
PS: Grifos meus

domingo, 13 de dezembro de 2009

Mãe e esposa - Estimar o seu estado


Estimar seu estado

Isso significa amar a sua vocação, amar a sua família, amar o seu lar.

- Amar a vocação, como sendo a que Deus, em seu amor, lhe destinou, de preferência a qualquer outra. Toda flor é bela quando perfeita. Deus antes considera o amor do coração que a sublimidade do estado. Quem souber servi-Lo com fidelidade amorosa, ser-lhe-á sempre agradável.

- Amar a família – A família é a herdeira natural da Sagrada Família de Nazaré. O mesmo espírito, as mesmas virtudes devem orná-la e constituir-lhe toda a alegria... Amará o esposo como o representante, como o ministro da autoridade divina. Cercá-lo-á de respeito, assistir-lhe-á com carinho e confiança.

...Amará cristãmente os filhos, isto é, amá-lo-á em Jesus Cristo, que disse: “Deixai vir a mim os pequeninos, e não os estorveis; porque deles é o reino de Deus” (Mc 10,14). Jesus quis fazer-se Menino, a fim de tornar a infância ainda mais amável, ainda mais digna dos cuidados maternos da caridade divina. O amor materno, para ser perfeito, deve ser sobrenatural, terno e generoso.

A dona de casa será para com os empregados, benevolente, vendo neles membros obedientes de Jesus Cristo, irmãos numa mesma Fé e cidadãos do Céu numa mesma esperança, almas que Deus lhe confiou, para dirigir e sustentar no caminho da salvação.

- Amar o lar – Para sentir-se feliz em casa, a mãe de família deve considerá-la qual outro Nazaré; nela se comprazer, amar-lhe a solidão e o retiro, que a preservam dos escândalos do mundo e a abrigam dos seus perigos; torná-la, por assim dizer, num cenáculo de orações e de graças.

Um dos seus primeiros cuidados será cuidar bem da casa, determinar os deveres de cada qual, zelar pela limpeza e ordem, e pela polidez cristã dos membros entre si, tornando-se ela mesma a alma e o centro de tudo. Sua casa será então qual casa de Deus, onde ela gozará das delícias da paz e da felicidade que dá a virtude.

Servir sua família

A mãe, uma vez convencida da estima e do amor que merece o estado que abraçou, deve sentir forte inclinação a servir sua família. E tal serviço será a norma de sua vida, a matéria e o centro de suas virtudes e a regra da piedade que Deus determina para sua santidade.

- Servir sua família será a norma de sua vida.

A vida da mãe de família é uma vida toda de dependência. Ela sacrifica a Deus, ao tomar estado, sua liberdade e sua vontade, enquanto sua vida passa a ser uma perpétua abnegação; feliz dela se souber tornar essa abnegação meritória e cristã, a exemplo de Jesus Cristo, modelo, em seu Sacramento de Amor, da obediência perfeita, praticada sem glória, sem condições, sem limites.

- Servir sua família será a matéria e o centro de suas virtudes.

- Matéria de suas virtudes. Deus dispôs, para cada estado, da Graça e da matéria da mais alta perfeição. É a lei divina do amor de Deus e do próximo em sua aplicação particular, é a condição absoluta da santidade e da coroa da justiça. As boas obras, enquanto contrariam os deveres de estado, estão fora do caminho, e os desejos piedosos não passam de ilusões. A mãe de família deve, pois, precaver-se contra semelhante tentação, e nunca perder de vista o fim divino que a Vontade de Deus lhe assinalou.

Maria nunca saiu dos limites da vocação simples e escondida que Deus lhe traçara. Dedicou-se exclusivamente aos deveres singelos de esposa e de mãe, aos trabalhos obscuros de sua condição humilde, às virtudes simples e modestas da vida comum. E por isso foi tão agradável a Deus, tão perfeita em seu amor. Feliz da mãe de família que sabe encontrar em seu estado a ocasião da prática de todas as virtudes, e do exercício habitual do amor divino, porque então soube encontrar o reinado de Deus na terra.

Centro de suas virtudes. O amor de Deus se exerce no amor ao próximo. Deus é o princípio e o fim da virtude, e o próximo o seu objeto. As virtudes duma mãe de família se resumem todas na prática duma caridade suave.

- Será, pois, suave em suas relações, em seus atos, tornando-se, assim, para cada qual, como que a expressão patente e sensível da Bondade de Deus, da doçura de sua paternal Providência.
- Será sempre igual, como o móvel divino que a anima: o Amor de Deus.
- Será sempre boa e condescendente, com a Bondade divina que a sustenta.
- Será sempre dedicada, sem esperar gratidão em troca, pois Deus só lhe basta.
- Será sempre mortificada e sempre calma e suave no amor de Jesus Eucaristia.


3º - Servir sua família será a regra de sua piedade.

A perfeição da santidade, sendo a santificação perfeita de sua vocação mãe de família deve visar a esse fim em todas as suas obras espirituais, qual soldado, que emprega toda a ciência, todas as armas e toda a força para o combate. Considerará, por conseguinte, a piedade como o meio sobrenatural de santificar o seu estado, subordinando aos seus deveres os exercícios exteriores. Por isso:

- Ela cuidará de regular e coordenar seus exercícios de piedade, de forma a não prejudicar os deveres essenciais. E se souber economizar o tempo e for ordenada, encontrará sempre o meio de nutrir sua piedade e ao mesmo tempo de se ocupar de tudo convenientemente.

- Saberá sempre, em caso de necessidade, ou de caridade imperiosa, deixar a Deus para o próximo, abandonar a doçura da oração e do repouso para o sacrifício do trabalho, mediante só esta palavra: Deus o quer.

(A Divina Eucaristia – Volume V - São Pedro Julião Eymard)
PS: Grifos meus

Lutar sempre - Desânimo na vida espiritual


Lutar sempre

Labora sicut bonus miles Christi (II Tim 2,3)
Trabalha como um bom soldado de Cristo

Os combates pelo amor são longos e por vezes difíceis, e toda alma, por pouco generosa que seja, verifica em si mesma, em dados momentos, um movimento de depressão que se chama desânimo.

Essa depressão nasce insensivelmente da acumulação de contratempos e reveses sucessivos. A alma sente-se abatida, depois, de repente, um acidente qualquer, uma pequena indisposição, uma fadiga corporal, uma palavra de repreensão, uma falta de atenção sobrevêm a nosso respeito e a alma desanima.

Então tudo se torna pesado. A conversação espiritual é insípida, os livros que de ordinário a estimulavam perdem o sabor, os exercícios espirituais tornam-se um ônus intolerável. Nada a encoraja, tudo a aborrece e a desgosta.

 

A vida espiritual parece uma ilusão; atingir-lhe o cimo, uma impossibilidade. E ela senta-se tristemente a meia encosta sem forças para as alturas. Eis, por certo, um sério obstáculo, que impede por vezes o caminho às almas mais resolutas. Importa procurar as causas do desânimo e os meios de frustrar-lhes a influência paralisante.

Antes de tudo, o que deve consolar-te, alma piedosa, é não seres tu a única, sujeita a essas depressões passageiras. As melhores almas sofrem por vezes desse mal... Jesus, em sua infinita sabedoria, permite de bom grado que as almas mais dispostas sintam algumas vezes sua impotência pessoal.

Aliás “não é extraordinário, como diz São Francisco de Sales, que a miséria se sinta por vezes miserável”.

Não é de estranhar que a natureza se canse e não queira mais avançar. Não é de admirar que o nosso corpo, como o asno de Balaão, recuse às vezes, seus serviços e, insensível aos golpes, se deixe abater antes que nos conduzir.

A razão dessa canseira é quase sempre uma série de exercícios espirituais e trabalhos exteriores por demais longa. É preciso que tudo se faça com medida e não exigir do corpo e do espírito senão o que eles podem razoavelmente dar. É preciso, pois, repousar, confortar-se a tempo, e depois dizer com nova energia:

Vamos! Ainda um pouco de tempo, o cimo já não está tão longe, Deus ajudará. Para frente!

Os sentidos do homem são inclinados, desde tenra idade, para o sensível e fascinados pelos objetos exteriores. A razão não conhece a existência de Deus, senão por um trabalho de educação. Tudo que ele sabe do mundo sobrenatural sabe-o por ouvir dizer!

E esse ser tão ínfimo, tão ignorante e tão inclinado para o mal, que somos nós, quer aspirar, por um esforço contínuo, a tornar-se amante apaixonado de uma beleza superior. Quer esgotar, para atingir esse ideal, todas as forças de sua alma e de seu corpo, e a cada inspiração, e a cada inspiração, a cada apelo apenas perceptível, de uma graça invisível, quer elevar-se ainda mais alto.

Esse homem fraco, feito de sangue e de pó, propõe-se renunciar a todas as aspirações animais, modificar-se, contradizer-se, corrigir seu raciocínio e seu coração, não uma vez por acaso, mas sempre, e isso sob a influência de um agente misterioso que ele não vê e no qual crê e cujo socorro implora.


Oh! Não, uma vida tão heróica só pode ser levada graças a uma luta incessante.
Como é belo ver esse homem, exposto a todas as seduções, a todos os ataques do mundo e do inferno, a todas as conivências íntimas, voltar-se para Deus, impertubavelmente, apesar de suas fraquezas!

Também a santidade não exclui a luta, ela a supõe e a exige. A perfeição na terra não é o repouso nem o prazer. Não é um estado fixo. É uma ascensão para Deus, uma continuidade de esforços, uma tendência incessante para aproximar-se do ideal sobrenatural: Ad ea quae priora sunt extendens meipsum (Filip 3,13). Toda santidade no mundo é relativa; pode e deve aumentar continuamente.

Quanto mais a alma se une a Deus, e afunda-se na sua infinidade, tanto mais os espaços se estendem e os horizontes se ampliam. É o infinito a atravessar.

Afasta, pois, de teu espírito essa falsa idéia de que aqui na terra encontrarás repouso. Não estás no mundo para gozar de Deus, mas para amá-Lo no trabalho, no sofrimento e na luta.

E se há luta, haverá quedas algumas vezes... o soldado que combate valorosamente expõe-se a golpes e ferimentos, porém suas cicatrizes são para ele títulos de glória. Muitos há que não distinguem, na vida espiritual, a parte que lhes pertence e a que pertence a Deus.

... A deles consiste, antes de tudo, em amar a Deus, esforçar-se por pertencer-lhe, pedir-lhe mais amor, e, em seguida, em levantar-se sempre com simplicidade após suas faltas, e purificar-se no sangue de Jesus.

 
Quanto ao mais, tudo é obra do Mestre. Enquanto a alma luta e geme pelas suas faltas e lamenta-se por não saber amar a Deus, esse Deus invisivelmente, enriquece-a com graças, orna-a de virtudes, cava nela a humildade e a paciência e une-se-lhe por tantas cadeias quantas ela faz de atos de amor e contrição.

E esse trabalho a dois prossegue até ao último instante da vida. A alma não viu senão faltas, e, com efeito, ela recaiu muitas vezes, e Deus não quis contar senão os atos de amor.

...Alma de boa vontade, não te aflijas, pois, por tuas faltas. Pede sempre perdão a Jesus e recomeça, sem te cansar, tua vida de amor.

Bem vês, o indispensável é amar, amar sempre. O amor dar-te-á constância na luta, como te dará a compunção e o espírito de oração.

- O amor te ensinará a purificar tua vontade pelo desapego, disciplinar tua liberdade pela obediência, desembaraçar tua inteligência dos pensamentos inúteis.
- O amor te excitará à reflexão, retificará teu raciocínio pela humildade, dirigirá tua imaginação e acalmará tuas paixões.
- O amor reprimirá teus sentidos na pureza, desprenderá tua alma de todos os bens terrestres.
- O amor te conduzirá à intimidade de Jesus, revelando-te o mistério de sua paixão, de sua vida eucarística, de sua vida mística, que continua em ti.
- O amor te ensinará, enfim, a desapegar-te de ti mesmo para seres um com Jesus, viver Dele, agir com Ele, sofrer com Ele, e continuar, por Ele, a obra da redenção.

Assim, tudo começa, aperfeiçoa-se e acaba no amor.
Ó minha alma!...renova a Jesus a resolução de ser constante no amor.

Se o cansaço, o desânimo ou a desconfiança buscam invadir-te, olharás para o céu.

Jesus lá está e cuida de ti. Ninguém te arrancará de suas divinas mãos. Ele é o Amigo fiel, que começou e terminará a obra de tua santificação. Terminá-la-á não obstante as dificuldades exteriores e interiores, contanto que tenhas confiança Nele e que o deixes agir em tua alma.

Ama-O muito. Repete constantemente que o amas. Pede-Lhe sempre mais graças, mais luzes, mais força. Volve a Ele sem jamais te cansar. Tua santidade estará garantida.

(Excertos do livro: O Divino Amigo – Pe. Schrijvers)
PS: Grifos meus (editado as 19:28h do dia 13/12/09 - erro na formatação)

A Segunda Ferida - Dores de Nossa Senhora


A Segunda ferida - Fulga para o Egito

A Santíssima Virgem recebeu a segunda ferida quando teve de partilhar das dores de todas as pessoas “deslocadas” no mundo, de todos os exilados, dos quais Cristo foi o primeiro. O ditador Herodes, temendo que Aquele cuja coroa era de ouro lhe tirasse a sua pobre coroa de metal dourado, mandou procurar o Menino Jesus apenas com dois anos, para o mandar matar.

Duas espadas são agora brandidas: uma por Herodes, que quer matar o Príncipe da Paz, de modo a obter uma falsa paz pelo reinado da força; a outra por Aquele que é a Própria Espada e que quereria ver o Êxodo levar, pelo contrário, da Terra onde vai refugia-se com sua Mãe, o povo, cujos exercícios Ele outrora dirigiu. É José, de novo, o encarregado de proteger o Pão Vivo.

...Como nós nos sentimos abandonados de Deus, quando Ele permite que a perversidade nos aflija! No entanto, o Todo-Poderoso está nos braços de Maria, e permite-o! A Cruz parece ser uma dupla cruz, quando não vem d’Ele; ora, neste caso, não são a nossa paciência e a nossa capacidade de sofrer que são postas à prova, mas a nossa humildade e a nossa fé.


... Como o padre que leva o Santíssimo Sacramento aos doentes está pronto a defende-Lo à custa da sua própria vida, também Maria, levando Emmanuel em seus braços, aprendia que ser sua Mãe significava sofrer com Ele para, em seguida, reinar com Ele.

...Foi por amor da humanidade que Maria sofreu com Jesus, as dores duma Terra inóspita. A Imaculada Conceição e a Virgem Maria tinham sido os dois muros que a separavam do mal. Mas a Espada fendeu os muros, abateu-os, e assim permitiu que ela sentisse o que Ele próprio sentiu na manhã da vida.
...E, no entanto, bastava uma palavra desse Bebê nos braços de sua Mãe, para poder fazer calar todos os Herodes do mundo, desde aquele até Estaline ou Mao-Tsé-Tung, mas tal palavra não a quis Ele dizer: o Verbo era agora uma Espada. Todavia, como devia ser apunhalante – e isso de um modo realmente superlativo – a dor do Menino que, possuindo um espírito infinito, conhecia e consentia nesses angustiosos acontecimentos!

...O Verbo é uma arma de dois gumes; se ela só pudesse ferir Maria, como Ele teria sido cruel em reservar só para ela a ferida! Mas nada penetra em sua alma que primeiro não tenha penetrado na de Cristo.

...Maria sabia que o Menino que ela trazia em seus braços não tinha ainda levantado a voz contra o mal; no entanto, ela vê todos os fanáticos, tiranos, ditadores, comunistas, intolerantes e libertinos insurgirem-se contra Ele. Para os seus braços, era Ele mais leve do que uma pluma, mas, na realidade, pesava mais sobre o coração daqueles que queriam mal à Sua vida do que o mais pesado dos planetas.

Um bebê odiado!

Era a segunda estocada na Virgem Maria. “Assim como eles me odiaram, assim vos odiarão”. O ódio dos homens contra Ele, ela o sentiria como em si própria! Mas, do mesmo modo que Ele amava os que o odiavam, também, Ela os amou. Se fosse necessário, mil vezes ela fugiria para o Egito, mil vezes suportaria temores, para impedir que uma só alma cometesse qualquer pecado, tudo por amor de Seu Filho, por amor de Deus.

...O verdadeiro “Tratamento de choque” que os pecadores devem utilizar é simples: consiste em invocar uma Mulher trazendo um Bebê em seus braços. Ela os levará consigo para o Egito, a comer o pão da tribulação e da penitência. Quando o coração do homem não se sente como que em sua casa em Nazaré, quando ele deserta da realidade, pode ainda esperar, porque a Madona e o Seu Divino Menino o encontrarão, mesmo na fuga desvairada para os desertos do Egito e do Mundo.

(Excertos do livro – O Primeiro Amor do Mundo – Arcebispo Fulton J. Sheen - continua...)
PS: Grifos meus

Ver também:

sábado, 12 de dezembro de 2009

LA GUADALUPANA


LA GUADALUPANA

El sábado 9 de diciembre de 1531, muy de madrugada, un indio de nombre Juan Diego se dirigía a la iglesia para rendir culto al Dios verdadero.

Al llegar al cerrillo Tepeyac oyó un canto precioso semejante al de varios pájaros. Juan Diego se detuvo a escuchar y, mientras miraba hacia el oriente, arriba del cerrillo de donde procedía el precioso canto celestial, éste cesó repentinamente y se hizo el silencio; luego oyó que le llamaban y le decían: Juanito, Juan Dieguito.
Se atrevió a ir a donde le llamaban. Cuando llegó a la cumbre, vio a una señora que estaba de pie y que le dijo se acercara.
La celestial Señora le habló y le descubrió su santa voluntad; le dijo:

“Sabe y ten entendido, tú el más pequeño de mis hijos, que yo soy la siempre Virgen Santa María, Madre del verdadero Dios por quien se vive; del Creador cabe quien está todo; Señor del cielo y de la tierra. Deseo vivamente que se me erija aquí un templo, para en él mostrar y dar todo mi amor, compasión, auxilio y defensa, pues yo soy vuestra piadosa madre, a ti, a todos vosotros juntos los moradores de esta tierra y a los demás amadores míos que me invoquen y en mí confíen; oír allí sus lamentos, y remediar todas sus miserias, penas y dolores. Y para realizar lo que mi clemencia pretende, ve al palacio del obispo de Méjico y le dirás cómo yo te envío a manifestarle lo que mucho deseo, que aquí en el llano me edifique un templo; le contarás puntualmente cuanto has visto y admirado, y lo que has oído”.

Juan Diego dio el recado de la Señora al obispo de Méjico, don fray Juan de Zumárraga, quien lo recibió benignamente pero, prudentemente, dilató el asunto.
Esa misma tarde, Juan Diego dio cuenta a la Señora de lo sucedido. La Madre de Dios le dijo:

“Oye, hijo mío el más pequeño, ten entendido que es de todo punto preciso que tú mismo solicites y ayudes y que con tu mediación se cumpla mi voluntad. Mucho te ruego, hijo mío el más pequeño, y con rigor te mando, que otra vez vayas mañana a ver al obispo. Dale parte en mi nombre y hazle saber por entero mi voluntad: que tiene que poner por obra el templo que le pido. Y otra vez dile que yo en persona, la siempre Virgen Santa María, Madre de Dios, te envía”.

El domingo, después de la Misa, se presentó nuevamente al obispo, quien, para cerciorarse, le preguntó muchas cosas y le dijo que no solamente por su narración y solicitud se había de hacer lo que pedía; que además era muy necesaria alguna señal para que se le pudiera creer que le enviaba la misma Señora del Cielo.

Juan Diego fue a dar a la Santísima Virgen la respuesta del señor obispo; la que oída por la Señora, le dijo:

“Bien está, hijito mío, volverás aquí mañana para que lleves al obispo la señal que te ha pedido; con eso te creerá y acerca de esto ya no dudará ni de ti sospechará; y sábete, hijito mío, que yo te pagaré tu cuidado y el trabajo y cansancio que por mí has emprendido; vete ahora, que mañana aquí te aguardo”.

Al día siguiente, lunes, ya no volvió porque cuando llegó a su casa encontró a su tío muy grave.
El martes 12, muy de madrugada, salió Juan Diego para llamar un sacerdote que viniera a confesar y disponer a su tío para bien morir.

Al llegar al camino que sale junto a la ladera del cerrillo del Tepeyac, por donde tenía costumbre pasar, se dijo: Mejor me voy derecho, no sea que me vaya a ver la Señora y me detenga para que lleve la señal al prelado.

La Santísima Virgen salió a su encuentro y le dijo: ¿Qué hay, hijo mío el más pequeño? ¿Adónde vas?
Juan Diego contó todo a la Señora. La Virgen respondió piadosísima:

“Oye y ten entendido, hijo mío el más pequeño, que es nada lo que te asusta y aflige, no se turbe tu corazón, no temas esa enfermedad, ni otra alguna enfermedad y angustia. ¿No estoy yo aquí que soy tu Madre? ¿No estás bajo mi sombra? ¿No soy yo tu salud? ¿No estás por ventura en mi regazo? ¿Qué más has menester? No te apene ni te inquiete otra cosa; no te aflija la enfermedad de tu tío, que no morirá ahora de ella, está seguro de que ya sanó”.

Cuando Juan Diego oyó estas palabras de la Señora se consoló mucho, y le rogó que cuanto antes le despachara a ver al señor obispo a llevarle alguna señal y prueba, a fin de que le creyera.

La Señora del Cielo le ordenó que subiera a la cumbre del cerrillo y que cortara y recogiera las diferentes flores que encontrara. Al punto Juan Diego subió el cerrillo y cuando llegó a la cumbre se asombró mucho de que allí y antes de tiempo hubieran brotado tantas variadas y exquisitas rosas de Castilla. En efecto, la cumbre del cerrillo no era lugar en que se dieran ningunas flores, porque tenía muchos riscos, abrojos, espinas, nopales y mezquites, y a la sazón encrudecía el frío y la helada de diciembre.

Las rosas estaban fragantes y llenas del rocío, que semejaba perlas preciosas. Empezó a cortarlas, las juntó todas y las echó en su regazo, dentro de su tilma. Bajó inmediatamente y trajo a la Señora del Cielo las diferentes rosas que cortó; así como lasvio, la Señora las tomó con su mano y otra vez se las echó en el regazo, diciéndole:

“Hijo mío el más pequeño, esta diversidad de rosas es la prueba y señal que llevarás al obispo. Le dirás en mi nombre que vea en ella mi voluntad y que tiene que cumplirla”.

Juan Diego se presentó al obispo, narró todo lo sucedido y, cuando desenvolvió su tilma y se esparcieron por el suelo todas las diferentes rosas de Castilla, y se dibujó en ella la preciosa imagen de la siempre Virgen Santa María de Guadalupe, Madre de Dios, de la manera que está y se guarda hasta hoy en su templo del Tepeyac.

La tilma en que milagrosamente se apareció la imagen de la Señora del cielo era el abrigode Juan Diego: ayate un poco tieso y bien tejido. El ayate se hace de Ichtli o fibra que sale del magüey, planta de pencas verdes carnosas, con espinas a los lados y en la punta.

Esta tilma en que se apareció la Reina del Cielo mide 1,68 m. por 1,03 m. No está tejida de una sola pieza, sino que está confeccionada por dos piezas cosidas con hilo de maguey, de manera tal que una costura la atraviesa de arriba a abajo.

El ayate, tejido de fibra de maguey, tiene una duración de unos veinte años; pero en el caso de la tilma guadalupana no sólo perdura por más de 478 años, sino que está extraordinariamente suave.
La altura de la imagen de la Virgen es de 1,43 m. Su hermoso rostro es muy grave y noble, un poco moreno y se inclina hacia su derecha. Sus manos están juntas sobre el pecho. Solamente su pie derecho descubre un poco la punta de su calzado, color ceniza.

Su ropaje es de color rosado y está bordado con diferentes flores, todas en botón y de bordes dorados. De adentro asoma otro vestido blanco, que ajusta bien en las muñecas. Su velo, azul verdoso, sienta bien en su cabeza; para nada cubre su rostro; y cae hasta sus pies, ciñéndose un poco por en medio; tiene toda su franja dorada y cuarenta y seis estrellas de oro.

Encima de su cabeza hay una corona de oro, de figuras ahusadas hacia arriba y anchas abajo. A sus pies está la luna, cuyos cuernos apuntan hacia arriba. Se yergue exactamente en medio de ellos y de igual manera aparece en medio del sol, cuyos rayos la siguen y rodean por todas partes. Al par de ellos, una nube blanca rodea los bordes de su vestidura.

Esta preciosa imagen está sostenida por un ángel, que recoge los extremos del ropaje y del velo de la Señora. Su ropa es de color bermejo y sus alas desplegadas son de ricas plumas largas.
Según los análisis de las fibras, hechos en 1936 por el doctor alemán Ricardo Kuhn, premio Nobel en 1938, en dichas fibras no existen pigmentos minerales, vegetales o animales.

Sin embargo, el estudio realizado con rayos infrarrojos demuestra que, lamentablemente, la mano del hombre retocó e incluso agregó ciertas partes en la bendita imagen. A su vez, el estudio realizado en 1981 por los científicos de la NASA Jody Brant Smith y Philip Serna Callagan ha confirmado la ausencia de pigmentos respecto de la imagen original, a diferencia de los añadidos.

Para comprender la maravilla, es necesario saber que no se dio a la tela preparación o aparejo alguno, contra lo que se acostumbra y es necesario para que la pintura adhiera bien. Ningún pintor para pintar un cuadro hubiera escogido tejido semejante, más parecido a tela de saco que a un lienzo.

Pero lo notable es que el artífice ha sido capaz de aprovechar todas las imperfecciones del tejido como elementos pictóricos.

Para dar luminosidad y volumen a un rostro hay que utilizar por lo menos dos colores, uno claro y otro oscuro para las sombras. Pero en el rostro de la Virgen no hay una sola sombra pintada. Las cejas, el borde de la nariz, la boca y los ojos no son otra cosa que la misma tela, carente de todo color superpuesto, con todas sus manchas e irregularidades, pero utilizadas con tal maestría que parecen perfiles extremadamente bien dibujados. Todos los rasgos no son más que aberturas, manchas e hilos gruesos de la tela.

Esos rasgos denotan una técnica superior a la humana, ya que la forma con que han sido utilizadas las imperfecciones de la tela no tiene explicación lógica: de lo burdo se obtuvo efectos delicados, y de las manchas, hoyos e hilos gruesos del ayate se alcanzaron unos rasgos finísimos, sin haber puesto un solo gramo de pintura sobre ellos.

Lo verdaderamente extraordinario del rostro es su calidad de tono, que es un efecto físico de la luz reflejada, tanto por la tilma como por la pintura.

Es un hecho indiscutible que si la imagen se mira de cerca queda uno decepcionado por lo que al relieve y al colorido del rostro se refiere: el rostro aparece desprovisto de perspectiva, plano y tosco en su ejecución. Pero contemplándolo desde unos dos metros parece como si el gris y el aparentemente aglutinado pigmento blanco del rostro se combinasen para recoger la luz y refractar hacia lo lejos el tono oliva del cutis.

Al alejarse, brota como por encanto la abrumadora belleza de la Señora. Es tal la belleza de la cara y tan singular la ejecución, que resulta inexplicable para el estado actual de la ciencia.

Técnica semejante parece ser un logro imposible para las manos humanas, aunque la naturaleza nos la ofrece con frecuencia en la coloración de las plumas de las aves, en las escamas de las mariposas: no reflejan la luz los diversos pigmentos, sino que la descomponen.

Que esta especial belleza no aparezca en las reproducciones se explica en parte por su especial técnica de descomposición de la luz, que difícilmente puede captar la fotografía.

Para terminar con esta somera descripción, indicamos que varios médicos han señalado el hecho que la Santísima Virgen manifiesta estar encinta, con el Niño Jesús no en sus brazos sino en su seno purísimo. La Madre de Dios quiso visitarnos en su gravidez, cuando estas tierras americanas estaban grávidas de Cristo, y dispuso todo para el nacimiento espiritual en ellas de su Hijo.

EL IDILIO DEL TEPEYAC

Proporcionamos a nuestros lectores un resumen de un magnífico texto de monseñor Luís María Martínez, Arzobispo Primado de México, tomado de la obra El Idilio del Tepeyac.

Siempre las cosas divinas llevan en su fondo algo de permanente e inmutable, a pesar de que, cuando se mezclan con nuestra vida humana, están sujetas al tiempo.

Por eso, el misterio de Nuestra Señora de Guadalupe está más allá de las vicisitudes humanas. El hecho histórico de las apariciones de la Virgen Santísima a Juan Diego se realizó hace más de 462 años; pero la sustancia del divino misterio perdura aún hoy, y perdurará hasta el fin de los tiempos.
El misterio del Tepeyac, no pasa: María Santísima está allí; está cerca de nosotros, nos ama, nos cuida, nos tiene en su regazo.

Nosotros estamos en contacto misterioso con Ella. Juan Diego está allí. Juan Diego somos nosotros. El Juan Diego que no muere es el pueblo hispanoamericano, es nuestra raza que se perpetúa en el tiempo.
Y nuestra historia, en su fondo, no es otra cosa que la prolongación del diálogo que se entabló sobre esa santa colina.

Superficialmente mirada, nuestra historia tiene muchas vicisitudes y mil facetas; si la consideramos profundamente, ella tiene una perfecta unidad: es la miseria de Juan Diego, que recibe de las manos maternales de la Virgen las rosas del milagro, las rosas que se transforman en su imagen bendita.

Escuchemos las palabras inmortales de la Guadalupana; ellas nos expresan amor y predilección, nos marcan los senderos de nuestra felicidad y de nuestra gloria, son las lecciones cariñosas de nuestra Madre, palabras prodigiosas que han de causar nuestra paz y dicha.
La primera palabra que pronunció la Virgen Santísima en la cumbre del Tepeyac fue una palabra de amor, una palabra de predilección incomparable: “Hijo mío, Juan Diego, a quien amo tiernamente, como a pequeñito y delicado”.

La Madre de Dios dijo, dice y dirá esta palabra al Juan Diego que durará hasta la consumación de los siglos.
Cuando vino la Virgen María a nuestro suelo americano, cuando tomó posesión de nuestro pueblo, cuando adoptó nuestra raza, la primera palabra que brotó de su Corazón dulcísimo fue una palabra de amor: “Hijo mío, a quien amo...”

Y ese amor de María Santísima no es fugaz. Lo que amó la Virgen, lo sigue amando; y ahora esa palabra tiene una palpitante y divina actualidad.
¡María nos ama! ¡Nos ama como a pequeñitos y delicados! ¿Podemos anhelar una dicha mayor?

¡Qué se gloríen otros pueblos de la gloria de sus anales, de la inmensidad de sus dominios, de la potencia de sus ejércitos, de la opulencia de sus tesoros, del esplendor de su ciencia, de la magnificencia de su técnica...! ¡Qué se gloríen los pueblos imperialistas y antihispanos, herederos de la herejía protestante y de la ilustración revolucionaria, de sus legítimas y no tan legítimas modernas adquisiciones; frutos no tanto de su virtud y honestidad, como de sus pasiones y vicios...!

Para nosotros, vale más que todo eso la predilección de la Virgen Santísima. Y cuando una por una las naciones todas de la tierra vinieran a cantarnos los grados de su grandeza y de su gloria, podríamos contestarles: ¡nosotros tenemos la predilección de la Madre de Dios! En nuestros blasones hay una palabra que vale más que todas las glorias de la tierra: Hijo mío, a quien amo tiernamente como a pequeñito delicado”.

No vayamos a pensar que el amor de la Virgen se haya marchitado con los siglos; no creamos que poco a poco se haya menguado por nuestra ingratitud y por nuestras miserias y pecados. ¡No!, su amor y el de Dios, como los dones divinos, son sin arrepentimiento; nos ama y nos amará siempre tiernamente, como a pequeñitos y delicados.

Desmenucemos, saboreemos estas dulcísimas palabras. Cada una de ellas encierra abismos de ternura y de amor.

La debilidad, la pequeñez, es un título de amor para los corazones nobles. Los corazones ordinarios buscan la grandeza; los corazones nobles, que llevan en su fondo destellos de Dios, buscan la pequeñez. Aman como Jesucristo, que vino a buscar a los pequeños, a curar a los enfermos, a justificar a los pecadores, y bajó del cielo con toda la grandeza de un Dios para venir a amar a los miserables de este mundo.

Las madres de la tierra, que llevan en su corazón un reflejo del Corazón de Dios, comprenden lo que esto significa: a los pequeños se les ama con singular ternura, se les prodiga cuidados y caricias. No así a los que han llegado a la edad adulta; por mucho que se los ame, nadie tiene la exquisita ternura que tuvo para con ellos su madre cuando eran pequeñitos.

El amor a los pequeños tiene un carácter de ternura singular, y así nos ama la Virgen María, porque Juan Diego será siempre pequeño, porque Juan Diego no crecerá jamás. A través de los siglos, los pueblos hispanoamericanos estarán siempre simbolizados por aquel indio sencillo y pobre que vio fulgurar la gloria del cielo sobre la colina del Tepeyac.

Y como si no fuera suficiente que nos amara como a hijos pequeños, he aquí que añade: “delicados”. Se ve constantemente en los hogares, en las familias numerosas, cuando hay un niño que por su salud, por sus penas, por su sensibilidad, es especialmente delicado, la madre tiene para él una predilección singular. Los fuertes, los sanos, los que gozan de plena salud, tienen derecho al corazón de la madre; pero lo tienen más los enfermos, los sensibles, los que sufren, los delicados. Y María Santísima nos ve a nosotros como a sus hijos pequeños y delicados.

Si comprendiésemos este misterio de amor, si nos diéramos cuenta de que somos verdaderamente amados por la Madre de Dios, y amados con predilección, con ternura, como pequeñitos y delicados, bastaría eso para que fuéramos felices, felices a pesar de nuestras desgracias, a pesar de nuestros temores, a pesar de todas las vicisitudes de nuestra historia. En el fondo de nuestras desgracias hay una realidad celestial y divina: ¡el amor de la Virgen María!

¡Y con qué divino acierto encontró la Virgen Santísima las palabras para manifestarnos su amor: “como a pequeñitos...”

Es verdad, somos pequeños, lo hemos sido, quizá lo seguiremos siendo siempre: pequeños por nuestra debilidad, por nuestra inconstancia, por nuestras miserias. Pero así nos quiere nuestra Madre, así nos ama. Somos pequeñitos y triunfamos de la fuerza; somos pequeñitos y, a pesar que desde hace dos siglos se pretende arrebatarnos nuestra fe, no han podido quitarnos los tesoros que hemos recibido hace quinientos años; somos pequeñitos, y llevamos en nuestra frente la gloria de la fe. ¿Por qué? Porque María Santísima nos ama como a pequeñitos y delicados.

Los que suelen mirar las cosas superficialmente dirán que estamos enfermos, que tenemos muchas miserias, que somos pobres, que somos impotentes. Sí, todo eso somos; pero María de Guadalupe nos ama tiernamente.

Nuestra gloria está en nuestra pequeñez; nuestra grandeza está en nuestra miseria. Somos pequeños y miserables, pero vivimos en el regazo de la Virgen, y en el fondo de nuestro corazón resuenan las celestiales palabras: Hijo mío, a quien amo tiernamente como a pequeñito y delicado”.

¿No debemos grabar en nuestro corazón esas dulces palabras? ¿No las debemos saborear en nuestra alma? ¿No deben figurar en nuestros blasones? ¿No bastan ellas para hacernos felices en la tierra, a pesar de todas las desgracias, de todos los temores que nos circundan?

Agradezcamos a la Virgen María en lo íntimo de nuestro corazón. Démosle gracias porque nos ama así.

¡Señora!, gracias porque nos amas a pesar de nuestra pequeñez; gracias porque nos amas, precisamente, por nuestra pequeñez y miseria. No queremos dejar de ser pequeños y delicados, para que siempre nos ames tiernamente; para que nos envuelvas con la ternura de tu Corazón maternal. No te alejes de nosotros; pronuncia sin cesar tus palabras dulcísimas y repítelas hasta la consumación de los siglos: Hijo mío, a quien amo tiernamente como a pequeñito y delicado”.

(Retirado do blog: Signum Magnum)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Crise das práticas religiosas

Num grande número de casos, as tendências à emancipação moral e intelectual, e o aparecimento das tentações especiais da puberdade, provocarão uma crise terrível que exigirá, da parte do educador, habilidade e clarividência para ser superada.

Essa crise atingirá primeiramente as orações e as práticas de piedade.

O adolescente será tentado a abandoná-las porque aí não encontra mais gosto nem facilidade e porque ele constata que um grande número de companheiros e de adultos que o cercam (até mesmo seus próprios pais), deixaram de ser praticantes. Sua vontade de ser, por sua vez, uma pessoa adulta e o receio de ser ridicularizado ou criticado pelos que o rodeiam, atuarão sobre seu amor-próprio no sentido da deserção.

Uma das características do adolescente é o desejo de potência. É a idade em que ele começa a sentir-se forte, em que pretende agir por seus próprios meios e em que é tentado a recusar-se a qualquer constrangimento ou submissão. Daí um espírito de independência que não manifesta-se-á apenas em relação às obrigações  familiares, mas também às religiosas.

A soberania de Deus aparecer-lhe-á como uma limitação à livre expansão da personalidade e muitos perderão a Fé, para não terem que obedecer às suas exigências. Ainda não foi suficientemente observado que a crise da Fé explica-se, muitas vezes, pelo sentimento de força e de potência dos adolescentes, que se opõe ao espírito de submissão e de obediência que caracteriza a vida religiosa.

(Pequeno Tratado de pedagogia - Cônego Jean Viollet)
PS: Grifos meus

Ver também:

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

LA INMACULADA CONCEPCIÓN


LA INMACULADA CONCEPCIÓN

El Papa Pío IX, en 1854, definía con estas palabras el dogma de la Inmaculada Concepción de la Santísima Virgen María:

Por lo cual, después de ofrecer sin interrupción a Dios Padre, por medio de su Hijo, con humildad y penitencia, nuestras privadas oraciones y las públicas de la Iglesia, para que se dignase dirigir y afianzar nuestra mente con la virtud del Espíritu Santo, implorando el auxilio de toda corte celestial, e invocando con gemidos el Espíritu paráclito, e inspirándonoslo él mismo, para honra de la santa e individua Trinidad, para gloria y prez de la Virgen Madre de Dios, para exaltación de la fe católica y aumento de la cristiana religión, con la autoridad de nuestro Señor Jesucristo, con la de los santos apóstoles Pedro y Pablo, y con la nuestra:

Declaramos, afirmamos y definimos que ha sido revelada por Dios, y de consiguiente, qué debe ser creída firme y constantemente por todos los fieles, la doctrina que sostiene que la santísima Virgen María fue preservada inmune de toda mancha de culpa original, en el primer instante de su concepción, por singular gracia y privilegio de Dios omnipotente, en atención a los méritos de Jesucristo, salvador del género humano”.

Contemplemos esta Bellísima Doncella, aplastando con su débil pie de niña la garganta del horrible monstruo…

¿Es realidad o símbolo?
¿Es verdadera historia o simplemente figura?
¿Es una persona o una personificación?
¿Es una mujer concreta, considerada en ella misma, o es la atribución a un ser abstracto?

Todo esto es, y pertenece al inefable misterio de la Inmaculada Concepción: realidad y símbolo, verdadera historia y figura, persona y personificación, mujer concreta y atribución…
Es realidad. Es María, hija de Eva, elegida por Dios Padre para servir de Madre a su Unigénito Encarnado.

De esta manera comienza en María la victoria de Cristo sobre el infernal enemigo. Así tienen aplicación exactísima las proféticas palabras del Paraíso terrenal dirigidas allí por Dios Padre a la serpiente tentadora: Ipsa conteret caput tuum.

Según esta idea, es realísima realidad la Mujer a la cual llamamos Inmaculada Concepción.

Mas, sin dejar de serlo, es, bajo otro punto de vista, símbolo muy consolador, como aquella misma realidad.
Descendencia de esta Mujer preservada somos nosotros cuando por medio del Bautismo entroncamos sobrenaturalmente con su Hijo.

La universal familia de los que creen, esperan y obran en Cristo y según Cristo, es la descendencia propia de la Mujer.

Somos nosotros los que por la gracia de Cristo Dios luchamos y vencemos en Ella; por Ella, nuestro pie, débil, es el que definitivamente ha de asentarse pujante y glorioso un día sobre la cerviz del dragón embravecido. Así la raza de Eva, desde que por Cristo pasa a ser raza de María está destinada a ser como Ella perpetuamente vencedora.

Pero ¿vencedora de quién? De la serpiente del paraíso terrenal, no solamente personificada, sino realmente viviente y encarnada en todos los que el odio á Dios y á su Cristo reúne desde entonces, y que constituyen la odiosa descendencia del demonio para sostener el infernal combate.

La sociedad de los regenerados en Cristo y por Cristo es la Iglesia santa. Y las fuerzas que en todos los siglos ha congregado el infierno contra ella se llama hoy la Revolución. Claros aparecen los términos del problema de hoy, que no es más que el problema del Paraíso Terrenal y el de todos los siglos hasta la consumación y juicio, que será su solución definitiva.

María, y su descendencia, a un lado con la bandera de toda verdad y de todo bien. Luzbel, con los que se han querido hacer raza y ejército suyo, al otro lado con la bandera de todo error y de todo mal.

La tierra estremeciéndose al choque de estos ejércitos opuestos, que en vano hay quienes sueñan aún hoy día poder reconciliar y fundir en una común fórmula.
¿No se comprende así perfectamente porqué el pueblo cristiano le muestra al augusto misterio de la Inmaculada no sabemos qué suerte de instintivo cariño?

Es que ve en él un retrato de su lucha, al mismo tiempo que una prenda y seguridad de su victoria.

Luchar siempre con enemigos de Cristo y siempre vencerlos. No desconfiemos jamás de esta nuestra misión.

Celebremos, pues, la fiesta de hoy como la genuina fiesta de la Iglesia Militante.

El monstruo infernal se encuentra otra vez detenido en su fiera embestida por el pie de esa Niña celestial en la cual ha querido Dios viésemos los católicos de hoy nuestra bandera y nuestra victoria.

Los destinos del mundo están hoy pendientes de este duelo terrible entre la doctrina personificada en la Revolución, y la doctrina personificada y como compendiada en el dogma de la Inmaculada Concepción de María.

Asistimos a una de las fases más espantosas de la grandiosa lucha entablada desde el principio del mundo entre el error y la verdad, entre el mal v el bien entre el infierno y Dios.

En esta batalla, tal vez la postrera que presencien los siglos antes de que resplandezca de lleno sobre ellos la plenitud del Reinado de Jesucristo:

* el infierno ha escrito en su estandarte la palabra REVOLUCIÓN.
* el dedo de Dios ha escrito en el nuestro la palabra MARÍA INMACULADA.

Uno y otro lema son a la vez grito de guerra y símbolo de opuestas doctrinas.

¡Adelante los hijos de la Inmaculada!

¡No en vano la Providencia divina ha hecho resplandecer este dogma con más vivos fulgores en esta época de vacilaciones y de tan general descreimiento!

A la sombra de este lema glorioso ha querido Dios que combatiésemos los católicos de hoy.

¡Combatamos con fe!, ¡sobre todo con esperanza!

Lo que en los tiempos modernos se conoce con el nombre de Revolución europea, no es, hemos dicho, sino un episodio de la gran lucha que desde la cuna del mundo sostienen el mal contra el bien, la mentira contra la verdad, el infierno contra Dios. Lucha que empezó en los cielos con la rebelión de Lucifer y de sus Angeles, continuó en el paraíso terrestre con la seducción lastimosa del primer hombre, y acabará al fin de los siglos con la aparición del Anticristo.

Cada época la ha presenciado con distinto nombre. El misterio augusto de la Inmaculada Concepción de María es como un compendio de todo esto.

Dios ha querido presentarnos su Madre, como la primera vencedora de nuestro común enemigo, para movernos y alentarnos á las mismas victorias.

¡Confiemos!

La lucha colosal que sostiene el infierno contra nosotros, no es propiamente contra nosotros, sino contra Dios. Pertenece a Dios vencer por nosotros, o que venzamos nosotros con la ayuda de su brazo. Quien así no lo crea no es católico.

Quien en el misterio de la Inmaculada Concepción de María no ve un misterio de consuelo, de esperanza y de infalible seguridad, no tiene fe.

Quien renuncia al combate, es un cobarde.
Los católicos tienen la necesidad inevitable de la lucha y la seguridad infalible de la victoria.

 

La causa es de Dios…

Y a Dios se lo puede combatir, pero no se lo puede vencer…

¡Oh María, sin pecado concebida!
¡Rogad por nosotros que recurrimos a Vos!
¡Ave María purísima!
¡Sin pecado concebida!
¡Ave María purísima!
¡En gracia concebida!

Nota: Sobre este tema, véase la Bula “Ineffabilis Deus
Tomado de Signum Magnum

(Retirado do blog: Radio Cristiandad)
PS: Grifos meus

Conselhos para os noivos!



A religião católica cuida de um modo especial e com tato particular do noivado. Não é um tempo de embriaguez, de fantasias e quimeras, e sim uma época de estudar a si mesmo, e o futuro companheiro de vida.

A) O noivado é tempo de estudo sério de si mesmo.

Estudo que se deve realizar invocando-se o auxílio particular de Deus. Há com efeito, na vida humana, um momento mais importante, em que haja mais necessidade da direção divina, que o da escolha de um esposo(a)? Não é esta a significação do provérbio russo: "Partes para a guerra? Reza uma vez. Vais andar pelo oceano? Reza duas vezes. Vai casar? Reza três vezes".

É impossível que um jovem sério, no momento de casar-se, não faça um profundo exame de consciência, pois empreende uma grande tarefa. Eu vou fundar um lar. Deverei ocupar-me de uma mulher e de filhos. Contentar-me com alegrias silenciosas e puras. Trabalhar desinteressadamente. Renunciar, muitas vezes, tantas coisas... Eis a primeira parte deste exame de consciência.

A segunda parte oferece pensamentos consoladores e confortantes: serei o chefe responsável de um pequeno e feliz reino. Meu trabalho sustentará minha família. Meu amor edificará uma vida nova, e eu é que hei de assegurar a felicidade deste novo ninho. Será isto difícil, será uma tarefa penosa, um sacrifício perpétuo, mas serei indenizado de tudo isto, ao cêntuplo, quando ouvir estas palavras: "Papai, Papai".

É impossível que também uma jovem séria, no instante de casar-se não faça, igualmente, um bom exame de consciência. Deve refletir: Serei uma boa esposa, boa mãe de família, boa dona de casa? Há, em mim bastante espírito de renúnica e amor ao trabalho, bastante energia e indulgência, bastante profundidade e amor de Deus, para realizar esta tríplice e pesada tarefa de esposa, mãe e dona de casa?

Há em mim, mais vida interior, que vaidade?
É isto difícil, penoso, será um perpétuo sacrifício, mas serei mil vezes indenizada de todas estas renúncias, de todas estas vigílias, de todos estes trabalhos, quando ouvir estas palavras: "Mamãe, Mamãe!".

O noivado é, pos, um tempo de sério estudo de si mesmo.

B) Mas é também o tempo de aprender a estudar o seu futuro esposo (a).

Os casamentos infelizes podem ter multiplas causas, a mais freqüente é a precipitação com que eles foram realizados. Viram-se ontem. Amam-se hoje, e casam-se amanhã. Juram uma "eterna felicidade", mas não sabem a quem. Não sabem qual o temperamento do outro, quais suas idéias, seus hábitos, seus defeitos e seus planos... Pode-se ir para frente na vida com tal leviandade? Tem-se o direito de se casar por um entusiasmo irrefletido sob a impressão embriagadora...?

Um poeta alemão compôs uma encantadora poesia intitulada "A prova do amor". Ensina ele, à jovem, só dar o seu coração ao moço que for capaz de apanhar um lírio, com tal delicadeza que não lhe caia uma gota de orvalho. Que profundo símbolo este belo pensamento! Que aviso! Jovens, não esqueçais de exigir um do outro uma grande e profunda delicadeza de alma.

...Pela atitude recatada da moça séria, adquirirá esta uma confiança e uma estima ainda maior de seu noivo. Atualmente eu não estou unida a ele, definitivamente, não lhe pertenço ainda, e eis por que eu o trato com uma delicada reserva. Ele pode, contudo, confiar em mim, pois, quando eu lhe pertencer, serei unicamente dele e nunca de um outro. Mostrei-lhe que sei ser forte...

Ah! de (muitos) lábios caem facilmente queixas contra o rigor da santa Igreja, porque ela não permite "viver a própria vida" e "divertir-se" fora do casamento; vós, a cujos ouvidos retumbam as sedutoras palavras de "casamentos de amigos" ou "casamentos de week-end", olhai para a bela flor, que se abre aos raios do sol primaveril. Sobre ela pousa uma borboleta...suga-lhe o mel...este, porém, rapidamente se acaba...a borboleta voa para uma outra flor, pois há milhares delas...

Mas a pequena flor abandonada lá ficou, corola emurchecida, fanando-se na solidão e no abandono...Assim também, para a flor humana que, igualmente jovem e bela, quiser, porém, gozar de sua juventude contra a lei de Deus...

Moços e moças, olhai essa dolorosa imagem, antes, de abrides os vosso lábios numa queixa contra o sexto preceito da lei divina, ou antes que tenhais calcado aos pés, a proibição divina...Não terminarei, porém, com esta nota triste, e sim com a benção que o salmista lança sobre a família do homem temente a Deus:

"Felizes todos aqueles que amam o Senhor, e que andam em seus caminhos. Alimentar-te-ás com o trabalho de tuas mãos, e serás feliz, e coberto de bens. Tua esposa será no meio da casa como a vinda fecunda; teus filhos serão ao redor de tua mesa, como novas plantas de oliveiras. Assim será abençoado, o homem que teme o Senhor. Que o Senhor te bendiga de Sião...e possas ver os filhos de teus filhos" (Sl 127) Amém.

(Casamento e família - Dom Tihamer Toth)
PS: Grifos meus.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Imaculada Conceição da SS. Virgem

Imaculada Conceição da SS. Virgem




"Tota pulchra es! Toda formosa, ó Maria, e em Vós não há mácula original" (Vésp.)

Esta exclamação que a Santa Igreja nos coloca nos lábios é bem o grito espontâneo da humanidade inteira, que traz consigo, gravadas  na sua carne, as conseqüências funestas do pecado, diante da pureza sem mácula da Virgem Maria. Deus determinara desde a eternidade fazer de Maria a Mãe do Verbo Incarnado (Ep.) e adornou-A para isso com galas de santidade (Introd.) e fez assim da sua alma, que ilibrou do pecado, digna morada de Seu Filho (Or.)

Esta redenção total que assim preservou a Virgem, desde a conceição, da mancha e conseqüências do pecado de Adão, não deve separar-se da nossa própria redenção. A Festa da Imaculada anuncia, no coração do Advento, os esplendores da incarnação redentora. A festa que hoje celebramos e que foi instituída por Pio XI a seguir à declaração do dogma (ver: Bula "Ineffabilis Deus"), conheceu vários precedentes. Já no século VIII se celebrava no Oriente a festa da Imaculada, que vamos encontrar no IX na Irlanda e no XI na Inglaterra.

Estas festas são o testemunho do culto tradicional da pureza, sem mácula, da Senhora, e a definição pontíficia nada mais fez que precisar e afirmar a fé constante da Igreja.

(Missal Quotidiano e Vesperal - Dom Gaspar Lefebvre)
____________________________________

Excertos de Glórias de Maria - Santo Afonso Maria de Ligório
(Tratado I - As festas de Nossa Senhora)

Nenhum outro filho pode escolher sua Mãe. Mas se a algum deles fosse dada tal escolha, qual seria aquele que, podendo ter por Mãe uma rainha, a quisesse escrava? Ou, podendo tê-la nobre, a quisesse vil? Ou podendo tê-la amiga, a quisesse inimiga de Deus? Ora, o Filho de Deus, e Ele tão somente, pode escolher-se mãe a seu agrado. Por conseguinte, deve-se ter por certo que a escolheu tal qual convinha a um Deus. Mas a um Deus puríssimo convinha uma Mãe isenta de toda culpa.

Fê-la, por isso, imaculada, escreve S.Bernardino de Sena. E aqui quadra uma passagem de S.Paulo: Pois convinha que houvesse para nós um pontífice tal, santo, inocente, impoluto, segregado dos pecadores. (Hb 7,26)

Um douto autor faz observar que, segundo o Apóstolo, foi conveniente que nosso Redentor fosse separado tanto do pecado como até dos pecadores. Também S.Tomás o afirma com as palavras: Aquele que veio para tirar o pecado, devia ser segregado dos pecadores, quanto à culpa que pesava sobre Adão. Mas como poderia Jesus Cristo dizer-se separado dos pecadores, se pecadora lhe fosse a Mãe?

Diz S.Ambrósio: Cristo procurou-se, não aqui na terra, mas no céu, um vaso de eleição no qual baixou ao mundo, e fez do seio da Virgem um templo sagrado. Em seguida, faz o Santo alusão às palavras de S.Paulo: O primeiro homem, formado da terra. é terreno: o segundo, vindo do céu, é celeste (I Cor 15,47). De vaso celeste chama Ambrósio a Divina Mãe. Não que Maria não fosse terrena por natureza, como sonhariam alguns hereges, mas porque ela é celeste pela graça, e excede os anjos do céu em santidade e pureza.



Oração

Ó minha Senhora, minha Imaculada, alegro-me convosco por ver-vos enriquecida de tanta pureza. Agradeço e proponho agradecer sempre a nosso comum Criador por ter-vos Ele preservado de toda mancha de culpa. Disso tenho plena convicção, e para defender este vosso tão grande e singular privilégio da Imaculada Conceição, juro dar até a minha vida. estou pronto a fazê-lo, se preciso for.

Desejaria que o mundo universo vos reconhesse e confessasse como aquela formosa aurora, sempre adornada da divina luz; como aquela arca eleita de salvação, livre do comum naufrágio do pecado; como aquela perfeita e imaculada pomba, qual vos declarou vosso divino esposo; como aquele jardim fechado, que foi as delícias de Deus, como aquela fonte selada, na qual o inimigo jamais pôde entrar para turvá-la; como aquele cândido lírio, finalmente, que, brotando entre os espinhos dos filhos de Adão, enquanto todos nascem manchados da culpa e inimigos de Deus, vós nascestes pura e imaculada, amiga de vosso Criador.

Consenti, pois, que ainda vos louve, como vos louvou vosso próprio Deus: Toda sois formosa e em vós não há mancha. Ó pomba puríssima, toda cândida, toda bela, sempre amiga de Deus!

Dulcíssima, amabilíssima, Imaculada Maria, vós que sois tão bela aos olhos do Senhor, não recuseis olhar com vossos olhos as chagas tão asquerosas de minha alma. Olhai-me, compadecei-vos de mim, e curai-me.

Ó bela imã dos corações, atraí para vós também este meu miserável coração. Tende piedade de mim, que não só nasci em pecado, mas ainda depois do batismo manchei minha alma com novas culpas, ó Senhora, que desde o primeiro instante de vossa vida aparecestes bela e pura aos olhos de Deus. Que graça vos poderá negar o Deus que vos escolheu para sua Filha, sua Mãe e sua Esposa, e por essa razão vos preservou de toda mancha?

Virgem Imaculada, a vós compete salvar-me, dir-vos-ei com S.Filipe Néri. Fazei que me lembre de vós; e não vos esqueçais de mim. Parece tardar mil anos o momento de ir contemplar vossa beleza no Paraíso, para melhor louvar-vos e amar-vos, minha Mãe, minha Rainha, minha Amada, belíssima, dulcíssima, puríssima, imaculada Maria. Amém

O Calvário e a Missa - 3ª Parte : Sanctus


Sanctus

Mulher, eis aqui o teu filho...Eis aqui a tua mãe.
(João 19,26-27)

Cinco dias antes, Jesus fizera a Sua entrada triunfal em Jerusalém. Aos Seus ouvidos soavam gritos de triunfo; o chão que os Seus pés pisaram foi juncado de folhas de palmeira, e nos ares ecoaram aclamações ao filho de David, e louvores ao Sagrado Filho de Israel. Àqueles que se mantiveram silenciosos durante as demonstrações feitas em Sua honra, Nosso Senhor lembrou que se as suas vozes não se faziam ouvir, as próprias pedras falariam por eles. Esse foi o dia de nascimento das catedrais góticas.

Eles não conheciam a verdadeira razão pela qual Lhe chamavam Sagrado, nem tampouco compreendiam o motivo que levava Jesus a aceitar o tributo dos seus louvores. Eles pensavam que aclamavam uma espécie de rei da terra. Jesus aceitou essas demonstrações porque ia ser o Rei de um império espiritual. Ele aceitou os seus tributos, as suas aclamações e exclamações de louvor porque caminhava, como uma vítima, ao encontro da Sua Cruz.

Toda a vítima deve ser sagrada – Sanctus, Sanctus, Sanctus.

Cinco dias depois, verificou-se o “Sanctus” da Missa do Calvário; mas naquele “Sanctus” da Sua Missa, Jesus dirigiu-Se àqueles que já eram santos – a Sua querida Mãe e ao Seu bem-amado discípulo João.
Palavras tocantes foram essas: “Mulher eis aqui o teu filho... Eis aqui a tua Mãe!”.

Falando agora aqueles que já eram santos, Jesus não carecia da divina intercessão, pois Ele era o Filho de Deus. Nós, todavia, precisamos de santidade, pois cada vítima da Missa deve ser santificada, impoluta.

Como podemos, porém, ser os santos participantes do Sacrifício da Missa?

Segundo a própria resposta de Jesus, consegui-lo-emos colocando-nos sob a proteção da Sua Mãe Santíssima. Ele dirige-Se à Igreja e a todos os seus membros, representados na pessoa de João, e diz a cada um de nós: “Eis a tua mãe”.

Por que foi, porém, que Jesus se dirigiu a Maria, chamando-lhe Mulher, em vez de Mãe? É que ela era agora a Mãe de todos os cristãos, e a Sua missão era universal – Mãe do Corpo Místico da Igreja, Mãe de todos nós.

Há um tremendo mistério oculto naquela palavra “Mulher”. Essa foi, realmente, a última lição de renúncia que Jesus deu a Maria, e a primeira lição de um novo laço. Nosso Senhor alienara gradualmente a Sua afeição por Sua Mãe, não porque a amasse menos, mas sim e apenas porque ela tinha agora mais a quem amar.

Maria desprendia-se da maternidade da carne, para se prender mais à grande maternidade do espírito. Daí, o emprego da palavra "Mulher". Ela havia de fazer de nós outros tantos Cristos, porque fora ela quem criara o Filho de Deus. Só Maria podia transformar-nos em criaturas santificadas, dignas de pronunciar o Sanctus, Sanctus, Sanctus da Missa do Calvário.

...Maria teve o seu primogênito em Belém. Note-se que São Lucas chama a Nosso Senhor primogênito, não porque Maria tivesse outros filhos, segundo a carne, pois a sua segunda maternidade seria de caráter espiritual. No momento em que Nosso Senhor lhe disse "Mulher", Ela tornou-se, de certa maneira, esposa de Cristo e concebeu em dor o seu primeiro filho espiritual, cujo nome foi João.

...A nossa vantagem foi, porém, maior, pois, ao passo que Maria não adquiria mais do que filhos insubmissos e tantas vezes rebeldes, nós obtínhamos a mais adorável das mães que existem no mundo - A Mãe de Jesus.

Nós somos filhos de Maria. - literalmente, filhos. Ela é nossa mãe, não por título de ficção, nem de cortesia; ela é nossa mãe porque sofreu naquele momento memorável, e por todos nós, as dores da maternidade. E porque é que Deus quis que ela fosse nossa mãe? Porque Ele sabia que, sem a sua proteção e auxílio, jamais seríamos santificados. Jesus veio até nós por intermédio da pureza de Maria, e só através da pureza de Maria conseguiremos chegar até junto d'Ele.

...Note-se que quando tal palavra foi dirigida a Maria, estava prostrada junto à Cruz, uma outra mulher. Já repararam que, praticamente, todas as imagens tradicionais da Crucifixão representam sempre Madalena ajoelhada aos pés da Cruz?

Nunca vimos, no entanto, uma imagem de Maria prostrada. João estava presente e refere no seu Evangelho que ela estava de pé. E porque? Porque era a posição que lhe competia no papel que ali desempenhava, em relação a nós. Maria, a nossa Mãe.

Se Maria estivesse prostrada por terra, naquela hora, tal como Madalena, se ela tivesse sequer chorado, a sua mágoa teria tido um lenitivo. As dores que não desafam, esmagam o coração. Essa dor foi parte do nosso preço de compra, pago pela nossa co-Redentora, Maria, a Mãe de Deus!

Nosso Senhor deixou-a ficar sobre a terra quando Ele subiu aos céus, para que ela fosse a mãe da Igreja, a nossa mãe. A Igreja, infante ainda, carecia do amparo materno, tal como Jesus quando era menino. E foi assim que Maria permaneceu sobre a terra, até que os seus filhos, a sua família se criassem e desenvolvessem. E foi essa a razão porque a encontramos orando com os Apóstolos, enquanto aguardavam a vinda do Espírito Santo.

Mais tarde, foi para o céu, coroada de Rainha dos Anjos e dos Santos, para assistir a outra boda de Caná e interceder por nós, junto ao Salvador, pois nós éramos seus filhos, irmãos de Cristo, e filhos do Pai Celestial.

...A nenhum outro santo podemos falar como uma criancinha fala a sua mãe, pois nenhuma outra virgem, ou mãe, ou mártir, ou confessor jamais sofreu tanto por nós como ela sofreu. Ninguém jamais firmou tão solidamente os nossos direitos à proteção e ao amor.

Maria é a medianeira de todas as graças que Jesus pode dispensar-nos, pois foi por intermédio de Maria que Jesus veio até nós. Desejamos ser santificados, mas sabemos que tal só é possível por meio de Maria, pois ela foi a dádiva que Jesus nos ofereceu no Sanctus da Sua Cruz.

Não há mulher que possa esquecer o filho das suas entranhas. Maria não pode, pois, certamente, esquecer-nos. É precisamente isso que nós sentimos no íntimo dos nossos corações. Em todas as circunstâncias da nossa vida, nossa Mãe Santíssima vela por nós, pos ela vê em cada um dos seus filhos a criança inocente da Primeira Comunhão, o pecador penitente, encaminhando-se para a Cruz, o coração despedaçado, suplicando que a água da vida dissipada se transforme no vinho do amor de Deus.

Em todas essas circunstâncias ressoam aos ouvidos de Maria as palavras pronunciadas do alto da Cruz, sobre o Calvário:

"Mulher , eis o teu filho!"

(Excertos de O Calvário e a Missa - Arcebispo Fulton J.Sheen)
PS: Grifos meus

Ver também: