Ó Deus onipotente e eterno, eis que me vou aproximar do Sacramento de Vosso Filho Unigênito, Nosso Senhor Jesus Cristo. Venho como enfermo, ao Médico da vida, como impuro à fonte de misericórdia, como um cego à Luz da eterna claridade, como pobre indigente, ao Senhor do céu e da terra. Reclamo, pois, a abundância de vossas liberalidades infinitas, para que Vos digneis curar-me de minhas enfermidades, lavar-me as máculas, iluminar-me a cegueira, enriquecer-me a pobreza, vestir-me a nudez, de modo a que possa receber o Pão dos Anjos, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores, com tanto respeito e humildade, tanta contrição e recolhimento, uma pureza e uma fé tão vivas, um bom propósito e intenção tais como requer a salvação de minha alma. Concedei-me, Vo-lo suplico, que eu receba não somente o Sacramento do Corpo e do Sangue do Senhor, como também o efeito e a força deste Sacramento. Ó Deus clementíssimo, já que me é dado receber o Corpo de vosso Filho Unigênito, Nosso Senhor Jesus Cristo, este mesmo Corpo que Ele tomou no seio da Virgem Maria, fazei que eu O receba com disposições tais, que mereça ser integrado em Seu Corpo místico e contado entre Seus membros. Ó Pai clementíssimo, concedei-me contemplar, enfim, face a face, por toda a eternidade, Vosso Filho dileto, o qual, neste peregrinar terrestre, me preparo para receber sob os véus sacramentais. Ele que, sendo Deus, conVosco vive e reina em união com o Espírito Santo, por todos os séculos. Amém.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
sábado, 6 de abril de 2013
Doutrina Cristã - Parte 28
Nota do blogue: Acompanhar esse Especial AQUI.
Monsenhor Francisco Pascucci, 1935, Doutrina Cristã,
tradução por Padre Armando Guerrazzi, 2.ª Edição, biblioteca Anchieta.
A
SANTA MISSA
Definição
29. — A Eucaristia é o sacrifício do
Novo Testamento, e, como tal, se chama a Santa Missa.
Pela palavra sacrifício, entende-se
a pública oferta a Deus de uma coisa que se destrói, para professarmos que Deus
é o Criador e Senhor Supremo, a quem tudo é devido.
Todas as religiões tiveram e possuem
o sacrifício: a religião hebraica, antes de Jesus Cristo, celebrou diversos
sacrifícios, estabelecidos por Deus, e que eram a figura do sacrifício de Jesus Cristo, o qual, imolando-Se a Si mesmo para expiar os nossos pecados e restituir-nos a graça divina, realizou o único, verdadeiro e valioso sacrifício, e quis
se perpetuasse este em Sua Igreja.
A Santa Missa é o sacrifício do
Corpo e do Sangue de Jesus Cristo que, sob as espécies do pão e do vinho, se
oferece por meio do sacerdote a Deus, no altar, em memória e renovação do
sacrifício da cruz.
Verdadeiro
sacrifício
30. — A Missa é verdadeiro
sacrifício, enquanto é pública oblação a Deus de uma vítima que se destrói, não
real, mas apenas misticamente: — o sacerdote, de fato, consagrando separadamente
o pão e o vinho, põe com as suas palavras uma separação entre o corpo e o
sangue de Jesus Cristo — separação que efetivamente não se verifica, porque o corpo de
Jesus Cristo, na Eucaristia, é vivo e glorioso, e, portanto, não pode haver ali a real
separação entre o corpo e o sangue.c
O sacrifício da Missa não é uma
simples lembrança, mas renovação do sacrifício da Cruz, com a diferença de: Que
o sacrifício da cruz foi cruento, isto é, com derramamento de sangue, enquanto
o da Missa é incruento, isto é, sem derramamento de sangue; que,
na cruz, Jesus Cristo mereceu por nós toda graça, enquanto na Missa nos aplica as
graças merecidas ao morrer por nós.
A
quem e por quem se oferece
31. — A Missa se oferece só a Deus,
porque o sacrifício diz respeito só ao Criador e Dono supremo de todas as
coisas.
Às vezes, porém, celebra-se em honra
de Nossa Senhora e dos Santos, e, em tal caso, entende-se agradecer a Deus as
graças concedidas aos Santos, ou também a nós, mediante a intercessão deles, —
ou entende-se implorar de Deus para nós graças e bênçãos pelos méritos e preces
dos Santos.
A Missa se oferece a Deus por quatro
fins; — latrêutico ou de adoração; eucarístico ou de ação de graças pelos
benefícios recebidos; satisfatório, para aplacá-lo ou dar-lhe satisfação dos
nossos pecados; imperatório, para obter graças para nós e para os fiéis vivos e
defuntos.
PUREZA, FUERZA Y RIQUEZA DE ESTE AMOR
Robert de Langeac
La vida oculta en Dios
¡Qué puro es tu amor, Dios mío! Es el amor de un espíritu por otro espíritu. Ignora lo que San Pablo llamaba la carne, y ella lo ignora también. No pertenece a su mundo; está infinitamente por encima de ella. Más aún: le hace la guerra, y una guerra despiadada. Para que pueda vivir, para que pueda desarrollarse a su gusto en nosotros, es menester que la carne se doblegue, se vaya desecando poco a poco y acaba por morir. De esa misteriosa pugna es nuestra alma a la vez teatro y premio. ¡Feliz mil veces Aquella que, para unirse a Ti, no tuvo que padecer esas crucificantes, pero necesarias purificaciones del amor!
¡Qué fuerte es también tu amor, Dios mío! Podemos apoyarnos sobre él con toda seguridad, pues jamás se nos zafa. El alma que a Él se une llega a ser tan firme e inmutable como Él. Puede sentir en sus facultades sensibles el inevitable flujo y reflujo de las emociones, pero su fondo íntimo no es turbado por ellas. Descansa sobre la tierra firme de tu amor. Si la tentación trata de inquietar su paz, el alma interior no tiene que hacer sino adherirse más firmemente a tu amor, para reducirla a la impotencia y para verla desaparecer. Tu amor es su refugio, su fortaleza. Allí está en seguridad. Nadie podría alcanzarla. La protege por todos los lados. La envuelve por todas partes. Es esa nube, luminosa y tenebrosa a un tiempo, que la guía y la oculta. El alma se siente verdaderamente rodeada de una influencia misteriosa que la robustece, la da confianza, la reconforta y la vivifica deliciosamente.
EL ALMA SE CONVIERTE EN LA PRESA DEL AMOR DIVINO
Robert de Langeac
La vida oculta en Dios
El alma interior ha sido verdaderamente conquistada por el Amor divino. Tal vez la haya asediado durante mucho tiempo. Pero, por fin, se ha apoderado de ella. Ha clavado en ella, con gritos de triunfo y de alegría, la, Cruz, que es su estandarte. Y desde ese momento reina sobre ella como vencedor. Todo es allí suyo: espíritu, corazón, sentidos y bienes. El alma interior, arrobada por haber sido conquistada así por la divina caridad, canta la belleza, la fuerza y la gloria de Dios. Había temido perder su libertad si le abría las puertas de su corazón. Pero ahora comprende que la verdadera libertad consiste en hacerse esclava del Amor divino. Creía que se le iba a quitar todo, y se da cuenta de que se le ha dado todo.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
A santa Comunhão: a 7.ª Coluna da vida de família
As colunas de tua casa
um plano para a felicidade da família
pelo
Vigário José Sommer, 1938
1.ª Coluna: a Fé
2.ª Coluna: Confiança em Deus
3.ª Coluna: Oração em família
4.ª Coluna: A Cruz na parede
1.ª Coluna: a Fé
2.ª Coluna: Confiança em Deus
3.ª Coluna: Oração em família
4.ª Coluna: A Cruz na parede
___________
Bem compreendida, já, por si mesma
ela pode sustentar o templo do sol da felicidade da família. Pois na Santa
Comunhão a aliança fiel dos pais é selada com o Sangue do Cordeiro, todos os seus
cuidados e fadigas são libertados do peso terreno e fecundados pela graça. Então
de novo se hospeda nos corações Aquele que outrora assistiu com Sua Mãe às bodas
de Caná e também agora ainda sempre abençoa pais e filhos, sempre que O
convidam para casa. Do Tabernáculo manda o espírito de paz e de união.
Qual novo “Belém, lugar do pão”, é
bafejado pelo mesmo sopro de paz, que o cântico dos Anjos difundiu naquela
feliz paragem, na noite sagrada de Natal.
Por meio de cada Santa Comunhão esta
paz penetra profundamente como um bem precioso, na alma. Os sentimentos divinos
tornam-se nossos. Os pensamentos de Deus tornassem também nossos. A caridade e
a paciência do Senhor passam para nós, de modo que se torna mais fácil compreender-
se e suportar-se mutuamente. A Carne e o Sangue do Homem-Deus desperta em nós
uma nova vida, uma vida divina. Pouco a pouco nos transforma e deforma.
Necessariamente, irresistivelmente, misteriosamente como o sol na primavera
faz renascer e florescer a floresta calva e morta.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
A santa Missa: 6.ª Coluna
As colunas de tua casa
um plano para a felicidade da família
pelo
Vigário José Sommer, 1938
1.ª Coluna: a Fé
2.ª Coluna: Confiança em Deus
3.ª Coluna: Oração em família
4.ª Coluna: A Cruz na parede
1.ª Coluna: a Fé
2.ª Coluna: Confiança em Deus
3.ª Coluna: Oração em família
4.ª Coluna: A Cruz na parede
___________
Uma peça de admirável suntuosidade,
uma coluna de próprio, atravessada por veias de ouro, mostra-nos a santa fé. Daí
se reflete por toda a casa luz e beleza. É a Santa Missa.
Não é apenas um crucifixo sem vida; não!
— é o próprio Salvador que Se torna presente, sacrificando-Se por nós na cruz, Ele
consuma de novo o sangrento sacrifício da cruz. É o mais importante
acontecimento do mundo, o sacrifício do Gólgota, que se renova na Igreja! O
altar torna-se um monte Calvário.
Lá se encontra o mesmo Salvador, o
mesmo amor, a mesma imolação que outrora na primeira sangrenta Sexta-feira da
Paixão! — E quão de perto se tocam a idéia do sacrifício divino do Gólgota e a
da vida de sacrifício no matrimônio! A vida matrimonial significa vida de
sacrifício. O matrimônio, conscienciosamente compreendido, é até um grande e
contínuo sacrifício, que por vezes se eleva até o heroísmo. Em renuncia e
paciência no sofrimento pode às vezes exigir algo de sobre-humano, onde iriam os
cônjuges buscar força para isso, de onde lhes provêm maior consolo e mais
fortaleza que ao pé da cruz, do altar, onde dia por dia se consuma o mais
doloroso sacrifício?
A esposa e mãe sente particularmente
no Santo Sacrifício da cruz e do altar ressoar cordas afins! Ela também precisa
de maior força. Toda a sua vida, toda a sua condição é propriamente apenas de
dedicação, de abnegação, de sacrifício, é viver e consumir-se pelos outros. —
Se não se aproxima do altar, em companhia da Mãe Dolorosa e sob a Cruz do Filho
de Deus, então não sei de onde lhe virá a alegria no espírito de sacrifício e a
corajosa força de vontade para a sua vida de renúncia.
Grandiosa e bela como o sol brilha a
santa Missa, iluminando a família. Mas ainda não é essa toda sua bênção. Nela
sussurra também misteriosamente sobre nossos altares uma fonte de felicidade.
No lago de Achen encontrei, há
muitos anos, uma nobre senhora protestante de Würzburg, que um domingo me
acompanhou à santa Missa.
Desde a moléstia do marido
frequentava a Igreja Católica. Então, dizia ela, sentia a necessidade de orar
pelo esposo mortalmente enfermo.
Como suas Igrejas estavam todas
fechadas durante o dia, tinha ido ao templo católicos. Lá se rezava tão bem e
muitas bênçãos e por fim a conversão à Igreja Católica devia à frequentação da
Santa Missa. — Nada lamentava mais do que ter Lutero fechado para tantas almas
esta fonte de bênçãos. — Tinha razão. Imaginamos que viesse hoje alguém e alta
noite derramasse ouro num lugar dificilmente accessível. Todos poderiam ir buscá-lo,
quando quisessem. Quem deixaria de ir? Ninguém: Na Santa Missa, dia por dia,
não somente aos domingos, se derrama coisa de maior valor ainda. Na consagração
corre de novo sobre nossos altares o precioso Sangue do Salvador, como outrora
na cruz.
De novo se Lhe abre o amoroso Coração
para derramar juntamente com torrentes de Seu Sangue sagrado, também as bênçãos
de Suas graças sobre a terra sequiosa. Cada gotinha desse Sangue preciosíssimo
vale mais que um mundo inteiro, cheio de ouro e pedras preciosas. Comodamente
podes hauri-lo. Não é uma hora impossível, quase a todas as horas da manhã
mana a fonte, abre-se misteriosamente a torrente de graças para cada um que
vem. É preciso muitas vezes apenas um pouquinho mais de compreensão para o
tesouro supremo de nossa Igreja, e alguma boa vontade.
E se vós mesmos não podeis, mandai
então ao menos vossos filhos. Assim era no tempo antigo, quando ainda se
pensava catolicamente e se apreciavam as graças da Igreja: alguém da família
devia também nos dias de trabalho ir à santa Missa. Era o portador de bênçãos
para todos os outros membros da família. — Procedes acaso prudentemente, deixando
de ir? Convenceste que perdes assim ocasião de buscar a felicidade, tua e de teus
filhos.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
A veneração à Mãe de Deus: 5.ª Coluna
As colunas de tua casa
um plano para a felicidade da família
pelo
Vigário José Sommer, 1938
1.ª Coluna: a Fé
2.ª Coluna: Confiança em Deus
3.ª Coluna: Oração em família
4.ª Coluna: A Cruz na parede
1.ª Coluna: a Fé
2.ª Coluna: Confiança em Deus
3.ª Coluna: Oração em família
4.ª Coluna: A Cruz na parede
Nas
velhas cidades e nas regiões verdadeiramente católicas se encontra ainda por
vezes, como restos de uma época de piedade filial e fé robusta, uma estátua da Mãe de Deus nas casas ou no vestíbulo.
A arte cristã, pintura e plástica, criou para esse fim muitas imagens
valiosas, lindamente emolduradas. A piedade filial cercava a imagem de círios e flores.
Aos sábados e nas festas de Maria também
lhe punham às
vezes em frente uma lamparina ou candeia acesa.
Era um belo costume.
Nos lugares em
que ainda existe este piedoso hábito,
tudo mostra que essa casa se acha
sob a proteção
especial da Mãe celeste e que os moradores A veneram e amam com filial e piedosa devoção.
Feliz a família de que Maria é Padroeira e que
como tal A honra. O
amor e veneração à
Mãe de Deus obriga o homem a seguir as pegadas
de São José, o
virginal protetor da puríssima Virgem.
Ele deve por si mesmo tornar-se-lhe
cada vez mais semelhante e governar sua casa em espírito cristão. Se a mãe de família é uma fiel e fervorosa devota da
Santíssima Virgem há
de procurar também lhe imitar o admirável exemplo de virtude. Há de comunicar-se,
como por si mesmo, à
mulher cristã aquele espírito
de humildade, que lhe desvia os olhos do tumulto exterior do mundo, para volvê-los ao interior do lar, que a
fortifica, para levar uma maravilhosa vida de amor e sacrifício, de abnegação
no silencio da vida oculta, que a torna uma verdadeira mensageira de paz, de
alegria e de benção no lar doméstico.
A própria gratidão já obriga a
mulher e a mãe a devotar-se a Maria.
Toda a consideração de que a
mulher hoje goza,
a libertação do indigno cativeiro, a posição que ocupa na sociedade humana,
deve à Mãe de Deus.
Por dia e nela a mulher é enobrecida. Um reflexo
da beleza e bondade da Virgem Santíssima
cai sobre
cada mulher; nem ao menos se apaga de todo na mulher decaída, esquecida de sua dignidade, como o sol também se espelha ainda nas águas lodosas.
Do que o cristianismo sente pela mulher, de quanto era considerada particularmente na
piedosa Idade-Média, é testemunha um
fato da vida de Henrique Suso (nascido em 1295, em Constança). Diante de uma pobre mulherzinha,
que encontra numa estreita pinguela,
ele, o
grande e festejado sábio,
recuou, deixando-a respeitosamente passar adiante, porque, como todos os homens e
cavalheiros de seu tempo, via nela
uma “irmã” da graciosa Virgem Mãe de Deus. É
esse ainda sempre o alto valor que
o sentimento cristão dá à
mulher. Não devia toda mulher ser grata a Maria por toda a vida?
À
estima exterior deu
a veneração de Maria também
um fundamento interior profundo; pois do modelar
exemplo da Santa Mãe de Deus se originaram para a mulher valores espirituais sempre novos. Da veneração
desta Santa Virgem e amável
Mãe hauriu ela sempre
fortes impulsos, constantemente
renovados, para vencer no mundo o mal
e a violência e
curar com mãos delicadas e compassivo amor as chagas que a força e o arbítrio
do homem tantas vezes abriu na sociedade. Épocas
inteiras gozaram mesmo por vezes da influência decisiva de mulheres que
imitaram fielmente a Maria e deixaram, nesses tempos abençoados, vestígios profundos
de sentimentos benfazejos
e caridade cristã.
E quando as mulheres renunciam ao seu ideal e esquecem a sua dignidade, como
Isabel a infeliz Rainha da Inglaterra, filha de Anna Bolena, então se tornam sem
dúvida uma maldição
para o mundo e para o próximo.
— Vê-se, pois, que a muitos respeitos a dignidade da mulher e o bem da
humanidade nos são dados com
Maria.
Também sobre as crianças, sobretudo sobre a mocidade, a
veneração de Maria produz
o mais salutar efeito.
terça-feira, 2 de abril de 2013
A Curiosidade - Santo Agostinho
Nota do blogue: Enviado por um amigo.
À tentação sobredita junta-se outra, mais perigosa sob múltiplos aspectos. Além da concupiscência da carne – que vegeta na deleitação de todos os sentidos e prazeres, e mata a todos os que a servem, isto é, àqueles que se afastam para longe de Vós – pulula na alma, em virtude dos próprios sentidos do corpo, não um apetite de se deleitar na carne, mas um desejo de conhecer tudo, por meio da carne. Este desejo curioso e vão, disfarça-se sob o nome de “conhecimento” e de “ciência”. Como nasce da paixão de conhecer tudo, é chamado nas divinas Escrituras a concupiscência dos olhos(1), por serem estes os sentidos mais aptos para o conhecimento.
É aos olhos que propriamente pertence o ver. Empregamos, contudo, este termo, mesmo em relação aos outros sentidos, quando os usamos para obter qualquer conhecimento. Assim, não dizemos: “ouve como brilha”, “cheira como resplandece”, “saboreia como reluz”, “apalpa como cintila”. Mas já podemos dizer que todas essas coisas se vêem. Por isso não só dizemos: “vê como isto brilha” – pois só os olhos o podem sentir, – mas também: “vê como ressoa, vê como cheira, vê como sabe bem, vê como é duro”. É por isso, como já disse, que se chama concupiscência dos olhos à total experiência que nos vem pelos sentidos. Apesar do ofício da vista pertencer primariamente aos olhos, contudo os restantes sentidos usurpam-no por analogia, quando procuram um conhecimento qualquer.
Daqui se vê claramente quanto a volúpia e a curiosidade agem em nós pelos sentidos: o prazer corre atrás do belo, do harmonioso, do suave, do saboroso, do brando; a curiosidade, porém, gosta às vezes de experimentar o contrário dessas sensações, não para se sujeitar a enfados dolorosos, mas para satisfazer a paixão de tudo examinar e conhecer.
EL SUEÑO DEL ALMA EN DIOS
Robert de Langeac
La vida oculta en Dios
La vida de intimidad entre Dios y el alma empieza. Están siempre juntos, no se abandonan. Quien ve al uno ve a la otra. Diríamos que no son más que uno solo, aun cuando sigan siendo perfectamente distintos. Pero hay horas en que esa intimidad se hace mayor. Son las horas en que al cesar la actividad exterior, el alma interior vuelve a encontrarse a solas con su Dios y descansa dulcemente a su lado. Sobreviene entonces el gran silencio, el recogimiento profundo, la conversación a media voz, entrecortada por largas pausas, en las que no se oyen más que los latidos del corazón, Momentos de quietud, de verdadero y tranquilo reposo de la voluntad en Dios.
Cuando el alma interior está unida a su Dios, en lo más intimo de sí misma, duerme totalmente. Su grado de unión es la medida de su misterioso sueño.
Se ha hecho en ella un gran vacío, luego una gran calma y, por fin, un gran silencio. Duerme totalmente. Ya no oye nada, ni ve nada, ni piensa en nada concreto. Sin embargo, vive, ama. Diríamos que ha retirado de si todo el vigor que daba a sus facultades. Ha hecho que todo descanse. Pero es para mejor amar.
SU MODESTIA/SU SOLTURA
Robert de Langeac
La vida oculta en Dios
SU MODESTIA
Tu Esposa ama la paz. Sus preferencias la llevan hacia una vida muy sencilla. Tiene gustos modestos. Las más humildes ocupaciones de la vida cotidiana no le desagradan; antes al contrario. Se dedica a ellas gustosamente. Trabajar en silencio su huerto; cuidar de que esté muy limpio y bien cultivado; fomentar las pequeñas virtudes; interesarse por la brizna de hierba y por la flor que se abre y se desarrolla, son cosas que le encantan. Pues, a su juicio, no hay que descuidar nada cuando se trata de hacer más agradable el propio corazón al Corazón de Dios, y de aumentar desde todos los puntos su semejanza con el de Jesús.
SU SOLTURA
Las sucesivas purificaciones han devuelto las facultades del alma interior al estado de puras facultades de conocer, amar, querer e imaginar. Han quedado descargadas de todas las formas creadas. Todo ha desaparecido de ellas. El fuego del amor lo ha abrasado todo. Incluso los hábitos de pensar, de querer, etc., han sido desarraigados, no sin grandes sufrimientos. Pero las facultades no han sido destruidas por ese proceso realizado en sus profundidades; antes al contrario. Están más ágiles, más fuertes, más aptas para el bien que nunca. Se parecen a las facultades del primer hombre que salió de las manos del Creador. Ya se trate del mundo natural o del mundo sobrenatural, de la acción o de la contemplación, las facultades, perfectamente libres, perfectamente ágiles entre las manos de Dios, operan con idéntica facilidad. Se mueven en esos dos mundos como sin esfuerzo.
DIGNIDAD Y ARMONÍA DEL ALMA INTERIOR
Robert de Langeac
La vida oculta en Dios
Cuando encontramos un alma interior, quedamos impresionados por su dignidad, por su soltura y por su gracia. La creeríamos de sangre real, lo cual es verdad, pues es hija de Rey, es reina. ¿No eres Tú acaso, Jesús, el Rey de Reyes? ¿No es ella tu Esposa? ¿Por qué, pues, extrañarnos? En el alma interior participa todo de esa nobleza divina; la revelan sus palabras, sus gestos, sus movimientos, sus menores pasos. Son graciosos, discretos y firmes. Al andar, no hace ruido, no atrae la atención y, sin embargo, agrada, logra su fin como sin esfuerzo. Apenas si hemos notado lo que hacía, de tan ordenada como ha sido su acción; tiene el sentido de la medida. Ha obrado como había que obrar. Ha hablado como había que hablar. Era en ese momento cuando había que callarse. Pero el exterior no es más que un reflejo. Lo interior, lo que Tú, Dios mío, ves, es lo que cuenta sobre todo, y lo que es verdaderamente hermoso. Pues todo ese interior está ordenado.
En esta alma son graciosos hasta los menores movimientos interiores. A Ti te agradan y Tú eres buen juez. Y es que todos están inspirados por tu amor. Que sólo él es su principio y su término. También su regla. Sí, todos los pensamientos de esta alma son pensamientos de amor. Y lo mismo sucede con todos sus deseos y con todos sus actos.
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