segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Doutrina Cristã - Parte 12

Nota do blogue: Acompanhar esse Especial AQUI.

Monsenhor Francisco Pascucci, 1935, Doutrina Cristã
tradução por Padre Armando Guerrazzi, 2.ª Edição, biblioteca Anchieta.

NOÇÕES FUNDAMENTAIS
MORAL

Moral. - Definição

1. - Pelo nome de Moral entende-se o conjunto das regras que servem para dirigir os costumes e as seções livres do homem, segundo o lume da reta razão e a vontade positiva de Deus.
Para nos salvarmos, não nos basta crer as verdades ensinadas pela fé.
Devemos também cumprir a santa vontade de Deus. Jesus Cristo disse: - "Nem todo o que me diz: - Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus; e sim o que faz a vontade de meu Pai que está nos céus". (Mat., VIII, 21.) A vontade de Deus ficou expressa na lei que Ele dera aos homens.

Divisão: Moral natural e revelada

2. - A Moral divide-se em natural e sobrenatural ou revelada.
Natural é a conhecida somente pela razão e se pratica pelas forças naturais.
Sobrenatural ou revelada é a conhecida pela razão iluminada pela fé, isto é, por meio da revelação divina.
Todos os argumentos aduzidos em favor das necessidades da revelação divina, no que se refere às verdades a crer, provam também a necessidade da moral revelada.
A moral natural se distingue da revelada, porque aquela é falível, só nos dá a conhecer os preceitos naturais, nos leva a uma felicidade natural e nos propõe só motivos de ordem natural para a conseguirmos.
A sobrenatural ou revelada é, pelo contrário, infalível, dá-nos também a conhecer os preceitos positivo-divinos, conduz-nos à visão de Deus e, sem descurar os meios humanos, nos propõe também meios (graça, sacramentos) e sanções (prêmios e penas) sobrenaturais.

Atos Humanos

3. - São objeto da moralidade os atos humanos, isto é, os atos que o homem exerce conhecendo o que faz, querendo fazer o que faz e sendo livre ao fazer o que faz.
O ato que realiza todas essas condições é imputável a quem o exerce; do que deve dar contas aos homens e a Deus.
Pode o ato humano ser:
1.º- interno, se ficar simplesmente na alma e não pode ser visto externamente; - externo, se o exercer alguma faculdade corporal e se manifestar ao exterior;
2.º- bom, se for conforme à lei moral;
- mau, se lhe for discorde;
- indiferente, se por natureza não lhe for nem conforme nem discorde.

Norma da Moralidade

4. - Norma da moralidade é a regra para se julgar se um ato humano é moral ou não.
- Regra primária ou remota é a lei;
- regra secundária ou próxima - a consciência.

A Lei

5. - A lei é o ordenamento da razão ao bem comum, promulgado por quem tem a seu cargo a comunidade.
A lei divide-se em divina e humana, consoante vem de Deus ou dos homens.
A lei divina subdivide-se em lei eterna, natural e positivo-divina.
A lei eterna é o ordenamento de Deus, que estatue se conserve a ordem natural e proíbe que a perturbem; em outros termos - é a regra querida por Deus para dirigir todas as coisas ao fim próprio de cada uma.
Da lei eterna derivam todas as leis; e qualquer lei que lhe seja contrária não tem força de lei, ou melhor, não obriga em consciência, por ser contrária ao que Deus quer.
A lei natural é a mesma lei eterna, enquanto conhecida pela criatura racional: é impressa por Deus no coração do homem para dirigi-lo a seu fim, e, por isso, todo homem sente o dever de conformar com ela as próprias ações.
A lei natural é universal - imposta a todos os homens, em todos os tempos e a todos os lugares; imutável - não sujeita a mudanças ou a dispensas.
Por lei positivo-divina entendem-se as leis e os preceitos dados por Deus ao homem em ordem ao próprio fim. Conhece-se pela revelação.
A lei positivo-divina divide-se em:
1) primitiva, dada por Deus a Adão e aos patriarcas, por ex. a lei da circuncisão;
2) mosaica, dada por Deus a Moisés, e compreendia as leis morais, as leis cerimoniais e as leis civis;
3) cristã ou Nova Lei, dada a todos por Jesus Cristo.
A lei humana é a que provém da autoridade humana, e pode ser eclesiástica ou civil.

A Consciência

6. Norma próxima da moralidade é a consciência, que é o juízo prático da reta razão sobre a bondade ou malícia, liceidade ou iliceidade de uma ação já feita;
b) reta ou errônea, se o juízo corresponde ou não à verdade.
A errônea pode ser escrupulosa, se por vãos motivos julga ilícito ou grave o que é lícito ou só venial;
- laxa, se por motivos leves julga lícito o que não é ou julga venial o que é mortal;
- farisaica, se faz muito caso das coisas de pouca monta e não dá apreço aos preceitos graves da lei;
c) certa, quando, sem razoável temor de se enganar, afirma que uma ação é lícita ou ilícita;
- duvidosa, quando hesita, porque tanto se vale de motivos para dizer que a ação é lícita, quanto para dizer que é ilícita;
- provável, quando o juízo sobre a liceidade ou liceidade de uma ação é fundado em motivos graves, não tais, porém, que excluam o temor do oposto;
- perplexa, quando entre dois preceitos, a serem observados ao mesmo tempo, não sabe como regular-se.

Moralidade de um ato

7. - Para se julgar da moralidade de um ato, convém atender:
1- ao objeto, acerca do qual a ação versa;
2- às circunstâncias de pessoa, de lugar, de tempo, etc., que o acompanham;
3- ao fim com que se opera, que pode tornar má uma ação boa em si. 

O Apostolado da Mulher Católica

Fonte: Maria Rosa Mulher

Por Papa Pio XII
Traduzido por Andrea Patrícia

Alocução para a União Mundial das Organizações de Mulheres Católicas

29 de setembro de 1957

S.S Pio XII   

Induzido pelo desejo de oferecer a seu Pai comum, como um sinal de respeito e devoção afetuosa, o fruto de cinco anos de apostolado e de dedicação generosa ao serviço da Igreja, vocês, filhas amadas da União Mundial das Organizações de Mulheres Católicas nos pressionam e nos deixam profundamente tocados por esse testemunho de ligação filial. Expressando nossa alegria e satisfação, nós felicitamos através de vocês as trinta e seis milhões de mulheres Católicas, sócias de organizações nacionais que formam parte de sua União, e quem vocês aqui representam. 

Nós ficamos grandemente satisfeitos, em primeiro lugar, em sublinhar a importância de sua associação e a extensão da influência que adquiriram. Vocês agora têm a função de co-peticionárias do Conselho econômico e social das Nações Unidas, para UNESCO, FAO, OIT, UNICEF, para o Conselho Europeu, e a Organização dos Estados Americanos. Como resultado, vocês podem nos setores mais variados de opinião tornar conhecido o pensamento da Igreja no desenvolvimento da personalidade da mulher e na missão dela no mundo moderno.

O problema da “promoção da mulher”

E na realidade, não é este mesmo o problema, normalmente referido sob o título “promoção da mulher”, na vanguarda das preocupações de numerosas organizações internacionais de mulheres de várias tendências – protestantes, neutras, ou marxistas – como também de corpos internacionais oficiais? Agora a sociedade contemporânea está sofrendo convulsões profundas, especialmente nas nações nascidas recentemente; uma grande quantidade de problemas novos surge: problemas que vocês desejam encarar com a maior segurança em um espírito de fidelidade absoluta ao ensino cristão; vocês desejam pôr em prática a determinação da Igreja, que coloca a confiança dela em vocês e espera através de seus esforços a renovação cristã de uma civilização arruinada pelo laicismo, através do marxismo, ou confusa pelos movimentos religiosos enganadores. 

Aparição da Virgem Imaculada em Lourdes


11/02 Segunda-feira 
Festa de Terceira Classe 
Paramentos Brancos

 
"Eu sou a Imaculada Conceição"


A Imaculada Conceição, dogma católico declarado em 1854, que consolida formalmente a pureza da Mãe de Jesus, Aquela que concebeu o filho de Deus e foi isenta da pecado. O título litúrgico da Imaculada Conceição que nós católicos invocamos, professam a prerrogativa concedida unicamente a Nossa Senhora: Maria foi concebida sem a mancha do pecado original desde Sua mãe Santa Ana, e nasceu portanto, sem o pecado original. O título expressa portanto que a Mãe de Jesus é toda Santa, a cheia de graça, desde o momento de Sua Concepção. Pura, sem culpas, para gerar o Salvador.

O dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora foi proclamado pelo papa Pio IX, em 1854, com a bula Ineffabilis Deus, resultado da devoção popular aliada a intervenções papais e infindáveis debates teológicos. O calendário romano já devotava uma festa em seu calendário em 1476; entretanto nos anos 700 esta celebração já existia no Oriente. Em 1570, São Pio V publicou o novo Ofício e em 1708 Clemente XI estendeu a festa, tornando-a obrigatória a toda cristandade. Quatro anos após a proclamação do dogma por Pio IX, Maria Santíssima apareceu a Bernadette Soubirous dizendo: "Eu sou a Imaculada Conceição".

A primeira imagem do Brasil da Imaculada Conceição chegou em uma das naus de Pedro Álvares Cabral. O culto à Imaculada Conceição no Brasil teve início na Bahia, quando Tomé de Souza chegou a Salvador trazendo uma escultura da Santa. Ela foi protetora do nosso país no período colonial e foi proclamada Padroeira do Império Brasileiro por Dom Pedro I. O título cedeu lugar a Nossa Senhora de Aparecida, que é imagem da Imaculada Conceição encontrada nas águas do rio Paraíba do Sul.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

3.ª Coluna – Oração em família

(As colunas de tua casa pelo Vigário José Sommer, 1938)


Em todas as famílias era um hábito respeitado. Onde é que praticam ainda hoje?
A forte coluna está fendida e frequentemente já derrubada.
Que espetáculo era para o céu e a terra ver outrora a mãe, de manhã muito cedo, juntar para a oração as mãos do filhinho menor!
Pintores e escultores daí hauriam sempre novos motivos para sua arte. E como era tocante quando, através das janelas fechadas das casas de campo, pelas estradas da aldeia, resoavam as vozes claras dos pequeninos, unidas em coro harmonioso às vozes de tenor e baixo dos adultos e velhos, na oração da noite.
Uma boa parte da vida católica do povo e da família perdeu-se juntamente com a oração em comum. Desprezaram-na levianamente, como aos valiosos cofres e móveis do tempo antigo.
Peças cheias de poesia e valor!
Quem sente mais esta perda do que o cura de almas e o sacerdote?
Quando dantes o padre se chegava aos pequeninos, que consolo isso lhe dava! Como cálices desabrochados de flores, descerrados para o bem e para as coisas divinas, iam radiantes ao seu encontro! Eram boa terra da parábola do Evangelho, que dá fruto cento por um.
Que sucede hoje frequentemente?
- A palavra do sacerdote já não acha muitas vezes lugar nos corações infantis, ressoa sem eco, como se fôra proferida no vácuo. A culpa é do lar paterno. Já não é mais a doce paragem da fé. Invadiu-o espírito do mundo, que não pensa senão em causas fúteis e desatinadas, quando não pecaminosas.
Que importa a alma? - Por isso pai e mãe já não rezam mais em comum com os filhos a oração da manhã e a da noite. E, entretanto é tão imensamente importante para a vida e o caráter das crianças! Quem quer o bem dos filhos, deve voltar ao hábito antigo, ao velho costume cristão: a oração em comum aos pés da cruz, principalmente de manhã e à noite.
É a moldura que orla o quadro da tarefa diária.
Se a moldura é bonita e boa, realça também o quadro, que só assim adquire o devido valor e impressiona sempre melhor.
A esse respeito deve-se notar uma coisa: para uma boa oração da manhã é preciso antes de tudo a boa intenção. O principal não são as palavras. Não é necessária ser logo uma oração de 13 ou 40 horas.
Em minha opinião, pode-se dizer enérgica e sumariamente, como aquele velho granadeiro diante do leito: - "Senhor, aqui estou!" - contanto que essa prece parta do coração e seja efetivamente uma boa intenção. O pensamento: "Tudo para glória de Deus", a intenção de servir a Deus com o trabalho diário, é decisivo. Dá ao trabalho de cada dia, com a moldura acima, ao mesmo tempo um áureo brilho e valor. Nos tempos antigos se falava de um maravilhoso bastão, que transformava em puro ouro tudo em que tocava. Histórias da carochinha!
- Entretanto aqui se torna verdade, fazei a boa intenção de manhã e tudo o que fizerdes, comer e beber, o repouso e o trabalho, tudo se tornará uma oração. Tudo se faz então a serviço de Deus. Adquire direito à recompensa eterna, contanto somente que seja realizado em estado de graça.
À noite seja o cerne das orações diante da imagem do Crucificado uma verdadeira contrição por amor de Deus e o bom propósito. Isto fecha a moldura e é ao mesmo tempo o melhor meio de apagar todas as faltas e manchas do quadro e da moldura. Se de fato a morte nós surpreendesse realmente durante a noite, não careceríamos temê-la, pois nos encontraria em estado de graça santificante. A perfeita contrição, o pensamento "Sinto meu querido Salvador, ter-Vos tornado duro o presépio e pesada cruz.- Por preço algum mais um novo pecado grave!" este pensamento na oração da noite nos restitui a paz espiritual perdida e põe-nos nas mãos uma chave de ouro do céu. - Estaríamos salvos para a eternidade, se morrêssemos repentinamente.
Demais justamente a oração da noite em comum tem um encanto especial. O dia passou. Como o jovem viajante fatigado, que chegando à meta, atira por terra o fardel, contente de ter achado um lugarzinho de repouso, assim pais e filhos põem seus cuidados e fadigas aos pés do Crucificado, Ele, que por amor de nós carregou o peso da cruz, queria livrar-nos dessa penosa carga e animou-nos a entregar-lhe tudo:
"Lança ao Senhor todos os teus cuidados!" Ele quer carregá-los. À sombra da cruz é tão bom descansar, sobretudo quando o dia está quente ou tempestuoso.
Mas também não se deve omitir a oração antes e depois da refeição.
Em parte alguma se manifesta mais a nobreza da alma espiritual, a realeza do homem sobre a matéria, sua primazia sobre as demais criaturas, que na oração antes e depois das refeições.
Lá está um pobre britador sentado no caminho, sobre um monte de pedras, para o almoço. O filho traz-lhe ao posto de trabalho a singela refeição, numa marmita, antes de comer, o operário tira o gorro, faz em silêncio o sinal da santa cruz e reza como no lar, a oração para antes da refeição.
Não é como se nesse momento sagrado um diadema invisível cingisse a fronte do homem, como se toda a criatura irracional escutasse respeitosa as palavras que ele dirige por elas ao Altíssimo, em agradecimento e súplica?
Acho que o pobre britador em prece revela mais realeza e soberania que o rico em seu palácio, de coroa e cetro, mas - que não ora. - Servir a Deus é reinar! Aqui esta palavra se torna pura verdade, pois a grandeza moral e a verdadeira natureza predominante do espírito sobre tudo quanto é corporal se manifestam na oração antes e depois das refeições. - É um novo laço também que aí se ata entre pais e filhos. Do Pai celeste passa o olhar grato da criança para aqueles que aqui na terra lhe foram intermediários de todo o bem. Vê as mãos calosas do pai, que se juntam cheias de gratidão ao céu e sente o seu próprio dever de gratidão para com o pai e mãe.
Achei um homem na vida, que não queria rezar, nem deixava os filhos rezarem; deviam e queriam ser-lhes apenas pensionistas. De gratidão nenhum vestígio.
“Aqui com estes braços”, dizia o homem, “tenho de ganhar meu pão, Deus nada nos dá”. Eis que um dia, porém, lhe quebraram o braço direito, quando voltava à noite do trabalho, quando visitei mais tarde, ele reconhecera a sua culpa. Contrito confessou-me: “Deus é quem nos dá tudo! Agora reconheço que depende da benção divina!” 

O Rosário

Fonte: Sacramentais

Quem não tem Maria por Mãe, não tem Deus por Pai. 
(São Luís Maria Grignion de Montfort) 


A devoção à Santa Virgem é necessária a todos os homens para conseguirem a salvação. (Capitulo I. Artigo. II 59 Tratado da verdadeira devoção a Santíssima Virgem) 

Nesses últimos tempos, Maria deve brilhar como jamais brilhou, em misericórdia, em força e graça. Em misericórdia para reconduzir e receber amorosamente os pobres pecadores e desviados que se converterão e voltarão ao seio da Igreja católica; em força contra os inimigos de Deus, os idólatras, cismáticos, maometanos, judeus e ímpios empedernidos, que se revoltarão terrivelmente para seduzir e fazer cair, com promessas e ameaças, todos os que lhes forem contrários. Deve, enfim, resplandecer em graça, para animar e sustentar os valentes soldados e fiéis de Jesus Cristo que pugnarão por seus interesses. (Capitulo I. Artigo. II 50,6 Tratado da verdadeira devoção a Santíssima Virgem). 

Sabemos, enfim, que serão verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, andando nas pegadas da pobreza e humildade, do desprezo do mundo e caridade, ensinado o caminho estreito de Deus na pura verdade, conforme o santo Evangelho, e não pelas máximas do mundo, sem se preocupar nem fazer acepção de pessoa alguma, sem poupar, escutar ou temer nenhum mortal, por poderoso que seja. 

Terá na boca a espada de dois gumes da palavra de Deus; em seus ombros ostentarão o estandarte ensangüentado da cruz, na mão direita, o crucifixo, na mão esquerda o Rosário, no coração os nomes Sagrados de Jesus e de Maria, e, em toda a sua conduta, a modéstia e a mortificação de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Capitulo I .Artigo. II,59 Tratado da verdadeira devoção a Santíssima Virgem) 

Esta frase é repetida em por Nossa Senhora de Fátima para a irmã Lúcia que o Rosário e a devoção ao Seu Imaculado Coração seriam a última tábua de Salvação dada por Deus para as almas. Quando se fala última não teremos outra aqui, por isto a importância e excelência deste sacramental, pois, em qualquer lugar, pode-se rezar o Rosário e ter devoção ao Imaculado Coração de Maria, nosso último refúgio. Também Nossa Senhora sabia que muitos estariam privados da Missa Tradicional. 

O Rosário e o Imaculado Coração de Maria são sacramentais por excelência por isto é a última tábua de Salvação.

As quinze promessas de Nossa Senhora aos cristãos que recitam o Rosário:
  • 1. Quem Me servir fielmente através da recitação do Rosário receberá sinais de graça divina. 
  • 2. Prometo a Minha proteção especial e as graças maiores àqueles que recitarem o Rosário. 
  • 3. O Rosário será uma arma poderosa contra o inferno, destruirá o vício, diminuirá o pecado, e derrotará a heresia. 
  • 4. Causará que a virtude e os bons trabalhos floresçam; obterá a mercê abundante de Deus para as almas; retirará os corações do homem do amor ao mundo e às suas vaidades para erguê-los ao desejo de coisas mais eternas. Oxalá que as almas se santifiquem assim. 
  • 5. A alma que se encomenda a Mim através da recitação do Rosário não perecerá. 
  • 6. Quem recitar devotamente o Rosário, aplicando-se à consideração de seus mistérios sagrados, nunca será conquistado pelo infortúnio. Deus não o repreenderá em sua justiça, e não perecerá por uma morte desprovida; se for justo permanecerá na graça de Deus e tornar-se-á digno da vida eterna.
  • 7. Quem tiver devoção verdadeira ao Rosário não morrerá sem os sacramentos da Igreja. 
  • 8. Aqueles que são fiéis em recitar o Rosário terão na sua vida e na sua morte a luz de Deus e a plenitude de Sua graça divina. 
  • 9. Livrarei do purgatório aquele que foram devotos ao Rosário. 
  • 10. As crianças fiéis ao Rosário serão dignas de um alto nível de glória no Céu. 
  • 11. Tereis tudo o que pedires de Mim com a recitação do Rosário. 
  • 12. Todos os que propagarem o sagrado Rosário serão ajudados por Mim nas suas necessidades. 
  • 13. Consegui do Meu Filho Divino que todos os defensores do Rosário terão por intercessores toda a corte celestial durante a sua vida e na hora da morte. 
  • 14. Todos os que recitam o Rosário são Meus filhos, e irmãos do Meu único filho Jesus Cristo. 
  • 15. A devoção ao Rosário é um grande sinal de predestinação. 
Em 1970, após uma campanha em Portugal liderada por teólogos progressistas contra o Rosário, a Irmã Lúcia escreveu a uma amiga, a Madre Maria José Martins, as linhas seguintes: 
"Enquanto ao que me diz sobre a recitação do Rosário, é uma grande pena! Porque as orações do Rosário (15 mistérios) e do Terço (5 mistérios) são, depois da Sagrada Liturgia da Eucaristia, o que nos une mais a Deus devido à riqueza das orações que o compõem. Todas vindas do Céu, dirigidas pelo Pai, o Filho e o Espírito Santo. A Glória que recitamos com todos os mistérios foi ditada pelo Pai aos anjos quando Ele os enviou a cantar perto da sua palavra que acabava de nascer, e é um hino à Santíssima Trindade. O 'Pai Nosso' foi-nos ditado pelo Filho, e é uma oração dirigida ao Pai. A 'Ave Maria' na sua totalidade está impregnada de um significado de Trindade e eucarístico: as primeiras palavras foram ditadas pelo Pai ao Anjo quando o enviou a anunciar o mistério da encarnação da Palavra: "Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco." Estais cheia de graça porque em Vós reside a Fonte dessa mesma graça. É através de Vossa união à Santíssima Trindade que estais cheia de graça. Comovida pelo Espírito Santo, Santa Isabel disse: "Bendita sois Vós entre as mulheres, e sagrado é o fruto de Vosso ventre, Jesus. Se sois bendita, é porque Jesus, o fruto de Vosso ventre, é sagrado. Comovida pelo Espírito Santo, a Igreja também acrescentou: "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora da nossa morte”. 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Aceptad en la paz la prueba

Robert de Langeac
La vida oculta en Dios

El sufrimiento que provenga de vuestras tentaciones os será útil desde el momento en que rechacéis con un acto de voluntad todo lo que en vosotros se subleva contra Dios. La caridad y el egoísmo luchan una contra el otro. Y vuestra alma es su campo de batalla consciente. De ahí viene el dolor, que es un efecto, no una causa. Es el necesario rescate de la purificación. Pero pensad que la unión, al menos la de las dos voluntades, está al término y que se realiza en ese estruendo. Y que esa unión lo es todo para vosotros.

Aceptad ese estado que Dios ha querido para vosotros, entre cielo y tierra.

Renunciad cada vez más a las alegrías de este mundo y esperad en paz, confiados e incluso con alegría las tan consoladoras visitas de Jesús Porque ése es el Calvario. Esa, la ley rigurosa del progreso, Y ese el camino de la unión verdadera.

Permaneced, pues, en él, cueste lo que cueste; no salgáis de él jamás, por ningún pretexto. Esperad, esperad, amad, «¿No era preciso que el Mesías padeciese éstos y entrase en su gloria?» El discípulo no está por encima del Maestro. Puede suceder que os sintáis muy lejos de Dios y que, sin embargo, os aproximéis
realmente a Él.

Y la deja recair en su miseria nativa

Robert de Langeac
La vida oculta en Dios

A veces, Dios mío, después de haber elevado el alma interior hasta Ti y de haberle hecho gustar los goces de tu intimidad, luminosa y sosegadamente, te place volver a dejarla caer, de pronto, hasta el fondo de su miseria nativa. La envuelven entonces las tinieblas, el frío se adueña de ella y la paraliza, y suben hasta sus labios oleadas de amargura. Le parece que su dicha no fue más que un sueño. Se siente más «pecadora» que nunca. Todo en ella le parece fealdad y mancha. Nada es puro a sus ojos, ni lo que es, ni lo que hace. Se convierte en un océano de tristeza.

¿Quién sabe si volverá a conocer nunca la alegría de los días felices? ¡Están tan lejos, y, en cambio, el mal está allí, tan real, tan universal, tan tenaz y tan profundo...! Cierto que en lo más íntimo de sí misma le queda una sorda esperanza, pero es tan débil que apenas se atreve a creer en ella.

Dios abrasa el alma

Robert de Langeac
La vida oculta en Dios


El amor de Dio es una llama ardiente. Antes de transformar el alma, destruye, abrasa, consume. Todo lo que le es contrario debe desaparecer. Esté periodo de la vida interior es particularmente doloroso. Es una época de purificación; el alma es arrojada al crisol; todas sus escorias suben del fondo a la superficie; ve entonces toda su fealdad y saborea cruelmente su amargura. A veces llega a experimentar la impresión de que esas lacras forman parte de sí misma y de que jamás podrá deshacerse de ellas. Pero, en el fondo, el alma es bella porque es pura, y a su voluntad le horroriza todo este mal.

A quien no viera más que el efecto de estas duras tribulaciones, le parecería como calcinada por ese fuego misterioso, ennegrecida, sin forma y sin belleza. Está como desfigurada, deformada. Todos los pensamientos que poco a poco se habían apoderado de su mente y la habían hablan moldeado a su imagen, todos los afectos que se habían infiltrado en su corazón y lo habían hecho semejante a su objeto, todos los recuerdos que impregnaban su memoria hasta el punto de absorberla, todo eso ha desaparecido. Durante la prueba todo ha sido cortado, arrancado, quemado. El alma ya no es la misma, y en este sentido es irreconocible. Se ha afeado con esa fealdad que resulta de la privación de una falsa belleza. Pero se ha embellecido con la verdadera belleza, con la que es una participación en la Belleza de Dios. No se destruye sino lo que se sustituye. Y el alma interior, despojada de cuanto formaba su aparente riqueza, ha empezado a revestirse de la Belleza de Dios.

Para unir, el amor de Dios debe, ante todo, separar. Y aquí ya no se trata de aflojar los vínculos que unían al alma con su cuerpo, sino de penetrar en el mismo seno del alma para liberar allí lo que hay de más perfecto en ella: «el espíritu», a fin de que la unión con Dios, que es Espíritu, pueda realizarse plenamente. Sobrevienen entonces unas angustias dolorosas, deliciosas, inexpresables. Es una vida nueva que se insinúa hasta las profundidades del alma y que lo cambia todo en ella. El alma ya no se reconoce. Es otra, aunque siga siendo ella misma. La impresión de muerte es tan viva, que grita pidiendo socorro. Pero comprende que nadie puede venir en su auxilio. Le sería preciso el Cielo, y todavía no ha llegado la hora.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Amor de Deus - 4.ª Parte (Tibieza)

Nota do blogue: Acompanhar esse Especial AQUI.

Cônego Júlio Antônio dos Santos
O Crucifixo, meu livro de estudos - 1950

1- Tibieza

Que é a tibieza?

Que é a tepidez na água? É uma mistura de frio e de calor. Que é a tibieza na alma a que Deus mostra ter tanto horror?- É uma mistura de bem e de mal. - Uma alma tíbia não quererá cometer pecados mortais, eis o calor; mas comete facilmente toda a sorte de pecados veniais, eis aí o frio. Não quererá cair em excessos consideráveis, eis aí o calor; mas dá respostas desabridas, é seca e impaciente, eis aí o frio. A desonestidade desagrada-lhe, eis o calor; mas apraz-lhe uma vida regalada e inútil, eis o frio. - Não desejará ter bens alheios, eis o calor; mas, aos seus tem apego desordenado, eis aí o frio. Não murmurará de uma falta grave, eis o calor; mas murmura de faltas leves, eis aí o frio. O tíbio faz boas obras, eis o calor, mas é com frouxidão e com intenção não mui pura; eis o frio. A sua vida é uma mistura contínua de bem e de mal, de frio e de calor.

1-      Efeitos da tibieza

1 -Imperfeições nos exercícios de piedade

O primeiro sinal da tibieza é a negligência com que se cumprem os deveres de piedade, ofendendo assim a Deus com as mesmas ações com que se pretende servi-lO. Daqui vem às orações sem a devida atenção e devoção, e, por consequência, sem proveito. Daqui procedem as confissões sem preparação, sem resolução e sem emenda, parecendo que essas pessoas só se confessam para pecar e só pecam para se tornarem a confessar. Daqui provém as comunhões sem a devida preparação e ação de graças que tão necessárias são para que elas se façam com fruto.

2 - Abandono dos exercícios de piedade

Um dos efeitos da tibieza é a grande facilidade em se abandonarem os exercícios de piedade: a oração, a meditação, a confissão e a comunhão. O menor embaraço estorva, o menor divertimento é uma forte razão para uma alma tíbia deixar de ir aos atos religiosos.

3 - Abandono dos deveres de cristão

O cristão deve combater só suas paixões, adquirir as virtudes contrárias e exercitar-se
nas boas obras próprias do seu estado. Estas três coisas encerram as obrigações essenciais de um cristão e devem ser a sua principal ocupação; mas uma alma tíbia descuide-se delas
inteiramente.

II - Gravidade da tibieza

1 - A tibieza é o hábito do pecado venial

O tíbio vive em pecado venial. Para que haja tibieza são necessárias três coisas: pecado venial plenamente voluntário; hábito deste pecado e, enfim, falta de esforço para se corrigir.

2 - A tibieza conduz ao pecado mortal

O desprezo das pequenas coisas, das faltas leves conduz à prática de faltas graves.
Nosso Senhor adverte-nos de que quem é fiel nas pequenas coisas sê-lo-á também nas grandes.
Havia um operário que, quando forjava uma barra de ferro examinava-a com todo o cuidado antes de pô-la à venda: E dizia de si para si: se não é bastante forte e lhe colocarem um grande peso pode haver uma grande desgraça. Voltava, pois, tornava a voltar a barra e examinava atentamente se nela havia alguma falha; e se a descobria, quebrava a barra e com os pedaços fundia outra e corrigia assim o defeito da primeira.
A barra de ferro foi aplicada na construção de uma grande ponte. Pouco tempo depois, passou um grande exército e a barra deu de si e ficou recurvada.
A consciência cristã e profissional do operário preservou o exército de uma horrível catástrofe.
Devemos ser fiéis nas pequenas coisas senão está tudo perdido.
Um religioso encarregado do refeitório não apanhava cuidadosamente as migalhas do pão deixadas sobre a mesa. À sua morte viu o demônio com um saco cheio de pão. Assim o inimigo da salvação queria fazer cair em desânimo o pobre moribundo; porque sabia bem que Deus exige, das almas destinadas à perfeição, uma conta mais severa.

3- A tibieza leva à condenação eterna

Eu quisera que fosses frio ou quente, diz o próprio Deus mas porque não és frio nem quente eu te lançarei para longe de mim, como um vômito que me revolve e aflige as entranhas. (Apoc., III, 15 -16).
A tibieza é tão funesta disposição que faz com que o tíbio seja como que pesado ao Coração de Jesus que não pode sentir alívio senão lançando-o fora. Ai! se o Coração de Jesus nos lança e arroja longe de Si aonde nos acolheremos? Não há outra parte senão o inferno. Na verdade se não temos parte no Seu amor o que somos senão condenados!
O Espírito Santo lança sobre os tíbios a mesma sentença de maldição que sobre os condenados do inferno. “Maldito seja aquele que trabalha com negligência no serviço de Deus.”
Santa Teresa viu o lugar que lhe estava destinado no inferno se não saísse do estado de frouxidão e infidelidade em que viveu algum tempo: não havia meio termo para ela; ou fervor ou inferno. Devemos corresponder às belas disposições que Deus nos dá para a virtude; bela alma, bom coração, juízo reto e muitíssimas graças.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Doutrina Cristã - Parte 11

Nota do blogue: Acompanhar esse Especial AQUI.

Monsenhor Francisco Pascucci, 1935, Doutrina Cristã
tradução por Padre Armando Guerrazzi, 2.ª Edição, biblioteca Anchieta.

Art. XII. - A VIDA ETERNA. AMÉM.

A vida eterna

63. - Depois do juízo universal, vem a eternidade feliz ou infeliz; aquela é a vida, esta é mais morte que vida. A primeira transcorrerá no Céu; a segunda no Inferno.

Céu

64. - O Céu é o gozo eterno de Deus, nossa felicidade, e nele o gozo de todos os bens, sem mal algum. No Céu, veremos a Deus, possuírem a Deus, gozaremos a Deus e, com Ele e n’Ele, faremos todo bem. O Céu é o prêmio, coroa e mercê que Deus concede a quem O ama e serve fielmente, assim como a quem, tendo embora pecado, se arrependeu do mal cometido, morreu em estado de graça e nesta ou na outra vida deu adequada satisfação a Deus.

Inferno

65. - O Inferno é o padecimento eterno da privação de Deus felicidade nossa; lugar do fogo, de todo o mal sem nenhum bem. Dúplice pena há no inferno: - pena de dano, isto é, privação da vista de Deus; pena dos sentidos, isto é, o tormento do fogo e de todo mal, sem espécie alguma de bem. É de fé a existência do fogo no inferno: - o mau rico pede o refrigério de um pouco de água, porque arde em chama: Jesus Cristo dirá aos condenados no Juízo universal: - "Ide, malditos, para o fogo eterno" (Mat., XXV). O inferno é o castigo que Deus dá aos que correm em culpa grave, ainda que seja num só pecado mortal. 

O Limbo

66. - Além do céu e do inferno, podemos considerar, na vida futura, um terceiro lugar - o Limbo, lugar para onde vão as crianças mortas sem batismo. Ficam privadas da vista de Deus, por estarem mortas pelo pecado original; não sofrerão, porém, a pena dos sentidos. Fruirão, antes, uma felicidade simplesmente natural, que consiste em gozos sensíveis, morais, intelectuais, bons, retos e santos; no gozo do conhecimento e amor de Deus, conhecido apenas com o lume da razão, através de suas obras, e amado como ser infinito, bom, santo, etc.

Purgatório

67. - Entre os novíssimos, não vem enumerado o Purgatório, porque não dá à alma um estado decisivo, mas passageiro; existirá só até o fim do mundo.
O Purgatório é o padecimento temporário da privação de Deus e de outras penas que tiram à alma todo resquício de pecado, para torná-la digna de ver a Deus.
A existência do Purgatório é de fé; temos a definição da Igreja, no Concílio de Trento, definição fundada na Sagrada Escritura e na Tradição autêntica. A Escritura em Marcos XII, 43-46, diz que Judas Macabro, depois de uma batalha, fez uma coleta entre os soldados e a mandou a Jerusalém, para que fosse oferecido um sacrifício pelos pecados dos mortos em combate, porque "é santo e salutar pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados".
Ora, isso não pode verificar-se nem no céu, onde não se entra com pecados, nem no inferno, onde não há redenção; logo, era viva, em Judas Macabeu e nos seus, a crença no Purgatório.
Todos os Santos Padres professaram a fé no Purgatório: - a prática universal dos sufrágios para os defuntos, as inscrições sepulcrais das catacumbas, as disposições da sagrada liturgia para as exéquias nos atestam a Tradição da Igreja acerca da existência do Purgatório. Até as seitas heréticas, que professam esta verdade, nos atestam que ela existia já na Igreja, antes que elas se separassem desta. A própria razão admite a existência do Purgatório: - nada, senão o que é puro, entra no Céu; para o inferno vão só as almas dos mortos em pecado mortal; logo, deve existir um lugar de purificação para as almas dignas do Céu, não condenadas ao inferno.
No Purgatório há a pena de dano, isto é, a temporária privação da vista de Deus, e a pena do sentido, consistindo em várias penas que tiram à alma qualquer resquício de pecado.
Para o Purgatório seguem as almas que morrem em pecado venial ou que têm qualquer débito de pena temporal a descontar, pelos pecados cometidos e confessados.

Amém

68. - A palavra Amém significa em verdade, assim é, assim seja: com ela confirmamos ser verdade tudo quanto professamos no Credo e a nós almejamos a remissão dos pecados, a ressurreição da carne e a vida eterna. 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Doutrina Cristã - Parte 10

Nota do blogue: Acompanhar esse Especial AQUI.

Monsenhor Francisco Pascucci, 1935, Doutrina Cristã
tradução por Padre Armando Guerrazzi, 2.ª Edição, biblioteca Anchieta.

Art. XI. - A Ressurreição da Carne.

Dogma da Ressurreição

61. - Ressurreição da carne quer dizer, que o nosso corpo, no fim do mundo, se recomporá e se reunira à alma para participar, com ela, do prêmio ou do castigo. Deus quer a ressurreição da carne, para ser completa a vitória de Cristo sobre a morte e para que nosso corpo, que fôra instrumento da alma no exercício das boas ou más obras, tenha também parte no prêmio ou na pena.
A Escritura abertamente afirma esse dogma: no Velho e Novo Testamento. Job diz: “Eu sei que o meu Redentor vive, e que no último dia ressurgirei da terra, e serei novamente revestido da minha pele, e na minha própria carne verei o meu Deus". (Job, XIX, 25-26). Daniel (XII, 2) diz: "A multidão dos que dormem no pó da terra acordarão uns para a vida eterna, e outros para o opróbrio, que terão sempre diante dos olhos".
Jesus Cristo, mais tarde, nos diz: - "Vem a hora em que todos os que se acham nos sepulcros ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que obraram o bem sairão para a ressurreição da vida; mas os que obraram o mal, para a ressurreição da condenação." (Jo., V, 28.)
A razão nos demonstra a conveniência da ressurreição: a) porque, como dissemos, é justo que o corpo, instrumento que foi da alma ao praticar as boas ou más obras, tenha de par o castigo ou prêmio; b) porque a alma foi criada para ser unida ao corpo e lhe convém que, após breve separação, se reúna ao mesmo.
O dogma da ressurreição faz que a Igreja circunde de amoráveis cuidados os corpos dos defuntos: - realizadas as preces das exéquias, são sepultados no cemitério, isto é, dormitório ou lugar de repouso, onde dormem o sono da paz, até o dia em que acordarão. Por esse motivo, a Igreja se opõe ã cremação dos cadáveres, salvo em casos de absoluta necessidade; e a quem dispõe ser cremado, não lhe concede sepultura eclesiástica, salvo se se arrependeu antes de morrer.

Qualidades dos corpos gloriosos e dos condenados

62. - "Todos ressuscitarão, diz São Paulo, mas nem todos serão mudados ou transformados na glória". Os corpos dos eleitos serão impassíveis, isto é, isentos das dores e da morte; luminosos ou resplandecentes como a luz; ágeis, como o pensamento, em transportar-se de um lugar a outro; sutis e espirituais, de modo que não encontrem obstáculo algum na matéria, como a luz não encontra obstáculo em passar através do vidro.
Os corpos dos condenados, pelo contrário, ficarão feios, disformes e sujeitos a todos os tormentos. 

Doutrina Cristã - Parte 9

Nota do blogue: Acompanhar esse Especial AQUI.

Monsenhor Francisco Pascucci, 1935, Doutrina Cristã
tradução por Padre Armando Guerrazzi, 2.ª Edição, biblioteca Anchieta.


Art. X. - A Remissão dos pecados.

Poder de remitir os pecados

55. - Creio que há na Igreja o poder de remitir qualquer pecado, porque Jesus, no dia da Sua ressurreição, deu este poder aos Apóstolos e aos sucessores destes com as seguintes palavras: "Recebei o Espírito Santo; os pecados serão perdoados àqueles a quem os perdoardes". (Jo. XX, 22,23). Portanto, os ministros de Deus podem perdoar qualquer pecado, mesmo enorme, e tantas vezes quantas o pecador arrependido se lhes apresentar.
O pecado original cancela-se por meio do Batismo; os pecados mortais cometidos depois do Batismo ficam perdoados mediante a confissão; os pecados veniais, além de o serem pela confissão, podem ser remetidos pelos outros sacramentos ou pelos sacramentais.

O pecado: definição e divisões

56. - O pecado é uma ofensa feita a Deus, por se Lhe desobedecer à lei.
De duas espécies é o pecado: - original e atual.
É pecado original o que a humanidade cometeu em Adão, seu cabeça, e que todo homem contrai de Adão por via da descendência natural.
Pecado atual é o que voluntariamente comete quem goza do uso da razão.
O pecado atual pode ser cometido, ou por se praticar o que se não deve fazer por pensamento, palavras e obras, ou não fazendo, por omissões, o que se devera fazer; por ex.: quem come carne em sexta-feira da Quaresma peca por obras; quem não ouve a santa missa em dia de festa de guarda, peca por omissão.
O pecado atual é de duas espécies: mortal e venial.

Pecado mortal

57. - O pecado mortal é uma desobediência à lei de Deus em matéria grave, feita com plena advertência e deliberado consentimento. Para haver um pecado mortal, requer-se: 1) matéria grave, ou em si, como nas blasfêmias; ou pelas circunstâncias de pessoa, de lugar, etc., como roubar em coisa leve a um pobre; 2) plena advertência, isto é, conhecer ao menos confusamente que a ação cometida é gravemente contrária à lei de Deus; 3) deliberado consentimento, isto é, vontade de pecar, em sabendo-se que é pecado grave.
Efeitos do pecado mortal: 1) dar a morte à alma, privando-a da graça de Deus; 2) tirar os méritos precedentemente adquiridos; 3) fazer-nos incapazes de adquirir novos méritos; todavia, não é inútil que o pecador faça boas obras, para se não tornar a alma digna da pena eterna, porque o pecado, por ser ofensa infinita a Deus, merece pena infinita, não em intensidade, pois o homem finito não poderia suportá-la, mas em duração; 4) atrair os castigos divinos, mesmo nesta vida.
Com a confissão, ou com a dor perfeita unida ao propósito de confessar-se, readquire-se a graça de Deus, e, até, pela misericórdia do Senhor, se reconquistam os méritos perdidos.

Pecado venial

58. - O pecado venial (de venta - perdão) é uma ofensa à lei de Deus em matéria leve. Pode ser venial também em matéria grave, quando não houver plena advertência ou pleno consentimento deliberado.
Efeitos do pecado venial: - 1) esfriar a alma no amor de Deus, isto é, diminuir o fervor da caridade; 2) dispôr ao pecado mortal, porque inspira menos horror ao pecado e torna mais fraco o homem contra as paixões; 3) fazer-nos merecedores da pena temporal nesta vida e na outra.

PECADOS MAIS GRAVES E FUNESTOS

59. - Todos os pecados mortais irrogam ofensa infinita a Deus, mas alguns se apresentam mais graves e mais funestos à alma: são precisamente os que se dizem pecados contra o Espírito Santo e pecados que clamam vingança diante de Deus.
Pecados contra o Espírito Santo chamam-se aqueles com os quais o homem se opõe diretamente à obra de santificação, que o Espírito Santo quer nele realizar pela graça, e por isso tornam mais difícil a conversão. São seis:
Desespero da salvação, isto é, crer que Deus não nos perdoará e deva o homem necessariamente perder-se. - Presunção de salvar-se sem mérito, ou querer salvar-se sem fazer as obras necessárias. Impugnar a verdade conhecida, isto é, combater as verdades da fé, depois de havê-las conhecido. Inveja da graça alheia, ou procurar, por maldade de espírito, fazer que outros percam a graça. - Obstinação nos pecados, não obstante os avisos internos e externos de Deus. - Impenitência final, ou querer morrer no pecado.
Clamam vingança diante de Deus os pecados contrários ao bem da humanidade; pelo que provocam, mais que os demais, os castigos divinos. São quatro: - Homicídio voluntário. Pecado impuro contra a natureza. - Opressão dos pobres. – Defraudar o estipêndio aos operários.

Os Novíssimos

Para ficarmos longe do pecado, muito nos ajuda o pensamento da presença de Deus, a cuja vista não escapa o segredo dos corações; auxilia-nos também como nos ensina a Escritura, a consideração dos Novíssimos ou últimas coisas, isto é, daquilo que nos espera no fim desta vida e no fim do mundo. Quatro são os Novíssimos: Morte, Juízo, Inferno, Paraíso.