domingo, 6 de janeiro de 2013

Doutrina Cristã - Parte 2


Monsenhor Francisco Pascucci, 1935, Doutrina Cristã
tradução por Padre Armando Guerrazzi, 2.ª Edição, biblioteca Anchieta.

Art. I. - Creio em Deus Padre, todo poderoso, Criador do céu e da terra.

Quem é Deus?

9. - Quem é Deus? - Deus é o ser perfeitíssimo, Criador e Senhor do céu e da terra.
Quando ordenou Deus a Moisés libertasse da escravidão do Egito o povo hebreu, definiu-Se a Si mesmo, dizendo: - "Eu sou o que sou". Assim dirás aos filhos de Israel: "Aquele que é enviou-me a vós." (Êxodo, III, 14).
Essa definição, à primeira vista, parece um artifício de palavras, mas é, pelo contrário, uma expressão profundíssima, que atraiu, em todos os tempos, a admiração dos maiores engenhos.
Significa que Deus é o ser por excelência, que não recebeu o ser de outrem, mas é o próprio ser, tem-lhe a plenitude, é por natureza o ser necessário, que sempre existiu e sempre existirá independentemente de qualquer outro ser.

Atributos de Deus

10. - Deus é o ser perfeitíssimo, porque há n’Ele toda perfeição, sem defeitos nem limites.
Pelo termo "perfeição" entendemos as qualidades de Deus, isto é, os Seus atributos, que se dizem também propriedades divinas. Formam elas uma e mesma causa com a essência ou a natureza divina.
São umas absolutas, quando as consideramos pertencentes a Deus em si, sem relação às criaturas;
são outras relativas, quando as consideramos pertencentes a Deus como criador, e, portanto, em relação às criaturas.

São ATRIBUTOS ABSOLUTOS de Deus:

a) A simplicidade: - Deus é substância inteiramente simples: não está unido à matéria, e, portanto, não tem partes;
b) A imensidade: - Deus está em todo lugar ou espaço;
c) A imutabilidade: - Se mudasse, ou mudaria para adquirir ou para perder alguma perfeição - o que não pode acontecer, porque Deus é ser necessário e perfeitíssimo;
d) A eternidade: - Deus sempre existiu e sempre existirá;
e) A onipotência: - Deus pode fazer tudo quanto quer, excluindo-se o mal, que Deus não pode querer, sendo, como é, a Bondade infinita;
f) A onisciência: - Deus compreende perfeitamente a Si mesmo e todas as causas passadas, presentes e futuras, assim como todas as causas possíveis e hipotéticas.

São ATRIBUTOS RELATIVOS:

a) A liberdade, por ser Deus absolutamente independente em Suas operações e, por isso, imune de qualquer coação externa e de qualquer necessidade interna;
b) a bondade por essência, donde procede todo bem;
c) A justiça, enquanto dá a cada um segundo o que fez, recompensa e pune segundo o mérito;
d) A veracidade, não podendo enganar-Se, porque é onisciente, - nem enganar, porque é bom;
e) A fidelidade, pois faz tudo o que promete e cumpre tudo o que ameaça;
f) A providência, com que tem cuidado das causas criadas, conserva-as e dirige-as ao fim próprio, com sabedoria, bondade e justiça infinitas.

Unidade de Deus

11. - Deus há um somente, isto é, não há nem pode haver mais deuses.
Fora absurdo pretender houvesse dois seres infinitamente perfeitos na mesma ordem: um limitaria o outro; já não seriam infinitos.
Um ente não pode ser infinitamente perfeito, se há outro que tenha as mesmas perfeições em igual medida. Por exemplo, se um tem a potência em medida igual à do outro, poderia um destruir o que o outro produzira e assim se destruiriam reciprocamente.

Trindade de Deus

12. - Deus é uno em natureza ou na substância divina, - e trino em pessoas.
Cada Pessoa é Deus, porque tem cada uma toda a natureza divina, mas as três constituem um só Deus. Esse é o primeiro e principal mistério de nossa fé, mistério que se deve crer, porque Deus no-lo revelou.
No Antigo Testamento, não tinham os Hebreus idéia clara da Santíssima Trindade; somente nós, cristãos, em virtude da revelação, podemos descobrir em alguns passos do Antigo Testamento as traças desse mistério, como quando, antes de criar o homem, Deus exclamou, empregando o plural: - "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança" (Gen. I, 26); ou quando Abraão viu, em Mambre, três homens iguais e lhes falou como a um só. (Gen. XVI, 2-3).
Em o Novo Testamento, porém, temos a revelação clara desse mistério, especialmente quando aos Apóstolos disse Jesus Cristo: - "Ide, pois, e ensinai a todos os povos, batizando-os em nome do Padre, e do Filho, e do Espírito Santo.” (Mat. XXVIII, 19).
As três pessoas divinas são iguais e distintas: são iguais, porque têm a mesma natureza divina, as mesmas perfeições e as mesmas operações, embora ao Padre se atribuía o poder, ao Filho a sabedoria e ao Espírito Santo o amor e, conseguintemente, a salvação das almas;
são distintas, isto é, uma não é outra.
Conquanto sejam igualmente eternas e perfeitíssímas as três pessoas divinas, todavia ao Padre dizemos primeira pessoa, ao Filho segunda e ao Espírito Santo terceira, para se exprimir a origem como é por nós concebida (de modo imperfeitíssimo).
É o Padre a primeira pessoa, porque não procede, isto é, não tem origem de outra pessoa divina, mas d’Ele procedem o Filho e o Espírito Santo.
O Filho é gerado pelo Padre, enquanto o Padre Se conhece a Si mesmo e tem de Si o pensamento e idéia. Ora, ao passo que, em nós, o pensamento ou idéia é acidental, porque ora está, ora pode deixar de estar, - em Deus é coisa subsistente, consubstancial, isto é, da mesma Sua substância; e esse pensamento ou idéia de Deus, consubstancial a Ele, é o Filho, pessoa real, viva, igual ao Padre.
O Espírito Santo procede do Filho e do Pai. O Padre, conhecendo-Se a Si mesmo, gera uma imagem semelhante a Si - o Filho; ama-O e é d’Ele amado; mas esse amor, que o Padre expira ao Filho e o Filho ao Padre, é um amor substancial, subsistente, vivo: - eis a terceira pessoa da S. S. Trindade, que a Sagrada Escritura chama Espírito Santo.

Deus Criador

13. - Deus, plenitude do ser e em Si felicíssimo, nada pode procurar e desejar fora de Si mesmo: - se aos outros seres lhes dá a existência, é Sua vontade livre e infinitamente boa que deseja tornar raízes a esses seres, a que faz existir.
A fé nos revela que é Deus o Criador do céu e da terra, isto é, de todo o universo visível e invisível, de tudo o que está fora dele, Deus.
Criar é fazer alguma coisa do nada, isto é, com um simples ato da vontade dar a existência ao que antes não existia.
É atributo exclusivo de Deus, porque, tendo Ele a plenitude do ser e não sendo limitado em Suas obras, pode comunicar a outros seres a existência.

Os puros espíritos

14. - Deus criou, pois, o céu e a terra. Pelo nome comum de céu, entendem-se principalmente os puros espíritos - seres simples, imateriais, dotados de inteligência e vontade, superiores ao homem e completos em si mesmos, isto é, não destinados a fazer parte de outra substância (puro, isto é, só espírito). Diferem da alma humana, que é espírito, mas destinada a ser unida a um corpo para formar integralmente o homem.
Esses puros espíritos são chamados pela Sagrada Escritura Anjos, isto é, mensageiros, núncios: - falam deles várias vezes o Velho e o Novo Testamento: desde o Anjo que Deus pôs a guardar a entrada do Paraíso terrestre, quando foram dali expulsos, Adão e Eva, até aos Anjos mais de uma vez nomeados no Apocalipse.
Seu numero é grandíssimo: diferentes entre si pelos dotes, mais excelentes uns que outros, formam três hierarquias em nove coros: - Anjos, Arcanjos, Principados, Potestades, Virtudes, Dominações, Tronos, Querubins e Serafim.
Foram criados para louvar a Deus e gozar-Lhe a felicidade.
Deus quis uma prova da fidelidade deles.
Grande número lhe foi fiel, Lhe prestou a homenagem devida e foi confirmado em graça.
Outros, guiados por Lúcifer, se rebelaram contra Deus, pecando por orgulho, e foram, por isso, precipitados do céu ao fogo eterno, preparado propositalmente para eles.
Temos, pois, duas espécies de puros espíritos: - os espíritos bons ou Anjos bons e os espíritos maus ou demônios.
Os Anjos são ministros invisíveis de Deus e também foram escolhidos para a guarda de cada homem.
Fala-se de contínuo, na Divina Escritura, do ministério dos Anjos para com os homens, e claríssimas são as palavras de Jesus Cristo, quando, ao mostrar uma criança, disse: - "Vede, não desprezeis um só destes pequeninos; pois vos digo que os seus Anjos no céu vêm incessantemente a face de meu Pai, que está nos céus. (Mat. XVIII, 10.)
Aos Anjos temos-lhes o dever de veneração; e ao Anjo da Guarda o de lhe sermos também gratos pela assistência que nos presta, de lhe ouvirmos as inspirações e de nunca ofendermos a sua presença com o pecado.
Os demônios chamam-se espíritos malignos, potências das trevas e, embora hajam perdido os dons sobrenaturais, conservam os dons naturais, próprios da natureza angélica.
De ódio a Deus, tentam os homens. E Deus tal coisa lhes permite para provarem no homem a fidelidade e, assim, dar-lhe ocasião a méritos.
Os demônios podem, com a permissão divina, invadir o corpo humano, e, nesse caso, as ações externas, determinadas pelos mesmos no homem, não são imputáveis a este, porque não são ações livres.
Os Livros Sagrados referem inúmeros casos de possessão corpórea e de libertação operada por Jesus Cristo e pelos Apóstolos, e a Igreja tem o poder de exorcizar os obsessos.

Criação do mundo

15. - Além dos puros espíritos, pelos nomes de céu e "terra" se entende tudo o que há no universo, a saber, o sol, a lua, os astros e, entre estes, a terra que habitamos, com tudo o que nela se encontra - minerais, plantas, animais e o homem.
A história da criação, temo-la no primeiro livro da Escritura, que se chama Gênesis, porque precisamente narra à origem de todas as coisas.
Moisés nos diz que Deus, em seis dias, criou o céu e a terra com tudo o que neles se encontra: a luz, o firmamento, o ar e os mares; as plantas, o sol, a lua, as estrelas, os peixes e os pássaros; os animais terrestres e, finalmente, o homem.
O escopo do escritor sacro era o de inculcar ao povo a idéia da criação, de ensinar-lhe que Deus criara o universo no principio dos tempos, que nada há que não seja obra de Deus, que essa obra é boa e deve inspirar ao homem sentimentos de gratidão e assim proclamar a obrigação do culto e a maneira de prestá-lo.
Não estamos, pois, diante de um tratado rigorosamente científico, mas diante de uma narração histórica popular. Nessas narrações, há duas verdades de fé:

1.º Que Deus criou o céu e a terra, todas as coisas visíveis e invisíveis:
2.º Que Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança; desse homem, chamado Adão, formou a mulher; e desses dois primeiros descenderam todos os homens que hoje povoam a terra.
Quanto ao mais, a Igreja deixa ampla liberdade de interpretação. Os seis dias podem ser entendidos como seis épocas indeterminadas, mais ou menos longas, durante as quais o universo criado por Deus se veio transformando sucessivamente até à organização da terra, para ser esta a morada do homem.
Pondo em confronto o que é de fé no ensino da Igreja e os dados certos da ciência, resulta que nenhum conflito pode haver entre o ensino da ciência e da fé. Os pretensos contrastes nascem, geralmente, ou de não serem entendidos e expostos os dogmas da fé segundo a mente da Igreja, ou de se ter, como ditames racionais e científicos, opiniões errôneas. (Conc. Vatic., Cap. IV da fé e da razão).

Fim da criação

16. Todo ser inteligente e livre opera sempre por um certo fim. Que fim se propôs Deus na criação? Podemos considerar um fim primário e absoluto e um fim secundário e condicionado.
Fim primário e absoluto da criação é a gloria externa de Deus. Deus, feliz em Si mesmo, não tem necessidade de coisa alguma, mas quis criar, para fazer reluzir nas coisas criadas as Suas perfeições: criou os seres inteligentes - o homem e os Anjos, - para que Lhe conhecessem as obras e, louvando-O, Lhe dessem glória.
Fim secundário e condicionado da criação dos seres inteligentes e livres - é a felicidade destes, mas com a condição de que eles queiram consegui-la e façam nesse sentido quanto for necessário: as criaturas inferiores devem, pois, ajudar o homem a conseguir esse fim.

Continuará...

sábado, 5 de janeiro de 2013

El espíritu de oración

Robert de Langeac
La vida oculta en Dios

La oración es, según la definición de Santa Teresa, un íntimo comercio de amistad en el que el alma dialoga a solas con su Dios y no se cansa de expresar su amor a Aquel de quien sabe que es amada.

A solas con nuestro Dios decirle que le amamos: eso es la oración. De ahí deriva esa clara visión de la inteligencia, que nada vale sin espíritu de oración, esa inclinación constante de toda alma, corazón, inteligencia y voluntad, a dialogar con Dios.

Dios es poco conocido. Pero todavía es menos amado. En esta íntima conversación es cuando el corazón adquiere un afecto sólido y profundo hacia Él, un afecto que crece sin cesar. Toda vuestra ocupación ha de ser así, la de encontraros a solas con Él.

Todo debe de hablaros de Él, el grano de arena que pisáis, el arroyo que fluye, la flor que se abre bajo vuestra mirada, el pájaro que trina, la estrella que brilla en el firmamento por la noche, un sufrimiento, una alegría, una orden. Todo debe de haceros pensar en Él, encaminaros hacia Él. Debéis verlo por todas partes. Tiene todas las cosas en sus manos. Os tiene entre sus manos. Os envuelve por todas partes, os penetra. Continúa la creación, os crea. Más que eso, habita, por la gracia, en el fondo de vuestro corazón.

No se contenta con hacer de nosotros sus hijos, sino que vivir en intimidad con nosotros. Está muy dentro de todos nosotros para que nuestro corazón pueda amarlo como se ama a alguien que está verdaderamente presente. Y toda vuestra ambición debe ser así, la de penetrar en lo íntimo de Dios por vuestra inteligencia, para conocerlo no sólo en sus obras, sino en Sí mismo, al menos en tanto en cuanto ello es posible, y permitirle que en el recogimiento y el silencio os abra los ojos y os hable. Dejadlo que os instruya... ¡Oh, sí!, lo hace cuando dice: «Yo soy la Riqueza, la Misericordia, la Sabiduría. Yo soy el Bien, la Verdad, la Vida, la Belleza, la Bondad, el Amor. Yo soy Todo y, a la vez, somos Tres para seguir siendo todo eso en la intimidad más perfecta y más profunda, sin que nada nos distinga uno de otro, si no son las relaciones originarias que nos constituyen.»

Dejad, pues, que vuestro corazón se dilate en el amor. El amor divino es una cosa misteriosa. No podemos dárnoslo por nosotros mismos, pero Dios lo vierte en el alma silenciosa, en el alma de oración. Sin duda que ese amor no siempre es consciente y sentido, pero ¡qué real es! Y entonces quiere dirigirlo todo, invadirlo todo; está presente siempre como un puntito rojo, como una chispa. Es ese puntito de fuego del que habla San Juan de la Cruz que cae en el alma, la abrasa y prende en ella un gran incendio.

Vosotros debéis emprender la busca de Dios, llamarlo, correr tras Él y decirle sin cesar, de la mañana a la noche: « ¿Dónde estás, Dios mío? Entrégate a mí; yo te deseo, te llamo, te busco, necesito de Ti. Tú no necesitas de mí para ser dichoso, pero yo no lo soy sin Ti. Mi corazón ha sido hecho para Ti y vivirá en la inquietud mientras no descanse en Ti. Sufre cuando se da cuenta de que no te ama, de que no te posee por entero.» Ese es el espíritu de oración: un continuo intercambio de conocimiento y de amor, un cara a cara, un diálogo de corazones.

¿Hay una vida más bella que ésta? Para eso os retiráis del mundo y se os impone el silencio. Pues quien está distraído por los ruidos de fuera, no oye la voz interior; es imposible.

Porque el silencio es preciso a causa de la libertad que da al alma de escuchar a Dios de hablarle, de contemplarle; porque es necesario y porque vosotros debéis de practicarlo. No os contentéis con el silencio exterior, sino asegurad el interior.

Haced callar la imaginación, lo que os ocupe y os preocupe, lo que tengáis que hacer; dejad caer todo eso. Desligad el corazón de las mil naderías inútiles que lo agobian.

Sacrificad todo, y entonces seréis libres. En el fondo, si ya no os amáis a vosotros mismos, amaréis más, amaréis necesariamente a Dios. El amor os elevará y os unirá. Vuestra vida será una vida de oración es decir, una vida de conversación con Dios, siempre más y siempre mejor amado. No busquéis otra cosa. Que vuestra vida sea una vida retirada; imitad a la Santísima Virgen. ¿Qué hizo Ella, durante todos sus días, sino dialogar con la Santísima Trinidad? No vivía más que para su Jesús no pensaba más que en su Jesús, su Dios y su Hijo. Era también la verdadera Esposa del Cantar. Vivía de oración; Incluso puede decirse que murió en oración. Un alma de oración se recoge, se separa, se desliga, se mortifica, renuncia a sí misma para encontrar a Dios; pero, por otra parte, esta alma da a Dios. Un centro de luz ilumina, un manantial de energía se difunde, un foco de amor abrasa. No tenéis necesidad de inquietaros ni de buscar cómo sucederá eso.

Pues por el hecho mismo de que seáis un alma de oración, contaréis entre esas almas verdaderamente mortificadas y apostólicas, que difunden en el mundo un poco más de conocimiento de Dios, un poco más de caridad.

Hallar a Cristo en sus manos

Robert de Langeac
La vida oculta en Dios

Hay Santos sobre la tierra, incluso en nuestros días, y Tú vives en ellos, ¡oh Jesús!

Sus ojos son como tus ojos; su mirada como tu mirada; su corazón, como tu Corazón. Es bueno encontrarse sobre el propio camino a otro que es como Tú mismo. Se siente uno feliz con sólo verlo y con sólo hallarse cerca de Él. ¡Pero qué decir de su intimidad! Habla poco. Escucha con gusto. Sobre todo, ama
mucho. Comprendemos, sentimos que es así. En su compañía experimentamos la necesidad de callarnos, de recogernos y de hacer oración. No atrae hacia él sino hacia Ti. Está allí, y casi le olvidamos, como él se olvida de si mismo. No sólo hace pensar en Ti, sino que acerca a Ti, une a Ti. Ésa es su gracia. Parece que una virtud misteriosa se escapa de su corazón, se apodera del nuestro y lo arrastra hasta tu Divino Corazón. 

Empezamos a comprender lo que es amarte y qué dulce es hacerlo en comunión con los Santos. Lo que causa también el encanto de la mirada de los que te aman es su pureza y su arrebatadora sencillez. Es clara,
límpida, luminosa. Como no viene de la carne, la ignora. No sólo no la mira, sino que no la ve. Nos percatamos de ello, y si verdaderamente tendemos a la perfección, nos alegramos. Esa mirada hace bien. Se diría que comunica algo de su pureza. Se siente uno elevado, ennoblecido, liberado y como espiritualizado. De pronto se nos abren unos horizontes desconocidos. ¡Cómo transforma todo el amor de Dios! ¡Oh! Ese amor, ¿quién nos lo dará? ¿Quién nos devolverá esa verdadera libertad? ¡Con qué ardor la esperamos de tu bondad, Dios mío!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Da virtude mais necessária aos industriais

Padre Júlio Maria, C.SS.R.
As virtudes, 1936
  
Não obstante a magnífica e tríplice certeza, histórica, experimental e psicológica, que na passada conferência vos dei, da divindade de Jesus Cristo, a quem quer que seja é livre recusar esta. O que ninguém, porém, pode fazer é aceitar a divindade e recusar o ensino de Jesus Cristo.
Jesus Cristo ensinou e Seu ensino pode resumir-se, quanto ao resultado final, nesta síntese: - Vida eterna e morte eterna.
Da vida eterna é que vou tratar hoje, para bem se compreender o erro de todos os que, principalmente os industriais, vivem absorvidos por interesses materiais, sem se elevarem à contemplação da vida futura.
Eu sei que esta questão de vida futura é para muitos espíritos superficiais uma questão abstrata e teórica, sem nenhum resultado prático.
Erro grande e descomunal, porque, pelo contrário, ela afeta direta e praticamente os interesses tanto do homem como da sociedade.
Se a sociedade não acredita na vida futura, deixe então, para ser coerente, que os anarquistas reclamem, como estão fazendo, o bem estar e felicidade do homem na vida presente. O anarquismo é consequência lógica de um ensino e de uma educação com que os governos, despojando a política de todo ideal divino, dão ao homem o direito de reclamar na sociedade, o nivelamento de todas as classes, a igualdade absoluta de todos os homens e o comunismo de todos os bens.
Se, porém, a sociedade entende, como deve entender, de conformidade com as verdades reveladas, que a vida terrestre é apenas uma modalidade vital, concordem os seus governos com o que proclamam todos os espíritos sensatos, isto é, que a questão da vida futura é ao mesmo tempo uma questão de honestidade, uma questão social, uma questão patriótica. De honestidade, porque do homem que não acredita na vida futura, convencido, como dizem Buchner e Moleschot, que nada pode deixar de melhor aos seus semelhantes, morrendo, do que uma porção de fosfato de cal; desse homem, é certo, não se pode exigir nem os exemplos da moral, nem os heroísmos da virtude.
Social, porque, numa sociedade despojada da crença da vida futura, o poder não tem nem pode ter origem divina; e, portanto, o poder, a tirania em cima e a obediência, a escravidão em baixo; sendo que a tirania acaba sempre nas maiores humilhações e a obediência nas mais tristes revoltas. 
Patriótica, porque pode uma nação proscrever de seus códigos as grandes verdades da existência de Deus e da imortalidade da alma; mas não o pode fazer impunemente porque, mais cedo ou mais tarde, os revezes da política será o castigo da apostasia nacional. Questão de honestidade, social e patriótica, ela é também, quanto à magnitude e beleza, a maior e a mais bela que se possa propôr à inteligência humana. A esta questão não se pode aplicar a frase de Shakespeare no monólogo do Homlet - "Ser ou não ser, eis a questão". Desta questão deve-se dizer como Pascal, no esplendido livro dos Pensamentos: "A imortalidade da alma é uma coisa que nos interessa tão profundamente que é preciso ter perdido todo o sentimento para que ela nos seja indiferente".
Tal indiferença, entretanto, é justamente o traço que tenho de vos mostrar hoje, preponderante na fisionomia brasileira, isto é, na sua intelectualidade, na sua educação e no seu ensino.
É certo que todos os homens desejam o céu, mas, não obstante, há num grande número deles, entre nós, a maior indiferença pela vida futura.
Parece difícil, mas facilmente se explica a coexistência desta indiferença com aquele desejo.
O desejo do céu é um instinto do homem que ele não pode reprimir; porque, como o rio corre irresistivelmente para o mar e a terra tende irresistivelmente para o sol, também o homem é impelido irresistivelmente para o céu, para uma vida que será a consumação do seu destino.
A solicitude, porém, pela vida futura é um ato voluntário que implica o exercício de virtudes cristãs, como a humildade, a penitência, a confissão.
Ora, entre nós, a uma multidão de homens repugna a prática destas virtudes; eis como neles coexistem o desejo do céu com a indiferença prática pela vida futura.
O desprezo pela vida futura é manifesto na abstenção dos sacramentos; mas, se quereis ainda melhor verificar o traço fisionômico que vos apontei, analisai-o neste fenômeno: - a falsa noção da vida futura.
Esta falsa noção ensinada pelos nossos intelectuais já penetrou em todas as classes e tende a substituir nelas a verdadeira noção da imortalidade da alma.
Os industriais, principalmente, pelo exclusivismo com que se dedicam aos interesses materiais, produzem as maiores vítimas dessa falsa noção. Esta falsa noção exclui a idéia que o gênero humano sempre fez da imortalidade da alma, entendendo que ela é a persistência individual e pessoal do homem, depois da morte terrestre, guardando o sentimento da sua, individualidade, a sua consciência e a sua memória. Ora, a esta imortalidade, que é a da crença universal, opõem-se entre nós, ilusórias e ridículas imortalidades, como a do positivismo que é apenas uma imortalidade ideal, a do espiritismo, que é apenas uma imortalidade múltipla e sucessiva, e a dos panteístas, poetas e fantasistas da vida futura, todos os quais ou dão ao homem para sua imortalidade, a identificação com o todo universal, ou dão ao homem, para a sua vida futura, misteriosas peregrinações pelo sol, pelos planetas e pelas estrelas.
- Qual a causa de tantas concepções que seriam monstruosas, se não fossem, como são, burlas que facilmente se podem desfazer?
A causa deste, como de todos os outros fenômenos de decadência cristã que tenho analisado é quase sempre a mesma: a ignorância completa do catolicismo, da harmonia de suas verdades e da beleza de seus ensinos.
Eu poderia, para confundir os nossos pretensos sábios, recorrer às próprias ciências modernas, para mostrar que, no próprio terreno científico, há provas diretas, magníficas, sobre a vida futura. Desta, por exemplo, eu poderia dar como argumento em física a verdade que ensina que nada se perde, nada se aniquila, sendo a morte apenas uma mudança de forma, pois que, decomposto o organismo, seus elementos reentram nos laboratórios da vida universal. Poderia dar como argumento em psicologia a verdade que ensina que a vida é uma causa substancial independente na sua realidade dos fenômenos que a manifestam na terra. Eu poderia dar como argumento o que dois matemáticos ilustres, Stait e Stewart, assim formulam: "O principio fundamental de todas as ciências modernas é o principio de continuidade, em virtude do qual nada se perde e nada se aniquila. Este princípio exige a continuação das coisas. Ora, a ciência prova que essa continuação é impossível no universo atual, que há de acabar. Portanto, o princípio de continuidade exige a continuação das coisas num outro universo, além deste”.
Tal a prova científica, mas outra prova prefiro, mais aceita pela apologética contemporânea e também mais conforme às necessidades da nossa época. Essa prova é a que se pode chamar humano, isto é, psicológica e social.
A vida futura prova-se peremptoriamente com o duplo testemunho do homem, testemunho coletivo na história e testemunho individual, na razão, no coração, na vontade e na consciência.
Demonstrarei, com largas considerações, em primeiro lugar, que a crença na vida futura é universal no tempo, no espaço e na humanidade. No tempo, porque é de todos os séculos; no espaço, porque é de todos os povos; na humanidade, porque é da humanidade em todos os seus graus, isto é, nos pequenos, nos grandes, nos pobres, nos ricos, nos sábios, e nos ignorantes. Feita a demonstração, pondero que a filosofia da história exige para um fenômeno universal causa universal.
O homem, no seu espírito, pensa o eterno; no seu coração, deseja o eterno; na sua vontade, quer o eterno, e, finalmente, na sua consciência, tem a afirmação de um destino eterno.
A idéia do eterno não podia vir ao homem nem do espetáculo da natureza, onde ele vê que tudo morte num dos espetáculos das sociedades humanas, onde ele vê que tudo varia, nem do espetáculo do seu corpo, porque este se dissolve. Portanto, a idéia do eterno é uma idéia revelada, como consumação do destino do homem que, devendo ser imutável completo e pleno, não pode se realizar na terra, onde tudo se opõe á paz e ao repouso que o destino exige.
Tudo que é necessário existe. Palavra profunda ela basta para demonstrar a vida futura, se a aplicamos ao homem. Seu espírito, feito para conhecer a verdade, não a conhece na terra senão muito imperfeitamente. Seu coração, feito para amar, não ama na terra senão muito imperfeitamente. Seu corpo, feito para operar livremente, não opera senão muito imperfeitamente. Portanto a vida futura é necessária ao espírito do homem, ao coração do homem e ao próprio corpo do homem.
Como vedes, bastaria para provar a vida futura o testemunho do homem; mas nós temos ainda um testemunho maior e este decisivo e irrecusável. Este testemunho é o de Jesus Cristo, do Seu Evangelho e da Sua Igreja. Pode-se dizer de Jesus Cristo que Ele não veio ao mundo senão para ensinar a vida futura. O Evangelho não é senão uma repetida afirmação da vida futura. A Igreja não faz senão preparar o homem para a vida futura, na qual somente terá o homem a plenitude do espírito na visão, a plenitude do coração no amor e a plenitude do corpo no gozo.
Dada a verdadeira noção da vida futura, exorto os industriais a bem se nutrirem dela, para o que, porém, é mister libertarem-se da escravidão em que os mantém a preocupação excessiva das coisas terrestres. Que lhes falta para isso? Uma virtude teologal - a Esperança.
Chateaubriand, o artista inspirado do Gênio do Cristianismo, achava na religião cristã entre outras, esta singularidade: ter feito da esperança uma virtude.
De fato obrigar o homem a esperar a felicidade; impor-lhe a esperança, sob pena de infringir humilde dever; prescrever-lhe, como obrigatória, uma coisa que tanto lhe agrada e tão conforme é à sua natureza - é, não pode deixar de ser, uma inventenção divina.
Que é a terra? Um exílio. Que é o homem? Um exilado. Quaisquer que sejam, para muitos homens, das alegrias, sua vida presente, certo, será sempre o que disse Lammenais e Varela, nosso saudoso lírico, repetiu em verso magnífico:
“O exilado está só por toda a parte..."

Há no coração humano um fundo de tristeza, de tédio pelas coisas presentes, de anelo por uma liberdade, para a qual, aliás, anela a natureza inteira. Ora, é a esperança que consola o homem, elevantado até a expectativa da vida futura.
Se o objeto primário da esperança é Deus; isto é, a visão, a posse, o gozo de Deus; se o objeto secundário são todos os meios, que nos podem conduzir à bem-aventurança, diretamente só são meios espirituais ou indiretamente só são meios temporais, transformados em auxiliares do nosso destino.
A grandeza na esperança se mede pela elevação do fim que ela tem em vista: a vida eterna. A energia se verifica pelo impulso com que ela, eleva o homem das humilhações do exílio até aos esplendores da glória. A fecundidade se avalia pelas obras a que ela estimula o homem, na virgindade, no apostolado, no martírio e na caridade. A esperança se verifica neste tríplice penhor: a promessa, o juramento e o testamento de Deus.
A promessa de Deus, feita de muitos e variados modos, com solenidade, aos patriarcas, aos profetas, aos justos de todas as idades. Mostrarei na Bíblia o juramento de Deus que, compadecido das dúvidas, incertezas e vacilações do homem, digna-Se dar, em magnânima condescendência, à Sua promessa, uma força ainda maior. Mostrarei, no Evangelho, a garantia suprema dada ao próprio juramento por um Deus que morreu pelo homem, deixando ao homem, no Calvário, um testamento: o testamento do Seu amor.
Oh! como podeis viver sem esperança? Como viverdes sem desejar esperar uma riqueza maior que o fumo das fábricas, os silvos das locomotivas, o ruído dos empórios do comercio e da indústria?!
Quebrai, quebrai este encanto funesto! Volvei vosso coração para a esperança. Ela vo-lo enchera de alegria e gozo, porque esperar é já possuir, esperar é prelibar a delícia prometida, esperar é ter já, no exílio, o começo, do êxtase que nos aguarda na pátria, isto é, na eternidade!
Esperai; mas que a vossa esperança se não confunda com esta grande ilusão dos nossos incrédulos: a presunção de se salvar sem mérito.
Eu não posso exprobrar ao nosso intelectual sem fé o vestuário, o palácio, o banquete, a pesquisa da ciência, a preocupação da arte, a emoção da poesia, a agitação da política, a febre dos negócios.
Que more ele em casas luxuosas ao lado mesmo de choupanas miseráveis, sem ar e sem luz; que ostente aos olhos mesmo dos que têm fome, seus banquetes cheios de iguarias e de vinhos exquisitos; que exiba seu luxo ao lado mesmo dos farrapos que envolveu o corpo do pobre; que devore os livros, que adore os quadros; que componha seus versos com a preocupação única de quem tem o fanatismo da forma; que organize museus e se glorie de suas exposições - nenhuma dessas coisas, é certo, eu lhe posso exprobrar como um pecado. Eu faço, porém, uma pergunta: Depois de ter dedicado a vida inteira à política, procurando as posições, à indústria procurando é riqueza, à ciência, procurando a gloria, à arte e à poesia, procurando a satisfação da sua sensibilidade - é licito, sem a mínima reparação de todas as suas omissões, em relação a Deus e a Igreja, querer o céu, esperar a salvação?
A consciência cristã responde - não!
E eu não posso hoje, dizer aos industriais coisa diferente da que ela diz aos incrédulos; não o posso porque a presunção de se salvar sem méritos é um pecado contra o Espírito Santo
Aos industriais não posso senão dizer: O tempo é curto, e não é uma cidade permanente. Cada minuto, é um passo que todos damos para a Eternidade. Vós deveis possuir as vossas fábricas, como se as não possuísseis, isto é, sem apego, sem ambição, sem avidez de dinheiro. Vós deveis tratar dos vossos negócios, mas como se só tivésseis um negócio: o negócio da vida eterna!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

María, nuestra Madre

Robert de Langeac
La vida oculta en Dios


María es, verdaderamente, nuestra Madre. Nos da la vida, la protege y la defiende. Su papel maternal consiste especialmente en hacer nacer en nosotros a Jesús. No puede darlo a quien no está preparado, pero Ella misma hace precisamente esta preparación. La donación exterior del Niño Jesús, que tan a menudo ha sido hecha en favor de los Santos, no es más que un símbolo de esta donación real. De no ser así, ¿para qué hubiera servido este gesto, por dulce que fuera, si se hubiese mantenido puramente exterior?

Considerar a la Santísima Virgen como a nuestra Madre, como la de cada uno de nosotros en particular.  Habladle como a una persona viva. En ese grado de intimidad puede haber infinitos matices, como los que hallamos en los Santos; podemos pertenecerle por diversos títulos.

María es vuestra Madre. Haced todas vuestras acciones por su gracia, en su amable compañía y bajo su dulce influencia. Pensad en Ella al comienzo y renunciad a vuestras maneras de ver y de querer para adoptar las suyas.

Intentadlo. Perseverad. Pedidle que os conceda a Jesús y que dé a Jesús vuestras almas.

Es práctica excelente la de ofrecer los sentimientos íntimos de Nuestro Señor y de la Santísima Virgen sin detallarlos, puesto que no los conocemos.

En los momentos de cansancio, descansad sencillamente junto a vuestra Madre Celestial. Vivid bajo la mirada del Divino Maestro y de su Santísima Madre.

Tened confianza en su afecto por vosotros; gustad de decírselo a menudo.

Es menester que nuestro corazón, que necesita ser fuerte, siga siendo dulce. Sed a un tiempo dulces y fuertes: no se pueden dosificar matemáticamente fuerza y dulzura, ternura y firmeza. Eso es todo un arte. La Santísima Virgen lo poseía.

Ella sabía que el amor se prueba por el sacrificio, por las obras, y que la mejor prueba de amor que podemos dar a Dios y a las almas es nuestra propia inmolación.

Podemos ganarlo todo desarrollando nuestra devoción a María ¡Qué hermoso modelo y qué buena Madre! No se sintió ligada a nada en este mundo. Estuvo totalmente transformada en Jesús y por Jesús, que le comunicó sus virtudes y su vida.

Y esta vida fue una vida totalmente escondida en Dios. Ella no vio más que a Él, no quiso más que a Él. Su alma lo aspiraba y lo respiraba a cada instante. En el fondo, no constituía más que un solo ser con Él. Qui adhaeret Domino, unus spiritus est. Dios vivía en Ella. Ella vivía en Él. Todo eso fue verdad. Pero todo eso estuvo oculto. 

A la sombra de la Eucaristía

Robert de Langeac
La vida oculta en Dios


El alma interior, dichosísima por ser amada tan profundamente por Cristo Jesús, quiere testimoniarle a su vez el afecto que le profesa. Sabe que ahora Él habita en el Tabernáculo. Y, atormentada de amor, se retira allí cada noche para adorar, alabar, gemir, sufrir, orar y amar, muy cerca de Él, en el silencio del corazón.

El alma interior entra en si misma, cierra la puerta del santuario y se queda completamente sola con Dios... Quedan verdaderamente cara a cara, quedan, sobre todo, en una divina presencia de corazones. Al alma le parece, y es verdad, que ya no tiene que hacer sino una sola cosa: amar. Y ama horas enteras, sin cansarse. Si pudiera, se quedaría allí siempre, para amar siempre.

Mientras el alma interior dialoga con Jesús, al pie del Tabernáculo, vuelve a su mente el recuerdo de sus actos del día. Se pregunta si todo ha estado bien.

Vislumbra los defectos que se le escaparon en el momento de la acción. No dijo bien aquella palabra, no hizo bien tal gestión, no aceptó de primera intención y con alegría aquel sufrimiento o aquella contradicción. Se ve entonces carente de gracia ante los ojos de su Amado Salvador. Lleva algunas manchitas en las manos y en el rostro. Y ello le duele, sobre todo por Él, que merecía ser mejor amado y mejor servido. Unas lágrimas de pesar le suben desde el corazón hasta los ojos. Comprende que para reparar es menester amar mucho más. Y bajo el aguijón del dolor, su amor por Jesús se aviva, es más fuerte y más ardiente que nunca; su llama es purificadora. Y así como el fuego hace desaparecer las menores huellas de orín, el ardor de la caridad borra también hasta las más mínimas imperfecciones. El alma interior no ignora este proceso y se alegra de él.

Pues siente entonces que la paz perfecta vuelve otra vez a asentarse en el fondo de si misma.

¿Qué hay de más dulce para el alma interior que la sombra de Jesús-Hostia? Es allí donde desea sentarse la Esposa, y donde, por otra parte, la espera Él. Hay una sombra espiritual de la Custodia, como también la hay del Tabernáculo. No todos la ven ni todos se ocultan en ella. Pero quienes saben acogerse a ella, descansan allí embelesados. Pues en silencio y en paz se alimentan con un fruto dulcísimo; comen un pan sustancial, él mismo Cristo Jesús. Y poco a poco ellos mismos se mudan en ese Divino alimento. Son metamorfoseados y se transforman en Jesús.

Sus apariencias siguen siendo las mismas o casi las mismas, pero lo que en ellos hay de más íntimo y de más profundo se convierte en algo muy distinto. Es Él quien piensa, habla y obra por ellos; es Él quien vive por ellos. ¿Puede haber nada más dulce para el alma que verse así transformada en su Salvador gracias a la sombra de la Hostia?

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Respeito humano, parte II

Cônego Júlio Antônio dos Santos
O Crucifixo, meu livro de estudos - 1950

V - Preparação para a luta contra o respeito

1-      Estudo

Há uma grande falta de noções precisas e firmes sobre a religião. Devemos, pois, fazer um estudo pessoal, graduado, perseverante sobre Deus, Jesus Cristo e a Igreja, e sob a direção da mesma Igreja.

2-      Reflexivo

Todo o estudo deve ser acompanhado de reflexão. A reflexão, diz Rouzic, é atmosfera intelectual que permite à verdade arreigar-se em nós. Doutro modo, a verdade fica em nós à flor da alma como uma semente lançada à superfície do solo e que é levada pelo vento.

3-       Divisa

Devemos tomar uma divisa que encara, por assim dizer, a alma destas reflexões divinas, que devemos trazer muitas vezes à lembrança, sobretudo nas horas de luta; como por exemplo: Non erubesco Evangelium, eu não me envergonho do Evangelho: ou esta outra: Mihi autem pro minimo est ut a vobis judicer, não faço caso algum dos vossos juízos a meu respeito. Assim falava com altivez São Paulo diante dos gregos e dos romanos, diante da sua civi1ização e das suas divindades. “O meu Deus e a minha  consciência eis os meus únicos juízes”.

4-       Aliança

Os aliados do cristão são Deus e o próximo. Deus.
- Deus é aliado de todo o homem. Todavia, para vir a nós e nos armar com a Sua força, devemos recorrer:

1.º A oração. - A oração é o tratado de aliança que determina a assistência divina. A oração põe a força de Deus à disposição da fraqueza humana, sobretudo a oração ao Espírito Santo, o inspirador do heroísmo dos confessores e mártires. A recitação piedosa e ardente do Veni Sancte Spiritus ou do Veni Creator dá à nossa alma um banho de energia e daí sai pronta para todos os combates.

2.º A comunhão. - Pela comunhão digna, fervorosa, frequente, colocamos a força de Deus dentro de nós; e então podemos exclamar com São Paulo: Cum infirmor tunc potens sum; Omnia possum in eo qui me confortat, sou fraco e sou forte, tudo posso nAquele que me conforta.

3.º Tradições de família. - Depois de Deus temos o nosso próximo como aliado. Há homens maus ou fracos que nos provocam às ações do respeito humano. Há também homens fortes na virtude que nos encorajam ao respeito divino. Dos nossos antepassados para nós e de nós para os nossos descendentes há laços de solidariedade. A educação recebida, o exemplo dado por nossos pais são outras tantas vozes a incutir-nos coragem no cumprimento dos nossos deveres religiosos e assim como nós o seremos para os nossos vindouros.
Pertencemos a famílias católicas de quem temos recebido sublimes lições e grandes exemplos que devemos seguir e imitar para não degenerarmos.

VI - Luta contra respeito humano

1-      Defesa

Quando estamos numa conversa em que a religião, a piedade, a caridade, a pureza ou outra virtude cristã são atacadas ou metidas a ridículo ou quando nos é proposta a prática de um ato que a nossa consciência reprova, três atitudes são possíveis: o silêncio reprovador, o afastamento, a ofensiva.
A abstenção silenciosa basta às vezes para mostrar que não se pactua com o erro e para protestar contra o mal.
O afastamento, o abandono de uma má companhia, onde a lei de Deus é transgredida é também um protesto contra o mal. A liberdade de se ir embora, de se afastar, dizia Lacordaire é antes de tudo, liberdade de um homem que tem sentimentos nobres; e desgraçado daquele que a não possui, ou que se não atreve a fazer uso dela.

2-       Ofensiva

A ofensiva, a resposta, é o terceiro meio de resistir. Quando, pois, são atacadas as verdades em que nós acreditamos ou as virtudes que praticamos, o dever é, muitas vezes, reagir diretamente, ripostar. Uma resposta bem dada, anima os bons, abala os indecisos, ganha os indiferentes e lança, no espírito dos maus centelhas de luz que lhes mostram o bom caminho e que, em tempo oportuno, seguirão, porque, graças a Deus, a verdade e o bem tem os seus triunfos.
Em 1844, Montalembert dizia na Câmara dos pares: “Nós somos filhos de mártires, não temos medo dos filhos de Juliano Apóstata; somos descendentes dos cruzados, não recuamos diante dos descendentes de Voltaire.”
Os maus, muitas vezes, não falam, não operam, não triunfam senão devido à abdicação dos bons que se calam, que tem medo. Basta proclamarmos altivamente: sou cristão! Esta palavra tem vencido o mundo e vence e desarma os nossos inimigos.
Quando se quer verdadeiramente ganhar terreno e obter a vitória final é preciso tomar a ofensiva.
Nas lutas morais como nas guerras entre as nações os triunfos decisivos pertencem aqueles que tomam a ofensiva. Não devemos, pois, dissimular a nossa bandeira, mas mostrá-la ostensivamente; não deixemos de praticar um ato religioso, mas façamo-lo com toda a perfeição e com reta intenção, isto é, para maior glória de Deus.
Por quanto tempo da nossa vida durarão tais insultos e tão trabalhoso viver? Até ao dia de juízo e não mais. Neste grande dia que regozijo o nosso em estarmos de rosto firme e maravilhosa constância acusando os que nos atribularam e oprimiram.
Sabeis o que me lembra quando trato de representar essa alegria! Afigura-me ver Noé encerrado na arca misteriosa.
Nunca homem algum foi tão insultado como o bondoso Noé, Vivendo no meio de um povo desenfreado, sem Deus, sem mandamentos, sem vergonha, brilhava em toda a espécie de virtudes e por isso era escarnecido ou insultado por todos.
Quando, porém, Deus mandou a Noé que construísse uma arca ou casa flutuante para nela se refugiar e salvar do dilúvio universal: Oh! que ocasião esta para gracejarem com o servo de Deus.
Quando viram passar anos e anos, e Noé cada vez mais afadigado na construção da arca, e sem o menor vestígio de castigo apesar das tremendas ameaças de Noé, em nome do Senhor, oh! então reuniam-se em volta da arca, escarneciam do santo velho, chamando-lhe, à boca cheia, mentiroso e doido! E ao verem depois que, muito à pressa, se metia na arca com toda a sua família, como cresciam as chutas e gargalhadas, os gracejos e insultos! - Olhe o dementado velho, nem ao menos quer respirar livremente o ar que Deus lhe concedeu, ele mesmo preparou a sepultura e se enterra em vida. Com certeza é doido: teme que as águas o afoguem e não teme que o despedacem as feras, leões e tigres! Nestes e semelhantes termos escarneciam de Noé enquanto ele entrava para a arca. Tão cegos estavam e tão empedernidos eram os seus corações.
Quando, porém, dali a sete dias, começou a chover torrencialmente, a transbordarem os rios, a espraiar-se o mar, e as águas elevarem-se acima das mais altas montanhas, que cena tão diferente da primeira, que sentimentos tão contrários! Entre o fragor das tempestuosas nuvens que parecia o estrondo de cem batalhas, entre o sibilar dos ventos que, gemendo tristemente, pereciam lamentar a agonia do mundo entre a gritaria dos que fugiam e o clamor dos que se afogavam e os ais dos que por toda a parte morriam, diz Segneri, só a arca do varão justo ia intrépida entre tantos sobressaltos e segura no meio da desolação universal: não é um cárcere de ignomínia é um carro triunfal.
Às sortes estão trocadas e mudadas a fortuna. Vós escarneceis de mim, dizia o servo de Deus, porque não tomava parte nos vossos torpes passatempos; motejáveis de mim com delírio porque me fui encerrar neste cárcere; agora é tempo de eu escarnecer de vós, vendo-vos sumir como o chumbo no fundo do mar.
Não é mais invejável a sorte de Noé do que a sorte dos malvados escarnecedores? Tal será, pois a nossa sorte se permanecermos firmes entre os escárnios dos maus. Riem-se agora de nós porque recusamos fazer-lhes companhia nas festas e diversões, motejam-nos porque preferimos passar os dias encerrados em casa ou nalguma igreja, a passear por praças e jardins atrás das vaidades do mundo ou do desenfreamento da carne.
Mas ai! Quão breve é o seu riso! Quão passageiras as suas zombarias!
Quando estalar aquela tempestade, não de água, mas de fogo, onde se refugiarão os infelizes!
Quererão alcançar um cantinho na nossa arca, mas em vão.

VII- Vantagens da vitória sobre o respeito humano

Mostramos que somos cristãos. - Nós, cristãos, por quem Jesus Cristo deu a Sua vida, a quem Jesus Cristo trata não como servos, mas como amigos, devemos preferir a qualidade inestimável e o belo nome de cristão, a toda a glória humana; devemos confessar publicamente o Seu santo nome não somente no conselho dos justos, mas ainda, e principalmente, no meio da assembléia dos pecadores; cumprir a Sua lei, praticar os nossos deveres sem temores, nem respeitos humanos. 
Quais são as ameaças ou os suplícios que detém um cristão na confissão da sua fé, no serviço de Deus? 
Ameaçado de lhe tirarem os bens, São João Crisóstomo responde: tudo o que possuo é dos pobres; tirando-mos não fazeis injustiça a mim, mas aos pobres; ameaçado na sua liberdade responde: Eu beijarei com amor as cadeias que me prendem porque ao menos sou livre em Jesus Cristo; ameaçado de exílio responde: A minha verdadeira pátria é o Céu; ameaçado na sua vida responde: Chegarei mais depressa ao Céu, a ver a Deus, único fim de todos os meus desejos. 
E esta atitude de São João Crisóstomo tem sido a de doze milhões de mártires e de uma multidão inumerável de cristãos a quem nem a pobreza, nem o pecado, nem a morte, nem a fraqueza, nem as cruzes, nem os dentes das feras podem levar a praticar um ato de condescendência reprovado pela sua consciência; - Nego a Cristo! 
- Os cristãos fracos temem um sorriso à flor dos lábios, uma troça. 
Durante as perseguições dos primeiros séculos do Cristianismo, um humilde cristão foi preso e conduzido diante da estátua de Júpiter. Dizem-lhe aí:
- “Lança incenso no fogo e sacrifica aos nossos deuses!”
- “Não!” responde ele energicamente. 
Começam a torturá-lo; não se queixa. Levantam-lhe o braço de maneira que a mão fique, precisamente, em cima da chama e põem-lhe incenso na mão:
- “Deixa cair o incenso e deixamos-te ir em liberdade!”
- “Não!” responde ainda Barlaam. E fica imóvel de braço estendido. 
A chama eleva-se e começa a lamber a mão; o incenso fumega já; mas o homem não se move. A mão queima-se com o incenso, mas Barlaam prefere o martírio a renunciar à sua fé, ao seu Deus. - Um coração de bronze! 
Quando Madalena soube que Jesus se encontrava em casa de Simão, tomou um vaso de alabastro cheio de aromas e foi a toda a pressa derramá-lo sobre a cabeça do Salvador. E logo começaram muitos a murmurar, a indignar-se, a ranger os dentes, dizendo: Ut quid perditio haec? Para quê este desperdício? Quantos pobres morrem de fome e de frio e que ela poderia alimentar e vestir, se, em vez de ir comprar aromas, fosse comprar pão e agasalhos para os pobres! Ela que tinha gasto tanto dinheiro em jóias, banquetes e diversões! Pensais que então algum lhe chamava esbanjadora, cara a cara? Pelo contrário, todos aplaudiam os seus excessos. Quando, porém, faz das suas profanidades um ato de culto ao seu Deus a quem tão tarde começou a amar, eis que imediatamente se soltam as línguas em mil afrontas, assanham-se contra ela e ultrajam a pobre mulher. 
Vejamos, por aqui, quanto parecida foi, em todos os tempos, a sorte daqueles que se resolveram a voltar as costas ao mundo e servir generosamente a Jesus Cristo. “Todos aqueles que querem viver piedosamente em Jesus Cristo, diz o Apóstolo, hão-de sofrer perseguição.” (II Tim. III, 12). 
Tornamo-nos semelhantes a Jesus Cristo. - Na vida de Santo Henrique Suso conta-se que o servo de Deus fazia as mais ásperas penitências; mas, em certa ocasião, disse-lhe Deus que ainda tinha de sofrer coisa de maior merecimento e custo e que, para saber o que era, abrisse a porta da cela. Assim o fez. E viu no dormitório um cão com um trapo na boca e umas vezes o mordia e outras vezes o lançava para um canto. Disse-lhe Nosso Senhor que se dispusesse a ser tratado como aquele trapo e aprendesse dEle a sofrer, ainda que o desprezassem e mordessem com injúrias. 
Começaram, em breve, as perseguições e aos olhos do mundo, parecia um trapo desprezível, mordido dos cães furiosos e aos olhos de Deus, era uma pedra preciosa de muito valor que com aqueles golpes ficava cada vez mais polida. 
Porque é que valem mais as perseguições e injúrias sofridas com humildade e paciência do que penitências feitas com rigorosa austeridade? É que assim nos tornamos mais semelhantes a Jesus Cristo. Foi humilhado na Sua divindade na Sua alma e no Seu corpo. 
Portanto a tinta das injúrias, que a muitos só parece lançar no crédito, é na verdade, a tinta com que se tem feito preciosas cópias e retratos de Jesus Cristo.
Alcançamos muitos méritos. - Qual foi o principal merecimento do patriarca Abraão no seu sacrifício? Foi a obediência pronta, heróica, em executar as ordens de Deus? Não: o principal mérito do santo patriarca consistiu em não olhar ao que dirão, em desprezar com espírito magnânimo os ditos a que a sua obediência o expunha.
Vendo-o tomar o cutelo, diriam: aquilo é um bárbaro: vendo-o descarregar o golpe, sem derramar uma lágrima, sem lançar um ai, sem desviar sequer o rosto, acrescentariam: aquilo é um tigre e não um homem, um algoz e não um pai! 
Não temeu, diz São Zenão, que o tivessem por cruel e filicida: antes, para mostrar a sua submissão, alegrava-se de Deus, Nosso Senhor, lhe ter ordenado sacrifício tão penoso. Está nisto o incomparável mérito do grande patriarca. 
Imaginemos que todo o mundo em vez de nos escarnecer e motejar nos louva e aplaude por sermos cristãos. Neste caso, quem deve e a quem? Deus a nós ou nós a Deus? “Os devedores, somos nós a Deus, diz São João Crisóstomo, devedores lhe somos da honra que nos tributam; mas se somos escarnecidos e motejados por Sua causa, Deus se faz nosso devedor.” Que coisa podemos desejar mais do que ter próprio Deus por devedor? Deus paga, cento por um, neste mundo e depois, o reino dos Céus. 

Reflexões e resoluções. - Agora, com os olhos da minha alma fixos em Jesus Crucificado, faço reflexões sobre a virtude sobrenatural da fé e tomo as resoluções de desenvolver e aperfeiçoar em mim esta grande virtude pela oração, dizendo com os Apóstolos: Senhor, aumentai em mim a fé; pelo exercício constante praticado, frequentes atos de fé como está escrito: “O justo vive da sua fé” e de professar sem temores nem respeitos humanos, de maneira que à hora da minha morte possa repetir como o Apóstolo São Paulo: - Cursum consummavi, fidem servavi; cheguei ao fim da minha vida e, durante toda ela, mostrei por obras que fui sempre verdadeiro cristão.
Maria Santíssima, minha boa Mãe, ajudai-me a ser fiel a estas resoluções. Assim seja.

Santíssimo Nome de Jesus

Fonte: Escravas de Maria

02/13 Quarta-feira
Festa de Primeira Classe
Paramentos Brancos

No século XIII, o Papa Gregório X exortou os bispos do mundo e seus sacerdotes a pronunciar muitas vezes o Nome de Jesus e incentivar o povo a colocar toda sua confiança neste nome todo poderoso, como um remédio contra os males que ameaçavam a sociedade de então. O Papa confiou particularmente aos dominicanos a tarefa de pregar as maravilhas do Santo Nome, obra que eles realizaram com zelo, obtendo grandes sucessos e vitórias para a Santa Igreja.

A Santa Igreja, mãe próvida e solícita, concede indulgências a quem invocá-lo com reverência, inclusive põe à disposição de seus filhos a Ladainha do Santíssimo Nome de Jesus, incentivando-os a rezá-la com frequência.

Em Lisboa em 1432. Todos os que podiam, fugiam aterrorizados da cidade, levando assim a doença para todos os recantos de Portugal. Milhares de pessoas morreram. Entre os heróicos membros do clero que davam assistência aos agonizantes estava um venerável bispo dominicano, Dom André Dias, o qual incentivava a população a invocar o Santo Nome de Jesus.

Ele percorria incansavelmente o país, recomendando a todos, inclusive aos que ainda não tinham sido atingidos pela terrível enfermidade, a repetir: Jesus, Jesus! "Escrevam este Santo Nome em cartões, mantenham esses cartões sobre seus corpos; coloquem-nos, à noite, sob o travesseiro; pendurem-nos em suas portas; mas, acima de tudo, constantemente invoquem com seus lábios e em seus corações este Santo Nome poderosíssimo". Num prazo incrivelmente curto o país inteiro foi libertado da epidemia, e as pessoas agradecidas continuaram a confiar com amor no Santo Nome de nosso Salvador. De Portugal, essa confiança espalhou-se para a Espanha, França e o resto do mundo.

(Atos dos Apóstolos  Não tenho prata nem ouro, mas dou-te o que tenho: em nome de Jesus de Nazaré, levanta-te e anda. - Dando um salto, o aleijado pôs-se de pé e entrou com eles no Templo, saltando e louvando a Deus. E de tal forma agarrou-se aos dois Apóstolos que em torno destes juntou-se uma multidão estupefata.

(Isaías 9, 5-6) porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz. Seu império será grande e a paz sem fim sobre o trono de Davi e em seu reino. Ele o firmará e o manterá pelo direito e pela justiça, desde agora e para sempre. Eis o que fará o zelo do Senhor dos exércitos. 

Ladainha do Santíssimo Nome de Jesus

Kyrie, eleison.
Christe, eleison.
Kyrie, eleison.
Iesu, audi nos.
Iesu, exaudi nos.
Pater de caelis, Deus, miserere nobis.

Fili, Redemptor mundi, Deus,
Spiritus Sancte, Deus,
Sancta Trinitas, unus Deus,
Iesu, Fili Dei vivi
Iesu, splendor Patris,
Iesu, candor lucis aeternae,
Iesu, rex gloriae,
Iesu, sol iustitiae,
Iesu, Fili Mariae Virginis,
Iesu, amabilis,
Iesu, admirabilis,
Iesu, Deus fortis,
Iesu, pater futuri saeculi,
Iesu, magni consilii angele,
Iesu potentissime,
Iesu patientissime,
Iesu obedientissime,
Iesu, mitis et humilis corde,
Iesu, amator castitatis,
Iesu, amator noster,
Iesu, Deus pacis,
Iesu, auctor vitae,
Iesu, exemplar virtutum,
Iesu, zelator animarum,
Iesu, Deus noster,
Iesu, refugium nostrum,
Iesu, pater pauperum,
Iesu, thesaure fidelium,
Iesu, bone pastor,
Iesu, lux vera,
Iesu, sapientia aeternae,
Iesu, bonitas infinita,
Iesu, via et vita nostra,
Iesu, gaudium Angelorum,
Iesu, rex Patriarcharum,
Iesu, magister Apostolorum,
Iesu, doctor Evangelistarum,
Iesu, fortitudo Martyrum,
Iesu, lumen Confessorum,
Iesu, puritas Virginum,
Iesu, corona Sanctorum omnium,
Propitius esto, parce nobis, Iesu.
Propitius esto, exaudi nos, Iesu.
Ab omni malo, libera nos, Iesu.
Ab omni peccato,
Ab ira tua,
Ab insidias diaboli,
A spiritu fornicationis,
A morte perpetua,
A neglectu inspirationeum tuarum,
Per mysterium sanctae Incarnationis tuae,
Per nativitatem tuam,
Per infantiam tuam,
Per divinissimam vitam tuam,
Per labores tuos,
Per agoniam et passionem tuam,
Per crucem et derelictionem tuam,
Per languores tuos,
Per mortem et sepulturam tuam,
Per resurrectionem tuam,
Per ascensionem tuam,
Per sanctissimae Eucharistiae institutionem tuam,
Per gaudia tua,
Per gloriam tuam,

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi,
parce nobis, Domine.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi,
exaudi nos, Iesu.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi,
miserere nobis, Iesu.

Iesu, audi nos.
Iesu, exaudi nos.

Oremus: Domine Iesu Chiristi, qui dixisti: Petite, et accipietis; quaeriti, et invenietis; pulsate et aperietur vobis; quesumus da nobis, petentibus,divinissimi tui amoris affectum, ut te todo corde, ore et opere diligamus et a tua nunquam laude cessemus. Sancti nominis tui, Domine, timorem pariter et amorem facnos habere perpetuum. quia nunquan tua gubernatione destituis,quos in soliditare tuae dilectionis instituis. Qui vivis et regnas in saecula saeculorum. Amén.

Oh, Nome de Jesus exaltado acima de todo o nome! Oh, gozo dos Anjos! Oh, alegria dos justos! Oh, pavor dos condenados: em Vós está a esperança de qualquer perdão, em Vós, toda a esperança da indulgência, em Vós, toda a expectativa de glória. Oh, Nome dulcíssimo, Vós dais o perdão aos pecadores, renovais os costumes, encheis os corações de doçura divina. Oh, Nome desejável, Nome admirável, Nome venerável, Vós, Nome do Rei Jesus, assim levantais ao mais alto dos Céus os espíritos! Todos os que principiam a ter devoção a este Nome, graças a Ele encontram a glória e a salvação, por Jesus Cristo nosso Senhor.

(Homilia de S. Bernardino de Sena, o grande promotor da devoção ao SS. Nome de Jesus)