terça-feira, 18 de dezembro de 2012

XXX- Acerca da presença de Deus

Nota do blogue: Agradeço a generosidade de uma preciosa alma por essa transcrição. Deus lhe pague, minha irmã.

Indigna escrava do Crucificado e da SS. Virgem,
Letícia de Paula

P.S: Especial, em andamento formiguinha, AQUI.

Maria falando ao coração das donzelas
pelo Abade A. Bayle, 1917


I. Todos os cristãos crêem na presença de Deus. Sabem que Ele não é somente um Ser eterno, onipotente, justo, misericordioso e incompreensível, que é também imenso, que está em toda a parte. Mas quantos vivem como se estivessem seguros de que Ele não está presente em parte alguma. Talvez, ó Minha filha, tu sejas do número desses infelizes. Tu reconhecê-O presente, pela fé, no Santíssimo Sacramento no altar, e fora do altar, e fora do santo templo vives como se não andasses, como se não trabalhasses sempre na Sua presença. Contudo, além da fé, a própria razão te diz: - Por toda a parte existe Deus, por toda a parte Se acha, está presente a ti e tu a Ele, no silêncio da noite, em casa e fora dela, quando trabalhas e quando descansas. Vives em Deus e moves-te com Ele de modo que não podes estar um instante separado d’Ele. Sem Ele não podes dar um passo, mover os dedos ou as pálpebras, pronunciar uma sílaba, formar um pensamento. Deus vê-te pois em todo o tempo e a todo o momento, em todas as ações e todas as idéias, e ouve todas as tuas palavras. É um tal pensamento, ó Minha filha, não te compenetra de respeito e veneração para com uma majestade tão grande em presença de quem tremem as mais altas potências celestes! Se não refletes nisso, é porque não tens a respeito de Deus a fé que deverias ter. Oh! Reanima a tua fé, e se desejas viver como uma donzela verdadeiramente cristã, não percas nunca de vista o teu Deus, e lembra-te que estás sempre em Sua presença.

II. É, não refletindo na presença de Deus, que tu tens deixado arrastar a tantas culpas e quedas, ó Minha filha. O ímpio não tem tido Deus diante dos olhos, - diz David, - e eis porque os decretos divinos têm sido corrompidos em todo o tempo. Se tu pensasses em Deus não ousarias nunca fazer em Sua presença uma ação que te cobrisse de vergonha diante duma pessoa digna de respeito. Suzana foi instada a uma ação indigna por dois velhos criminosos que a ameaçavam de morte se recusasse. Mas que respondeu ela? “Mais vale para mim cair nas vossas mãos inocente do que pecar em presença de Deus.” É impossível, ó Minha filha, que um tal pensamento não exerça sobre ti uma profunda impressão, se nele refletires seriamente. Quanto mal tu terias evitado se tivesses pensado mais frequentemente na presença de Deus. Um mau escravo, um vassalo rebelde que não está suficientemente retido no dever pelo amor da justiça, é guardado à vista a fim de ser reprimido pelo temor do castigo e pela sujeição em que o tem aquele que o observa. As tuas paixões desregradas são os escravos maus da tua alma, que não cessam de te impelir para o abismo do pecado; põe portanto um freio pela presença de Deus e elas não te arrastarão mais a ações culpáveis. Sempre e em todo o tempo, dizia David, eu pensava que Deus me estava presente, e este pensamento dava-me a força de não ser abalado por más impressões. Que a presença de Deus seja em teu espírito na idéia fixa, e viverás como uma donzela verdadeiramente cristã. Para não perderes nunca a lembrança disso, vê escrito por toda a parte em grandes caracteres: Deus vê-me.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

2.º Dia da Novena de Natal - 17 de dezembro


2.º Dia - 17 de dezembro 


Canta-se o Puer Natus 

Aflição do coração de Jesus no seio de Maria 

Hóstias e oblações não quisestes, mas formastes-me um corpo. 
(Hebr. 10,5) 

Considera a grande amargura com que devia sentir-se afligido e oprimido o coração do Menino Jesus no seio de Maria, naquele primeiro instante em que o Pai lhe propôs a série de desprezos, trabalhos e agonias que havia de sofrer em Sua vida para libertar os homens de suas misérias: "Pela manhã chama a meus ouvidos..., não retrocedi..., entreguei meu corpo aos que me feriam" (Is. 50, 4-6). Assim falou Jesus pela boca do Profeta: "Pela manhã, quer dizer, desde o primeiro instante de minha concepção, meu Pai me fez compreender sua vontade: que eu tivesse uma vida de sofrimento e fosse, finalmente, sacrificado na cruz; não retrocedi; entreguei meu corpo aos que me feriam". E tudo aceitei pela salvação das almas e, desde então, entreguei meu corpo aos açoites, aos cravos, e à morte. 

Pondera então quanto padeceu Jesus Cristo em Sua vida e em Sua paixão; tudo lhe foi posto ante os olhos desde o seio de Sua Mãe e tudo Ele abraçou com amor; mas, ao consentir nessa aceitação e vencer a natural repugnância dos sentidos, quanta angústia e opressão não teve que sofrer o inocente Coração de Jesus! Conhecia bem o que primeiramente tinha que padecer; os sofrimentos e opróbrios do nascimento numa fria gruta, estábulo de animais; os trinta anos de trabalho como artesão; o considerar que seria tratado pelos homens como ignorante, escravo, sedutor e réu da morte mais infame e dolorosa que se reservava aos criminosos. 

Tudo aceitou nosso amável Redentor a cada momento, e a cada momento em que o aceitava, padecia reunidas todas as penas a abatimentos que depois padeceria até sua morte. O próprio conhecimento de Sua dignidade divina contribuía para que sentisse mais as injúrias recebidas dos homens: "Tenho sempre presente a minha ignomínia". Continuamente teve diante dos olhos sua vergonha, especialmente a confusão que sentiria ao ver-se um dia despido, açoitado, pregado com três cravos de ferro, entregando assim Sua vida entre vitupérios e maldições daqueles que se beneficiavam com sua morte. "Feito obediente até a morte e morte de cruz" (Phil. 2,8) e para quê? Para salvar-nos, a nós, míseros e ingratos pecadores. 

Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora 

Oração:  Amado Redentor nosso, quanto Vos custou desde que entrastes no mundo, tirar-nos do abismo em que nosso pecados nos haviam submergido. Para livrar-nos da escravidão do demônio, ao qual nós mesmos nos vendemos voluntariamente, aceitastes ser tratado como o pior dos escravos; e, nós que o sabíamos, tantas vezes tivemos a ousadia de amargurar vosso amabilíssimo Coração, que tanto nos amou. Mas já que Vós, nosso Deus, sendo inocente, aceitastes vida e morte tão penosas, aceitamos por Vosso amor, Jesus, todas as dores que nos venham de Vossas mãos. 

Aceitamo-las e abraçamo-las porque procedem daquelas mãos transpassadas um dia para livrar-nos do inferno, que tantas vezes merecemos. Vosso amor, nosso Redentor, ao oferecer-Vos para sofrer tanto por nós, obriga-nos a aceitar por Vós qualquer pena e desprezo. Dai-nos a aceitar por Vós qualquer pena e desprezo. Dai-nos, Senhor, por Vossos méritos, Vosso santo amor, que nos torna doces todas as dores e todas as ignomínias. Amamo-Vos acima de todas as coisas, amamo-Vos com todo o coração, amamo-Vos mais que a nós mesmos. Vós, em vossa vida, nos destes tantas e tão grandes provas de afeto e nós, ingratos, que prova de amor Vos damos? Fazei, pois, ó nosso Deus, que durante os anos que nos restam de vida vos demos alguma prova de amor. Não nos atreveríamos, no dia do juízo, a comparecer diante de Vós tão pobres como somos agora e sem fazer nada por Vosso amor; mas que podemos fazer sem Vossa graça? Apenas rogar-os que nos socorrais, e ainda essa nossa súplica é graça vossa. Oh, Jesus, socorrei-nos pelo mérito de Vossas dores e do sangue que derramastes por mim. 

Maria Santíssima, recomendai-nos a Vosso Filho, já que por nosso amor o tivestes em Vosso seio. 
Lembrai-Vos que somos daquelas almas por quem morreu vosso Filho. 

Cântico: Adeste, Fideles 

domingo, 16 de dezembro de 2012

ATENÇÃO: Hoje, inicia-se a Novena de Natal! Acompanhe diariamente com o blogue


1º. DIA DA NOVENA DE NATAL


Cântico: Puer Natus
(reza-se no início)

1. Puer nátus in Béthlehem, allelúia: 
Unde gáudet Jerúsalem, allelúia, allelúia. 
In córdis júbilo, Christum nátum adorémus, 
Cum nóvo cántico. 
2. Assúmpsit cárnem Filius, allelúia, 
Déi Pátris altíssimus, allelúia, allelúia. 
In córdis... 
3. Per Gabriélem núntium, allelúia, 
Virgo concépit Filium, allelúia, allelúia. 
In córdis... 
4. Tamquam spónsus de thálamo, allelúia, 
Procéssit Mátris útero, allelúia, allelúia. 
In córdis... 
5. Hic jácet in praesépio, allelúia, 
Qui régnat sine término, allelúia, allelúia. 
In córdis... 
6. Et Angelus pastóribuis, allelúia, 
Revélat quod sit Dóminus, allelúia, allelúia. 
In córdis... 
7. Réges de Sába véniunt, allelúia, 
Aurum, thus, myrrham ófferunt, allelúia, allelúia. 
In córdis... 
8. Intrántes dómum invicem, allelúia, 
Nóvum salútant Principem, allelúia, allelúia. 
In córdis... 
9. De Mátre nátus Virgine, allelúia, 
Qui lúmen est de lúmine, allelúia, allelúia. 
In córdis... 
10. Sine serpéntis vúlnere, allelúia, 
De nóstro vénit sánguine, allelúia, allelúia. 
In córdis... 
11. In carne nóbis símilis, allelúia, 
Peccáto sed dissímilis, allelúia, allelúia. 
In córdis... 
12. Ut réderet nos hómines, allelúia, 
Déo et síbi símiles, allelúia, allelúia. 
In córdis... 
13. In hoc natáli gáudio, allelúia, 
Benedicámus Dómino, allelúia, allelúia. 
In córdis... 
14. Laudétur sáncta Trínitas, allelúia, 
Déo dicámus grátias, allelúia, allelúia. 
In córdis... 

Cântico: Adeste, Fideles 
(reza-se no final)

Adeste fideles, læti triumphantes; 
Venite, venite in Béthlehem; 
Natum videte Regem angelórum; 
Venite, adorémus, Venite adorémus, 
Venite, adorémus, Dóminum. 
Ingrége relicto, húmiles ad cúnas 
Vocati pastores appróperante; 
Et nos ovánti grádu festinémus; 
Venite, adorémus, Venite adorémus, 
Venite, adorémus, Dóminum. 
Aetérni Paréntis splendórem ætérnum 
Velátum sub cárne vidébimus; 
Déum infántem, pánnis involútum, 
Venite, adorémus, Venite adorémus, 
Venite, adorémus, Dóminum. 
Pro nóbis egénum et foéno cubántem 
Piis foveámus ampléxibus; 
Sic nos amántem quis nom redamáret? 
Venite, adorémus, Venite adorémus, 
Venite, adorémus, Dóminum. 

1.º Dia - 16 de dezembro - Cântico: Puer Natus 

Deus nos deu Seu Filho Unigênito por Salvador 

Eu te constitui em luz para os gentios, 
para que minha salvação chegue até os confins da terra. 
(Is. 49, 6) 

Consideremos como o Pai eterno disse ao Menino Jesus no instante de Sua concepção estas palavras: Filho, eu te dei ao mundo como luz e vida das gentes, para que busques sua salvação, que estimo tanto como se fosse a minha. É necessário, pois, que te empenhes completamente em benefício dos homens. "Dado completamente aos homens, e inteiramente entregue as suas necessidades". É necessário que ao nascer padeças extrema pobreza, para que o homem se enriqueça; é necessário que sejas vendido como escravo, para que o homem seja livre; é necessário que, como escravo, sejas açoitado e crucificado, para pagar à minha justiça a pena devida pelos homens; é necessário que sacrifiques sangue e vida, para livrar o homem da morte eterna. Fica sabendo, enfim, que já não és teu, mas do homem. Pois um filho lhes nasceu, e um menino lhes foi dado. Assim amado Filho meu, o homem voltará a amar-Me a ser Meu, vendo que te dou inteiramente a ele, Meu Filho Unigênito, e que já não Me resta mais o que lhe possa dar. 

Assim amou Deus - oh, amor infinito, digno somente de um Deus infinito - assim amou Deus o mundo de tal forma, que lhe entregou Seu Filho Unigênito. O Menino Jesus não Se entristeceu com esta proposta, mas, ao contrário, comprazeu-se nela e a aceitou com amor e alegria: "como um esposo procedente de seu tálamo, exultou como gigante a percorrer seu caminho" (Ps. 18,6). E desde o primeiro momento de Sua encarnação se entregou por completo ao homem e abraçou com gosto todas as dores e ignomínias que havia de sofrer na terra por amor dos homens. 

Esses foram, segundo São Bernardo, as colinas e vales que com tanta pressa devia atravessar Jesus Cristo, segundo o Cântico dos Cânticos, para salvar os homens. Ei-lO que vem saltando pelas montanhas, brincando pelas colinas. 

Reflitamos aqui como o Pai, enviando-nos Seu Filho para ser nosso Redentor e para selar a paz entre Ele e os homens, obrigou-Se de certo modo a perdoar-nos e a amar-nos, em razão do pacto que fez de receber-nos em Sua graça, posto que o Filho satisfaz por nós a justiça divina. 

Por Sua vez, o Verbo divino, tendo aceitado a missão que Lhe foi dada pelo Pai, o qual, enviando-O para redimir-nos no-lO deu, obrigou-se também a amar-nos, não por nossos méritos, mas para cumprir a piedosa vontade de seu Pai. 

Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora 

Oração: Amado Jesus, se é verdade, como diz a lei, que o domínio se adquire com a doação, Vós sois nosso, por Vos ter Vosso Pai entregue a nós. Por isso podemos com razão exclamar: Deus meu e meu tudo. E já que sois nosso, nossas são Vossas coisas, como nos afirma o Apóstolo: "Como não nos dará, juntamente com Seu Filho todas as coisas?" Nosso é Vosso sangue, nossos Vossos méritos, nossa a Vossa graça, nosso Vosso paraíso. E, se sois nosso, quem jamais poderá separarmos de Vós? Ninguém poderá tirar-me Deus, exclamava jubiloso Santo Antônio Abade. Assim queremos exclamar daqui em diante. Apenas por nossas culpas podemos perder-Vos e separar-nos de Vós, mas, Jesus, se no passado Vos deixamos e perdemos, agora nos arrependemos com toda a alma e nos resolvemos a perder tudo, mesmo a vida, antes que Vos perder, bem infinito e único amor de nossas almas. 

Damo-Vos graças, Padre eterno, por nos terdes dado Vosso Filho, e em troca de o terdes dado por completo a nós, entregamo-nos inteiramente a Vós. Por amor desse mesmo Filho, aceitai-nos e apertai-nos com laços de amor a nosso Redentor, de modo que possamos exclamar: "Quem nos apartará do amor de Cristo?". 

Salvador nosso, já que sois todo nosso, tomai-nos todos para Vós; disponde de nós e de nossas coisas como Vos agrade. Como poderemos negar alguma coisa ao Deus que não nos negou nada, nem Seu sangue nem sua vida? Maria, nossa Mãe, guardai-nos com Vossa proteção. Não queremos pertencer-nos mais, mas inteiramente a Nosso Senhor. Lembrai-Vos de fazer-nos fiéis. Em Vós confiamos. 

El amor


Robert de Langeac
La vida oculta en Dios



Pedid a Santa Teresa del Niño Jesús el amor sencillo, confiado, generoso y que sonríe a Dios. Es su gracia particular. ¡Qué espíritu de sacrificio y qué amor sin consuelo sensible los suyos! Rogadle que os enseñe a amar a Dios confiados y en total abandono a su dulce Voluntad de Padre.

San Francisco de Sales dice que para aprender a amar a Dios no hay más treta que la de amarlo. Y en espera de amarlo hay que hacer «como si».

Yo te quiero, Dios mío, pero no lo bastante. Tu amor es celoso, quiere el corazón entero. Para que el mío fuese todo tuyo, haría falta que todos sus movimientos, todos sus impulsos incluso los primeros, no tuviesen otro principio ni otro término que Tú. Mi poder de amar, no sólo como espíritu, sino hasta como ser sensible, debería estar orientado únicamente hacia Ti. En una palabra, sería preciso que el encanto de tu infinita Belleza ejerciese sobre mi corazón un dominio absoluto. ¿Cuándo llegará el momento, Dios mío, de que todo mi ser esté sometido al régimen de tu amor?

El amor del alma interior es un amor fiel. Su corazón pertenece sólo a Dios y para siempre. Dios ruede esconderse, incluso puede parecer que la desdeña, que la desprecia, que la rechaza, pero no por eso deja ella de amarlo. Porque Él sigue siendo Dios y su Dios. Él es siempre digno de todo afecto y de todo amor. Y eso le basta. Tal vez el alma sienta que el aguijón de una misteriosa inquietud la penetra hasta lo más íntimo: « ¿Me ama mi Dios?» Pero no espera la respuesta Pues cualquiera que sean las disposiciones de su Dios para ella, sabe que debe amarlo, amarlo siempre, amarlo cada día más. Y eso sigue bastándole. Ama, pues, y más que nunca. Lo que mejor señala la fidelidad de tu Esposa, ¡oh Dios mío!, es la perfecta serenidad con la que permanece allí donde la pusiste y en el estado interior en que quieres que esté. Sabe que Tú la quieres así; y no le hace falta nada más. Seguirá estando donde está todo el tiempo que te plazca. 

Como la paloma, no se mueve; espera. Y en esta solitaria espera canta su dulce cantar. Cantar que siempre es el mismo. Unas pocas palabras, unas pocas notas; eso es todo. ¡Pero cómo agrada a tu Corazón ese cántico de amor que nunca termina!

Sea cual sea la estación, haga el tiempo que haga, fuera o dentro, nada lo interrumpe: «Te amo, Dios mío... ¡Tú eres el Dios de mi Corazón! Mi Dios y mi Todo...»

sábado, 15 de dezembro de 2012

La esperanza que engendra el abandono


Robert de Langeac
La vida oculta en Dios



¿Cómo no íbamos a tener en el fondo del corazón una esperanza invencible?

Todo el poder de Dios está puesto a nuestro servicio para conquistarlo a Él mismo.

Cuantos menos derechos tengo, más espero. No merezco nada, por eso lo espero todo. Porque Tú, Dios mío, eres bueno.

Nuestra verdadera dicha está escondida en lo que Dios nos da que hacer o que sufrir en el momento actual; buscarla en otra parte es condenarse a no encontrarla nunca.

Lo que dios quiere de nosotros es el abandono filial y lleno de confianza. Apartad de vuestro espíritu toda preocupación por el presente y por el porvenir, y, por tanto todo lo que pueda impedirle ocuparse de Dios actualmente. No toméis las cosas por lo trágico; basta con que las toméis muy en serio. De ordinario, no son
tan negras ni tan blancas como parecen. Poned mesura en todo. Pensad que la Providencia conduce todo suaviter et fortiter, apoyándose unas veces en la primera palabra y otras en la segunda. Haced como Ella; no tenemos mejor modelo.

En cuanto a vosotros, tomad las cosas en el punto en que están sin volveos atrás.
Dejad el pasado al pasado. Id derechos al deber presente.

Repetíos sin cesar la frase de San Pablo:

Dios hace concurrir todas las cosas para el bien de los que le aman. Amad, pues, a Dios, o al menos tened un sincero deseo de amarlo; eso basta. Conservad la paz. Nada podemos más que bajo la dependencia de Dios. Nuestra dicha y nuestra grandeza consisten en tenerlo todo de Él. Yo le digo a menudo mi alegría de no tener ningún derecho sobre Él, pues si lo tuviera, no le debería tanto a su misericordia. Me encanta pensar que no me debe nada. Si yo tuviera algún derecho, no podría ser tan audaz, no estaría tranquilo.

Nuestro Señor os dará su amor, pero quizá no de la manera que os imagináis. Es mucho más sencillo. No esperéis nada sensible... Os transformará, pero poco a poco. No os preocupéis en absoluto de las pruebas del porvenir. Vivid al día.

Hallad vuestra dicha en lo que tengáis que hacer o que soportar hoy.
Verdaderamente que ahí está, aunque no la paladeéis.

No os preocupéis de la cantidad de sufrimientos que Dios haya de enviaros. No serán más que sufrimientos. Haced los sacrificios que se presenten hoy, lo mismo mañana y así sucesivamente.

No queráis la perfección de un solo golpe. No es ésa la manera habitual de proceder de Dios. Lucha lenta, paciente, progresiva. Esos esfuerzos darán sus frutos como prueba de amor para con Nuestro Señor. Los darán poco a poco, paulatinamente. No os desaniméis ante la inmensidad del trabajo. No se trabaja bien cuando se agita uno so pretexto de que hay mucho que hacer.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

XXVII- Acerca do Paraíso

Nota do blogue: Meus agradecimentos vão novamente à Débora Maria pela transcrição desse belíssimo texto. Deus lhe pague, minha querida irmã.

Indigna escrava do Crucificado e da SS. Virgem,
Letícia de Paula


Maria falando ao coração das donzelas
pelo Abade A. Bayle, 1917

 
I. Minha filha, o fruto dos sofrimentos suportados com paciência por Meu divino Filho para salvar o mundo, é o Paraíso que os homens devem esperar. As coisas da terra não satisfazem nunca inteiramente o espírito e o coração, e aqueles que se perdem nelas são iludidas e enganadas. Aqui são prazeres das dores. Os prazeres nunca te contentam plenamente; as dores fazem-te triste e desgraçada. Em vão buscarias tu a felicidade num mundo de exílio. Num vale de lágrimas e de amargura. A terra não é a pátria para que Deus te criou; uma ou outra pátria te espera, - o céu. Mas aquela pátria não a desejas tu, não suspiras por ela, porque a não conheces. Oh! Se te fosse concedido lançar para ela um único olhar, asseguro-te que nunca mais poderias ver senão com desgosto as mais radiantes belezas desta terra; estar separada do céu uma só hora te pareceria um suplício tão intolerável como não conceberias outro mais cruel. Para dar-te alguma idéia daquela pátria, ó Minha querida filha, pensa na doce surpresa que te alegrará quando o teu fiel Anjo da Guarda, vindo ao teu encontro, te estender meigamente a mão para te convidar a subir ao céu. A rapidez do pensamento não iguala o arremesso que atrairá a tua alma para a venturosa morada. Chegada ao umbral, ei-lo, exclamarás tu em êxtase, eis o Paraíso. Ó Paraíso tu és meu, eu vejo-te, possuo-te. Penas, angústias, tribulações, doenças, morte, tristezas de todo o gênero, adeus para sempre. Deixei-vos lá baixo no mundo, tentações, demônios, inferno, não vos temo, não vireis mais perturbar a minha alegria. Grandes coisas me têm sido ditas de ti sobre a terra, ó gloriosa cidade de Deus, mas quanto estavam abaixo do que vejo agora, do que gozo! Não me tem sido revelado mais que uma fraquíssima parte das tuas glórias! – assim exclamarás tu cheia de júbilo e de felicidade. Os tronos, os reinos deste mundo, que tu tanto admiras, ó Minha filha, dá-os Deus muitas vezes aos Meus inimigos; pensa pois qual será a recompensa que Ele dá lá no alto aos Seus filhos, se o que concede aos Seus inimigos é tão belo. Como o Deus que tu adoras é eterno, imenso e infinito, assim eterna, infinita e imensa é a glória que Ele te prepara no céu, porque ela não é distinta da d’Ele mesmo. E não quererás tu aspirar àquela pátria!

II. Introduzida no Paraíso pelo teu Anjo da Guarda, ó Minha filha, quem poderá dizer a alegria e júbilo que sentirás nessa venturosa entrada? O mundo é cheio de ilusões, e quando o véu cai, passa-se da alegria ao desencantamento; mas o Paraíso contém a verdadeira glória e a verdadeira felicidade! Consiste ela na visão beatífica de Deus em quem todas as perfeições e todas as grandezas têm o seu complemento achar-te-ás no céu em presença do Senhor que nunca teve princípio, por que é eterno, que criou todas as coisas por que é onipotente; que alegra por Si mesmo todos os espíritos celestes: porque é infinitamente belo, infinitamente amável, vê-lo-ás cercado de todas as falanges de anjos e santos que gozam da Sua glória há séculos e séculos, não se fatigando nunca de a possuir, nem deixando nunca de O contemplar. Os esplendores infinitos e sempre novos que não deixam de admirar nesse imenso oceano de verdade, de beleza, de perfeição, arrebatam-lhe cada vez mais o coração. Conhecerás no céu que compensação é dada às almas experimentadas pela tribulação, e àquelas por que por Meu divino Filho Jesus têm sido pobres sobre a terra, têm suportado desprezos, dores e privações. Verás, ó Minha querida filha, na glória, virgens, mártires, confessores e penitentes de quem partilharás a sorte e a felicidade. Lá, o teu espírito se abrirá ao conhecimento de todos os seres; o véu dos mistérios cairá; iluminada pela luz divina, verás duma visão intuitiva o que é agora objeto da tua fé. Lá não terás mais desejos; o teu coração estará plenamente satisfeito. E Eu! Eu te abraçarei como uma filha fiel que tem correspondido aos Meus convites, e nós entoaremos juntas um cântico de glória ao Deus que nos criou e glorificou. Ó Minha filha, que alegria que o Paraíso é!

III. Mas a tua alegria não seria de modo nenhum perfeita se pudesse ser perturbada, se pudesse acabar; ora eis aí o que nunca sucederá. Sobre a terra, ó Minha filha, por mais feliz que seja um coração, à sua ventura é demasiadamente imperfeita e receia sempre que lhe fuja. Se a tem constituída nos bens da fortuna, os ladrões fazem-no sempre tremer; se a tem constituída fora disso, as doenças, as calamidades, os incêndios, as perseguições, os inimigos, perturbam essa felicidade mal assegurada, e cada dia, além disso, a morte pode arrebatar-lha. Mas no céu, livre de toda a tribulação e de toda a desgraça, não terás mais a temer adversidade alguma. Aos teus temores passados sucederá uma paz, uma tranquilidade indizível tocante ao futuro. O pensamento de que um bem que se ama há de ser perdido, há de ser abandonado, entristece profundamente e troca a alegria em amargura. Nenhum pensamento semelhante há no céu. Admitida na venturosa pátria, gozarás a abundância de todo o bem sem recear mal algum. Acidente algum, incômodo poderá perturbar a tua felicidade ou torná-la menos perfeita, por que ela será eterna. Este pensamento, minha filha far-te-á gozar a cada instante a doçura de todas as delícias de que gozarias durante toda a eternidade. Não te consideras bem feliz, ó Minha filha, ouvindo estas coisas? Não te inflamam elas dum amor pelo Paraíso? Que loucura seria a tua se para não te sujeitares a uma pena passageira, e para gozar duma sombra de felicidade fugitiva, te arriscasses a perder uma tão grande glória! Quantas vezes todavia, não tens sido culpada desta loucura. Abre os olhos e aprende a melhor apreciar o céu para o futuro.

Afetos. É demasiadamente verdade, ó Maria, minha boa e terna Mãe! Cega e insensata não tenho apreciado o céu como devia. Um bem tão grande, que o Filho de Deus, a sabedoria incriada do Pai, tem sofrido as penas os trabalhos e dores de toda a Sua vida para mo merecer: um bem tão grande, que para adquiri-lo para mim que o tinha perdido, crês não ter dado bastante dando a Sua vida e derramando todo o sangue de Suas veias; um bem tão grande, tenho-o estimado menos que as coisas da terra, menos que a saciedade de uma paixão, menos que uma bagatela e uma vaidade, menos que o prazer duma miserável criatura. Depois de ter reconhecido o mal que tenho feito, serei do mesmo modo louca para o futuro? Serei bastante covarde para temer um pouco de cansaço e dor sofrida a fim de ganhar o céu? Não, com certeza. Por maiores que sejam as minhas aflições, amargas as minhas dores, custosas as minhas humilhações, ainda que os demônios me tentem, que as paixões se desencadeiem, que o mundo reclame, tudo será inútil; tenho-os demasiado escutado no passado. Ó Mãe terníssima! Não quero por um nada, não quero pelo mundo inteiro perder o céu. Não quero, recusando sofrer um pouco, expor-me ao perigo de perder a consolação de gozar um dia o céu. Espero, ó Maria! Perseverar nestas resoluções, se como me tendes feito a graça de reconhecer o meu erro, me obtiverdes a de o corrigir por uma pronta enérgica penitência.

A reincidência

Nota do blogue: Meus agradecimentos ao irmão Ítalo Aguiar pela transcrição. Deus lhe pague muitíssimo.

Indigna escrava do Crucificado e da SS. Virgem,
Letícia de Paula

(Jesus Cristo falando ao coração do Sacerdote, ou meditações eclesiásticas para todos os dias do mês, escritas em italiano pelo Missionário e doutor Bartholomeu do Monte traduzidas pelo Pe. Francisco José Duarte de Macedo, ano de 1910)


I. – Filho, quantas vezes Me tens prometido não tornar a pecar, e quantas vezes tens faltado ao teu prometimento? É sinal de que desconsideras a Minha majestade.
Se prometes a um homem, é para ti ponto de honra o cumprires a tua palavra a todo o custo; só a Mim não te envergonhas de faltar, tendo-Me prometido tantas vezes e tão solenemente?
Conheces a malícia, a miséria do teu proceder, confessai-a, detestai-a, e logo, como o vil cão, devoras a imundícia que vomitaras, e como o animal mais imundo te revolves no lamaçal. (1)
Assim correspondes a Minha bondade e a paciência com que te tenho sofrido? Não te confundem os prometimentos que Me tens feito, as Minhas graças de que tens abusado, a santidade a que te obriga o teu caráter, o miserável estado em que te achas?

II. – Filho, que confissões são essas tuas, em que sempre propões e nunca cumpres? Isso não é arrepender-te, é escarnecer de Mim. Se, em vez do propósito de emenda, fizeras propósito de continuar a ofender-Me sempre, terias podido obrar pior?
Tu mesmo não darias crédito a quem te tivesse faltado tantas vezes, quantas te havia prometido; e, se te sentaras no confessionário para ouvir de confissão um Sacerdote, semelhante a ti, não acreditarias em seus propósitos por mais que prometesse. Como pois viverás seguro e tranquilo a respeito das tuas confissões e fáceis absolvições?
       Ah infeliz! De nada te servem, antes te condenam, não só a ti, mas também a teus confessores, que te vendem a ti, e vendem o seu ministério; e, quando um cego guia outro cego, ambos caem no abismo.
E ousas subir assim todos os dias ao Meu altar? e depois de tal abuso da confissão, não te horrorizas de cometer o abuso mais tremendo do Meu corpo e sangue?!

III. – Ah desgraçado! Se te não regeneras com grande fervor e firme resolução, desse teor de vida, vejo que corres à condenação eterna, e a tornas cada vez mais inevitável e horrível.(2)
Treme, filho, treme; porque são raríssimos os Sacerdotes reincidentes, que se emendam e fazem sincera penitência.(3)
Entra em ti mesmo e vê o estado a que te achas reduzido. Quando começaste a ofender-Me, envergonhavas-te: temias as tuas culpas, sentias-lhes o peso, atribulavam-te; mas agora, miserável, as cometes e multiplicas quase sem remorso; calejou-se a tua má consciência, e por isso ou te não confessas ou te contentas-te com uma absolvição, que, em vez de curar-te, te anima, por sua facilidade, a recair no pecado. Oh! Quanto é lastimoso o teu estado!
De nenhuma sorte digas que não te pode emendar; não chegues ao excesso de Me acusar de te ter imposto obrigações superiores às tuas forças, ou de não querer auxiliar-te; não as imporia, se te não quisesse dar a mão. É pois tua toda a culpa, e só tua, que não queres nem te esforças por sacudir o jugo do pecado.
O Meu sangre na Confissão e o Meu corpo na Sacrossanta Eucaristia, se deles fazes o bom uso que deves, não serão meios e auxílios eficazes para te curar? Ai de ti, se, onde tantos pecadores acham o perdão e a salvação, tu, pelo abuso, agravas os teus pecados e encontras a tua condenação!

Fruto. – Remedeia os males passados por meio de uma confissão geral; mas sabe que nada vale repetir muitas confissões gerais, se não há verdadeira emenda. Escolhe entre mil um confessor, dizia o Ven. João d’Ávila. E São Francisco de Sales acrescentava: E eu digo entre dez mil, porque capazes de tal ministério são mais raros do que se pensa. Isto mesmo tinha o Santo escrito em seus propósitos como regra de vida: Confessar-me-ei ao confessor mais hábil que me poder encontrar, o qual não mudarei sem necessidade. Um Sacerdote tem maior necessidade em um bom confessor, que os leigos.(4)
Reflete na Proposição 60 e seguintes, condenadas por Inocêncio XI(5), e conhecerás que os Sacerdotes não são excetuados nelas; antes as graves obrigações do teu estado te dirão que a condenação tem mais força contra ti, que és obrigado a procurar a perfeição, do que contra os outros.
Collet dizia: Quero antes ser queimado vivo, que absolver um Sacerdote consuetudinário, ou o confessor que o absolveu. Os confessores que absolvem a todos indistintamente, dizia São Thomas de Villa Nova, são a ruína da Igreja: são traidores e cruéis assassinos das almas.

Notas:
1
A quo enim quis superatus est, hujus et servus est. Si enim refugientes coinquinationes... his rursus implicati superantur: facta sunt eis posteriora deteriora prioribus; melius erat illis non cognoscere viam justitiae, quam post agnitionem retrorsum converti. Contigit enim eis illud veri proverbii: Canis ad suum vomitum reversus; et: Sus lota in volutabro luti. (PETRUS. Epist, 2.ª, Cap. II, 19-22.)

2Impossibile est enim, eos, qui semel illuminati sunt, gustaverunt etiam donum coeleste... et prolapsi sunt; rursus renovari ad poenitentiam, rursum crucifigentes sibi ineipsis Filium Dei, et ostentui habentes. Terra enim saepe venientem super se bibens imbrem... proferens autem spinas, actribulos, réproba est, et maledicto próxima, cujus consummatio in combustionem. (Ad Haebr., VI, 4-8.)

3­ – Clerici, si mali fuerint, inemendabiles sunt. Clericus enim, qui meditatur Scripturas, aut omnino observaturus est, et erit perfectus; aut, si semel coeperit eas contemnere, nunquam excitatur in illis, ut imeat. Quis aliquando vidit Clericum cito poenitentiam agentem? Sed et si deprehensus humiliaverit se, non ideo dolet, quia peccavit; sed confunditur, quia perdidit gloriam suam... et ideo Christus dicit: Publicani, et meretrices praecedent vos in regnum Dei. (Chrysost., Hom. 40.)

4Quid me beatius, atque securius, cum ejusmodi circa me vitae meae custodes haberem, et testes, qui, si vellem aliquatenus deviare, non sinerent, frenarent praecipitem, dormitantem excitarent; quorum me reverentia, et libertas excedentem corrigeret; quorum me constantia, et fortitudo nutantem firmaret, erigeret diffidentem; quorum me tides, et sanctitas ad quaeque amabilia, et bonae famae provocaret. (Bernard. Considerat. 4.)

560 – Habenti consuetudinem peccandi... nec est neganda nec differenda absolutio... 61 – Potest aliquando absolvi in próxima occasione peccandi versatus, quam potest et non vult dimittere... 62 – Proxima occasio peccandi non est fugienda, si causa utilis, aut honesta occurrat non fugiendi. (Propositiones damn. ab Innoc. XI, anno 1679.)

XXIV- Jesus com a Cruz às costas

Nota do blogue: Meus agradecimentos à Débora Maria pela transcrição desse belíssimo texto. Deus lhe pague, minha querida irmã.

Indigna escrava do Crucificado e da SS. Virgem,
Letícia de Paula

Maria falando ao coração das donzelas
pelo Abade A. Bayle, 1917


I. Contempla agora, ó Minha filha, Jesus carregado da Sua cruz. A injusta sentença da Sua morte foi pronunciada. É preciso que suba ao Calvário, lugar do Seu suplício, e é condenado a levar a cruz. O furor desses desumanos não teria sido satisfeito se não tivessem sempre inventado novos meios de fazer sofrer mais tempo a sua vítima. Os maiores criminosos eram unicamente obrigados a levar o instrumento do seu suplício, e o Meu divino Filho, como se tivesse sido o maior de todos, foi carregado da Sua cruz, enquanto os ladrões que O seguiam e que deviam morrer com Ele foram dispensados dessa humilhação. Não Se recusou a isso. Toma a pesada cruz sobre os ombros nus, já lacerados pelos açoites, abraça-a, contempla-a como o altar onde irá consumar o holocausto da redenção de gênero humano, para reconciliar a terra e o céu, o homem e Deus. Carregado desse madeiro, o celeste Isaac, toma o caminho do Calvário. Uma grande multidão O precede e segue gritando: - Este Jesus, violador das leis de Deus dadas por Moisés, e que se pretendia fazer Filho de Deus, ei-lO condenado à cruz por sentença dos grandes sacerdotes e do governador romano! – Durante este caminho doloroso, que de irrisões, insultos e pancadas! Mas Ele suporta tudo, verificando o que David tinha profetizado d’Ele: todos os que me viam escarneciam-me e agitavam a cabeça. Minha filha a culpada covardia que dás a conhecer quando devias mostrar-te virtuosa em face do mundo, foi a causa destes opróbrios. Que motivo de condenação seria para ti, se te deixasses ainda vencer pelo respeito humano até não ousares fazer o bem! O Filho de Deus, não recusou parecer criminoso e malfeitor, por amor por ti, e tu terias vergonha de te pareceres uma das suas discípulas e segui-lO!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Nossa Senhora de Guadalupe


12/12 Quarta-feira
Festa de Primeira Classe
Paramentos Brancos


Nossa Senhora de Guadalupe (em espanhol Nuestra Señora de Guadalupe, em náuatle Nicān Mopōhua), também chamada de Virgem de Guadalupe, é um culto mariano originário do México. É a padroeira da Cidade do México (1737), do país México (1895), da América Latina (1945) e imperatriz da América (2000). 
  • Nossa Senhora está diante de uma Luz Brilhante: os índios veneravam o deus sol. Ela está vestida de sol, o que mostra que Seu Deus é mais poderoso.
  • Manto Azul: azul era sinal de realeza, virgindade e a cor que as deusas vestiam. As estrelas no manto estão como no céu da noite de 12 de dezembro de 1531. Os índios viviam sob as estrelas e aqui Ela as veste, mostrando que Seu Deus é mais poderoso que as estrelas.
  • Cabeça curvada: na cultura indígena, os deuses e deusas olhavam diretamente nos olhos para mostrar seu poder e eram representados com olhos grandes. Maria, com Sua cabeça abaixada, mostra que não é um deus ou uma deusa, mas que a Santíssima Trindade é que passa as Suas graças por meio d'Ela.
  • Lua: os índios veneravam Quetzalcoatl (serpente de pedra), representado por uma lua encrespada. Os pés de Maria estão firmemente apoiados sobre a lua, simbolizando que Ela está esmagando o deus deles.
Nossa Senhora esmaga o deus deles, não pede nem faz oração pela "paz unida" com esses deuses. Os modernistas fazem AO CONTRÁRIO de Nossa Senhora, se reúnem fazem orações juntos com esses deuses. 

Milagre dos olhos: 

Em 1929 o fotógrafo Alfonso Marcué Gonzalez descobriu uma figura minúscula no olho direito, não cessam de aparecer os milagres. Devemos primeiro ter em vista que os olhos da imagem são muito pequenos, e as pupilas deles, naturalmente ainda menores. Nessa superfície de apenas 8 milímetros de diâmetro aparecem nada menos de 13 figuras! O cientista José Aste Tonsmann, engenheiro de sistemas da Universidade de Cornell e especialista da IBM no processamento digital de imagens, dá três motivos pelos quais essas imagens não podem ser obra humana:
  • Primeiro, porque elas não são visíveis para o olho humano, salvo a figura maior, de um espanhol. Ninguém poderia pintar silhuetas tão pequenas;
  • Em segundo lugar, não se consegue averiguar quais materiais foram utilizados para formar as figuras. Toda a imagem da Virgem não está pintada, e ninguém sabe como foi estampada no manto de Juan Diego;
  • Em terceiro lugar, as treze figuras se repetem nos dois olhos. E o tamanho de cada uma delas depende da distância do personagem em relação ao olho esquerdo ou direito da Virgem.
Esse engenheiro ficou seriamente comovido ao descobrir que, assim como os olhos da Virgem refletem as pessoas diante d'Ela, os olhos de uma das figuras refletidas, a do bispo Zumárraga, refletem por sua vez a figura do índio Juan Diego abrindo sua tilma e mostrando a imagem da Virgem. Qual o tamanho desta imagem? Um quarto de mícron, ou seja, um milímetro dividido em quatro milhões de vezes. Quem poderia pintar uma figura de tamanho tão microscópico? Mais ainda, no século XVI.


Ao Dr. Enrique Graue, um dos especialistas mais competentes da América, toda essa história parecia insustentável. Foi... para refutar. Mas logo, de início, ficou estarrecido ao verificar a conservação, após quatrocentos e cinquenta anos, da tilma e da imagem. E comprovou mais uma vez que a figura humana nos olhos d'Ela aparece perfeitamente enfocada no olho direito e desfocada no esquerdo, fato normal para as leis da ótica, se o olho esquerdo estivesse um pouquinho atrás do direito, em relação ao que observava. 

Confirmou também a “tripla imagem” e a luminosidade das pupilas. Pareciam realmente as de uma pessoa viva.

Um dia, absorto no exame que fazia com o oftalmoscópio, diante dos seus colaboradores, pediu: “Senhora, por favor, olhe um pouco para acima”. Deslize bem curioso e muito significativo.

Todos os cientistas citados, e outros especialistas como o Dr. Ugalde, Dr. Palácios etc., confirmaram tudo com outros estudos e relatórios mais extensos e detalhados. E surgem mais surpresas. – Descobrem estarrecidos circulação arterial nas pálpebras da Imagem! E mais ainda: a Imagem, no rosto e nas mãos, conserva a temperatura de um corpo vivo. Tanto no inverno como no verão, a temperatura se mantém entre 36,6 e 37 graus! Por tantos argumentos todos os que pesquisaram a Sagrada Imagem, concluem pelo milagre, ou série de milagres.

Epístola 
Eclesiástico 24, 23-31

23Cresci como a vinha de frutos de agradável odor, e minhas flores são frutos de glória e abundância. 24Sou a mãe do puro amor, do temor (de Deus), da ciência e da santa esperança, 25em mim se acha toda a graça do caminho e da verdade, em mim toda a esperança da vida e da virtude. 26Vinde a mim todos os que me desejais com ardor, e enchei-vos de meus frutos; 27 pois meu espírito é mais doce do que o mel, e minha posse mais suave que o favo de mel. 28A memória de meu nome durará por toda a série dos séculos. 29Aqueles que me comem terão ainda fome, e aqueles que me bebem terão ainda sede. 30Aquele que me ouve não será humilhado, e os que agem por mim não pecarão. 31Aqueles que me tornam conhecida terão a vida eterna.32Tudo isso é o livro da vida, a aliança do Altíssimo, e o conhecimento da verdade.

Evangelho 
São Lucas 1,39-47

39 Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. 40Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? 44Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. 45Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas! 46E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, 47 meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador.

Sobre as Bases da Ordem Nova - Pio XII

RADIOMENSAGEM DO SANTO PADRE PIO XII
NELL'ALBA E NELLA LUCE
SOBRE AS BASES DA ORDEM NOVA
24 de dezembro de 1941
(Tradução de Gederson Falcometa)

A todos os povos do mundo

Introdução

1. No dia que refulgente precede a festa do santo Natal, esperada sempre com vivo anélito de alegria suave e penetrante, quando toda a fronte está prestes a inclinar-se e todo o joelho a dobrar-se em adoração diante do inefável mistério da misericordiosa bondade de Deus, que na sua caridade infinita quis dar à humanidade o maior e mais augusto de todos os dons, o seu Filho Unigênito; o nosso coração, amados filhos e filhas, espalhados sobre a face da terra, dilata-se até vós, e, sem esquecer a terra, remonta-se às alturas e se aprofunda no céu.

2. A estrela, que, há vinte séculos, indica o berço do recém-nascido Redentor, resplandece ainda maravilhosa no céu da cristandade. Embora se amotinem as gentes, e se insurjam as nações contra Deus e contra o seu Messias (Sl 2,1-2); através das tempestades do mundo humano a estrela não conheceu, não conhece e não conhecerá jamais ocaso: o passado, o presente e o futuro são seus. Ela exorta a não desesperar nunca: resplandece sobre os povos, mesmo quando na terra, como sobre o oceano a bramir encapelado, se adensam cinzentos bulcões, geradores de destruições e misérias. A sua luz é luz de conforto, de esperança, de fé inabalável, de vida e certeza no triunfo final do Redentor, que transbordará, como torrente de salvação, na paz interior e na glória para todos os que, elevados à ordem sobrenatural da graça, tiverem recebido o poder de se tornarem filhos de Deus, porque nascidos de Deus.

3. Por isso nós, que nestes acerbos tempos de cataclismos bélicos sofremos com vossos sofrimentos e penamos com vossas dores, nós que vivemos, como vós, sob o gravíssimo pesadelo de um flagelo que dilacera - vai já em três anos -, a humanidade; na vigília de tão grande solenidade queremos, com comovido coração de pai, dirigir-vos a palavra, para vos exortar a permanecerdes firmes na fé, e para vos comunicar o conforto daquela verdadeira, exuberante e sobrenatural esperança e certeza, que irradiam do berço do recém-nascido Salvador.

XXIII Acerca da flagelação

Nota do blogue: Agradeço a generosidade de uma bela alma que transcreveu esse texto. Deus lhe pague muito!

Indigna escrava do Crucificado e da SS. Virgem,
Letícia de Paula
Maria falando ao coração das donzelas
pelo Abade A. Bayle, 1917



I.  Considera agora as atrozes dores do Meu divino Filho durante a flagelação. Chegado ao Pretório de Pilatos, e condenado por este iníquo juiz a ser flagelado, é agarrado por soldados, algozes furibundos, que O despojam das Suas vestes, O amarram a uma coluna, e armados de azorragues medonhos, aqueles membros sangrados, aquela carne virginal. Oh! Horrível despedaçamento! Desde os primeiros golpes, aquele corpo santíssimo e delicadíssimo torna-se lívido. Os golpes redobram, o sangue corre a jorros, os algozes cruéis são banhados por ele e o solo fica ensopado. Esta flagelação foi tão bárbara que o Meu divino Filho, desde a planta dos pés até ao cimo da cabeça, não é mais que uma chaga; as carnes, laceradas por incessantes golpes, caem aos pedaços e os ossos ficam a descoberto. Quando os primeiros algozes se fatigaram, substituíram-nos outros imediatamente para não parar a flagelação. Havia uma lei que proibia dar-se a um condenado mais de quarenta pancadas; mas os bárbaros judeus querendo que Jesus expiasse sob as varas, fizeram-nO flagelar por soldados romanos, que não tinham a lei em conta alguma. Tu lamentas-te, Minha filha, e fazes grande ruído de má vontade daqueles que te odeiam, e sentes disso uma viva aflição; mas obrando assim imitas acaso aquela divina paciência? Vê como Jesus paga as complacências e os carinhos que tens prodigalizado a teu corpo; vê o que Ele faz para a tua salvação. Se tiveres um pouco de reconhecimento, poderás não te compadecer das Suas dores, sofridas principalmente para o teu bem e a tua redenção?

II. Qual foi a causa, ó Minha filha, daquela cruel flagelação? Foram a inocência de Jesus e os teus pecados. Tu eras culpada como todos os filhos de Adão, por isso, convinha que fosse inocente aquele que devia sofrer o castigo do culpado. A Sua inocência era tão manifesta, que não escapava aos olhos de um juiz tão injusto como Pilatos. Não conhecia Jesus, desde o princípio, que não achava n’Ele nada que merecesse um castigo ou a morte. Depois de tal declaração, quem não esperaria ver o Meu divino Filho posto em liberdade? Tal era, com efeito, o projeto de Pilatos, mas não fez mais que aumentar o furor da multidão cega, que lançava gritos tumultuosos e pedia a morte de Jesus. Pilatos, covarde e medroso, para satisfazer a multidão, condena a Jesus a ser flagelado, esperando que, em o mostrando em seguida todo magoado à população furiosa, a enterneceria e decidiria a não mais pedir a sua morte. Os escribas e fariseus, temendo que Jesus lhes fosse roubado pelo governador romano, excitavam os soldados, com promessas a dinheiro, a flagelá-lO até o fazer morrer sob seus golpes. Eis aí porque esses cruéis o laceraram com tanta ferocidade. Quanto mais eles O viam suportar com a paciência os seus golpes terríveis, mais a raiva lhes redobrava. Ó iníquo processo! É declarado inocente e condenam-nO! Não lhe encontram culpa alguma e castigam-nO! Ah! A Sua culpa é o seu amor que o levou a carregar-Se com os teus pecados e com os de todos os homens. Esses pecados O condenam no tribunal da justiça divina primeiro que no de Pilatos, e na sentença deste iníquo juiz Ele adora a de Seu eterno Pai. Ó minha filha, quanto àquela resignação deveria fazer-te corar de tua impaciência na menor contrariedade, dos teus lamentos a respeito da injustiça daqueles que te causam pesar. Se quiseres caminhar nas pegadas de Jesus, aprende d’Ele como deves conduzir-te nas tuas tribulações as mais injustas.

III. Observa, além disso, ó Minha filha, a indizível ignomínia, a confusão que sofreu então Jesus, Meu Filho, teu Redentor. Aquela ignomínia, como o tinha predito o rei profeta, fez corar o Seu rosto. Que amargura, e cruel vergonha para a Sua virginal modéstia! Que atroz afronta à Sua honra divina! O Criador do mundo, Filho de Deus feito homem, na mesma cidade onde, poucos dias antes, tinha sido proclamado filho de Davi, enviado de Deus, vê-se despojado das Suas vestes, preso a uma coluna como um vil e criminoso escravo, e flagelado cruelmente! Esta injúria confundiu-O tanto, que apelou para o testemunho de Seu Pai celeste, dizendo: Vós sabeis qual tem sido a minha vergonha e que ultrajes me têm feito sofrer? Mas tu dirás talvez: - Como permitia o Pai eterno que a pessoa do Seu divino Filho fosse submetida a tão bárbaro tratamento! Permitiu e o quis para te fazer compreender até que ponto a Sua justiça estava irritada contra o pecado, e quanto é horrível a enormidade das tuas culpas. Tratou com rigor um Filho inocente para derramar a abundância das Suas misericórdias sobre ti, culpada. Julga, pois o quanto foram profundas as chagas feitas em tua alma pelo pecado, visto que, para curar, foi preciso uma torrente de sangue e de feridas tão cruéis, infligidas na carne do Filho de Deus. Se este pensamento não te comove até as lágrimas, é preciso confessar que tens perdido ou o coração ou a fé, porque foi o teu orgulho a causa de tantas dores. Teria sofrido menos se os teus pecados tivessem sido menos numerosos e opressivos. Envergonha-te ó Minha filha, presença do rubor que fizeste sofrer teu Deus. Aproveita o tesouro infinito que Jesus verte das Suas chagas para a tua redenção. De outro modo, que horrível confusão se apoderaria de ti, apresentando-te perante o Seu tribunal espoliada da Sua graça e coberta das tuas manchas e iniqüidades.

Afetos: Ó boa e terna Mãe! Seria preciso que eu tivesse no peito um coração de bronze para me não mover de compaixão por tão monstruosas torturas. Ó judeus cegos e pérfidos, que furos vos animavam? Quem vos excitava a tanta crueldade? Que demônio se apoderava de vós e derramava em vós tanta barbaridade Ai! O demônio que vos excitava é o meu pecado! Mãe querida! Choro e tremo! Choro de dor a respeito da carne inocente do meu Redentor, tão cruelmente rasgada; mas tremo de assombro reconhecendo-me culpada dessa crueldade! Ouço, sim, ouço o ruído desses açoites! Vejo Jesus que, olhando-me com compaixão me diz: Estás satisfeita dos meus sofrimentos? Devo sofrer um pouco mais para merecer teu amor! Ó meu Redentor, como me tendes amado com excesso; que poderei fazer para minorar as Vossas dores? Ah! Nada mais que prostrar-me diante de Vós, chorar e detestar as minhas culpas, que foram a causa do Vosso horrível suplício e declarar que estou pronta a morrer mil vezes antes que ofender-Vos. Tal é a minha resolução, divino Jesus, tal é a minha promessa. Para o futuro, com a Vossa graça, serei modesta, recolhida, humilde, paciente; rogo-Vos ligueis à Vossa coluna a minha indomável vontade, para que não mais Vos possa resistir. Ó Maria, ó minha Mãe, pelos merecimentos daquela dolorosa flagelação e pelos Vossos, alcançai do Vosso divino Filho que as minhas resoluções sejam inabaláveis, a fim de que eu possa gozar do fruto de tantos sofrimentos, de tanto sangue vertido para a minha salvação. 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Como posso fazer com que meu filho de quatro anos de idade participe do nosso Rosário diário?

Fonte: Maria Rosa. Um ótimo apostolado e como não poderia ser diferente, atacado!

Por Pe. Peter Scott
Traduzido por Andrea Patrícia


A oração das crianças é uma coisa muito delicada. Não diferentemente dos discípulos, que repreenderam os que trouxeram crianças pequenas para ser abençoadas por Nosso Senhor, achamos difícil compreender que as crianças possam fazer o que nós achamos tão difícil de fazer, ou seja, rezar. No entanto, Nosso Senhor foi claro: “Deixai vir a Mim as crianças, e não as impeçais: pois delas é o Reino dos Céus” (Mt. 19,14).

As crianças podem orar de fato, mas apenas dentro dos limites das suas capacidades, ou seja, de sua compreensão, concentração e atenção. Além disso, a sua oração deve manter a simplicidade infantil para ser genuína: espontaneidade em pedir o que precisa, orar por mamãe e papai, pedir a Jesus Eles desculpas por suas falhas, etc. O artigo de Mary Reed Newland “Ensinando as crianças a orar” em Raising Your Children [Criando Seus Filhos] (disponível em Angelus Press) tem algumas sugestões práticas:

“As crianças têm uma fé tão simples na eficácia da oração que é fácil para elas formar o hábito de orar em todos os tipos de ocasiões… ocasiões de crises menores durante o dia. Sua oração será feita em voz alta, de maneira natural, e com a simplicidade da fé que é como um grão de mostarda, elas esperam que a montanha seja movida. É muito fácil plantar o hábito, e seu mundo é muito mais seguro, porque desta fé de que Deus está pronto e disposto a ajudá-las em tudo, rezar a Ele é uma segunda natureza para elas”. (Págs. 137-138)

Se o Rosário em família não se tornar uma tarefa sem fim para as crianças pequenas, esses princípios devem ser aplicados. Em primeiro lugar: reconhecer que cada família e cada criança são diferentes. Há algumas famílias e algumas crianças, acostumadas a uma disciplina mais rigorosa, que vão se ajoelhar ou sentar-se calmamente durante a recitação do Rosário. Há outras que acham que é impossível ficar parado. A disciplina necessária para o Rosário deve ser proporcional à disciplina necessária para o resto de suas vidas. Se a vida da família como um todo é disciplinada, o Joãozinho vai saber como sentar e ficar quieto durante o tempo sagrado de oração. No entanto, a flexibilidade precisa ser mostrada nos detalhes exteriores, dependendo das circunstâncias individuais de cada criança (por exemplo, idade, temperamento e maturidade) e de cada família.

Além disso, a menos que sejam interrupções maliciosas, não se deve punir distrações e falta de concentração, para que a oração não se torne onerosa e dolorosa. Em vez disso deve ser dada ênfase às recompensas positivas pelos bons esforços, como uma atividade divertida ou um prazer após a recitação do Rosário. O envolvimento ativo das crianças, de acordo com sua faixa etária, é crucial. Isso não significa apenas rezar o Pai Nosso e a Ave Maria, quando eles são capazes de fazê-lo. Cada dezena poderia ser precedida por uma discussão muito breve do mistério, e pode ser pedido às crianças para que digam suas intenções para cada dezena específica. Uma virtude especial pode ser solicitada, bem como a tristeza por uma falha. Deste modo, a espontaneidade pode ser renovada, no início de cada dezena.

Outra ajuda chave para ter bom proveito com o Rosário diário é aproveitar a facilidade das crianças em orar sempre, como Nosso Senhor sugeriu. Sua confiança na Providência pode ser tão profunda, seu senso de certo e errado tão agudo, que isso pode trazer uma oração espontânea pedindo a ajuda ou perdão de Deus. Orações muito curtas, mas fervorosas podem pontuar o dia. Um pai pode fazer bem em aproveitar isso e estender os mistérios do Rosário durante o dia.

No entanto, acima de tudo, o mais importante é o exemplo dos próprios pais. Se os pais estão entediados e distraídos durante a recitação do Rosário, irritados e exigentes para com os filhos, e se eles recitam o Rosário de maneira mecânica e rotineira, sem unção ou fervor, o mesmo será encontrado em seus filhos. No entanto, se forem recolhidos e fervorosos, capazes de verbalizar o objeto de sua meditação e as graças a serem obtidas, e se os pais encontram nisso um momento agradável na presença de Deus, elevando-se acima das mil e uma Interrupções das crianças inquietas, então as suas crianças vão se esforçar para seguir o seu exemplo.

Original aqui.