terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Por que numa manjedoura?

Por São João de Ávila, Sermão de Natal. 
Pregado no dia de Santo Estevão (26 de dezembro)


E o reclinou numa manjedoura (Lc 2, 7).


Por que numa manjedoura? Precisamos da luz de Deus para compreendê-lo. 

Minha Mãe, mais terna que todas as mães, por que tiraste o Menino dos Vossos braços e O colocaste na manjedoura? Não vês que aí não há almofadas? Senhora, não estava mais quente e mais aconchegante nos Vossos braços do que na dura manjedoura? Então por que O colocaste aí? Porque não havia lugar para eles na estalagem (Lc 2, 7). Que condenação das minhas riquezas, dos meus prazeres e dos meus desvarios! 

Senhor, Vós que dais morada aos homens e ninhos às aves, Vós que a todos recebeis, não tendes um lugar para Vós mesmo? Se não havia lugar na hospedaria, não haveria lugar no Vosso regaço, Senhora? Vós valeis mais que os palácios, que os homens e os anjos; mais contente está Ele nos Vossos braços do que em palácios ou mesmo nos céus. Não havia lugar no Vosso colo? Dizei-nos, pelo amor que tens ao Vosso Filho, por que O tirastes do Vosso regaço e O colocaste na manjedoura.

Grave-se isto nos vossos corações: tudo o que a Virgem Maria fez com o Seu Filho foi por graça e iluminação do Espírito Santo. Assim como o concebeu pelo Espírito Santo, assim também aprendeu d'Ele a cuidar do Seu Filho. Essa mesma graça nos é necessária, tanto para que Cristo entre nas nossas almas como para que possamos conservá-lO e não O percamos. Mas continuamos a perguntar: Senhora, por que o tiraste dos Vossos braços e O colocaste na manjedoura? 

Para me curar. 

O próprio Filho, pela ação do Espírito Santo, A inspirou a colocá-lO na manjedoura. E já que foi Ele quem A inspirou, perguntemos-Lhe: - "Por que quereis, Menino, sair dos braços da Vossa Mãe e colocar-Vos na manjedoura?" - "Para dar uma grande bofetada na vossa tibieza e frouxidão!"

Não o fez sem causa, e praza a Deus que, tendo agido assim, alcance de nós o que deseja. - "Senhor, por que na manjedoura?" - "Porque Adão, ao pecar, foi jogado no lugar dos animais. O homem que vive da opulência e não reflete é semelhante ao gado que se abate (Sl 48, 21)". Seu criou este mundo para os animais e o paraíso terrestre para os homens. Adão pecou, e por isso vive no lugar dos animais. E porque este Menino veio pagar o mal que Adão cometera, sai do lugar onde estava tão feliz, o ventre de Sua Mãe bendita, e é desterrado para o lugar dos animais. 

Dizei-me: há lugar mais desprezível para um recém-nascido do que uma manjedoura e, depois de crescido, do que uma cruz? Senhor, sabíeis que o homem tem o coração empedernido, e por isso o Alto teve de descer tão baixo, a fim de dizer aos homens que eles se enganam ao procurar riquezas, honras e deleites na terra: "Ou Cristo está enganado" - diz São Bernardo - "ou os homens mentem e se enganam com as suas riquezas e deleites. Ora, é impossível que Cristo se engane, mas os homens enganam-se facilmente"* .

Como podes, homem regalado, continuar a viver entre molícies e deleites, vendo Cristo numa manjedoura?Não te envergonhas, tu que só buscas honrarias? Como podes suportá-lo? Se te lembrares de que Cristo está numa manjedoura, não sentirás vergonha de tanto te enalteceres neste mundo? Ele é o Filho muito amado de Deus Pai, mas quando nasce é numa manjedoura, quando morre é numa cruz! 

In Nativ. Domini sermo, 3, 1; ML 183, 123. 

Livro: O Mistério do Natal, São João de Ávila.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Apresentação de fotos dos alunos do Colégio São Bento e Santa Escolástica



A Formatura foi realizada no dia 01/12/2012
Nos arredores do Mosteiro da Santa Cruz onde se localiza também o Colégio São Bento e Santa Escolástica.
As fotos foram retiradas conforme o decurso do ano letivo dos alunos
"Qualquer que não receber o Reino de Deus como criança, de maneira nenhuma entrará nele". (Marcos 10:15)

A oração mental

Nota do blogue: Meu agradecimento dessa transcrição vai para o Ítalo Aguiar. Deus lhe pague, meu irmão.

Indigna escrava do Crucificado e da SS. Virgem,
Letícia de Paula

P.S: Especial, em andamento formiguinha, AQUI.

Jesus falando ao coração do sacerdote
por Bartholomeu do Monte
Edição de 1910


I. ­­­­­­– Filho, quanto Me consola ver-te prostrado a Meus pés, para que Eu te ilumine, e fale ao teu coração!
Tu tens maior necessidade das Minhas luzes e auxílios que os outros; porque as Minhas verdades, soando continuamente em teus lábios e em teus ouvidos, já te não impressionam.
Entrega-te pois a Mim, reflete, pensa, medita; porque todo o mal nasce da falta de meditação. Por isso o mundo está tão extraviado e pervertido; por isso há tantos sacerdotes só no nome, e tão poucos na realidade e na virtude. Mas põe de parte a consciência dos outros, e cuida somente da tua.
Se tens caído no pecado, filho, porque não recorres à oração? Todas as boas obras, ainda as mais santas, como a esmola, a austeridade, a pregação, até a celebração do tremendo Sacrifício da Santa Missa, podem existir com o pecado; porém pecado com devota e frequente meditação não pode. (1)
Se queres livrar-te dele, a meditação é o remédio; se temes a recaída, a meditação é arma e escudo conta as tentações que padeces, e conta os perigos do século acelerado em que vives; é a fornalha donde extrairás a chama, que deve inflamar-te em santo empenho de cumprires todas as tuas obrigações, que são tantas e tão graves!
Então ditoso de ti! Já não cometerás novos pecados; resgatar-te-ás dos passados, e, satisfazendo-Me por meio da penitência, fervor e edificação das almas, crescerás de virtude em virtude, e chegarás a ser, como outros muitos, um santo. Doutra sorte serás um eclesiástico só na aparência, um profano vestido de Sacerdote ou de Religioso; serás um miserável coberto de pecados até à morte. (2)
Ah!  Filho, se compreenderas bem a necessidade que tens da oração mental!...

            II. – Filho, a Minha Igreja, as almas remidas com o Meu sangue esperam que tu Me aplaques; que sustentes e fortaleças os justos; que convertas, doutrines, inflames e salves os pecadores. Os seculares se encomendam continuamente às tuas orações; para este fim te dão esmolas, e gozas dos bens da Igreja; para este fim te constitui Sacerdote e advogado, não só dos vivos, mas também dos mortos.
Porém dize-Me, filho, satisfarás a estes deveres sem oração? Imaginas que, para suspender Meus flagelos, obter a paz, santificar as almas, basta um Memento, que dura tanto quanto um Credo, ou poucas orações vocais sem devoção? Como hás de inflamar os outros, se o teu coração é gelo? Como os comoverás, se tu não estás comovido? Não basta, filho, não basta ciência nem eloquência para salvar almas: vale mais uma palavra, nascida de um coração abrasado na oração, que cem sermões de um teólogo vão e dissipado. Se queres ganhar almas para mim, entrega-te à oração: assim o praticaram todos os varões apostólicos; assim o pratiquei Eu mesmo para te dar o exemplo.
Na oração receberás as luzes, graças e fervor convenientes para encaminhá-las. Assim afervorado, conhecerão os seculares que não exerces o teu ministério só por ofício ou costume; e Eu mesmo ei de contribuir com aquelas graças que me pedires, que redundarão em grande proveito deles, e também teu; pois, filho, de que te serviria teres salvado o mundo todo, se perdesses a tua alma?!

III. – Eia, filho, vem todos os dias a Meus pés; vem consolar Meu coração. Acharás que o Meu trato não te causa pena; antes será o teu conforto, a tua consolação e a origem de todo o meu bem.
Dize-Me, pois, que resolução tomas? Tens tempo para tudo e para todos; e só o não terás para Mim e para a tua alma? Tens talento e capacidade para as ciências, para os interesses terrenos, para longas e profundas meditações sobre objetos, muitas vezes a Mim desagradáveis, e a ti e ao teu próximo perniciosos; e não o terás para pensar em tuas obrigações e na ciência dos Santos?
Se não sabes, Eu serei teu mestre; e assim como a Meus discípulos abri os tesouros da Minha celestial doutrina, assim te farei gostar os Meus dons, e te encherei do Meu espírito. Aprenderás mais junto à Minha Cruz, que na leitura de todos os livros.
Tantos pobres, afadigados, rudes e ignorantes, tem tempo, e tem-no todos os dias, e assim meditando chegam a conseguir a eminente ciência da santidade; e não o terás tu, nem saberás, nem quererás? Deixar-te-ás vencer deles?
Por amor de ti Eu passei noites inteiras em oração; derramei vivo suor de sangue no Horto; e por Mim não quererás gastar uma hora em corresponder-Me?!

Fruto. – Propõe fazer todos os dias ao menos meia-hora de meditação. Procura munir-te de algum livro concernente ao teu estado, como as Meditações de Bevellet, as do Parocho de Leyão, as de Rogerio e outras. Entretanto usa do presente livrinho; e procura ganhar as Indulgências, concedidas por Bento XIV a quem ensinar, aprender e praticar este santo exercício.
A meditação é prescrita a todas as Ordens Regulares nas respectivas Constituições. São Francisco de Assis e São Boaventura dizem: que, sem exercício da meditação, o Religioso nunca terá virtude, e a final se perderá. São Francisco de Sales queria que todo o eclesiástico prefixasse uma hora cada dia para meditar; o que o Santo observava inviolavelmente.
São Carlos mandava que os ordinandos fossem examinados sobre se sabiam fazer oração, se a praticavam, e o fruto que dela tiravam; quando ignorassem esta matéria, não eram promovidos às Ordens sacras.
Ainda que te aches no estado de aridez, nunca deixes a meditação: busca, não as consolações de Deus, mas o Deus das consolações, e colherás abundantes frutos.
Grava em teu coração a seguinte máxima do Venerável São João D’Ávila: Que é absolutamente inábil para o sacerdócio quem não é homem de oração.

NOTAS

1 – Perspectum íd velim, nos quamvís culpis, et sceleribus coopertos precatio deprehendat, illico tamen expiari... Medicinam etenim quandam expultricem aegritudinum esse constat iis, qui morbis animi conflictantur. (Chrysost. Homil. 67).

2 – Ubi vero contigerit, ut aliquis sit precibus nudus, is a daemonibus abripitur, et in scelera, exitia, calamitates impellitur. (Chrysost. Ibidem).

São Francisco Xavier, Confessor.

Fonte: Escravas de Maria

São Francisco Xavier, Confessor

03/12 Segunda-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Brancos 

São Francisco Xavier batiza Princesa Indiana Neachile 1717

Nasceu no dia: 07 de Abril de 1506; Castelo de Xavier, Navarra, Espanha no castelo de Xavier. Terceiro filho de um nobre, desde a infância é destinado à vida eclesiástica. Em 1525 ingressa na Universidade de Paris, centro teológico da Europa, para começar os estudos. Conhece Inácio de Loyola e torna-se um dos sete membros iniciais da Companhia de Jesus. Na Capela de Montmartre, em 15 de agosto de 1534, faz votos de pobreza e castidade e promete dedicar-se ao trabalho de salvar a alma dos crentes e dos não crentes. Completa os estudos em 1537. Ordenado padre no mesmo ano, dá início na Itália, com outros membros da Companhia de Jesus, a um trabalho espiritual que atrai muitos governantes católicos. Entre eles, o rei João III, de Portugal, que deseja enviar padres para disseminar o catolicismo em seus domínios na Ásia. Francisco Xavier parte para a Índia na mesma época em que o papa Paulo III reconhece formalmente a ordem da Companhia de Jesus.

Conhecido por ser um gigante na história das missões, batizando mais de 50.000 pessoas de todas as raças e idades, desde crianças até estudantes universitários, de pobres leprosos a reis saudáveis.

Missionário: Toda a Ásia, África, as Índias Orientais, Apóstolo do Extremo Oriente. Missões ad gentes, missionários, navegantes, missões paroquiais, Austrália, China, Índia, Japão e Nova Zelândia.Desembarca em Goa em 1542 e passa os três anos seguintes ao lado dos pavaras, pescadores de pérolas do sudoeste indiano. Parte para o arquipélago malaio em seguida, onde evangeliza a população de Malaca. Leva o trabalho da Companhia até o Japão entre 1549 e 1551.

Entregou sua alma a Deus: 3 de Dezembro de 1552 por uma febre contraída durante a atividade missionária na China, morre, em uma aldeia da China. É canonizado em 12 de março de 1622.

Seu lema: Permitir que Deus se sirva dele para pregar o Evangelho e servir a humanidade onde Ele quiser, não deixar que os estudos tenham prioridade sobre a vida espiritual, trabalhar incansavelmente para instaurar o Reino de Deus na terra, mesmo em circunstâncias difíceis.

São Francisco Xavier estudou com Santo Inácio de Loyola, na Universidade de Paris. São Francisco vivia uma vida mundana e converteu-se quando Santo Inácio lhe disse estas palavras do Evangelho: "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma" (Mc 8,26).

Epístola

Romanos 10, 10-18
10 É crendo de coração que se obtém a justiça, e é professando com palavras que se chega à salvação. 11 A Escritura diz: Todo o que nele crer não será confundido (Is 28,16). 12 Pois não há distinção entre judeu e grego, porque todos têm um mesmo Senhor, rico para com todos os que o invocam, 13 porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (Jr 3,5). 14 Porém, como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue? 15 E como pregarão, se não forem enviados, como está escrito: Quão formosos são os pés daqueles que anunciam as boas novas (Is 52,7)? 16 Mas não são todos que prestaram ouvido à boa nova. É o que exclama Isaías: Senhor, quem acreditou na nossa pregação (Is 53,1)? 17 Logo, a fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo. 18 Pergunto, agora: Acaso não ouviram? Claro que sim! Por toda a terra correu a sua voz, e até os confins do mundo foram as suas palavras (Sl 18,5).

Evangelho

São Marcos 16,15-18
15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. 16 Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. 17 Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, 18 manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Sermão de São João de Ávila

Nota do blogue: Agradeço a alma generosa que permitiu a publicação desse sermão. Deus lhe pague.

Por São João de Ávila, 
sermão pregado no terceiro Domingo do Advento 


Uma palavra para todos os que quiserdes receber a Deus neste Natal: - "Padre, eu amo a Deus, que farei?" Se tiverdes a casa suja, varrei-a; se houver poeira, pegai em água e molhai-a. 

Haverá aqui alguns que não varrem a casa há dez meses ou mais, Existirá mulher tão desleixada que, tendo uma marido muito asseado, fique dez meses sem varrer a casa? Há quanto tempo não vos confessais? Irmãos, não vos pedi na Quaresma passada que vos acostumásseis a confessar-vos algumas vezes no ano? Pelo menos no Natal, nos dias de Nossa Senhora e em outras festas religiosas importantes do ano, mas penso que vos esquecestes. Praza a Nosso Senhor que não vos exijam contas disso no dia do Juízo. E se disserdes então: - "Eu não sabia, por isso não me confessei", dir-vos-ão: - "Bem que vo-lo disseram, bem que vo-lo gritaram, muito se afadigaram em alertar-vos; agora de nada serve puxar os cabelos porque antes não o quisestes fazer".

Irmãos, pecamos todos os dias. Se até hoje fostes preguiçosos em varrer a vossa casa, pegai agora na vassoura, que é a vossa memória. Lembrai-vos do que fizestes ofendendo a Deus e do que deixastes de fazer a seu serviço; ide ao confessor e jogai fora todos os vossos pecados, varrei e limpai vossa casa. 

Depois de varrida, molhai o chão. - "Mas não posso chorar, padre". E se vos morre o marido ou o filho, ou se perdeis um pouco do vosso dinheiro, não chorais? - "Claro que choro, padre, e tanto que quase chego ao desespero". Pobres de nós que, se perdemos um pouco de dinheiro, não há quem nos possa consolar, mas se nos sobrevém um mal tão grande como perder a Deus - pois isso acontece a quem peca -, o nosso coração é de tal forma uma pedra que são necessários muitos pregadores, confessores e admoestadores para que sintamos um pouco de tristeza! Mais valorizas o real perdido do que o Deus que perdes. Quando perdes uma quantia insignificante, não há quem consiga consolar-te, nem frades, nem padres, nem amigos, nem parentes. E, no entanto, não te entristeces quando perdes nada menos que o próprio Deus. Que significa isto, senão que tens tanta terra nos canais entre o coração e os olhos que a água não pode passar? 

- "Que me leva a ter o coração tão duro e a não poder chorar?" De todos os tempos apropriados que há ao longo do ano, este é o mais apropriado para os duros de coração. Valorizai o tempo santo em que estamos, considerai esta semana como a mais santa de todas do ano. É uma semana santa, e se a aproveitardes bem e vos preparardes como já sabeis, certamente vos será tirada a dureza do coração.  

Livro: O Mistério do Natal, São João de Ávila.

2 de Noviembre: Conmemoración de todos los Fieles Difuntos (V de V)

Fonte: En Gloria y Majestad

Nota del Blog: tomado de "Sed Luz", Tomo 3, de Benito Baur O.S.B. (1946).


El Mes de las Animas.
La Comunión do los Santos.

1. "Señor, dales el reposo eterno y brille para ellos la luz perpetua. Libra a las almas de todos los fieles difuntos de todos los vínculos de sus pecados. Ayúdalas con tu gracia. Haz que las almas de los difuntos, purificadas y libres de sus pecados por virtud de este sacrificio, alcancen el perdón y el descanso eterno." Así es como debemos suplicar a Dios por las pobres almas del purgatorio. Sabemos que podemos amar y ser útiles a nuestros queridos muertos hasta más allá de la tumba. Los santos lazos que nos unieron a ellos durante su vida mortal no se han roto con la muerte. Continuamos viviendo todavía con ellos, y ellos con nosotros, en un constante y sobrenatural intercambio, fundado sobre la Comunión de los Santos.

2. "Vosotros sois el cuerpo de Cristo: sois cada cual un miembro distinto de él" (1 Cor. 12, 27). "Dios se propuso, en la dispensación de la plenitud de los tiempos, instaurar en Cristo, en la Cabeza, todo cuanto existe en los cielos y en la tierra. Lo sujetó todo bajo los pies de Él (Cristo) y le hizo Cabeza de toda su Iglesia, la cual es su cuerpo" (Eph. 1, 10 22). El que es incorporado a este cuerpo pertenece a la Comunión o Comunidad de los Santos, pertenece a la Comunidad de vida sobrenatural fundada por Cristo. En esta Comunidad todos los redimidos y santificados en Cristo permanecen siempre unidos con el Señor y unos con otros entre sí, como los miembros de un mismo cuerpo. Los Santos del cielo, las almas que padecen en el purgatorio y nosotros, los miembros de la Iglesia que milita todavía sobre la tierra, somos distintos miembros de esta Comunidad sobrenatural y, por lo tanto, permanecemos siempre estrechamente unidos los unos con los otros. Entre todos formamos un solo cuerpo: el Cuerpo Místico de Cristo. Por lo tanto, todos estamos obligados a ayudarnos mutuamente con cariñosa solicitud, hasta que logremos conseguir todos el fin de la vida eterna. Como miembros vivos del mismo cuerpo, somos todos mutuamente solidarios los unos de los otros, a todos nos afectan unas mismas vicisitudes vitales. "Si padece un miembro, padecen con él todos los otros miembros" (1 Cor. 12, 26). En virtud de esta unión vital, que encadena entre sí a todos los miembros del mismo cuerpo, podemos ayudar y favorecer a las almas del purgatorio. Podemos hacer que, con nuestros méritos y satisfacciones, logren ellas alcanzar la plenitud en Cristo, el gozo de la vida bienaventurada. Dios dispuso y ordenó el cuerpo y los miembros de modo que "no hubiese escisión entre ellos, antes todos se preocupasen mutuamente los unos de los otros" (1 Cor. 12, 25). Es decir, nosotros de nuestros hermanos del purgatorio. Es, pues, una santa orden de Dios el que ayudemos y favorezcamos a las pobres almas.

2 de Noviembre: Conmemoración de todos los Fieles Difuntos (IV de V)

Fonte: En Gloria y Majestad

Nota del Blog: tomado de "Sed Luz", Tomo 3, de Benito Baur O.S.B. (1946).

El Mes de las Ánimas. Las pobres almas.

1. Dos afectos fundamentales dominan en la liturgia de la Misa de Difuntos: la profunda compasión de la necesidad en que se encuentran las almas detenidas en el purgatorio y la gozosa seguridad de su redención final, de su entrada en el cielo y de la futura resurrección de su cuerpo.

2. Requiem aeternam donat eis, DomineTodavía penan lejos de Dios los muertos en Cristo, en estado de gracia. Aman a Dios, están asidos a Él con toda el alma, han aprendido a romper fundamentalmente con todo lo que no es Dios. Ven claramente la profunda vanidad de todo lo que no es vivir para Dios. Ahora se dan exacta cuenta de lo necios que fueron cuando, durante su vida mortal, no dieron bastante importancia a ciertos pecados, a ciertas pequeñeces, a ciertas infidelidades y transgresiones de menor cuantía, a cierto desordenado apego a los hombres, a las amistades, a los cargos; cuando no prestaron bastante atención a ciertos deseos secretos y a ciertas intenciones turbias, a una cierta indiferencia para con los deberes, a un cierto horror ante el sacrificio, ante la renuncia, ante la penitencia y ante la mortificación. Todas estas pequeñeces, como se las llama ordinariamente, se han convertido ahora para ellos en dolorosas cadenas que les obligan a permanecer alejados todavía por algún tiempo del objeto de sus anhelos. Este es precisamente el mayor tormento de las pobres almas, o sea, el saber que, si están aún separadas de Dios, se debe únicamente a su propia culpa. Ahora no les domina más que un anhelo: el de poder unirse cuanto antes con Dios, con Él que constituye su alegría, su paz, su amor, su vida, su todo. Cuanto más se purifican en el purgatorio, más crece y más les devora su hambre de Dios. De igual modo que una piedra, lanzada desde lo alto, cae con mayor velocidad cuanto más se acerca a la tierra, así también las almas del purgatorio se sienten invadidas a cada instante por un deseo natural y sobrenatural de Dios cada vez más insaciable, se sienten constantemente empujadas por un poder cada vez más irresistible a la unión con Dios. De este modo la tardanza de esta unión con Dios se les hace a cada instante más dolorosa. En este dolor, en esta hambre torturante y devoradora piensa la liturgia, cuando suplica: "Señor, dales el reposo eterno", la saciedad. Concédeles la tan dolorosamente ansiada unión con Dios, la beatífica contemplación de Dios cara a cara. "Brille para ellos la luz perpetua."

Conheça a “escola” onde se impõe às crianças o “gênero “NEUTRO”. Neutro??

Nota do blogue: Maldita sociedade pagã, maldita! 

«O que escandalizar a um destes pequeninos que crêem em Mim, melhor lhe fora que se lhe dependurasse ao pescoço uma mó de atafona e o lançassem no fundo do mar. Ai! do mundo por causa dos escândalos! Ai daquele homem por quem vem o escândalo!» 
(Mat. 18,6-7)

  • Ver mais textos sobre essa demoníaca "Ideologia do gênero" AQUI.
  • CONFERENCIA EPISCOPAL PERUANA. Comisión Episcopal de Apostolado Laical. Comisión ad–hoc de la mujer. La ideología de género: sus peligros y alcances. Lima, abr. 1998. AQUI.

Fonte: G1

A pré-escola “Egalia”, que fica em Estocolmo, na Suécia, mostrou nesta segunda-feira como seus professores costumam trabalhar para não impor estereótipos de gênero sobre as crianças, fazendo com que elas tenham mais liberdade ao escolher sua opção sexual.

Crianças brincam em parquinho na escola ‘Egalia’, na Suécia (Foto: AP)

A instituição, localizada no distrito liberal de Sodermalm, foi aberta no ano passado e está entre os exemplos mais radicais dos esforços suecos para promover a igualdade entre sexos desde os primeiros anos da infância.

Bonecos pedagógicos chamados de ‘emotion dolls’
não possuem distinção de sexo (Foto: AP)

Detalhes que vão desde a cor e a distribuição dos brinquedos até a seleção dos livros são pensados para que as cerca de 30 crianças da pré-escola não sejam influenciadas, e assim não passem a reproduzir os estereótipos que já existem na sociedade.

Até bonecos pedagógicos chamados de “emotion dolls”, que não têm qualquer distinção de sexo, são usados na escola.

“A sociedade espera que garotas sejam frágeis, gentis e bonitas, e que garotos sejam machões, ásperos e extrovertidos. A Egalia lhes dá a fantástica oportunidade de serem quem eles quiserem”, afirma Jenny Johnsson, uma das professoras.

Até pronomes como “ele” ou “ela” são evitados na fala dos professores, que preferem usar termos que sirvam para ambos os sexos na língua local.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Christian Ferras - Prelude


Mstislav Rostropovich - Sarabande


Amor a la Cruz

¿No era preciso que Cristo padeciera y entrase en su gloria?
(Lc 24, 26.)


Robert de Langeac
La vida oculta en Dios


Si pudiéramos comprender de un modo práctico el valor del sufrimiento, no ya considerado en sí mismo, sino aceptado por amor, y en unión con Nuestro Señor habríamos comprendido casi todo el misterio del cristianismo. El sufrimiento es necesario para nosotros, pobres criaturas a quienes trastornó tan profundamente el pecado original y que aún aumentamos ese desorden con nuestro pecado.

Posee el maravilloso secreto de purificamos devolviendo nuestras facultades a su primitiva pureza mediante un doloroso proceso. Nuestra vida es como un tapiz mal y largamente entretejido que es preciso deshacer y rehacer por completo; como una masa de arcilla que hubiera tomado toda clase de formas, todas las cuales dejaron en ella algo de sí mismas y cuyas huellas han de borrarse ahora una tras otra. Es ésta una refundición que ha de realizarse por el fuego de la penitencia, del arrepentimiento, dolorosa detestatio peccati, por la dolorosa detestación del pecado cometido.

Mansedumbre

Robert de Langeac
La vida oculta en Dios


La mansedumbre es una de las virtudes morales más importantes para la vida contemplativa. Para que podamos dedicarnos a contemplar, nos hace falta paz interior y exterior. La mansedumbre sosiega la agitación de nuestra alma, nos permite conservar esa valiosísima paz interna y externa; facilita la oración, conversación familiar e íntima con Dios; gracias a ella podemos escuchar la voz de Dios y seguirla.

Hay en nosotros un poder irritativo y de reacción que nos permite luchar contra el obstáculo, contrarrestar un mal presente. Es bueno y licito en sí; sin él, no seríamos capaces de vibrar, nuestra alma se asemejaría a una tela ajada, inerte, y no podríamos reaccionar sensiblemente contra ningún mal, ni siquiera contra el pecado.

Pero este apetito que en sí mismo no es malo, fácilmente se transforma en desordenado y reprensible cuando se enfada uno por cosas que no lo merecen y por razones que no son buenas. Nace entonces en el alma un deseo de venganza.