sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Novembro - Mês das Almas do Purgatório - 9

Fonte: Almas devotas

Retirado do livro
Mês das Almas do Purgatório
Mons. José Basílio Pereira
 livro de 1943 
(Transcrito por Carlos A. R. Júnior)


DIA 9
Felicidade de ser útil aos mortos

«Oh, se tudo estivesse acabado para sempre, se eu não pudesse me ocupar mais dele, se não tivesse mais o prazer, não digo só, de torná-lo a ver no Céu, mas de lhe ser ainda útil durante o resto de minha vida, como seria isto cruel!» dizia uma pobre mãe junto ao corpo inanimado de seu filho.
Deveria ser muito doloroso, sim; mas consolai-vos, pobres filhos, vós podereis ainda ser úteis àqueles que a morte vos roubou, podeis ajudá-los a mais depressa ganhar o Céu! A Igreja compreendeu essa necessidade de vosso coração e deu ali­mento a vosso amor.
A morte separa: parte os laços mate­riais que nos prendiam uns aos outros; não dissolve os laços imateriais que liga­vam uma alma a outra alma, um coração a outro coração.

Novembro - Mês das Almas do Purgatório - 8

Fonte: Almas devotas

Retirado do livro
Mês das Almas do Purgatório
Mons. José Basílio Pereira
 livro de 1943 
(Transcrito por Carlos A. R. Júnior)


DIA 8
Consolação
Nosso Senhor Jesus Cristo quis para nossa consolação experimentar as amarguras que causa ao coração humano a perda daqueles a quem ama.
«Lázaro era apenas seu amigo, diz Mon­senhor Segur; Jesus ia cientemente res­suscitá-lo, e, todavia, quis chorar, quis sofrer, para santificar as dolorosas emo­ções da separação.
A morte dos que nos são intimamente caros é, pode-se dizer, a dor das dores».
«Vedes este esquife? dizia-me um dia um pobre operário que seguia, soluçando, o préstito de seu filho único: é minha vida que se vai!»
Para essas torturas, para tais dores que, com toda a verdade, se tem chamado uma dor louca, só há uma consolação: a que Vós dispensais, ó meu Deus! Perto de Vós, sob vossa mão paternal, que fere e que cura, o pobre coração recobra a paz, a própria felicidade, não a da terra, mas a do Céu: a felicidade da terra cessou para ele.

Novembro - Mês das Almas do Purgatório - 7

Fonte: Almas devotas
Retirado do livro
Mês das Almas do Purgatório
Mons. José Basílio Pereira
 livro de 1943 
(Transcrito por Carlos A. R. Júnior)


DIA 7
Consolação
Serve a todos a página seguinte, em­bora escrita expressamente para a con­solação de um só.
Todos aqueles que amavam e a quem a morte arrebatou o objeto do seu amor, todos carecem das mesmas palavras que levantam o espírito e que o tranquilizam.
«Não podeis habituar-vos à ideia de não achar mais em parte alguma, sobre a terra, o ente a quem parecia ligada vossa vida. É dolorosa, muito dolorosa a separação que vos feriu, mas lembrai-vos de que nossos laços só se quebram na aparên­cia… Deus, que os formou na terra, trans­porta aos Céus aqueles a quem prezamos, para nos forçar a erguer os olhos até sua mansão eterna.
A vista do cristão fixa o outro mundo, mas o olhar do coração encontra um vá­cuo desolador. Vós, principalmente, que podeis esperar a salvação de vossa irmã, não lastimeis sua sorte que é a convi­vência com os anjos, a vida piedosa, a morte edificante que teve, fazem crer que sua alma está gozando de uma felicidade que vós não podeis prometer-lhe nem dar-lhe. Dizei antes, pensando em sua au­sência: Nós nos tornaremos a ver bem cedo, e então nada mais nos há de se­parar!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

JS Bach- Sarabande for solo flute by Julien Beaudiment, live at Seoul Art Center


Conmemoración de todos los Fieles Difuntos (III de IV)

Fonte: En Gloria y Majestad

Nota del Blog: tomado de "Sed Luz", Tomo 3, de Benito Baur O.S.B. (1946).


El mes de las Ánimas.

Las pobres almas

1. En la Misa de Difuntos la Iglesia se coloca al pie del lecho de muerte de aquel por quien ofrece el santo Sacrificio. Se mueve impulsada por el pensamiento de que el alma del difunto alcanza en el sacrificio de la santa Misa la ansiada redención y la glorificación en el cielo. Para la Madre Iglesia la santa Misa no es sólo un sacrificio de alabanza y de acción de gracias: es también un sacrificio expiatorio. En el sacrificio de la santa Misa el Señor presenta al Padre sus satisfacciones de infinito valor, junto con las satisfacciones y expiaciones de su Iglesia y de todos sus miembros, y se lo ofrece todo por nosotros, los vivos, y por nuestros hermanos y hermanas del purgatorio. Requiem aeternam dona eis Domine, "Señor, dales el reposo eterno, y brille para ellos la luz perpetua" (Introito, Gradual, Comunión). ¡Dales el descanso y la luz de la gloria eterna en virtud del santo Sacrificio que te ofrecemos!

Conmemoración de todos los Fieles Difuntos (II de IV)


Nota del Blog: tomado de "Sed Luz", Tomo 3, de Benito Baur O.S.B. (1946).


El Mes de las Ánimas.

Las pobres almas.

1. Supliquemos constantemente a Dios, con la sagrada liturgia, se digne conceder a las almas del purgatorio "la remisión de todos los pecados". Pidámosle haga que, en virtud del santo sacrificio de la Misa, puedan dichas almas "ser purificadas de todos los pecados y libertadas de todos los vínculos de sus pecados". Pidámosle la gracia de que, "purificadas y liberadas por la virtud de este Sacrificio", puedan "alcanzar el perdón". Pidámosle, en fin, la gracia de que "si todavía existe en ellas alguna mancha de los contagios terrenos, sea purificada con la misericordia del perdón".

2. "Concede a las almas de tus siervos la remisión de todos los pecados." ¿Existe, pues, todavía en las almas del purgatorio algún pecado venial? No. Si el cristiano que está en estado de gracia santificante muere de un modo normal, al acercarse a la muerte recibe la gracia de arrepentirse de todo cuanto pecó. Se vuelve hacia Dios con un acto de perfecta caridad, detesta todos sus pecados y, de este modo, se le perdonan todos sus pecados veniales. Pero, si le sorprende la muerte repentinamente, en un desgraciado accidente o en un estado de inconsciencia, entonces va ciertamente al purgatorio cargado con la deuda de sus pecados veniales. De esta carga se librará después en el purgatorio; pero no por medio del fuego, sino por medio del acto de perfecta caridad que puede hacer, o por sí mismo, o merced a la gracia que para ello le obtuvo la Iglesia, en el instante de morir o inmediatamente después. "Señor, concede a las almas do tus siervos la remisión de todos los pecados." La Iglesia, en la liturgia de la Misa de Difuntos, se sitúa en el mismo instante en que sus hijos acaban de expirar. Pide, pues, para ellos "la remisión de todos los pecados", es decir, la gracia de que puedan hacer, antes de su muerte o inmediatamente después de ella, un acto de perfecta caridad, para que, de este modo, se libren de todas sus culpas y pecados. Aunque esta súplica de la santa Iglesia sea hecha muchas semanas, y aún años, después de la muerte de sus hijos, para Dios es como si la hubiera hecho en el mismo instante de la muerte de aquéllos, pues así estaba ya previsto en los planes salvadores que Dios trazó para cada alma desde toda la eternidad. De este modo la petición que formula hoy la santa Iglesia le aprovechó al alma en el mismo momento de su muerte, aunque desde entonces hayan transcurrido ya muchas semanas, meses y aún años. ¿No deberemos, pues, unirnos lo más íntimamente posible a la oración de nuestra Madre la Iglesia, para suplicar con ella: "Concede a las almas de tus siervos la remisión de todos los pecados"?

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Homens de Estado

 DA VIRTUDE MAIS NECESSÁRIA AOS HOMENS DE ESTADO


 Padre Júlio Maria, C.SS.R.
As virtudes, 1936.


Coisa muito para refletir, é que a alegria de viver vai diminuindo na civilização contemporânea, na proporção justamente dos progressos da ciência, das maravilhas da indústria e dos variados recursos que a administração e a política têm proporcionado ao bem-estar do homem.
Nada, parece, satisfaz hoje ao homem.
E, note-se bem, não é a sede do infinito, não é o desejo ardente e impetuoso de, como o Apóstolo, despedaçar os laços da carne para engolfar-se nas delícias da bem-aventurança, não é o repúdio cristão do mundo o que domina e aflige o homem moderno.
É antes o desgosto da perigosa peregrinação terrestre, a decepção de seus desejos, e malogro de suas esperanças, o triste pesar dos homens e das coisas,
Diante deste tédio imenso, o que valem a tristeza de Leopardi, o desvairo de Schopenhauer, a loucura de Hartmann, coisas simples e que já não espantam?
Amaldiçoar a vida em estrofes desesperadas, como fez o outro, à tirania do Criador; negar o gozo, a alegria, os encantos da alma humana, como num monstruoso balanço de bens e males, como fez o último; todas essas coisas, concepções isoladas, absolutamente não se podem comparar com este mal, que vemos hoje, sistemático e universal – o desgosto da vida.
Não; não é já o gemido do poeta, a melancolia do artista, a desolação dos corações quebrados que ouvimos hoje. É a voz da multidão desesperada e triste. Já não é somente a voz da mulher, como na tragédia de Eurípedes, bradando pela boca de Medéa: é a humanidade que clama por todas as vozes da época: Desgraçada de mim!
Não quero, porém, ir além da esfera do meu país.
Para o Brasil é que eu fui enviado, em uma predestinação que, quer queiram, quer não, será a salvação de uns e a ruína de outros. Do Brasil, pois é que eu devo tratar, cumprindo a missão d’Aquele que me chamou e disse, como outrora a Moisés:
“Vai; anda: Eu serei na tua boca e te ensinarei o que tu hás de falar”.
Restringindo-me, portanto, ao Brasil, eu vos pondero que essa tristeza a que aludi, tem entre nós uma forma especial neste traço fisionômico do país; - o descontentamento das classes.
Esse descontentamento, transparece hoje, na imprensa, nos meetings e até em pródromos revolucionários. Ele não pode ser negado e é ele que se nos apresenta, com maior gravidade, neste fenômeno: a crise social,
Manifesta, clara e talvez já proximidade seu período agudo, há, não obstante, em relação à crise primeiro, os falsos observadores; segundo, os otimistas exagerados.
Aqueles ligam a crise às suas causas segundas e não à sua causa primeira, que é a violação das leis fundamentais das sociedades políticas; e atribuindo, assim, a crise a simples episódios sociais, incorrem no mesmo erro dos materialistas, explicando a criação, não pela sua causa primeira, mas pelas suas causas segundas. Decapitam a lógica filosófica.
Os segundos, sem negarem a crise, nem os defeitos do novo regime, acreditam, entretanto, que a crise pode ser debelada, com a simples reforma das leis, independentemente da grande e necessária reforma cristã. Eles são, esses falsos, otimistas, como o médico que conhece o mal, mas que se propõe curá-lo, não com o verdadeiro remédio, mas com simples paliativos. Falsificam a medicina política.
A uns e outros, porém, a crise se impõe; e para removê-la só podemos ter o recurso do poder público, nesta triste emergência da vida nacional.
O poder público sente-se ameaçado, sem forças para resistir às ameaças, nem coragem para recorrer aqueles meios que, sem dúvida, seriam capazes de pacificar as almas e restaurar a ordem social. Se porventura o poder público acredita na eficácia da política cristã, coragem lhe falta para proclamar os princípios do Evangelho e desdobrar a bandeira da política cristã.
Triste covardia política que coloca o Brasil abaixo da América do Norte, da Alemanha e ela própria Inglaterra, onde os governos já não duvidam alistar-se no partido de Deus. Triste covardia política, que necessariamente deve ter uma causa. Este é um grande erro dos nossos homens de Estado dominados pelos mais absurdos preconceitos contra o Catolicismo é a falsa noção da Igreja.
Dir-me-ão, talvez, que esse erro vem de longe; e eu não o contesto, pelo contrário, reconheço que, desde longo tempo, a educação pagã tem viciado muitas e muitas gerações brasileiras. Pondero, porém, em primeiro lugar, que no passado tivemos, o que hoje não sucede, grandes figuras políticas, notáveis homens de Estado, dos quais alguns, ergueram a voz em prol da Igreja e da educação cristã; em segundo lugar, que por isso mesmo que vem de longe e já produzem muitos resultados funestos, devera ser corrigido. Por que não há tal correção? Porque os nossos homens de Estado não reconhecem, na Igreja, como os mais altos espíritos, publicistas ou filósofos, a grande forma moral, capaz de, no conflito das paixões revolucionárias, vingar as verdades sociais e salvar as sociedades políticas.
Eles não têm idéia, nem da necessidade, nem da origem, nem da constituição, nem da autoridade, nem da beleza, nem da fecundidade da Igreja.

As sete portas do inferno - sétima porta: O espiritismo




O espiritismo consiste em pretensas ou verdadeiras comunicações com os espíritos do outro mundo, ou as almas dos defuntos, para descobrir coisas secretas relativas a esta ou à outra vida.

Digo comunicações pretensas, supostas, porque é sabido que grande número de médiuns, isso é, de pessoas de que se servem os espíritos para receberem as respostas dos espíritos ou das almas, os profissionais do espiritismo, têm sido convencidos de fraude. Noventa por cento pelo menos dos casos de comunicações espíritas são vergonhosas trapaças.

Digo, em segundo lugar, comunicações verdadeiras, porque sábios verdadeiros e conscienciosos têm verificado a verdade de certas comunicações, de sorte que forçoso é admitir que nem tudo é fraude.
Por conseguinte, às vezes há espíritos que se comunicam. A questão é esta: a que espíritos devem ser atribuídas estas comunicações? Em outras palavras: quem é o espírito que se manifesta? Não são almas dos defuntos. O dogma católico admite, para as almas que passaram os umbrais da eternidade, dois estados definitivos e um intermediário, mas passageiro. Ou elas estão no inferno, ou no céu, ou no purgatório. Ora, em qualquer estado destes em que elas se achem, não está na possibilidade delas aparecerem a quem as evoca. As do inferno estão presas pela corrente da justiça divina, que fixou a sua desgraçada sorte para a eternidade e deste horrendo calabouço, de que os demônios são guardas, elas não podem sair, senão em caso muito extraordinário, por especial providência de Deus. As que estão no céu, no purgatório, estão em perfeita conformidade à vontade de Deus, e, portanto, nunca elas se manifestam senão por fins altíssimos, dignos da infinita sabedoria de Deus, como auxiliar com preces e santos sacrifícios essas almas, ou converter algum pecador. A regra geral que Deus tem estabelecido para as almas que passam desta para a outra vida é que: “o espírito vai e não volta.”

Novembro - Mês das Almas do Purgatório - 6

Fonte: Almas devotas

Retirado do livro
Mês das Almas do Purgatório
Mons. José Basílio Pereira
 livro de 1943 
(Transcrito por Carlos A. R. Júnior)


DIA 6
A depositária das recordações
Não é grata ao coração dos mortos, não é consoladora essa reconstituição, pelo pensamento, da família, que a morte dispersou.
Mãe! Esse filho que morreu em teus braços, a esta hora é o amigo, o irmão o companheiro de teu anjo da guarda perto de ti, a teu lado talvez; ele te diz baixinho: Não chores, mãe, eu sou feliz!
Filho! Tua mãe, teu pai, mortos na paz do Senhor, são como outrora, embora de um modo invisível, teu guia, teu conselheiro, teu defensor!
Amigos, irmãos, esposos! Aquele que o Bom Deus chamou a si, não cessa de vos amar: mais puro com a expiação do purgatório, mais amante pela sua união com Deus, no Céu ele será para convosco tudo o que era na terra, e ainda mais clara e poderosamente!

Novembro - Mês das Almas do Purgatório - 5

Fonte: Almas devotas

Retirado do livro
Mês das Almas do Purgatório
Mons. José Basílio Pereira
 livro de 1943 
(Transcrito por Carlos A. R. Júnior)



DIA 5
Relações com os mortos
Ocupemo-nos ainda hoje das relações íntimas que há entre nossa alma e as almas dos nossos mortos. «Nada mais triste, escreve Ozanam, nada mais desolador do que o vácuo aberto pela morte ao redor de nós. Eu conheci esse tormento depois da morte de minha mãe, porém durou pouco. Não tardaram a vir outros momentos em que entrei a compreender que não estava só, em que alguma coisa de suavidade infinita se passou dentro de mim: era como uma confiança de que não me haviam abandonado, era como uma vizinhança benfazeja, embora invisível; era como se uma alma estremecida, de passagem, me acariciasse com a ponte de suas asas.
E, assim como outrora eu reconhecia os passos, a voz, a respiração de minha mãe; assim quando um bafejo aquecia ou reanimava minhas forças, — quando uma ideia nobre preponderava era meu espírito — quando um impulso generoso abalava minha vontade, logo me vinha o pensamento de que partia dela.
Já se passaram dois anos, correu o tempo que dissipa todas as ilusões da imaginação perturbada, e experimento sempre a mesma coisa.

O Papel da Mãe na Educação

Fonte: Maria Rosa

Por Michael J. Rayes
Traduzido por Andrea Patrícia
 
“Tenho uma dívida com a minha mãe. As virtudes passam facilmente das mães para os corações de seus filhos, que de bom grado fazem o que vêem sendo feito.” (Cura d’Ars)
Fraldas. Almoço. O telefone.
A maternidade, por vezes, parece marcada pelo tédio de trocar fraldas, a exasperação de preparar o almoço, e a frustração de não desfrutar de uma conversa por telefone, porque o bebê começou a chorar. Mas em meio ao clamor da vida doméstica, as mães católicas podem realmente encontrar paz de espírito sabendo que elas estão fazendo a vontade de Deus levando almas para o céu. Criar filhos é um trabalho gratificante e satisfatório que santifica a mãe e a ajuda a crescer na virtude. Cada etapa no desenvolvimento das crianças requer uma abordagem diferente da mãe que se baseia em seus pontos fortes.
Desenvolvimento da Primeira Infância: do nascimento até os quatro anos de idade
A consideração importante durante esses anos é que a mãe deve estar em casa para as crianças. O Papa Pio XI escreveu que a ordem civilizada está em perigo “se até mesmo a mãe da família, para o grande mal da casa, é obrigada a ir adiante e buscar a vida através de seu próprio trabalho.” (1)
As crianças nesta idade experimentam o desenvolvimento psicológico mais a partir das pessoas do que seu ambiente externo. Os adultos também tem muito pouca memória dos eventos antes dos dois anos de idade – normalmente, nenhuma memória. Isso ocorre porque o cérebro do bebê muda drasticamente rápido. PET scans mostram o crescimento do cérebro desde o nascimento até os doze meses, e que o cérebro de um ano de idade se parece mais com o de um adulto do que com o de um bebê (2). O importante nesta fase da vida é que a mãe passe muito tempo com seus bebês e pré-escolares.
O crítico é uma grande quantidade de tempo, não “qualidade de tempo”. Tanto as mães letárgicas quanto as hiperativas farão igualmente bem se elas simplesmente estiverem disponíveis para seus filhos pequenos. A criança, às vezes, vai até a mãe e passa quatro ou cinco minutos apoiada nela. A criança precisa dessa tranqüilidade. Então, a criança corre para brincar novamente. A mãe deve estar na casa para que isso aconteça. Pode ser prejudicial para o desenvolvimento da criança quando a mãe trabalha fora de casa. Estabilidade é uma coisa boa nessa idade, mas mesmo se a família muda-se a cada ano, a presença e a disponibilidade da mãe dona-de-casa, naturalmente, mitiga os efeitos da mudança.
Um estudo recente confirma o que Pio XI ensinou há quase oitenta anos atrás. Os pesquisadores investigaram os efeitos da pobreza sobre o desenvolvimento infantil. Eles descobriram que “entre os fatores de proteção que fizeram estas crianças mais resistentes, um apego seguro aos seus cuidadores era o mais importante” (3). Em outras palavras, crie uma vida familiar emocionalmente segura e estável, e seus filhos não serão afetados por avisos de mudança e mobiliário velho e usado.
O desejo de agradar à mãe
Crianças antes da idade de sete anos respondem muito bem à mãe e ao desejo de agradá-la. Use isso a seu favor. Você pode ser direta e dizer que você não está feliz com seu comportamento. Torne algo pessoal. Isso funciona com a criança de cinco anos de idade, e não tem quase nenhum efeito na de dezesseis anos de idade.
Este desejo de agradar a você como a mãe também significa que o seu humor a afeta muito. A segurança emocional da criança depende da própria alegria ou tristeza da mãe a cada dia. Mas a instabilidade emocional mais profunda da mãe tem um impacto negativo ainda maior. Enquanto estudos mostram que alguns meses de depressão pós-parto não tem efeito duradouro sobre a criança, os pesquisadores do cérebro mostraram que a depressão persistente afeta diretamente a capacidade da criança de aprender e de responder à estimulação. A área frontal esquerda do cérebro mostrou atividade reduzida em 40% dos bebês em um estudo com mães deprimidas. Esta área do cérebro está associada com a emoção externa. No entanto, nove em cada dez bebês com mães não-deprimidas mostraram um alto nível de atividade na parte frontal esquerda do cérebro (4).
A idade em que o bebê está em maior risco de “ter problemas de comportamento e comprometimento cognitivo mais tarde” devido a depressão materna é de seis a dezoito meses. A depressão persistente deve ser tratada, em primeiro lugar na Confissão sacramental, e então, ouvindo os conselhos do próprio sacerdote e, finalmente, através de aconselhamento profissional, se o padre aconselha-lo.
As mães são muito ocupadas lidando com seus filhos pequenos. Deus lhes dá a graça e a força para lidar com suas famílias, mas elas têm que pedir essas bênçãos. Deus quer você como a mãe que alimenta e cuida de seus filhos, mas também como sua primeira professora (5).
A mãe é quem deve ensinar o alfabeto às suas crianças porque ela é a professora da pré-escola. Pré-escolares também aprendem como se comportar na Missa a partir de seus pais. Crianças de dois anos de idade são capazes de sentar-se e ajoelhar-se, sem se virar ou se contorcer excessivamente, desde as orações ao pé do altar até o Kyrie. As de três anos de idade podem fazê-lo por quase toda uma Missa de domingo. As de quatro anos de idade podem se comportar em toda uma Missa de Domingo cantada ou uma Missa simples com um sermão. Mas os pais têm de esperar este comportamento e reforçá-lo consistentemente. Livros religiosos coloridos, lugares estratégicos no banco ao lado de um dos pais, e correção de braços balançando ou pernas deslizantes, são coisas que devem ser feitas. Palmadas também reforçam a importância de permanecer quieto na igreja, mas deve-se usá-las com moderação, deve-se ir para fora para isso, e só depois de um aviso. Eu deixo de presentear a crianças com biscoitos depois da Missa por causa do seu mau comportamento. Eu mantenho a criança privada de biscoito na capela, depois da Missa para rezar e aprender a ficar de joelhos da forma certa, em vez de deixá-la gritar enquanto assiste seus irmãos comendo biscoitos.
Limites
As crianças de dois e três anos de idade precisam aprender limites. Elas estão começando a ter vontades fortes e elas não conseguem controlá-las. A mãe deve ser firme e consistente. “Não” significa não, independentemente do drama do temperamento birrento da criança. O papel do pai é muito importante ao prover esta firmeza, tanto por sua própria firmeza quanto por apoiar a sua esposa.
Um componente muito crítico do desenvolvimento saudável da infância precoce é eliminar a televisão. Numerosos estudos mostram os efeitos negativos de se assistir TV. Ambos os programas de televisão “bons” e “ruins” contribuem para a falta de foco de uma criança porque as cenas mudam a cada trinta segundos. Em um artigo que escrevi no início deste ano para a revista The Latin Mass, eu mencionei um estudo demonstrando que a “TV diminuiu de intensidade as brincadeiras e cortou pela metade a quantidade de tempo que as crianças se concentram em um brinquedo dado”. Este estudo foi feito com a TV ligada no plano de fundo,  não com um programa de TV que as crianças estivessem realmente assistindo (6).
Durante toda a infância, a mãe deve desenvolver a atitude correta em relação ao trabalho. O Dr. Rudolf Allers, um psicólogo católico pioneiro, escreveu que: “Os pais devem fazer com que a criança se familiarize cedo com a natureza do trabalho… A criança bem pequena pode guardar seus brinquedos… e pode-se facilmente ensinar a ela que esses pequenos deveres são seu trabalho”. Ao invés de a criança reagir a uma sobrecarregada expectativa de perfeição por parte dos pais ou, no outro extremo do espectro, um sentimento de estar constantemente atrapalhando, o treinamento correto no dever “ajuda a diminuir a distância entre a criança e os adultos… ela já sabe que pode ser uma companheira de trabalho, e cresce em um espírito de disposição para tal atividade” (7).
Anos Pré-Primeira Comunhão: do Jardim de Infância ao Segundo Ano
Quando se trata de Jardim de Infância, há duas opções saudáveis: uma escola católica tradicional ou homeschooling. É muito mais saudável para a criança na idade de cinco ou seis continuar a aprender de sua mãe em casa do que passar horas a cada dia agrupada com crianças do bairro em uma escola pública. A escola católica, por outro lado, deve ter o fim último do homem (salvação eterna) como seu principal objetivo, de acordo com o Papa Pio XI (8).
No primeiro ou segundo ano a criança aprende a ler. Isso abre um mundo novo para ela. O papel da mãe muda da função de ensino baseada na ação direta no pré-escolar, para a aprendizagem supervisionada de livros na escola primária. Crianças católicas que dificilmente assistem TV vão naturalmente se tornar leitoras vorazes. Elas também precisam de jogos de tabuleiro e atividades divertidas. Não deveria haver absolutamente nenhum videogame. Em vez disso, a criança deve ter um retrato fiel da realidade. Um desenho não-violento ocasional sem comerciais (como os antigos desenhos do Ursinho Pooh) é melhor do que um jogo de vídeo interativo. Elas aprendem mais do videogame, mas isso é parte do problema. Elas anseiam por aprender, e isso leva a aumentar o tempo no computador gradualmente ao longo dos anos, o que leva ao uso da Internet, ao pensamento moderno, e a pornografia na sua bela família católica. Corte o mal pela raiz.
A Primeira Comunhão
A mãe deve preparar ativamente os seus filhos para a Primeira Comunhão. No meu trabalho coordenando o catecismo e aulas de preparação sacramental, eu me deparei com dois tipos de pais. Um tipo quer preparar suas crianças quase desde o seu quinto aniversário. O outro tipo espera até que os filhos sejam adolescentes. Claramente, esperar muito tempo não é bom, mas preparar uma criança que tem apenas cinco anos de idade é diferente. Algumas crianças são perceptivas e precoces (como o Papa São Pio X observou a si mesmo), algumas não são. A melhor resposta é se comunicar com seu marido e chegar a uma decisão mútua. Peça conselhos ao seu pároco e ao professor da Primeira Comunhão. A maioria das crianças deve entrar numa classe para a Primeira Comunhão após o seu sexto aniversário.
A mãe deve estar fortemente envolvida, ensinar à criança as orações necessárias durante a semana e falar de Jesus e Maria. Quando a Primeira Comunhão de seu filho estiver a dois meses de distância, fale sobre a Hóstia a cada semana. Faça-lhe perguntas sobre a confissão e certifique-se que ela sabe o procedimento. Fale sobre a diferença entre hóstias consagradas e não consagradas algumas semanas antes de receber o sacramento. Seu marido também deve apoiá-lo e rever o material com a criança, mas a mãe é geralmente mais envolvida na educação infantil.
Educação Fundamental: oito a doze anos de idade
No momento em que a criança atinge a terceira série, com cerca de oito anos de idade, o seu papel como a mãe é o de direcionar e complementar o que a criança aprende através de livros, aulas e projetos.
A maioria das famílias deve usar uma escola de tijolo e argamassa, nessa idade, em vez de homeschooling, mas a educação em casa pela mãe ainda será eficaz enquanto a mãe for consistente. Isto é especialmente verdadeiro para meninas melancólicas, mas as crianças de qualquer temperamento podem ser educadas em casa se o ambiente for consistente. O apoio do marido é absolutamente necessário. Sem o seu apoio envolvente ou pelo menos tolerância positiva na educação domiciliar, isso irá falhar.
É mais fácil educar as meninas em casa – e é mais eficaz. Os meninos, especialmente à medida que crescem chegando a era secundária, exigem professores do sexo masculino como modelos e mestres para execução de tarefas. O papel da mãe como professora primária se torna menos eficaz quando o menino cresce. O Pe. Thomas Hughes escreveu sobre educação jesuíta tradicional e o papel do professor do sexo masculino. Em suas palavras:
“É realmente um momento memorável, quando um homem se torna um professor dos outros. Podem ser meninos. Mas, se são meninos apenas desabrochando para a vida, ou jovens à beira da masculinidade, o professor deles tem que ser um professor de homens; e talvez mais ainda com o rapaz do que com o homem, na medida em que seu controle sobre o jovem aluno tem de ser tão mais completo” (9).
Por que o controle de um menino é tão importante? Segundo o Padre Hughes, é assim porque se deve “formar uma natureza humana inteira, que ainda é flexível e dócil.”
O papel da mãe com relação ao seu filho entre oito e doze anos é continuar ajudando com leitura, escrita, matemática e outras disciplinas acadêmicas, se ela for a professora primária ou se a criança tem outro professor. A mãe deve ser a primeira pessoa a quem a criança recorre quando se necessita de ajuda com a lição de casa. A mãe também continua seu papel ativo na instrução catequética. A religião deve ser ensinada a cada ano e não deve ser descartada entre os anos da Primeira Comunhão e a Crisma. O Catecismo pode ser ensinado em formato de pergunta-resposta (como acontece com o Catecismo de Baltimore), histórias da Bíblia, aprender sobre a Missa, e as vidas dos santos.
A mãe deve encorajar e exortar os seus filhos de oito a doze anos de idade a participar da Santa Missa. Ela precisa se comunicar regularmente com seu marido em relação ao modelo de comportamento na Missa (ajoelhar corretamente), usar um missal, orações depois da Missa, outras devoções em casa , e, claro, o serviço no altar para os meninos. Aprender a servir a Missa leva para mais perto de Deus e da Igreja, enquanto os ensina a ser homens ao mesmo tempo.
Um ambiente familiar estável nessa faixa etária é crítico. Tente não mudar de casa em casa quando você tem crianças em idade escolar. Elas precisam de estabilidade doméstica para construir uma base de imutáveis ​​verdades metafísicas das quais elas podem depender. Elas aprendem mais pelo exemplo e meio ambiente do que pela memorização de livros – embora a aprendizagem do livro seja importante! 
Crisma
Tanto a mãe quanto o pai devem preparar a criança para a Crisma. A mãe pode ter feito a maior parte do trabalho de preparação para a Primeira Comunhão; agora o pai deve fazer o mesmo trabalho da mãe interrogando a criança sobre as orações e os materiais necessários para a Crisma. No entanto, os pais devem resistir à tentação de escolher o padrinho de Crisma de seu filho. Deixe a criança escolher o seu próprio padrinho, pois isso que constrói a confiança e ajuda a criança a aprender que a Fé Católica dela é dela, e não simplesmente alguma rotina sombria em que só participa para agradar seus pais. O Catecismo do Concílio de Trento ensina que a Crisma não deve ser adiada até a adolescência (10); se um bispo tradicionalista não estiver disponível antes que a criança complete treze ou quatroze anos, considere seriamente dirigir ou voar para outra cidade para que seu filho seja Crismado no rito tradicional.
À medida que a criança se desenvolve, ela gradualmente percebe que a autoridade do pai é maior do que a da mãe. As crianças são um pouco menos motivadas para fazer suas mães felizes quando chegam na pré-adolescência. No entanto, a transição para a adolescência desperta na criança o desejo e o dever de dominar novas responsabilidades. Isto é especialmente verdadeiro no filho mais velho ou na filha mais velha. Isso se torna um ato de equilíbrio para a mãe. Você deve incentivar este senso de dever, mas não desencorajar a criança, colocando muita pressão sobre ela. O psicólogo e autor Kevin Leman escreveu que filhos mais velhos dos quais se espera que sejam “perfeitos” podem levar vidas muito desleixadas, letárgicas, quando adultos. “Estudantes relaxados e pobres”, escreveu Dr. Leman, “são muitas vezes perfeccionistas desanimados que desistiram de tentar, porque dói demais falhar” (11).
Início da adolescência: Os Anos Ginasiais (entre treze e quinze anos de idade) 
A paixões naturais eclodem nesta fase de desenvolvimento. A mãe precisa ser coerente e calma diante das emoções turbulentas dos seus jovens adolescentes. Santo Tomás de Aquino descreveu essas paixões “irascíveis” há oitocentos anos atrás, na Summa Theologica. Os administradores da escola podem não reconhecer o tomismo, mas eles certamente conhecem a raiva, a ousadia, o medo, a esperança e o desespero (lista das paixões segundo Santo Tomás), quando eles lidam com estudantes nesta fase.
Um ambiente doméstico consistente permanece tão importante nesta fase, quanto quando a criança estava na escola primária. Mesmo se vocês se mudarem, a abordagem dos pais deve ser a mesma e limites disciplinares devem estar no lugar certo. (E tente não matriculá-los na Escola Pública Secular Sem Deus.)
Domínio de Si 
Duas considerações importantes devem ser feitas. O jovem adolescente deve trabalhar em algo e tornar-se bom no que faz: um jogo de esportes, um instrumento musical, ou até mesmo um exercício culinário deve ser realizado. A criança precisa se esforçar em alguma área por anos seguidos e, progressivamente, tornar-se melhor até que ele ou ela torne-se mestre. Futebol, trompete, basebol, clarinete, patinação no gelo, e preparação de uma refeição para cinco, tudo isso têm algo em comum para o jovem adolescente: exige prática constante, formação de um adulto experiente, e ensina a confiança do adolescente para assumir os deveres de adultos. Se essa confiança não se aprende, o jovem pode tornar-se emocionalmente desequilibrado.
A segunda consideração é que o homeschooling nesta idade não é muito eficaz. A mãe não pode ensinar a um jovem de quatorze anos sentada ao lado dele, passando uma atribuição, e, em seguida, deixá-lo sozinho por vinte minutos, como ela fazia com ele aos sete anos de idade. O adolescente já não faz automaticamente o que sua mãe diz. Ele questiona sua sabedoria com a sua inteligência indisciplinada e revolta-se contra a sua autoridade com suas paixões descontroladas.
O jovem adolescente necessita de professores do sexo masculino, juntamente com a mãe, ou em uma escola de tijolo e argamassa, ou por uma tutoria externa junto com o pai tomando um papel muito ativo como professor. A maioria dos pais pode acompanhar os deveres de casa e passar um tempo com a criança a cada noite apoiando a mãe.
A jovem adolescente necessita de professores tanto do sexo masculino quanto do feminino como modelos em sua vida, além de seus pais, então ela descobre que o comportamento elegante e a virtude são conceitos importantes em si mesmos – e não apenas porque a mãe disse que sim.
Adolescentes se rebelam. Eles questionam. O objetivo é canalizar esse questionamento, em vez de suprimi-lo. Hoje em dia eles poderiam questionar o papel do governo, a Igreja conciliar, projetos de estradas, a macroeconomia norte-americana, e outros aspectos inquestionáveis ​​da vida moderna. Mas eles devem aprender a partir de outros adultos que sejam seus modelos que a religião Católica é a única e verdadeira Fé dada a nós pelo próprio Cristo. A Fé não é simplesmente uma preferência idiossincrática dos pais da criança que deve ser posta de lado se a criança quer expressar sua própria individualidade. Essa, infelizmente, é muitas vezes a razão pela qual os jovens adultos param de freqüentar a Missa Latina Tradicional. 
Caridade na criação dos filhos
São João Bosco disse uma vez que a caridade deve animar todo o trabalho feito com crianças. Seu método consistia em convencer as crianças a querer ser boas por conta própria. Quando os seus filhos entre treze e quinze anos de idade perceberem que a disciplina é para seu próprio benefício e que é realmente justa, eles vão reagir muito melhor. Mas isso requer muita paciência por parte do professor e dos pais. Reze para que os anjos da guarda de seus filhos intercedam por você.
Dom Bosco também observou que “se um disciplinador é caridoso, ele pode ser tão firme quanto ele quiser”. Ele falou do respeito que os professores devem ter aos seus alunos como Católicos batizados. Esta abordagem era marcadamente diferente daquelas de outros mestres da época. Ele exigia obediência e encorajava as crianças constantemente a se comportar, mas ele preservava a rudeza natural delas. Visitantes notaram seu rigor e atenção pessoal a um cronograma rigoroso, mas também um monte de gritos e correria fora da sala de aula.
Adolescência tardia: entre dezesseis e dezenove anos de idade 
Quando os seus filhos estão entre os dezesseis e dezenove anos de idade, o seu papel maternal é um pouco diminuído. Você pode dar conselhos quando o adolescente precisa tomar uma decisão, mas você não deve lavar a roupa de seu filho. Ele já deveria ter aprendido a fazer isso. Mães com mais de um adolescente quase nunca devem ter que lavar um prato. Seu trabalho é acompanhar na cozinha e fazer as coisinhas minuciosas que os adolescentes costumam deixar passar (ou lembrar aos adolescentes para fazê-las), como limpar a bancada e polir os talheres.
Gestão doméstica
Seu papel é agora o de dirigir a casa. Você é mais uma gestora do que um trabalhadora. Adolescentes e pré-adolescentes são capazes de trabalhar e isso é bom para eles. Tarefas domésticas de meia hora a quarenta e cinco minutos de por dia não são algo razoável, mesmo se eles têm lição de casa ou a prática de esportes. Sua função materna é lembrar os adolescentes de suas atribuições, agradecer e elogiá-los pelos seus trabalhos concluídos, e avisá-los de consequentes privilégios perdidos se eles negligenciarem as suas funções. Essa punição deve normalmente provir do pai.
Limites absolutos ainda existem. Existem normas morais e comportamentais em sua família que devem ser seguidas, não importa a idade da criança. A criança deve entender completamente aos quatorze anos que os limites morais vêm de Deus, não de seus pais. Aos dezesse anos a criança precisa compreender que ela é um membro de sua comunidade, de sua paróquia, e da Igreja militante, bem como de sua própria família. Eu não recomendo homeschooling a adolescentes a menos que haja uma razão muito boa para isso.
Os rapazes adolescentes, não importa quão virtuosos sejam, nunca devem absolutamente ter uma oportunidade de ficar a sós com uma irmã mais nova, prima, ou sobrinha. O menino adolescente nunca deve ser babá a menos que ele faça parte de um grupo de babás. 
O Papel do Pai
Os adolescentes precisam responder ao pai. Aos dezesseis anos eles têm muito menos respeito pela autoridade da mãe e não são motivados a agradá-la. A relação com a mãe muda; adolescentes acabarão por desenvolver mais respeito por ela à medida que crescem na idade adulta. Nesse meio tempo, o rapaz ou a moça adolescente deve construir um forte relacionamento com seu pai, participando em atividades com ele (como aprender a dirigir). O pai também deve apoiar a mãe e não tolerar qualquer desrespeito para com sua esposa. Seus comentários positivos sobre a mãe da família vão ajudar a manter um forte vínculo entre os filhos adolescentes e sua mãe.
Deveres Adolescentes
Sendo uma criança tem dezoito ou dezenove anos de idade, ele ou ela deve saber como executar e operar todos os sistemas em uma casa moderna: máquina de lavar louça, máquina de lavar roupa e secador de cabelo, aspirador, fogão e forno, desentupir sanitário, mudar filtros de ar condicionado, fazer limpeza geral, dirigir um carro, verificar o óleo, aparar a grama, e assim por diante. Isso deve ser parte de uma progressão gradual de funções, por exemplo: dobrar as toalhas aos seis anos de idade, aspirar o tapete aos dez anos de idade, usar a máquina de lavar louça aos treze anos, e assim por diante. Alguns pratos quebrados ao longo dos anos valem bem a seu angústia materna, quando você percebe que os pratos (e as camisetas manchada de rosa saídas da lavagem misturadas com a roupa branca) foram sacrificados em sua missão de criar damas e cavalheiros maduros e auto-suficientes. Seu verdadeiro objetivo é levar as almas de volta para Deus, que temporariamente as confiou ao seu cuidado maternal.
Conclusão
Para formar crianças bem ajustadas para conhecer, amar e servir a Deus, a mãe deve:
Fornecer um ambiente amoroso, encorajador e estável.
Garantir que os limites sejam consistentes e alinhados com o ensinamento da Igreja.
Reconhecer que as crianças têm necessidades diferentes à medida que crescem. Muitas mães são demasiado permissivas com crianças pequenas, e demasiado restritivas com os adolescentes.
A coisa mais importante que uma mãe pode fazer por seus filhos é amar a seu marido. Todo o cuidado e carinho do mundo será destruído no dia em que anunciar aos seus filhos o seu divórcio.
Masculinidade pode ser resumida em uma palavra: sacrifício. Feminilidade é resumida em uma palavra: submissão (12). Quando os homens sacrificam as suas famílias e as mulheres estão sujeitas aos seus maridos, a harmonia acontece e as crianças, assim, têm o ambiente estável que anseiam.
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Notas:
Papa Pio XI, Casti Connubii, Dez. 31, 1930, no.120.
Rima Shore, Rethinking the Brain (Nova Iorque: Families and Work Institute, 2003) p.21.
Shore, Rethinking the Brain, p.46.
Shore, Rethinking the Brain, p.39.
Pio XI, Divini Illius Magistri, Dez. 31, 1929, no.32.
Greg Toppo, “Even background TV can impact kids’ attention” (USA Today online: July 15, 2008) §.3.
Rudolph Allers, MD, Understanding Children and Preparing Them for Life (Fort Collins, CO: Roman Catholic Books) p.11.
Pio XI, Divini Illius Magistri, Dez. 31, 1929, no.18.
Rev. Thomas Hughes, S.J., Loyola and the Educational System of the Jesuits(Ridgefield, CT: Roger A. McCaffrey Publishing) p.175-176.
10 McHugh & Callan, trans., The Catechism of the Council of Trent (Rockford, IL: TAN Books and Publishers, Inc., 1982, orig. publ. 1923) p.207-208.
11 Dr. Kevin Leman, The Birth Order Book (Nova Iorque: Dell Publishing, 1985) p.217.
12 Cf. Efésions 5,24-25 e 33; também Rev. George A. Kelly, The Catholic Marriage Manual (Nova Iorque: Random House, 1958) p.21-25. 
Original aqui.