terça-feira, 6 de novembro de 2012

O Papel da Mãe na Educação

Fonte: Maria Rosa

Por Michael J. Rayes
Traduzido por Andrea Patrícia
 
“Tenho uma dívida com a minha mãe. As virtudes passam facilmente das mães para os corações de seus filhos, que de bom grado fazem o que vêem sendo feito.” (Cura d’Ars)
Fraldas. Almoço. O telefone.
A maternidade, por vezes, parece marcada pelo tédio de trocar fraldas, a exasperação de preparar o almoço, e a frustração de não desfrutar de uma conversa por telefone, porque o bebê começou a chorar. Mas em meio ao clamor da vida doméstica, as mães católicas podem realmente encontrar paz de espírito sabendo que elas estão fazendo a vontade de Deus levando almas para o céu. Criar filhos é um trabalho gratificante e satisfatório que santifica a mãe e a ajuda a crescer na virtude. Cada etapa no desenvolvimento das crianças requer uma abordagem diferente da mãe que se baseia em seus pontos fortes.
Desenvolvimento da Primeira Infância: do nascimento até os quatro anos de idade
A consideração importante durante esses anos é que a mãe deve estar em casa para as crianças. O Papa Pio XI escreveu que a ordem civilizada está em perigo “se até mesmo a mãe da família, para o grande mal da casa, é obrigada a ir adiante e buscar a vida através de seu próprio trabalho.” (1)
As crianças nesta idade experimentam o desenvolvimento psicológico mais a partir das pessoas do que seu ambiente externo. Os adultos também tem muito pouca memória dos eventos antes dos dois anos de idade – normalmente, nenhuma memória. Isso ocorre porque o cérebro do bebê muda drasticamente rápido. PET scans mostram o crescimento do cérebro desde o nascimento até os doze meses, e que o cérebro de um ano de idade se parece mais com o de um adulto do que com o de um bebê (2). O importante nesta fase da vida é que a mãe passe muito tempo com seus bebês e pré-escolares.
O crítico é uma grande quantidade de tempo, não “qualidade de tempo”. Tanto as mães letárgicas quanto as hiperativas farão igualmente bem se elas simplesmente estiverem disponíveis para seus filhos pequenos. A criança, às vezes, vai até a mãe e passa quatro ou cinco minutos apoiada nela. A criança precisa dessa tranqüilidade. Então, a criança corre para brincar novamente. A mãe deve estar na casa para que isso aconteça. Pode ser prejudicial para o desenvolvimento da criança quando a mãe trabalha fora de casa. Estabilidade é uma coisa boa nessa idade, mas mesmo se a família muda-se a cada ano, a presença e a disponibilidade da mãe dona-de-casa, naturalmente, mitiga os efeitos da mudança.
Um estudo recente confirma o que Pio XI ensinou há quase oitenta anos atrás. Os pesquisadores investigaram os efeitos da pobreza sobre o desenvolvimento infantil. Eles descobriram que “entre os fatores de proteção que fizeram estas crianças mais resistentes, um apego seguro aos seus cuidadores era o mais importante” (3). Em outras palavras, crie uma vida familiar emocionalmente segura e estável, e seus filhos não serão afetados por avisos de mudança e mobiliário velho e usado.
O desejo de agradar à mãe
Crianças antes da idade de sete anos respondem muito bem à mãe e ao desejo de agradá-la. Use isso a seu favor. Você pode ser direta e dizer que você não está feliz com seu comportamento. Torne algo pessoal. Isso funciona com a criança de cinco anos de idade, e não tem quase nenhum efeito na de dezesseis anos de idade.
Este desejo de agradar a você como a mãe também significa que o seu humor a afeta muito. A segurança emocional da criança depende da própria alegria ou tristeza da mãe a cada dia. Mas a instabilidade emocional mais profunda da mãe tem um impacto negativo ainda maior. Enquanto estudos mostram que alguns meses de depressão pós-parto não tem efeito duradouro sobre a criança, os pesquisadores do cérebro mostraram que a depressão persistente afeta diretamente a capacidade da criança de aprender e de responder à estimulação. A área frontal esquerda do cérebro mostrou atividade reduzida em 40% dos bebês em um estudo com mães deprimidas. Esta área do cérebro está associada com a emoção externa. No entanto, nove em cada dez bebês com mães não-deprimidas mostraram um alto nível de atividade na parte frontal esquerda do cérebro (4).
A idade em que o bebê está em maior risco de “ter problemas de comportamento e comprometimento cognitivo mais tarde” devido a depressão materna é de seis a dezoito meses. A depressão persistente deve ser tratada, em primeiro lugar na Confissão sacramental, e então, ouvindo os conselhos do próprio sacerdote e, finalmente, através de aconselhamento profissional, se o padre aconselha-lo.
As mães são muito ocupadas lidando com seus filhos pequenos. Deus lhes dá a graça e a força para lidar com suas famílias, mas elas têm que pedir essas bênçãos. Deus quer você como a mãe que alimenta e cuida de seus filhos, mas também como sua primeira professora (5).
A mãe é quem deve ensinar o alfabeto às suas crianças porque ela é a professora da pré-escola. Pré-escolares também aprendem como se comportar na Missa a partir de seus pais. Crianças de dois anos de idade são capazes de sentar-se e ajoelhar-se, sem se virar ou se contorcer excessivamente, desde as orações ao pé do altar até o Kyrie. As de três anos de idade podem fazê-lo por quase toda uma Missa de domingo. As de quatro anos de idade podem se comportar em toda uma Missa de Domingo cantada ou uma Missa simples com um sermão. Mas os pais têm de esperar este comportamento e reforçá-lo consistentemente. Livros religiosos coloridos, lugares estratégicos no banco ao lado de um dos pais, e correção de braços balançando ou pernas deslizantes, são coisas que devem ser feitas. Palmadas também reforçam a importância de permanecer quieto na igreja, mas deve-se usá-las com moderação, deve-se ir para fora para isso, e só depois de um aviso. Eu deixo de presentear a crianças com biscoitos depois da Missa por causa do seu mau comportamento. Eu mantenho a criança privada de biscoito na capela, depois da Missa para rezar e aprender a ficar de joelhos da forma certa, em vez de deixá-la gritar enquanto assiste seus irmãos comendo biscoitos.
Limites
As crianças de dois e três anos de idade precisam aprender limites. Elas estão começando a ter vontades fortes e elas não conseguem controlá-las. A mãe deve ser firme e consistente. “Não” significa não, independentemente do drama do temperamento birrento da criança. O papel do pai é muito importante ao prover esta firmeza, tanto por sua própria firmeza quanto por apoiar a sua esposa.
Um componente muito crítico do desenvolvimento saudável da infância precoce é eliminar a televisão. Numerosos estudos mostram os efeitos negativos de se assistir TV. Ambos os programas de televisão “bons” e “ruins” contribuem para a falta de foco de uma criança porque as cenas mudam a cada trinta segundos. Em um artigo que escrevi no início deste ano para a revista The Latin Mass, eu mencionei um estudo demonstrando que a “TV diminuiu de intensidade as brincadeiras e cortou pela metade a quantidade de tempo que as crianças se concentram em um brinquedo dado”. Este estudo foi feito com a TV ligada no plano de fundo,  não com um programa de TV que as crianças estivessem realmente assistindo (6).
Durante toda a infância, a mãe deve desenvolver a atitude correta em relação ao trabalho. O Dr. Rudolf Allers, um psicólogo católico pioneiro, escreveu que: “Os pais devem fazer com que a criança se familiarize cedo com a natureza do trabalho… A criança bem pequena pode guardar seus brinquedos… e pode-se facilmente ensinar a ela que esses pequenos deveres são seu trabalho”. Ao invés de a criança reagir a uma sobrecarregada expectativa de perfeição por parte dos pais ou, no outro extremo do espectro, um sentimento de estar constantemente atrapalhando, o treinamento correto no dever “ajuda a diminuir a distância entre a criança e os adultos… ela já sabe que pode ser uma companheira de trabalho, e cresce em um espírito de disposição para tal atividade” (7).
Anos Pré-Primeira Comunhão: do Jardim de Infância ao Segundo Ano
Quando se trata de Jardim de Infância, há duas opções saudáveis: uma escola católica tradicional ou homeschooling. É muito mais saudável para a criança na idade de cinco ou seis continuar a aprender de sua mãe em casa do que passar horas a cada dia agrupada com crianças do bairro em uma escola pública. A escola católica, por outro lado, deve ter o fim último do homem (salvação eterna) como seu principal objetivo, de acordo com o Papa Pio XI (8).
No primeiro ou segundo ano a criança aprende a ler. Isso abre um mundo novo para ela. O papel da mãe muda da função de ensino baseada na ação direta no pré-escolar, para a aprendizagem supervisionada de livros na escola primária. Crianças católicas que dificilmente assistem TV vão naturalmente se tornar leitoras vorazes. Elas também precisam de jogos de tabuleiro e atividades divertidas. Não deveria haver absolutamente nenhum videogame. Em vez disso, a criança deve ter um retrato fiel da realidade. Um desenho não-violento ocasional sem comerciais (como os antigos desenhos do Ursinho Pooh) é melhor do que um jogo de vídeo interativo. Elas aprendem mais do videogame, mas isso é parte do problema. Elas anseiam por aprender, e isso leva a aumentar o tempo no computador gradualmente ao longo dos anos, o que leva ao uso da Internet, ao pensamento moderno, e a pornografia na sua bela família católica. Corte o mal pela raiz.
A Primeira Comunhão
A mãe deve preparar ativamente os seus filhos para a Primeira Comunhão. No meu trabalho coordenando o catecismo e aulas de preparação sacramental, eu me deparei com dois tipos de pais. Um tipo quer preparar suas crianças quase desde o seu quinto aniversário. O outro tipo espera até que os filhos sejam adolescentes. Claramente, esperar muito tempo não é bom, mas preparar uma criança que tem apenas cinco anos de idade é diferente. Algumas crianças são perceptivas e precoces (como o Papa São Pio X observou a si mesmo), algumas não são. A melhor resposta é se comunicar com seu marido e chegar a uma decisão mútua. Peça conselhos ao seu pároco e ao professor da Primeira Comunhão. A maioria das crianças deve entrar numa classe para a Primeira Comunhão após o seu sexto aniversário.
A mãe deve estar fortemente envolvida, ensinar à criança as orações necessárias durante a semana e falar de Jesus e Maria. Quando a Primeira Comunhão de seu filho estiver a dois meses de distância, fale sobre a Hóstia a cada semana. Faça-lhe perguntas sobre a confissão e certifique-se que ela sabe o procedimento. Fale sobre a diferença entre hóstias consagradas e não consagradas algumas semanas antes de receber o sacramento. Seu marido também deve apoiá-lo e rever o material com a criança, mas a mãe é geralmente mais envolvida na educação infantil.
Educação Fundamental: oito a doze anos de idade
No momento em que a criança atinge a terceira série, com cerca de oito anos de idade, o seu papel como a mãe é o de direcionar e complementar o que a criança aprende através de livros, aulas e projetos.
A maioria das famílias deve usar uma escola de tijolo e argamassa, nessa idade, em vez de homeschooling, mas a educação em casa pela mãe ainda será eficaz enquanto a mãe for consistente. Isto é especialmente verdadeiro para meninas melancólicas, mas as crianças de qualquer temperamento podem ser educadas em casa se o ambiente for consistente. O apoio do marido é absolutamente necessário. Sem o seu apoio envolvente ou pelo menos tolerância positiva na educação domiciliar, isso irá falhar.
É mais fácil educar as meninas em casa – e é mais eficaz. Os meninos, especialmente à medida que crescem chegando a era secundária, exigem professores do sexo masculino como modelos e mestres para execução de tarefas. O papel da mãe como professora primária se torna menos eficaz quando o menino cresce. O Pe. Thomas Hughes escreveu sobre educação jesuíta tradicional e o papel do professor do sexo masculino. Em suas palavras:
“É realmente um momento memorável, quando um homem se torna um professor dos outros. Podem ser meninos. Mas, se são meninos apenas desabrochando para a vida, ou jovens à beira da masculinidade, o professor deles tem que ser um professor de homens; e talvez mais ainda com o rapaz do que com o homem, na medida em que seu controle sobre o jovem aluno tem de ser tão mais completo” (9).
Por que o controle de um menino é tão importante? Segundo o Padre Hughes, é assim porque se deve “formar uma natureza humana inteira, que ainda é flexível e dócil.”
O papel da mãe com relação ao seu filho entre oito e doze anos é continuar ajudando com leitura, escrita, matemática e outras disciplinas acadêmicas, se ela for a professora primária ou se a criança tem outro professor. A mãe deve ser a primeira pessoa a quem a criança recorre quando se necessita de ajuda com a lição de casa. A mãe também continua seu papel ativo na instrução catequética. A religião deve ser ensinada a cada ano e não deve ser descartada entre os anos da Primeira Comunhão e a Crisma. O Catecismo pode ser ensinado em formato de pergunta-resposta (como acontece com o Catecismo de Baltimore), histórias da Bíblia, aprender sobre a Missa, e as vidas dos santos.
A mãe deve encorajar e exortar os seus filhos de oito a doze anos de idade a participar da Santa Missa. Ela precisa se comunicar regularmente com seu marido em relação ao modelo de comportamento na Missa (ajoelhar corretamente), usar um missal, orações depois da Missa, outras devoções em casa , e, claro, o serviço no altar para os meninos. Aprender a servir a Missa leva para mais perto de Deus e da Igreja, enquanto os ensina a ser homens ao mesmo tempo.
Um ambiente familiar estável nessa faixa etária é crítico. Tente não mudar de casa em casa quando você tem crianças em idade escolar. Elas precisam de estabilidade doméstica para construir uma base de imutáveis ​​verdades metafísicas das quais elas podem depender. Elas aprendem mais pelo exemplo e meio ambiente do que pela memorização de livros – embora a aprendizagem do livro seja importante! 
Crisma
Tanto a mãe quanto o pai devem preparar a criança para a Crisma. A mãe pode ter feito a maior parte do trabalho de preparação para a Primeira Comunhão; agora o pai deve fazer o mesmo trabalho da mãe interrogando a criança sobre as orações e os materiais necessários para a Crisma. No entanto, os pais devem resistir à tentação de escolher o padrinho de Crisma de seu filho. Deixe a criança escolher o seu próprio padrinho, pois isso que constrói a confiança e ajuda a criança a aprender que a Fé Católica dela é dela, e não simplesmente alguma rotina sombria em que só participa para agradar seus pais. O Catecismo do Concílio de Trento ensina que a Crisma não deve ser adiada até a adolescência (10); se um bispo tradicionalista não estiver disponível antes que a criança complete treze ou quatroze anos, considere seriamente dirigir ou voar para outra cidade para que seu filho seja Crismado no rito tradicional.
À medida que a criança se desenvolve, ela gradualmente percebe que a autoridade do pai é maior do que a da mãe. As crianças são um pouco menos motivadas para fazer suas mães felizes quando chegam na pré-adolescência. No entanto, a transição para a adolescência desperta na criança o desejo e o dever de dominar novas responsabilidades. Isto é especialmente verdadeiro no filho mais velho ou na filha mais velha. Isso se torna um ato de equilíbrio para a mãe. Você deve incentivar este senso de dever, mas não desencorajar a criança, colocando muita pressão sobre ela. O psicólogo e autor Kevin Leman escreveu que filhos mais velhos dos quais se espera que sejam “perfeitos” podem levar vidas muito desleixadas, letárgicas, quando adultos. “Estudantes relaxados e pobres”, escreveu Dr. Leman, “são muitas vezes perfeccionistas desanimados que desistiram de tentar, porque dói demais falhar” (11).
Início da adolescência: Os Anos Ginasiais (entre treze e quinze anos de idade) 
A paixões naturais eclodem nesta fase de desenvolvimento. A mãe precisa ser coerente e calma diante das emoções turbulentas dos seus jovens adolescentes. Santo Tomás de Aquino descreveu essas paixões “irascíveis” há oitocentos anos atrás, na Summa Theologica. Os administradores da escola podem não reconhecer o tomismo, mas eles certamente conhecem a raiva, a ousadia, o medo, a esperança e o desespero (lista das paixões segundo Santo Tomás), quando eles lidam com estudantes nesta fase.
Um ambiente doméstico consistente permanece tão importante nesta fase, quanto quando a criança estava na escola primária. Mesmo se vocês se mudarem, a abordagem dos pais deve ser a mesma e limites disciplinares devem estar no lugar certo. (E tente não matriculá-los na Escola Pública Secular Sem Deus.)
Domínio de Si 
Duas considerações importantes devem ser feitas. O jovem adolescente deve trabalhar em algo e tornar-se bom no que faz: um jogo de esportes, um instrumento musical, ou até mesmo um exercício culinário deve ser realizado. A criança precisa se esforçar em alguma área por anos seguidos e, progressivamente, tornar-se melhor até que ele ou ela torne-se mestre. Futebol, trompete, basebol, clarinete, patinação no gelo, e preparação de uma refeição para cinco, tudo isso têm algo em comum para o jovem adolescente: exige prática constante, formação de um adulto experiente, e ensina a confiança do adolescente para assumir os deveres de adultos. Se essa confiança não se aprende, o jovem pode tornar-se emocionalmente desequilibrado.
A segunda consideração é que o homeschooling nesta idade não é muito eficaz. A mãe não pode ensinar a um jovem de quatorze anos sentada ao lado dele, passando uma atribuição, e, em seguida, deixá-lo sozinho por vinte minutos, como ela fazia com ele aos sete anos de idade. O adolescente já não faz automaticamente o que sua mãe diz. Ele questiona sua sabedoria com a sua inteligência indisciplinada e revolta-se contra a sua autoridade com suas paixões descontroladas.
O jovem adolescente necessita de professores do sexo masculino, juntamente com a mãe, ou em uma escola de tijolo e argamassa, ou por uma tutoria externa junto com o pai tomando um papel muito ativo como professor. A maioria dos pais pode acompanhar os deveres de casa e passar um tempo com a criança a cada noite apoiando a mãe.
A jovem adolescente necessita de professores tanto do sexo masculino quanto do feminino como modelos em sua vida, além de seus pais, então ela descobre que o comportamento elegante e a virtude são conceitos importantes em si mesmos – e não apenas porque a mãe disse que sim.
Adolescentes se rebelam. Eles questionam. O objetivo é canalizar esse questionamento, em vez de suprimi-lo. Hoje em dia eles poderiam questionar o papel do governo, a Igreja conciliar, projetos de estradas, a macroeconomia norte-americana, e outros aspectos inquestionáveis ​​da vida moderna. Mas eles devem aprender a partir de outros adultos que sejam seus modelos que a religião Católica é a única e verdadeira Fé dada a nós pelo próprio Cristo. A Fé não é simplesmente uma preferência idiossincrática dos pais da criança que deve ser posta de lado se a criança quer expressar sua própria individualidade. Essa, infelizmente, é muitas vezes a razão pela qual os jovens adultos param de freqüentar a Missa Latina Tradicional. 
Caridade na criação dos filhos
São João Bosco disse uma vez que a caridade deve animar todo o trabalho feito com crianças. Seu método consistia em convencer as crianças a querer ser boas por conta própria. Quando os seus filhos entre treze e quinze anos de idade perceberem que a disciplina é para seu próprio benefício e que é realmente justa, eles vão reagir muito melhor. Mas isso requer muita paciência por parte do professor e dos pais. Reze para que os anjos da guarda de seus filhos intercedam por você.
Dom Bosco também observou que “se um disciplinador é caridoso, ele pode ser tão firme quanto ele quiser”. Ele falou do respeito que os professores devem ter aos seus alunos como Católicos batizados. Esta abordagem era marcadamente diferente daquelas de outros mestres da época. Ele exigia obediência e encorajava as crianças constantemente a se comportar, mas ele preservava a rudeza natural delas. Visitantes notaram seu rigor e atenção pessoal a um cronograma rigoroso, mas também um monte de gritos e correria fora da sala de aula.
Adolescência tardia: entre dezesseis e dezenove anos de idade 
Quando os seus filhos estão entre os dezesseis e dezenove anos de idade, o seu papel maternal é um pouco diminuído. Você pode dar conselhos quando o adolescente precisa tomar uma decisão, mas você não deve lavar a roupa de seu filho. Ele já deveria ter aprendido a fazer isso. Mães com mais de um adolescente quase nunca devem ter que lavar um prato. Seu trabalho é acompanhar na cozinha e fazer as coisinhas minuciosas que os adolescentes costumam deixar passar (ou lembrar aos adolescentes para fazê-las), como limpar a bancada e polir os talheres.
Gestão doméstica
Seu papel é agora o de dirigir a casa. Você é mais uma gestora do que um trabalhadora. Adolescentes e pré-adolescentes são capazes de trabalhar e isso é bom para eles. Tarefas domésticas de meia hora a quarenta e cinco minutos de por dia não são algo razoável, mesmo se eles têm lição de casa ou a prática de esportes. Sua função materna é lembrar os adolescentes de suas atribuições, agradecer e elogiá-los pelos seus trabalhos concluídos, e avisá-los de consequentes privilégios perdidos se eles negligenciarem as suas funções. Essa punição deve normalmente provir do pai.
Limites absolutos ainda existem. Existem normas morais e comportamentais em sua família que devem ser seguidas, não importa a idade da criança. A criança deve entender completamente aos quatorze anos que os limites morais vêm de Deus, não de seus pais. Aos dezesse anos a criança precisa compreender que ela é um membro de sua comunidade, de sua paróquia, e da Igreja militante, bem como de sua própria família. Eu não recomendo homeschooling a adolescentes a menos que haja uma razão muito boa para isso.
Os rapazes adolescentes, não importa quão virtuosos sejam, nunca devem absolutamente ter uma oportunidade de ficar a sós com uma irmã mais nova, prima, ou sobrinha. O menino adolescente nunca deve ser babá a menos que ele faça parte de um grupo de babás. 
O Papel do Pai
Os adolescentes precisam responder ao pai. Aos dezesseis anos eles têm muito menos respeito pela autoridade da mãe e não são motivados a agradá-la. A relação com a mãe muda; adolescentes acabarão por desenvolver mais respeito por ela à medida que crescem na idade adulta. Nesse meio tempo, o rapaz ou a moça adolescente deve construir um forte relacionamento com seu pai, participando em atividades com ele (como aprender a dirigir). O pai também deve apoiar a mãe e não tolerar qualquer desrespeito para com sua esposa. Seus comentários positivos sobre a mãe da família vão ajudar a manter um forte vínculo entre os filhos adolescentes e sua mãe.
Deveres Adolescentes
Sendo uma criança tem dezoito ou dezenove anos de idade, ele ou ela deve saber como executar e operar todos os sistemas em uma casa moderna: máquina de lavar louça, máquina de lavar roupa e secador de cabelo, aspirador, fogão e forno, desentupir sanitário, mudar filtros de ar condicionado, fazer limpeza geral, dirigir um carro, verificar o óleo, aparar a grama, e assim por diante. Isso deve ser parte de uma progressão gradual de funções, por exemplo: dobrar as toalhas aos seis anos de idade, aspirar o tapete aos dez anos de idade, usar a máquina de lavar louça aos treze anos, e assim por diante. Alguns pratos quebrados ao longo dos anos valem bem a seu angústia materna, quando você percebe que os pratos (e as camisetas manchada de rosa saídas da lavagem misturadas com a roupa branca) foram sacrificados em sua missão de criar damas e cavalheiros maduros e auto-suficientes. Seu verdadeiro objetivo é levar as almas de volta para Deus, que temporariamente as confiou ao seu cuidado maternal.
Conclusão
Para formar crianças bem ajustadas para conhecer, amar e servir a Deus, a mãe deve:
Fornecer um ambiente amoroso, encorajador e estável.
Garantir que os limites sejam consistentes e alinhados com o ensinamento da Igreja.
Reconhecer que as crianças têm necessidades diferentes à medida que crescem. Muitas mães são demasiado permissivas com crianças pequenas, e demasiado restritivas com os adolescentes.
A coisa mais importante que uma mãe pode fazer por seus filhos é amar a seu marido. Todo o cuidado e carinho do mundo será destruído no dia em que anunciar aos seus filhos o seu divórcio.
Masculinidade pode ser resumida em uma palavra: sacrifício. Feminilidade é resumida em uma palavra: submissão (12). Quando os homens sacrificam as suas famílias e as mulheres estão sujeitas aos seus maridos, a harmonia acontece e as crianças, assim, têm o ambiente estável que anseiam.
_________________________

Notas:
Papa Pio XI, Casti Connubii, Dez. 31, 1930, no.120.
Rima Shore, Rethinking the Brain (Nova Iorque: Families and Work Institute, 2003) p.21.
Shore, Rethinking the Brain, p.46.
Shore, Rethinking the Brain, p.39.
Pio XI, Divini Illius Magistri, Dez. 31, 1929, no.32.
Greg Toppo, “Even background TV can impact kids’ attention” (USA Today online: July 15, 2008) §.3.
Rudolph Allers, MD, Understanding Children and Preparing Them for Life (Fort Collins, CO: Roman Catholic Books) p.11.
Pio XI, Divini Illius Magistri, Dez. 31, 1929, no.18.
Rev. Thomas Hughes, S.J., Loyola and the Educational System of the Jesuits(Ridgefield, CT: Roger A. McCaffrey Publishing) p.175-176.
10 McHugh & Callan, trans., The Catechism of the Council of Trent (Rockford, IL: TAN Books and Publishers, Inc., 1982, orig. publ. 1923) p.207-208.
11 Dr. Kevin Leman, The Birth Order Book (Nova Iorque: Dell Publishing, 1985) p.217.
12 Cf. Efésions 5,24-25 e 33; também Rev. George A. Kelly, The Catholic Marriage Manual (Nova Iorque: Random House, 1958) p.21-25. 
Original aqui.

domingo, 4 de novembro de 2012

Novembro - Mês das Almas do Purgatório - 4

Fonte: Almas devotas

Retirado do livro
Mês das Almas do Purgatório
Mons. José Basílio Pereira
 livro de 1943 
(Transcrito por Carlos A. R. Júnior)


DIA 4

Relações com os Mortos

Se a lembrança dos mortos é tão grata, se tem tanta força para nos determinar a fazer o bem, que será o pensamento íntimo de nossas relações de cada instante com eles?
A doutrina católica oferece a perspectiva mais consoladora sobre essa estreita e afetuosa comunicação das almas dos escolhidos, que começa além-túmulo e prossegue na bem aventurança eterna.
O ensino da Igreja nos permite crer que nossos defuntos não estão ausentes, mas apenas velados e sempre junto a nós.
Ah! O pai, a mãe, o filho, o amigo a quem eu prezava, não era somente aquele corpo que se via e se tocava, mas também aquela alma a quem Deus havia concedido toda a afeição que me mostrava e que eu lhe retribuía. Aquela alma já não se manifesta mais exteriormente, porém ainda me faz sentir sua presença.
Falem a respeito aqueles a quem Deus outorgou a graça de compreender o que essa comunicação das Igrejas militante e purgante encerra de consolador e suave! «Aquele a quem choramos, escrevia Fenelon, não se ausentou de nós, fazendo-se invisível. Ele nos vê, ele nos quer, ele se compadece de nossas necessidades. Os sentidos e a imaginação só é que perderam seu objeto. Aquele que já não podemos ver, está mais do que antes conosco. Encontrá-los-emos sempre no meio de nós, olhando-nos e oferecendo-nos os verdadeiros socorros. Não sofrendo mais suas enfermidades, melhor do que nós conhece ele as nossas, e pede os remédios que nos dão cura. Embora privado de vê-lo há muitos anos, eu lhe falo, abro-lhe meu coração, tenho a crença de encontrá-lo na presença de Deus; e, conquanto já o tenha chorado amargamente, não posso dizer que o perdi. Oh! Quanto é real esta união íntima!»
«A morte, diz S. Bernardo, não separa dois corações unidos pela piedade.»
«As almas dos justos não nos deixam. Se quisermos, elas se conservarão conosco e nos farão experimentar um bem estar indefinível, mas real. Invoquemo-las frequentemente com as nossas preces, com as nossas aspirações, e com as boas obras que lhes fizeram e também a nós farão ganhar o Céu.» (Gergerès)
Eu posso, portanto, associar-vos a meus trabalhos, a minhas orações, a minhas alegrias, a minhas tristezas, ó meus queridos finados! Que bem me faz este pensamento!
__________
Trecho extraído do livro - Mês das Almas do Purgatório - Mons José Basílio Pereira - 10a. Edição - 1943 - Editora Mensageiro da Fé Ltda - Salvador - Bahia.

sábado, 3 de novembro de 2012

Conmemoración de todos los Fieles Difuntos (I de IV)

Fonte: En Gloria y Majestad
Las Benditas Ánimas.
2 de Noviembre: Conmemoración de todos
los Fieles Difuntos.

Nota del Blog: tomado de "Sed Luz", Tomo 3, de Benito Baur O.S.B. (1946).


G. Doré.

1. "Hoy se celebra la Conmemoración de todos los Fieles Difuntos. La Madre Iglesia se preocupa por ayudar, por medio de su poderosa intercesión ante su Señor y Esposo, a todos aquellos que están todavía detenidos en el purgatorio, para que, cuanto antes, puedan gozar de la beatífica compañía de los Santos en el cielo" (Martirologio del día 2 de Noviembre). Un día de maternal y amorosa solicitud de la Iglesia por sus muertos. Su amor hacia ellos es un amor compasivo y un amor efectivo.

2. Un amor compasivoLa Madre conoce las necesidades de sus hijos sepultados en las llamas del purgatorio. Las conoce y las siente como suyas. La mayor necesidad que padecen estas almas es la temporal privación de la posesión y del goce de Dios. Es cierto que ya "descansan en Cristo". Están unidas vivamente con Él. Están en estado de gracia. Se han salvado y poseen la clara convicción de que, tarde o temprano, alcanzarán la eterna visión y goce de Dios. Sin embargo, están todavía retenidas, aun no gozan del "eterno descanso". Aun no les ilumina "la luz perpetua". Están todavía atadas con los "vínculos de sus pecados", es decir, están sujetas a las penas temporales debidas por sus pecados. Conservan todavía "la mancha de los contagios terrenos". Desean ardorosamente contemplar a Dios, entrar en la patria, llegar a la mansión "del refrigerio, de la luz y de la paz". Anhelan poseer "la dicha del reposo", gozar de la "eterna alegría en la región de los vivos". Permanecen todavía en un doloroso alejamiento de Dios. Aman a Dios, le aman a Él solo y, sin embargo, todavía no pueden poseerlo, ni contemplarlo, ni descansar sobre su paternal corazón. Aun no son dignas de acercarse a Él. Los pecados, las infidelidades, la falta de arrepentimiento y de espíritu de penitencia les han acarreado esta dolorosa y angustiada espera. ¡Qué dolor y qué arrepentimiento más hondo tienen ahora de haber pecado y de haberse descuidado! Pero... su dolor, su arrepentimiento, sus lágrimas ya no pueden valerles para alcanzar el perdón de sus faltas. El tiempo del arrepentimiento provechoso terminó con la llegada de la muerte. Ahora han entrado "en la noche, durante la cual nadie puede trabajar" (Joh. 9, 4). Lo único que pueden hacer es sufrir mucho, "sufrir bastante", hasta que purguen, hasta que expíen, por medio del dolor, la pena de sus pecados. La Iglesia conoce la necesidad, el desamparo y la impotencia en que se encuentran estas pobres almas del purgatorio. Por eso hoy se derrite de compasión por ellas y desea que también nosotros nos asociemos cordialmente o esta compasión suya.

3. Un amor efectivoLa Iglesia sabe que puede ayudar a las pobres almas del purgatorio. Puede ayudarles con su intercesión y, sobre todo, con el sacrificio de la santa Misa. Hoy ora por las pobres almas, hace que cada sacerdote celebre tres vedes el santo Sacrificio, para que, desde el altar, fluya hasta el purgatorio un torrente de gracia y, de este modo, puedan volar al cielo muchas almas benditas. Además de esto, concede hoy a todos sus fieles la facultad de aplicar a las almas del purgatorio un ilimitado número de indulgencias plenarias. Debemos identificarnos con la santa Iglesia, debemos unirnos a ella lo más estrechamente posible para hacer, como ella, de este día y de todo el mes dedicado a las Ánimas del purgatorio un día y un mes de fervoroso eficaz amor a dichas pobres almas. Oremos por ellas, ofrezcamos por ellas la santa Misa, esforcémonos por ganar muchas indulgencias plenarias y apliquémoslos a esas pobres almas.

4. En el sacrificio de la santa Misa tomemos en nuestras manos el Corazón de Jesús, la preciosa sangre redentora de Cristo, y ofrezcámosla al Padre en compensación de la satisfacción que todavía le deben las almas del purgatorio. Saldemos, por decirlo así, la cuenta de nuestros hermanos del purgatorio con la sangre de Jesús. Cuando tengamos en nuestras manos esta preciosa sangre, supliquemos:

"Acuérdate, Señor, de tus siervos y siervas que nos precedieron con el signo de la fe. Llévalos a ellos, y a todos los que descansan en Cristo, al lugar del refrigerio, de la luz y de la paz."
"Señor, te ofrecemos oblaciones y súplicas. Dígnate aceptarlas en favor de todas aquellas almas cuya conmemoración celebramos hoy. Señor, hazlas pasar de la muerte (del purgatorio, de la privación de Dios) a la vida que prometiste en otro tiempo a Abraham y a su posteridad" (Ofertorio)

Oración.

Suplicámoste, Señor, contemples propicio estos dones que te ofrecemos por las almas de tus siervos y siervas; para que, así como les concediste la gracia de la fe cristiana, les concedas también su premio. Por Cristo, Nuestro Sentar. Amén. 

As sete portas do inferno - sexta porta: O protestantismo

Fonte: Fiéis Católicos de Ribeirão Preto




O protestantismo é inimigo jurado da nossa Santa Religião. Nega os dogmas mais santos: o Santo Sacrifício da Missa, a Confissão, a Comunhão, a maior parte dos sacramentos, a existência do purgatório, a instituição Divina da Igreja, a autoridade do Papa, a legitimidade do culto dos santos. Neste particular vai até a caluniar aos católicos, dizendo que adoram os santos, as imagens. Não, mil vezes não! Não adoramos os santos. Adoramos só a Deus.  
Quanto aos santos, nós os honramos, pedimos sua proteção junto de Deus. Honramos as imagens como sendo os retratos dos santos. Que mal haverá nisso? Não podemos honrar o retrato de um pai, de uma mãe, de um benfeitor, colocá-lo em nossa sala, no lugar de honra? Se Deus, outrora, proibiu aos judeus que tivessem imagens, é porque os judeus habitavam no meio de idólatras e estavam expostos a cair na idolatria. Foi uma medida disciplinar e passageira. Aliás, o mesmo Deus deu ordem a Moisés que adornasse a arca com imagens de anjos. Se os protestantes não têm outra coisa que nos exprobrar, calem-se; esta acusação cobre-os de ridículo.
É inegável a existência do perigo protestante no Brasil.
Não se deve, porém, temer exageradamente o protestantismo porque ele tem contra si a promessa feita por Cristo à sua Igreja e porque de sua natureza tende a se desagregar, dividir e multiplicar-se. Todas as tentativas de união serão sempre uma paródia da verdadeira união de fé. Ademais o Brasil nasceu, cresceu e vive ainda sob o bafejo santo da Igreja Católica e não quer ser ingrato às bênçãos celestes, simbolizadas pela constelação bendita do Cruzeiro do Sul. Não se deve, portanto, exagerar o perigo protestante.
Mas, doutra parte, não deve ser desprezado ou descurado.
A fé, na verdade, foi prometida à Igreja e não às nações; estas, como os indivíduos, a podem perder; e não padece dúvida que o protestantismo é um sério perigo que poderá ser grave se não se empregarem os remédios aptos e convenientes.
Não se devem desprezar os protestantes, porque são nossos irmãos transviados e cegos. Nem é tática bélica desprezar o inimigo, ainda que aparente fraquezas.
Se não se deve exagerar nem diminuir o perigo, é preciso considerá-lo em seu justo limite.
Daí a necessidade de um estudo leal e ponderado sobre as forças e elementos do protestantismo no Brasil. Quanto maior for o estudo, tanto melhor será o combate.
Devemos combater os protestantes:
Com grande caridade, muita paciência e ardente zelo pela sua conversão; com constante e sólida instrução, do povo nas verdades reveladas; com a prática das virtudes cristãs e com a frequência dos sacramentos; advertindo os fiéis dos enganos; dando bom exemplo; com o sacrifício e orações fervorosas para que todos sejam uma só coisa (Jo 17, 22).
O protestantismo foi fundado por Lutero. Quem era Lutero? Um frade que, depois de passar muitos anos no convento, deixou a vida religiosa, deixou seu hábito e... casou. Com quem? Com uma freira, chamada Catarina, que ele mesmo tirou do convento. Lutero viveu e morreu na crápula, na orgia, no escândalo. Julgai se Deus pode suscitar semelhante apóstolo para reformar a Igreja ou fundar uma nova religião. 
Não discutamos com protestantes, não vamos ao seu culto, nem por curiosidade. Não leiamos suas bíblias, seus folhetos. É pecado mortal ter consigo uma bíblia protestante. Tudo isso expõe nossa fé a naufragar.

******************

Continua com a sétima porta: O Espiritismo

As 7 Portas do Inferno: Introdução
Primeira porta: A Impureza
Segunda Porta: O Furto
Quarta Porta: A Embriaguez

Trecho do Livro: O Pequeno Missionário - Manual de Instruções, Orações e Cânticos coordenado pelo Pe. Guilherme Vaessen, Missionário da Congregação da Missão - 6ª. Edição, Editora Vozes, 1953.

Novembro - Mês das Almas do Purgatório - 3

Fonte: Almas devotas

Retirado do livro
Mês das Almas do Purgatório
Mons. José Basílio Pereira
 livro de 1943 
(Transcrito por Carlos A. R. Júnior)


DIA 3
Lembrança dos Mortos

A lembrança dos mortos é um encanto para o coração.
Uma animação para o trabalho.
Um conforto para as horas do cansaço.
Um freio para o ímpeto das paixões.
Quantas vezes, vendo um órfão crescer e desenvolver-se na inteligência e no coração, dizem os amigos da família: Oh! Se os pais o vissem, como se julgariam felizes!
Quantas vezes, também nós temos dito nessas horas em que, aflitos, não encontramos um coração que se nos abrisse e com o qual desafogássemos: ah! Se minha mãe aqui estivesse, eu não sofreria tanto! Se meu irmão, se minha irmã, se meu amigo vivesse, não estaria agora abandonado!
Qual de nós se não surpreendeu já num desses momentos de angústias que atravessam toda a existência humana, exclamando: Meu pai! Minha mãe!
Até em nossas alegrias, em nossos triunfos, acaso não ternos repetido às vezes: Se minha mãe me visse, que prazer teria!
Recordações tão caras, embora tão dolorosas, vós rejuvenesceis minha vida!
Quantas vezes, um bilhete velho de um amigo de infância, — uma carta, principalmente de pai ou mãe, demonstrando-nos sua afeição, dando um conselho, fazendo uma advertência, — carta deparada por acaso no fundo de uma gaveta, levou-nos de novo a esses dias passados em que vivemos todos juntos, trabalhando e sofrendo unidos, e ajudando-nos uns aos outros! E essas recordações nos despertaram também a de que não fomos sempre bastante indulgentes, bastante obedientes e amantes: e pusemo-nos a corrigir os erros.
Oh! Não será estéril a lembrança de hoje! Meu pai, minha mãe, vou reler vossas cartas, escutar vossas advertências, e a satisfação que não vos dei, quando estáveis a meu lado, vós a tereis agora.
Conta-se de uma mãe que, na idade em que a filho começava a compreender e sentir, o levou em frente ao retrato do pai e lhe disse: Jura que te esforçarás para ser digno dele!
O menino jurou, e, por vezes, se detinha ante o retrato que parecia olhá-lo, e assim o interpelava: Meu pai, está contente comigo?
Eis a minha promessa de hoje: Sim, eu me farei digno de vós, ó meus mortos muito amados! Vós me haveis de ver fiel a Deus, fiel a meus deveres, fiel aos vossos exemplos.
__________
Trecho extraído do livro - Mês das Almas do Purgatório - Mons José Basílio Pereira - 10a. Edição - 1943 - Editora Mensageiro da Fé Ltda - Salvador - Bahia.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Novembro - Mês das Almas do Purgatório - 2

Fonte: Almas devotas


Retirado do livro
Mês das Almas do Purgatório
Mons. José Basílio Pereira
 livro de 1943 
(Transcrito por Carlos A. R. Júnior)


DIA 2
Lembrança dos mortos
Não esqueçais vossos mortos, vós a quem eles tanto amaram!” Vi estas palavras gravadas, na porta de um cemitério, aos pés de um crucifixo, e me despertaram uma série de pensamentos de tristeza, de confusão e de remorso!
Não esqueçais vossos mortos, que tanto vos amaram! Estas palavras se deveriam escrever, não só na porta do cemitério em que repousam seus corpos, aguardando a ressurreição, mas ainda em cada um dos móveis que temos ao redor de nós e que deles recebemos.
Neste aposento. — Não foi ele, esse finado talvez já esquecido, esse pai que queria tanto; não foi ele quem o dispôs tal qual está proporcionando-nos tantas comodidades?
— Não foi nesse leito que ele exalou o último suspiro, que nos disse o derradeiro adeus e que nos deu a sua última benção?
Nestes móveis. — Não foi essa mãe, de quem talvez já não nos lembrávamos, quem os comprou para nós? Evoquemos nossas recordações: foi para a festa de nosso dia de anos: ela fizera economias, condenara-se a privações para nos adquirir esses objetos, porque uma vez lhe manifestamos vagamente o desejo de possuí-los.
Nesta cadeira. — Não é a que ela ocupou em seus últimos dias, donde tanto nos acariciava? Esse lugar junto à mesa não era o seu?
Neste oratório. — Não era aquela boa irmã, menina tão piedosa, quem o ornava? Nós vínhamos rezar ali com ela e, chamados por ela, vínhamos todos, pai, mãe, os irmãos pequenos… e agora, está abandonado talvez… como a lembrança daquela que já não pode mais orar conosco.
Neste crucifixo que guardamos como uma relíquia, — Não recebeu ele os ósculos derradeiros de um pai, de uma mãe, de um filho?
Ó meus mortos mui queridos, com que dita eu acolho estas recordações que me comovem, consolando-me? Com que prazer eu vos revejo em espírito e peço a Deus vosso alívio, vossa paz, vosso repouso eterno!
Se o tivésseis querido, Senhor, estes seres tão amados, viveriam ainda e estariam junto a nós!
Eu me resignei à vossa santa vontade: aceitai em atenção a esta resignação dolorosa, mas submissa, recebei as orações que por eles faço hoje e quero fazer todos os dias deste mês.
Trecho extraído do livro - Mês das Almas do Purgatório - Mons José Basílio Pereira - 10a. Edição - 1943 - Editora Mensageiro da Fé Ltda - Salvador - Bahia

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

ESPECIAL - ALMAS DO PURGATÓRIO



(clique nos títulos abaixo para ir para os textos)

Prática de caridade para com o próximo - Segue trecho que aborda nosso assunto:

"9ºSocorrendo as almas do Purgatório, mandando celebrar missas em favor delas, ouvindo-as, ou dando alguma esmola em seu nome por modo de sufrágio, fazendo oração ou aplicando, para as livrar, todas as indulgências que se possam lucrar." (A Sagrada Família, por um padre redentorista, 1910)

Santíssimo Sacramento, a vida da Igreja - Segue trecho que aborda nosso assunto:

"Não há alívio para os sofrimentos do purgatório que dela não proceda, como um bálsamo salutar, do seu cálice abundante; aumento de glória nos céus, que não seja devido ao Santo Sacrifício; não há novo hóspede da Jerusalém celeste, do qual a adorável Vítima não tenha sido o guia para são e salvo ir aonde o espera uma paz eterna."

Novembro - Mês das Almas do Purgatório - 1

Fonte: Almas devotas

Retirado do livro

Mês das Almas do Purgatório
Mons. José Basílio Pereira
 livro de 1943 
(Transcrito por Carlos A. R. Júnior)



LEMBRANÇA DAS ALMAS DO PURGATÓRIO
DIA 1 
A Vigília dos Mortos

 Acabo de ler a tocante denominação da festa de amanhã: Comemoração dos mor­tos, lembrança dos finados.
 A Igreja Católica não quer que sejamos ingratos e esquecidos, e por isso criou esta festa das recordações, festa pia dos corações amantes. 
 Sede bendita, Santa Igreja, que depois de nos terdes assistido até nossa hora derradeira e depois de nos haverdes cer­rado os olhos, ainda cuidais de nós: trazendo-nos à lembrança daqueles que em vida tanto amamos, e dando-lhes os meios de nos aliviarem e até obrigando-os a pensar em nós!
 Os hereges abandonam os seus, quando a morte lhos arrebata: desde que cessam de vê-los, não se interessam mais por eles. Para os descrentes e hereges tudo se acaba nessa hora: não podem oferecer mais nada a seus mortos e, se, no momento da separação, não ousam julgar admi­tido no céu o companheiro que perderam, desde logo cessou tudo, só lhes restam as lágrimas! 
 Ah! as lágrimas são para os vivos, desafogam o coração, mas, sem as orações, as lágrimas de nada servem aos mortos. 
Sede, pois, bendita, Santa Igreja Católica! Sede bendita por nos trazerdes, no meio das agitações de nossa vida material, como um eco de além-túmulo, esse grito tão tocante em sua simplicidade:

 «Tende compaixão de nós, vós ao menos, ó amigos de outrora, porque a mão do Senhor se descarregou sobre nós.» 
 Sede bendita Santa Igreja Católica, por nos dardes os meios de sermos úteis àque­les que Deus chamou a si. 
 Se a crença no Purgatório não existisse, o coração humano, pela voz de suas mais íntimas necessidades e de seus mais nobres instintos, o inventaria, fosse embora só para suavizar a morte e para fazer a luz na tristeza e no crepe dos funerais. Antigamente, em algumas comunidades religiosas, deixava-se desocupado na capela e no refeitório, durante quarenta dias, o lugar de um irmão que falecia: na capela faziam-se-lhe as saudações do cos­tume, como se ele fôra presente; dava-se-lhe o ósculo de paz, e se dizia em sua di­reção o requiescant in pace do ofício coral.
 No refeitório serviam-lhe sua ração diária e, todos os dias, acabada a refeição comum, vinha um pobre comê-la de joe­lhos, orando pelo finado. 
 Nós desejamos também, durante este mês, convidar-vos para o nosso lar, ó mortos queridos! queremos ocupar-nos de vós, orar convosco, trabalhar convosco! 
Daremos igualmente aos pobres, pelo repouso de vossa alma, a parte que vos tocaria em nosso labor cotidiano.
__________
Trecho extraído do livro - Mês das Almas do Purgatório - Mons José Basílio Pereira - 10a. Edição - 1943 - Editora Mensageiro da Fé Ltda. - Salvador - Bahia

As sete portas do inferno - quinta porta: A má educação dos filhos

Fonte: Fiéis Católicos de Ribeirão Preto



Quantos pais se perdem e perdem a seus filhos porque não os educam no temor e amor de Deus, não cumprindo os cinco deveres principais que lhes impõe a paternidade, o amor, a correção, a instrução, a vigilância e o bom exemplo.
Maus pais que não amam os filhos como devem amá-los. Certos homens não merecem o belo título de pais. Desperdiçam no jogo, na bebida, na devassidão o dinheiro que ganham, deixando faltar aos filhos o estrito necessário. Pais monstruosos, piores que os irracionais, que sabem passar fome para dar de comer a seus filhos. Há mães que amam aos filhos, mas só a parte material, o corpo. Quanto à alma, pouco ou nada se ocupam dela. Adiam o batismo semanas e meses, deixando o filho entregue a Satanás e em perigo de morrer pagão. Quantas almas perdidas e quantas outras estragadas para sempre. Quanto mais Satanás se demora no coração do filho, mais o estraga. Toda a preocupação, todos os cuidados para com o corpo, até o luxo, até as modas mais indecentes, e quase nada para a alma.
Que será daquela filha a quem a mãe procura inspirar só vaidade, a quem fala só de beleza, a quem enfeita como uma divindade? Será uma moça vaidosa, orgulhosa. Ai do moço que a tomar por esposa, porque será uma esposa leviana, exigente, cuja paixão do luxo nada poderá satisfazer. Será daqui a pouco a desavença, a suspeita, a briga, o abandono, a ruína do lar.
Quantos pais, quantas mães mormente perdem a si mesmos porque não cumprem o dever da correção. O homem nasce inclinado ao vício, diz a Escritura. No coração da criança madrugam os maus instintos. Bem cedo é preciso reprimi-los, corrigir os filhos, dai a pouco será tarde, impossível.
Como corrigir? A força de gritos e descomposturas? Isso só serve para ensinar tudo quanto há de palavras feias. A força de pancadas? Isso avilta e embrutece. Em primeiro lugar é preciso avisar: — “Meu filho, não faças isso, não andes em tal companhia, não convém, não pode ser,  não consinto.” — Às vezes este aviso será suficiente. Em caso de reincidência na mesma falta, é necessário repreender energicamente e ameaçar e, enfim, no caso de nova reincidência, castigar severamente.

Dia de todos os Santos

Fonte: Escravas de Maria
01/11 Quinta-feira
Festa de Primeira Classe dia de todos os Santos
Paramentos Brancos


Dia de Todos os Santos festa em “honra a todos os santos, conhecidos e desconhecidos”. No fim do segundo século, professos cristãos começaram a honrar os que haviam sido martirizados por causa da sua fé e, achando que eles já estavam com Cristo no céu, oravam a eles para que intercedessem a seu favor. A comemoração regular começou quando, em 13 de maio de 609 ou 610 DC, o Papa Bonifácio IV dedicou o Panteão — o templo romano em honra a todos os deuses romanos exterminados e ficando santos do Cristianismo. — a Maria e a todos os mártires. A data foi mudada para novembro quando o Papa Gregório III (731-741 DC) dedicou uma capela em Roma a todos os santos e ordenou que eles fossem homenageados em 1.° de novembro. É possível que a comemoração britânica medieval do Dia de Todos os Santos tenha sido o ponto de partida para a popularização dessa festividade em toda a Igreja cristã.” Os irlandeses costumavam reservar o primeiro dia do mês para as festividades importantes e, visto que 1.° de novembro era também o início do inverno para os celtas, seria uma data propícia para uma festa em homenagem a todos os santos.” Finalmente, em 835 DC, o Papa Gregório IV declarou-a uma festa universal. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.