domingo, 28 de outubro de 2012

Mortificación del corazón

Robert de Langeac
La vida oculta en Dios



Dad vuestro corazón a Jesús cada vez más. No esperéis para eso a ser perfectos.

No, dádselo ahora. No busquéis voluntariamente ningún consuelo. Dios, que os conoce y que vela sobre vosotros, os dará los que necesitéis in tempore oportuno.

Dios no quiere que procuréis el ser amado y el saberlo. Os lo concederá por añadidura, pero cuando ya no lo deseéis. Mientras tanto, quiere que lo busquéis a Él sólo, siempre por todas partes, en todo, especialmente en la humillación.

No busquéis nada sensible; no es sólido. Estamos compuestos de una parte espiritual y de una parte sensible; pero lo que sucede en la segunda es de orden absoluta. No debe contar prácticamente. Dios es espíritu. Solo importa, pues, lo espiritual. Si lo que le decís nada os dice, no importa. Continuad, con tal de que Él esté contento.

Más bien es, preciso temer las emociones sensibles en la vid espiritual, porque son emociones agradables.  Se cree uno virtuoso. Se apega uno a ellas, porque son emociones agradables. No las pidáis, no las deseéis. No os adhiráis a ellas nunca.

El amor sensible proviene del conocimiento sensible. ¡Si pudierais comprender la diferencia que hay entre el mismo amor natural de Jesús y el amor sobrenatural, el verdadero amor de caridad! Suponed un alma que, sin haber recibido la Gracia, hubiese amado a Nuestro Señor sobra la tierra únicamente porque Él era hermoso y bueno... Es algo de orden absolutamente distinto. Lo sensible debe ser mortificado, eliminado, para dejar sitio a lo espiritual. Fijaos en San Juan de la Cruz: no sólo quiere que se renuncie a lo sensible, sino, incluso, en los afectos espirituales, a la alegría sentida por si misma. Sobre la tierra, no hay proporción entre nuestro conocimiento y nuestro amor. Por eso es por lo que se puede amar más de lo que se conoce. Debe bastarnos con saber que Dios es Infinitamente amable y que se le ama cumpliendo su voluntad. El conocimiento sensible es secundario, pero podemos figurarnos a Nuestro Señor de tal o de cual manera; depende de las imaginaciones. En cuanto al conocimiento intelectual, San Juan de la Cruz dice, y es verdad, que no tenemos sobre Dios más que unas ideas toscas, pero mientras Dios no nos dé luces infusas, tenemos que servirnos de ellas aunque sepamos sobradamente que son toscas. Pues nosotros no somos espíritus puros.

Rostropovich -- Bach, as 6 Suítes para Violoncelo (Completo)

Nota do blogue: Indicação do blogue A Boa Música.


As sete portas do inferno - terceira porta: profanação do dia do Senhor

Fonte: Fiéis Católicos de Ribeirão Preto


A santificação do domingo comporta duas coisas: a cessação do trabalho e a oração.
Aos domingos não se pode trabalhar sem necessidade ou por motivo justo: “Trabalhareis durante seis dias, disse outrora Deus aos israelitas, mas ao sétimo dia não fareis nenhum trabalho, nem vós nem vossos servos”. Trabalhar aos domingos é, pois, uma desobediência formal a Deus.

O trabalho do domingo é um desastre para o corpo, para a alma e mesmo para a fortuna.
As máquinas de bronze e de aço não podem trabalhar semanas e meses seguidos. Forçosamente, de quando em vez, é preciso pararem, repousarem, senão arrebentam. Não somos de bronze nem de aço, somos de carne. Sem o repouso de oito em oito dias, dizem os sábios, os homens abreviam consideravelmente sua vida.
Quereis ver um povo sadio, forte, alegre? Vede as nações que respeitam o domingo. Quereis ver um povo doentio, fraco? Considerai os países em que o dia do Senhor é profanado.
Quanto à alma, o trabalho ao domingo faz que o homem nem se lembre dela. Quem trabalha sem cessar torna-se material como a terra que cultiva, como as máquinas que maneja, torna-se um animal, um bruto.
Notou-se que os revolucionários, os criminosos têm-se recrutado principalmente entre os profanadores do domingo.
Afinal nossos interesses temporais pedem que santifiquemos o domingo.
Se Deus não constrói a casa, diz o profeta, em vão trabalham os que a edificam.
O trabalho ao domingo é como o bem mal adquirido, atrasa. Deus não engana. Ora, disse aos judeus: “Guardareis o dia do Senhor e respeitareis meu santuário: se fizerdes estas coisas, eu vos darei as vossas chuvas a seu tempo e a terra e as árvores darão o seu fruto; comereis o vosso pão a fartar e habitareis seguros em vossa terra. Se, pelo contrário, rejeitardes meus mandamentos, visitar-vos-ei em minha cólera, vossas árvores, vossos campos, não darão seu fruto, farei que o céu seja como ferro e a terra como bronze, plantareis debalde a vossa semente e vossos inimigos a comerão, as feras devorarão vosso gado, mandarei a peste, a guerra, a fome”. Repousemos, pois, ao domingo e santifiquemos este dia pela oração.
A oração obrigatória é a Santa Missa, para quem não tem um motivo justo de dispensa. Estes motivos são os seguintes: doenças, cuidados de crianças ou de doentes, grande distância da igreja (mais de uma hora de caminho, a pé), falta de companhia para senhoras, pobreza tal que a gente não possa se apresentar na igreja sem se envergonhar.
As mães que têm crianças pequenas, procurem alguém que possa substituí-las, para que, pelo menos de vez em quando, possam ouvir a Santa Missa.
Não esqueçamos que faltar à Missa por descuido, por preguiça, é pecado grave. Mau sinal, péssimo sinal, perder a Missa aos domingos. Enquanto o homem aos domingos veste a roupa limpa, toma o caminho da igreja, assiste ao santo sacrifício, ouve a palavra de Deus, há esperança. Embora este homem se tenha desviado de Deus, um dia voltará para ele.
Mas, quando o homem chegou a este ponto de embrutecimento que não faz mais distinção entre dia de serviço e dia de domingo, não há mais esperança. Não é mais cristão, não é mais homem, é animal. É a perda da alma, é o inferno.
Que dizer agora dos que não só profanam o dia do Senhor pelo trabalho e a perda de Missa, senão pelo pecado propriamente dito. Infelizmente, para muitos, o domingo é o dia do pecado, da embriaguez, do jogo, do escândalo.
Que crime! Roubar a Deus o dia que ele reservou para sua glória e para nossa salvação, e consagrá-lo a Satanás pelo pecado!
O que digo do domingo, digo-o das festas que, muitas vezes, em lugar de serem festas dos santos, são festas do demônio, pela devassidão. Assim é que outrora os judeus celebravam os domingos e as festas e por isso Deus lhes disse: “Eu tenho horror de vossas festas, lançar-vos-ei em rosto as imundícies de vossas solenidades”. O que Nossa Senhora e os santos esperam de nós nos seus dias de festas não são músicas, foguetes, danças, jogos, orgias, mas orações fervorosas, confissão, comunhão. Só assim nos tornamos merecedores de seus favores.

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Continua com a quarta porta: A Embriaguez

As 7 Portas do Inferno: Introdução

Primeira porta: A Impureza

Segunda Porta: O Furto

Trecho do Livro: O Pequeno Missionário - Manual de Instruções, Orações e Cânticos coordenado pelo Pe. Guilherme Vaessen, Missionário da Congregação da Missão - 6a. Edição, Editora Vozes, 1953.

sábado, 27 de outubro de 2012

As sete portas do inferno - segunda porta: o furto


Não erreis, diz o mesmo apóstolo, os ladrões não herdarão o reino de Deus.
O furto consiste em tomar, sem razão legítima, o alheio, às escondidas do dono. A rapina é um furto praticado à força na presença do dono. 
A fraude consiste em enganar no comércio, no peso, na medida, na qualidade, no preço, nos contratos. A usura, em cobrar juros excessivos.
É pecado intentar processos injustos, recorrer à chicana para apoderar-se dos bens ou dos direitos dos outros, ficar com um objeto achado quando o dono é conhecido ou pode ser conhecido facilmente, comprar cientemente coisas furtadas, causar qualquer prejuízo ao próximo em seus bens, sua lavoura, seus negócios.
Enfim, pecam contra a justiça todos os que mandam ou aconselham ou às vezes simplesmente consentem que outros causem qualquer prejuízo ao próximo.
Pois este pecado é tão abominável que deveria inspirar horror a todos os cristãos, porque atrai sobre o homem a cólera de Deus e os priva do céu.
O alheio é uma isca com que se engole o anzol pelo qual Satanás pega as almas. No entanto os homens são tão levados para os bens perecedores, que seus herdeiros disputarão e arrancarão depois da morte, que obcecados pela cobiça deixam se arrastar. Há certas pessoas que tributam, por assim dizer, honras divinas ao dinheiro e o apreciam como seu fim último. “Seus deuses são o ouro e a prata”, diz o profeta Daniel.
Verdade é, há pecados mais graves que o furto, mas nenhum torna mais difícil a eterna salvação. A razão disso é que, para alcançar o perdão dos demais pecados, basta ter deles um verdadeiro arrependimento, e confessá-los; mas não assim quando se trata do furto; o arrependimento com a confissão não é suficiente, além disso é preciso restituir. Ora, nada mais raro que a restituição. Eis a visão que teve um certo eremita: viu Lúcifer sentado no seu trono. Era a hora em que os demônios voltavam da terra aonde tinham sido mandados para tentar os homens. A um que chegou muito atrasado, Satanás perguntou qual o motivo do seu grande atraso. Respondeu que tinha trabalhado até àquela hora para impedir a um ladrão que fizesse uma restituição que lhe pesava muito na consciência. Lúcifer mandou castigá-lo, dizendo-lhe que não devia ignorar que o ladrão nunca restitui e que tinha perdido seu tempo.
Em verdade assim é.
Dir-se-ia que o alheio se converte em próprio sangue e a dor de tirar o próprio sangue para dá-lo a outro é coisa dura de se sofrer. Demonstra-o a experiência de todos os dias.
Quantos procuram iludir-se sobre a necessidade da restituição. Alega-se a pobreza... a família... deixa-se aos herdeiros o cuidado de restituir, ou, para tranquilizar a consciência, dá-se alguma esmola aos pobres, mesmo quando se conhece a quem se deve. No entanto, Santo Agostinho disse: “ou restituição ou condenação”.
Consideremos com S. Gregório que as riquezas que temos amontoado por meios injustos nos abandonarão um dia, mas que os crimes cometidos nunca nos abandonarão. Lembremo-nos que é uma extrema loucura deixar após si bens de que não teremos sido donos senão uns instantes e de carregar conosco injustiças que nos atormentarão eternamente.
Não tenhamos a insensatez de transmitir aos nossos herdeiros o fruto do nosso pecado para nos carregar de toda a pena que lhe é devida e não nos exponhamos à horrorosa desgraça de arder eternamente na outra vida por termos educado e enriquecido filhos talvez ingratos. Lembremo-nos principalmente da palavra de Jesus Cristo: “Que serve ao homem lucrar o mundo inteiro, se depois perder sua alma?

Continua com a terceira porta: A Profanação do Dia do Senhor

As 7 Portas do Inferno:
 Introdução 
Primeira porta: A Impureza

Trecho do Livro: O Pequeno Missionário - Manual de Instruções, Orações e Cânticos coordenado pelo Pe. Guilherme Vaessen, Missionário da Congregação da Missão - 6a. Edição, Editora Vozes, 1953.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

PADRE RODOLFO KOMOREK


(Rodolfo Komorek, traços biográficos, 1964)


Seria uma linda história a sua biografia. Merece e deve ser escrita. Ele é um dos fúlgidos heroísmos viventes que o ideal do Evangelho de Jesus sabe produzir mesmo num século pobre de abnegação.
Observem este semblante de tempos da juventude. Sereno e enérgico, misto de simpatia e austeridade. Olhar agudo e firme, evoca o vigor juvenil de uma aspiração única, encouraçada por uma expressão tranquila de tenacidade resoluta.
Nasceu na Silencia que naquele tempo (1890) pertencia não à Polônia como é hoje, mas à Áustria. Tornou-se sacerdote diocesano em 1913. Desde pequeno veio estruturando o seu espírito num clima de severidade absolutamente cristã. Suscitado por Deus para contrastar com seu exemplo de dedicação à moleza nauseante de nossa apatia para as coisas de Deus, chaga desolante nos tempos que correm.
Um pequeno episódio da adolescência nos confirma a resolução bem cedo arraigada de sua virtude e nos mostra como era um menino diferente já dos outros. Compenetrado e eficaz na exposição de seus ideais de religião e bondade.
Tinha um irmão: João. Estudavam ambos. O irmão porém era levado, desgostava a família e era impermeável a toda admoestação.
Certa manhã, conta-nos o mesmo João, hoje engenheiro na Polônia, tendo de me levantar cedo, comecei o dia rezando mal as orações. Rodolfo já estava à mesa de trabalho, estudando grego. Ele me tinha observado, e, quando passei ao seu lado, tirou os olhos de seu texto árduo e colocando-os sobre mim, com expressão de doçura e decisão me disse: "Olhe mano, você poderá tudo, se QUER E REZA como se deve".
Aquelas palavras perseguiram o traquinas, convenceram-no e o fizeram mudar o rumo da vida.
Querer e rezar. Que belo programa para servir de norma às atitudes de todo indivíduo que se diz cristão, que deve combater o mundo e os vícios se quiser realizar a finalidade para a qual nasceu.
Neste conselho, Rodolfo traçava a definição de si mesmo. Ele foi por toda a vida a encarnação da prece e da forca de vontade.
Em 1914, guerra... O Pe. Rodolfo era então vice-pároco de uma cidadezinha austríaca. Despendia com zelo incomum o seu trabalho sacerdotal e era venerado por todos, que o chamavam um "S. Luís".
Ávido, porém, de renúncia, ardente de caridade, pediu para ir socorrer aos soldados que tombavam no fronte.
No meio da refrega, prodigou-se desassombrado nos mais empolgantes atos de dedicação. No arquivo militar de Viena, em Áustria, encontramos os documentos de sua condecoração por méritos de guerra. Magnífico é o parecer da oficialidade que decretando esta homenagem ao bravo capelão militar em grau de capitão, resume assim a sua memorável atuação apostólica: "Excelente e sacrificado serviço diante do inimigo. Desde o início da guerra como capelão de hospital da guarnição desempenhou ele os seus deveres realmente com um extraordinário devotamento, pronto de dia e de noite para dispensar aos feridos e aos doentes o devido socorro espiritual. Exemplo de sacerdote que segundo o próprio ideal se consuma na própria vocação. Merece ser condecorado pela suprema autoridade".
Terminada a guerra, pouco depois entrava para a Congregação Salesiana. Em 1923 foi enviado, pelos superiores, ao Brasil. Aqui, por 25 anos se devotou apaixonadamente ao ministério das almas, ao amor de Deus e à penitência.
Trabalhou em Niterói, no estado do Rio Grande do Sul, de Sta. Catarina e São Paulo, onde, na cidade de S. José dos Campos findou a heróica existência com fama de extraordinária santidade.
Em todo lugar por que passou, chamaram-lhe o "Padre Santo".
Era de vê-lo em suas atitudes de respeito e de suma humildade diante de seus semelhantes. O seu devotamento comovente para com os pobres, doentes e humildes. O seu ardor de catequista e de confessor cheio de espírito de mansidão e piedade.
O seu desapego das honras e dos bens perecedores desta terra. Toda a sua pessoa era um apelo para a realidade sobrenatural.
Caminhou com Deus em todos os dias de sua vida e a presença divina a sentia tão familiar e tanto respeito manifestava por ela, que o víamos sempre com o chapéu na mão, ainda sob o sol mais inclemente, quando andava à cata de suas almas para salvar.
Castigava o seu corpo inocente acumulando para a eternidade um tesouro inestimável de méritos.
Quem o conheceu, certamente se lembra ainda com edificação de sua magra figura, os olhos sempre baixos, o terço na mão.
Recolhido sempre. De dia no exercício do sacro ministério. De noite prostrado longamente no pavimento diante de Jesus Hóstia na mais férvida oração ou retirado no quarto repousando no duro chão.
Fez tudo por amor de Deus. Não magoou ninguém. Escondeu-se totalmente dos olhos do mundo. Aspirou sempre à perfeição e lá chegou. 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A primeira porta: Impureza

Fonte: Fiéis Católicos de Ribeirão Preto



     Não erreis, disse São Paulo, os impuros não herdarão o céu. A impureza é o amor desregrado dos prazeres da carne. Pensar voluntariamente em coisas desonestas; desejar praticar, ver, ouvir coisas escandalosas; dizer palavras, ter conversas imorais, ler livros obscenos, olhar gravuras, espetáculos, pessoas indecentes; permitir-se consigo ou com outras pessoas liberdades criminosas; praticar no sacramento do matrimônio o que a moral cristã proíbe... são pecados contra a pureza.
Dirão alguns: isso é pecado pequenino. Pequenino? Mas é pecado mortal. Diz Santo Antonino que é tal a corrupção que faz lavrar este pecado, que nem os próprios demônios podem sofrê-lo, e acrescenta o mesmo santo que, quando se cometem semelhantes torpezas, até o demônio foge de vê-las.
Considerai agora o horror que causará a Deus aquela pessoa que, como diz São Pedro, semelhante ao suíno, se revolve no lodaçal deste pecado. Dirão ainda os escravos da impureza: Deus é misericordioso, conhece a fraqueza da carne. Pois ficai sabendo que, conforme o relata a Escritura, os mais terríveis castigos que Deus descarregou sobre o mundo foram as punições deste pecado.
Abramos, com efeito, a Escritura. O mundo está ainda no começo e já os homens estão corrompidos, carnais impudicos. Deus se arrepende de ter criado o homem e por isso toma a resolução de o exterminar. Abre as cataratas do céu, a chuva cai durante quarenta dias e quarenta noites, as águas sobem até cobrirem as montanhas mais altas, e a humanidade morre afogada, abismada nas águas do dilúvio. Só escapam oito pessoas, a família de Noé que, sozinho, guardara a castidade.

Bondade

J.Guibert
A Bondade - 1907


Se, na bondade, não houvesse nenhum lugar para a vontade, ela seria inteiramente instintiva. Ele se torna humana e meritória e atrai a nossa estima, pela parte de vontade que ela contém. É exato que a vontade não intervém no mesmo grau em todos os homens dotados de bondade: mas são naturezas calmas e simpáticas, que, por serem boas, seguem a natural inclinação; outros são naturezas mais austeras e mais frias, só inteiramente boas em virtude de um esforço, como essas sementes que só dão o óleo que encerram quando submetidas a uma prensa. Os mais bem dotados, aqueles aos quais coube a “grande felicidade de nascer bons” se devem lembrar de que “toda a virtude recusa a facilidade para companheira”, e que a bondade tem tanto mais sabor quanto maior é a soma de vontade que nela entra. 

A vontade, estabelecida no centro da alma como um governador na cidadela, tem na sua mão todas as atividades do homem; ora, ela as modera, se elas se excitam; ora, as desperta, se elas adormecem; sempre ela as dirige, receosa de que não despendam, em pura perda, as suas energias fora do bom caminho. Quando ela tiver decidido, como deve, pôr a sua autoridade ao serviço da bondade, a vontade deverá reprimir os movimentos que a molestam, provocar os sentimentos e as ações que a desenvolvem, opor-se às contrafações que a desfiguram.

As melhores almas têm lutado para dominar certos movimentos instintivos contrários à bondade. São Francisco de Sales confessa que a doçura lhe custou longos e constantes esforços. Em São Vicente de Paulo a caridade não se formou sem combates, de que ele fez a humilde confissão: “Dirigi-me a Deus, conta ele, e pedi-Lhe instantemente me mudasse esse caráter seco que repelia, num espírito atraente e benigno; e, pela graça de Nosso Senhor, com um pouco de atenção que empreguei em repelir os impulsos da natureza modifiquei um pouco a minha atitude."

Quantos sentimentos incompatíveis com a bondade podem espontaneamente surgir na alma! Antipatias involuntárias, ardentes invejas, violentas cóleras, surdas oposições que tomam uma cor de ódio, etc., rebentos da má natureza, nos quais a vontade não tomou parte, mas que ela deve abafar como monstros desde o seu aparecimento na consciência. Se pertence à inteligência ver a insensatez da vergonha, é o papel da vontade desdenhá-las e repeli-las. E deve fazê-lo prontamente, pois se nisso empregasse um pouco de complacência, o coração seria logo pervertido pelo mal. 

Com igual força, deve combater certas tendências que comprimem os impulsos de bondade e tornam o homem mau para o seu próximo. É, antes de tudo, o egoísmo, em que o “eu” absorve todos os pensamentos, que não vê, nos outros, as suas necessidades nem as suas dores, mas somente o que eles lhe podem trazer de alegrias ou de dissabores, e desde então, favorece-os como úteis ou os repeli como perturbadores da tranquilidade. É, em seguida, o interesse, a ambição, forma muito aguda do egoísmo, que ignora os generosos sacrifícios de dinheiro de que a bondade se alimenta, que oprime o operário para lhe fazer dar um grande trabalho em troca de uma miserável salário, que explora a miséria e a fraqueza, e acusa da inexperiência dos simples. É o orgulho, que quer ultrapassar a tudo, mesmo à custa de cruéis injustiças, que impõe o seu domínio, sem respeitar os direitos, e a dignidade dos pobres; que, para chegar às honras, faz um degrau das vítimas de sua ambição. É a sensualidade, cujas baixas paixões, depois de terem fechado o coração a toda a delicadeza e a toda a compaixão, imolam à sua satisfação à honra, o repouso, o interesse, a felicidade de pessoas inocentes e de famílias merecedoras de respeito. Nas almas entregues a esses vícios a bondade não tem as suas entradas livres; o seu reino pacífico só se pode estabelecer numa terra purgada dessas horríveis cobiças. Será a obra da vontade preparar-lhe uma morada. 

Enquanto ela não tiver acalmado todas as tempestades interiores, a vontade deverá pelo menos compor de tal maneira o exterior que nada aí ofenda a bondade. Enquanto em nós se agitam dois homens contrários, ela fará que as exterioridades só exprimam o bem. Ele reterá, portanto, nos lábios essas palavras amargas, secas, violentas ou impregnadas de uma doçura venenosa, que levariam às almas a perturbação ou a morte. Ela suprimirá esse ar altivo que, no olhar, no andar, no gesto, imprime ao indivíduo uma atitude ofensiva. Ela impedirá esses atos de vingança, esses processos injustos, que, abertamente ou sorrateiramente, prejudicam os interesses alheios. 

Por essa firme repressão da natureza; a vontade terá já notavelmente auxiliado a bondade. Ela deve, porém, fazer mais; resta-lhe provocar positivamente os seus movimentos e os seus atos. Ela não pode permitir que nesse particular a alma adormeça; cumpre que ela a excite impulsione ou arraste. 

Eis um homem dotado de uma natureza generosa; mas é frio, reservado, embaraçado. A bondade está no fundo, e aqueles que a descobrem, dela se utilizam; mas a indiferença está na superfície, e os que não cavam o solo árido, só guardam uma lembrança de esterilidade. Pode esse homem deixar assim na sombra os tesouros de bondade que possui? Não. Tanto para explorar o dom de Deus quanto para que dele os outros beneficiem, ele deve cultivar o terreno de sua alma e trazer à flor as riquezas que ela oculta. Deve, pois, a vontade intervir, substituindo a espontaneidade que não se manifesta. E sendo a compaixão o primeiro sentimento que comove um coração e o abala, deixai o bem estar egoísta de vossa casa, ide visitar os que sofrem, os pobres, os doentes, os abandonados, os humilhados, os vergonhosos, aqueles que choram, aqueles que o infortúnio arruinou, aqueles que o desespero tornou maus... Não se contempla impunemente tantas misérias. Diante desse espetáculo lamentável, os corações pervertidos se conservam insensíveis; mas o vosso, adormecido apenas despertará e dentro em pouco baterá o doce ritmo da bondade. 

Desde que se tornar ativa, a vossa bondade será generosa, mas se lhe falta fôlego e energia seja ela socorrida pela vossa vontade. Se não dais por entusiasmo, daí, ao menos, aconselhado pela razão. O sacrifício espontâneo é um gesto mais belo, mas o dom refletido é um ato tão meritório. Com o sangue frio que calcula, tende, pois, por convicção o desinteresse que não poupa a fortuna, nem saúde, nem o trabalho. Por ser comandada e voluntária, a vossa dedicação nada perderá do seu valor útil. 

Do mesmo modo, se a benevolência não fizer parte do vosso temperamento, tentai incluí-la, pelo esforço, na vossa segunda natureza. Desfazei as asperezas que molestam, quebrai esse invólucro que vos aprisiona o coração, desvendai essa bondade que se oculta. Deixai-a revelar-se na suavidade do vosso olhar, na serenidade de vossos traços, na simplicidade de vossas maneiras, na lhaneza de vossa atitude, na afabilidade de vossas palavras. Tudo em vós deve ser atraente, a amenidade de vosso acolhimento com o encanto de vossa conversação. Mostrai que não vos importuna quem vos visita, que não vos fatigam as longas confidências, que não anseias por que vos deixem sós. Desse modo, não sereis um encargo para ninguém, e sereis um abrigo para muitos. Não ofendereis nunca e proporcionareis sempre um bem-estar moral. Mas até que o exercício perseverante vos tenha dado a desejada perfeição, não será necessário que a bondade vos imponha uma salutar violência? 

Seja a bondade natural, ou constitua uma virtude adquirida, cumpre que a vontade a preserve de se desviar do bom caminho. Mas essa vigilância se deve exercer particularmente sobre as naturezas ardentes e originais de que se podem recear todos os excessos. Vivas, generosas, impetuosas mesmo, ora elas empregam delicadezas que se tornam indiscretas, ora se abandonam a uma sensibilidade que degenera numa espécie de egoísmo. A bondade não é ela mesma, se não observa uma justa medida; nós teremos, mais longe, a ocasião de dizer que tudo o que são dos limites da prudência será a sua contrafação Compete à vontade, ainda, a tarefa de pôr ordem e harmonia na caridade.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

As sete portas do inferno - Introdução


DESPERTADOR DA ALMA
 O inferno e as portas do inferno
O inferno


Há um inferno.

1º. A Sagrada Escritura nos diz que há um inferno. Jesus Cristo disse: não temais os que podem matar o corpo, temei os que matam o corpo e a alma e os precipitam no inferno. — Se vosso olho, vossa mão, vosso pé vos escandalizam, — isso é, são para vós ocasião de cometerdes o pecado, — arrancai-os e lançai-os longe de vós, para não cairdes no inferno. — O rico avarento foi sepultado no inferno e do meio de seus suplícios bradava: Estou atormentado horrorosamente nas chamas devoradoras, dai-me uma gota de água para refrescar a língua. — No dia do juízo Jesus dirá aos condenados: — Ide, malditos, para o fogo eterno. — São claras estas palavras. Ou há um inferno ou o Evangelho é mentira. Há um inferno ou Jesus nos engana.

2º. A razão nos diz que há um inferno. Dois homens que seguem dois caminhos opostos não podem se encontrar no mesmo ponto. Podem encontrar-se e ter a mesma sorte os homens que seguem, uns o caminho do bem, outros o caminho do mal? O justo e o pecador, a vítima e o assassino, a virgem e o sedutor, o mártir e o algoz, a mãe de família honesta e a mulher perdida, podem ir para o mesmo lugar? Suponhamos que São Pedro e Nero tivessem morrido no mesmo dia e que juntos comparecessem perante o tribunal de Deus. Jesus Cristo pergunta a São Pedro: Que fizeste durante a vida? Senhor, era um pobre pescador. Vós me chamastes para ser pescador de almas. Deixei tudo e vos segui. Desde então sabeis qual foi minha vida: rezar, jejuar, pregar, batizar, converter os pecadores, salvar as almas, até que fui preso, lanhado na cadeia e crucificado por amor de vós. — Eis minha vida e minhas obras. — E tu, Nero, que fizeste? — Eu era imperador de Roma, gozei, e para gozar não recuei diante de nenhum crime. Zombei de Deus e da virtude, mandei assassinar minha mãe e meu irmão, queimar vivos milhares de cristãos, queimei a cidade de Roma. Afinal, perseguido pelo povo revoltado por meus crimes, suicidei-me. Eis minha vida e minhas obras. — Notai que são fatos históricos, coisas que realmente se passaram. E agora, quereis que Deus diga: muito bem, Pedro, muito bem, Nero, vão para o céu? Ou então que diga: vão para o inferno? Nossa razão protesta e nos diz que deve haver uma recompensa para São Pedro e um castigo para o monstro que se chamou Nero. Este castigo é o inferno. Há um inferno.

3º. A experiência nos diz que há um inferno. Dizem os libertinos: nunca ninguém voltou do inferno para nos dizer que há um inferno. É precisamente o que o inferno tem de terrível. Dali ninguém volta. Ninguém sai do inferno, diz a Escritura. No entanto, por uma disposição especial da Providência Divina, por exemplo, para nos instruir, isto pode acontecer e de fato tem acontecido. S. Francisco de Girólamo pregava em Nápoles, em frente de uma casa em que morava uma mulher de má vida que perturbava a missão com seus gritos e suas gargalhadas. De repente esta cai morta. O santo, logo que soube o que tinha acontecido, foi à casa dela. “Catarina, disse ele, onde estás?” E duas vezes repetiu as mesmas palavras.   Repetiu-as uma terceira vez com mais autoridade; e os olhos do cadáver se abrem, seus lábios se movem e na presença de toda a multidão, uma voz, que parecia sair do abismo, respondeu: “no inferno, no inferno!” Todos fogem, tomados de assombro, e o próprio santo, impressionado, repetia: “no inferno! Deus terrível, no inferno!” É um fato absolutamente certo, a tal ponto que serviu de milagre para a canonização do santo. Há um inferno.

Que é o Inferno

Todo o inferno está nesta palavra de Jesus Cristo: “Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno”.
1º. O inferno é a separação, a perda de Deus. “Afasta-te de mim, pecador”. É assim que Deus repele para longe de si a alma pecadora. É a perda de Deus, a perda da suma beleza, da suma bondade, do sumo bem. Enquanto nossa alma estiver presa no cárcere da carne, não poderá nunca compreender a imensidade desta desgraça que, na frase dos santos, constitui o inferno dos infernos.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Notas espirituais de Padre Júlio Maria de Lombaerde

Nota do blogue: Segue algumas notas espirituais do Padre Júlio Maria de Lombaerde retiradas do livro Règlement, livro que recebi de presente do casal Delazari junto com duas lembranças (quem sabe futuras relíquias?!) deste grande Padre. Agradeço imensamente ao casal, Deus lhes pague!

Letícia de Paula


Ø Não recusarei nada a Deus, mas em todos os acontecimentos, sejam agradáveis, sejam desagradáveis, considerarei tudo como vindo das mãos de Deus e me esforçarei para relacionar tudo com a Sua glória. Interrogar-me frequentemente: "Para quem ajo agora"? - Depois, rever minha intenção a fim de que Deus seja seu único móvel.

Ø  União com Deus e, para isso, grande modéstia dos olhos e discrição nas minhas palavras a fim de fazer todas as minhas ações para a maior glória de Deus e exterminar o meu amor próprio. Praticar, nas sextas-feiras e sábados, o voto do mais perfeito, sem fazer disto o voto, por simples promessa a Nosso Senhor e a Maria. - Escolher, nesse caso, entre diferentes coisas boas, o que menos me apetece.

Ø  Esforçar-me por observar escrupulosamente até o menor ponto da regra. Tomá-la-ei por assunto de leitura habitual de meditação e de exame particular.

Ø  Aplicai-vos à humildade, pois tendes certas disposições naturais para o bem do Instituto, desde que saibais conservar-vos na humildade, sem o que seríeis uma pedra de tropeço. Não pegueis nada para vós, não deis logo vossa opinião em coisas de que não sois diretamente encarregado. Eu vos farei avançar mais. Eis um motivo a mais para serdes bem mais humilde, sem o que poderíeis aborrecer aqueles que são mais velhos do que vós. Sede muito discreto e atencioso para com tudo o que vos é confiado, que vosso coração seja como um túmulo, onde se possa depositar tudo, sem receio de que isso venha a aparecer um dia. Sede, no meio de vossos discípulos, como o homem de Deus, fazendo o bem e não procurando a não ser a glória de Deus, sem seguir sentimento próprio de aversão ou de preferência. Evitai dar asa à crítica ou à inveja; que ninguém se escandalize convosco!

Ø  Delicadeza e doçura no relacionamento com os meus confrades. Considerá-los todos como acima de mim.

Ø  União com Deus. Revisão frequente de minha vida a fim de dirigir todas as minhas ações para a maior glória de Deus e a fim de aceitar, com generosidade, tudo o que me acontecer. Começara cada meia hora - uma revisão e reparação - marcar o resultado.

Ø  A perfeição exige esforços, lutas, combates. Nosso Senhor me deu o exemplo, - Ele se tornou verme da terra. Se houvesse um outro meio de conquistar o céu, Ele nos teria mostrado. Mas não há. É pelas lutas, humilhações, desprezo que Ele passou e fez passar Sua Mãe, Seus Apóstolos e Seus santos. Nenhuma exceção. Deve ser portanto a verdadeira e única via. A vontade de entrar nesta via não é suficiente. É preciso a ação, a ação sustentada. Meu Deus, eu quero entrar. Desde hoje, tomo a Vossa Cruz, e quero levá-la na humilhação, no sofrimento. Eu quero tomar-me um santo. Sustentai-me, dai-me a Vossa graça para jamais desfalecer. Que nenhuma dificuldade me faça desistir. A vista de J. M. J. (Jesus, Maria e José) deve me encorajar eu devo me sentir feliz por seguir as Suas pegadas, humilhado como eles, pobre e obediente como eles.

Ø  Para ser inteiramente de Deus, é necessário que o coração esteja livre do menor apego. A menor afeição desregrada a uma pessoa ou a uma coisa é suficiente para paralisar todos os esforços e impede a completa união com Deus. Por conseguinte: desapego absoluto de tudo - oração contínua e atos constantes. "Contraria contrariis curantur". (contrários curam-se pelos contrários - máxima da medicina clássica). Não tenhais perfeição especulativa, mas prática. Não são aqueles que dizem: "Domine, Domine" (Mt. 7, 21) que entrarão no céu. São os violentos. A oração prepara a ação e leva a ela. É o meio, não o fim.

Ø  Estando para emitir os meus votos perpétuos, é preciso que eu me doe a Deus sem reserva. Livre de preocupações é preciso agora, depois de ter exortado os outros, que eu ponha em prática as minhas instruções. 

São Lucas, Evangelista

Fonte: Escravas de Maria
18/10 Quinta-feira
Festa de Segunda Classe
Paramentos Vermelhos


São Lucas, o Evangelista (do grego antigo Λουκᾶς, Loukás). São Lucas é representado pelo boi, o qual era o animal sacrificado no Templo de Jerusalém; tem em vista demonstrar o caráter sacerdotal de Cristo. Daí ter como símbolo o boi, animal sacrificado no Templo. O touro simboliza também a força, a virilidade do homem, a fecundidade e como o evangelista narra com mais descrição o nascimento do salvador quer mostrar esse lado humano de Jesus, forte, impulsivo, e até fecundo mesmo. A figura do boi, também caracteriza, com seu alto mugido a mensagem de Cristo para salvação, o que transparece da narração de Lucas.    
                                                                  
São Lucas é chamado por Paulo de "O Médico Amado"(Colossenses 4:14), pode ter sido um dos cristãos do primeiro século que conviveu pessoalmente com os doze apóstolos. Evangelista cristão de formação grega nascido em Antióquia, na Síria, é, segundo, a tradição, autor do Terceiro dos Evangelhos Sinóticos e dos Atos dos Apóstolos, seus textos são os de maior expressão literária do Novo Testamento. Por seu estilo literário, acredita-se que pertencia a uma família culta e abastada e, de acordo com a tradição, exercia a profissão de médico e tinha talento para a pintura. Converteu-se ao cristianismo e tornou-se discípulo e amigo de Paulo de Tarso, porém segundo seu próprio relato, não chegou a conhecer pessoalmente Jesus Cristo, pois ainda era muito criança quando o Messias foi crucificado. Paulo o chamava de colaborador e de médico amado e segundo o testemunho dos Atos dos Apóstolos e das Cartas de São Paulo, que constituem os únicos dados biográficos autênticos, acompanhou o apóstolo em sua segunda viagem missionária de Trôade a Filipos, onde permaneceu por seis anos seguintes. Depois novamente acompanhou Paulo, desta vez  numa viagem de Filipos a Jerusalém (57-58). Também esteve presente na prisão do apóstolo em Cesaréia e o acompanhou até Roma. Com a execução do apóstolo e seu mestre (67), deixou Roma e, de acordo com a tradição cristã, enquanto escrevia seu Evangelho, teria pregado em Acaia, na Beócia e também na Bitínia, onde teria morrido (70). Porém existem várias versões sobre o local e como morreu. Uma versão registra que foi martirizado em Patras e, segundo outras, em Roma, ou ainda em Tebas.


São Lucas sem dúvida conversava muito com a Mãe de Nosso Senhor Jesus e com São João. Sempre andava com uma pintura de Nossa Senhora com ele, e ela foi o instrumento de varias conversões. Na verdade ele foi um grande artista e grande escritor, e suas narrativas inspiraram grandes escritores e grandes mestres da arte, mas as pinturas existentes da Virgem, a qual é dito que ele teria pintado, são trabalhos de datas bem mais recentes. Não obstante alguns julgam que a pintura de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro teria sido pintada por ele. O documento traduzido por São Jerônimo, trouxe a informação que o evangelista teria vivido até os oitenta e quatro anos de idade. A tradição diz que sua morte pelo martírio em Patras, na Grécia, foi apenas um legado dessa antiga tradição cheio do Espírito Santo, na Bitínia.
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Epístola
II Coríntios 8, 16-24
    
16.Bendito seja Deus, por ter posto no coração de Tito a mesma solicitude por vós.17. Não só recebeu bem o meu pedido, mas, no ardor do seu zelo, espontaneamente partiu para vos visitar.18.Juntamente com ele enviamos o irmão, cujo renome na pregação do Evangelho se espalha em todas as igrejas.19.    Não só isto, mas foi destinado também pelos sufrágios das igrejas para nosso companheiro de viagem, nesta obra de caridade, que por nós é administrada para a glória do Senhor, em testemunho da nossa boa vontade.20.Queremos evitar assim que alguém nos censure por motivo desta importante coleta que empreendemos, 21.porque procuramos fazer o bem, não só diante do Senhor, senão também diante dos homens.22.Com eles enviamos ainda outro nosso irmão, cujo zelo pudemos comprovar várias vezes e em diversas ocasiões. Desta vez se mostrará ainda mais zeloso, em razão da grande confiança que tem em vós.23.Quanto a Tito, é o meu companheiro e o meu colaborador junto de vós; quanto aos nossos irmãos, são legados das igrejas, que são a glória de Cristo. 24. Portanto, em presença das igrejas, demonstrai-lhes vossa caridade e o verdadeiro motivo da ufania que sentimos por vós.
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Evangelho
São Lucas 10, 1-9
                                                                                                                              
1.Depois disso, designou o Senhor ainda setenta e dois outros discípulos e mandou-os, dois a dois, adiante de si, por todas as cidades e lugares para onde ele tinha de ir. 2.Disse-lhes: Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe.3.Ide; eis que vos envio como cordeiros entre lobos.4. Não leveis bolsa nem mochila, nem calçado e a ninguém saudeis pelo caminho.5.Em toda casa em que entrardes, dizei primeiro: Paz a esta casa!6.Se ali houver algum homem pacífico, repousará sobre ele a vossa paz; mas, se não houver, ela tornará para vós.7.Permanecei na mesma casa, comei e bebei do que eles tiverem, pois o operário é digno do seu salário. Não andeis de casa em casa.8.Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que se vos servir.9.Curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: O Reino de Deus está próximo.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Pensamento do dia 17/10/2012

  
"A perfeição do amor não consiste em ter êxtases, mas em bem cumprir a vontade de Deus;
e o mais perfeito dentre os homens será aquele cuja vontade estiver mais
conforme com a de Deus, de sorte que a nossa perfeição consiste
em unir de tal modo a nossa vontade à de Deus,
que a Sua e a nossa sejam uma só no querer e no não querer;
e aquele que for mais exímio neste ponto será o mais perfeito". 
(São Vicente de Paulo)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sobre el Pecado Venial (VI Parte)

Fonte: En Gloria y Majestad

Nota del Blog: terminamos aquí esta corta serie sobre el pecado venial.



Sicut Cervus adfontes aquarum...



§ VI. — Oración de esperanza

¡Oh Dios mío, esta visión de los pecados veniales me desconcierta! ¡Qué! ¡Por un acto pasajero y poco grave me castigáis con todas esas destituciones, cuyas consecuencias son eternas! ¡Me acusáis de empequeñeceros y de desdeñaros!... Ante esos resultados imprevistos, faltan, es cierto, a mi razón, objeciones positivas, pero mi ser sensible protesta.

Esa palabra irreparable se asemeja demasiado a la losa que cierra un sepulcro. Bajo su peso, en medio de sus tinieblas yacen amontonados miles y miles de bienes perdidos. Cada día ha ido depositando sus flaquezas; las semanas, los meses, los años, han sepultado innumerables méritos.

Pero, ¡qué Dios omnipotente, Dios bondadoso, Dios sabio que habéis dotado al mundo material de manantiales inagotables de renovación! ¿Habríais condenado a mi voluntad consciente de sus faltas y ávida por repararlas a una impotencia definitiva? ¿Qué? Al perdonarme me devolvéis vuestra gracia, vuestro amor, vuestro cielo y ¿no me dejaríais un medio de devolver a vuestra gloria lo que le he robado? ¿No me dejaríais volver a elevar mi suerte, hasta el nivel que debiera haber alcanzado? ¿No me permitiríais que os amara tanto?

A medida que voy sentando los datos de ese problema íntimo, lo entreveo bajo un nuevo aspecto que viene a aclarar su solución. Sí, lo destruido está ya destruido y la misma omnipotencia no podrá hacer que no haya habido empequeñecimiento. Un hecho es una cosa eterna. Mas de un hecho culpable y castigado, cual de un tronco partido por el rayo, ¿no pueden brotar, ramas más vigorosas? Y si son más vigorosas que las antiguas, si el accidente ha rejuvenecido la savia y ha activado su acción, ¿no podrá decirse de esta resurrección que ha creado un ser más hermoso y más fuerte?

Sí, Dios mío, hay en el vivo sentimiento de la ofensa que se os hace, en el deseo resuelto y personal de levantarse, una nueva potencia suscitada por la misma falta. La herida ha puesto en juego sensibilidades más profundas, estimulando una reacción vital, más intensa. Generosidades hasta entonces desconocidas han despertado en esa alma en medio de sus gemidos. ¡Ve obra, se eleva! ¡Qué poderosos y qué tiernos acentos los del hijo pródigo, la Magdalena, San Agustín! Y puede uno preguntarse: ¿los hubiesen hallado tan hermosos sus almas si nunca hubiesen perdido su inocencia?

Pero, ¡Dios mío! ¿No sois Vos acaso el Dios del hijo pródigo, de Magdalena, de Agustín? ¿Podéis ver nuestras miserias y no compadecemos? ¿Podéis comprobar nuestra decadencia y no desear nuestra rehabilitación? Y si el corazón del hombre puede concebir la ambición de no ser inferior a su ideal de inocencia, ¿el corazón de Dios será impotente para proponerle ese ideal arrepentimiento? ¡Ah! ¡Qué hermosa debe ser vuestra sabiduría cuando del mismo mal sabe sacar un mayor bien! ¡Qué eternamente adorable será vuestra bondad, que quita al alma arrepentida, esa pena sin consuelo, de no poder devolver a vuestro amor disminuido, tesoros perdidos para siempre! ¿Cómo suelen medirse la grandeza, la virtud, el mérito? ¿No es según el grado de amor? Y por la tierra toda ¡oh Jesús! hicisteis predicar este juicio de vuestro gran corazón: "Aquél a quien más se halla perdonado, tiene el deber de amar más". Si tengo el deber de amar, tengo también la gracia, los medios. ¡Puedo elevar a tal grado la vehemencia de mi amor arrepentido, que aventaje al que hubiese llegado mi amor permaneciendo fiel!

OBSERVACION. — Estas grandes resurrecciones se ven sobre todo en los grandes pecadores. El pecado venial produce rara vez tales prodigios; razón de más para temerlo anticipadamente- y después para excitarse a una contrición más vigorosa.