quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Sobre el Pecado Venial (II parte)



§ II. — El pecado venial con relación a mí mismo

I. EMPEQUEÑECE MI IDEAL

1— Disminuye en primer lugar el ideal para el cual he sido criado, y que se desarrolló en el pensamiento de Dios en el momento que decretó que sería llamado a la existencia.
Por el efecto de cada pecado venial seré eternamente inferior a mí mismo. ¡Hay elevaciones que no alcanzaré, delicadezas que no sentiré!
¡Cuántos grados en el ser, en la bondad y en la belleza, perdidos para siempre!
Todo pecado venial es una formal oposición a la perfección; y si no se repara, al progreso que a ella conduce.

2— No solamente mi ideal se rebaja, sino que se obscurece; veo menos, siento menos; y esta misma disminución, en parte, no la comprendo. ¡Es muy triste no saber que disminuye uno en sí mismo el principio moral!... ¡Dichosos aquéllos que por lo menos lo sospechan! Que digan entonces: ¡Debo ver menos, debo sentir menos de lo que existe!... ‘‘¡Iré a la fuente de Siloé, en ella me lavaré, y veré!''

3— A medida que mi ideal se rebaja, en el pensamiento de Dios disminuye la estimación que me tiene, ¡la estimación de un Ser tan perfecto! ¡La estimación de un Padre!


II. EL PECADO VENIAL DISMINUYE MI FELICIDAD EN EL CIELO

Si un solo pecado es suficiente para que así suceda; ¿qué será siendo muchos?
Sin ese pecado venial tan ligeramente cometido, hubiera llegado a una esfera más alta a un lugar más transparente, en los cuales Dios se hubiese dejado ver bajo encantos más arrobadores.
Hubiese estado más cerca de su corazón, más abismado en su intimidad, y para siempre… Mis ojos hubiesen adquirido más penetración, mi corazón más amplitud, mi alma entera hubiese estado más francamente abierta para poseerle.
¡Mis relaciones con los ángeles, con los santos, con las almas queridas que me serán devueltas, hubiesen sido más elevadas, más familiares, más dulces!
¡Me hubiese correspondido una parte mayor de la ternura de María, hubiese sido un poco más hijo suyo!... ¡Mi unión con Jesús se hubiese realizado bajo títulos más íntimos y más unitivos; yo hubiese sido más suyo y El más mío!
¡Eternamente hubiese comprendido mejor y amado más a la Santísima Trinidad en sí misma; a la paternidad de Dios extendiéndose hasta mí; a la vida del Verbo, apoderándose de la mía; y a la acción del Espíritu Santo, uniéndome a mí, ser limitado, con el amor sin límites!
¡Oh, dicha que no siento en este momento, porque sois demasiado grande, por lo menos os concibo! ¡Sois la dicha que satisface al mismo Dios! Y yo, os desdeño; puesto que todo pecado venial, por leve que sea, tiende a disminuir vuestras delicias para conmigo.

A EDUCAÇÃO DA CRIANÇA


Papa Pio XII


            Nosso espírito vê as inumeráveis fileiras de adolescentes, que como botões se abrem às primeiras luzes da aurora. Prodigioso e encantador é este pulular de juventude em uma geração que pareceu condenada a desaparecer; juventude nova, fremente em sua pujança e em seu vigor, olhos fixos no futuro, e com incoercível impulso para metas mais elevadas, resolvida a melhorar o passado, a assegurar conquistas mais sólidas e de maior vulto no caminho do homem sobre a terra. Desta irrefreável e perene corrente para a perfeição humana, dirigida e guiada pela Divina Providência, os educadores são os orientadores e os responsáveis mais diretos, à mesma Providência associados, para dela realizar os desígnios. Deles depende em grande parte se a corrente da civilização avança ou vai para trás, se reforça seu ímpeto ou languesce na inércia, se vai direta para a foz, ou, pelo contrário se deleita ainda que momentaneamente, em vãos acessórios, ou pior ainda em meandros malsãos e pantanosos.  
Nós mesmo, por disposição divina, Vigário, e portanto investido dos mesmos ofícios daquele que sobre a terra amou ser chamado “Mestre”, Nós mesmo nos incluímos no número dos que representam em várias medidas a mão da Providência no conduzir o homem ao seu termo prefixado.  
Não é talvez esta Nossa Sé principalmente uma Cátedra? Não e nosso primeiro encargo o Magistério? Não deu o divino Mestre e Fundador da Igreja a Pedro e aos Apóstolos o fundamental preceito: ensinar, preparar discípulos?

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Pensamento da noite de 19/09/2012


"Qual há de ser a nossa contínua preocupação, o nosso único pensamento? - Deus. O resto nada vale: honras, riquezas, glórias, ambições são nada. Que deves perder antes que perder a Deus? Tudo: bens, saúde, vida. De que valerias ganhar o mundo inteiro, se depois perdesse a alma? ... A quem deves obedecer? - A Deus, antes que aos homens. Se não fizeres agora com amor a vontade de Deus, fá-la-ás forçadamente, por toda eternidade, no inferno. Que te convém mais? (...)"
Mons. Agostinho Berteu, 1941

Necessidade da fé

 Nota do blogue: Acompanhar este especial AQUI.




1 - A fé é necessária para a salvação

«Aquele que acreditar, diz nosso Senhor Jesus Cristo, será salvo», (Marc. XVI, 16) .
«A fé é o começo da salvação, diz o Concílio de Trento, é o fundamento e a raiz de toda à justificação»,
«A fé, diz São Bernardo, é como a raiz da árvore: como esta não pode viver sem raízes, assim o cristão não pode sem a fé chegar à vida eterna».

2 - Fora da fé não há salvação

«Todo aquele que não crê, diz ainda Jesus Cristo, será condenado».
São Pedro submergia-se nas águas desde que começava a duvidar; quem perde a fé vai dar aos abismos.

4- Aquisição da fé

1- Como devemos ir ao encontro da Fé

Jó perguntava um dia: Per quam viam spargitur lux? Em que condições se derrama a luz da fé nas nossas almas? Como se deve ir ao encontro da fé?

A fé exige a recepção do sacramento do batismo

Deus dá-nos a fé desde o batismo, diz o Concílio de Trento, e por isso se chama Sacramento da Fé. Efetivamente, no batismo ao mesmo tempo que nos dá a graça santificante, dá-nos a faculdade de crer ou a virtude da fé. Enquanto o batizado não chega ao uso da razão não pode usar desta faculdade não pode pôr em pratica a sua fé. Esta atividade só se produz na idade da razão sob a influência da graça e da instrução religiosa. Dá-se o mesmo com o sentido da vista, nas crianças recém-nascidas; enquanto os olhos se lhe não abram, a criança, verá, sob a influência da luz, os objetos que estão ao alcance da sua vista.

2 - A fé é uma doutrina, é preciso estudá-la

Devemos estudá-la, aprendê-la bem, tanto no seu motivo e nas suas provas. Objeto da fé. A fé abrange tudo o que Deus disse para se crer e a santa Igreja ensina da parte de Deus. Compreende verdades, que se devem acreditar, preceitos que se devem praticar e conselhos que é conveniente seguir. O apóstolo São Paulo chama aos cristãos de seu tempo - iluminai, iluminados nas verdades da fé. Os cristãos de hoje devem ter noções nítidas da fé. Motivo da fé. O motivo da fé diz o Concílio do Vaticano, é a própria autoridade de Deus. Todo o ato de fé pode reduzir-se aos seguintes termos: Eu creio porque Deus o revelou e porque Deus é a verdade soberana não pode enganar-se nem enganar-nos. Provas da Fé. A fé era tão intensa nos Apóstolos que narrando a vida de Jesus Cristo podiam acrescentar: «Estas palavras ouvi-as dos seus próprios lábios! Porque não acredito eu em Cristo como os seus contemporâneos?» Os argumentos que eles tiveram conservam a mesma força provativa, e há vinte séculos que se vêm juntando novos argumentos.

3- A fé é uma virtude, exige uma vida pura

Devemos purificar o nosso espírito da soberba, e o nosso coração da impureza

1)      Soberba. - A soberba é um vício de tal ordem que se assemelha em muito ao álcool, porque tolda a inteligência impedindo-a de reconhecer a verdade. Um espírito soberbo é um espírito rebelde, isto é, disposto a não crer. Como poderá alguém receber o Espírito de Jesus se está cheio do seu próprio Espírito? Além disto, a fé é um dom de Deus, diz o Apóstolo São Paulo; ora está escrito que Deus resiste aos soberbos e que só dá a Sua graça aos humildes.
2)      Impureza. - A fé é incompatível com a impureza; porque o coração impuro perde o amor à verdade e ao bem. Assim o afirmam os santos. «É impossível ter uma vida impura, diz São João Crisóstomo, e não vacilar na fé.» «Quando alguém começa a entregar-se ao pecado da luxúria, diz santo Ambrósio, começa a perder a fé.» - Os próprios incrédulos confirmam esta doutrina. Quando Bourget um douto incrédulo do século XVIII, chamado por D'Alembert, a melhor cabeça da Academia, se preparava para a conversão, disse ao padre Berthonie que o ajudasse na obra da sua conversão: Meu padre, eu era incrédulo porque era um homem corrompido. Remediemos o mal depressa: preciso mais de curar o meu coração do que o meu espírito: confesse-me. Uma boa confissão é para a inteligência o que a operação da catarata é para os olhos no cego. Ela restitui num instante a luz da fé. Não é isto um fato que se verifica todos os dias? Perde-se a fé à medida que se afasta da santidade da vida. Com razão dizia Henry Lesserre: «a impiedade é um crime do coração antes de ser um crime da inteligência».
«Diz o ímpio no seu coração: não há Deus», Não é necessário talento, nem sabedoria para fazer um incrédulo, basta muita soberba e maldade de costumes. «Bem-aventurados, pois os limpos do coração, porque eles verão a Deus.»

4- A fé é uma graça, exige a oração

A fé, como diz São Paulo, é um dom de Deus, uma graça. Ora o meio normal para alcançar a graça é a oração. - Devemos, pois pedir instantemente a fé ou o aumento da fé. Eu creio Senhor, mas fazei que eu creia com mais firmeza.

Como a fé vem ao nosso encontro

A fé vem ao nosso encontro por diversos caminhos.

1)      Pela criação. - A primeira impressão da fé vem-nos do lado da terra. É a voz da natureza criada que nos fala de Deus. Por quem foste criada? Por um ser mais poderoso que eu é que tudo foi criado, porque o operário é sempre mais poderoso que a sua obra.  Para que foste criada? A natureza responde da mesma maneira: para que nas obras reconheçais o artista. «Nós vemos a Deus na natureza como num espelho, diz São Paulo, e assim as coisas invisíveis são conhecidas pelas visíveis.»

2)      Por Jesus Cristo. - Na criação conhecemos Deus e os Seus principais atributos; na Revelação de Jesus completa-se o testemunho das criaturas acerca de Deus; na Pessoa de Jesus vemos Deus presente, falando e operando Jesus é o supremo testemunho de Deus. «Nunca ninguém viu Deus: o Unigênito que está no seio do Pai, dá testemunho de Deus.» (Jo., 1, 18). Jesus Cristo mesmo o afirma. « Eu falo-vos daquelas coisas que vi no seio de meu Pai.» (Jo. VIII, 28). O Pai confirma isto mesmo: «Este é o meu Filho muito amado... Escutai-o.» (Mat. XVII, 5).
«Quem me vê a mim, diz Jesus Cristo, vê meu Pai».
É necessário conhecer Jesus Cristo. Este conhecimento é tão necessário à nossa alma, como o ar e o pão para o corpo; é indispensável ao nosso ministério e ao nosso apostolado, que consiste em levar Jesus às almas.

3)      Pela Igreja. - A Igreja é depositária da Doutrina de Jesus Cristo. Depositária única, só a ela foi dito: «Ide e ensinai a toda a criatura». Depositária infalível, é assistida pelo Espírito Santo, e, por consequência, não se engana nem pode enganar. É pelos ouvidos abertos à voz da Igreja que a fé entra nas nossas almas - fides ex auditu.

4)      Pela família. - A fé vem-nos da família a que pertencemos. Nascemos numa atmosfera impregnada de religião e de piedade. Por isso, podemos dizer com Jó: Desde a infância a piedade cresceu comigo.*

5)      Pela sociedade. - Vivemos numa sociedade onde Jesus Cristo é conhecido, amado, servido e respeitado. Participamos dos benefícios da civilização cristã, e, por consequência, do Beneficio da fé. *

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* Nota do blogue: - Esse seria o ideal, nascermos num seio realmente católico, seja na família, seja numa sociedade católica, todavia, nossa realidade é outra, e por isso cabe aos católicos que mantenham a chama da Fé acessa para que haja uma reversão desta situação (o que é bem pouco provável, devido a corrupção geral), ou que pelo menos, possa-se amenizá-la. Hoje se faz necessário que haja casais bem formados na religião e tementes a Deus, que formem seus filhos para a Pátria celeste. Nossa sociedade é pagã, o Brasil é pagão, não basta ter como padroeira Nossa Senhora Aparecida se se adora todo o tipo de "deuses". Ser católico hoje exige um esforço colossal, e só conseguiremos caminhar com os passos da oração e do estudo. Na oração recebemos a graça divina e no estudo da Fé a firmeza da vontade.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Manter sua filha pura é sua responsabilidade


Fonte: Maria Rosa
Por MInTheGap
Traduzido por Andrea Patrícia


Quando se trata de meninas, os pais são um enigma. Eles são facilmente persuadidos por elas e pelo amor que elas demonstram ao seu pai. Há um conjunto estranho de sentimentos em relação a elas – e podem facilmente ser confundidos, pois eles não sabem se deveriam protegê-las ou deixá-las soltas.
O pai pode facilmente deixar boa parte da criação de sua filha com sua esposa – a mãe dela – e esperar que “uma vez que ela é uma mulher, ela sabe como lidar com uma mulher, então por que devo me envolver?”
E, no entanto, se um pai prefere não se envolver, pode ser que ele não faça um trabalho bom o suficiente para transmitir a sua perspectiva e fornecer a proteção devida.
Veja, é trabalho do pai ajudar a filha não apenas a saber como se vestir – e o que a roupa diz para os outros-, mas para ensinar-lhe o valor da pureza e ser o modelo do homem que ele quer que um dia a filha se case.
Pai como Exemplo
Eu sempre pensei que a mãe seria aquela que faria a maior parte do trabalho criando a filha. Eu imaginava as duas cozinhando juntas, e desfrutando de interesses mútuos. Eu esperava ensinar meus filhos a jogar bola, a consertar as coisas, e talvez a ter um blog. É estranho como nós colocamos nossos papéis em compartimentos!
Uma coisa é certa: cada pai é um exemplo para as crianças do que uma relação saudável deve ser. A mãe não só mostra para a sua filha como amar seu marido e cuidar da casa, mas ela mostra também aos seus filhos o que procurar em uma mulher.
A mesma coisa vale para o pai, mas muitas vezes eu não acho que os pais percebem o poder que eles têm com relação às suas filhas, e assim eles se colocam de fora.
Envolva-se
Não deixe que o pai permaneça desvinculado de qualquer um de seus filhos. Certifique-se que ele se envolve com sua filha e mostra a ela o que um bom homem deve ser. Certifique-se que ele ajuda a mostrar sua modéstia e pureza – e não tenha medo de pedir sua opinião sobre as roupas que você veste também!
É função dele, como o homem da casa que seja capaz de partilhar a sua perspectiva e diferenças de opinião – ele vai ver a roupa que você e suas filhas vestem como um homem vê, e não como o quão bonito ou elegante você imagina que algo imodesto é.
Se você quer que ele lidere e cumpra seu papel, é preciso incentivar a sua participação – sua família toda vai estar melhor com isso!
Original aqui.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Orientações para a família católica



"Uma missão especial incumbe pois à família" (Pio XII)

O que equivale a dizer que em parte é graças aos esposos e aos pais cristãos que se perpetuam as funções de Cristo, esposo e gerador, e as funções da Sua Igreja: Esposa espontâneamente fecunda e santificadora. De feito, Cristo não quis que "a Igreja nasça, por assim dizer, do Seu trabalho. Mistério terrível, certamente, e que nunca se meditará bastante: a salvação de grande número de almas depende das preces e das mortificações voluntárias, para este fim suportadas, dos membros do Corpo místico, e do trabalho de colaboração que os pastores e os fiéis, especialmente os pais e mães de família, devem prestar ao nosso Divino Salvador (Mystici Corporis, n. 43). Com efeito, diz Pio XII, "nessa colaboração dos leigos no apostolado, colaboração tão importante de promover nos nossos dias, uma missão especial incumbe à família, pois o espírito da família influi essencialmente no espírito das gerações jovens" (Summi Pontiiicatus, n. 69). Realmente, o "pai que vive, que pensa, que fala, que age como cristão, mesmo quando se trata de coisas e de interesses deste mundo, não se faz educador e mestre de seu filho que o observa? E, assim, não é ele pai uma segunda vez, não já do corpo dele, mas do seu espírito, pela profunda influência que exerce sobre o espírito do filho, transfundindo-lhe o seu espírito de fé? Assim, o pai fará do filho um cristão tal como ele próprio o é" (Pio XII, A. C. Ital., 1942).

A boa educação religiosa dos filhos

Sem dúvida, a comunidade conjugal não recebeu de Cristo o mandato que faz da Hierarquia católica, propriamente a Igreja docente, confirmada na sua missão pelo poder infalível do Magistério romano. Sem embargo, sempre na ordem comunitária que é a ordem do amor, os pais têm uma graça de estado como educadores. O seu casamento, como sacramento da união de Cristo com a Igreja, confere-lhes um poder que se traduz num dever, para eles, de orientarem os filhos que eles puseram no mundo rumo ao seu fim último, Cristo, o Deus Trino. Se não receássemos desvalorizar termos sagrados aos quais se deve deixar toda a sua significação, a propósito desse poder conviria falar de "sacerdócio particular", sacerdócio que aliás depende dos leigos batizados e confirmados, com isto a mais no entanto: que o casamento abre aos pais, sem outra delegação, uma jurisdição própria sobre esses pequenos seres nascidos da sua união de graça.
Essa função é tão pessoal, ou, pelo menos, tão inerente à condição dos pais, que a Igreja jamais passará por cima da vontade destes para batizar ou iniciar a instrução religiosa de seus filhos, a menos que estes, tendo atingido a idade de discrição, manifestem querer e poder perseverar.
A experiência demonstra, com efeito, que nada iguala nem substitui a primeira educação religiosa do filho pela família. Aliás, por essa educação religiosa cumpre entender não somente as explicações orais dadas pela mãe e pelo pai a seus filhos, mas também e sobretudo o exemplo das suas virtudes, a ambiência da sua fé, da sua esperança e da sua caridade. A primeira educação da personalidade opera-se, com efeito, por impregnação. Coisa que fazia Pio XI dizer que, se "a educação é necessariamente obra do homem em sociedade, e não do homem isolado", e se para este fim três sociedades se perfilam para cumprirem semelhante tarefa: a família, a Igreja e o Estado, todavia é à família que cabe o reivindicar sozinha o direito de primeira animação, visto ser ela "o primeiro meio natural e necessário à educação", e visto haver sido ela "precisamente destinada a esse fim pelo Criador".
Passada essa primeira fase em que a educação total de seus filhos compete como própria aos pais, estes últimos conservam "a gravíssima obrigação de velar, segundo todo o seu poder, pela educação tanto religiosa e moral quanto física e cívica de seus filhos" (c. 1113). Por essa forma eles colaboram imediatamente nas tarefas da Igreja docente, proporcionando a esta uma eficácia que, sem o apoio deles, quase se não poderia esperar dela, pois, como o afirma Pio XII, "sem a boa educação religiosa dos filhos, o Corpo místico estaria exposto aos mais graves perigos". Ao contrário, "enquanto no lar doméstico brilhar a chama santa da fé em Jesus Cristo, enquanto os pais se empregarem em formar e em modelar a vida de seus filhos conformemente a essa fé, a juventude estará sempre pronta a reconhecer o Redentor em suas prerrogativas régias, e a se opor àqueles que quiserem bani-lO da sociedade ou violar sacrilegamente os seus direitos" (Pio XII, Summi Pontiiicatus, n. 89).

Necessidade de uma espiritualidade conjugal

Vê-se o quanto importa que os esposos cristãos sejam, para semelhantes tarefas, animados de uma verdadeira espiritualidade de lar militante cristão.
Na sua vida íntima, a sua união é para eles instrumento de graças transformantes, o seu casamento uma vocação e um estado de santidade... Citemos somente felizes realizações na ordem da vida religiosa familiar: oração da noite em comum, leitura da Bíblia, preparação e assistência coletiva à missa do domingo, etc. Muitos pais procuram tomar a seus filhos o sentido cristão das horas familiares: horas quotidianas, tais como as refeições, as vigílias, os trabalhos, os lazeres; horas excepcionais como os nascimentos, as doenças, os lutos. Procuram eles assim criar uma atmosfera cristã por uma decoração e por um arranjo apropriado da casa...

Sumário

Com o sacramento da Ordem, o matrimônio é destinado a prover às necessidades orgânicas e sociais da Igreja, a tal ponto que a missão conjugal aparece como que complementar da missão hierárquica conferida ao sacerdócio. Com efeito, se a hierarquia, constituída pelo sacramento da Ordem e investida dos próprios poderes de Cristo, "batiza, ensina, governa, liga, desliga, oferece, sacrifica, e assim provê diretamente à comunicação da vida de Cristo e ao governo do povo cristão, a comunidade conjugal, por seu lado, em virtude do sacramento que lhe confere uma presença especial de Cristo e da Igreja, possui o privilégio de criar um meio de graça santificante, e de assim provar ao "incremento exterior e ordenado da comunidade cristã".
Bem mais, tem ela missão, poder e graça de estado para orientar positivamente, pela obra da educação, os filhos que ela pôs no mundo, rumo ao seu fim último, Cristo, o Deus Trinitário. Cumpre ela assim uma obra estreitamente ligada à obra sacerdotal, e representa, na missão redentora e santificadora da Igreja, o auxílio indispensável que o Corpo traz à Cabeça.
A comunidade conjugal tem, assim, o seu lugar marcado na Igreja.
Tais sendo as coisas, vê-se o quanto importa que os esposos cristãos sejam, para semelhantes tarefas, animados de verdadeira espiritualidade conjugal e familiar, a fim de que, na sua vida íntima, a sua união seja verdadeiramente, para eles, instrumento de graças transformantes, e que, na sua vida social, ela seja para o seu lar um princípio de irradiação apostólica. 

(Excerto de Código familiar, síntese doutrinária - Fundada em Malines em 1920 sob a presidência do Cardeal Mercier)

domingo, 16 de setembro de 2012

Sobre el Pecado Venial (I parte)

Fonte: En Gloria y Majestad

Nota del Blog: siguen a continuación unos bellos pensamientos sobre la malicia del pecado venial tomados del libro "Práctica progresiva de la confesión y de la dirección" (1905) del P. Beaudenom.






§ I. — El pecado venial con relación a Dios.

I. ES UNA OPOSICION A SU VOLUNTAD

Es el primer aspecto bajo el cual se presenta: negarse a obedecer; resistencia en materia leve.
Contemplar en Dios su voluntad… Es elevada, serena, bienhechora; no está sujeta a ningún error…; es infinitamente digna de ser amada, admirada y obedecida.
¡Obedecida!... Ved hasta qué punto lo es por el mundo material. El sol, los astros, las poderosas fuerzas de la naturaleza siguen con exactitud absoluta las leyes que les ha trazado… Ni una sóla infracción tiene lugar a través de la inmensidad del espacio y de los siglos…
¡Y yo, ínfima creatura, perdida en el seno de cosas tan grandes, al llamamiento de esa misma voluntad, me sustraigo o me resisto!...
¿Despreciaré esa voluntad porque mi desobediencia no ha de ser castigada con el infierno?.. ¿O pensaré que esta voluntad es menos perspicaz, menos sabia en las cosas pequeñas?
¿No tiene Dios el derecho de mandarme? ¿No me ha creado? ¿No es mi verdadero dueño?...
Cometer un pecado venial es decirle: ¡no quiero!... Suele suceder que no se da uno bastante cuenta de ello.

II. EL PECADO VENIAL ALTERA EL PLAN DE DIOS

Hemos hablado de la voluntad de Dios en sí misma, veamos ahora cuál es su objeto: no es otro sino su plan. Toda acción de un ser sabio, obedece a un plan preconcebido. El plan formado por una inteligencia infinita, por grande que sea, se extiende necesariamente hasta los más pequeños detalles. Todo en él concurre al objeto final; todo en él es bueno y todo en él es justo. Diosquiere la ejecución de su plan. Sus mandamientos no son órdenes arbitrarias; forman parte del orden general de las cosas; son su expresión, su ley.
Ir contra la menor de sus prescripciones es, pues, turbar ese orden; es siempre disminuir y con frecuencia alterar el plan divino, el faltar a cualquiera de esas reglas… ¿Habías pensado jamás en ello?
Hay más; la alteración que mi pecado introduce en ese ordenmantiene a muchas almas alejadas de Dios, y ese alejamiento puede prolongarse aún después que yo haya desaparecido. En un mecanismo los engranajes dependen unos de otros. En el plan de Dios, todos los elementos que lo componen son solidarios entre sí; el alejamiento de mi voluntad libre puede repercutir fatalmente sobre otros seres; autoridad mal ejercida, insuficiencia frente al deber; influencia de una palabra, de un ejemplo… ¡Terrible desconocimiento lleno de responsabilidades! ¡Pues si ignoramos esas lejanas consecuencias, sabemos, sin embargo, que no en vano se altera un plan concebido por un Dios, y compuesto de tantas partes solidarias!


III. EL PECADO VENIAL NOS SUSTRAE A LA ACCION DE DIOS

En la ejecución de su plan, Dios es el motor universal. Ni uno solo de los actos que a Él concurren puede ejecutarse sin que El lo inspire y lo sostenga; acción invisible y misteriosa, pero acción cierta y necesaria. ¡El mismo Dios no podría concederme el poder de obrar solo, ni una sola vez!...
En toda falta por leve que sea, me niego al movimiento divino; me substraigo a su influencia legítima; ¡mi acto permanece vacío, muerto, despreciable, porque Dios falta en él!
Obrar en mí y por mí es su derecho inalienable. A ese derecho, falto yo… Sin duda esa verdad me era casi desconocida; sin duda cuando he cometido pecados veniales no me he hecho cargo de que existe esa parte misteriosa; pero, ¿no estaba advertido, por lo menos de una manera general, de que todo pecado es un mal y encierra consecuencias insondables?
¡Hacer que la acción de Dios resulte vana, qué triste y qué terrible poder!...

sábado, 15 de setembro de 2012

Santa Catarina de Gênova, Viúva

Fonte: Escravas de Maria

15/09 Sábado
Festa das Sete Dores de Nossa Senhora de Segunda Classe
Paramentos Brancos


Nossa Senhora das Dores (também chamada Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora da Soledade, Nossa Senhora das Angústias, Nossa Senhora das Lágrimas, Nossa Senhora das Sete Dores, Nossa Senhora do Calvário ou ainda Nossa Senhora do Pranto, e invocada em latim como Beata Maria Virgo Perdolens, ou Mater Dolorosa), sendo sob essa designação particularmente cultuada em Portugal. 

O culto à Mater Dolorosa iniciou-se em 1221, no Mosteiro de Schönau, na Germânia. Em 1239, a sua veneração no dia 15 de Setembro teve início em Florença, na Itália, pela Ordem dos Servos de Maria (Ordem Servita). Deve o seu nome às Sete Dores da Virgem Maria:

1- A profecia de Simeão sobre Jesus (Lucas, 2, 34-35)
2- A fuga da Sagrada Família para o Egito (Mateus, 2, 13-21);
3- O desaparecimento do Menino Jesus durante três dias (Lucas, 2, 41-51);
4- O encontro de Maria e Jesus a caminho do Calvário (Lucas, 23, 27-31);
5- Maria observando o sofrimento e morte de Jesus na Cruz - Stabat Mater (João, 19, 25-27);
6- Maria recebe o corpo do filho tirado da Cruz (Mateus, 27, 55-61);
7- Maria observa o corpo do filho a ser depositado no Santo Sepulcro (Lucas, 23, 55-56).


Catarina nasceu em 1447, na cidade de Genova, na Itália, caçula de cinco filhos de Giacopo Fieschi e Francesca de Negro, e é considerada como uma das grandes personagens da Igreja no século XV e XVI. Em si, é ela uma grande divulgadora da Doutrina sobre o Purgatório, tanto que escreveu um Tratado sobre o assunto o famoso "Diálogo entre Alma e Corpo" e o "Tratado sobre o Purgatório", ambos referidos como notáveis livros sobre misticismo. Seus ensinamentos foram determinantes na renovação espiritual da escola eclesiástica francesa nos séculos XVI e XVII. Ela veio a falecer em 14 de Setembro em 1510, e logo o seu túmulo passou a ser local de peregrinação e vários milagres foram atribuídos à sua intercessão e foi canonizada pelo Papa Clemente XII em 1737, e pelo Papa Pio, no ano de 1943, recebeu o título de Padroeira dos Hospitais Italianos. Era mística e, segundo a tradição, curava apenas com sua benção e orações.        
                                  
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Epistola                                                              

Judite 13,22-25
    
22.Então todos, adorando o Senhor, disseram a Judite: O Senhor te abençoou com o seu poder, porque ele por ti aniquilou os nossos inimigos.23.Ozias, príncipe do povo de Israel, acrescentou: Minha filha, tu és bendita do Senhor Deus altíssimo, mais que todas as mulheres da terra.24.Bendito seja o Senhor, criador do céu e da terra, que te guiou para cortar a cabeça de nosso maior inimigo!25.Ele deu neste dia tanta glória ao teu nome, que nunca o teu louvor cessará de ser celebrado pelos homens, que se lembrarão eternamente do poder do Senhor. Ante os sofrimentos e a angústia de teu povo, não poupaste a tua vida, mas salvaste-nos da ruína, em presença de nosso Deus.
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Evangelho
São João 19,25-27
                                                                                                                     
25.Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.26.Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho.27.Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

EXALTACIÓN DE LA SANTA CRUZ

Fonte: ¡Ven, Señor Jesús!


Y cuando haya sido levantado
de la tierra,
todo lo atraeré a Mí.
(Juan, 12, 32)

   Cosroes, rey de Persia, se llevó de Jerusalén la Cruz de Jesucristo, y Heraclio, emperador de Oriente, le declaró la guerra. Después de tres victorias debidas a la Santísima Virgen, Heraclio volvió a Jerusalén con la verdadera Cruz. Quiso llevarla en triunfo sobre sus hombros, pero una fuerza invisible lo detuvo a las puertas de la ciudad. El patriarca Zacarías le observó que sus suntuosas vestiduras contrastaban con la pobreza y humildad de Jesucristo. El emperador entonces se quitó su púrpura, su corona y su calzado, para vestir hábito de penitente. Así pudo entrar en la ciudad y llevar la Cruz hasta la cumbre del Calvario, el año 629.

MEDITACIÓN SOBRE
LA EXALTACIÓN DE LA SANTA CRUZ

   I. El amor a la Cruz nos levanta sobre las creaturas. Un hombre que ame los sufrimientos está al abrigo de los azares de la fortuna: la enfermedad, la pobreza o la deshonra no podrían turbar su paz. ¿Por qué? Porque él desea las aflicciones y las sufre con alegría por amor a Jesucristo. Todo lo que para ti es motivo de temor y de tristeza para él es una dicha. El cristiano puede parecer desdichado, nunca la es. (Minucio Félix)

   II. El que ama la Cruz está por sobre si mismo. No es ya un hombre sometido a sus pasiones, tiranizado por la concupiscencia, afeminado por las delicias. No tiene más que un solo deseo, el de sufrir; y como en esta vida las ocasiones de sufrir se encuentran a cada paso, siempre está contento y gozoso.

   III. El que ama la Cruz se asemeja a Jesús crucificado; lo contempla, y se alegra viendo que los sufrimientos lo hacen fiel imagen del Salvador. Está crucificado para el mundo, y muerto para sí mismo. Sujétame a la cruz, oh Jesús mío, sin tener en cuenta las repugnancias de mi carne; porque os debo mi alma y mi cuerpo, como a mi Redentor. ¡Que mi cuerpo sea, pues, crucificado, coronado de espinas y semejante a ese Cuerpo adorable que Vos ofrecéis al eterno Padre por mí! Si debes tu cuerpo a Jesús dáselo, si puedes, tal como Él te ha dado el suyo. (Tertuliano)

El amor a la cruz 
Orad por las almas del Purgatorio

ORACIÓN

    Oh Dios, que todos los años nos proporcionáis un nuevo motivo de gozo con la solemnidad de la Exaltación de la Santa Cruz, haced, os lo suplicamos, que después de haber conocido su misterio en la tierra, merezcamos ir al cielo a gustar los frutos de su Redención. Por J. C. N. S. Amén.

Um presente aos devotos de Santa Teresinha

Fonte: Escravas de Maria

"Sim, desejo estas feridas do coração, estes golpes de espinhos que fazem sofrer tanto...
A todos os êxtases prefiro o sacrifício."
(3ª. carta à Madre Inês de Jesus)
















quarta-feira, 12 de setembro de 2012

São Autônomo, Bispo, Confessor e Mártir

Fonte: Escravas de Maria
12/09 Quarta-feira
Festa de Terceira Classe Santíssimo Nome de Maria
Paramentos Brancos 



Santíssimo Nome de Maria, Festa do Santo Nome de Maria, ou simplesmente Santo Nome de Maria. A festa celebra o nome de Maria, mãe de Jesus. A festa era celebrada apenas em Cuenca, Espanha, quando foi instituída em 1513. Era inicialmente comemorada em 15 de setembro. Em 1587, o Papa Sisto V mudou o dia da celebração para 17 de setembro. O Papa Gregório XV estendeu a festa para a Arquidiocese de Toledo em 1622. Em 1666 os Carmelitas Descalços receberam a permissão para recitar o Ofício do Nome de Maria quatro vezes por ano (dúplice). Em 1671, a festa foi estendida para toda a Espanha.


Após a vitória dos cristãos, conduzida pelo rei Jan III Sobieski da Polônia, sobre os turcos na Batalha de Viena, em 1683, a festa foi estendida a toda a Igreja Universal pelo Papa Inocêncio XI, e atribuída ao domingo após o Nascimento de Maria. Antes da batalha, o rei Jan Sobieski colocou suas tropas sob a proteção da Virgem Maria.     

Em 1683, os turcos atacaram Viena, procurando atingir a Europa cristã. Novamente o exército dos países cristãos vence os agressores com a bravura do rei da Polônia, João Sobieski. Logo em seguida a Hungria se liberta de 150 anos de dominação muçulmana.

Em ação de graças pelo auxílio de Nossa Senhora. Após a batalha o papa Inocêncio XI instituiu a festa do Santíssimo nome de Maria, no dia 12 de setembro homenageia Maria, estendeu a festa para toda a Santa Igreja.                                                  


Na manhã do dia da batalha, Sobieski colocou-se, bem como a todo seu exército, sob a proteção de Maria Santíssima. E assistiu à Santa Missa, durante a qual permaneceu rezando com os braços em forma de cruz. Ao sair da igreja, ordenou o ataque. Os turcos fugiram cheios de terror e abandonaram tudo, até o grande estandarte de Maomé, que o vitorioso rei católico enviou ao Soberano Pontífice como homenagem a Maria. Pronunciar o nome de Maria é encanto especial. Em Maria tudo lembra Deus: seu amor, sua bondade, sua misericórdia, sua lealdade, sua disponibilidade. Nela tudo se refere a Cristo: sua simplicidade, sua humildade, o acolhimento da sua Palavra. Celebrar o nome de Maria é beber da água pura da fonte, é abrir o coração para a ternura de Deus e para os nobres sentimentos da fé. Lembrar Maria e seu nome bendito, é penetrar na história do novo Povo de Deus.A festa exemplifica o foco na Mariologia e na veneração da Bem-aventurada Virgem Maria. Em Roma uma das duas igrejas gêmeas no Fórum de Trajano é dedicada ao nome de Maria.