sábado, 21 de julho de 2012

COLABORAÇÃO NA DIVINA OBRA

Por um cartuxo anônimo
(Intimidade com Deus)


            A coisa mais necessária às almas desejosas de servirem a Deus é a perseverança. Começa-se de manhã com um entusiasmo que vai diminuindo lentamente, de modo que ao meio-dia as resoluções da madrugada estão abandonadas por completo. Muitas vezes a causa é o peso do corpo, que oprime o espírito. E o remédio para isso é a pessoa habituar-se a reatar durante o dia o contato com Deus, o sentimento da Sua presença. Que uma fervorosa invocação a renove: «Jesus, meu Deus, creio em Vós e espero em Vós; amo-Vos e o que estou a fazer neste momento, faço-o por amor de Vós». Nada se deve perder: todas as ocasiões podem ser aproveitadas para alimentar esta vida interior e divina. Deus só nos pede o que Ele próprio nos concedeu - a graça de poder dar. O que Ele quer é um coração humilde e uma oração ardente que implore com sinceridade a Sua ajuda. Ele provê às nossas necessidades com graças suficientes e até mesmo superabundantes, de maneira que nenhum obstáculo nos poderá meter medo: não há nada que tenha poder contra a bondade. «Ainda não tivestes nenhuma tentação que não fosse proporcionada à fraqueza humana; e Deus é fiel, o qual não permitirá que sejais tentados além do que podem as vossas forças, antes fará que tireis ainda vantagem da mesma tentação, para a poderdes suportar» (l Cor., X, 13).
            Devemos colaborar como se tudo dependesse de nós. Antes de tudo, devemos evitar escravizar-nos às nossas tendências e aos nossos gostos, pois a vida espiritual não é a procura de um prazer sensível, mas de uma sujeição paciente do sensível ao espiritual: Deus deu-nos o coração e o sentimento para que o ponhamos ao serviço do verdadeiro amor. O que não ultrapassa o sensível tem bem pouca nobreza: não é digno do Deus da verdade. É necessário que o coração manifeste a sua sinceridade por meio de obras, e seja experimentado no fogo do sacrifício. O verdadeiro amor tem a sua raiz na vontade: é a partir da vontade que ele orienta todas as pessoas razoáveis e determina a sua ação. Quando o nosso querer se submete perfeitamente ao de Deus e Lhe corresponde, todo o nosso ser se harmoniza com a sua idéia eterna. Daí a insistente exortação do Senhor: «Porque vos é necessária a perseverança, para que, tendo feito a vontade de Deus, recebais o fruto da sua promessa» (Hebr., X, 36).
            É um perigo para todas as almas desejosas de progresso,

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Especial: A Mulher Forte por Monsenhor Landriot

Nota do blogue: Algumas conferências não estão completas. Conforme for possível vou atualizando-as.
A mulher forte

Monsenhor Landriot, arcebispo de Reims
Conferências feitas às senhoras da Associação de caridade
Versão da 10ª Edição francesa, por Alfredo Campos
livraria Internacional, ano de 1877


Þ 1ª Conferência: Introdução - A Mulher forte, quem a encontrará?
Þ 2ª Conferência: Mulher e os trabalhos manuais
Þ 4ª Conferência: A Mulher forte - Na tempestade do mundo

A perfeita casada (IV) - Frei Luís de León


Pague-lhe com bem, não com mal, 
todos os dias de sua vida. 

(Prov., XXXI, 12)

            Significa que a mulher deve se esforçar, não para causar problemas ao marido e sim para livrá-lo deles e em lhe ser perpétua causa de alegria e descanso. Porque, que vida é a daquele que vê consumir seu patrimônio nos desejos de sua mulher, que seu trabalho é levado todos os dias pelo rio, pelo esgoto, que tomando cada dia novos caminhos, crescendo continuamente suas dívidas, vive vil, escravo, aferrado ao joalheiro e ao mercador?
            Deus, quando quis casar o homem, dando-lhe mulher, disse (Gênesis, 2): "Façamos-lhe um ajudante que seja semelhante", de onde se entende que o ofício natural da mulher, e o fim para o qual Deus a criou, é para que ajude seu marido e não para que seja sua calamidade e desventura: ajudante e não destruidora. Para que o alivie nos trabalhos que acarreta a vida de casado, e não para que acrescente novas cargas. Para repartir entre si os cuidados, tomar sua parte. E finalmente, não as criou Deus para que sejam rochas onde quebrem os maridos e naufraguem os bens e as vidas, e sim portos desejados e seguros onde, chegando em suas casas, repousem e se refaçam das tormentas dos trabalhos pesadíssimos que realizam fora delas.
            Assim como seria lamentável que um mercador, depois de haver padecido navegando grandes fortunas, e depois de haver vencido muitas correntes, navegado por muitos lugares desconhecidos e perigosos, havendo Deus o livrado de tudo, chegando já com sua embarcação inteira e rica, prazeroso e feliz para descansar no porto, quebrasse nele e afundasse; assim é lamentável a miséria dos homens que forcejam todos os dias contra as correntes dos trabalhos e fortunas desta vida, para vadear nelas, e no porto de suas casas perecem; e lhes é a guardiã destruição, e o alívio maior problema, e o sossego ondas de tempestade, e o seguro e o abrigo penhasco áspero e duro.
            Onde vemos que o justo e natural é que cada um seja aquilo mesmo que é; e que a guardiã seja a guardiã, e o descanso, e o porto seguro, e a mulher doce e perpétuo refresco e alegria do coração, e um agrado tênue que continuamente esteja trazendo à mão, o peito de seu marido, apagando os problemas dele; e, como diz Salomão: "Deve lhe pagar com bem e não com mal, todos os dias de sua vida". E diz, não sem mistério, que há de lhe pagar bem, para que se entenda que não é graça e liberalidade isto, e sim justiça e dívida que a mulher deve ao marido e que sua natureza carregou sobre ela, criando-a para este ofício, que é agradar e servir, e alegrar e ajudar nos trabalhos da vida e na conservação dos bens daquele com quem se casa; que como o homem está obrigado ao trabalho de adquirir, assim a mulher tem a obrigação de conservar e guardar; que guarda é como o pagamento e salário devido por aquele serviço; que como ele está obrigado a trazer os pesares de fora, assim ela deve aceitá-lo e espairecê-lo quando chega em casa, não tendo desculpa que a desobrigue.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Especial: Intimidade com Deus por um cartuxo anônimo

Nota do blogue: Publicarei os capítulos deste fantástico livro que trata sobre a espiritualidade cartuxa. Que neste barulho ensurdecedor do mundo, nossa alma possa encontrar silêncio na intimidade com Deus.

Saudações,
Letícia de Paula

P.S: No menu ESPECIAIS do blogue é possível encontrar especiais concluídos e os em andamento.

INTIMIDADE COM DEUS


POR
UM CARTUXO ANÔNIMO
Título original
Parole de Dieu et vie Divine

Especial: A perfeita casada por Frei Luís de León

Nota do blogue: Publicarei alguns capítulos deste fantástico livro que trata sobre a educação moral e espiritual feminina. A tradução foi feita por Liliana Raquel Cwat.

Saudações,
Letícia de Paula

P.S: No menu ESPECIAIS do blogue é possível encontrar especiais concluídos e os em andamento.


A PERFEITA CASADA

Tradução feita por Liliana Raquel Chwat



Þ  A perfeita casada - Introdução.
Þ A perfeita casada II - Mulher de valor, quem a encontrará? Raro e extremado é seu preço.

Þ A perfeita casada III - Confia nela o coração de seu marido; não lhe farão falta os despojos.
Þ A perfeita casada IV- Pague-lhe com bem, não com mal, todos os dias de sua vida.
Þ A perfeita casada V - Buscou lã e linho e obrou com o saber de suas mãos.
Þ A perfeita casada VI - Foi como navio de mercador, que de longe traz seu pão.
Þ A perfeita casada (VII) - Madrugou e repartiu a seus ajudantes os alimentos, e a tarefa a suas criadas.
Þ A perfeita casada (VIII) - Caiu-lhe no gosto uma propriedade, e comprou-a, e do fruto de suas palmas plantou vinhas.
Þ A perfeita casada (IX) - Cingiu-se de fortaleza e fortificou seu braço. Tomou gosto pelo trabalho: sua vela não se apagou de noite. Colocou as mãos na fôrma, e seus dedos tomaram o fuso.
Þ A perfeita casada (X) - Suas palmas abriu para o aflito, e suas mãos estendeu para o necessitado.
Þ A perfeita casada (XI) - Não temerá a neve para sua família, porque toda sua gente está vestida com vestes duplas.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Pensamento da noite de 16/07/2012


"¡Señor tened piedad de mí!... sufro, sí..., pero quisiera que mí sufrimiento no fuera tan egoísta; quisiera, Señor, sufrir por tus dolores de la Cruz, por los olvidos de los hombres, por los pecados proprios y ajenos..., por todo, mi Dios, menos por."
(Hermano Rafael)

Sermón Pascual de Pío XII

Nota del Blog: el siguiente sermón fue pronunciado para Pascuas de Resurrección del año 1957 y termina con un apremiante ruego implorando la segunda Venida de Jesucristo y afirmando explícitamente la existencia de muchos signos al respecto. Cinco años nomás habían pasado cuando los falsos profetas contradijeron al gran Pío XII.
Tomen nota quienes están a la espera de “papas angélicos”, “reyes santos” y “restauraciones” que Pío XII deja bien en claro que las tinieblas que cubren el mundo, desde hace por lo menos 55 años, sólo pueden ser eliminadas con la segunda Venida.

Mensaje Pascual de Pío XII a los fieles de todo el mundo[1]


La Pascua de Resurrección.

Una vez más, una inmensa multitud “de toda lengua, pueblo y nación” (Apoc. V, 9) colma esta majestuosa plaza, que parece, amados hijos, como si os estrechara y uniera a todos. Con vosotros están presentes también, en espíritu millones y millones de fieles que devotamente escuchan Nuestra voz.
Brilla en vuestros ojos una luz nueva, resuena en vuestros corazones un himno de alegría y de gloria: lo cantan mil y mil voces, lo acompañan los acordes del órgano y lo difunden en el aire y sobre los montes y valles los repiques de las campanas. Es la Pascua. El día que ha hecho el Señor para nuestro regocijo y para nuestra alegría: “Haec dies quam fecit Dominus: exultemus el laetemur in ea” (in off. Domin. Resurrect.).
Bien sabe el Señor cómo querríamos penetrar en todas las casas, pasar a través de todas las salas de hospitales, detenernos a bendecir junto a todas las cunas e inclinarnos con ternura sobre todos los sufrimientos; quisiéramos poder librar a todos de todo temor, para dar a todos la paz y para llenar a todos de gozo. Como, por desgracia, no Nos es posible hacer cuanto desearíamos, Nos limitaremos a dirigiros Nuestra palabra, a confiaros- como lo hemos hecho otras veces- algunos pensamientos que nos han nacido en el corazón durante Nuestra meditación.
Apenas se han apagado los ecos del Praeconium paschale, y aún perdura en Nuestro ánimo un motivo particular, entre los muchos que se siguen unos a otros, entrelazándose y fundiéndose en airosa armonía. Después de invitar al regocijo a la muchedumbre angélica de los cielos, a la tierra y a la santa madre Iglesia, juntamente con todos los pueblos, la atención del canto litúrgico se detiene en la noche que precedió a la resurrección del Señor. Verdadera noche, noche de pasión, de angustia, y de tinieblas; pero con todo, noche feliz; vere beata nox; porque fue la única que tuvo el mérito de conocer el tiempo y la hora en que Cristo resucitó de la muerte; pero ante todo porque de ella estaba escrito: et nox sicut dies illuminabitur. Una noche que preparaba la alborada y el esplendor de un día luminoso, una angustia, una negrura, una ignominia y una pasión, que preparaban la alegría, la luz, la gloria y la resurrección.

Tras una Noche de Tempestad, una Explosión de Luz.

Considerad, amados hijos, lo que sucede en una noche de tempestad. Parece que a la Naturaleza, trastornada, le ha llegado su última hora, sin esperanza alguna. No tiene el caminante extraviado ni siquiera la débil luz de las estrellas lejanas para recobrar la confianza y la dirección; las plantas, las flores y toda palpitación de vida se halla sumergida como en una sombra de muerte. ¿Cómo lograr despertar el canto y el perfume? Todo esfuerzo parece inútil: los seres no se distinguen en la oscuridad; no es posible encontrar de nuevo el camino; las palabras se pierden en la borrasca enfurecida.
Con todo, allí están todos los elementos; en los terrones mismos del campo hay un estremecimiento de espera; las semillas gimen sufriendo; los pájaros del aire tienen quietas las alas, deseosas de cernerse en franco vuelo; pero nada se puede mover.
Mas he aquí que hacia el oriente una tenue claridad aparece; el fragor del trueno enmudece; el viento disipa las nubes y aparecen sonrientes las estrellas; viene la aurora. El peregrino se detiene; una sonrisa reaparece en el rostro cansado, mientras su ojo ardiente se ilumina de esperanza. El cielo se arrebola; se suceden con rápido ritmo los colores, que poco a poco se blanquean; el último estremecimiento, una explosión de luz: es el sol. La tierra se despereza, la vida se despierta y se eleva un canto.

La Noche que Precedió a la Resurrección.

También la noche que precedió a la resurrección de Jesús fue noche de desolación, de llanto y de tinieblas. Sus enemigos estaban satisfechos de haber por fin encerrado en la tumba al “seductor del pueblo”. Herido el Pastor, la pequeña grey se dispersó. Los amigos de Jesús, desolados y desconcertados, se ven obligados a esconderse por temor a los escribas y fariseos. Jesús está en la tumba. Yace su cadáver sobre la fría roca y todo su cuerpo está todavía llagado; sus labios están mudos. ¿Qué quedan ya de sus palabras, que sabían animar, confortar e iluminar, aquellas palabras suyas tan llenas de majestad y sabiduría? ¿Dónde está aquel su imperar a los vientos y tempestades; dónde su poder para eludir las diabólicas insidias de sus enemigos o para hacer frente valerosamente a su furor? ¿Dónde está su poder de sanar a los enfermos, de resucitar a los muertos? Todo (al parecer) ha terminado; y con él han quedado sepultados en la tumba no sólo los proyectos ambiciosos de algunos, sino también las discretas esperanzas de muchos. Todo ha terminado -van murmurando los hombres-, y en sus voces se ve la expresión de una desesperada tristeza. Todo ha terminado, parece que responden las cosas.
Y, sin embargo, quien hubiese podido mirar a través de la piedra que cerraba el sepulcro, hubiera tenido la impresión de que los ojos de Jesús no estaban cerrados por la muerte sino por el sueño; allí no había traza de corrupción en sus miembros, y su rostro conservaba aún muy visibles las señales de su belleza sobrehumana, de su infinita bondad. Después de su muerte, el cuerpo de Jesús, como su alma, permaneció unido al Verbo, a la divinidad, que vive y obra en aquellos miembros. Pero apartada, en una casita modesta y silenciosa, arde una llama de fe que nunca se apaga: María espera llena de confianza a Jesús.

La Resurrección.

En esto, la tierra tiembla; el ángel baja del cielo, aparta la pesada piedra que cierra el sepulcro, y se sienta majestuoso y sereno sobre ella. Los soldados huyen y van a dar bruscamente a los enemigos de Jesús la primera prueba de su aplastante derrota. Es ya el alba.
María Magdalena está corriendo casi sin saber adónde, movida por un amor que no sufre pausas ni admite reflexión; vedla, de repente, como desmayada ante Jesús, que la saluda con infinita ternura. Las piadosas mujeres, con el corazón alborotado por el anuncio que les diera el ángel, encuentran también a Jesús y vuelan a anunciar la resurrección a los apóstoles, para hacerles participantes de su alegría y de su paz. Entre tanto, Pedro ha recibido del Señor, con señal inefable, la certeza de su perdón. Y Jesús entra en el Cenáculo con las puertas cerradas y halla a los apóstoles; les conforta, les tranquiliza, les deja su paz. Más tarde vuelve para reavivar la fe vacilante de Tomás. Ocho días antes, en el camino de Emaús, Él había acompañado a dos discípulos desolados y se les había manifestado en el acto de partir el pan.
Pasó la noche y con ella se acabó la angustia, se acabó el temor; desaparecieron las dudas; las tinieblas se iluminaron; ha vuelto la esperanza. De nuevo resplandece el sol. Se eleva un canto festivo: Resurrexit, alleluia

La Noche que cayó sobre el mundo.

Así quisiéramos, amadísimos hijos, que otra noche, la noche que ha caído sobre el mundo y que oprime a los hombres, viese pronto su alba y fuese besada por los rayos de un nuevo sol.
Varias veces hemos hecho notar que los hombres de todas las naciones y de todos los continentes se ven forzados a vivir, desorientados y temerosos, en un mundo trastornado y perturbador. Todo se ha hecho relativo y provisional, porque es siempre menos eficiente y por lo mismo menos eficaz. El error, en sus formas casi innumerables, ha esclavizado las inteligencias de seres, por lo demás muy selectos y la inmoralidad de toda clase, ha llegado a tales grados de precocidad, de impudencia y de universalidad, que preocupan seriamente a los que piensan en la suerte del mundo. La humanidad parece un cuerpo infecto y llagado, en el que la sangre circula con dificultad, porque los individuos, las clases, y los pueblos se obstinan en seguir divididos, y por lo tanto, no se comunican mutuamente. Y cuando no se desconocen se odian, y conspiran y luchan y se destruyen.
Pero también esta noche del mundo tiene señales claras de un alba que vendrá, de un día nuevo al que besará un sol nuevo y más esplendoroso.
Entre tanto se están multiplicando providencialmente en el mundo los medios para un desarrollo de la vida más completo y más libre. Mientras los descubrimientos de la ciencia ensanchan el horizonte de la posibilidad humana, la técnica y la organización hacen más efectivas esas conquistas poniéndolas al servicio inmediato del hombre. La energía nuclear prácticamente ha dado ya comienzo a una nueva época: las casas se iluminan con energía proveniente del empleo de la desintegración nuclear, y no parece demasiado lejano el día en que las ciudades serán iluminadas y las máquinas movidas por procesos de síntesis semejantes a los que desde hace miles de millones años encienden el sol y las otras estrellas. La electrónica y la mecánica están cambiando el mundo de la producción y del trabajo con la automatización; así el hombre se hace cada vez más señor de sus obras y ve que su propio trabajo mejora en calidad e inteligencia. Los medios de transporte unen un punto y otro del planeta con una sola red, que puede recorrerse con velocidad superior al movimiento aparente del sol. Los proyectiles surcan los ámbitos de los cielos y los satélites artificiales se preparan a asombrar al espacio con su presencia. La agricultura multiplica con la química nuclear la posibilidad de alimentar una humanidad bastante más grande que la actual, mientras la biología gana de en día terreno en la batalla contra las más terribles enfermedades.
Sin embargo, todo esto es todavía noche. Noche llena, si se quiere, de ansias y esperanzas, pero noche. Noche que aún podría de repente hacerse tempestuosa si aparecieran acá y allá los fulgores de los relámpagos y se oyera el estruendo de los truenos. ¿Acaso no es verdad que la ciencia, la técnica y la organización se han convertido muchas veces en fuente de terror para los hombres?
Por eso no están ya seguros como en otro tiempo. Ven con suficiente claridad que ningún progreso por sí solo puede lograr que el mundo renazca.Muchos entrevén ya, y lo confiesan, que se ha llegado a esta noche del mundo porque Jesús ha sido apresado, porque se le ha querido desterrar de la vida familiar, cultural y social; porque se ha sublevado el pueblo contra Él[2], porque le han crucificado y dejado mudo e inerte.
Pero hay una multitud de almas valientes y activas, conscientes de que la muerte y sepultura de Jesús solo fue posible porque entre los amigos de Él hubo quien le negase y le traicionase; ¡hubo tantos que huyeron asustados ante las amenazas de los enemigos! Estas almas saben que una acción oportuna, concorde y orgánica cambiará la faz de la tierra, renovándola y mejorándola.

La Resurrección del Mundo.

Es necesario quitar la piedra sepulcral con la cual han querido encerrar en el sepulcro a la verdad y al bien; es preciso conseguir que Jesús resucite; con una verdadera resurrección que no admita ya ningún domino de la muerte “surrexit Dominus vere” (Lc. 24, 34), “mors illi ultra non dominabitur” (Rom. 6, 9).
Jesús debe destruir en los individuos la noche de la culpa mortal por el alba de la gracia recobrada.
En las familias, a la noche de la indiferencia y de la frialdad debe suceder el sol del amor.
En los campos de trabajo, en las ciudades, en las naciones, en las tierras de la incomprensión y del odio, la noche debe iluminarse como el día, “nox sicut dies illuminabitur”; y cesará la lucha, brillará la paz.
¡Ven Señor Jesús!
La humanidad no tiene fuerza para quitar la piedra que ella misma ha fabricado, intentando impedir tu vuelta. Envía tu ángel, oh Señor, y haz que nuestra noche se ilumine como el día.
¡Cuántos corazones, oh Señor, te esperan! ¡Cuántas almas se consumen por apresurar[3] el día en que Tú sólo vivirás y reinarás en los corazones! ¡Ven, oh Señor Jesús!
¡Hay tantos indicios de que tu vuelta no está lejana!
¡Oh María, que lo viste resucitado; María a quien el primer aparecer de Jesús quitó la angustia inenarrable causada por la noche de la pasión; María, te ofrecemos las primicias de este día! Para ti, Esposa del divino Espíritu, Nuestro corazón y Nuestra esperanza. ¡Así sea!



[1] Tomado del Anuario “Petrus”, que al pie de página dice: “L`Osserv. Rom. 22-23-IV-57; AAS vol. 49, página 276-280. Los subtítulos son nuestros”.
El original en italiano puede verse AQUI:
[2] Léase: “las naciones Católicas”.
[3] Nota del Blog: parece esto una clara alusión al hermoso pasaje de San Pedro:“Pero el día del Señor vendrá como ladrón, y entonces pasarán los cielos con gran estruendo, y los elementos se disolverán con gran estruendo, y los elementos se disolverán para ser quemados, y la tierra y las obras que hay en ella no serán más halladas. Si, pues, todo ha de disolverse así ¿cuál no debe ser la santidad de vuestra conducta y piedad para apresurar la Parusía del día de Dios, por el cual los cielos encendidos se disolverán y los elementos se fundirán para ser quemados? Pues esperamos también conforme a su promesa cielos nuevos y tierra nueva en los cuales habite la justicia. Por lo cual, carísimos, ya que esperáis estas cosas, procurad estar sin mancha y sin reproche para que Él os encuentre en paz. Y creed que la longanimidad de Nuestro Señor es para salvación…” (II Pedro III, 10 ss).

Fé/Esperança/Caridade


Cônego Júlio Antônio dos Santos
O Crucifixo, meu livro de estudos - 1950




CARIDADE

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1 - Há um fresco do século XVI que representa, senão com arte, pelo menos com verdade, os misteriosos efeitos da Paixão de Jesus.
- No centro, Jesus Crucificado. Das quatro extremidades da cruz saem mãos que sustentam diversos objetos. A mão que sai do pé da cruz tem um martelo com que despedaça as portas do limbo onde estavam os justos da antiga Lei. A mão que sai do cimo da cruz tem uma chave, e abre o Céu onde reina o Pai eterno. A mão, que sai do braço direito da Cruz, tem uma coroa, e esta coroa coloca-a na cabeça da Igreja que avança sustentada pelos quatro Evangelistas e protegida por Maria. A mão que sai do braço esquerdo da cruz, empunha uma espada e crava essa espada na Sinagoga que fica imóvel no seu cavalo cansado sobre o peso da maldição lançada contra Eva.

2 - Mistério incompreensível: fonte da vida para a lgreja, a Paixão é uma ocasião de morte para a Sinagoga! O quadro explica-nos este mistério. Ao passo que a Igreja recolhe piedosamente o Sangue que corre do coração alanceado de Jesus, a Sinagoga, de olhos vendados; não pode reconhecer o Redentor.

O centurião Longino

            O centurião Longino havia sido testemunha da paciência com que Jesus sofria, da generosidade com que morria; havia sido curado miraculosamente de uma vista por algumas gotas de Sangue que lhe salpicaram os olhos no momento em que retirara a lança com que trespassou o peito e o coração de Jesus. Neste instante, a divina Providência faz um prodígio ainda maior: ilumina-lhe a alma e transforma-lhe o coração e então exclama com fé viva: «Eu reconheço e confesso que este homem era verdadeiramente o Filho de Deus.»...
            A exemplo deste bravo capitão os seus soldados testemunhas dos mesmos prodígios, esclarecidos pela mesma luz e dóceis à mesma graça fazem a mesma profissão de fé: - «Sim, este homem era verdadeiramente o Filho de Deus».
Que o sangue de Jesus Cristo caia também sobre a nossa inteligência para iluminar, sobre o nosso coração para o purificar e sobre a nossa alma para a santificar.

Que é a fé?

A fé é uma virtude sobrenatural pela qual, sob inspiração e com o auxílio da graça divina, cremos firmemente todas as verdades reveladas por Deus e propostas pela Igreja.

I- Ato de fé

1. A fé é um ato da inteligência

Antes de crer examinamos primeiro se o que devemos crer é realmente revelado, Deus quer esta investigação porque exige uma obediência racional.

2 - A fé é um ato da vontade

Logo que a inteligência adquiriu a certeza de que a doutrina proposta foi revelada por Deus, a vontade deve logo submeter-se à palavra divina ainda que a razão não compreenda esta doutrina em si mesma.

3- A fé é um ato da graça

            A virtude ou ato é sobrenatural, quer dizer, exige a cooperação da graça.
            A graça é necessária por três razões: 1.ª Para iluminar e nortear o espírito, a fim de que não se deixe arrastar pelo erro impedindo assim que reconheça o fato da Revelação e aceite as verdades contidas nela. 2.ª Para purificar e fortalecer a vontade. É preciso que a justiça comova o coração, dispondo-o a abraçar as verdades que contrariam as paixões. 3.ª Para ter a faculdade de acreditar. Para crer nas verdades de ordem revelada é necessária uma facilidade de ordem sobrenatural - a graça da fé.
            Assim como Deus nos deu olhos e com eles a força de ver as coisas, a inteligência e com ela a força de conhecermos; assim também nos dá a fé e com a fé, a potência, a força de crermos na Sua palavra, que nos é anunciada pela Igreja.
A fé dá-nos a conhecer as verdades de ordem sobrenatural, desta ordem que, elevando-nos acima dos sentidos e da simples razão nos faz viver na eternidade da vida e da glória.
            A fé é uma luz colocada pelo Salvador nas nossas mãos para nos conduzir e guiar no caminho do Céu.
            A fé é para a razão o que o telescópio é para a vista. O que já não podemos ver a olho nu, o telescópio no-lo descobre em novos mundos e novas maravilhas.
            Longe de contrariar a razão, a fé só lhe serve de luz ou apoio.

II- Objeto da fé

            O objeto da fé é toda a revelação divina.
            Ainda que o objeto da fé abranja a revelação inteira, convém fazer uma distinção entre o conjunto das verdades reveladas por Deus e as verdades particulares que a Igreja nos ensina em nome de Deus.
            1º. Fé divina é a que tem como objeto o conjunto das verdades reveladas por Deus. Para que uma verdade seja de fé divina basta, portanto, termos a certeza de que foi revelada por Deus.
            2.º Fé católica é a que tem por objeto as verdades relevadas por Deus e ensinadas pela Igreja, às quais se dá o nome de dogmas, verdades ou artigos de fé. Para que uma verdade seja de fé católica é condição necessária a promulgação pela Igreja.

III- Motivos da fé

            O motivo da fé, diz o Concílio do Vaticano, é a autoridade do próprio Deus, que nos revela as verdades e não pode enganar-Se nem enganar-nos.
            Toda a certeza das ciências, por maior que seja, não chega, nem para lá caminha, à certeza da fé; porque têm sempre alguma dependência dos sentidos, que são enganadores; das experiência, que são variáveis; dos raciocínios, que muitas vezes, não são exatos; da ilação que não pode ser universal; da conexão dos efeitos com as suas causas, que, as mais das vezes, nos é desconhecida. À fé torna-nos tudo bem certo e inabalável; pois é tão impossível que eu me engane, como é impossível que Deus Se engane a Si mesmo ou me engane a mim. Creio porque Deus o disse e porque Deus não se engana nem pode enganar. 

CONTINUA...

Nossa Senhora do Carmo

Fonte: Escravas de Maria

16/07 Segunda-feira
Festa de Quarta Classe
Paramentos Verdes


Nossa Senhora do Carmo (ou Nossa Senhora do Monte Carmelo) é um título consagrado à Nossa Senhora. Este título apareceu com o propósito de relembrar o convento construído em honra da Santíssima Virgem Maria nos primeiros séculos do Cristianismo, no Monte Carmelo, em Israel. Os primeiros carmelitas, em fins do século XII depois de Cristo (mais de dois mil anos depois da vida do profeta Elias) decidiram formar uma comunidade no Monte Carmelo. O Monte Carmelo é conhecidíssimo pela sua beleza, o nome significa "jardim". Os primeiros monges eram cavaleiros cruzados, que cansados da violência e injustiça daquelas guerras para conquistar a Terra Santa das mãos dos mouros, ali se refugiaram, sedentos de uma vida mais autenticamente evangélica. Atraídos ao Monte Carmelo, pela fama e tradição do profeta Elias, ali fundaram uma capela e em torno dela construíram seus quartos ou "celas". Isto foi por volta de 1155, dedicaram-se a uma vida de penitência e reparação pelos abusos dos cruzados; exercitavam-se na prática da oração e união com Deus e a trabalhos manuais. Escolheram Elias como Pai Espiritual e exemplo de vida monástica de oração e testemunho Profético em meio a um mundo dominado pelas injustiças. A principal característica mariana é apresentar o Escapulário do Carmo, símbolo que representa o ato de se estar ao serviço do Reino de Deus e que traz muitas indulgênciasgraças e outros benefícios espirituais a quem assume este sinal e esta proposta.                                  
                                                 
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Epistola
Romanos  6,19-23         
                                                                                                                         
19.Vou-me servir de linguagem corrente entre os homens, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois, como pusestes os vossos membros a serviço da impureza e do mal para cometer a iniqüidade, assim ponde agora os vossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade.20.Quando éreis escravos do pecado, éreis livres a respeito da justiça.21.Que frutos produzíeis então? Frutos dos quais agora vos envergonhais. O fim deles é a morte.22.Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santidade; e o termo é a vida eterna.23.Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.



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Evangelho                                                                                                                       
São Mateus 7,15-21         
                                                                                                               
15.Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores.16.Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos?17.Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos.18.Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos.19.Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo.20.Pelos seus frutos os conhecereis.21.Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.